sábado, 28 de fevereiro de 2015

Visitando os Objetos Messier em Hydra



Olá!

Caro Leitor,
aproveite estes tempos de Lua ainda não alcançando 
o miolo  das madrugadas sonolentas...
- nos levando a buscarmos por lugares de céus escuros e transparentes
para bem podermos apreciar estrelas e constelações e objetos simpáticos!


Nesta Postagem,
estaremos comentando um tantinho sobre a belíssima (e tímida) 
constelação da Hydra, a Hidra Fêmea,
- a mais longa constelação no céu 
e também a maior em termos de área ocupada -
e sobre os Objetos Messier 
(M48, M68 e M83)
 que podem ser observados e estudados
na direção desse interessante asterismo
(que pode ser observado por inteiro
somente em lugares de céus escuros e transparentes
e em noites de ausência de Lua). 

Esta constelação é composta de estrelinhas 
que vão se enroscando, serpenteando através os céus estrelados
- quase como que realizando uma linha divisória
 entre algumas constelações do Zodíaco:

A cabeça da Hydra é um asterimo 
que surge acima do equador 
em direção à constelação de Câncer, o Caranguejo.

O coração da Hydra é sugerido pela estrela-alpha Hydrae, Alphard,
maravilhosamente amarelada/alaranjada e esmaecida 
- porém a mais brilhante
de toda esta longa constelação!

O corpo de cobra vai serpenteando através o céu do sul,
 começando em Câncer e tendo o Leão ao norte, 
depois o Sextante e então a Taça e o Corvo
 e ainda Virgem até terminar sua cauda fina em Libra, a Balança.
Ao sul, a Hydra faz seus encontros com o Cão Menor, 
o Monoceros, a Popa do Navio, o Peixe Austral, 
Antlia e o Centauro.

Nesses momentos em que podemos observar
o andamento aparente de Júpiter na fronteira
 entre as constelações Cancer e Leo,
é bem fácil localizarmos a estrela-alpha Hydrae, Alphard,
o coração da Hidra!

A bem da verdade,
é sempre bem interessante que possamos divisar
a Cabeça da Hidra
que se posiciona um tantinho ao sul da tímida constelação do Caranguejo
- onde podemos também divisar a olho nú, usando nossa visão enviesada,
a Colmeia de Abelhas ou Presépio ou Objeto Messier 44 ou Manjedoura
ou Berçário de Estrelas!

Boa Observação e Bons Estudos!

Com um abraço estrelado,
Janine Milward



 Programa Stellarium

 Programa Stellarium
 Programa Stellarium












Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes



HYDRA, 
A HIDRA FÊMEA


Posicionamento:
Ascensão Reta  8h8m / 14h58m    Declinação +6o.8 / -35o.3


Mito:
Esta constelação representa a serpente marinha encontrada pelo Corvo 
e usada como desculpa para que não tenha podido trazer a água na Taça 
na missão solicitada por Apollo.

Algumas Informações Interessantes acerca esta Constelação:
Hydra é a mais longa constelação no céu 
e também a maior em termos de área ocupada.


Fronteiras:
 A cabeça da Hydra surge acima do equador em direção à constelação de Câncer, 
o Caranguejo, 
e seu corpo de cobra vai serpenteando através o céu do sul, 
começando em Câncer e tendo o Leão ao norte, 
depois o Sextante e então a Taça e o Corvo e ainda Virgem 
até terminar sua cauda fina em Libra, a Balança. 
Ao sul, a Hydra faz seus encontros com o Cão Menor, 
o Monoceros, a Popa do Navio, o Peixe Austral, Antlia e o Centauro.



Estrelas, em Hydra:

A Cabeça da Hydra é considerada como um Asterismo 
formado pelas estrelas Epsilon, Delta, Zeta, Ro, Eta, Sigma 
e suas magnitudes vão desde quase 4, 
passando por 5 e por 6 e 12 e ainda além.

Alphard.  Alpha Hidrae
Ascensão Reta 09h 26,6m - Declinação - 08o 35’
Magnitude visual 2,16 - distância 94 anos-luz
Uma estrela laranja no pescoço da Hidra.  De Al Fard al Shuja,  A Estrela Solitária na Serpente.  Freqüentemente chama de O Coração da Hidra.

U Hydrae - Estrela Variável Irregular
Ascensão Reta 10h35m    Declinação -13o.07
Magnitudes: Max 4,8  Min 5,9  
Tipo IRR    Espectro N2

R Hydrae - Estrela Variável
Ascensão Reta  13h26m       Declinação -23o.01
Magnitudes:  Max 3,5     Min  10,9      Período 387,0
Tipo PLG     Espectro M7e

W Hydrae - Estrela Variável
Ascensão Reta 13h46m           Declinação -28o.07
Magnitudes:  Max 6,5    Min   8,0       Período 380,0
Tipo   PLG       Espectro M4e



6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986













Messier 48

Open Cluster M48 (NGC 2548), type 'f', in Hydra
[m48.jpg]
Right Ascension08 : 13.8 (h:m)
Declination-05 : 48 (deg:m)
Distance1.5 (kly)
Visual Brightness5.5 (mag) 
Apparent Dimension54.0 (arc min)

Discovered 1771 by Charles Messier.

Open cluster Messier 48 (M48, NGC 2548) is a conspicuous open cluster in the head of the extended constellation Hydra, almost on its border to Monoceros.

This open cluster was discovered by Charles Messier and cataloged by him on February 19, 1771. However, as he did an error in data reduction, he gave a wrong position in his catalog so that the object was missing until Oswald Thomasidentified it in 1934, and independently T.F. Morris in 1959. The identification of M48 by Oswald Thomas was confused by some historians, who have claimed erroneously instead that he had identified M47. As M48 was lost, two independent rediscoveries occurred: First, Johann Elert Bode apparently found it in or before 1782, and second, Caroline Herschel independently rediscovered it in 1783; this latter discovery was published by Caroline's famous brother, William Herschel, who included it in his catalog as H VI.22 on February 1, 1786.

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LEIA MAIS
em
http://messier.obspm.fr/m/m048.html






http://www.stellarium.org/pt/




M 48 NGC 2548 Aglomerado Aberto
Um aglomerado aberto bem pálido porém grande
 e que pode ser resolvido através um par de binóculos.

6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986




Messier 48, também denominado M48 e NGC 2548, é um aglomerado aberto localizado a cerca de mil e quinhentos anos-luz de distância na direção da constelação da Hidra. Possui uma magnitude aparente de +5,8, uma declinação de -05º 45' 02" e uma ascensão reta de 08 horas 13 minutos 43,1 segundos.
Foi descoberto a 19 de Fevereiro de 1771 por Charles Messier. Trata-se de um objeto relativamente conspícuo e pode ser observado a olho nu sob boas condições. A sua idade é estimada em 300 milhões de anos.

Messier 48
Messier 48, projeto 2MASS
Messier 48, projeto 2MASS
Descoberto porCharles Messier
Data1771
Dados observacionais (J2000)
ConstelaçãoHydra
TipoI,2,r / I,3,r
Asc. reta8h 13m 43,18s
Declinação-5° 45' 1,6"
Distância1500 anos-luz (460 kpc)
Magnit. apar.5,5
Dimensões54'
Características físicas
Raio23 anos-luz
Idade estimada300 milhões de anos
Nº estrelas80
Outras denominações
NGC 2548, C 0811-056, [KPR2004b] 189
Messier 48
Hydra constellation map.png

http://pt.wikipedia.org/wiki/Messier_48














Messier 68

Globular Cluster M68 (NGC 4590), class X, in Hydra
[m68.jpg]
Right Ascension12 : 39.5 (h:m)
Declination-26 : 45 (deg:m)
Distance33.3 (kly)
Visual Brightness7.8 (mag) 
Apparent Dimension11.0 (arc min)


Discovered 1780 by Charles Messier.

Messier 68 (M68, NGC 4590) is a beautiful globular cluster situated in an unusual place for such objects, in the hemisphere opposite to the Galactic Center.
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LEIA MAIS em

http://messier.obspm.fr/m/m068.html




http://www.stellarium.org/pt/




NGC 4590 - M 68 - Aglomerado Globular Hydra
Ascensão Reta  12h38m      Declinação -26o.38
Magnitude fotográfica global 9,1       Diâmetro aparente 9’8          Tipo Espectral A6
Distância kpc 11,5     Velocidade Radial (km/s)   -111
Situado a 3o. ao sul, cerca de 1o. a leste de Beta Corvii 
e próximo de uma estrela de magnitude 5.
 Com magnitude visual de 7,5 e um diametro de 3’,
torna-se um objeto interessante para ser visto 
com um telescópio de 5cm de abertura.

6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986



Messier 68 Hubble WikiSky
en:NASAen:STScIen:WikiSky - en:WikiSky's snapshot tool - [1]
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 aglomerado globular foi descoberto pelo astrônomo francês Charles Messier, que o catalogou em 9 de abril de 1780. Ao descrever a descoberta do aglomerado, William Henry Smyth atribuiu erroneamente a descoberta do objeto e também de Messier 65 e Messier 66 ao amigo e colega de observatório de Messier, Pierre Méchain.2
É vista como uma "mancha nebulosa" em binóculos e suas estrelas mais brilhantes podem ser resolvidas com telescópios amadores de 4 polegadas de abertura ou mais. Telescópios de 6 polegadas de abrtura conseguem distinhuir seu halo, com 11 minutos de grau de diâmetro, e com 12 polegadas de abertura é possível distinguir as estrelas de seu núcleo.2

Messier 68
Messier 68 pelo Telescópio Espacial Hubble.NASA/STScI/WikiSky
Messier 68 pelo Telescópio Espacial Hubble.
NASA/STScI/WikiSky
Descoberto porCharles Messier
Data1780
Dados observacionais (J2000)
ConstelaçãoHydra
Asc. reta12h 39m 28,0s1
Declinação-26° 44′ 38,6″1
Distância33 300 anos-luz2 (10 200 pc)
Magnit. apar.9,672
Dimensões11 minutos de arco2
ClasseX2
Características físicas
Raio532
Outras denominações
M68, NGC 4590, GC1 20.1
Messier 68
Hydra constellation map.png













Messier 83

Spiral Galaxy M83 (NGC 5236), type SABc, in Hydra

Southern Pinwheel


[m83.jpg]
Right Ascension13 : 37.0 (h:m)
Declination-29 : 52 (deg:m)
Distance15000 (kly)
Visual Brightness7.6 (mag) 
Apparent Dimension11x10 (arc min)


Discovered 1752 by Abbe Nicholas Louis de la Caille.

Messier 83 (M83, NGC 5236) is one of the most conspicuous spiral galaxies in the sky. Situated in constellation Hydra, it is the southernmost galaxy in Messier's catalog.

M83 was discovered by Abbe Nicholas Louis de la Caille at the Cape of Good Hope on February 23, 1752; it was his object Lacaille I.6. Thus it became the first galaxy to be discovered beyond the Local Group, and the third of all galaixes, after M31 and M32. It was next cataloged by Charles Messier on February 17, 1781; from his mid-northern location in Paris (at 49 degrees Northern latitude), it is such a difficult object that he stated that: "One is only able with the greatest concentration to see it at all." The present author can confirm it is one of the most difficult Messier objects from South Germany. Due to this fact, older Northern-compiled catalogs tended to underestimate its brightness considerably; e.g., Becvar has it at a mere 10.1 mag only.

Early 19th century Australian observer James Dunlop has it as No. 628 in his catalog. Its spiral structure was noted and sketched by William Lassell who described it as a "three-branched spiral."
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LEIA MAIS
em
http://messier.obspm.fr/m/m083.html




http://www.stellarium.org/pt/


NGC 5236 - M 83 - Galáxia Hydra
Ascensão Reta  13h36      Declinação - 29o.46
Tipo   S - Galáxia Espiral     Magnitude fotográfica aparente  7,00
Dimensões Angulares  13 X 12       Distância (milhões de anos-luz) 8,0
M 83 - NGC 5236 - Galáxia Espiral Barrada

Uma das mais brilhantes e mais belas galáxias do céu do sul.  
 Seus braços em espiral elegantemente curvados 
criam a impressão de um movimento dinâmico e giratório
 em nuvens de estrelas que circundam o centro dessa ilha no universo.

A coloração alaranjada da barra e da região central 
indicam a predominância de estrelas antigas, 
esfriadas e ainda estrelas avermelhadas. 
 Em seus braços espiralados, a cor predominante 
é o azul das estrelas jovens, quentes e muito massivas 
que foram formadas recentemente
 e que estão realizando uma evolução rápida.  
Nuvens imensas de hidrogenio interestelar ionizado brilham do vermelho ao rosa.
 Existem berços de novas estrelas que nascem aqui em grande número.

6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986





http://en.wikipedia.org/wiki/Messier_83#mediaviewer/File:Hubble_view_of_barred_spiral_galaxy_Messier_83.jpg
Hubble view of barred spiral galaxy Messier 83
NASA, ESA, and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA) Acknowledgement: William Blair (Johns Hopkins University) - http://www.spacetelescope.org/images/heic1403a/
This new Hubble image shows the scatterings of bright stars and thick dust that make up spiral galaxy Messier 83, otherwise known as the Southern Pinwheel Galaxy. One of the largest and closest barred spirals to us, this galaxy is dramatic and mysterious; it has hosted a large number of supernova explosions, and appears to have a double nucleus lurking at its core.



Messier 83 (also known as the Southern Pinwheel GalaxyM83 or NGC 5236) is a barred spiral galaxy[7] approximately 15 million light-years away in the constellationHydra. It is one of the closest and brightest barred spiral galaxies in the sky, making it visible with binoculars. Six supernovae (SN 1923ASN 1945BSN 1950BSN 1957D,SN 1968L and SN 1983N) have been observed in M83.
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Nicolas Louis de Lacaille discovered M83 on February 23, 1752 at the Cape of Good Hope.[8] Charles Messier added it to his catalogue of nebulous objects (now known as the Messier Catalogue) in March 1781.[8]


Messier 83
Hubble view of barred spiral galaxy Messier 83.jpg
Hubble view of barred spiral galaxy Messier 83[1]
Observation data (J2000 epoch)
ConstellationHydra
Right ascension13h 37m 00.9s[2]
Declination−29° 51′ 57″[2]
Redshift513 ± 2 km/s[2]
Distance
15.21 Mly (4.61Mpc)
[3]
TypeSAB(s)c[2]
Apparent dimensions (V)12′.9 × 11′.5[2]
Apparent magnitude (V)7.54[4][5]
Other designations
NGC 5236,[2] UGCA 366,[2] PGC 48082,[2]Southern Pinwheel Galaxy[6]
See also: GalaxyList of galaxies
http://en.wikipedia.org/wiki/Messier_83



http://en.wikipedia.org/wiki/Messier_83#mediaviewer/File:Star_birth_in_Messier_83_(captured_by_the_Hubble_Space_Telescope).jpg
Star birth in Messier 83 (captured by the Hubble Space Telescope)
NASA, ESA, and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA) - http://hubblesite.org/newscenter/archive/releases/2009/29/image/b/ (direct link)
Portion of M83 by Hubble
Nicknamed the Southern Pinwheel, M83 is undergoing more rapid star formation than our own Milky Way galaxy, especially in its nucleus. The sharp "eye" of the Wide Field Camera 3 (WFC3) has captured hundreds of young star clusters, ancient swarms of globular star clusters, and hundreds of thousands of individual stars, mostly blue supergiants and red supergiants. The image, taken in August 2009, provides a close-up view of the myriad stars near the galaxy's core, the bright whitish region at far right. WFC3's broad wavelength range, from ultraviolet to near-infrared, reveals stars at different stages of evolution, allowing astronomers to dissect the galaxy's star-formation history. The image reveals in unprecedented detail the current rapid rate of star birth in this famous "grand design" spiral galaxy. The newest generations of stars are forming largely in clusters on the edges of the dark dust lanes, the backbone of the spiral arms. These fledgling stars, only a few million years old, are bursting out of their dusty cocoons and producing bubbles of reddish glowing hydrogen gas. The excavated regions give a colorful "Swiss cheese" appearance to the spiral arm. Gradually, the young stars' fierce winds (streams of charged particles) blow away the gas, revealing bright blue star clusters. These stars are about 1 million to 10 million years old. The older populations of stars are not as blue. A bar of stars, gas, and dust slicing across the core of the galaxy may be instigating most of the star birth in the galaxy's core. The bar funnels material to the galaxy's center, where the most active star formation is taking place. The brightest star clusters reside along an arc near the core. The remains of about 60 supernova blasts, the deaths of massive stars, can be seen in the image, five times more than known previously in this region. WFC3 identified the remnants of exploded stars. By studying these remnants, astronomers can better understand the nature of the progenitor stars, which are responsible for the creation and dispersal of most of the galaxy's heavy elements. M83, located in the Southern Hemisphere, is often compared to M51, dubbed the Whirlpool galaxy, in the Northern Hemisphere. Located 15 million light-years away in the constellation Hydra, M83 is two times closer to Earth than M51.

Os desenhos formados pelas estrelas
- as constelações - 
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo 
e que possibilitam nossa mente
 a ir percebendo que existe mais, bem mais, 
entre o céu e a terra...; 
bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos
 e sendo por nossa mente conscientizado.  

Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward