quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Uma Noite em Argo Navis, o Navio Argus


Olá!

Em nossa Postagem, Caro Leitor,
encontre meu texto
Uma Noite no Navio:
Alguns comentários meus
sobre nossa viagem no Navio
e nossas observações das constelações
 que vão se apresentando diante de nossos olhos
ao longo da noite.


Com um abraço estrelado,
Janine Milward


Programa Stellarium

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UMA NOITE NO NAVIO



Alguns comentários meus
sobre nossa viagem no Navio
e nossas observações das constelações
 que vão se apresentando diante de nossos olhos
ao longo da noite.

Janine Milward


É sempre uma real emoção quando entram no meu céu de horizonte sudeste 
algumas estrelas e suas constelações, bem ao sul 
- certamente me fazendo muito feliz por viver no hemisfério sul 
e na Latitude 21S52 e Longitude 43W00!  

Este é o caso para Achernar, estrela-alpha Eridanii, por exemplo, 
que já traz consigo a promessa da chegada do Gigante Órion
 juntamente com uma parte do céu estrelado que se mostra bem expressiva, 
preenchida por estrelinhas esfumaçadas que pavimentam a Via Lactea 
e não nos deixando saudades das estrelinhas tímidas - 
porém sempre muito interessantes - 
que fazem parte de Aquarius, o Aguadeiro, e de Pisces, os Peixes...   

Porém, a entrada em cena do monstro Cetus, a Baleia, logo nos traz de volta ao Cosmos
 - quer dizer, saímos do caos de estrelinhas em ziguezague formadas pelo Aguadeiro
 e entremeadas pelas Cabeças dos Peixes 
(situações que podem ser bem visualizadas somente em lugares de céus escuros e transparentes) 
e tendo, ainda ao sul, a belíssima Fomalhaut, estrela-alpha Pisces Austrinus,
 presença realmente brilhante e marcante!

 Certamente,  olhando ao norte, a presença do Cavalo Alado Pegasus é bem interessante 
em seu desenho de grande quadrado sendo avizinhado pela presença emocionante da Princesa Acorrentada, Andromeda, 
que em seu ventre acolhe nossa galáxia-irmã-quase-gêmea, Andromeda... 
com a qual estaremos nos fusionando alguns bilhões de anos, no futuro...

Ao vermos o Grande Quadrado de Pegasus, ao norte, 
podemos fazer uma linha quase reta dirigindo-se para o sul 
para então encontrarmos com outras duas galáxias também irmãs nossas: 
As belíssimas Nuvens de Magalhães 
(que sempre podem ser vistas a olho nu em lugares de céus escuros e transparentes
 - aqui no Sítio das Estrelas eu sempre me disponho a contemplá-las 
e sempre sabedora que os minhocas-da-terra, moradores originais da orça, 
a chamam de As Mulas do Presépio de Jesus!).



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Achernar faz acontecerem as linhas sinuosamente desenhadas por estrelinhas também tímidas 
realizando o Rio do Céu, o Eridanus, 
que corre até a belíssima Rigel, estrela-beta Orionis, 
um dos pés do Gigante Órion! 

 E também, com a promessa de entrada em cena do Gigante Órion,
 teremos a certeza de que o Navio, 
cujo capitão-motorneiro é Canopus, estrela-alpha Carinae/Argus, 
também apontará no horizonte sudeste 
e já trazendo consigo a promessa da chegada, 
logo depois, da belíssima rainha das estrelas, Sírius, 
a mais linda, estrela-alpha Canis Majoris....  

E sempre o Gigante Órion estará testemunhando este cenário
 juntamente com as Plêiades, em Touro, 
e as Hyades acolhendo a belíssima gigante vermelhona/alaranjada e Alpha Tauri, Aldebaran!  

Ainda bem mais ao norte, sempre Capella, estrela-alpha Aurigae, 
estará atuando como se fosse um farol, sempre chamando nossa atenção!


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Com o andamento da noite, 
entram em cena constelações bem interessantes... 
enquanto outras, também interessantes começam a se retirar, 
caindo no horizonte oeste... mas sempre prometendo retornar na noite seguinte, 
que bom.

Sabemos que um tantinho quase ao centro do Grande Quadrado do Cavalo Alado Pegasus
 e bem próximo a uma das Cabeças dos Peixes, 
existe o entrecruzamento das Linhas da Eclíptica e do Equador Celestial:
 o Ponto de um novo começo, o Ponto Vernal,
 o começo da primavera para o hemisfério norte e do outono para o hemisfério sul.

O mito de Andromeda e Perseus
(acompanhados por Cepheus e Cassiopeia e ainda por Pegaus e Cetus) 
vem terminando e trazendo à cena a terra firma pisada pelo Carneiro, 
com suas duas estrelas simpáticas, Alpha e Beta Arietis.  

Taurus, o Touro, também pasta nestas terras firmes 
e sempre nos encantando com a beleza das Plêiades 
que mais se parecem com um tercinho de estrelas 
o qual não paramos de rezar e de agradecer aos céus estrelados 
por tanta beleza e tanta delicadeza!  
O Olho Iluminado do Touro, estrela-alpha Tauri, Aldebaran, entra em cena 
e fazendo parte das Hyades (apenas aparentemente, porém!)
 - que sempre me parecem como uma arvorezinha de natal

Os Gêmeos fazem a festa em sua conversa eternizada 
entre suas estrelas Alpha e Beta Gemini, Castor e Pollux, o primeiro gêmeos terrestre 
e o segundo, gêmeo celeste!

Podemos, então, perceber que Argo Navis, o Navio Argos, já se apresenta por inteiro, em Quilha (Carina), Popa (Puppis) e Vela 
e sua estrela-alpha, Canopus, vem dirigindo o Navio como se fizesse uma longa curva nos céus do sul... 
e sempre trazendo consigo o esfumaçado de estrelinhas e objetos difusos 
e reunidos da Via Lactea ainda cortando o Cão Maior, o Gigante Órion,

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Sempre em tempos em que a Lua não está presente
 e em lugares de céus escuros e transparentes, 
é uma alegria incrível nos depararmos com o Caraguejo apresentando-se
 através seu berçário de estrelinhas-bebês, O Presépio
 - também chamado de Colmeia de Abelhas!

Se bem percebermos, mais ao sul do Caranguejo vamos encontrar uma estrela alaranjada
 - estrela-alpha Hydrae, o Coração do animal rastejante
 que vai se insinuando em estrelinhas super tímidas 
através os lugares mais ao sul do garboso Leão com Regulus, sua estrala-alpha, 
sempre fulgurante,
 bem como a Virgem carregando o feixe de trigo através sua estrela-alpha Spica.

A visão da Hydra rastejando em linha sinuosa em longo caminho nos céus estrelados é realmente uma visão maravilhosa
 - pois que a Hydra se insere entre as constelações do Zodíaco descritas mais acima
 e ainda traz consigo, ao norte, o Sextante, a Taça e o maravilhoso voo do Corvo! .....
 E, ao sul, a Hydra segue o mesmo caminho do Navio, 
vai acompanhando o doce ondular de ondas que Argo Navis vai realizando
 em seu movimento em curva, do sudeste ao sudoeste....  
(e eu ainda sempre admiro e observo este mesmo movimento de voo do Corvo!).

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Com o caminhar das estrelas da noite, 
observamos que Argo Navis vem também anunciando a entrada em cena do Centauro
 (acolhendo todos seus fantásticos mistérios.... como o Agrande Atrator, por exemplo, 
e a imagem emocionante de Omega Centauri).  

Não tem quem no hemisfério sul não conheça as estrelas Alpha e Beta Centauri, Rigel Kent e Hadar
 - algumas pessoas sabem que Rigel Kent é um sistema Triplo
 e que uma dessas estrelas é a Proxima Centauri 
e assim chamada por ser a estrela mais perto de nossa própria estrela, nosso Sol!..., 
muito próxima estrela, realmente, 4 e pouquinho anos-luz, logo ali, 
no quintal ao lado de nosso quintal, o Sistema Solar onde habitamos!

E não tem quem no hemisfério sul não conheça o Cruzeiro do Sul! 
 Existem poucos lugares no céu que são realmente conhecidos por todos: 
as chamadas Três Marias - Mintaka, Alnitak e Alnilan, o Cinturão do Gigante Órion
 - e o Cruzeiro do Sul!  
(Certa vez, retornando de uma viagem à Europa, o avião fez uma escala nas Canárias....
 e qual não foi minha alegria quando olhei para o céu 
e pude reconhecer o Cruzeiro do Sul me trazendo as boas-vindas: 
eu estava já em casa!  
É bem assim mesmo: o Cruzeiro do Sul nos traz o tom de estarmos em casa
 - para os moradores do hemisfério sul, é claro!


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Eu penso que toda a trajetória de Argo Navis, o Navio Argus, nos traz muitas emoções 
e uma dessas emoções intensas é o fato de que a Via Lactea se faz presente ao longo de seu trajeto, 
cortando os céus estrelados desde sua chegada no horizonte sudeste 
e já em meio à fumaça de estrelas e objetos advindos desde Perseus e Auriga, ao norte,
 perpassando por Órion, por Cão Maior... 
e ainda seguindo um novo caminho, alcançando o Centauro, 
e buscando pelo Escorpião 
e pelo lugar que nos leva ao centro da Galáxia, 
já nas imediações vicinais ao Sagitário  
e pegando carona, no Great Rift, o Rio do Vazio da Via Lactea,
 nas asas de Aquila, a Águia, 
e indo até, de um lado, a belíssima Lyra e sua estrela-alpha Vega, 
e, de outro lado, a também maravilhosa Cygnus, abrindo suas asas
 e terminando seu alçar de voo através sua estrela-alpha, Deneb.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward

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Saiba mais sobre Argo Navis, o Navio
 - desmembrado em 
Carina, Vela e Pôpa -,
 acessando meu Trabalho em
http://sobreargonavis.blogspot.com.br/



Os desenhos formados pelas estrelas 
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo 
e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais, 
entre o céu e a terra...  
bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos 
e sendo por nossa mente conscientizado.  

Quer dizer, nossa mente é tão infinita 
quanto infinito é o Cosmos.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward

VISITE MINHA PÁGINA
DA TERRA AO CÉU E AO INFINITO
http://daterraaoceueaoinfinito.blogspot.com.br/



Hemisphaerium Coeli Australe in quo Fixarum loca secundum Eclipticae ductum ad anum 1730 . .

Hemisphaerium Coeli Australe in quo Fixarum loca secundum Eclipticae ductum ad anum 1730 . . 
Nice example of Johanne Doppelmayr's map of the Southern Skies, with the constellations shown and the various stars illustrated in gold. Dopplemayr's decorative celestial chart illustrates the southern sky form the south ecliptic pole to ecliptic. The constellations are delineated based upon the catalogue of Johannes Hevelius and include Orion, Scorpio, Taurus, Eridanus and the Southern Cross. The constellations include some unusal additions, including the Peacock, Toucan, and a lovely unicorn called Monoceros.