sexta-feira, 1 de maio de 2015

A Raposa, Vulpecula, e a Flecha, Sagitta, entremeando o Grande Triângulo do Norte



Olá!

No finalzinho da madrugada entre sexta-feira e sábado, Caro Leitor,
e com a Lua quase Cheia já escondida no horizonte oeste,
poderemos observar um céu estrelado apresentando-se ainda antes de um novo dia surgir!


É bem interessante  percebermos
que as constelações Sagitta, a Flecha, e Vulpecula, a Raposa,
encontram-se bem no caminho do meio
da deslumbrante imagem que nomeamos de Grande Triângulo do Norte
(do Verão, no hemisfério norte, e do Inverno, no hemisfério sul)
realizado a partir das estrelas Alpha das constelações Aquila, Lyra e Cygnus,
quer dizer, das belíssimas estrelas Altair, Vega e Deneb!


Programa Stellarium

Programa Stellarium




Sagitta, a Flecha certeira, é uma pequena constelação, 
bem pequena mesmo, 
porém indubitavelmente bem nomeada enquanto Flecha -
pois é bem assim que a visualizamos nos céus estrelados mais ao norte
e bem ao lado da belíssima Aquila, a Águia que voa trazendo suas três estrelinhas
(que podemos nomear enquanto as Três Marias do Norte), 
Alshain e Tarazed
 deixando o centro iluminado

 para ser ocupado pela maravilhosa Altair, estrela-alpha Aquilae!







Aliás, a Águia é uma constelação bem rica, digamos assim,
porque traz consigo e já amealhada para si,
 incorporada em seu desenho estelar,
a antiga constelação de Antinous...
(A parte sul de Aquila foi subdividida por Ptolomeu
 em uma constelação agora obsoleta, chamada Antinous,
 visualizada em alguns mapas 
como sendo mantida nas garras da águia),
e em seu voo, a Águia vem sempre acompanhada de Delphinus e Sagitta,
o Delfim e a Flecha,
o Delfim nadando através as estrelas 
e a Flecha certeira buscando seu alvo através as estrelas!

E não podemos deixar de mencionar
a constelação Vulpecula -
adicionado por Hevelius, em 1690,
na intenção de ocupar um espaço no céu
com um animal (a Raposa caçando o Ganso)
tão astuto e voraz e corajoso quanto a Águia, Aquila, 
e como o Corvo Caído, Vultur Cadens (outra denominação para a Lyra!):
entrou em cena, então, a constelação Vulpecula et Anser, a Raposa e o Ganso.



http://www.raremaps.com/gallery/detail/33140/Aquila_Sagitta_Vulpecula_and_Anser_Delphinus/Flamsteed.html
Title: Aquila, Sagitta, Vulpecula & Anser Delphinus.   Map Maker: John Flamsteed


A bem da verdade 
(e como nos diz Ronaldo Rogério de Freitas Mourão),
a Via Láctea passa por Vulpécula,
 o que faz com que suas estrelas não apareçam de maneira proeminente.
Esta constelação pode ser encontrada ao longo de Sagitta 
ou a partir da estrela Beta Cygni, Albireo.  


Assim como as cartas celestes nos mostram, Vulpecula encontra-se
praticamente grudada à Sagitta 
e ambas constelações situando-se na Grande Fenda, The Great Rift, o Rio do Vazio,
a bifurcação que acontece naquele ponto da Via Lactea
 entre as estrelas Altair e Deneb, estrelas-alpha Aquilae e Cygni, respectivamente.... 
- porém é preciso que estejamos em lugar realmente de céus transparentes
para bem visualizarmos esses pormenores na Via Lactea...







SAGITTA E SEU OBJETO MESSIER M71


http://www.stellarium.org/pt/


Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes




SAGITTA, A FLECHA


Posicionamento:
Ascensão Reta 18h56m / 20h18m   Declinação +16o.0 / +21o.4

Mito:
Esta constelação representa a flecha com a qual Hercules matou a águia 
que se nutria do fígado de Prometeus. 

História:
É uma constelação de pequeno tamanho 
porém já fazia parte do grupo de 48 constelações relacionadas por Ptolomeu. 


Algumas Informações Interessantes acerca esta Constelação:

Sagitta encontra-se bem acolhida pela Via Láctea,  
podendo ser bem visualizada em pelo menos quatro de suas estrelas, 
em lugares de céus escuros e límpidos,
 ao norte de Altair, a estrela Alpha Aquilae.

A estrela Gamma parece atuar como a ponta afiada da Flecha
 enquanto as estrelas Alpha e Beta, como a pena que enfeita a Flecha 
e que se encontram sustentadas e amarradas à Flecha através a estrela Delta.

Fronteiras:
Sagitta situa-se entre as constelações Vulpecula, Hercules, Aquila, Delphinus


6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986



http://www.ipac.caltech.edu/2mass/gallery/spr99/m71atlas.jpg
"Atlas Image [or Atlas Image mosaic] obtained as part of the Two Micron All Sky Survey (2MASS), a joint project of the University of Massachusetts and the Infrared Processing and Analysis Center/California Institute of Technology, funded by the National Aeronautics and Space Administration and the National Science Foundation." 

Messier 71

Globular Cluster M71 (NGC 6838), class X-XI, in Sagitta
[m71.jpg]
Right Ascension19 : 53.8 (h:m)
Declination+18 : 47 (deg:m)
Distance13.0 (kly)
Visual Brightness8.2 (mag) 
Apparent Dimension7.2 (arc min)


Discovered 1745-46 by Philippe Loys de Chéseaux.

Messier 71 (M71, NGC 6838) is a loose but beautiful globular cluster in the small but nice constellation Sagitta.
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M71 was first seen by De Chéseaux, who cataloged it as his No. 13. It was later rediscovered by Johann Gottfried Koehler, between 1772 and 1779, and by Pierre Méchain on June 28, 1780. Charles Messier cataloged it as his object No. 71, based on his observations of October 4, 1780, as a nebula without stars. It was first resolved into stars by William Herschel in 1783.

This globular cluster is easy to find and nicely observable even in good binoculars, by locating the 6th-mag star 9 Sagittae half-way between Gamma and Delta of that constellation. Medium-sized amateur telescopes are required to resolve this compressed mass of stars, but then even the center is resolved. The cluster is brighter and sharply terminated on the western side, forming a "curving V", as John Mallas describes it.
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http://messier.obspm.fr/m/m071.html


M71 - NGC 6839 - Aglomerado de estrelas
Um aglomerado bem pouco comum na constelação de Sagitta,
 possuindo características tanto de ser um aglomerado aberto 
quanto de ser um aglomerado globular.


6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986





CARO LEITOR,
ACESSE
PARA CONHECER MELHOR M71










VULPECULA, A RAPOSA, E SEU OBJETO MESSIER M27


Realmente, não é nada fácil divisar e visualizar Vulpecula em bons termos
- porém eu penso que existe a boa ajuda 
da imensa e belíssima constelação do Cisne, Cygnus,
 que se espraia em seu voo 
como se estivesse recém sendo alçado através os céus mais ao norte!  
A estrela-beta Cygni, Albireo
- que é sugerida ora como o Olho do Cisne e ora como o Bico do Cisne -,
aponta para a vicinitude da Raposa com o Ganso.





Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes



VULPECULA ET ANSER, 
A RAPOSA E O GANSO


Posicionamento:
Ascensão Reta 18h56m / 21h28m    Declinação +19o.5 / +29o.4


História:
Constelação formada por Hevelius em 1690 
porém hoje em dia abreviada para Vulpecula.


Algumas Informações Interessantes acerca esta Constelação:
Esta constelação pode ser encontrada ao longo de Sagitta 
ou a partir da estrela Beta Cygni, Albireo.  

A Via Láctea passa por Vulpécula,
 o que faz com que suas estrelas não apareçam de maneira proeminente.
Fronteiras:
Vulpecula situa-se entre as constelações 
Sagitta, Delphinus, Pegasus Cignus Lyra, Hercules

6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986





 http://www.stellarium.org/pt/



M27,
O ÚNICO OBJETO MESSIER
NA CONSTELAÇÃO DA RAPOSA:





http://www.ipac.caltech.edu/2mass/gallery/dumbbellatlas.jpg


Messier 27

Planetary Nebula M27 (NGC 6853), type 3a+2, in Vulpecula

Dumbbell Nebula


[m27.jpg]
Right Ascension19 : 59.6 (h:m)
Declination+22 : 43 (deg:m)
Distance1.25 (kly)
Visual Brightness7.4 (mag) 
Apparent Dimension8.0x5.7 (arc min)


Discovered by Charles Messier in 1764.

The Dumbbell Nebula Messier 27 (M27, NGC 6853) is perhaps the finest planetary nebula in the sky, and was the first planetary nebula ever discovered.

On July 12, 1764, Charles Messier discovered this new and fascinating class of objects, and describes this one as an oval nebula without stars. The name "Dumb-bell" goes back to the description by John Herschel, who also compared it to a "double-headed shot."

We happen to see this one approximately from its equatorial plane (approx. left-to-right in our image); this is similar to our view of another, fainter Messier planetary nebula, M76, which is called the Little Dumbbell. From near one pole, it would probably have the shape of a ring, and perhaps look like we view the Ring Nebula M57.
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LEIA MAIS
em
http://messier.obspm.fr/m/m027.html







http://en.wikipedia.org/wiki/Dumbbell_Nebula#mediaviewer/File:M27_-_Dumbbell_Nebula.jpg
M27 - Dumbbell Nebula
The Dumbbell Nebula — also known as Messier 27 or NGC 6853 — is a typical planetary nebula and is located in the constellation Vulpecula (The Fox). The distance is rather uncertain, but is believed to be around 1200 light-years. It was first described by the French astronomer and comet hunter Charles Messier who found it in 1764 and included it as no. 27 in his famous list of extended sky objects. Despite its class, the Dumbbell Nebula has nothing to do with planets. It consists of very rarified gas that has been ejected from the hot central star now in one of its last evolutionary stages. Colours & filters Band Wavelength Telescope Optical B 429 nm Very Large Telescope FORS1 Optical Oiii 501 nm Very Large Telescope FORS1 Optical H-alpha 656 nm Very Large Telescope FORS1 .



NGC 6853 - M 27 - Vulpecula  - Nebulosa Planetária - Bolha de Sabão
Ascensão Reta  19h58m      Declinação +22o.40
Tipo Nebulosa Planetária  NP       Dimensão 7,0        Magnitude 20
Magnitude da Estrela associada 13            Distância em anos-luz  3,5
Encontrada mais ao sul e na fronteira com Sagitta.
 É uma nebulosa planetária e conhecida como Dumbbell.

6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986



CARO LEITOR,
ACESSE
PARA CONHECER MELHOR M27




http://www.raremaps.com/gallery/detail/33140/Aquila_Sagitta_Vulpecula_and_Anser_Delphinus/Flamsteed.html
Title: Aquila, Sagitta, Vulpecula & Anser Delphinus.   Map Maker: John Flamsteed



Os desenhos formados pelas estrelas 
- AS CONSTELAÇÕES -
 são como janelas que se abrem para a infinitude do universo
 e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais, 
entre o céu e a terra..., bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos 
e este por nossa mente sendo conscientizado.

Quer dizer, nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


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DA TERRA AO CÉU E AO INFINITO