quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O Céu do Mês de Março de 2012

Sítio das Estrelas e Janine Milward

Apresentam

O JORNAL DO CAMINHANTE

Para os Simples Amantes dos Céus Estrelados


Ano 10 - Edição de Março de 2012

Os textos apresentados neste Jornal do Caminhante são, em sua quase maioria, de autoria de Janine Milward.  Ao final deste Trabalho, são encontradas algumas das demais Referências Bibliográficas em relação aos dados técnicos e mitológicos extraídos de Sites e de Livros.

Você pode imprimir e encadernar seu Jornal e também encaminhá-lo,
desde que sempre na íntegra e apresentando sua autoria e seus créditos. 
Obrigada, Janine


Temas Apresentados nesta Edição:
Alguns Eventos Interessantes no Céu do Mês de Março:
O SOL ingressa no Ponto Vernal, também conhecido como Equinócio da Primavera 
  Algumas Palavras sobre o Analema - o Aparente Percurso do SOL ao longo do ano
 Algumas Palavras sobre a Precessão dos Equinócios ao longo das Eras 

 Apogeu e Perigeu da LUA - Fases da LUA
JÚPITER E VÊNUS encontram-se no céu do cair da noite e fazem a festa para nossos olhos e nosso coração ao longo do mês de Março!  

MOMENTO HIGhLIGHT  DO MÊS
LUA em finíssimo anel dourado/prateado, Lua Recém Nova, encontrando-se com JÚPITER e VÊNUS  e nos encantando a visão nos dias 24, 25 e 26 de Março!  Imperdível!
 
O Aparente Andamento do SOL em Março de 2012
Planetas, os Deuses estão no Céu
O Andamento Aparente de MERCÚRIO e VÊNUS, MARTE, JÚPITER, SATURNO, Urano e Netuno ao longo do mês de Março
  O Aparente Caminho da LUA ao longo do Mês de Março de 2012:
“As águas de Março fecham o verão” - nos diz Tom Jobim -  e esses tempos nos brindam com as dádivas de observação dos céus estrelados ao longo da noite, tudo isso podendo acontecer ao longo do tempo em que a Lua estiver murchando e boemiamente chegando de madrugada somente - Lua Minguante (a partir do dia 15) - buscando seu tempo de Lua Nova (dia 22) e durante cerca de dois dias de Lua Nova e alguns outros poucos dias em que a  Lua recém Nova estiver buscando seu lugar de Lua Crescente (dia 30), durante os dias finais do mês.


Eu sou absolutamente apaixonada pela visão do céu estrelado a olho nú e convido você a também me acompanhar nesta viagem estelar.  Moro no Sítio das Estrelas, Latitude 22s52 e Longitude 43w00 e, portanto, meus textos apresentam a visão que tenho do céu a partir desse ponto no Planeta Terra. 

Bons Estudos e Boa Observação!
 Com um abraço estrelado,
Janine Milward

ALGUNS EVENTOS ASTRONOMICOS INTERESSANTES
 AO LONGO DO MÊS DE MARÇO:


O SOL ingressa no Ponto Vernal, também conhecido como Equinócio da Primavera 

  Algumas Palavras sobre o Analema – o Aparente Percurso do SOL ao longo do ano
 Algumas Palavras sobre a Precessão dos Equinócios ao longo das Eras 

 Apogeu e Perigeu da LUA - Fases da LUA
JÚPITER E VÊNUS encontram-se no céu do cair da noite e fazem a festa para nossos olhos e nosso coração ao longo do mês de Março!  

Dia 20 de Março - SOL CRUZANDO O PONTO VERNAL
(GMT 05:18) GMT significa o horário do meridiano inicial de Greenwich, em Londres, Inglaterra.

Segundo o astrônomo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, em sua 6a. edição do Atlas Celeste, página 163, podemos ler:
 Ponto Vernal.  Ponto da esfera celeste, situado na interseção da eclíptica com o equador, na qual o Sol, em seu movimento aparente anual, passa do hemisfério sul para o norte.  O ponto vernal serve de origem para as ascensões retas e as longitudes celestes, intervindo desse modo nas definições de tempo.  O ponto vernal é habitualmente designado como equinócio da primavera, equinócio vernal, primeiro ponto de Áries.

  
Algumas Palavras sobre o Aparente Percurso do Sol ao longo do ano
Na figura abaixo, podemos ver o Analema, ou seja, o desenho formado pelo aparente percurso do Sol ao longo do ano, encontrando os Solstícios nas extremidades do Oito do Sol e encontrando os Equinócios na interseção desses andamentos aparentes. 
Nesta figura, vemos que o dial aponta para o norte e, como estas fotos foram feitas no hemisfério norte, podemos, então, compreender que a parte menos alongada desse Oito do Sol é compreendida como o verão e a parte mais alongada   é compreendida como o inverno.  Ou seja, como  o dial aponta para o norte, este ponto determina o Trópico de Câncer, lugar de verão no hemisfério norte e de inverno no hemisfério sul.
O aparente percurso entre o Sol do inverno e o Sol do verão passa, então, pelo ponto vernal, a intercessão das linhas do Oito do Sol: esta interseção é realizada pelas Linhas do Equador e da Eclíptica.  O ponto vernal é também conhecido como o equinócio da primavera: esta interseção acontece próximo à cabeça do segundo Peixe, já diante do grande quadrado do cavalo alado Pegasus, nas vizinhanças da Estrela Alpha Andromedae, Alpheratz (estrela que faz parte do grande quadrado de Pegasus, porém fundamentalmente atuando enquanto estrela principal da constelação de Andromeda), ao norte, e presenciado pelo monstro marinho, Cetus, a Baleia, ao sul. 

O aparente retorno, ou seja, do verão para o inverno, passa novamente pela intercessão das linhas do Oito do Sol, formando, então, o outono: esta interseção acontece na constelação da Virgem, em sua cabeça, ainda antes de entrar em cena a Estrela Spica, Alpha Virgo, que se situa na mão da Virgem.  Como testemunhas, podemos ver as constelações do Leão, da Hydra, do Corvo.

O Solstício do verão acontece aos pés dos Gêmeos Castor e Pollux (testemunhado pelas constelações do Touro e de Órion) e o Solstício do inverno acontece na constelação do Sagitário (testemunhado pelas constelações do Escorpião, do Capricórnio, do Ophiuco).


Analemma  -  Fotografias do sol realizadas pelo astrofotógrafo Frank Zullo entre 9 de setembro de 1990 e 23 de agosto de 1991.  Foram feitas 37 exposições do sol em um único filme de 36 fotos, todas as fotos tiradas exatamente as 08:00 da manhã MST, mean solar time.  Foi usada uma técnica simples de dupla exposição sobre o dial de um relógio de sol.  Foto publicada na Revista Astronomy,  edição de dezembro de 1997, sob o título “First Views: Old Sol Celebrates the Solstice” dentro da seção “The Sky Show”.  Kalmbach Publishing Co., U. S. A.



Algumas Palavras sobre a Precessão dos Equinócios ao longo das Eras
Nesta figura, podemos observar o fato de que o movimento de precessão dos equinócios veio acontecendo e podendo ser percebido através o quarteto de constelações que formavam o ponto vernal, o equinócio da primavera, e o outro equinócio e os solstícios.  Sendo assim, nos tempos do quarteto denominado Geminiano, 5.500 anos antes de Cristo, o ponto vernal situava-se em Gêmeos, com Sagitário no equinócio do outono, e com Peixes e Virgem ocupando os lugares dos Solstícios de inverno e de verão.

No quarteto Taurino, 2.700 AC, o ponto vernal situava-se na constelação do Touro, e o Escorpião no equinócio do outono, Leão e Aquário nos solstícios de verão e de inverno.
No quarteto Ariano, 1.200 AC o ponto vernal situava-se na constelação de Áries, com Libra no equinócio do outono e com Câncer e Capricórnio nos solstícios do verão e do inverno.
No quarteto atual, Pisciano, o ponto vernal situa-se na constelação de Peixes, com o equinócio do outono em Virgem e com os solstícios do verão e do inverno em Gêmeos e em Sagitário.



 
Quadro sobre a Precessão dos Equinócios durante 4 Eras, mostrando o Caminho do Sol contra o pano de fundo das constelações do    Zodíaco.  As cores originais foram invertidas.  Inserido no Artigo “When the Zodiac Climbed into the Sky” por Alexander Gurshtein para a Revista Sky & Telescope edição de outubro de 1995, página 30,  publicada por Sky Publishing Corporation, USA.

A Precessão acontece porque as forças gravitacionais do sol e da lua atuam por sobre a Terra (que não é esférica) enquanto esta gira, vagarosamente mudando a orientação do eixo da Terra.  Este eixo, inclinado num ângulo de 23o., traça um caminho em torno da eclíptica ao longo de 25.800 mil anos terrestres na realização de todo seu círculo. Isso significa que Polaris - a estrela que viemos considerando nossa estrela polar  celestial do norte -, vagarosamente irá transmitir sua posição à Vega, a brilhante estrela da constelação da Lira. 





Extraído da revista Astronomy,  edição de junho de 2002, página 73.  Parte do texto foi traduzido literalmente por Janine e também a ilustração sobre o caminho do pólo norte celestial foi invertida, para melhor visualização.


Fases da LUA e Tempos de Apogeu e Perigeu:

LUA CRESCENTE - dia 01 de março às 01:23.  Para o Brasil, esta Lua acontecerá ao final do dia 29 de Fevereiro.  Esta Lua estará acontecendo na constelação do Touro, bem ao lado da Estrela Alpha, Aldebaran.
LUA CHEIA - dia 8, na constelação do Leão, às 09:41 GMT
PERIGEU DA LUA - dia 10 - mínima distância entre a Terra e a Lua (360 mil kms.)
LUA MINGUANTE - dia 15 às 01:26 GMT, ou seja, ao final do dia 14 para o Brasil
LUA NOVA - dia 22, às 14:38 GMT  - na constelação dos Peixes e bem próxima ao Ponto Vernal, o equinócio da primavera
APOGEU DA LUA – dia 26 – máxima distância entre a Terra e a Lua
LUA CRESCENTE - dia 30, às 19:42, na constelação dos Gêmeos Castor e Pollux.

Perigeu e Apogeu da Lua são Dados calculados pelos astrônomos da NASA Fred Espenak e Sumit Dutta (NASA GSFC).


JÚPITER E VÊNUS encontram-se no céu do cair da noite
e fazem a festa para nossos olhos e nosso coração!

Nos primeiros dias do mês de Março, com a Lua Crescente buscando tornar-se Lua Cheia nas proximidades de Marte, no horizonte leste, ao cair da noite...., não podemos deixar de olhar também para o horizonte oeste, onde encontram-se Vênus e Júpiter em doce enleio, ansiando pelo encontro entre ambos e trazendo uma felicidade ímpar a todos nós através o belo espetáculos que estarão nos oferecendo!
No cair da noite do dia 13, já poderemos nos deliciar com o encontro entre o Deus dos Deuses e a Bela da Tarde (encontro este que acontecerá literalmente na madrugada do dia 14), e,  a bem da verdade e com grande esforço, também poderemos visualizar Mercúrio presenciando esta bela Conjunção - apenas se estivermos em lugares de horizonte oeste plano, extremamente baixo, pois que este Mensageiro dos Deuses e dos Homens estará a apenas cerca de um palmo de distância do Sol, podendo se perder no tremular de luzes amareladas e avermelhadas do cair da tarde, início da noite. 

Vênus e Júpiter continuarão como os Grandes Deuses Iluminadores do começo das noites de Março, sem dúvida alguma - situação que estará sendo ainda mais encantadora quando a Lua recém Nova começar a galgar do horizonte oeste em direção ao zênite - já bem visível em seu finíssimo anel dourado/prateado, a partir do cair da noite do dia 24, e ir encontrando-se com Júpiter, na  noite do dia 25 e com Vênus, na noite do dia 26!
Vênus, a Bela da Tarde, nossa Estrela Vespertina, continuará sempre caminhando intensamente com sua luz exuberante de final de tarde, cair da noite, em busca de encontrar-se com as Irmãs que Choram, as Pleiades, concluindo o mês de Março bem próxima a este asterismo, aglomerado realmente maravilhoso que sempre nos encanta a visão e nos aquece o coração. 
E Júpiter, Deus dos Deuses e dos Homens, um verdadeiro segundo Sol em nossas vidas, continuará em seus passos lentos nos campos do Carneiro, já tendo cumprimentado suas Estrelas Alpha e Beta Arietis, em Fevereiro, e seguindo adiante, também desejoso de adentrar os campos onde o Touro pasta.

Ainda em Abril, teremos a oportunidade de bem apreciarmos Vênus e Júpiter nos céus do oeste, porém sendo engolidos, vagarosamente, pelo horizonte do cair da tarde, início da noite...., primeiramente Júpiter, aos dias finais de Abril; depois Vênus, aos dias finais de Maio.  Vênus engrenará sua marcha-a-ré no miolo do mês de Maio ainda com cerca três palmos distante do Sol (que estará naquele momento cumprimentando as Pleiades e contando com a  presença muitíssimo próxima de Júpiter nesta visita que acontecerá distante de nossos olhos).  Ao final do mês de Junho, Vênus estará retomando seu movimento direto.

Na tardinha do dia 5 de Junho, porém, no exato momento em que Vênus e Sol estiverem se encontrando, este encontro acontecerá de maneira absolutamente literal, ou seja, um belíssimo e incomum evento astronômico: a passagem de Vênus diante do Sol - a último vez que esse evento aconteceu foi no ano de 2004.  Neste ano, infelizmente apenas uma pequena parte da América do Sul, bem a oeste, testemunhará este evento - mesmo que apenas em seu começo pois que o Sol haverá de encontrar seu poente ainda antes do evento terminar.
Veja abaixo, caro Leitor, duas fotos retratando esta passagem de Vênus diante do Sol e de nossos olhos através possantes aparelhos ópticos e fotográficos, em 2004 - infelizmente não anotei os créditos de tais fotos, que me perdoem seus autores e os lugares onde foram publicados:

A foto abaixo retrata aquilo que significa
um verdadeiro Trânsito!





 
A foto acima nos apresenta Vênus como um pequeno ponto preto contra o imenso disco solar!


Vênus e Júpiter reaparecerão diante de nossos olhos sempre encantados nos céus do horizonte leste, anunciando a chegada do Sol, já para o final do primeiro semestre e início do segundo semestre, quando Vênus e Júpiter estarão passeando nos campos do Touro e ao lado da Estrela Alpha Aldebaran, o Olho Iluminado do Touro - belíssima forma de reentrarem em cena o Deus dos Deuses e dos Homens e a Bela da Manhã, a Estrela Matutina, a Estrela Dalva.



O APARENTE CAMINHO DO SOL
AO LONGO DO MÊS DE MARÇO:


Aparentemente, o SOL vai perfazendo seu caminho ao longo de sua senda, chamada Eclíptica, contra o pano de fundo das estrelinhas que formam as constelações que em seu grupo são denominadas de Zodíaco, ou Roda de Animais (isso porque, em sua grande maioria, essas constelações são nomeadas a partir de sua semelhança com alguns animais – exceção feita para Aquário, Balança e Gêmeos).
É preciso que o Caminhante saiba, no entanto, que esse caminho que o SOL realiza ao longo do ano é apenas aparente: a verdade é que é a nossa Terra que vai girando em torno do SOL e em função de seu movimento de precessão de equinócio, vai traçando esse mesmo caminho. Através das Eras, o caminho da Eclíptica vai sofrendo algumas pequenas mudanças.


Em março, o SOL ainda encontra-se misturado às estrelas do Aquário.
 AQUARIO:
Posicionamento:
Ascensão Reta 20h36m / 23h54  -  Declinação + 3o 1’ a - 25o 2’
Fronteiras:
A constelação de Aquarius faz fronteira com Céus, Pisces, Pegasus, Equuleus, Delphinus, Áquila, Capricornus, Pisces Austrinus, Sculptor.

Mario Jaci Monteiro , As Constelações, Cartas Celestes    


Veja que a constelação do Aguadeiro é imensa e entrelaça-se, inicialmente, com a constelação do Capricórnio, e depois, com a constelação dos Peixes.  Veja que a Carta Celeste acima apresenta o Ponto Vernal, na constelação dos Peixes porém já bem próximo à fronteira com a constelação do Aquário. 

Bem me recordo de ter lido em alguma das revistas Astronomy, um profissional em astronomia dizendo que a Era de Aquário terá seu começo bem no miolo do próximo século, ou seja, por volta de 2150, ou seja, ainda existe um tantão de chão celestial dentro do movimento de precessão dos equinócios saindo dos Peixes para entrar no Aguadeiro.  Astronomicamente, ainda a Era de Peixes estará imperando por um bom tempo! 
No entanto, é sempre bom que levemos em consideração o fato de que existe um tempo bem expressivo acontecendo antes da entrada de uma Nova Era, digamos assim.  Como um exemplo: o final da Era de Áries apresentou, cerca de cinco a seis séculos antes do começo efetivo da Era de Peixes, a entrada em cena dos Pensadores, tanto no mundo ocidental (na Grécia, principalmente) quanto no mundo oriental (na Índia, na China). 

Da mesma forma, vemos essa situação acontecendo já por algum tempo - talvez desde o século dezesseis, quando efetivamente nosso Planeta começou a se desembaraçar da Idade Média e avançar na descoberta de novos continentes, de novos mundos, avançar na tecnologia, avançar no pensamento, nas artes e no cultivo do espírito.  Bem recentemente, viemos vivenciando tempos de real avanço na modernidade tecnológicas do mundo virtual, por exemplo, bem como em outras facetas da tecnologia, os foguetes sendo lançados para fóra da Terra e alcançando a Lua, alguns Planetas.... e até viajando em direção à fronteira do nosso quintal, nosso Sistema Solar!  Quer dizer, existe um prólogo acontecendo indicando a Era de Aquário, sim, porém eu diria que, astronomicamente, tudo isso representa apenas um Hall de Entrada, digamos assim, dessa Era.


Do dia 15 em diante, o Sol passa a ter a companhia de uma das cabeças da constelação dos Peixes.
PEIXES:
Posicionamento:
Ascensão Reta  22h49m / 2h4m  Declinação -6o.6 / +33o.4
Fronteiras:
A constelação de Pisces faz fronteira com Áries, Triangulum, Andrômeda, Pegasus, Aquário e Cetus.
Mario Jaci Monteiro , As Constelações, Cartas Celestes    

No dia 20 de março, o Sol cruza o ponto vernal onde as Linhas da Eclíptica e do Equador se encontram celestialmente.



Existe um Asterismo nomeado de Circlet, Pequeno Círculo, composto pelas estrelas Gamma, Beta, Teta, Iota, 19, Lambda e Kappa Piscium

Este Pequeno Círculo - um dos dois Peixes - marca a proximidade do Ponto Vernal, o cruzamento entre as Linhas do Equador celestial e da Eclíptica.  Em lugares de céus escuros e transparentes, podemos sempre bem visualizar este Pequeno Círculo, realmente - não neste momento ora comentado, é claro, pois que o Sol somente nos proporcionaria este espetáculo quando de sua presença, em tempos de eclipse total solar.

O Sol continua seu caminho, agora encaminhando-se em direção ao segundo Círculo, o outro Peixe, tendo Cetus, a Baleia, nadando vigorosamente, ao sul, e tendo, ainda mais ao norte dos Peixes, o grande quadrado das estrelas maiores do cavalo alado Pegasus também acompanhando o andamento do Sol, apenas que voando....
Se nos voltarmos para conhecermos mais profundamente os Mitos dos céus estrelados, perceberemos que a constelação zodiacal dos Peixes compõe maravilhosamente grande parte do conhecido Mito de Andromeda, a donzela salva por Perseus. 
Nos mares dos Peixes, vivia a Baleia Cetus que, ordenada por Netuno, ameaçava o reino onde Cepheus e Cassiopeia sentavam-se ao trono. Andromeda, a filha, foi oferecida em sacrifício a Cetus, sendo acorrentada a uma pedra numa ilha dos mares dos Peixes.  Perseus, o herói, porém, sabendo do acontecido, tomou de seu cavalo alado e salvou a princesa, casando-se com ela e vivendo ambos felizes para sempre.


O Ponto Vernal acontece na constelação dos Peixes exatamente sob o Grande Quadrado do Cavalo Pegasus e próximo à estrela, Alpheratz, Alpha Andromedae - estrela que vivencia a fronteira entre a constelação do cavalo alado (fazendo parte, inclusive, do asterismo do grande quadrado composto ainda pelas estrelas Alpha, Beta e Gamma Pegasi) e a constelação de Andromeda (a famosa galáxia Andromeda, M31, pode ser observada inserida nesta constelação). 


Veja abaixo a Carta Celeste para a constelação do cavalo alado Pegasus e a inserção do ponto vernal, em Peixes:


Mario Jaci Monteiro , As Constelações, Cartas Celestes    


Todo este tão conhecido Mito celeste já vem recentemente acompanhando o Sol em seu andamento  e ainda estará  o acompanhando ao longo dos meses de março e abril, certamente.  Saiba mais sobre a constelação de Andromeda e seu Mito e o acolhimento da Galáxia com o mesmo nome, M31, nossa irmã mais querida, em nossa edição do mês de Abril.  Aguarde!



PLANETAS, OS DEUSES ESTÃO NO CÉU:


O Aparente Caminho dos Planetas ao longo do mês de Março:


Olhe para o céu e aproveite para saber um tantinho mais sobre os Mitos e Dados Técnicos de algumas Estrelas e Constelações que iluminam o Céu Estrelado!
Aparentemente, os Planetas vão perfazendo seus caminhos ao longo de suas sendas, ao longo da chamada Eclíptica, contra o pano de fundo de estrelas e constelações que perfazem a Roda do Zodíaco e que são circundados pelos demais cantos, ao norte e ao sul, preenchidos por mais e mais estrelas e constelações, galáxias, etc.

Volta e meia, aparentemente, um Planeta engrena marcha-a-ré, toma uma movimentação para trás.... como se estivesse formando um ‘lacinho’ a partir do ponto de vista do Planeta Terra.  No entanto, é claro que tudo sempre anda para frente, digamos assim, e esse movimento é apenas aparente e acontece a partir do próprio movimento de translação da Terra em torno do SOL e sua inter-relação visual com o Planeta em questão (que também realiza seu andamento em torno ao SOL, certamente).



MERCÚRIO

MERCÚRIO, o Mensageiro dos Deuses e dos Homens,  começa o mês na Ascensão Reta 357o.58’e na Declinação 00S01 e termina o mês na Ascensão Reta 354o.40’  e na Declinação 00S59. Esses dados são para a região sudeste do Brasil (+ 3 horas em relação a Greenwich), onde moro.

Traduzindo estes dados, estaremos encontrando Mercúrio passeando bem próximo ao ponto vernal, vivenciando a fronteira entre as constelações do Aguadeiro e dos Peixes ao longo de todo o mês de Março devido ao fato de que seu andamento estará acontecendo um tanto mais lento do que normalmente o vemos caminhar: no miolo do mês, Mercúrio engrenará sua marcha-a-ré, seu movimento de aparentemente andar para trás e buscar seu encontro com o Sol.
No entanto, em lugares de horizonte oeste plano, bem baixo, será possível bem visualizarmos a luz amarelada e até piscante do Mensageiro dos Deuses e dos Homens, somente durante os primeiríssimos dias do mês de Março.  Aliás, o céu já voltado para o oeste, no cair da noite do mês de Março estará nos apresentando a belíssima cena da busca do encontro entre Vênus e Júpiter, as duas luzes mais imponentes do nosso céu estrelado!

A distância entre Mercúrio e o Sol vai estar diminuindo, diminuindo, até que ambos estarão em Conjunção no dia 21, a um dedinho adiante do ponto vernal.  No dia 22, será o momento da Lua encontrar-se com Mercúrio e um par de horas mais tarde, a Lua estará se encontrando com o Sol, em Lua Nova: todos esses encontros estarão acontecendo distante de nossos olhos, naturalmente.
O Sol continuará seu caminhar na Eclíptica direção norte enquanto Mercúrio cruzará o entrecruzamento das Linhas da Eclíptica e do Equador e concluirá o mês já na direção sul.  O Mensageiro dos Deuses e dos Homens somente recuperará seu movimento aparente direto nos primeiros dias do mês de Abril e então estará nos brindando com seu surgimento no horizonte leste ainda antes do Sol entrar em cena - sempre um bom momento para ser observado por aqueles que dormem tarde ou que acordam cedo!




VÊNUS

VÊNUS, a Bela da Tarde, começa o mês Ascensão Reta 22o.58’ concluindo o mês na Ascensão Reta 53o.32’.  Na Declinação, VÊNUS começa o mês a 10N43, terminando o mês a 22N43.  Esses dados são para a região sudeste do Brasil (+ 3 horas em relação a Greenwich), onde moro.
Traduzindo estes dados, estaremos encontrando Vênus concluindo sua passagem pela constelação dos Peixes e já nos primeiros dias de Março se mostrar ingressando em terra firme, na constelação do Carneiro, Áries, cumprimento suas duas estrelas ponteadoras, Hamal e Scheratan, certamente, e sempre caminhando intensamente com sua luz exuberante de final de tarde, cair da noite, em busca de encontrar-se com as Irmãs que Choram, as Pleiades, concluindo o mês de Março bem próxima a este asterismo, aglomerado realmente maravilhoso que sempre nos encanta a visão e nos aquece o coração.

Não será somente Vênus quem estará enchendo nossos olhos e nossa mente: também Júpiter estará aguardando pela visita, mesmo que breve, da Bela da Tarde, e este encontro acontecerá ainda nos campos do Carneiro, na madrugada do dia 14, em belíssima Conjunção entre as duas luzes mais iluminadas dos Errantes do nosso céu estrelado (Planeta quer dizer Errante, aquele que anda...., enquanto as estrelas não realizam o passeio que vemos os Planetas realizando). 
No cair da noite do dia 13, já poderemos ter uma boa idéia sobre o encontro entre o Deus dos Deuses e a Bela da Tarde, e,  a bem da verdade, também poderemos visualizar Mercúrio presenciando esta bela Conjunção - apenas se estivermos em lugares de horizonte oeste plano, extremamente baixo, pois que este Mensageiro dos Deuses e dos Homens estará a apenas cerca de um palmo de distância do Sol, podendo se perder no tremular de luzes do cair da tarde, início da noite. 
Com o andar da carruagem do mês de Março, Mercúrio estará sendo atraído pelo Sol e desaparecendo realmente, realmente, de nossa visão, porém Vênus e Júpiter continuarão como os Grandes Deuses Iluminadores do começo das noites de Março, sem dúvida alguma - situação que estará sendo ainda mais encantadora quando a Lua recém Nova começar a galgar do horizonte oeste em direção ao zênite e ir encontrando-se com Júpiter, na  noite do dia 25 e com Vênus, na noite do dia 26!


MARTE

MARTE, o Planeta Vermelho, o Deus da Guerra, começa o mês ainda caminhando próximo à estrela Denebola, Beta Leonis, ainda em seu movimento de marcha-a-ré iniciado no dia 23 de janeiro  p.p.  Somente no miolo do mês de Abril que MARTE estará retomando seu movimento direto aos pés da Estrela Alpha Leonis, Regulus (que, por sua vez, significa pé).

MARTE começa o mês na Ascensão Reta 167o.34’ e na Declinação 09N53 e termina o mês na Ascensão Reta 158o.01’ e na Declinação 12N49.  Esses dados são para a região sudeste do Brasil (+ 3 horas em relação a Greenwich), onde moro.
Marte entra em cena no horizonte leste por volta das dezenove horas porém talvez ainda demore mais um tempinho para você poder bem visualizar este Planeta  no céu, com o andamento da noite cumprindo o engolimento de um grau a cada quatro minutos (em função do movimento de rotação da Terra, naturalmente).

Portanto, por que não aproveitar o mês de Março quando as chuvas do verão já começam a rarear (São as águas de março que fecham o verão..., segundo Tom Jobim - pelo menos assim acontece na região onde moro, no Brasil, a região sudeste), e bem estudar algumas das estrelas que podem ser visualizadas na constelação do garboso Leão?

Leo, Leão
Posicionamento:
Ascensão Reta  9h18m / 11h56m    Declinação -6o.4 / +33o.3
Fronteiras:
Leo situa-se entre as constelações Virgo, Coma Berenices, Ursa Major, Leo Minor, Câncer, Hydra, Sextans, Crater

Algumas Estrelas, em Leão:

Existe o Asterismo nomeado de Sickle, Foice, composto pelas estrelas Zeta, Eta, Sigma, Mu Leonis (e ainda Lambda e Alpha Leonis)
Regulus, Alpha Leonis
Ascensão Reta 10h07,3m  -  Declinação +12o.4
Magnitude visual 1,34 - Distância 84 anos-luz
Regulus é o pé do Leão (também conhecida como o coração do Leão).
O Pequeno Rei.
É uma estrela voltada para o mito de um  rei da Pérsia, Feridum que  era próspero mas que perdeu tudo em função de ter se envolvido com questões de vingança.

Regulus  era uma estrela real e  guardiã do norte - juntamente com Fomalhaut, Aldebaran e Antares, consideradas todas estrelas reais do céu dos persas.  Em virtude de um engano de Ptolomeu, que a nomeou de Pequeno Rei, hoje conhecemos esta estrela como Regulus.  Por se situar extremamente próxima à linha da Eclíptica, podemos sempre apreciar a Lua e os Planetas visíveis passando bem grudados a Regulus.


Denebola.  Beta Leonis. 
Ascensão Reta 11h 48,0m - Declinação + 14o 41’
Magnitude visual 2,23 - Distância 43 anos-luz
Uma estrela azulada na cauda do Leão.  De Al Dhanab al Asad, a Cauda do Leão.


Algenubi ou Asad Australis. Epsilon Leonis. 
Magnitude  2.99  Distância 340 anos--luz
Uma estrela amarela na boca do Leão.  A Sulista, assim como a designavam os árabes (pois esta estrela encontra-se ao sul da cabeça do Leão).


Adhafera. Zeta Leonis. Estrela Dupla
A Juba do Leão, nome árabe.  Chamada também de Al Serpha, a Pira Funerária.


Al Jabhah. Eta Leonis. 
De Al Jeb’há, a Testa, situada na juba do Leão.


Zosma - Delta Leonis
Localizada na parte traseira do Leão de Neméia.  Zosma é o ponto onde a traseira do leão foi quebrada por Hércules.  O leão representava a veneração de antigas deusas e o ato de Hércules quebrar sua traseira simboliza a finalização da era da perseguição ao feminino - a queima das bruxas.  Uma estrela tripla, amarelo pálido, azul e vileta, situada nas costas do leão.  De Zosma, um Colar. A Cintura, denominação oriunda do grego zosma, que designa a cintura do Leão.


Algieba - Gamma Leonis - Estrela Dupla
AR 10h17m Dec + 20o.06
M 2,6 e 3,8  Distância entre estrelas 4”,30
A Testa do leão, nome de origem árabe; apesar desta designação, a estrela se situa no ombro do Leão.


Rasalas - Mu Leonis
Cabeça do Leão, a Testa do Leão, nome  árabe indicativo da posição da estrela na constelação - mesmo que esta se situe em seu ombro.


Alterf - Lambda Leonis
Extremidade
Chort - Theta Leonis
Quadril, nome de origem árabe.

R Leonis - Estrela Variável
Ascensão Reta 09h44m         Declinação +11o.40
Magnitudes: Max 4,4  Min 11,6   Período 313,1
Tipo  PLG      Espectro M8e


........  Talvez, para bem observarmos Marte e a constelação do Leão, seja interessante aguardarmos os dias após 7/8 de Março, quando a Lua Cheia já terá realizado sua Conjunção com Marte e Oposição ao Sol e começará a surgir no horizonte leste cada vez mais tardiamente, noite após noite, até tornar-se Lua Minguante e depois, Lua Nova....  Sendo assim, teremos todo o miolo do mês de Março para bem podermos apreciar Marte e a constelação do Leão. 
Por outro lado, estes primeiros dias do mês de Março, com a Lua Crescente buscando tornar-se Lua Cheia nas proximidades de Marte, no horizonte leste, ao cair da noite...., não podemos deixar de olhar também para o horizonte oeste, onde encontram-se Vênus e Júpiter em doce enleio, ansiando pelo encontro entre ambos e trazendo uma felicidade ímpar a todos nós através o belo espetáculos que estão nos oferecendo!
Aliás, no mesmo momento em que a Lua Cheia estiver conjugada ao Planeta Vermelho, este estará também em Oposição ao Sol... - fato este acontecido literalmente no dia  03 de Março (quando a Lua ainda não terá sido bem-sucedido em seu momento de plenilúnio) -, o que talvez não vá trazer bons resultados em nossas observações via telescópio ou mesmo em nossas intenções fotográficas, infelizmente.  Vale a pena tentar, no entanto.



JÚPITER começa o mês na Ascensão Reta 35o.02’ e na Declinação 12N57  e termina o mês na Ascensão Reta 40O.56’e na Declinação 14N56’.  Esses dados são para a região sudeste do Brasil (+ 3 horas em relação a Greenwich), onde moro.
Estes lugares determinam a  constelação de Áries, o Carneiro,  com suas duas estrelas ponteadoras, Hamal e Scheratan, Alpha e Beta Arietis.

Ao longo de todo o mês de Março, encontraremos Vênus e Júpiter encantando nossos olhos nos céus do horizonte oeste, aproximando-se um do outro a cada cair de noite.... até que no cair da noite do dia 13, já poderemos nos deliciar com o encontro entre o Deus dos Deuses e a Bela da Tarde (encontro este que acontecerá literalmente na madrugada do dia 14), e,  a bem da verdade e com grande esforço, também poderemos visualizar Mercúrio presenciando esta bela Conjunção - apenas se estivermos em lugares de horizonte oeste plano, extremamente baixo, pois que este Mensageiro dos Deuses e dos Homens estará a apenas cerca de um palmo de distância do Sol, podendo se perder no tremular de luzes amareladas e avermelhadas do cair da tarde, início da noite. 

Vênus e Júpiter continuarão como os Grandes Deuses Iluminadores do começo das noites de Março, sem dúvida alguma - situação que estará sendo ainda mais encantadora quando a Lua recém Nova começar a galgar do horizonte oeste em direção ao zênite - já bem visível em seu finíssimo anel dourado/prateado, a partir do cair da noite do dia 24, e ir encontrando-se com Júpiter, na  noite do dia 25 e com Vênus, na noite do dia 26!

Ainda em Abril, teremos a oportunidade de bem apreciarmos Vênus e Júpiter nos céus do oeste, porém sendo engolidos, vagarosamente, pelo horizonte do cair da tarde, início da noite...., primeiramente Júpiter, aos dias finais de Abril; depois Vênus, aos dias finais de Maio. 





SATURNO
Começa o mês na Ascensão Reta 207O.58’ e na Declinação -08o.38  e termina o mês na Ascensão Reta 206O.23’ e na Declinação -07o.57.  Esses dados são para a região sudeste do Brasil (+ 3 horas em relação a Greenwich), onde moro.
Este lugar faz parte da imensa constelação da Virgem, um tantinho após a belíssima Estrela Alpha Virginis, Spica.

No dia 07 de Fevereiro, Saturno engrenou seu movimento de marcha-a-ré, recuando até efetivamente beijar Spica..., onde retomará seu movimento direto somente no mês de Agosto! 

Sendo assim, caro Caminhante, teremos muitos meses ainda à frente, para bem podermos aprofundar nossos estudos sobre os Mitos voltados para a constelação da Virgem e sobre sua Estrela Alpha Virgo, Spica, que estará recebendo a inesquecível visita do Senhor dos Anéis, Deus do Tempo, Saturno, bem como sobre as demais estrelas dessa imensa constelação e, certamente, sobre o verdadeiro enxame de galáxias que preenche a figura virginal. 
A bem da verdade, a constelação da Virgem é um verdadeiro celeiro, um enxame de galáxias.
As galáxias podem ser consideradas como os blocos de construção básica do universo.  Elas não são isoladas, independentes em suas vizinhanças, porém ocorrem em sistemas que constam de dezenas, centenas ou mesmo milhares de membros que se atraem por suas forças gravitacionais.  Esses sistemas são denominados de Aglomerados de Galáxias - os Superaglomerados., assim como podemos ver nos pontinhos assinalados nesta Carta Celeste:


Mario Jaci Monteiro , As Constelações, Cartas Celestes

Se você quiser olhar mais de perto a Carta Celeste da constelação de Virgo, acesse http://sobrevirgo.blogspot.com

Começando a partir de uma imensa lista de nebulosas publicada por William e John Herschel em 1863, foi conhecido o fato de que existia um excesso marcante de campos nebulosos na constelação de Virgem.  Nos anos 1950, o astrônomo Gerard Henri de Vaucouleurs foi o primeiro a comentar sobre este excesso representado por um tipo de galáxia de escala grandiosa - o que lhe garantiu o nome de Supergaláxia Local, em 1953 e que foi mudado  para Superaglomerado Local, em 1958.  O debate continuou durante os anos 60 e 70 em termos de se o Superaglomerado Local era verdadeiramente uma estrutura ou um alinhamento de galáxias tão somente.  Esta questão foi resolvida através as buscas usando redshift ao final dos anos 70 e começo dos anos 80, que, convincentemente apontou para a concentração de galáxias ao longo do plano supergaláctico.
Virgo Cluster ou Aglomerado de Galáxias, em Virgem, faz parte daquilo que nomeamos como Local Supercluster ou Superaglomerado Local que contém o Grupo Local acolhendo nossa Galáxia, a Via Láctea, e contém o Aglomerado de Virgem, bem próximo ao centro.


Coordenadas Equatoriais:  Ascensão Reta 12h29.6   Declinação +11o.49
Coordenadas Supergalacticas:  L”  103.3   B” -2.8
Riqueza   1   Redshift   .0037
Distância em milhões de anos-luz: 52


Também esta questão pode ser conhecida como o Superaglomerado Virgo ou Superaglomerado Local que se apresenta como um superaglomerado irregular e que contém o Aglomerado Virgo bem como o Grupo Local (que acolhe nossa Via Láctea e a galáxia Andromeda).  Acredita-se que pelo menos 100 grupos de galáxias e aglomerados situam-se dentro de seu diâmetro de 33 megaparsecs (110 milhões de anos-luz).  E este Superaglomerado é um dos milhões de superaglomerados que existem no Universo observável.

O  Superaglomerado Local contém o Grupo Local com nossa Galáxia, a Via Láctea, e também contém o Aglomerado de Galáxias Virgo próximo a seu centro - e, algumas vezes, é chamado de Virgo Superaglomerado. Dimensão de 33 megaparsecs = 110 milhões de anos-luz.
Virgo é o mais próximo dos grandes Aglomerados de Galáxias de forma que muitas de suas brilhantes galáxias podem ser observadas por telescópios amadores, como por exemplo, a galáxia elíptica M86 - NGC 4406 -, com magnitude 9.8 e tamanho de 9’x6’  e a galáxia M84 - NGC 4374 -, com magnitude 10, tamanho 6.4’x5.6’.
M84 - NGC 4374
Ascensão reta 12h25m03   declinação +12o.53 15
Tipo eg     magnitude 9.11:10.09   dimensões 6.46x5.62

M86 - NGC 4406
Ascensão reta 12h26m11   declinação +12o.56 49
Tipo eg   magnitude 8.90:9.83   dimensões 8.91x5.75
M86 apresenta um anel de galáxias formando um colar e estes objetos podem ser vistos em telescópios de abertura 8” ou 10”: NGC 4402, NGC 4387, NGC 4388, NGC 4413, NGC 4425.


Conheça uma belíssima galáxia pertencente ao Aglomerado Virgo:

NGC 4594 - M 104 - Galáxia Sombrero:
Ascensão Reta 12h40m00  Declinação - 11o.37

M 104: é uma galáxia com magnitude 8.6 e tamanho de 9’x4’.  Vista de lado, com um simples telescópio de abertura 4”, poderá apresentar um plano de poeira correndo em direção ao seu centro. Esta galáxia situa-se na fronteira com o Corvo.
Se você quiser saber mais sobre o Superaglomerado Virgo, acesse meu trabalho apresentado em http://sobrevirgo.blogspot.com


URANO foi descoberto em 1781 por W. Herschel, um organista alemão que morava em Bath, na Inglaterra.

Urano é um planeta gigante sua rotação de Urano é bem diferente: seu eixo rotacional acontece praticamente unto com seu plano orbital.  O tempo da rotação dura aproximadamente 17 horas.  Mais extraordinário ainda é a posição do eixo magnético do Planeta, que se inclina em 55 graus em relação ao eixo rotacional.  Urano possui um campo magnético bem poderoso.

O planeta e seu sistema inteiro de satélites gira sobre seu lado. Numa distância de 1.784 milhões de milhas do sol, Urano desenvolve uma órbita de 84 anos terrestres em torno do sol.
Urano deve ter sofrido uma grande colisão com um imenso objeto: ele é inclinado em seus lados, comparado aos outros planetas. O equador em Urano corre perpendicularmente à sua órbita ao redor do sol. Os eixos rotacionais e orbitais são praticamente alinhados; dessa forma, nós podemos ver Urano virado mostrando seu pólo a cada 42 anos. 
Em 11 de dezembro de 2011, URANO, o Deus dos Céus Estrelados, retomou seu movimento direto nas proximidades da fronteira da constelação dos Peixes, onde vem mergulhando abissalmente desde o ano passado e por onde ainda continuará abissalmente mergulhado por cerca de mais sete anos à frente....  O Planeta Verde estará nadando cerca de um palmo nos mares dos Peixes até finalmente engendrar seu movimento de marcha-a-ré no miolo do mês de Julho, recuando aparentemente cerca de meio palmo até que, no miolo do mês de dezembro de 2012, estará novamente retomando seu movimento direto. 
Certamente, se acaso você tiver um bom telescópio em casa, poderá tentar encontrar o Planeta Verde nadando entre as estrelinhas bem pouco iluminadas da constelação dos Peixes, não custa tentar! 
Em Março, Urano já começa a apresentar um pequeno andamento.  A Ascensão Reta para URANO fica entre 03o.11’ e 04o.44’ e a Declinação fica entre 00N37 e 01N18. Esses dados são para a região sudeste do Brasil (+ 3 horas em relação a Greenwich), onde moro.
Ao final do mês de Setembro, aproveite a boa oportunidade do tempo de Oposição entre SOL e URANO e use sua aparelhagem de astronomia buscando bem focalizar o Planeta Verde, URANO...


NETUNO
O astrônomo inglês Adams e o astrônomo francês Leverrier, independentemente entre si, calcularam a posição do oitavo Planeta - que tinha indicado sua existência a partir dos efeitos gravitacionais provenientes de Urano.  No entanto, foi em 23 de setembro de 1846 que dois astrônomos berlinenses, Galle e D’Arrest, encontraram o Planeta Netuno, não mais do que um grau de sua calculada posição.
NETUNO, o deus dos sonhos e dos mares, encontra-se na fronteira entre as constelações do Capricórnio e do Aquário - onde esteve ao longo do ano de 2011 e por onde ainda pretende estar ao longo do ano de 2012, em função de seu andamento bem lento, realmente.  
NETUNO é um Planeta bem longínquo e exige aparelhagem consistente para ser observado em telescópios bem simpáticos. 

Em Março, a Ascensão Reta para NETUNO fica entre 333o.14’ e 334o.14’  e a Declinação fica entre 11S38 e 11S16.  Esses dados são para a região sudeste do Brasil (+ 3 horas em relação a Greenwich), onde moro.
Por volta do dia 24 de Agosto, aproveite a boa oportunidade do tempo de Oposição entre SOL e NETUNO e use sua aparelhagem de astronomia buscando bem focalizar o Planeta Azul, NETUNO.....


O APARENTE CAMINHO DA LUA
AO LONGO DO MÊS DE MARÇO DE 2012

Olhe para o céu e aproveite para saber um tantinho mais sobre os Mitos e Dados Técnicos de algumas Estrelas e Constelações que iluminam o Céu Estrelado!
“As águas de Março fecham o verão” - como nos diz Tom Jobim -  e esses tempos nos brindam com as dádivas de observação dos céus estrelados ao longo da noite, tudo isso podendo acontecer ao longo do tempo em que a Lua estiver murchando e boemiamente chegando de madrugada somente - Lua Minguante (a partir do dia 15) buscando seu tempo de Lua Nova (dia 22) - e durante cerca de dois dias de Lua Nova e alguns outros poucos dias em que a  Lua recém Nova estiver buscando seu lugar de Lua Crescente (dia 30), durante os dias finais do mês.


Quer meu conselho? 
Comece agora, já, a observar o céu noturno e comece pelo oeste,    galgando os céus até alcançar o zênite e então, vá descendo até encontrar novamente o leste....  Com o andar da carruagem dos dias e das noites de Março, o oeste estará engolindo mais e mais cedo as constelações e suas estrelas que já foram bem observadas e visitadas enquanto o leste estará nos devolvendo belezas, raridades que haviam sumido de nossa visão por um bom tempo!


Highlights da Lua ao longo do mês de Março:
-          Vênus e Júpiter apresentando-se muito próximos um ao outro ao longo de todo o mês de Março: em Conjunção no miolo do mês e recebendo a visita da Lua nos dias 25 e 26, sempre em horizonte oeste baixo, logo ao cair da noite, espetáculo imperdível, realmente!
-          Lua quase Cheia em Conjunção a Marte em horizonte leste, no cair da noite do dia 07,  em contraposição ao Encontro entre Vênus e Júpiter em horizonte oeste!  Aproveite esta bela visão de Selene conjugada ao Planeta Vermelho acontecendo ao longo de toda a noite e de toda a madrugada do dia 08, quando enfim a Lua encontra seu momento de plenilúnio!
-          Lua começando a murchar e encontrando-se com Saturno, na noite alta do dia 10 e ao longo de toda a madrugada do dia 11, e esse encontro sendo testemunhado por Spica, a estrela Alpha Virginis.



DIA 01 DE MARÇO - Ao cair da tarde, início da noite, não deixe de observar o encontro entre a Lua e Aldebaran, o Olho Iluminado do Touro, Alpha Tauri, estrela alaranjada/avermelhada que faz parte do aglomerado aberto Hyades apenas visualmente... mas que também sempre nos emociona.  Se você quiser saber mais sobre a constelação do Touro, as Pleiades e as Hyades e sobre Aldebaran, leia na edição de O Céu do Mês em Janeiro, acessando http://oceudomes.blogspot.com.
LUA CRESCENTE - dia 01 de março às 01:23 GMT.  Para o Brasil, esta Lua acontecerá ao final do dia 29 de Fevereiro.  Esta Lua estará acontecendo na constelação do Touro, bem ao lado da Estrela Alpha, Aldebaran e certamente este será um belo espetáculo: Lua em sua metade iluminada e Aldebaran em sua pujança.


DIA 02 -  A Lua deixa os campos onde o Touro pasta e passa a galgar os pés e as pernas dos Gêmeos Castor e Pollux.  Mesmo com o aumento visível de mais e mais iluminação da Lua a cada noite, podemos nos deixar deliciar com este pedaço de céu realmente maravilhoso e certamente sempre o Gigante Caçador, Órion, chama nossa atenção por suas estrelas bem visíveis formando seu corpo e, fundamentalmente, por seu Cinturão formado por três estrelas muito simpáticas e popularmente chamadas de As Três Marias e conhecidas na astronomia por Mintaka, Alnitak e Alnilan, Delta, Zeta e Epsilon Orionis, respectivamente.  Em lugares de céus escuros e transparentes, vale a pena observarmos a Espada de Órion, advinda exatamente de seu tão conhecido Cinturão.  A Espada de Órion é considerada como uma Grande Nebulosa - NGC 1976, M 42 Ascensão Reta 05h34m   Declinação - 05o.24 -, Aglomerado Aberto Trapézio apresentando ao centro um grupo de estrelas denominado de Eta Orionis: uma das mais extensas nebulosas de nossa Galáxia, depois da nebulosa de Eta Carinae.  Situa-se no punhal de Órion e pode ser vista a olho nú e quase sempre com vista enviesada, bem melhor através um par de binóculos e melhor ainda através um simpático telescópio.


DIA 03 -  A Lua sempre engordando um tantinho mais continua mostrando seu caminhar através os corpos dos Gêmeos Castor e Pollux.  A constelação Gemini situa-se entre Cancer, Lyinx, Auriga, Taurus, Orion, Monoceros e Canes Minor.   Acima, comentamos um tantinho sobre a constelação do Gigante Caçador, Órion. 
Por que não aproveitarmos para observarmos os dois Cães que seguem o Caçador?  Na mesma direção de Órion e voltando nossos olhares para o sul, seguindo o veio da Via Láctea (ora desaparecida de nossa visão em função da iluminação intensa da Lua de Crescente a Cheia), encontraremos o Cão Maior sempre festejando a presença de sua Estrela Alpha, Sirius, a mais bela de todas as belas, a estrela mais brilhante dos céus estrelados, distante apenas 8 anos-luz de nós. Os Egípcios representavam Sirius como Anúbis, o deus com cabeça de chacal.  Sirius aparecia no leste antes da chegada do Sol quando o Rio Nilo estava prestes a trazer o começo de suas enchentes, e, dessa forma, esta estrela era de grande importância dentro do calendário egípcio.  E encontraremos o Cão Menor trazendo sua Estrela Alpha, Procyon, distante 11 anos-luz: De Prokuon, Antes do Cão, Aquela que Precede Sirius em alusão ao fato de nascer antes de Sirius (em algumas latitudes, somente).


DIA 04 -  A Lua aproxima-se cada vez mais das estrelas Alpha e Beta Gemini, Castor e Pollux, e mesmo sempre com sua iluminação crescente, a Lua não consegue esconder o brilho dessas duas estrelas.  Mesmo sendo gêmeos e nascidos da mesma mãe, Leda, Castor é o gêmeo mortal, filho do rei de Esparta.  Pollux é o gêmeo imortal, filho de Júpiter que, para fugir dos olhos ciumentos de sua esposa Juno, transformou-se em um cisne para bem poder seduzir Leda e com ela ter um de seus tantos e tantos filhos.


DIA 05 - Lua entrando na constelação do Caranguejo, Cancer.  Esta constelação é de uma beleza ímpar, de uma delicadeza extrema.  No entanto, todas estas qualidades somente podem ser vistas e bem apreciadas em momentos de Lua fugidia, desaparecida, e em lugares de céus bem escuros e transparentes.  Sendo assim, neste momento em que a Lua cada vez mais apresenta sua gravidez, seu inchaço, sua busca em se tornar Lua Cheia em breve, todo este lugar do céu simplesmente desaparece, que pena. 
A constelação Câncer faz fronteira com Leo, Lynx, Gemini, Canes Minor e Hydra e seu Posicionamento é:    Ascensão Reta 7h53m / 9h19m   Declinação +6o.8 / +33o.3.  A origem desta constelação é duvidosa.  Alguns autores associam-na à semelhança do movimento do Sol, no solstício de verão, com o modo de andar do caranguejo (porque, neste momento, existia a parada aparente do andamento do Sol, em sua extremidade máxima de andamento para o nordeste/noroeste, e seu retorno de andamento aparente até alcançar o solstício do inverno, em sua extremidade máxima de andamento para o sudeste/sudoeste). Os caldeus já a conheciam.  Os egípcios representavam-na no zodíaco de Denderah como um caranguejo redondo.


DIA 06 -  A Lua continua seu trajeto através a constelação do Caranguejo  porém já está ansiosa por caminhar junto a estrelas que possam rivalizar com sua luz que cada vez mais clareia os céus.  À  noitinha, portanto, podemos já visualizar a Lua inchada, gorducha, feliz e contente ao lado de Regulus, a Estrela Alpha da constelação do garboso Leão!  Aliás, nesta constelação também encontra-se presente o Planeta Vermelho, Marte, que aguarda ansiosamente seu encontro com a Lua quase Cheia! 


DIA 07 - Lua incrivelmente grávida e pronta para seu momento de plenilúnio, encontra-se em horizonte leste bem baixo, com Marte, o Planeta Vermelho, ambos caminhando junto ao miolo da constelação do garboso Leão!  Eu convidaria você, Caminhante do Céu, para bem participar desse momento belíssimo dos céus estrelados, desde o cair da noite, entre as dezoito e as vinte horas e de preferência em lugares de horizontes oeste e leste baixos: LUA QUASE CHEIA FAZENDO CONJUNÇÃO COM MARTE, acima do horizonte leste e, do outro lado do céu, no horizonte oeste, Vênus encontrando-se extremamente próxima a Júpiter, ambos contra o pano de fundo da constelação do Carneiro, tendo suas duas estrelas ponteadoras, Hamal e Scheratan, inteiramente desaparecidas em função da imensa claridade projetada pela Lua!  A bem da verdade, Lua e Marte estarão fazendo a festa a noite inteira nos céus pouco estrelados..., enquanto Vênus e Júpiter estarão se pondo cedo, escondendo-se atrás do horizonte oeste e nos  entristecendo por suas ausências, mas prometendo retornar nos dias seguintes do mês de Março, ainda nos  brindando com seus espetaculares eventos de Conjunção e de encontros com a Lua.


Dia 08 - LUA CHEIA -  na constelação do Leão, às 09:41 GMT.  A descrição acima ainda permanece, apenas que a Lua já tendo encontrado seu plenilúnio, continua seu caminho ao longo da constelação do Leão, apresentando-se noturnamente encontrando-se com a Cauda do Leão, sua Estrela Beta, Denebola.  Com o andar da carruagem da noite, Vênus e Júpiter, na constelação do Carneiro, escondem-se atrás do horizonte oeste e Marte, o Planeta Vermelho, parece deslizar junto ao curso deslizante do céu estrelado, buscando seu lugar no zênite e depois, descendo do zênite para esconder-se no horizonte oeste na madrugada, quando o galo começa a cantar anunciando um novo dia, anunciando a próxima chegada do Sol.  A Lua segue o mesmo trajeto de Marte e também Saturno, em Virgem e ainda se posicionando próximo à estrela Spica, Alpha Virginis.


DIA 09 -  A Lua começa a surgir no horizonte leste um tantinho mais atrasada, depois da noite tomar conta do céu estrelado.  Esse é um momento interessante: o breu, a escuridão plena na terra e no céu faz com que a terra pareça mais quieta e faz com que muitas das estrelas que pareciam sumidas, retornem.  No entanto, tudo isso parece durar bem pouco tempo, pois logo logo podemos perceber um clarão imenso anunciando a próxima chegada da Lua.  Ainda antes de a Lua nos alcançar com seus raios ainda muitíssimo luminosos de Lua recém Cheia, eu procuro olhar para as montanhas ou para os morros ao meu redor, buscando pelos rasgos de Lua já sendo lançados nestes lugares, buscando ver um tantinho do albedo lunar, ou seja, a luminosidade lunar voando pelos ares noturnos ainda tão escuros, o albedo lunar, como uma torrente transparente de luz, podendo ser visto contra o pano de fundo do céu ainda bem escuro e da terra ainda bem escura.  É um momento muito interessante, esse em que podemos ver o albedo, a luminosidade da Lua perpassando, permeando o céu e a terra ainda mergulhados em escuridão.  Porém, logo logo a Lua surge no horizonte leste e toda a terra se enche de luz e todo o céu começa a recolher suas estrelas mais tímidas, permanecendo apenas aquelas estrelas mais proeminentes, mais exuberantes, como Denebola, Beta Leonis, como Castor e Pollux, Alpha e Beta Gemini, como Aldebaran, Alpha Tauri, como Betelgeuse e Rigel, Alpha e Beta Orionis,  como Sirius, Alpha Canis Major, como Canopus, Alpha Carinae (Alpha Argus), como Capella, Alpha Auriga....   Mesmo nas grandes cidades, estas estrelas podem ser vistas, realmente.  Com o andar da carruagem da noite e com a entrada de Saturno em cena, podemos visualizar Alpha Virginis, Spica, e mais ao norte e um tantinho atrás, Arcturus, Alpha Bootes, Zubenelgenubi e Zubenelschemalli, Alpha e Beta Librae....  Na madrugada, entram em cena as maravilhas de Antares, Alpha Scorpio e as estrelas ponteadoras do Centauro, Rigel Kent e Hadar, Alpha e Beta Centauri, e, certamente, nossa sempre tão íntima e confortadora visão do Cruzeiro do Sul!



DIA 10 - PERIGEU DA LUA - mínima distância entre a Terra e a Lua (360 mil kms.).  A Lua começa a se mostrar um tantinho murchenta, já se apresentando perdendo um tantinho de sua luminosidade e um tantinho de sua redondeza, chegando sempre um tantinho mais tarde, a cada noite, e nos proporcionando um tantinho de tempo de escuridão nos céus estrelados para bem podermos nos deliciar com a visão de Marte no miolo do Leão e passeando com estes de leste a oeste, ao longo da noite; de Vênus e Júpiter, sempre esplendorosos, sempre exuberantes, sempre alegrando nossa visão, caindo no horizonte oeste cada vez mais cedo....; de algumas constelações que gostam de nos presentear com suas presenças apenas em momentos de escuridão imensa, como o Caranguejo trazendo o Presépio, um ninho de estrelas-bebês em seu ventre, como a Hydra batendo seu coração em sua Estrela Alpha, Alphard....  Entram, então, em cena o Corvo sempre voando céu acima e céu abaixo, marcando seu vôo voltado para o sul, e a Virgem acolhendo em sua mão a Estrela Alpha, Spica, sorridente por estar testemunhando A CONJUNÇÃO ENTRE LUA E SATURNO, Selene e o Senhor do Tempo, já ambos sendo visualizados desde por volta das vinte e uma horas.  Conheça melhor a Virgem acessando http://sobrevirgo.blogspot.com
Ao longo da noite, estaremos podendo observar o Planeta Vermelho e também o Senhor do Tempo, de leste a oeste, este último acompanhadíssimo pela Lua já murchando, vagarosamente perdendo luminosidade.


DIA 11 -  A Lua surge no horizonte leste somente após as vinte e uma horas - pelo menos na região onde moro, no sudeste no Brasil.  E surge já tendo nos proporcionado um bom par de horas de céus escuros e transparentes, nos trazendo uma boa oportunidade de bem podermos estudar as estrelas que compõem a constelação do garboso Leão, onde Marte se posiciona, a constelação dos Gêmeos Castor e Pollux, a constelação do Caranguejo, a constelação do Touro - mesmo que esta já esteja voltada para se esconder atrás do horizonte oeste.  Quando Saturno surge no horizonte leste tendo nos deixado observar bastante da constelação onde se encontra, a Virgem, já podemos perceber os clarões que anunciam a chegada da Lua um tanto murchenta.  Eis que a Lua entra em cena, acompanhada das duas estrelas ponteadoras da Balança, Zubenelgenubi e Zubenelschemalli, Alpha e Beta Librae.


DIA 12 -  A Lua galga o horizonte leste por volta das vinte e duas horas, já tendo percorrido praticamente toda a constelação da Balança e já anunciando seu desejo de logo logo adentrar através a Cabeça do Escorpião, fazendo isso proximamente à estrela Beta Scorpii, Acrab. Estrela Dupla -AR 16h02m  Dec. -19o.40 - Magnitude visual 2,9 e 5,1  Distância entre estrelas 13”,63.  Uma estrela tripla, branco pálido e lilás, situada na cabeça do Escorpião. Esta estrela é também conhecida por Acrab, nome árabe que deu origem à constelação do Escorpião.


DIA 13 -  Este será um começo de noite memorável: finalmente, Vênus e Júpiter estarão se encontrando!   Sendo assim, eu diria para você deixar seu jantar para bem mais tarde e se deixar ficar namorando o Deus dos Deuses e dos Homens e a Bela da Tarde, ao cair da noite, antes que desapareçam, sempre unidos, no horizonte oeste, por volta das vinte horas!   Com muita sorte, ainda antes, tão logo o Sol tenha se escondido em seu poente, você poderá visualizar Mercúrio - somente em lugares de horizonte oeste bem baixo, realmente.   Quando a Lua entra em cena, depois da vinte e três horas, já buscando seu momento de Lua Minguante e já um tanto murchenta, estará acompanhada do Rival de Marte, a Estrela Alpha Scorpii, Antares, Anti Ars.  Marte, o Planeta Vermelho, estará posicionado bem ao zênite, sendo seguido por Saturno, o Senhor do Tempo sempre acompanhado ultimamente da Estrela Alpha Virginis, Spica.


DIA 14 - Depois de ter se encontrado com Antares, a bela Estrela Alpha Scorpii, o Coração do Escorpião, a Lua deixa esta constelação e mergulha no Serpentário, Ophiucus, a décima-terceira constelação do Zodíaco: Ophiucus situa-se entre as constelações Serpens Cauda e Serpens Caput (e todas três acabam formando um conjunto imenso de situações entrelaçadas), e também Scorpius, Sagittarius, Scutum, Aquila, Hercules Corona Borealis, Libra. Hoje em dia, sim, em função da precessão,  Ofiúco recebe a passagem da linha da Eclíptica e o Sol passa um bom tempo neste lugar realizando seu andamento entre Escorpião e Sagitário. 

A Lua Minguante ainda traz muita luminosidade para esta vizinhança celeste, realmente, pois quando da ausência da Lua, sempre podemos observar cuidadosamente todo o desenho das constelações da Balança, do Escorpião  e do Sagitário (incluindo a própria intervenção do Serpentário, aquele que segura a Cabeça e a Cauda da Serpente - asterismos difíceis de serem visualizados por serem compostos de estrelas muitíssimo pouco iluminadas).  Ainda podemos observar a beleza da constelação da Águia com suas três estrelas voando juntas e incluindo sua Estrela Alpha, Altair, verdadeira jóia dos céus do norte; e podemos também tentar entender a figura esquisita formada pelo Herói Ajoelhado, Hercules, ao lado da beleza imensa e fugidia da Coroa Boreal!


DIA 15 -  LUA MINGUANTE -  às 01:26 GMT, ou seja, ao final do dia 14 para o Brasil.  Quando é tempo de Lua Minguante, vemos que esta aponta no horizonte leste à meia-noite e quando o dia começa, às seis da matina, esta Lua encontra-se bem ao zênite!  Eu gosto de nomear esta Lua como Lua boêmia.  Esta Lua boêmia realizou sua passagem pelo Serpentário, Ofiúco, e vem adentrando a constelação do Sagitário, asterismo que mais parece um bule de chá, é interessante podermos observar esta figura que tem fronteiras com as constelações Corona Australis, Telescopium, Microscopium, Capricornius, Aquila, Scutum, Serpens, Ophiucus, Scorpius


DIA 16 -  A Lua continua chegando no horizonte leste cada vez mais tarde, noite alta, começo de madrugada, Lua boêmia, realmente, e vem realizando sua passagem pela constelação do Sagitário.  Sempre os amantes dos céus estrelados regozijam-se quando é tempo de Lua boêmia porque existe um imenso tempo proporcionando céus escuros e assim, as observações de planetas e estrelas e outros objetos podem acontecer sem pressa, realmente.  E, quando a Lua boêmia chega, sua luminosidade vai diminuindo imensamente, noite após noite, o que proporciona um alongamento no tempo de observação. 

“As águas de Março fecham o verão” - como nos diz Tom Jobim -  e esses tempos nos brindam com as dádivas de observação dos céus estrelados ao longo da noite, tudo isso podendo acontecer ao longo do tempo em que a Lua estiver murchando e boemiamente chegando de madrugada somente - Lua Minguante (a partir do dia 15) buscando seu tempo de Lua Nova (dia 22) - e durante cerca de dois dias de Lua Nova e alguns outros poucos dias em que a  Lua recém Nova estiver buscando seu lugar de Lua Crescente (dia 30), durante os dias finais do mês.
Quer meu conselho?
 Comece agora, já, a observar o céu noturno e comece pelo oeste,    galgando os céus até alcançar o zênite e então, vá descendo até encontrar novamente o leste....  Com o andar da carruagem dos dias e das noites de Março, o oeste estará engolindo mais e mais cedo as constelações e suas estrelas que já foram bem observadas e visitadas enquanto o leste estará nos devolvendo belezas, raridades que haviam sumido de nossa visão por um bom tempo!


DIA 17 -  Lua deixando a constelação do Sagitário e adentrando a constelação do Capricórnio.  Esta constelação é bem interessante pois sempre me parece figurar uma fraldinha, em função de seu formato quase triangular. Há 2 mil anos, com efeito, o Sol atingia Capricórnio no solstício do inverno e Câncer, no solstício do verão.  Daí a denominação dada pelos geógrafos à linha que passa a 23o ao sul do Equador de Tropico de Capricórnio, e à que passa a 23o ao norte de Equador, de Tropico de Câncer.  O Sagitário é, atualmente, o ponto onde o sol se encontra quando está mais ao sul.


DIA 18 -  A Lua surge no horizonte leste junto ao primeiro canto do galo, por volta das quatro da madrugada, Lua verdadeiramente boêmia, e continua caminhando ao longo dos campos rupestres e das montanhas onde as Cabras pastam, onde a constelação do Capricórnio se situa.  Agora que a luminosidade da Lua já está muitíssimo diminuída, por que não observarmos mais um tantinho acerca a belíssima constelação da Águia, Aquila, chamando nossa atenção para sua Estrela Alpha, Altair?  Altair situa-se ao centro, tendo Alshain de um lado e Tarazed de outro lado - todas três perfazendo as estrelas mais proeminentes da Águia e atuando em vôo conjunto, facilmente identificável nos céus, mesmo que contra o pano de fundo da Via Láctea.  O Posicionamento da constelação da Águia é : Ascensão Reta 18h38m/20h36m  Declinação -11o 9’ a  -18o 6’  e suas Fronteiras são :  as constelações Scutum, Sagittarius, Capricornius, Aquarius, Equuleus, Pegasus, Delphinus, Sagitta, Hercules, Ophiucus, Serpens


DIA 19 - Agora que a Lua vem se mostrando como um fino anel somente, é interessante que possamos observá-la: sua luminosidade anelar aponta para que lado?  Neste momento, como o Sol encontra-se aos pés do ponto vernal, do equinócio da primavera, eu penso que o anel iluminado da Lua aponta realmente para o horizonte leste, aguardando a chegada do Sol que se encontra exatamente no meio do caminho entre seu ponto mais sudeste (para nós verão e para o hemisfério norte, inverno) e seu ponto nordeste (tudo ao inverso).  Quando é tempo de Lua quase Nova e o Sol está entre o leste e o nordeste, o fino anel iluminado de Selene aponta para este lugar; quando é tempo de Lua quase Nova e o Sol está entre o leste e o sudeste, o fino anel iluminado de Selene aponta para este lugar.


DIA 20 -  Dia 20 de Março - SOL CRUZANDO O PONTO VERNAL (GMT 05:18). Segundo o astrônomo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, em sua 6a. edição do Atlas Celeste, página 163, podemos ler: ponto vernal.  Ponto da esfera celeste, situado na interseção da eclíptica com o equador, na qual o Sol, em seu movimento aparente anual, passa do hemisfério sul para o norte.  O ponto vernal serve de origem para as ascensões retas e as longitudes celestes, intervindo desse modo nas definições de tempo.  O ponto vernal é habitualmente designado como equinócio da primavera, equinócio vernal, primeiro ponto de Áries.  Logo ao começo deste Trabalho, você poderá encontrar mais informações sobre o que vem significando esse ponto vernal ao longo das Eras formadas a partir do movimento realizado pela Terra e denominado de precessão dos equinócios.

Os Equinócios são tempos de metade, ou seja, metade dia, metade noite - dependendo do lugar no Planeta Terra,   certamente -, e metade também pode significar o meio caminho do Sol em seu trajeto aparente entre os pontos do nascer-do-sol mais ao nordeste ou mais ao sudeste (inverno para o hemisfério sul e verão para o hemisfério norte) e os pontos do por-do-sol mais ao noroeste ou mais ao sudoeste (inverno para o hemisfério sul e verão para o hemisfério norte).  No verão para o hemisfério sul, os pontos são mais ao sudeste e ao sudoeste e no inverno para o hemisfério norte, os pontos são mais ao nordeste e ao sudeste.
Você já não reparou que determinadas janelas e portas e determinados aposentos de sua casa “batem sol no inverno mas não batem sol no verão”... ou outras circunstâncias similares? 

Na figura abaixo, poderemos, então, bem observar os pontos dos Solstícios - os Trópicos de Capricórnio, ao sul, e de Câncer, ao norte) e os pontos dos Equinócios (estes últimos entrecruzados e entrelaçados a meio caminho entre os Solstícios):


Foto do Analema ou Oito do Sol
Realizada por John Raffell combinando 52 exposições individuais, perto do Trópico de Câncer (latitude 23 1/2 norte).  As fotos foram tiradas todos as semanas do ano a partir de maio de 2000, na mesma posição visando o leste, às 07:30 da manhã, em Muscat, Oman. Publicada na revista Sky&Telescope, edição de março de 2003, página 78, dentro do artigo "What is an Analemma? Assinado por Edwin L Aguirre. Esta revista é uma publicação de Sky&Telescope Publishing Co., Cambridge, MA, EUA.



DIA 21 -  A Lua vai continuar deslizando pelas ondinhas formadas pela constelação do Aguadeiro, o Aquário, porém não creio que poderá ser vista devido ao fato de estar muitíssimo próxima ao Sol - a não ser em lugares de horizonte leste absolutamente plano e já dentro dos raios amarelados e avermelhados que anunciam a chegada do astro rei. 
Certa vez,  viajando pelo Planalto Central do Brasil, indo para Brasília presenciar um eclipse parcial do Sol, no começo dos anos noventa, eu tive a oportunidade, em horizonte leste baixíssimo, de ver nitidamente este anel lunar, finíssimo, prontinho para sua realização enquanto Lua Nova - e no caso daquele momento, sua passagem diante do Sol, no dia seguinte, à tardinha.


DIA 22 - LUA NOVA - às 14:38 GMT  - na constelação dos Peixes e bem próxima ao Ponto Vernal, o equinócio da primavera. 
Agora que é Lua Nova, podemos aproveitar para bem observarmos os céus estrelados e, de preferência, em lugares de céus escuros e transparentes, de maneira que possamos visualizar estrelas até quinta/sexta/sétima magnitudes, será?
Ao cair da noite, ainda o grande show é oferecido por Vênus e Júpiter, nos campos do Carneiro, Áries, e ambos já se encaminhando para o horizonte oeste baixo, atraídos pelo Sol e pelo poente, pelo aparente caminhar do céu estrelado que se movimenta de leste para oeste, como um todo, um grau a cada quatro minutos (em função do movimento de rotação do nosso Planeta) - perfazendo toda a abóbada celeste podendo ser observada ao longo do tempo de um ano em que a Terra gira em torno ao astro rei.
No horizonte leste, podemos sempre contar com a presença de Marte, o Planeta Vermelho, intensamente vivenciando a constelação do Leão, já bem próximo à Estrela Alpha Leonis, Regulus, dentro do asterismo denominado de Foice, composto pelos pés e pela cabeça do Leão, se não me engano.  
Eu penso que seria muito interessante tentarmos visualizar, ao norte da constelação do Leão, a pequena e pouco conhecida constelação do Leão Menor e, ainda mais ao norte e já quase alcançando nosso horizonte norte, a constelação da Ursa Maior, com estrelas formando suas patas e o quadrado formando sua coxa e sua cauda.  Neste quadrado, situam-se as Estrelas Alpha e Beta Ursa Majoris, Dubhe e Merak, que atuam enquanto apontadoras para o pólo norte, na direção da Estrela Polaris, Alpha Ursa Minoris.  Este quadrado e mais um semi-arco vêm sendo nomeado das mais diferentes maneiras entre os povos e ao longo dos tempos.  Ocidentalmente, é bem conhecido como
As sete estrelas que formam o Asterismo de O Carro são:  Dubhe, Merak, Phekdo, Megrez, Alioth, Alcor e Mizar e Benetnash. O Asterismo dos Pointers, Apontadores, é formado pelas estrelas Alpha e Beta Ursae  Majoris.  Essas estrelas são tomadas como pontos de referência em termos de uma distância e de uma direção.  Percorrendo 5 vezes essa distância, encontramos a Estrela Polar, situada a 0.8o. do Pólo Norte celestial.

Algum tempo mais tarde, entra em cena o Senhor do Tempo, seduzido pela presença de Spica, Estrela Alpha Virginis, com quem vem encantando nossas longas noites de observação planetária e estelar, tanto em termos de Saturno quanto em termos de Marte.
Depois que Júpiter e Vênus nos deixarem - porém prometendo retornar nos dias seguintes quando estarão se encontrando com a Lua recém Nova - podemos nos deixar encantar pelas estrelinhas verdadeiras jóias, contas de terço, que são as Irmãs que Choram, as Pleiades, verdadeira bênção em ser visualizadas a olho nú!  Em seguida, mais um tantinho alto no céu, vamos encontrar a belíssima Estrela Alpha Tauri, Aldebaran, gigante alaranjada/avermelhada que não faz parte literal do aglomerado das Hyades mas enfeita este objeto figurativamente em grande estilo!

DIA 23 -  A Lua ainda permanece invisível para nossos olhos desnudos, Lua Novíssima.  No entanto, se você tiver em mãos um bom par de binóculos ou mesmo um simpático telescópio, quem sabe já poderá visualizar a Lua logo ao cair da noite, distando apenas um palmo e meio a dois palmos do Sol já escondido no horizonte porém ainda deixando um tanto de sua luminosidade trazer clarões amarelados e avermelhados para o final do dia.

Por que não darmos continuidade ao nosso Tour Através os Céus Estrelados - sempre depois de nos deixar encantar pela visão belíssima de Júpiter e Vênus no horizonte oeste, ambos nos campos do Carneiro, aguardando com ansiedade o surgimento da Lua em seu fino anel de Recém Novíssima?
Olhando para o norte, ainda podemos visualizar o adeus das constelações que fazem parte do Mito de Andromeda, em Perseus e sua estrela intensamente variável, Algol, e sempre Capela, Estrela Alpha Aurigae, nos chama a atenção por seu brilho invulgar e quase solitário, naquela parte tão mais norte do céu.  Olhando para o sul, sempre o leite derramado pela Via Láctea nos comove, nos leva a observar o Gigante Órion sempre bem delineado em seu corpo, sua cabeça, seus pés (aos pés de Rigel, sua Estrela Beta, existe a conclusão, a Foz do Rio Eridanus, que tem seu começo bem mais ao sul e anteriormente vivenciada, através sua Estrela Alpha, Achernar), seus braços, seu Cinturão, sua Espada que esconde um ninho de estrelas-bebês que sempre podem ser bem visualizadas a olho nú em lugares de céus escuros e transparentes ou através binóculos e telescópios!  Ainda navegando pela Via Láctea, podemos nos deixar enlear pela beleza da mais belas de todas as belas, Sirius, Estrela Alpha Canis Majoris, e o branco leitoso e feito de algodão de estrelas vai também nos levar até a antiga constelação do Navio, hoje em dia separada em Quilha, Popa e Vela, Navio este sempre navegando através as mãos seguras no timão de seu capitão, de seu timoneiro, Canopus, Estrela Alpha Carinae.


DIA 24 -  Enfim, a Lua ressurge no horizonte oeste, começando um novo ciclo e apresentando-se como um finíssimo anel dourado/prateado e um tantão de seu disco escondido pela sombra nossa, de nossa Mãe-Gaia, a Terra. 

Estamos diante do grande momento do mês, quando a Lua Recém Nova encontra-se já nos campos do Carneiro, Áries, inteiramente disposta a encontrar-se com Júpiter, primeiramente, e então, com Vênus - ao cair da noite, a Lua encontra-se a apenas um palmo de distância do Deus dos Deuses e a  dois palmos de distância da Bela da Tarde.
Depois que Lua, Júpiter e Vênus se deitarem no horizonte oeste - porém prometendo todos três retornarem na noite seguinte, já com a Lua conjugada a Júpiter e esta cena sendo testemunhada de perto por Vênus..., podemos retomar nossas observações do céu noturno já bem mais escurecido e devolvendo suas estrelas.

Voltando ao caminho da Eclíptica, sempre estamos sendo chamados para conversar com duas estrelas muito proeminentes, Castor e Pollux, Alpha e Beta Gemini.  Porém, em tempos de ausência de Lua, por que não observamos mais acuradamente as demais estrelas que fazem parte desta constelação tão esbelta, tão esguia, tão simpaticamente exibindo os corpos dos dois gêmeos?  Duas estrelas muito interessantes são Tejat Posterior, Delta Geminorum, e Tejat Prior, Nu Geminorum: ambas estas estrelas situam-se bem próximas à Eclíptica e vicinais à M35, belíssimo aglomerado aberto posicionado exatamente no caminho da Eclíptica.  Esses nomes significam Pé, nome proveniente do árabe Al Tahayi, usado para designar as partes superior e inferior do pé de um dos Gêmeos.


DIA 25 - Logo ao cair da noite, não deixe de observar a maravilhosa cena que a Lua ainda em fino anel estará nos proporcionando em sua Conjunção extremamente próxima a Júpiter!  Sempre, sempre o momento da CONJUNÇÃO ENTRE LUA E JÚPITER, é um momento ímpar, é uma visão encantadora, realmente.  No entanto, esse encontro ainda estará sendo mais e mais realçado em função da presença extremamente próxima de Vênus, a Bela da Tarde, também ansiosamente aguardando por sua vez, na noite seguinte, de realizar-se junto à Selene, a bela Lua!

Toda esta cena imperdível e gloriosa estará se concluindo por volta das vinte horas - pelo menos na região onde moro, no sudeste do Brasil -, com Lua e Júpiter desaparecendo inteiramente unidos e felizes no horizonte oeste, sendo seguidos de perto por Vênus.  Podemos, então, retomar nossas observações dos céus mais escurecidos e devolvendo nossas estrelas e nossas constelações a serem por nós desbravadas.
Eu penso que sempre que estivermos em lugares de céus escuros e transparentes, uma observação absolutamente imperdível é de algumas constelações pouco proeminentes mas nem por isso menos maravilhosas e plenas de segredos!  O Caranguejo, por exemplo, Câncer,  possui duas estrelinhas muito simpáticas:
Aselli.  Gama e Delta Cancri.  Gama é chamada de Asellus Borealis e Delta, de Asellus Australis. Asellus Australis situa-se exatamente na linha da Eclíptica enquanto Asellus Borealis fica um tantinho mais ao norte, porém ambas na mesma Ascensão Reta, quase 9h. Aselli representam os animais (jumentos, mulas) escondidos por Baco e Vulcano durante a guerra entre os Deuses e os Titãs.  O berro desses animais assustou de tal forma os Titãs que estes fugiram e os Deuses, em gratidão, carregaram ambos os jumentos e sua manjedoura (O Presépio, M44) para os céus. 
Esta manjedoura é conhecida também como Presépio ou Colméia de Abelhas e é um dos objetos mais belos do céu estrelado, realmente:  NGC 2632 - M 44 - Aglomerado Aberto Ascensão Reta  08h39m     Declinação +20o.4. Situado entre as Mulas do Sul e do Norte, contendo mais de 300 estrelas fusionadas e entre Magnitude visual 6 e 12 - verdadeira maravilha de poder ser observada, como se fosse uma lua cheia de estrelinhas tímidas, estrelinhas-bebês.  Um aglomerado situado na cabeça do Caranguejo, popularmente chamado de Colméia de Abelhas e conhecido pelos chineses pelo nome de Tseih, She Ke, Exalação dos Corpos Empilhados.



Mario Jaci Monteiro, Cartas Celestes


É interessante percebermos que M44, o Presépio, situa-se muitíssimo próximo à linha da Eclíptica.  Eu gosto muito de observar este objeto celeste sempre porém fundamentalmente quando algum Planeta está passando por ele, é claro.  Já vi isso acontecendo com Marte, por exemplo, e o planeta vermelho não escondeu o Presépio - possivelmente também Saturno não o faria.  No entanto, eu penso que Vênus e Júpiter, por causa de suas intensas luminosidades, apagariam as luzezinhas tímidas das estrelinhas-bebês deste delicioso pedacinho do céu - visto somente em lugares de céus escuros e transparentes, certamente.  Em relação a Mercúrio, seu brilho amarelado acontece no céu dos horizontes leste e oeste sempre de maneira muito próxima ao Sol (Mercúrio não se distancia mais do que 28 graus de distância do Sol), e, portanto, sempre dentro de um tom de claridade do alvorecer ou do entardecer - o que, certamente, afugentaria as estrelinhas dessa Lua Cheiinha que podemos presenciar, sutilmente e inefavelmente, no Presépio, M44.


DIA 26 - Quando a noite cair, esteja a postos em sua observação do horizonte oeste porque a Lua se mostrará um tanto mais cheiinha em seu ainda anel de noivado porém já tendo galgado mais um palmo nos  céus estrelados, em busca de seu encontro com a Bela da Tarde, Vênus, nossa Estrela Vespertina mais querida.  Quando estivermos visualizando este encontro - também testemunhado por JÚPITER, o Deus dos Deuses e dos Homens -, poderemos observar que a Lua já terá ultrapassado Vênus por cerca de um dedinho apenas.  Ou seja, a CONJUNÇÃO ENTRE LUA E VÊNUS propriamente dita aconteceu cerca de duas horas antes.   Se acaso você tiver um bom par de binóculos ou mesmo um simpático telescópio, busque observar esta conjunção de Lua e Vênus contra o pano de fundo do céu azul anil de final de tarde, por volta das dezessete horas ou mesmo um tantinho antes - tente encontrar a Ascensão Reta 49o. e a Declinação entre 19’ e 21’.
Por volta das vinte e uma horas, toda esta maravilhosa cena já estará concluída, ator e atrizes já terão deixado o grande palco dos céus estrelados voltando a escurecer e a nos devolver os demais astros!
Se olharmos um tantinho ao sul do maravilhoso Presépio, estaremos encontrando a cabeça da Hydra e depois, uma estrela alaranjada, a Estrela Alpha Hydrae, Alphard, e então, vão acontecendo estrelinhas e mais estrelinhas serpenteando e formando o corpo da serpente de água que vai se encontrando com a Taça, com o Corvo, com a Virgem e conclui seu andamento diante da Balança!  Eu penso que tanto a Hydra quanto o Rio Eridanus são constelações realmente belíssimas a serem contempladas em todas suas serpenteantes extensões e em seus andamentos através outras constelações e suas estrelas..., mas podem ser visualizadas somente em lugares de céus escuros e transparentes.

DIA 27 - A Lua, inteiramente seduzida por seus encontros com Vênus e Júpiter - ambos ainda presentes nos céus do cair da noite - e já apresentando-se mais iluminada e sabedora que em breve se tornará Crescente, realiza seu encontro com Aldebaran, o Olho Iluminado do Touro.  Por volta das vinte e duas horas, Selene já terá deitado no horizonte oeste, deixando Marte bem ao zênite e Saturno a meio caminho entre o horizonte leste e o zênite.
Após observarmos Marte nos campos do Leão e Saturno nas mãos da Virgem, veremos que entram em cena outras constelações muito interessantes, sendo o Boieiro uma delas, com sua Estrela Alpha, Arcturus, a mais brilhante dos céus do norte; a constelação da Balança, com suas duas estrelas ponteadoras, Zubenelgenubi e Zubenelschemalli, Alpha e Beta Librae, e então também poderemos perceber que bem mais ao sul, as estrelas ponteadoras do Centauro também já nos aguardam em nossa observação (fundamentalmente pelo fato de que são estrelas Alpha e Beta Centauri e que a Estrela Alpha, Rigel Kent, é uma estrela tripla e este sistema é o mais próximo de nós!).  O Cruzeiro do Sul pode também ser visto quase que inteiramente envolvido pelo corpo do imenso Centauro e ainda podemos ver a Mosca, o Triangulo Austral... e buscar pelo lugar pouco conhecido nos céus estrelados onde mora o pólo sul verdadeiro.

DIA 28 -  O cair da noite nos revela a Lua ainda passeando pelos campos do Touro e mais iluminada e mais cheiinha, mais encorpada.  Talvez, na cidade, não tenhamos tanta clareza sobre esta claridade da Lua que vai crescendo a cada noite... Mas, no campo, desde o momento em que a Lua deixa de ser Recém Nova para se tornar Lua em busca de sua Crescente, a iluminação vai aumentando de tal forma, que muitas das estrelas e até constelações começam a desaparecer bem como o leito de algodão da Via Láctea teima em se tornar mais e mais transparente.... 

Por volta de meia hora, quarenta minutos após as vinte e duas horas, penso que a Lua já terá caído no horizonte oeste e nos proporcionado um bom tempo de escuridão e de observação do céu estrelado.  Ainda sempre muito temos a aprender, o tempo que passamos sob o céu estrelado é um tempo de nunca nos sentirmos sozinhos: sempre as estrelas estão sorrindo para nós.
Por volta da meia-noite, entra em cena no horizonte leste a amedrontadora e fantástica figura do Escorpião dos Céus!  Sua Cabeça é interessante de ser observada (e é como se realmente fosse uma extensão das duas Garras que fazem as vezes das Estrelas Alpha e Beta Librae).  A Lua e os Planetas sempre podem ser vistos ingressando no Escorpião através sua Cabeça e logo alcançam o Coração do animal rastejante dos céus, sua Estrela Alpha Antares, a rival de Marte, por sua cor extremamente avermelhada, gigante vermelha que é.
A bem da verdade, a Eclíptica realiza rapidamente a constelação do Escorpião e adentra a constelação do Serpentário, Ophiucus, aquele que segura a Serpente e a reparte ao meio, A Cauda da Serpente e a Cabeça da Serpente.  Todas estas constelações e estrelas são bem pouco proeminentes,  porém eu me sinto verdadeiramente atraída pela Cabeça propriamente dita da Serpente que se apresenta através uma figura bem interessante e pouco visível em suas estrelas bem tímidas e guardam, em segredo, a Coroa Boreal, verdadeira jóia dos céus do norte, praticamente na mesma linha da Coroa Austral, outra verdadeira jóia dos céus, porém agora no sul.  A Coroa Austral é de uma delicadeza ímpar e pode ser vista já inteiramente mergulhada na Via leitosa que se torna intensamente vigorosa e profunda nas fronteiras entre o Escorpião e o Sagitário, lugar onde um passeio a olho nú ou através um par de binóculos pode ser bem simpático porém um passeio através um bom telescópio pode nos revelar maravilhas e mais maravilhas do céu profundo, realmente.

DIA 29 -  A Lua estará concluindo sua passagem pelos campos do Touro e passará a caminhar pelos pés dos Gêmeos Castor e Pollux.   Quando a noite cai, a Lua já se mostra bem alta nos céus, buscando seu lugar no zênite - lugar que lhe pertence quando se tornar Lua Crescente.  Vênus e Júpiter continuam fazendo a festa para nossos olhos e nossa mente e nosso coração, sim, porém a cada noite que passa, a Bela da Tarde e o Deus dos Deuses e dos Homens são engolidos mais e mais pelo horizonte oeste, realmente.



DIA 30 -  LUA CRESCENTE - às 19:42, na constelação dos Gêmeos Castor e Pollux.  A Lua sempre está no zênite quando é seu tempo de Lua Crescente, Lua pela metade, metade iluminada e metade negra.
Por volta da meia-noite, a Lua estará se escondendo no horizonte oeste....,  talvez você possa decidir por varar a noite olhando estrelas ou possa decidir dormir por um bom par de horas e voltar a olhar as estrelas em madrugada alta, por volta das três/quatro da matina, que tal? 

Com o andar da carruagem da noite alta e da madrugada, quando entra em cena a constelação do Capricórnio, podemos observar o pequeno triangulo formado por suas estrelas pouco iluminadas.  No entanto, logo nos sentimos atraídos pelo brilho intenso da Estrela Alpha Aquila, Altair, sempre voando pelos céus juntamente com suas duas irmãs, uma de cada lado.  
E ainda mais ao norte, podemos sempre nos encantar com a doçura, a leveza, da constelação da Lyra, um verdadeiro tear (assim pensavam os chineses antigos) sendo trabalhado por sua Estrela Alpha, Vega, A Tecelã desse tear (e os chineses também pensavam que esta tecelã enamorou-se de Altair (que os chineses entendiam como O Pastor e ambos tinham que cruzar a Via Láctea para se encontrarem, ao menos uma noite ao ano, no dia 7 de julho...)
Lyra e Vega vêm sendo cantadas ao longo dos tempos, como instrumento musical, como pássaro, como tear e tecelã (saiba mais sobre estes objetos celestiais, acessando meu trabalho em http://sobrelyra.blogspot.com).

Existe uma composição de constelações que é muitíssimo interessante e reúne as Estrelas Alpha de Lyra, Aquila e Cygnus, é o Grande Triângulo do verão (assim denominado para o hemisfério norte) composto por Vega, Altair e Deneb, todas grandes estrelas ao norte, todas dignas de nota.  Quando este Grande Triângulo está visível no céu, já estão em cena o Aguadeiro com suas estrelinhas marolantes e ziguezagueantes, o Peixe Austral com sua belíssima Estrela Alpha Fomalhaut mais ao sul e seguindo a constelação do Grou balizada por sua Estrela Alpha Al Nair.


DIA 31 - O mês de Março termina com a Lua conversando animadamente com Castor e Pollux, os gêmeos, um terreno e outro celeste, todos bem alto, no zênite.  Em lugares de horizonte oeste baixo, bem baixo, podemos ainda observar a beleza estonteante de Júpiter e, um tantinho mais acima, a pureza maravilhosa de Vênus.  Marte, nos campos do Leão, anseia por galgar o zênite e depois descer até o horizonte oeste, encerrando a noite; e a mesma situação acontece a Saturno, muito próximo à Estrela Alpha Virginis, Spica, e já surgindo no horizonte leste ao cair da noite, em lugares planos e baixos. 

Quase como num balanço, Júpiter e Vênus caem no horizonte oeste enquanto Saturno, acompanhado por Marte que o antecede, saltam do horizonte leste em busca do zênite.


Algumas das Referências Bibliográficas:


- Analemma  -  Fotografias do sol realizadas pelo astrofotógrafo Frank Zullo entre 9 de setembro de 1990 e 23 de agosto de 1991.  Foram feitas 37 exposições do sol em um único filme de 36 fotos, todas as fotos tiradas exatamente as 08:00 da manhã MST, mean solar time.  Foi usada uma técnica simples de dupla exposição sobre o dial de um relógio de sol.  Foto publicada na Revista Astronomy,  edição de dezembro de 1997, sob o título “First Views: Old Sol Celebrates the Solstice” dentro da seção “The Sky Show”.  Kalmbach Publishing Co., U. S. A.

- Quadro sobre a Precessão dos Equinócios durante 4 Eras, mostrando o Caminho do Sol contra o pano de fundo das constelações do    Zodíaco.  As cores originais foram invertidas.  Inserido no Artigo “When the Zodiac Climbed into the Sky” por Alexander Gurshtein para a Revista Sky & Telescope edição de outubro de 1995, página 30,  publicada por Sky Publishing Corporation,

- A ilustração da Terra rodando como um pião e a ilustração do Passo do Pólo  Norte Celestial bem como parte do Texto da matéria  foram Extraídas da revista Astronomy,  edição de junho de 2002, página 73.  Parte do texto foi traduzido literalmente por Janine e também a ilustração sobre o caminho do pólo norte celestial foi invertida, para melhor visualização

- Foto do Analema ou Oito do Sol - Realizada por John Raffell combinando 52 exposições individuais, perto do Trópico de Câncer (latitude 23 1/2 norte).  As fotos foram tiradas todos as semanas do ano a partir de maio de 2000, na mesma posição visando o leste, às 07:30 da manhã, em Muscat, Oman. Publicada na revista Sky&Telescope, edição de março de 2003, página 78, dentro do artigo "What is an Analemma? Assinado por Edwin L Aguirre. Esta revista é uma publicação de Sky&Telescope Publishing Co., Cambridge, MA, EUA.

- Os Textos que aparecem em fonte verde escuro são extraídos de meu Trabalho Da Terra ao Céu e ao Infinito, as 88 constelações do céu estrelado - ainda não publicado por completo porém sendo publicado em extratos, ou seja, uma constelação por vez.  Já foram publicadas virtualmente as constelações da Virgem e da Lira - http://sobrevirgo.blogspot.com e http://sobrelyra.blogspot.com e a próxima publicação será sobre as constelações das Ursas Maior e Menor.  Aguarde!

-Textos extraídos do meu trabalho sobre a constelação da Virgem: http://sobrevirgo.blogospot.com


- http://www.atlasoftheuniverse.com

- Hawaiian Astronomical Society - The Site

- Apogeu e Perigeu da LUA e Perihélio são Dados calculados pelos astrônomos da NASA Fred Espenak e Sumit Dutta (NASA GSFC).

-  V. E. Robson  - Stars and Constellations and Their Mythology – Samuel Weiser Inc., York Beach, Maine, USA
- Ronaldo Rogério de Freitas Mourão  - Atlas Celeste - 6a. Edição - Editora Vozes, Petrópolis, 1986
-    Mario Jaci Monteiro , As Constelações, Cartas Celestes -
Apoio: CARJ/MEC/CAPES/PADCT-SPEC 



COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
JANINE MILWARD
Sítio das Estrelas 
Parada de um caminho a Caminho do Céu
janine@powermail.com.br