terça-feira, 20 de junho de 2017

Inverno para o hemisfério sul e Verão para o hemisfério norte! Viva!


Olá!

Se você bem perceber, Caro Leitor,
verá que no momento do Solstício

 - e segundo a Ilustração do Stellarium -,

o Sol aparece como se fosse uma bola imensamente iluminada
em um jogo de futebol entre os Gêmeos Castor e Pollux!

No entanto, nesse ano
Mercúrio também está imensamente interessado
em fazer parte deste jogo
e podemos encontrá-lo bem conjugado ao Sol
- sendo que Marte, mais adiantado
e junto à estrela-epsilon Geminorum, Mebsuta,
observa a peleja.

Bem próximo ao Sol e a Mercúrio
- ainda brincando em um dos pés de Castor,
encontra-se M35, 
o único Objeto Messier
listado na constelação dos Gêmeos.

Obviamente, Caro Leitor,
são questões que podemos observar
somente através aplicativos simpáticos
e alfarrábios confiáveis em suas efemérides...,
pois que, 
na realidade,
o Sol esconde esse jogo,
esconde Mercúrio, esconde Marte,
esconde os Gêmeos,
esconde.

Se você estiver interessado
em conhecer mais e mais
sobre a constelação dos Gêmeos
Castor e Pollux,
acesse meu Trabalho
em



Stellarium





O momento do Solstício
acontecerá às 04:24 (UTC)
e,
 para nós, 
moradores da região sudeste do Brasil,
acontecerá de madrugada,
já depois da primeira hora do dia 21.

Quer dizer,
o momento literal do Solstício
estará sendo vivenciado
sob o sol frio do inverno
e sob o sol quente do verão
lá no outro lado do mundo
e ainda no dia 20.






Stellarium





Caro Leitor, 
encontre nesta Postagem,
alguns Temas que podem nos ilustrar melhor 
sobre a importância do aparente Caminho do Sol
- movimento anual do Sol e as Estações do Ano -, 
sobre o Analema e como construir um Analema Solar 
 bem como 
sobre a Precessão dos Equinócios ao longo das Eras.


Bom Inverno para todos nós do hemisfério sul!
Bom Verão, para todos aqueles que moram no hemisfério norte!


Com um abraço estrelado,

Janine Milward



SOLSTÍCIO !!!



http://earthsky.org/human-world/gallery-the-summer-solstice-as-seen-from-stonehenge
View of the Heel Stone at summer solstice sunrise, as seen from inside the Stonehenge monument. Image Credit: Stonehenge: Hele and Station Stones























Caro Leitor, 
encontre nesta Postagem,
alguns Temas que podem nos ilustrar melhor 
sobre a importância do aparente Caminho do Sol
- movimento anual do Sol e as Estações do Ano -, 
sobre o Analema e como construir um Analema Solar 
 bem como 
sobre a Precessão dos Equinócios

 ao longo das Eras.





  



Movimento Anual do Sol e as Estações do Ano

Devido ao movimento de translação da Terra em torno do Sol, o Sol aparentemente se move entre as estrelas, ao longo do ano, descrevendo uma trajetória na esfera celeste chamada Eclíptica. A Eclíptica é um círculo máximo que tem um inclinação de 23°27′ em relação ao Equador Celeste. É esta inclinação que causa as Estações do ano.

Estacoes
© Kepler de Souza Oliveira Filho &Maria de Fátima Oliveira Saraiva 
Algumas Palavras 
sobre o Aparente Percurso do Sol 
ao longo do ano


Na figura abaixo, podemos ver o Analema, ou seja, o desenho formado pelo aparente percurso do Sol ao longo do ano, encontrando os Solstícios nas extremidades do Oito do Sol e encontrando os Equinócios bem próximos ao lugar da interseção desses andamentos aparentes. 



Analemma  -  Fotografias do sol realizadas pelo astrofotógrafo Frank Zullo entre 9 de setembro de 1990 e 23 de agosto de 1991.  Foram feitas 37 exposições do sol em um único filme de 36 fotos, todas as fotos tiradas exatamente as 08:00 da manhã MST, mean solar time.  Foi usada uma técnica simples de dupla exposição sobre o dial de um relógio de sol.  Foto publicada na Revista Astronomy,  edição de dezembro de 1997, sob o título “First Views: Old Sol Celebrates the Solstice” dentro da seção “The Sky Show”.  Kalmbach Publishing Co., U. S. A.


Nesta figura, vemos que o dial aponta para o norte e, como estas fotos foram feitas no hemisfério norte, podemos, então, compreender que a parte menos alongada desse Oito do Sol é compreendida como o verão e a parte mais alongada  é compreendida como o inverno.  Ou seja, como  o dial aponta para o norte, este ponto determina o Trópico de Câncer, lugar de verão no hemisfério norte e de inverno no hemisfério sul.

O aparente percurso entre o Sol do inverno e o Sol do verão passa, então, pelo Ponto Vernal. O ponto vernal é também conhecido como o equinócio da primavera (outono, para o hemisfério sul): esta interseção acontece próximo à cabeça do segundo Peixe, já diante do grande quadrado do cavalo alado Pegasus, nas vizinhanças da Estrela Alpha Andromedae, Alpheratz (estrela que faz parte do grande quadrado de Pegasus, porém fundamentalmente atuando enquanto estrela principal da constelação de Andromeda), ao norte, e presenciado pelo monstro marinho, Cetus, a Baleia, ao sul. 

O aparente retorno, ou seja, do verão para o inverno, passa próximo à intercessão das linhas do Oito do Sol, formando, então, o outono (primavera para o hemisfério sul): este Ponto do Equinócio do Outono acontece na constelação da Virgem, em sua cabeça, ainda antes de entrar em cena a Estrela Spica, Alpha Virgo, que se situa na mão da Virgem.  Como testemunhas, podemos ver as constelações do Leão, da Hydra, do Corvo.

O Solstício do verão (inverno para o hemisfério sul) acontece aos pés dos Gêmeos Castor e Pollux (testemunhado pelas constelações do Touro e de Órion) e o Solstício do inverno acontece na constelação do Sagitário (testemunhado pelas constelações do Escorpião, do Capricórnio, do Ophiuco).




Programa Stellarium



Analema é o termo usado em astronomia para designar um grafo da posição do Sol no firmamento num determinado lugar, marcada à mesma hora em dias sucessivos (isto é com intervalos aproximados de 24 horas ou seus múltiplos) ao longo de um ciclo anual. A figura gerada assemelha-se a um \!8 assimétrico. O\!8 estará quase vertical se a posição do sol à hora escolhida for próxima do meridiano do lugar (por volta do meio-dia solar verdadeiro), inclinando-se progressivamente para a esquerda ou direita com o seu afastamento (esquerda de manhã; direita à tarde).

LEIA MAIS EM
http://pt.wikipedia.org/wiki/Analema

Analema calculado no hemisfério norte (olhando para leste)

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Analemma_pattern_in_the_sky.jpg
English: Fictional Photomontage (actual positions of the sun are just estimated and have nothing to do with the German landscape) illustrating an analemma pattern in the sky. Were one to take a photo of the sun approximately each week for a year and combine the images taken, this pattern would be visible.
Español: Ejemplo de Analema
Data
OrigemMontage and image used have been made/taken by myself.
Autorjailbird




Saiba 
COMO CONSTRUIR UM ANALEMA SOLAR
acessando
http://www.ae2.pt/index.php/construcao-de-um-analema-solar





Neste Site abaixo, 
o Caminhante do Céu e da Terra encontrará
muitíssimas informações preciosas e bem elucidativas sobre o Analema:
Considerações Extras sobre o
Nascer e o Pôr do Sol
 Analema


Figura 4: O passeio do Sol pela analema no decorrer do ano.
No eixo vertical está a declinação do Sol, enquanto que no
horizontal está representado quanto tempo o Sol está adiantado
ou atrasado em relação a uma data de referência, que recebe
o valor zero.

http://www.astrosurf.com/skyscapes/disc/analema/analema.htm






Sunrise Analemma (with a little extra)
Image Credit & CopyrightTunç Tezel (TWAN)
Explanation: An analemma is that figure-8 curve that you get when you mark the position of the Sun at the same time each day throughout planet Earth's year. In this case, a composite of 17 individual images taken at 0231 UT on dates between April 2 and September 16 follows half the analemma curve. The scene looks east toward the rising sun and the Caspian sea from the boardwalk in the port city of Baku, Azerbaijan. With the sun nearest the horizon, those dates almost span the period between the 2012 equinoxes on March 20 and September 22. The northern summer Solstice on June 20 corresponds to the top of the figure 8 at the left, when the Sun stood at its northernmost declination. Of course, this year the exposure made on June 6 contained a little something extra. Slightly enhanced, the little black spot on the bright solar disk near the top of the frame is planet Venus, caught in a rare transit during this well-planned sunrise analemma project. 






Algumas Palavras 
sobre a Precessão dos Equinócios 
ao longo das Eras



Ficheiro:Outside view of precession.jpg
Precessão dos equinócios conforme visto de fora da cúpula celeste. A mudança do eixo do pólo celestial da Terra num período de 5000 anos (eixo laranja: 3000 AC em Thuban; eixo amarelo: 2000 AD em Polaris) ocorre conjuntamente com uma mudança nos planos equatorial e e consequência, dos equinócios ao longo da eclíptica.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Outside_view_of_precession.jpg
AutorTauʻolunga
Permissão


public domain, may copy, must mention author




Movimentos: tudo sempre se move

Estarei repetindo aquilo que recebi em Fórum na Internet, parte da Aula 2 sobre Movimentos do Céu, by dario.rostirolla@londrina.pr.gov.br:

“Como é sabido, a Terra apresenta dois movimentos básicos (e outros): rotação (em torno do próprio eixo, com período de 1 dia) e translação (movimento orbital ao redor do sol, com período de 1 ano). Enquanto gira ao redor do Sol, a Terra percorre em sua órbita cerca de um grau por dia - logo, as estrelas se adiantam um pouco com relação ao Sol (como um carro que se aproxima de uma esquina e obtém melhor visibilidade), cerca de 4 minutos. É esta a causa da pequena diferença entre o dia solar e o dia sideral.

No decorrer de um ano a Terra percorre 360 graus ao redor do Sol, de modo que as estrelas que se encontravam ocultadas pelo Sol, dentro de algum tempo se tornarão visíveis em função do deslocamento da Terra sobre sua órbita. Ao longo do ano, diferentes partes do céu vão se tornando visíveis em determinado horário fixo (digamos, logo após o pôr do Sol), de modo que toda a esfera celeste vai sendo avistada ao longo do ano, setor por setor. A cada ano, esse movimento se repete de modo que as constelações visíveis numa determinada data serão visíveis na mesma data dos anos subseqüentes.”

A precessão dos Equinócios é o movimento que estaria aglutinando, digamos assim, ambos os movimentos anteriores: o de rotação e o de translação. 

Não podemos nos esquecer que a Terra gira em torno de seu eixo sim, porém com uma inclinação de 23 graus....  Ao mesmo tempo, a Terra perfaz um passeio de 360 graus em sua órbita em torno ao Sol.  Ao mesmo tempo, também o Sol vai realizando seu próprio andamento e o faz em direção a um ponto próximo  à constelação Hercules.  Tudo no universo se movimenta... por que deixaria nosso Sol de fazer o mesmo?

Ao longo do período de 26 mil anos, esse eixo da Terra em movimento de rotação e de translação e atrelado ainda ao movimento próprio do Sol, vai imantando os direcionamentos norte e sul e deslocando, apontando então para diferentes pontos dessa região da esfera celeste! Esse grande círculo imaginário que se forma é o Grande Ano das Eras! Uma maneira simples de entender esse movimento é soltarmos um pião e o deixarmos girar, girar, girar..... é bem assim.  A estrela que denominamos de Polar, vem atuando como imantação Norte desde há muito tempo e ainda estará fazendo isso por bom tempo adiante.  Porém, um dia no futuro, teremos que renomeá-la... pois não estará mais reinante na posição de Estrela Polar.



É realmente interessante que possamos perceber
 as questões relativas às mudanças de Eras
 em termos de onde caem os Pontos de Equinócios e de Solstícios:

Nesta figura, podemos observar o fato de que o movimento de precessão dos equinócios veio acontecendo e podendo ser percebido através o quarteto de constelações que formavam o ponto vernal, o equinócio da primavera, e o outro equinócio e os solstícios.  Sendo assim, nos tempos do quarteto denominado Geminiano, 5.500 anos antes de Cristo, o ponto vernal situava-se em Gêmeos, com Sagitário no equinócio do outono, e com Peixes e Virgem ocupando os lugares dos Solstícios de inverno e de verão.

No quarteto Taurino, 2.700 AC, o ponto vernal situava-se na constelação do Touro, e o Escorpião no equinócio do outono, Leão e Aquário nos solstícios de verão e de inverno.

No quarteto Ariano, 1.200 AC o ponto vernal situava-se na constelação de Áries, com Libra no equinócio do outono e com Câncer e Capricórnio nos solstícios do verão e do inverno.

No quarteto atual, Pisciano, o ponto vernal situa-se na constelação de Peixes, com o equinócio do outono em Virgem e com os solstícios do verão e do inverno em Gêmeos e em Sagitário.


Quadro sobre a Precessão dos Equinócios durante 4 Eras, mostrando o Caminho do Sol contra o pano de fundo das constelações do    Zodíaco.  As cores originais foram invertidas.  Inserido no Artigo “When the Zodiac Climbed into the Sky” por Alexander Gurshtein para a Revista Sky & Telescope edição de outubro de 1995, página 30,  publicada por Sky Publishing Corporation, USA.


A Precessão acontece porque as forças gravitacionais do sol e da lua atuam por sobre a Terra (que não é esférica) enquanto esta gira, vagarosamente mudando a orientação do eixo da Terra.  Este eixo, inclinado num ângulo de 23o., traça um caminho em torno da eclíptica ao longo de 25.800 mil anos terrestres na realização de todo seu círculo. Isso significa que Polaris - a estrela que viemos considerando nossa estrela polar celestial do norte -, vagarosamente irá transmitir sua posição à Vega, a brilhante estrela da constelação da Lira.  





Extraído da revista Astronomy,  edição de junho de 2002, página 73.  Parte do texto foi traduzido literalmente por Janine e também a ilustração sobre o caminho do pólo norte celestial foi invertida, para melhor visualização.




http://seteirmas.wordpress.com/2012/04/21/a-precessao/

A Precessão





Para além dos movimentos de rotação e translação, os pólos do eixo da terra executam um círculo, com um período de 26.000 anos, a que chamamos precessão. Este fenómeno faz com que o alinhamento com a estrela Polar seja um acaso, e à medida que os anos avançam, outras estrelas aproximam-se do pólo norte. Assim, como o Pólo muda de posição em relação à esfera celeste, as coordenadas de Ascensão Reta e Declinação terão que ser regularmente atualizadas.


Foto by Janine 
Sítio das Estrelas em junho, 
concluindo o Outono 
e deixando o Inverno chegar
COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
JANINE MILWARD