segunda-feira, 20 de abril de 2015

Chuva de Meteoros Lirídeas!



Olá!

Chuvas na Terra são sempre bem-vindas, não é verdade?

No Céu, também as chuvas são bem-vindas!
As Chuvas de Meteoros!

Entre 16 e 25 de abril,
acontecem as Chuvas de Meteoros Lirídeas
- entre as constelações Lyra e Hercules, a bem da verdade.

Os momentos mais férteis das Lirídeas
estarão acontecendo nas madrugadas dos dias 22 e 23 de abril!

No entanto, se você ainda estiver curtindo seu feriadão
(No Brasil vem acontecendo um longo feriado, neste momento!),
por que não acordar ao som do canto do galo
- entre 4 e 5 horas da matina -
para buscar a belíssima estrela-alpha Lyrae, Vega,
brilhando fantasticamente nos céus estrelados do norte?

É sempre aconselhável não olharmos apenas diretamente para o ponto do radiante
- o ponto através o qual os meteoros parecem surgir... -,
e sim um tantinho mais distante, tentando seguir o rastro iluminado!

E sempre o melhor de tudo é que é um espetáculo que podemos seguir a olho nu,
quer dizer, não precisamos de quaisquer instrumentos ópticos para sermos felizes!

São esperados cerca de 15 a 20 meteoros por hora
- e contamos com os céus bem escuros e transparentes
pois que a Lua vem apenas começando um novo ciclo,
ou seja, surgindo nos céus do horizonte oeste ao cair da noite
e desaparecendo bem cedo
(o que significa que teremos o restante da noite para bem buscarmos
conhecer mais e mais os céus estrelados e as maravilhas que podem ser visualizadas a olho nu
e outras tantas maravilhas que necessitarão da boa ajuda de simpáticos binóculos ou telescópios)!

Nesta Postagem, Caro Leitor,
encontre alguma informação sobre as Lirídeas
- Chuva de Meteoros que parecem advir da constelação da Lyra -
bem como alguma informação sobre
o que são Chuvas de Meteoros, Origem, Radiante e Nomenclatura, História
e ainda indicações para outras leituras.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward





Programa Stellarium

Programa Stellarium

Programa Stellarium

Programa Stellarium 


Líridas: Chuva de meteoros em abril


Esta “chuva de estrelas” tem o nome de Líridas, por acontecer perto da constelação de Lira. A órbita da Terra passará perto da zona de detritos deixados do cometa Thatcher (C/1861 G1) que serão "puxados" pela força gravitacional do nosso planeta, brilhando ao entrar na nossa atmosfera.



Comet C/1861 G1 (Thatcher) is a long-period comet with roughly a 415 year orbit discovered by A. E. Thatcher. It is responsible for the Lyrid meteor shower.[2] Carl Wilhelm Baeker also independently found this comet. The comet passed about 0.335 AU (50,100,000 km; 31,100,000 mi) from the Earth on 1861-May-05 and last came to perihelion (closest approach to the Sun) on 1861-Jun-03.[1]
C/1861 G1 (Thatcher)
Discovery
Discovered byA. E. Thatcher
Discovery dateApril 5, 1861
Alternative
designations
1861 I
Orbital characteristics A
EpochJD 2400920.5
(May 25, 1861)
Aphelion110 AU
(beyond Eris)
Perihelion0.9207 AU
Semi-major axis55.6 AU
Eccentricity0.983
Orbital period415 a
Inclination79.77°
Last perihelion1861-Jun-03[1]
Next perihelion2280 ±5
http://en.wikipedia.org/wiki/C/1861_G1_%28Thatcher%29




The April 23 morning sky features many shooting stars as the best meteor shower of 2015’s first half reaches its peak.
Astronomy: Roen Kelly


http://www.astronomy.com/observing/sky-events/2015/04/lyrid-meteors-will-light-up-the-night?utm_source=SilverpopMailing&utm_medium=email&utm_campaign=ASY_News1_nonsub_150417_Final&utm_content=


LEIA MAIS SOBRE A CHUVA DE METEOROS LIRÍDEAS
EM
Lyrid meteors will light up the night
The annual shower peaks under good conditions in the early morning hours of April 23.
http://www.astronomy.com/observing/sky-events/2015/04/lyrid-meteors-will-light-up-the-night?utm_source=SilverpopMailing&utm_medium=email&utm_campaign=ASY_News1_nonsub_150417_Final&utm_content=





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2009 May 1 
Lyrid Meteor and Milky Way
Credit & Copyright: Tony Rowell / Astrophotostore.com
Explanation: On April 22nd, the Lyrid Meteor Shower visited planet Earth's sky, an annual shower produced as the Earth plows through dust from the tail of comet Thatcher. Usually Lyrid meteor watchers see only a drizzle. Just a few meteors per hour stream away from the shower'sradiant point near bright star Vega in the constellation Lyra. But photographer Tony Rowell still managed to catch one bright Lyrid meteor. Recorded in early morning hours, his well-composed image looks toward the south from White Mountains of eastern California, USA. During the time exposure, he briefly illuminated an old mining cabin in the region's Ancient Bristlecone Pine Forest in the foreground. The rich starfields and dust clouds of our own Milky Way galaxy stretch across the background, along the meteor's glowing trail



SAIBA MAIS SOBRE 
CHUVA DE METEOROS



Chuva de meteoros é um evento em que um grupo de meteoros é observado irradiando de um único ponto no céu (radiante). Esses meteoros são causados pela entrada de detritos na atmosfera a velocidades muito altas. Numa chuva de meteoros, esses detritos geralmente são resultado de interações de um cometa com a Terra, em que material do cometa é desprendido de sua órbita, ou quando a Terra cruza essa órbita.1 A maior parte dos meteoros são menores do que um grão de areia e por isso quase sempre se desintegram e não atingem a superfície do planeta. Chuvas intensas e incomuns de meteoros são também chamadas de surtos ou tempestades de meteoros, nas quais são vistos mais de mil meteoros por hora.2
Esses detritos entram na atmosfera com alta velocidade e entram em combustão, formando as chamadas estrelas cadentes. As chuvas de meteoros são fenômenos periódicos anuais. As mais conhecidas e intensas são as Leônidas e as Perseidas.3 Qualquer planeta do sistema solar com uma atmosfera razoavelmente transparente pode ter chuva de meteoros. Marte é conhecido por ter chuvas de meteoros, que acontecem com intensidade e características diferentes das da Terra.2
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O radiante e a nomenclatura


As chuvas de meteoros são nomeadas de acordo com o nome da constelação na qual se localiza o radiante.
6 Quando há mais de uma chuva de meteoros associada a uma mesma constelação, o nome é dado de acordo com a estrela mais próxima do radiante no pico da chuva. A desinência da forma possessiva do latim é substituída por "id" ou "ids" em inglês e por "ídeos" ou "idas" em português. Por exemplo, a chuva de meteoros cujo radiante está próximo da estrela Delta Aquarii (note a desinência possessiva "i") é chamada Delta Aquarids em inglês e Delta Aquarídeos (ou Delta Aquáridas) em português. Um grupo da União Astronômica Internacional monitora as chuvas de meteoros para determinar o nome de cada uma.5 7Como os detritos que formam a chuva de meteoros estão viajando em órbitas quase paralelas,nota 1 quando entram na atmosfera formam riscos de luz que parecem estar se originando de um mesmo ponto por causa do efeito de perspectiva.4 Esse ponto é o radiante. Esse efeito pode ser comparado aos trilhos de uma ferrovia longa e retilínea, os quais parecem se fundir no horizonte. O radiante, assim como as estrelas, também apresenta um movimento aparente por causa da rotação da Terra. A posição do radiante também varia um pouco de uma noite para outra por causa do movimento de translação do planeta.5

Origem das chuvas de meteoros

Uma chuva de meteoros é o resultado da interação entre um planeta, como a Terra, e o rastro de detritos produzido por um cometa ou asteroide. Os cometas podem produzir detritos de duas formas. A primeira é pelo arrastamento de partículas pelo vapor que se desprende do cometa quando este se aproxima do Sol. Segundo um estudo que Fred Whipple publicou em 1951,8 os cometas são imensas "bolas de neve sujas" formadas por rochas e envolvidas em gelo que orbitam o Sol. Esse gelo pode ser deáguametanoamônia ou outros compostos voláteisnota 2 sozinhos ou em combinação. Geralmente as rochas do cometa são fragmentadas, sendo partículas menores (como grãos de areia) mais comuns que outras maiores (como pequenas pedras, por exemplo).9 Quando o cometa se aproxima do Sol, o calor faz com que os compostos voláteis sublimem, criando várias ejeções de vapor que arrastam as partículas de rochas presentes no meio do gelo. Essas rochas ficam, então, na mesma órbita do cometa e são chamados de meteoroides. Os gases liberados do cometa, no entanto, são dispersados pela radiação solar, restando apenas a trilha de meteoroides.10

A segunda forma foi descoberta recentemente, por Peter Jenniskens, que argumentou que a maior parte das chuvas de meteoros de curta duração não vêm da forma normal (quando as partículas são arrastadas pelo vapor de água), mas do produto de raras desintegrações, quando saem pedaços de um cometa dormente ou asteroide. Exemplos são as chuvas de meteoros Quadrântidas e Gemínidas, que surgiram, respectivamente, da fragmentação dos asteroides 2003 EH1 e 3200 Faetonte cerca de 500 a 1000 anos atrás. Os fragmentos tendem a se desintegrar rapidamente em poeira, areia e pequenas pedras, e se espalhar ao longo da órbita do cometa para formar uma densa trilha de meteoroides, que subsequentemente cruza com a órbita da Terra.10
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Chuva de meteoros Leônidas em 1833.
"Leonids-1833" por Adolf Vollmy. - Via http://star.arm.ac.uk/leonid/Meteor-Shower.jpg. Licenciado sob Domínio público, via Wikimedia Commons - http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Leonids-1833.jpg#/media/File:Leonids-1833.jpg

História


Aliás, em relação a Perseidas foram feitos vários relatos por astrônomos chineses e coreanos entre os séculos VIII e XI, e depois disso foram feitas somente referências esporádicas citando a atividade de meteoros no mês de agosto. Essa chuva de meteoros foi chamada também de "lágrimas de São Lourenço" porque o pico coincidia com a festa desse santo na Itália.
24Chuvas de meteoros são eventos que despertam a curiosidade humana desde o início da humanidade e isso é evidenciado por muitos registros e histórias que fazem referência a diversas chuvas de meteoros. O registro mais antigo da chuva de Perseidas, por exemplo, data do ano de 36 D.C., feito por astrônomos chineses.24 Leônidas foi a chuva de meteoros mais intensa nos últimos séculos, responsável por grandes eventos que surpreenderam pela quantidade de meteoros observada.25
No ano de 868 D.C a órbita de um cometa até então desconhecido cruzou pela primeira vez a órbita da Terra depois de mudanças graduais nos séculos anteriores. O rastro deixado por esse cometa causou, no ano de 902 D.C., a primeira chuva de meteoros Leônidas, que foi relatada por astrônomos chineses e observadores no Egito e na Itália. Alguns séculos depois, em 15 de novembro de 1630, morreu o cientista Johannes Kepler e dois dias depois, no seu funeral, a chuva de meteoros Leônidas encheu o céu, o que foi considerado uma "saudação de Deus".26
Cerca de duas da madrugada fomos chamados pelo choro dos sinais nos céus. Despertamos, e para nosso espanto todo firmamento parecia envolvido em esplêndidos fogos [...]. Milhares de meteoros brilhantes caíam no espaço em todas as direções, com longos rastros de luz seguindo seus cursos. Isto durou várias horas, e só acabou quando os raios de sol iluminaram o céu [...].
— Relato de Elder Parley P. Pratt, nos Estados Unidos em 1833.27
Nas noites de 10 a 13 de novembro de 1833, milhares de meteoros de Leônidas foram vistos cortando o céu. Eram tantos que esse dia ficou conhecido como "o dia em que as estrelas caíram".28 As reações das pessoas variaram desde a histeria clamamdo o Dia do Julgamento até a alegria dos cientistas e astrônomos, que estimaram que cerca de mil meteoros por minuto emanavam da constelação de Leão. Jornais da época mostram que praticamente todos acordaram para ver o evento, seja por causa dos gritos de vizinhos espantados, seja por causa dos flashes de luz produzidos por bolas de fogo que iluminavam todo o céu. Essa noite marcou o nascimento da astronomia de meteoros.25 27
Naquela época a natureza dos meteoros não era conhecida com certeza, e várias teorias foram propostas para explicar o fato. Uma delas explicava como plantas mortas por congelamento liberavam gases graças à ação do Sol. Esse gás, teoricamente hidrogênio, entrava em combustão por causa da eletricidade ou de partículas fosfóricas presentes na atmosfera. Outra teoria propunha que os ventos vindos do sul traziam ar eletrificado que, graças ao frio da madrugada, descarregavam sua eletricidade na terra. Mas foi D. Olmsted que descobriu a verdadeira natureza da chuva de meteoros. Depois de colher várias informações em observações e relatos, concluiu que os meteoros se originavam de uma nuvem de partículas no espaço.25
O interesse dos astrônomos nessa chuva de meteoros começou quando se previu que o retorno da chuva aconteceria em 1866, analisando-se os registros antigos das chuvas de meteoros. Realmente a chuva aconteceu naquele ano, e ficou constatado que uma grande atividade dessa chuva de meteoros acontece a cada 33 anos, embora a intensidade não tenha sido tão grande quanto aquela ocorrida em 1833, mas ainda assim foi bastante marcante. Em 1899 foi prevista outra chuva de meteoros extraordinária. A chuva aconteceu, mas não com a intensidade esperada, caracterizando o que C. P. Olivier chamou de "o pior golpe já sofrido pela astronomia aos olhos do público", pois era grande a expectativa de toda a população para ver tal evento celeste.25
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SAIBA MAIS SOBRE CHUVAS DE METEOROS
EM


2014 April 24
See Explanation.
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available.
http://apod.nasa.gov/apod/ap140424.html
Lyrids in Southern Skies 
Image Credit & CopyrightYuri Beletsky (Las Campanas ObservatoryCarnegie Institution)


Explanation: Earth's annual Lyrid meteor shower peaked before dawn on April 22nd, as our fair planet plowed through dust from the tail of long-period comet Thatcher. Even in the dry and dark Atacama desert along Chile's Pacific coast, light from a last quarter Moon made the night sky bright, washing out fainter meteor streaks. But brighter Lyrid meteors still put on a show. Captured in this composited earth-and-sky view recorded during early morning hours, the meteors stream away from the shower's radiant near Vega, alpha star of the constellation Lyra. The radiant effect is due to perspective as the parallel meteor tracks appear to converge in the distance. Rich starfields and dust clouds of our own Milky Way galaxystretch across the background.


COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward