quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Eclipse Solar Anular e Parcial encantando África e América do Sul - além de Oceano Atlântico e parte do Oceano Pacífico (e ainda Antárctica)!


Olá!

Um eclipse parcial
é um evento sempre muito emocionante
e, certamente,
alguns deles já foram por nós observados,
não é verdade?
... e talvez nunca antes
 em uma inebriante manhã
de domingo de Carnaval!

Porém,
um eclipse anular 
é algo realmente quase inacreditável
e tão interessante e tão emocionante,
a meu ver,
quanto um eclipse solar total.

No eclipse anular,
a Lua não encobre o Sol totalmente
e assim, este evento nos apresenta
um Anel de Fogo!
É um espetáculo inesquecível!

Nesta Postagem,
Caro Leitor,
você encontrará
a boa Ilustração realizada pela Nasa
apresentando o passo do Eclipse Solar Anular
e todo o espraiamento
do Eclipse Solar Parcial
a ser observado em grande parte
do hemisfério sul
desde a África, cruzando o Oceano Atlântico,
sendo acolhido pelas regioes mais ao sul
da Argentina e do Chile
(e a Ilustração Stellarium 
do momento do Anel de Fogo
foi realizada 
para uma cidadezinha no Chile,
Coyaque Alto).
O Eclipse Parcial Solar
seguirá, então, para grande parte
do Oceano Pacífico.

Observe na Ilustração Stellarium, 
Caro Leitor,
que o Sol e a Lua estarão encontrando-se
e formando o Anel de Fogo
bem próximo às águas estelares vertidas
pelo Aguadeiro, Aquarius,
e estarão sendo testemunhados
por Mercúrio e Netuno
(e ainda pelo asteróide Pallas).



Stellarium
para a cidade de Coyaque Alto,
no Chile


Stellarium
para a cidade de Coyaque, no Chile

Cidades de Coyaque e Coyaque Alto


Marcação e horários para Coyaque Alto, Chile





Para nós, no Brasil,
o eclipse será parcial
e você poderá conferir
sobre o quanto 
o Sol estará abocanhado
pela Lua Nova
em sua cidade,
no excerto da Ilustração realizada pela Nasa:
- entre oitenta e sessenta por cento
bem ao sul;
entre sessenta e quarenta por cento
nas regiões sul e sudeste;
entre quarenta e vinte por cento
nas regiões sudeste, oeste e 
pequena parte do nordeste;
e, finalmente, entre centro-oeste e nordeste,
de vinte a zero por cento.
Ainda grande parte do nordeste e 
toda a região norte não observarão
o eclipse parcial.




No Rio de Janeiro o eclipse começa às 10h10min, atinge um máximo de 43% de ocultação as 11h41min (73 graus de altura em relação ao horizonte) e acaba as 13h11min



excerto da Ilustração apresentada pela Nasa
(e que o Leitor encontrará, por inteiro,
ainda nesta Postagem)



Meu Eclipse Parcial
no Sítio das Estrelas...
- 21sul53 e 43oeste01 -,
região sudeste do Brasil

Stellarium

Stellarium





Nesta Postagem,
Caro Leitor,
encontre informações
sobre a proteção e segurança de seus olhos
diante de um eclipse;
sobre eclipses solares totais e anulares;
sobre o Eclipse Anular e Parcial Solar
deste 26 de fevereiro
e sobre a Série Saros 140.

Para todos aqueles que estiverem
no passo da anularidade
neste 26 de fevereiro,
felicidades e bom tempo
(e boa proteção aos olhos,
sem dúvida alguma!).

Para todos aqueles 
que estivem observando
o eclipse parcial solar
neste domingão de Carnaval no Brasil
- e domingo comum nos demais países -,
felicidades e bom tempo
(e boa proteção aos olhos,
sem dúvida alguma!).


NÃO SE ESQUEÇA, CARO LEITOR:
PROTEÇÃO AOS OLHOS É FUNDAMENTAL!

E VEJA QUE ÓCULOS ESCUROS 
NÃO SERVEM
DE MANEIRA ALGUMA!

PROTEJA SUA VISÃO,
SUA PRECIOSIDADE NESTA VIDA!

Com um abraço estrelado,
Janine Milward





Eclipse Solar Anular
Eclipse Solar Anular registrado no Novo México, EUA.
Créditos: National Geographic / Coleen Pinski




NÃO SE ESQUEÇA, CARO LEITOR:
PROTEÇÃO AOS OLHOS É FUNDAMENTAL!

E VEJA QUE ÓCULOS ESCUROS NÃO SERVEM
DE MANEIRA ALGUMA!

PROTEJA SUA VISÃO,
SUA PRECIOSIDADE NESTA VIDA!

SAIBA BEM MAIS 
SOBRE A PROTEÇÃO AOS SEUS OLHOS
ACESSANDO O SITE DO PLANETÁRIO DO RIO
EM
http://www.planetariodorio.com.br/2017/02/21/eclipse-no-carnaval/

Algumas dicas de observação segura de eclipses solares.
Algumas dicas de observação segura de eclipses solares.
♦Métodos de observação segura de eclipses Solares: http://ceurbano.blogspot.com.br/2014/06/metodos-de-observacao-segura-do-sol-e.html
♦Vídeo prático resumindo a observação do Sol sem instrumento óptico: https://www.youtube.com/watch?v=_P_tFnHWaF0
♦Se quiser saber como vai ser em sua cidade sugiro o seguinte link: https://www.vercalendario.info/pt/lua/brasil-26-fevereiro-2017.html
Ver também: 



http://www.galeriadometeorito.com/2016/08/tudo-sobre-o-eclipse-solar-anular-de-setembro-2016.html

E lembre-se também que qualquer filtro solar deve ser acoplado na abertura do telescópio ou dos binóculos, e jamais do encaixe da ocular, assim você garante que a radiação está sendo filtrada antes mesmo de entrar no tubo de seu instrumento ótico, caso contrário, os danos (tanto ao seu equipamento quanto à sua visão) serão irreversíveis.
Como observar o Sol com telescópio de forma segura
Na ilustração acima, veja o local exato em que o filtro solar (próprio para uso em telescópios) deve ser acoplado.
Nunca utilize "supostos filtros solares" cujo local de acoplagem fica entre o instrumento ótico e o seu olho.
Créditos: Galeria do Meteorito

Mesmo para observação direta, utilize filtros especiais, projetados para observação solar, ou então uma máscara de solda compatível, suficiente para assegurar uma observação confortável.

http://www.galeriadometeorito.com/2016/08/tudo-sobre-o-eclipse-solar-anular-de-setembro-2016.html




http://www.astrosurf.com/carreira/img/eventos/esa2005_mosaico1400.jpg



Um eclipse solar é um fenômeno que ocorre quando a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol, ocultando total ou parcialmente a sua luz numa estreita faixa terrestre. Do ponto de vista de um observador fora da Terra, a coincidência é notada no ponto onde aponta o cone de sombra risca a superfície do nosso planeta.
...............................................................................

Tipos de eclipses solares

Há quatro tipos de eclipses solares[1]:
  • eclipse solar parcial: somente uma parte do Sol é ocultada pelo disco lunar.

  • eclipse solar total: toda a luminosidade do Sol é escondida pela Lua.

  • eclipse anulareclipse anelar ou eclipse em anel: um anel da luminosidade solar pode ser vista ao redor da Lua, o que é provocado pelo fato do vértice do cone de sombra da Lua não estar atingindo a superfície da Terra, o que pode acontecer se a Lua estiver próxima de seu apogeu. Isso é similar à ocorrência do eclipse penumbral da lua.

  • eclipse híbrido, quando a curvatura da Terra faz com que o eclipse seja observado como anular em alguns locais e total em outros. O eclipse total é visto nos pontos da superfície terrestre que estão ao longo do caminho do eclipse e estão fisicamente mais próximos à Lua, e podem, assim, serem atingidos pela umbra; outros locais, menos próximos da Lua devido à curvatura da Terra, caem na penumbra da lua, e enxergam um eclipse anular.
Eclipses solares podem ocorrer apenas durante a fase de Lua nova, por ser o período em que a Lua está posicionada entre a Terra e o Sol.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Eclipse_solar

Esquema comparativo do eclipse anular e do total.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Eclipse_solar#/media/File:Eclipse_Anular.svg







SOBRE O ECLIPSE ANULAR/PARCIAL
DE 26 DE FEVEREIRO:

s S. America, Atlantic, Africa, Antarctica 
[Annular: Pacific, Chile, Argentina, Atlantic, Africa]


https://eclipse.gsfc.nasa.gov/solar.html



https://eclipse.gsfc.nasa.gov/SEplot/SEplot2001/SE2017Feb26A.GIF




ANIMAÇÃO DO ECLIPSE SOLAR DE 26 DE FEVEREIRO DE 2017:
https://eclipse.gsfc.nasa.gov/SEanimate/SEanimate2001/SE2017Feb26A.GIF








ANIMAÇÃO DA SÉRIE SAROS 140:
https://eclipse.gsfc.nasa.gov/SEsarosanimate/140.gif



https://eclipse.gsfc.nasa.gov/SEsaros/SEsaros140.html

Saros Series 140

Introduction

The periodicity and recurrence of solar eclipses is governed by the Saros cycle, a period of approximately 6,585.3 days (18 years 11 days 8 hours). When two eclipses are separated by a period of one Saros, they share a very similar geometry. The two eclipses occur at the same node[1] with the Moon at nearly the same distance from Earth and at the same time of year. Thus, the Saros is useful for organizing eclipses into families or series. Each series typically lasts 12 to 13 centuries and contains 70 or more eclipses. Every saros series begins with a number of partial eclipses near one of Earth's polar regions. The series will then produce several dozen central[2] eclipses before ending with a group of partial eclipses near the opposite pole. For more information, see Periodicity of Solar Eclipses.

Statistics for Solar Eclipses of Saros 140

Solar eclipses of Saros 140 all occur at the Moon’s descending node and the Moon moves northward with each eclipse. The series began with a partial eclipse in the southern hemisphere on 1512 Apr 16. The series will end with a partial eclipse in the northern hemisphere on 2774 Jun 01. The total duration of Saros series 140 is 1262.11 years. In summary:
                      First Eclipse =   1512 Apr 16   06:22:25 TD
                       Last Eclipse =   2774 Jun 01   13:10:10 TD

                      Duration of Saros 140  =  1262.11 Years
Saros 140 is composed of 71 solar eclipses as follows:
Solar Eclipses of Saros 140
Eclipse TypeSymbolNumberPercent
All Eclipses-71100.0%
PartialP2433.8%
AnnularA3245.1%
TotalT1115.5%
Hybrid[3]H45.6%
Umbral eclipses (annular, total and hybrid) can be further classified as either: 1) Central (two limits), 2) Central (one limit) or 3) Non-Central (one limit). The statistical distribution of these classes in Saros series 140 appears in the following table.
Umbral Eclipses of Saros 140
ClassificationNumberPercent
All Umbral Eclipses47100.0%
Central (two limits)4391.5%
Central (one limit)12.1%
Non-Central (one limit)36.4%
The following string illustrates the sequence of the 71 eclipses in Saros 140: 8P 11T 4H 32A 16P
The longest and shortest central eclipses of Saros 140 as well as largest and smallest partial eclipses are listed in the below.
Extreme Durations and Magnitudes of Solar Eclipses of Saros 140
Extrema TypeDateDurationMagnitude
Longest Annular Solar Eclipse2449 Nov 1507m35s-
Shortest Annular Solar Eclipse1927 Jan 0300m03s-
Longest Total Solar Eclipse1692 Aug 1204m10s-
Shortest Total Solar Eclipse1836 Nov 0901m28s-
Longest Hybrid Solar Eclipse1854 Nov 2001m07s-
Shortest Hybrid Solar Eclipse1908 Dec 2300m12s-
Largest Partial Solar Eclipse1638 Jul 11-0.89166
Smallest Partial Solar Eclipse1512 Apr 16-0.00034
https://eclipse.gsfc.nasa.gov/SEsaros/SEsaros140.html



https://eclipse.gsfc.nasa.gov/SEsaros/SEsaros.html

ECLIPSES AND THE SAROS

Fred Espenak

The periodicity and recurrence of eclipses is governed by the Saros cycle, a period of approximately 6,585.3 days (18 years 11 days 8 hours). It was known to the Chaldeans as a period when lunar eclipses seem to repeat themselves, but the cycle is applicable to solar eclipses as well.
The Saros arises from a natural harmony between three of the Moon's orbital periods (circa 2000 CE):
       Synodic Month (New Moon to New Moon)    = 29.530589 days   = 29d 12h 44m 03s
       Anomalistic Month (perigee to perigee)  = 27.554550 days   = 27d 13h 18m 33s
       Draconic Month (node to node)           = 27.212221 days   = 27d 05h 05m 36s
One Saros is equal to 223 synodic months. However, 239 anomalistic months and 242 draconic months are also equal to this same period (to within a couple hours)!
              223 Synodic Months        = 6585.3223 days   = 6585d 07h 43m
              239 Anomalistic Months    = 6585.5375 days   = 6585d 12h 54m
              242 Draconic Months       = 6585.3575 days   = 6585d 08h 35m
Any two eclipses separated by one Saros cycle share very similar geometries. They occur at the same node with the Moon at nearly the same distance from Earth and at the same time of year. Because the Saros period is not equal to a whole number of days, its biggest drawback is that subsequent eclipses are visible from different parts of the globe. The extra 1/3 day displacement means that Earth must rotate an additional ~8 hours or ~120º with each cycle. For solar eclipses, this results in the shifting of each successive eclipse path by ~120º westward. Thus, a Saros series returns to about the same geographic region every 3 saroses (54 years and 34 days).
A Saros series doesn't last indefinitely because the three lunar months are not perfectly commensurate with one another. In particular, the Moon's node shifts eastward by about 0.5º with each cycle. A typical Saros series for a solar eclipse begins when new Moon occurs ~18° east of a node. If the first eclipse occurs at the Moon's descending node, the Moon's umbral shadow will pass ~3500 km below Earth and a partial eclipse will be visible from the south polar region. On the following return, the umbra will pass ~300 km closer to Earth and a partial eclipse of slightly larger magnitude will result. After ten or eleven Saros cycles (about 200 years), the first central eclipse will occur near the south pole of Earth. Over the course of the next 950 years, a central eclipse occurs every 18.031 years (= Saros) but will be displaced northward by an average of ~300 km. Halfway through this period, eclipses of long duration will occur near the equator. The last central eclipse of the series occurs near the north pole. The next approximately ten eclipses will be partial with successively smaller magnitudes. Finally, the Saros series will end a dozen or more centuries after it began at the opposite pole. Due to the ellipticity of the orbits of Earth and the Moon, the exact duration and number of eclipses in a complete Saros is not constant. A series may last 1226 to 1550 years and is comprised of 69 to 87 eclipses, of which about 40 to 60 are central (i.e., total, hybrid or annular). For more information, see Saros Series Statistics.
Solar eclipses that take place near the Moon's ascending node have odd Saros numbers. Each succeeding eclipse in a series shifts progressively southward with respect to the center of Earth. On the other hand, solar eclipses occurring near the Moon's descending node have even Saros numbers. Each succeeding eclipse in a series shifts progressively northward with respect to the center of Earth.
The numbering system used for the Saros series was introduced by the Dutch Astronomer G. van den Bergh in his book Periodicity and Variation of Solar (and Lunar) Eclipses (Tjeenk Willink, Haarlem, Netherlands, 1955). He placed all 8,000 solar eclipses in von Oppolzer's Canon der Finsternisse (1887) into a large two-dimensional matrix. Each Saros series was arranged as a separate column with the eclipses in chronological order. The Saros series columns were then staggered so that the interval between any two eclipses in adjacent columns was 10571.95 days (= 29 years -20 days). This is another important eclipse cycle called the Inex . The resulting Saros-Inex Panorama proved useful in organizing eclipses. For instance, one step down in the panorama is a change of one Saros period (6585.32 days) later, while one step to the right is a change of one Inex period (10571.95 days) later. The rows and columns were then numbered with the Saros and Inex numbers.
Note that the Saros numbering sequence does not depend on when a series begins or ends. In general, the numbering tends to follow the order in which each series peaks. In this context, the peak of a series occurs when the umbral shadow axis passes closest to the center of Earth. Since the duration of each series varies up to several hundred years and the numbering approximately follows the order in which each series peaks, this explains why the first eclipse of a series which peaks later can actually preceed the first eclipse of a series that peaks earlier.
........................................................................



Segundo Fred Espenak, em Eclipses and the Saros
- atualizado recentemente 
(e minha  (Janine) tradução simples e sintetizada  abaixo
aconteceu há cerca de dez a quinze anos) 


“A periodicidade e a recorrência dos eclipses são governados por um ciclo chamado Saros - um período de aproximadamente 6.585.3 dias (18 anos, 11 dias e 8 horas).  Os Caldeus o consideravam como um período quando os  eclipses lunares pareciam se repetir - como também esse ciclo pode ser aplicado, da mesma forma, para os eclipses solares.

O ciclo Saros surge da natural harmonia entre os três períodos orbitais da Lua;
O mês Sinódico (de lua nova a lua nova) 29 dias 12 horas 44 minutos
O mês Dracônico (de Nódulo a Nódulo) 27 dias 05 horas 06 minutos
O mês Anomalístico (de Perigeu a Perigeu) 27 dias 13 horas 19 minutos

Dois eclipses separados por um mesmo ciclo Saros compartilham geometrias muito similares. Eles ocorrem no mesmo Nódulo, com a Lua na quase mesma distância da Terra e no mesmo momento do ano.

Uma série Saros não dura indefinidamente em função do fato de que três meses lunares não são perfeitamente comensuráveis entre si.

A compreensão acerca da seqüência de numeração do Saros é complicada pelo fato de que não depende de quando uma série começa ou termina.  Pelo contrário, a numeração é determinada pela ordem na qual cada série atinge seu clímax.  Dentro desse contexto, o clímax de uma série acontece quando o eixo da sombra umbral passa o mais próximo do centro da Terra.  E porque a duração de cada série vária até algumas centenas de anos e a numeração acontece a partir da ordem na qual cada série atinge seu clímax, isso explica o porquê o primeiro eclipse de uma série que encontra seu clímax mais tarde pode, na verdade, preceder o primeiro eclipse de uma série que alcançou seu clímax anteriormente.  Na coluna denominada Gamma, encontramos o parâmetro que apresenta a menor distância (no rádio da Terra)  do eixo da sombra até o centro da Terra, durante cada eclipse.  Gamma pode ser positivo ou negativo, dependendo se o eixo de sombra passa ao norte ou ao sul do centro da Terra.  Se olharmos em cada ciclo de Saros, encontraremos como o valor de Gamma muda com cada eclipse dentro de uma série. Quando Gamma atinge seu valor mínimo (absoluto), a série alcança seu clímax.

E porque podem acontecer de dois a cinco eclipses solares a cada ano, existem aproximadamente 40 diferentes séries de Saros acontecendo ao mesmo tempo. Quando antigas séries terminam, outras novas começam e tomam seus lugares.

O ciclo Saros para os eclipses lunares opera de forma análoga ao Saros dos eclipses solares. Para os eclipses lunares, o parâmetro Gamma representa a distância mínima da Lua medida em relação ao eixo da sombra da Terra (unidades de radio da Terra).  É preciso notar, entretanto, que a numeração Saros é oposta à aquela usada para os eclipses solares.  Os eclipses lunares que acontecem próximos ao Nodo Ascendente da Lua possuem, inclusive, numeração de Saros.  Cada eclipse subseqüente em uma série corre progressivamente em direção ao sul, com relação ao eixo da sombra da Terra.  Da mesma forma, os eclipses lunares que acontecem próximos ao Nodo Descendente da Lua possuem numeração diferenciada de Saros.  E, numa mesma série, os eclipses subseqüentes correm progressivamente em direção ao norte, com relação ao eixo da sombra da Terra.

Um outro ciclo extremamente significante de eclipses é o Inex - um período de 358 meses sinódicos (29 anos menos 20 dias, ou aproximadamente 10.752 dias).  O Inex é interessante porque marca o tempo de intervalo entre a numeração consecutiva de series Saros.

...........................................................................


Note that the Saros numbering sequence does not depend on when a series begins or ends. In general, the numbering tends to follow the order in which each series peaks. In this context, the peak of a series occurs when the umbral shadow axis passes closest to the center of Earth. Since the duration of each series varies up to several hundred years and the numbering approximately follows the order in which each series peaks, this explains why the first eclipse of a series which peaks later can actually preceed the first eclipse of a series that peaks earlier.

Perceba que a sequência de numeração Saros não depende de quando uma série começa ou termina. Em geral, a numeração tende a seguir a ordem na qual cada série culmina.  Neste contexto, a culminãncia de uma série ocorre quando o eixo da sombra umbral passa mais próximo ao centro da Terra.  Desde que a duração de cada série varia até várias centenas de anos e a numeração segue aproximadamente a ordem na qual cada série culmina, isso explica o porquê o primeiro eclipse de uma série que culmina mais tarde pode, na verdade, preceder o primeiro eclipse de uma série que culmina anteriormente.

................................................



SAIBA MAIS, MUITO MAIS, 
sobre ECLIPSES AND THE SAROS
acessando

http://eclipse.gsfc.nasa.gov/SEsaros/SEsaros.html


http://www.astrope.com.br/wp-content/uploads/2013/12/Sequ%C3%AAncia-de-um-Eclipse-Anular-do-Sol-%E2%80%93-outubro-de-2005.jpg


ENCONTRE
outros Temas ligados
aos Eclipses Lunares e solares:
-  O CICLO SAROS (Repetição, em grego)
-  SOBRE ECLIPSES E AS SÉRIES SAROS
-  ÓRBITA DA LUA: O MÊS SINÓDICO 
E O MÊS SIDERAL (ou Dracônico)
-  OS NODOS LUNARES


http://oceudomes.blogspot.com.br/2017/02/eclipse-lunar-penumbral-aos-pes-do-leao.html



NÃO SE ESQUEÇA, CARO LEITOR:
PROTEÇÃO AOS OLHOS É FUNDAMENTAL!

E VEJA QUE ÓCULOS ESCUROS NÃO SERVEM
DE MANEIRA ALGUMA!

PROTEJA SUA VISÃO,
SUA PRECIOSIDADE NESTA VIDA!

Com um abraço estrelado,
Janine Milward