quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Réveillon no Navio, Argo Navis, sob a Lua Minguante iluminando Júpiter e Marte e Vênus e Saturno surgindo ao longo da madrugada festiva!


Olá!

Nestes momentos festivos quando nos despedimos do ano que vem findando
e gostamos de brindar a chegada do novo ano
com fogos de artifícios querendo imitar estrelas e planetas e Lua (e até Sol!)...,
por que não tomarmos nossos lugares na belíssima e imensa
 e antiga constelação do Navio, Argo Navis,
 e buscarmos observar algumas estrelas e alguns objetos celestes interessantes
até mais ou menos por volta da meia-noite, um tantinho mais adentrando o novo ano...,
ainda antes da chegada da Lua murchenta e tardia,
Lua Minguante, sim, porém iluminando, como sempre,
e nos atraindo a atenção para visualizarmos seu recém-encontro com Júpiter,
na divisa entre as constelações Leo e Virgo.

A bem da verdade,
após a entrada em cena de Júpiter e da Lua murchenta
 e em seu momento de Minguante,
também entram em cena outros Planetas
- não deixe de observar o beijo entre Marte e Spica, estrela-alpha Virginis,
e a bela da madrugada, a estrela matutina, Vênus despedindo-se da Balança, Libra
e já ansiosamente buscando encontrar-se com Saturno, o Senhor dos Aneis,
que teima poder ser visualizado cumprimentando a estrela-alpha Scorpii, Antares,
e todos já bem mesclados aos rasgos de luz amarelada que invadem o céu
anunciando a chegada do Sol,
anunciando o começo de um novo dia,
de um novo ano,
de novos caminhos de vida!


Aliás, novos caminhos, novos rumos
nesse nosso Brasil em termos de
reais e corretos ajustes na política econômico/financeira
e tomada de vergonha em termos de politicagens vergonhosas
podem realmente fazer parte do contexto nacional
e das ações governamentais - que encontram-se desvairadas
afundando o país num mar de lama 
e levando o país a um naufrágio inteiramente sem sentido!

O Brasil é um país de povo trabalhador, 
é um país de muitas riquezas
e estas riquezas podem e devem retornar
 em qualidade de vida para o povo
(saúde, bem-estar, segurança, prosperidade, felicidade) 
e não fazerem parte de escândalos e mais escândalos,
corrupção e mais corrupção acontecendo por todos os lados,
com meia dúzia de senhores/senhoras  e também empresas
 sentindo-se poderosos e impunes
e agindo de maneira espúria, fraudando instituições e o povo,
julgando-se isentos de quaisquer agravos, 
julgando-se isentos da boa conscientização do povo 
em julgá-los e expurgá-los, baní-los e esquecê-los
e deixá-los jazendo no lixo da História!


Vamos, então, embarcar no Navio?



Argo Navis fazia parte das 48 constelações catalogadas por Ptolomeu. 
 La Caille desmembrou esta constelação em Quilha, Pôpa e Vela, em 1756


 - ano em que introduziu mais 14 constelações ao catálogo oficial, 
.quando morando e trabalhando na África do Sul 
e observando os céus estrelados do hemisfério austral.

Aliás, se você quiser conhecer um tantinho a mais
 sobre esta imensa constelação do passado e que foi, infelizmente, 
recentemente desmembrada em três constelações
veja nossas Postagens relatando Nossa Viagem em Argo Navis, o Navio:

- dia 28 de dezembro - Conhecendo Carina, a Quilha, e os fantásticos tesouros que ali se escondem

- dia 29 - Vela ao vento: Argo Navis, o Navio, vem navegando nos mares estrelados mais ao sul.

- dia 30 - Argo Navis, o Navio, e sua Popa, Puppis (não Proa e sim Popa!)
Confira em http://oceudomes.blogspot.com.br/2015/12/argo-navis-o-navio-e-sua-popa-nao-proa.html

- E, finalmente, no dia 31, bem na virada do ano velho para o ano novo:
 Réveillon no Navio, Argo Navis, 
sob a Lua Minguante iluminando Júpiter e Marte 
e Vênus e Saturno surgindo ao longo da madrugada festiva!
(Nossa Postagem de hoje, Caro Leitor!)


Com um abraço estrelado,
Janine Milward




Stellarium



Stellarium


Stellarium




Vamos, então, embarcar no Navio?




Argo Navis, o (antigo) Navio

 - hoje desmembrado em Popa, Quilha e Vela - 
é uma constelação que sempre nos traz muitas surpresas.

Uma dica bem interessante é começar sua viagem pelo Gigante Caçador, Orion 
(não tem quem não conheça e reconheça esta constelação, 
sempre nos apresentando suas três estrelinhas 
chamadas popularmente de As Três Marias!)
 e então ser "chamado" pelo brilho intenso 
da estrela-alpha Canis Majoris, 
Sirius.


Perceba então que existem algumas estrelas tímidas 
como se formassem um paredão, algo assim: é a Popa, Puppis, do Navio!


A partir da Popa,
 não tem como não ser "chamado" pela estrela-alpha do antigo Navio 
e da recente Quilha, Carina, 
a bela Canopus, o capitão do Navio.


A Vela chama nossa atenção por figurar exatamente como a mesma, sem tirar nem por.


Stellarium




Mario Jaci Monteiro - Cartas Celestes, Argus Navis






UM NAVIO NAVEGANDO NAS ESTRELAS
- e todos nós,
amantes das estrelas,
podemos acompanhar esta viagem!





É sempre uma real emoção quando entram no meu céu de horizonte sudeste 
algumas estrelas e suas constelações, bem ao sul
- certamente me fazendo muito feliz por viver no hemisfério sul
 e na Latitude 21S52 e Longitude 43W00!  


Observar a viagem realizada pelo Navio,

surgindo no sudeste e navegando em elipse curta

até encontrar seu lugar de se esconder, no sudoeste,
é sempre um grande prazer
pois que todas as estrelas e constelações
que acompanham esta viagem
também contam suas próprias histórias
e revelam seus tesouros!



Stellarium





Quando a noite realmente cobre com sua escuridão
a abóbada celeste,
neste momento em que vivemos, final do mês de dezembro,
conclusão do ano de 2015,
nossa viagem no Navio
já vem nos apresentando um cenário bem interessante:


 Aquarius, o Aguadeiro, e Pisces, os Peixes,
fazem piscar suas estrelinhas bem tímidas, realmente,
nos confundindo em um certo caos, digamos assim... 
  

Porém, a entrada em cena do monstro Cetus, a Baleia,
 logo nos traz de volta ao Cosmos
 - quer dizer, saímos do caos de estrelinhas em ziguezague 
formadas pelo Aguadeiro
 e entremeadas pelas Cabeças dos Peixes 
(situações que podem ser bem visualizadas 
somente em lugares de céus escuros e transparentes) 
e tendo, ainda ao sul, a belíssima Fomalhaut,
 estrela-alpha Pisces Austrinus, 
presença realmente brilhante e marcante!


No entanto, sabemos que a constelação dos Peixes
faz acontecer o cenário principal
onde entra em cena o Mito de Andromeda,
a jovem princesa acorrentada e salva pelo herói Perseus.


Esse mito acontece através as constelações
Cepheus, Cassiopea, Pegasus, Andromeda, Pisces,
Cetus e Perseus
- todas cobrindo uma imensa parte dos céus estrelados
mais ao norte e ainda alcançando a Linha da Eclíptica
(e um pedacinho também mais ao sul da Linha do Equador Celestial, 
no caso de Cetus, a Baleia)
e correndo, digamos assim, desde Aquarius e passando por Pisces
e então por Aries e seguindo e concluindo ao norte de Taurus
(onde Perseus mora).


 Certamente,  olhando ao norte, 
a presença do Cavalo Alado Pegasus é bem interessante
 em seu desenho de grande quadrado
 sendo avizinhado pela presença emocionante da Princesa Acorrentada, Andromeda,
 que em seu ventre acolhe nossa galáxia-irmã-quase-gêmea, Andromeda...
 com a qual estaremos nos fusionando alguns bilhões de anos, no futuro...


Ao vermos o Grande Quadrado de Pegasus, ao norte,
 podemos fazer uma linha quase reta dirigindo-se para o sul
 para então encontrarmos com outras duas galáxias também irmãs nossas:
 As belíssimas Nuvens de Magalhães
 (que sempre podem ser vistas a olho nu em lugares de céus escuros e transparentes - aqui no Sítio das Estrelas eu sempre me disponho a contemplá-las
 e sempre sabedora que os minhocas-da-terra,
 moradores originais da roça,
 a chamam de As Mulas do Presépio de Jesus!).


Sabemos que um tantinho quase ao centro do Grande Quadrado
 do Cavalo Alado Pegasus e bem próximo a uma das Cabeças dos Peixes,
existe o entrecruzamento das Linhas da Eclíptica e do Equador Celestial:
o Ponto de um novo começo, o Ponto Vernal,
o começo da primavera para o hemisfério norte
e do outono para o hemisfério sul.



O mito de Andromeda e Perseus 
(acompanhados por Cepheus e Cassiopeia e ainda por Pegaus e Cetus)
 vem terminando e trazendo à cena a terra firme pisada pelo Carneiro, 
com suas duas estrelas simpáticas, Alpha e Beta Arietis.  


Stellarium





Taurus, o Touro, também pasta nestas terras firmes
e sempre nos encantando com a beleza das Plêiades
que mais se parecem com um tercinho de estrelas o qual não paramos de rezar
 e de agradecer aos céus estrelados por tanta beleza e tanta delicadeza!
 O Olho Iluminado do Touro, estrela-alpha Tauri, Aldebaran,
entra em cena e fazendo parte das Hyades
 - que sempre me parecem como uma arvorezinha de natal


Podemos, então, perceber que Argo Navis, o Navio Argos,
já se apresenta por inteiro,
 em Quilha (Carina), Popa (Puppis) e Vela 
e sua estrela-alpha, Canopus, 
vem dirigindo o Navio como se fizesse uma longa curva nos céus do sul... 
e sempre trazendo consigo o esfumaçado de estrelinhas 
e objetos difusos e reunidos da Via Lactea ...


Achernar faz acontecerem as linhas sinuosamente desenhadas por estrelinhas
 também tímidas realizando o Rio do Céu, o Eridanus,
 que corre até a belíssima Rigel, estrela-beta Orionis, 
um dos pés do Gigante Órion! 


Ainda bem mais ao norte, sempre Capella, 
estrela-alpha Aurigae, 
estará atuando como se fosse um farol, 
sempre chamando nossa atenção!




Stellarium





O Navio continua sua viagem
e vem buscando seu ápice de movimentação orientada para o norte...,
então, após ter encontrado seu meio-do-céu,
parece que sua Pôpa torna-se Proa
e começa a navegar rumo ao sudoeste.



Stellarium




Já ao longo da madrugada festiva
do Primeiro Dia do Ano de 2016,
podemos ir observando a Lua
comemorando o Réveillon
sendo acompanhada de Quatro Planetas
- cada um entrando em cena vagarosamente,
desde por volta das duas da madrugada
até a chegada das luzes amareladas anunciando o Sol!

Entram em cena Júpiter e Lua,
Júpiter ainda na divisa entre as constelações do Leão e da Virgem
enquanto a Lua, após ter beijado Júpiter,
dirige-se para ir visitando o longo corpo virginal
até poder encontrar-se com Marte beijando Spica, a estrela-alpha Virginis,
na noite de 03 de janeiro,
belíssimo encontro entre luzes branca e avermelhada/alaranjada e azulada!

Um tantinho de tempo depois,
observaremos Vênus, a bela da madrugada,
entrando em cena e já despedindo-se da Balança, Libra,
e ansiosa por encontrar-se com Saturno,
também entrando em cena em horizonte leste bem baixo
e cumprimentando a estrela-alpha Scorpii, Antares!

Nas noites de 06 e 07 de janeiro,
poderemos nos deixar encantar com
a doce Vênus encontrando-se com o Senhor dos Aneis, Saturno!


Stellarium




Ainda ao longo da madrugada....


Os Gêmeos fazem a festa em sua conversa eternizada 
entre suas estrelas Alpha e Beta Gemini, Castor e Pollux,
 o primeiro gêmeos terrestre e o segundo, gêmeo celeste!


Sempre em tempos em que a Lua não está presente
e em lugares de céus escuros e transparentes,
é uma alegria incrível nos depararmos com o Caraguejo
apresentando-se através seu berçário de estrelinhas-bebês,
O Presépio
 - também chamado de Colmeia de Abelhas!

Se bem percebermos,
mais ao sul do Caranguejo vamos encontrar uma estrela alaranjada
- estrela-alpha Hydrae, o Coração do animal rastejante q
ue vai se insinuando em estrelinhas super tímidas
 através os lugares mais ao sul do garboso Leão
 com Regulus, sua estrela-alpha,
sempre fulgurante,
bem como a Virgem carregando o feixe de trigo
 através sua estrela-alpha Spica.


Certamente a presença fulgurante de Júpiter
na divisa entre as constelações Leo e Virgo
e sendo cumprimentado pela Lua murchenta
é uma visão muito bela!

A visão da Hydra rastejando em linha sinuosa
 em longo caminho nos céus estrelados
é realmente uma visão maravilhosa
- pois que a Hydra se insere entre as constelações do Zodíaco descritas
mais acima
 e ainda traz consigo, ao norte,
o Sextante, a Taça e o maravilhoso voo do Corvo! .....
E, ao sul, a Hydra segue o mesmo caminho do Navio,
vai acompanhando o doce ondular de ondas
que Argo Navis vai realizando em seu movimento em curva,
 do sudeste ao sudoeste....
(e eu ainda sempre admiro
e observo este mesmo movimento de voo do Corvo!).




Stellarium




Nossa noite no Navio está quase terminada...,
porém ainda podemos observar
 que o belíssimo Centauro se apresenta por inteiro,
 acolhendo todos seus fantásticos mistérios....
 como o Agrande Atrator, por exemplo,
 e a imagem emocionante de Omega Centauri.



É interessante podermos buscar o ponto de fusão
entre o Navio e o Centauro:




Programa Stellarium




A bem da verdade, 
quando as constelações e estrelas e objetos mais ao sul
 foram sendo observados por astrônomos advindos 
de países do hemisfério norte
 e nomeados e ordenados, 
no cado do Navio
ao invés de a Proa ser inserida, 
bem ao contrário, o Navio foi desmembrado 
em Quilha (Carina), Vela e Pôpa (Puppis).  


E por que a Proa não pôde ser inserida?


Podemos perceber que existe a vizinhança
 composta pela imensa constelação do Centauro 
e exatamente no lugar onde a Proa do Navio 
poderia ter sido inserida
 podemos ver uma das patas do Centauro 
escudando nosso Cruzeiro do Sul!


Buscando compreender melhor 
sobre a questão da ausência de Proa
 (já manifestada através o Mito) do Navio, 
pude constatar que  Carinae Nebula acontece exatamente no lugar 
onde a Proa poderia se situar!  


Da mesma forma, 
constatamos que as chamadas Pleiades do Sul ou Austrais
acontecem exatamente no lugar
onde a Quilha poderia ter seu término!



A bem da verdade,
mesmo que volvamos nossa olhar
- enquanto moradores do hemisfério sul -
para os céus estrelados austrais,
não estaremos encontrando a Proa do Navio!


Quer dizer,
A Proa do Navio Argus existiu quando de sua construção mítica, sim,
mas nunca existiu em sua representação estelar.




http://www.aradergalleries.com/detail.php?id=3645
Johann Bayer — Carina Navis






O Mito sobre Jasão e os 50 Argonautas,
sobre a construção do Argo Navis
e sobre sua Viagem
nos diz que


Quando Argo Navis passou através o Estreito de Bósforo e rochas desmoronaram,  
o Navio foi virado e naufragou....; 
e subiu aos céus 
porém sem estrelas apresentando desde a Proa até o mastro.
... mas todo o resto é brilhante!


Assim R. H. Allen comenta 
sobre os dizeres de Aratos acerca esta circunstância.



Aparentemente, 
as rochas desmoronaram exatamente sobre a Proa 
- daí uma explicação mítica sobre seu desaparecimento....
 quando o Navio foi levado aos céus, segundo o Mito.





Stellarium


´
E chegado o momento de quase-conclusão de nossa visão
do Navio navegando nas estrelas...
- porque nossa noite já vem terminando
e o canto do galo já se fez presente
e alguns pássaros já podem ser vistos saindo de seus ninhos
e buscando voar alto para alcançarem, antes de nós,
a iluminação do Sol...,

Feliz Ano Novo,
Caro Leitor!



Com um abraço estrelado,
Janine Milward






Ivan Konstantinovič Ajvazovskij (1817 - 1900)
“Ship in Stormy Sea” 1858

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Argo Navis, o Navio, e sua Popa (não Proa e sim Popa!)



Olá!

Argo Navis, o (antigo) Navio
 - hoje desmembrado em Popa, Quilha e Vela - 
é uma constelação que sempre nos traz muitas surpresas.

Uma dica bem interessante é começarmos nossa viagem
a partir do Gigante Caçador, Orion 
(não tem quem não conheça e reconheça esta constelação, 
sempre nos apresentando suas três estrelinhas 
chamadas popularmente de As Três Marias!)
 e então sermos "chamados" pelo brilho intenso 
da estrela-alpha Canis Majoris, Sirius.

É sempre muito fácil nos sentirmos atraídos
pelo chamado do brilho intenso e do piscar
da estrela-alpha Canis Majoris, Sirius, a bela.

Olhando um tantinho ao sul,
Canopus, estrela-alpha Carinae, 
o comandante de Argo Navis, o Navio,
também nos atrai a atenção!

Se bem observarmos
- e sempre em lugares de céus escuros e transparentes
e em noites de ausência de Lua -,
encontraremos entre essas duas maravilhosas estrelas
- Sírius e Canopus -
uma espécie de paredão, uma muralha de estrelinhas tímidas...:
é a Pôpa do Navio, Puppis!


Stellarium


Programa Stellarium



Esse paredão, essa muralha de estrelinhas tímidas
não se apresenta em linha reta, não,
bem ao contrário, é como se este paredão de estrelas
 figurasse madeiras encaixadas,
madeiras e madeiras formando quase um desencaixe,
um ziguezague de estrelas emparedadas...

Sendo assim,
podemos compreender muitíssimo bem
o porquê, a razão das ilustrações antigas mostrarem
essa madeira de estrelas figurando a Pôpa de um Navio.



Em tempo: 
na conclusão das estrelas formadoras da Pôpa 
propriamente dita,
vamos encontrar a belíssima e delicada constelação
a Pomba de Nóe, Columba
(sobre a qual estaremos conversando em outra oportunidade).


E penso ser interessante enfatizarmos o fato
de que estamos diante da Pôpa do Navio, realmente,
e não daquilo que poderíamos pensar como a Proa.
Não, é a Pôpa.  

Argo Navis é o Navio, 
sempre coroado de estrelinhas esfumaçadas
 pois que carrega consigo um pedacinho da Via Lactea!


Aliás, exatamente pelo fato de a Via Lactea
fazer parte tão importante no Navio,
é que estaremos comentando, 
 - ousadamento (eu confesso) -,
sobre algumas questões voltadas para o fato de que
o Navio consiste de Pôpa, Quilha e Vela 
e sempre foi assim - mesmo antes de ser desmembrado
em três constelações, mais recentemente
(em 1756, pelo astrônomo Abbe La Caille, 
quando morando e trabalhando na África do Sul 
e observando os céus estrelados do hemisfério austral).


Stellarium

Stellarium


Stellarium



E as belíssimas Ilustrações antigas
bem como o próprio Mito sobre Argo Navis, nos relatam:

Quando Argo Navis passou através o Estreito de Bósforo 
e rochas desmoronaram,  

o Navio foi virado e naufragou....; 

e subiu aos céus 

porém sem estrelas apresentando desde a Proa até o mastro.

... mas todo o resto é brilhante!

(Assim R. H. Allen comenta 

sobre os dizeres de Aratos acerca esta circunstância).

Ao final desta Postagem, Caro Leitor,
após termos apresentando algumas informações
sobre estrelas e objetos celestes interessantes 
encontrados em Puppis, Popa,
estaremos trazendo meus comentários pessoais
sobre a ausência da Proa em Argo Navis, o Navio.






Nossa Viagem em Argo Navis, o Navio, constará de quatro Postagens:

- dia 28 de dezembro - Conhecendo Carina, a Quilha, e os fantásticos tesouros que ali se escondem

- dia 29 - Vela ao vento: Argo Navis, o Navio, vem navegando nos mares estrelados mais ao sul.

- dia 30 - Argo Navis, o Navio, e sua Popa, Puppis (não Proa e sim Popa!)
(Nossa Postagem de hoje, Caro Leitor!)

- E, finalmente, no dia 31, bem na virada do ano velho para o ano novo:
 Réveillon no Navio, Argo Navis, 
sob a Lua Minguante iluminando Júpiter e Marte 
e Vênus e Saturno surgindo ao longo da madrugada festiva!


Com um abraço estrelado,
Janine Milward



The image for the "Historical Essay" is taken from Andreas Cellarius, Harmonia macrocosmica, 1661.



Julius Schiller, Coelum stellatum Christianum, 1627




PUPPIS, A PÔPA DO NAVIO


Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes

Mario Jaci Monteiro - As 88 Constelações, Cartas Celestes








PUPPIS, POPA



 Posicionamento:
Ascensão Reta 6h2m / 8h26m   Declinação -11o.0 / -50o.8



Mito
Esta constelação representa o navio no qual Jasão trouxe o Velocino de Ouro para Colquita - e dizem que foi o primeiro Navio a ser construído.



Algumas Informações Interessantes acerca esta Constelação:

Esta constelação, o Navio, fazia parte do grupo de 48 constelações relacionado por Ptolomeu.  Porém, La Caille dividiu o Navio em
Carina, Vela e Puppis, Quilha, Vela e Popa

A Popa é facilmente identificável a partir da localização de Canopus, estrela-alpha do Navio Argos e situada na parte de Carina, a Quilha, e buscando o padrão de estrelas que ficam ao norte.  (Do ponto de vista de quem está no hemisfério sul, é possível se identificar a Popa já muito próxima a Sirius, a estrela-alpha do Cão Maior, até chegar a Canopus, a estrela-alpha do Navio.
Existem alguns aglomerados abertos nesta constelação sendo que o mais brilhante é M47, visível a olho nu.  M46 e M93 são mais pálidos porém também considerados como objetos interessantes a serem observados.  M46 e M47 situam-se próximos a Sirius (que atua enquanto ponto de referência, é claro).



Fronteiras:
Puppis situa-se entre as constelações Canis Major, Columba, Pictor, Carina, Vela, Pyxix, Hydra, Monoceros



- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986






Algumas Estrelas 
e alguns objetos interessantes, 
em Popa:





Kappa Puppis - Estrela Dupla
AR 07h36m  Dec - 26o.41
M 4,5 e 4,6  Distância entre estrelas 9”,95


Suhail Hadar ou Naos - Zeta Puppis
Ascensão Reta 8h - Declinação - 40o.
Magnitude visual 2.23 - Distância 2.300 anos-luz
O Navio, vocábulo grego que designa a estrela situada na popa do Navio, antiga constelação austral.




Programa Stellarium trabalhado no Programa Corel




Sigma Puppis - Estrela Dupla
Ascensão Reta 07h27m  Declinação - 43o.12
Magnitude 3,3 e 8,5  Distância entre estrelas 22”,36


L Puppis - Estrela Variável
Ascensão Reta  07h12m    Declinação -44o.34
Magnitudes: Max 3,1  Min  6,3  Período 140,7
Tipo PLG   Espectro M5e




V Puppis - Estrela Variável do  tipo B Lyrae
Ascensão Reta 07h56m      Declinação -49o.06
Magnitudes: Max 4,1  Min 4,8   Período 1,5
Tipo LIR   Espectro B1





- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


Programa Stellarium trabalhado em Programa Corel




OS OBJETOS MESSIER ACOLHIDOS POR PUPPIS, A PÔPA
Caro Leitor,
Observe as Ilustrações abaixo
- em ambas sendo apontado o Objeto Messier 46
(que, por sua vez, fica bem próximo ao Objeto Messier 47) -,
e perceba primeiramente que todo o Navio vem envolvido
pelo braço da Via Lactea que corre de norte a sul;
e também perceba que
os Objetos M46 e M47 encontram-se bem próximos
à constelação Monoceros, o Unicórnio
(embora a estrela mais próxima a nos guiar será Sírius!),
enquanto sabemos que M93 encontra-se bem próximo
à constelação Canis Major, o Cão Maior!

Quer dizer,
esses três Objetos Messier em Puppis
encontram-se já bem ao norte de toda a constelação do Navio
- ou seja, em situações ainda praticamente bem visíveis
para os observadores/moradores do hemisfério norte.


http://www.stellarium.org/pt/
http://www.stellarium.org/pt/





M 46 - Aglomerado Aberto, em Puppis

e
M 47 - Aglomerado Aberto, em Puppis
Estes dois Aglomerados podem ser vistos a olho nu e bem esfumaçadamente,
 próximos ao Cão Maior e sua estrela-Alpha, Sirius.

NGC 2437 - M 46  - Aglomerado Aberto Puppis
Ascensão Reta 07h40m  Declinação -14o.46
Magnitude fotográfica global 6,6  Magnitude fotográfica da mais brilhante estrela 10,8 Distância kpc 1,66   Diâmetro 27’  Tipo Espectral B8


- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986




http://www.stellarium.org/pt/











Programa Stellarium




M 93 - Aglomerado Aberto, em Puppis


NGC 2422 - Aglomerado Aberto Puppis
Ascensão Reta 07h34m  Declinação -14o.27
Magnitude fotográfica global 4,3  Magnitude fotográfica da mais brilhante estrela 9,8
Distância kpc 0,48  Diâmetro 30’  Tipo Espectral B3



- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986
M 93, NGC 2447, open cluster in Puppis (center)
visible with binoculars

http://www.allthesky.com/constellations/puppis/dsos.html

© all photographs taken by Till Credner and Sven Kohle




Messier 93 (also known as M93 or NGC 2447) is an open cluster in the constellation Puppis. It was discovered by Charles Messier in 1782.
M93 is at a distance of about 3,600 light years from Earth and has a spatial radius of some 10 to 12 light years. Its age is estimated at some 100 million years.
Walter Scott Houston described its appearance as follows:[1]
Some observers mention the cluster as having the shape of a starfish. With a fair-sized telescope, this is its appearance on a dull night, but [a four-inch refractor] shows it as a typical star-studded galactic cluster.
http://en.wikipedia.org/wiki/Messier_93






SAIBA MAIS SOBRE OS OBJETOS MESSIER 
ACOLHIDOS POR PUPPIS, A PÔPA,
acessando
http://oceudomes.blogspot.com.br/2014/10/m46-m47-m93-os-objetos-messier-em.html

NGC 2477 - Aglomerado, em Puppis
O mais rico dos muitos aglomerados existentes na Popa do Navio.



NGC 2477 é um aglomerado aberto na direção da constelação de Puppis. O objeto foi descoberto pelo astrônomo Nicolas Lacaille em 1751, usando um telescópio refrator com abertura de 0,5 polegadas. Devido a sua moderada magnitude aparente (+5,8), é fracamente visível a olho nu, mesmo em regiões distantes de cidades.

http://pt.wikipedia.org/wiki/NGC_2477

NGC 2451 - Aglomerado Aberto Puppis
Ascensão Reta 07h44m   Declinação -37o.55
Magnitude fotográfica global 3,7 Magnitude fotográfica da mais brilhante estrela 6,0 
Distância kpc 0,30  Diâmetro 37’Tipo Espectral B5

- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986



NGC 2451 é um aglomerado aberto na direção da constelação de Puppis. O objeto foi descoberto pelo astrônomo John Herschel em 1835, usando um telescópio refletor com abertura de 18,6 polegadas. Devido a sua moderada magnitude aparente (+2,8), é visível apenas com telescópiosamadores ou com equipamentos superiores.



Ficheiro:NGC 2451 a.jpg

Detalhe de uma das estrelas de NGC 2451

Autor: Toraman


ngc2451.jpg
NGC 2451, open cluster in Puppis (center)
visible by naked eye

NGC 2546 - Aglomerado Aberto Puppis
Ascensão Reta 08h11m  Declinação -37o.35
Magnitude fotográfica global  5,0  Magnitude fotográfica da mais brilhante estrela 7,0
 Distância kpc 0,84     Diâmetro 45’    Tipo Espectral B0



- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986



NGC 2546 é um aglomerado aberto na direção da constelação de Puppis. O objeto foi descoberto pelo astrônomo Nicolas Lacaille em 1751, usando um telescópio refrator com abertura de 0,5 polegadas. Devido a sua moderada magnitude aparente (+6,3), é visível apenas com telescópiosamadores ou com equipamentos superiores.


ngc2546.jpg
NGC 2546, open cluster in Puppis (center)
visible with binoculars






Cometary Globule CG4


The Hand of God
Image Credit: T.A. Rector/University of Alaska Anchorage, T. Abbott and NOAO/AURA/NSF
CG4 (also known as The Hand of God) is a cometary globule that lies about 1,300 light-years away from Earth in the southern constellation of Puppis (the Stern). Its “head” is some 1.5 light-years across, and its “tail” is about eight light-years long. This dusty, star-forming region contains enough gas and dust to form several stars about the size of the Sun.






Haffner 18, an open star cluster in Puppis

Haffner 18, an open star cluster in Puppis
Image Credit: ESO

Haffner 18 is an open star cluster that lies in the center of the emission nebula NGC 2467, some 19,200 light-years away from Earth in the southern constellation of Puppis (the Stern). Its age is somewhat controversial, some considering it to be as young as only 1 million years.





Puppis A, a middle-aged supernova remnant
Puppis A, a middle-aged supernova remnant
Image Credit: NASA/JPL-Caltech/UCLA/WISE Team
Puppis A is a middle-aged supernova remnant of about 10 light-years in diameter, located some 7,000 light-years away in our Milky Way, in the constellation of Puppis. The supernova explosion took place — and would have been seen on Earth as a new bright star in the sky — approximately 3700 years ago, but was eventually forgotten until modern astronomers found it again in October 1971.




Rotten Egg Nebula JPEG converted from [http://www.jpl.nasa.gov/images/wfpc0824.tif TIF] @ JPL, NASA {{PD-USGov-NASA}
The Calabash Nebula, also known as the Rotten Egg Nebula or by its technical name OH 231.84 +4.22, is a protoplanetary nebula (PPN) 1.4 light years (13 Pm) long and located some 5,000 light years (47 Em) from Earth in the constellation Puppis.
Violent gas collisions that produced supersonic shock fronts in a dying star are seen in a new, detailed image from NASA's Hubble Space Telescope.
Calabash Nebula
Observation data (Epoch J2000)
Right ascension07h 42m 16.83s [1]
Declination−14° 42′ 52.1″[1]
Distance4.2 kly (1.3 kpc[2]
Apparent magnitude (V)9.47[1]
Apparent dimensions (V)1′[citation needed]
ConstellationPuppis
Physical characteristics
Radius0.7 ly[a]
Absolute magnitude (V)-1.4[b]
Notable features-
Other designationsOH 231.84 +4.22,[1]
Rotten Eggs Nebula[1]










See Explanation.  Clicking on the picture will download
 the highest resolution version available.
http://apod.nasa.gov/apod/ap130909.html
Nearby Cepheid Variable RS Pup 
Image Credit: Hubble Legacy ArchiveNASAESA - Processing: Stephen Byrne
Authors & editors: Robert Nemiroff (MTU) & Jerry Bonnell (UMCP)
NASA Official: Phillip Newman Specific rights apply.
NASA Web Privacy Policy and Important Notices
A service of: ASD at NASA / GSFC
& Michigan Tech. U.






http://www.raremaps.com/gallery/detail/35290/Hemisphaerium_Coeli_Australe_in_quo_Fixarum_loca_secundum_Eclipticae_ductum/Doppelmayr.html

Hemisphaerium Coeli Australe in quo Fixarum loca secundum Eclipticae ductum ad anum 1730 . .





 Argo Navis é
o Navio sempre coroado de estrelinhas esfumaçadas
 pois que carrega consigo um pedacinho da Via Lactea!
Aliás, exatamente pelo fato de a Via Lactea
fazer parte tão importante no Navio,
é que viemos comentando, 
 - ousadamento (eu confesso) -,
sobre algumas questões voltadas para o fato de que
o Navio consiste de Pôpa, Quilha e Vela 
e sempre foi assim - mesmo antes de ser desmembrado
em três constelações, mais recentemente
(em 1756, pelo astrônomo Abbe La Caille, 
quando morando e trabalhando na África do Sul 
e observando os céus estrelados do hemisfério austral).




Stellarium

Stellarium



E a Proa, onde está a Proa, por que não existe Proa 
em Argo Navis, o Navio Argus?









O Mito sobre Jasão e os 50 Argonautas,
sobre a construção do Argo Navis
e sobre sua Viagem
nos diz que

Quando Argo Navis passou através o Estreito de Bósforo e rochas desmoronaram,  
o Navio foi virado e naufragou....; 
e subiu aos céus 
porém sem estrelas apresentando desde a Proa até o mastro.
... mas todo o resto é brilhante!

Assim R. H. Allen comenta 
sobre os dizeres de Aratos acerca esta circunstância.
(Leia mais ao final desta Postagem, 
minha (Janine) tradução simples e literal e sintetizada
do texto de Allen sobre os Mitos relacionados ao Navio)


Aparentemente, as rochas desmoronaram exatamente sobre a Proa 
- daí uma explicação mítica sobre seu desaparecimento....
 quando o Navio foi levado aos céus, segundo o Mito.
Convido você, então, Caro Leitor,
a buscarmos por algum tipo de explicação não-mítica
que nos sacie em nossos questionamentos
do porquê Argo Navis, o Navio, 
não se apresentou nunca nos céus estrelados 
com sua Proa 
e sim somente com sua Pôpa, sua Quilha e sua Vela!

Vamos então conhecer um tantinho a mais sobre esta imensa constelação
 do passado e que foi, infelizmente, 
recentemente desmembrada em três constelações?

Argo Navis fazia parte das 48 constelações catalogadas por Ptolomeu. 
 La Caille desmembrou esta constelação em Quilha, Pôpa e Vela, em 1756
 - ano em que introduziu mais 14 constelações ao catálogo oficial, todas ao sul.



http://mexicanskies.com/constellations/argo-navis-johannes-hevelius.jpg



Se partirmos nossa busca pelo Navio 
a partir da belíssima estrela-alpha Canis Majoris, Sirius,
desviaremos o olhar um tantinho a oeste e ao sul.... e
 encontraremos quase um paredão de estrelas! 

 Isso se constitui no começo da Pôpa do Navio, Puppis,
 e é absolutamente surpreendente em sua visão 
- sempre em momentos sem-lua 
e em lugares de céus escuros e transparentes.





Programa Stellarium



Podemos perceber, 
ao estudarmos um tantinho a mais sobre as constelações 
ao sul dos céus estrelados, 
que estas parecem se confundir com um verdadeiro paraíso, não é verdade?.....  




http://www.artworkoriginals.com/EB5TB6UA.htm

Fritz Wegner 
Austrian 1924 



Talvez tenha sido como um paraíso que as mentes do passado 
e habitando o hemisfério norte 
poderiam considerar as terras mais ao sul e, 
como um espelho celeste,
 os céus estrelados do hemisfério sul..., 
onde seus olhos não conseguiam enxergar 
mas conseguiam imaginar, sem dúvida alguma!



É bem possível que as mentes do passado tenham mitificado 
a constelação do Navio sem uma Proa...
 pelo simples fato de que suas visões dos céus estrelados do sul 
não lhes permitiam delinear essa figuração estelar,
 lhes barrando os olhares sobre Argo Navis...,
 quase como o Navio estivesse desaparecendo no horizonte longínquo,
afastando-se, rumando em frente
 e em direção à curvatura do oceano dos céus estrelados...
navegando para ainda além do horizonte....,
nos deixando entrever apenas sua Pôpa, sua Vela e parte de sua Quilha.



Nesta Ilustração, veja O Navio visualizado na Grécia:


Programa Stellarium





Podemos pensar, no entanto,
 em outras questões 
que possam nos fazer melhor compreender 
sobre a ausência da Proa do Navio....



Segundo Richard H. Allen, em seu livro 
Star Names, Their Lore and Meaning 
– fantástico livro e já em domínio público 
e publicado na Internet
http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Gazetteer/Topics/astronomy/_Texts/secondary/ALLSTA/Argo_Navis*.html – 
e traduzindo literalmente o texto abaixo, 
de forma simples e sintética, por  mim, Janine:


O Navio parece não ter Proa ....................
Segundo Aratos, a perda da Proa parece haver ocorrido

when Argo pass'd
Through Bosporus betwixt the justling rocks —
All Argo stands aloft in sky

Part moves dim and starless from the prow
Up to the mast, but all the rest is bright;


Quando Argo Navis passou através o Estreito de Bósforo e rochas desmoronaram,  o Navio foi virado e naufragou....; 
e subiu aos céus porém sem estrelas 
apresentando desde a Proa até o mastro.... 
mas todo o resto é brilhante!





Programa Stellarium




A bem da verdade, 
quando as constelações e estrelas e objetos mais ao sul
 foram sendo observados por astrônomos advindos de países do hemisfério norte
 e nomeados e ordenados, 
no cado do Navio
ao invés de a Proa ser inserida, 
bem ao contrário, o Navio foi desmembrado 
em Quilha (Carina), Vela e Pôpa (Puppis).  

E por que a Proa não pôde ser inserida?

Podemos perceber que existe a vizinhança
 composta pela imensa constelação do Centauro 
e exatamente no lugar onde a Proa do Navio poderia ter sido inserida
 podemos ver uma das patas do Centauro 
escudando nosso Cruzeiro do Sul!





http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Argo_Navis_-_Mercator.jpeg
The Mercator Globes at Harvard Map Collection

Constelación Argo Navis, G. Mercator, año, 1.551


Buscando compreender melhor sobre a questão da ausência de Proa
 (já manifestada através o Mito) do Navio, 
pude constatar que  Carinae Nebula acontece exatamente no lugar 
onde a Proa poderia se situar!  
(Veja em 
http://oceudomes.blogspot.com.br/2014/05/a-grande-nebulosa-em-carina.html)


Da mesma forma, 
constatamos que as chamadas Pleiades do Sul ou Austrais
acontecem exatamente no lugar
onde a Quilha poderia ter seu término!
(Veja em
http://oceudomes.blogspot.com.br/2014/05/pleiades-em-touro-e-pleiades-em-carina.html)




Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes



Ou seja, quando as Ilustrações do passado 
mostrando um tanto de fumaça/poeira
 de pedras desmoronadas por sobre a Proa..., 
não seria esta 'fumaça', esta poeira,
a visão aguçada sobre  a Grande Nebulosa Carina
e ratificada sobre as Pleiades do Sul?  


Será?


http://media.skysurvey.org/interactive360/index.html
Programa Sky Survey anotado e marcado por mim no lugar de Eta Carinae Nebula



http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Keyhole_Nebula_by_2MASS.jpg



Sourcehttp://www.ipac.caltech.edu/2mass/gallery/showcase/keyhole/index.html
Author2MASS/G. Kopan

Leia mais, muito mais, sobre a Grande Nebulosa Carina, acessando
http://en.wikipedia.org/wiki/Eta_Carinae_Nebula





No lugar onde deveria se situar a Proa do Navio Argo, 
além da Grande Nebulosa Carina (NGC 3372), 
estaremos encontrando as famosas Plêiades do Sul,
 IC 2602.






http://en.wikipedia.org/wiki/File:IC_2602.jpg
English: The open cluster IC 2602 in the constellation Carina. Computer image created with the astronomy software Perseus.
Italiano: L'ammasso aperto IC 2602 (Pleiadi del Sud) nella costellazione Carena.
  • Fonte: opera propria (sono l'autore)
  • Data: 02 luglio 2007
  • Autore: Roberto Mura
  • Licenza: pubblico dominio.
  • Tratto dal software di simulazione astronomica Perseus, il cui file licenza riporta la seguente dicitura: "I diritti d'autore sulle immagini o i documenti stampati generati con il software appartengono all'utente che li ha realizzati."
  • Detentore copyright: Roberto Mura
http://en.wikipedia.org/wiki/IC_2602





A bem da verdade,
mesmo que volvamos nossa olhar
- enquanto moradores do hemisfério sul -
para os céus estrados austrais,
não estaremos encontrando a Proa do Navio!

Quer dizer,
A Proa do Navio Argus existiu quando de sua construção mítica, sim,
mas nunca existiu em sua representação estelar.




O Mito sobre Jasão e os 50 Argonautas,
sobre a construção do Argo Navis
e sobre sua Viagem
nos diz que


Quando Argo Navis passou através o Estreito de Bósforo e rochas desmoronaram,  
o Navio foi virado e naufragou....; 
e subiu aos céus 
porém sem estrelas apresentando desde a Proa até o mastro.
... mas todo o resto é brilhante!

Assim R. H. Allen comenta 
sobre os dizeres de Aratos acerca esta circunstância.
(Leia mais ao final desta Postagem, 
minha (Janine) tradução simples e literal e sintetizada
do texto de Allen sobre os Mitos relacionados ao Navio)


Aparentemente, as rochas desmoronaram exatamente sobre a Proa 
- daí uma explicação mítica sobre seu desaparecimento....
 quando o Navio foi levado aos céus, segundo o Mito.



http://apod.nasa.gov/apod/ap100514.html


Iguaçu Starry Night 
Image Credit & CopyrightBabak Tafreshi (TWAN)
Explanation: The arc of the southern Milky Way shone brightly on this starry night. Captured on May 4, in the foreground of this gorgeous skyview is the rainforest near the spectacular Iguaçu Falls and national park at the border of Brazil and Argentina. Looking skyward along the Milky Way's arc from the left areAlpha and Beta Centauri, the Coalsack, the Southern Cross, and the Carina Nebula. Sirius, brightest star in planet Earth's night sky is at the far right. Brilliant Canopus, second brightest star in the night, and our neighboring galaxies the Large and Small Magellanic clouds, are also included in the scene. For help finding them, just slide your cursor over the image. Much closer to home, lights near the center along the horizon are from Argentina's Iguazú Falls International Airport.
http://apod.nasa.gov/apod/ap100514.html

A bem da verdade,
 podemos perceber, na Carta Celeste abaixo, 
que a Via Lactea parece esbranquiçar mais e mais 
exatamente no lugar onde a Quilha se conclui 
e onde a Proa do Navio Argo deveria se situar 
- então o Mito compôs essa situação 
como pedras desmoronadas e roladas 
por sobre a Proa
e que  teriam simplesmente
 devastado-a, esmagado-a, destruído-a, ausentes de nossa visão.






Argo Navis constellation map, author: Torsten Bronger
http://www.constellation-guide.com/constellation-list/carina-constellation/





Podemos também pensar na questão que a visão do hemisfério norte 
para os céus estrelados do sul 
acaba trazendo um tom de ampliação lenticular, digamos assim, 
desse horizonte
 e trazendo a impressão de que o Navio
 estaria navegando rumo ao horizonte, 
desaparecendo por entre a fumaça de estrelinhas
 que compõem a Via Lactea naquele lugar....




http://www.raremaps.com/gallery/detail/35290/Hemisphaerium_Coeli_Australe_in_quo_Fixarum_loca_secundum_Eclipticae_ductum/Doppelmayr.html

Hemisphaerium Coeli Australe in quo Fixarum loca secundum Eclipticae ductum ad anum 1730 . .











Julius Schiller, Coelum stellatum Christianum, 1627








  
Os desenhos formados pelas estrelas
 – As Constelações - 
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo 
e que possibilitam nossa mente a ir percebendo
 que existe mais, bem mais, entre o céu e a terra ...;
bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente,
 vai se tornando Cosmos 
e sendo por nossa mente conscientizado. 

 Quer dizer, nossa mente é tão infinita 

quanto infinito é o Cosmos.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward