domingo, 22 de fevereiro de 2015

Sobre o Andamento de Vênus e Marte e de Júpiter ao longo dos próximos meses de 2015



Olá!

O céu próximo ao horizonte oeste
vem nos brindando com a imperdível visão
do beijo entre Marte e Vênus!

Em horizonte leste, Júpiter vem, mesmo que de longe,
 observando esta belíssima cena acima mencionada, 
e vem também revelando-se em todo seu esplendor habitual,
ao visitar a constelação Cancer... 


Algumas Palavras sobre o andamento
de Vênus e Marte e Júpiter
para os próximos meses de 2015:


A bem da verdade, os amantes míticos - Marte e Vênus -
estarão ainda encontrando-se bem próximos um ao outro
ao longo do mês de fevereiro
e ainda durante o mês de março.


No entanto, Vênus continuará altivamente galgando 
e brilhando e iluminando o horizonte oeste...,
enquanto Marte estará, vagarosamente, distanciando-se da Bela da Tarde
e buscando esconder-se no horizonte oeste..., como se estivesse sendo "içado"
pelo Sol!


Ao final de março,
 ainda estaremos observando Vênus passeando pelo horizonte oeste
e visitando a constelação Aries,
porém nossa visão não mais alcançará Marte, o Planeta Vermelho
- que estará encontrando-se com o Sol somente ao começo do mês de junho.


Ao final de abril,
estaremos encontrando Vênus concluindo sua passagem pela constelação Taurus.


Em começo de abril, 
Júpiter estará retomando seu movimento direto
e já começando a despedir-se do Caranguejo
(prometendo retornar em doze anos!),
desejando encontrar-se com o rei dos animais celestes, o garboso Leão!


Ao final de maio,
a Bela da Tarde estará conversando com as estrelas alpha e beta Gemini,
Castor e Pollux, respectivamente.


Ao final de junho,
estaremos diante do belíssimo espetáculo que nos será oferecido
pela Conjunção entre Vênus e Júpiter,
em Leão e já bem próximos à estrela-alpha Leonis, Regulus!
Imperdível visão, realmente!

Também os dias conclusivos do mês de junho
verão Marte encontrando-se com o Sol!


Ao final de julho, nossa observação sobre Vênus e Júpiter em Leão
já estará sendo quase impedida pela claridade advinda do horizonte oeste
- por encontrarem-se esses dois planetas já se aproximando do Sol...


Vênus entrará em seu movimento retrógrado em final de julho
e estará beijando o Sol em começo de agosto
enquanto Júpiter estará beijando o Sol mais ao final desse mesmo mês.

Mais ao final do mês de setembro,
estaremos encontrando em horizonte leste bem baixo,
o retorno à cena de Vênus, Marte e Júpiter!


Leia mais sobre o andamento de Júpiter,
acessando

E conheça um tantinho mais sobre os Mitos acerca Júpiter e Marte e Vênus
ao final desta Postagem.


Com um abraço estrelado,
Janine Milward

Programa Stellarium

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Algumas Palavras acerca os
Mitos sobre Júpiter, Marte e Vênus




Júpiter




Júpiter é filho de Cronos e Rea, Saturno e Cibele.  Saturno sabia que seria destronado por um dos seus filhos.  E passou a engolir um a um, logo após seus nascimentos.  Entretanto, sua mulher traçou um plano junto a Gaia, a Mãe-Terra: quando estava prestes a dar luz ao próximo rebento, ocultou-se em uma caverna e lá Júpiter veio ao mundo.  Gaia recolheu o menino em seus braços e Cibele retornou ao lar e lá apanhou uma pedra, envolveu em panos e entregou a Saturno que, imediatamente, a devorou.

Cibele salvara seu filhos mas havia, ao mesmo tempo, selado a profecia: em dia próximo, o último filho de Cronos tomaria das armas para encerrar o sombrio reinado de sangue.  E para sempre se instalaria no trono do mundo.

Ao crescer, Júpiter se aliou aos irmãos e aos monstros, destronou Saturno e venceu os Titãs e os Gigantes.  Com a tríplice vitória, firmou-se como senhor absoluto do mundo e encerrou o ciclo de divindades tenebrosas, das forças desordenadas, que, como Cronos, o Tempo, a tudo corrompem e destroem.  Sua vitória pode ser compreendida como a vitória da Ordem e da Razão sobre os instintos e as emoções desenfreadas.  É Júpiter quem abre aos homens o caminho da razão e ensina-lhes que o verdadeiro conhecimento só é obtido a partir da dor.  Mas não assiste impassível aos sofrimentos humanos, ao contrário, compadece-se... apenas não se deixa levar pelas emoções, pis é a imagem da justiça e da razão.  Sabe que não pode intervir nas descobertas pessoais: cada qual  tem de viver sozinho sua própria experiência.  Limita-se a premiar os esforços honestos e a punir as impiedades.

Por todos esses atributos, Homero chamou-o de ‘pai dos deuses e dos homens’.    Como rei, Júpiter comanda o Olimpo e os homens.  Como rei e pai, Júpiter alcançou regiões imensas pois teve vários filhos e com várias mulheres e todos estes filhos espalharam-se mundo afora, tanto na terra, quanto nos mares e até nos mundos ínferos (como é o caso de Perséfone, filha que teve com Ceres e que foi raptada por Plutão, para ser sua esposa).  As Graças, as Musas, as Horas, as Moiras, Apolo e Diana, Perseu, Hércules, Baco, Helena e Pólux... todos são seus filhos e alguns outros mais. 












http://pt.wikipedia.org/wiki/Marte_%28mitologia%29#mediaviewer/File:Venus_and_Mars.jpg
Marte e Venus, por Sandro Botticelli



Marte, Deus da Guerra
e apaixonado por Vênus


A figura de um deus da guerra é comum a todos os povos antigos, porque a guerra era constante entre eles.  Assim, também para os gregos - embora estivessem mais voltados para o comércio, para as artes, para a reflexão filosófica.  Contavam com duas divindades guerreiras: Pallas Athenas (Minerva) e Ares (Marte), ambos filhos de Zeus (Júpiter), mas não venerados com igual devoção e mesma intenção.

Athenas era cultuada e invocada em todas as batalhas para inspirar atos heróicos, encorajar a defesa de ideais nobres e conduzir à vitória da inteligência sobre a força bruta.  Marte, Ares, era um deus cruel, instintivo, companheiro constante do medo, do terror e da discórdia (personificados, respectivamente, por seus filhos com Vênus, Fobos e Deimos e também por Eris)

Homero, em sua Ilíada que narra a guerra de Tróia, coloca em cena, defrontando-se diretamente, os dois deuses.

Os romanos, no entanto, tinha Mars ou Marte como o pai de Rômulo e Remo, fundadores de Roma.

Inicialmente era considerado deus das tempestades e se constituía em divindade agrícola.  Mais tarde, esta força incrível da natureza passou a ser considerada como deus da guerra, um deus guerreiro, protetor de suas lutas e de suas conquistas.  E esta evolução coincide com a própria  evolução da história romana.  Assim, na época das conquistas, os romanos colocaram o deus da guerra à frente de todas as ouras divindades.

Impetuoso nas batalhas como no amor, Marte, deus da guerra, filho de Júpiter e de Juno, uniu-se a várias mulheres, e nelas gerou numerosos filhos.

De sua aventura com a bela Vênus, nasceram Cupido, personificação do desejo amoroso, e Harmonia, esposa de Cadmo; Deimos, o terror, e Fobos, o medo, que acompanhavam o pai nos combates. 




http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Mars_Valles_Marineris.jpeg
Sourcehttp://nssdc.gsfc.nasa.gov/photo_gallery/photogallery-mars.html http://nssdc.gsfc.nasa.gov/image/planetary/mars/marsglobe1.jpg
AuthorNASA / USGS (see PIA04304 catalog page)










http://pt.wikipedia.org/wiki/Afrodite#mediaviewer/File:Sandro_Botticelli_-_La_nascita_di_Venere_-_Google_Art_Project_-_edited.jpg



Vênus (Afrodite)
nascida da espuma do mar,
Deusa do Amor
e apaixonada por Marte



Urano, o céu estrelado, uniu-se à Terra e nela fecundou os Titãs, Ciclopes e Gigantes.  Saturno, o mais jovem dos Titãs, foi o escolhido por sua mãe para livrar-se de Urano e durante a noite, quando seu pai desceu para cobrir a Terra, Gaia, aproximou-se e, com um golpe único e violento, cortou os testículos do pai e atirou-os ao mar.

O sangue de Urano jorrou sobre a Terra e novamente a fecundou: nasceram as Eríneas, terríveis deusas da vingança.  Distante, no mar, aos poucos foi se formando uma espuma, nascida dos órgãos arrancados de Urano.  E desta espuma brotou Afrodite, Vênus, a mais bela dentre as deusas, emergindo das águas, amparada numa grande concha de madrepérola.  Vênus é conduzida ao Olimpo e todos clamam sua beleza.

Inicialmente, Vênus era considerada a deusa do instinto da fecundidade.  Sua ação era ilimitada, abrangendo toda a natureza com seus componentes humanos, animais e vegetais. 

Acreditava-se que ela espalhava o elemento úmido, causa fundamental de todo princípio gerador e de toda a fecundidade na natureza.

Somente mais tarde é que Afrodite/Vênus passou a ser a deusa do amor - no início protetora das formas mais nobres e puras desse sentimento.  Com o tempo, passou a personificar o amor em seus inúmeros aspectos, recebendo outros nomes e cultos diversos: Afrodite Urânia (celeste) que simboliza o amor puro e ideal; Afrodite Pandemos era deusa do amor sensual e venal.

Segundo Homero, somente três das divindades olímpicas não se deixavam seduzir por Vênus: Pallas Athenas (Minerva), Ártemis (Diana) e Héstia (Vesta).  Recusando-se a obedecer às suas leis, de Vênus, estas deusas têm as atribuições que os gregos consideravam mais importantes, por constituírem a nobreza e a beleza da vida: a arte, o lar e a honra.

O amor de Vênus e Marte aconteceu a partir do momento em que Marte abandonou as atitudes brutais e aproximou-se da deusa do amor oferecendo-lhe seu corpo perfeito, dizendo-lhe palavras de afeto.  Cumulou-a de ricos presentes.  Apaixonaram-se e fizeram planos para se unirem no amor.  Encontravam-se à noite enquanto Vulcano, esposo de Vênus, trabalhava em sua forjaria.  Marte sempre levava consigo o jovem Alectrião, seu confidente, para lhe avisar quando chegasse o Sol.  Uma noite, porém, Alectrião adormeceu e o Sol surpreendeu os amantes que dormiam abraçados.  O Sol, indignado, foi avisar Vulcano que, pacientemente, teceu uma rede e aguardou o momento adequado para flagrar o amor ilícito entre Vênus e Marte.  E assim aconteceu.  Alectrião foi transformado por Marte em um galo, condenado a advertir eternamente os homens do despertar do sol.

Vênus teve quatro filhos com Marte, seu amante ideal: Cupido, Harmonia, Deimos e Fobos - os dois primeiros representando os elementos positivos contidos no mito venusiano e os dois últimos, o aspecto negativo sintetizado na figura de Marte, violento deus da guerra.

Com Mercúrio, Vênus teve Hermafrodito, figura dupla de homem e de mulher.  Com Baco, Vênus gerou Príapo, protetor dos bosques, jardins e vinhas.  Com Anquises, um mortal, Vênus deu a luz a Enéias, famoso herói troiano.  Com Vulcano, seu esposo, não teve filhos.



Os textos acima são sintetizados por Janine e extraídos de alguns Fascículos da antiga coleção Mitologia, publicada pela Abril Cultural, ainda na década de 1960.


COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
JANINE MILWARD