domingo, 14 de junho de 2015

Excelente Momento para Vivenciarmos o Revirão da Via Lactea!

Olá!

Caro Leitor,
se acaso você puder estar em algum lugar mais distanciado das luzes urbanas
e sob um céu mais rural,
não deixe de vivenciar aquilo que eu denomino como
O REVIRÃO DA VIA LACTEA!

Por volta da meia-noite
e nesses momentos de agora contando com a ausência da Lua,
estamos diante da oportunidade
de bem vivenciarmos essa 
LONGA JORNADA NOITE ADENTRO.

Encontre nesta Postagem
as Ilustrações e os Textos apresentando a você, Caro Leitor,
esta inesquecível viagem
- viagem que você fará sem se movimentar
porém sob o céu estrelado todo o tempo
fazendo a Via Lactea realizar seu Revirão,
 sua movimentação tão interessante de ser observada e vivenciada!

O texto abaixo foi extraído de minha Página
http://oreviraodavialactea.blogspot.com.br/,
onde você encontrará maiores informações.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward



Stellarium

Stellarium





A
Longa Jornada Noite Adentro:
 O Revirão da Via Láctea
poderá ser sempre realizada 
quando as constelações do Escorpião e do Sagitário
estiverem se apresentando nos céus estrelados.

No entanto,
eu penso que, para se ter uma real boa ideia
sobre o que significa o Revirão da Via Lactea
é preciso que o Caro Leitor se posicione
 em um lugar de céus mais escuros e transparentes,
com amplitude de visão dos horizontes sul/norte e leste/oeste....,
e distante de luminosidade poluente da abóbada celeste
- assim como acontece nas grandes cidades.

E, é claro, também essa longa jornada noite adentro
precisa acontecer em tempos de Lua recém-Nova ou quase-Nova,
de maneira que a luminosidade de Selene
não atrapalhe nossa visão do Rio Leitoso, a Via Lactea.

Quer dizer, 
é preciso que o Caro Leitor se encontre diante da Via Lactea,
observando a Via Lactea, mergulhando na Via Lactea...;
sentindo-se como se fazendo parte da Via Lactea.  
E é.





"Make A Wish"
https://www.facebook.com/shainblumphoto/photos/pb.282800301833011.-2207520000.1409320848./578445245601847/?type=1&theater



Dois Dedos Iniciais de Prosa

Caro Leitor,
antes de mais nada,
gostaria de mencionar 
uma questão que  penso ser importante: 
é o fato de que as Ilustrações abaixo 
acontecem para a região onde moro
 (região sudeste do Brasil)
- onde tenho uma excelente visão dos céus do sul
porém com alcance limitado em termos dos céus do norte.

Eu aconselho o Caro Leitor
a confeccionar as Ilustrações 
- o Programa Stellarium é sempre muito fácil de ser trabalhado
http://www.stellarium.org/pt/ -
para o lugar onde estará observando
O Revirão da Via Lactea.

Gostaria de chamar a sua atenção
para os pontinhos que vão marcando, em amarelo,
os objetos mais proeminentes que são acolhidos pela Via Lactea,
e suas nomeações, em verde.


Quer dizer, observe com atenção,
ao longo de todas as Ilustrações que aqui venho apresentando,
que, com o andamento da carruagem da noite,
vai acontecendo uma movimentação muitíssimo interessante
da Via Leitosa através das constelações
que vão desaparecendo no horizonte de um lado
e que vão entrando em cena no horizonte oposto.




https://www.facebook.com/CapturingTheNight/photos/pb.386621064729791.-2207520000.1409411176./509062565818973/?type=1&theater


" Road To The Milky Way"




Longa Jornada Noite Adentro:
 O Revirão da Via Láctea



Na primeira Ilustração abaixo,
vamos encontrar a constelação do Escorpião entrando em cena
no horizonte mais a sudeste.

http://www.stellarium.org/pt



Richard Hinckley Allen, em seu famoso e importantíssimo livro
Star Names — Their Lore and Meaning -,
nos fala bem sobre 
ESCORPIÃO E ÓRION:


... Aratos said:
When the Scorpion comes
Orion flies to utmost end of earth.

Quando o Escorpião chega,
Orion desaparece no final da terra.

.............................................


Saiba mais
sobre a Constelação do Escorpião
acessando meu Trabalho
em
http://daterraaoceueaoinfinito.blogspot.com.br/2013/08/scorpius-o-escorpiao.html


Stellarium


Diz a lenda que Órion era um gigante caçador, amado por Ártemis, com quem quase se casou. O irmão de Artemis, Apolo, por sua vez, se aborrecia com tal aproximação entre os dois, chegando a censurar diversas vezes sem nunca obter resultado. Certo dia Apolo teve a oportunidade de se ver livre de seus aborrecimentos, percebendo que Órion vadeava pelo mar apenas com a cabeça fora d’água desafiou sua irmã, outra exímia caçadora, a acertar o alvo que distante se movia.
Impecável em sua pontaria ela atingiu em cheio seu amado, que fugia de um escorpião que Apolo havia enviado para matá-lo. O corpo, já moribundo, de Órion foi conduzido à praia pelas ondas do mar. Percebendo o engano que havia cometido, Artemis, em meio às lágrimas, pediu para Zeus colocar Órion e o escorpião entre as estrelas: o gigante trajado com um cinto, uma pele de leão, armado de uma espada e de sua clava, acompanhado por Sírius, seu cão, fugindo de seu inimigo escorpião.(Sírius ou Sírio é a estrela mais brilhante do céu e encontra-se na constelação Cão Maior, perto da constelação de Órion ou Orionte).
Outra versão é a de que Órion tentou violentar a deusa Ártemis. A fim de castigá-lo, Ártemis mandou um escorpião gigantesco morder-lhe o calcanhar, matando-o. Pelo serviço prestado à deusa, o escorpião foi transformado em constelação, simbolizando a raiva de Artemis por ter sido ameaçada de estupro ou, segundo algumas versões, por ter tido sua oferta afetiva e sexual rejeitada. .

Leia muito mais informações
sobre o Mito
de Órion e do Escorpião
acessando




Stellarium



Caro Leitor,
perceba que na Ilustração mais acima,
a Via Lactea, realizando-se bem aos céus do sul,
praticamente alinha-se horizontalmente.

No entanto,
na Ilustração mais abaixo, uma hora mais tarde,
veremos que, com a entrada em cena da constelação do Sagitário,
a Via Lactea assume bem intensamente as constelações
do Serpentário e da Serpente bem como do Escudo 
e já apontando para a 
chegada da Águia!

Caro leitor,
perceba que a imensa constelação da Virgem
posiciona-se bem ao meio do céu...
e esse parece ser um momento bem adequado
para que possamos estudar e observar
algumas de suas estrelas!

A Virgem é uma constelação imensa e cortada pelas Linhas da Eclíptica e pela do Equador Celestial.  

Existe o entrelaçamento destas duas Linhas - o que podemos traduzir como o Ponto do Equinócio de Outono, que acontece bem próximo à estrela Beta Virginis, Zavijava, situada na cabeça da Virgem. 

(É interessante conhecermos o fato de que o eclipse solar de 21 de setembro de 1922, aconteceu próximo a esta estrela e que foi por Einstein usada para confirmar sua teoria).

Em termos da Linha da Eclíptica e advindos da constelação do Leão, realizam seus caminhos aparentes o Sol e a Lua e os Planetas, adentrando todos pela Cabeça da Virgem, bem próximos à estrela Beta, Zavijava, e então passando pelo ombro e pelo peito, encontrando Zaniah, e, já na altura da Cintura, situa-se a belíssima Porrima.  

Todas essas situações são testemunhadas pelas constelações da Taça e do Corvo, na fronteira ao sul.  Spica, o ramo de trigo na mão da Virgem, é praticamente o último momento em que a linha da Eclíptica toca realmente o corpo virginal, seguindo em direção à constelação da Balança e tendo a Hydra como fronteira ao sul.  


Em termos da Linha do Equador, é interessante observarmos o fato de que esta corta praticamente ao meio a figura delineada da Virgem, desde sua cabeça, seus cabelos, passando por seu rosto, por seu pescoço e ombros e entre seus peitos e avançando até encontrar a cintura e ainda descendo por uma de suas pernas até situar-se no entrecruzamento de suas panturrilhas e deixando a Virgem depois de tocar em um de seus pés.

O ponto de entrecruzamento das Linhas da Eclíptica e do Equador perfaz o Equinócio do Outono e isso acontece no lugar que aponta bem proximamente entre o cabelo e o rosto da Virgem.


Virgo é o mais próximo dos grandes Aglomerados de Galáxias de forma que muitas de suas brilhantes galáxias podem ser observadas por telescópios amadores
(como por exemplo M84 e M86). 

As galáxias podem ser consideradas como os blocos de construção básica do universo.  Elas não são isoladas, independente em suas vizinhanças, porém ocorrem em sistemas que constam de dezenas, centenas ou mesmo milhares de membros que se atraem por suas forças gravitacionais.  Esses sistemas são denominados de Aglomerados de Galáxias - os Superaglomerados.


O AGLOMERADO DE GALÁXIAS, EM VIRGEM,
faz parte daquilo que nomeamos como Local Supercluster ou Superaglomerado Local que contém o Grupo Local acolhendo nossa Galáxia, a Via Láctea, e contém o Aglomerado de Virgem, bem próximo ao centro: o Superaglomerado Virgo.

Começando a partir de uma imensa lista de nebulosas publicada por William e John Herschel em 1863, foi conhecido o fato de que existia um excesso marcante de campos nebulosos na constelação de Virgem.  Nos anos 1950, o astrônomo Gerard Henri de Vaucouleurs foi o primeiro a comentar sobre este excesso representado por um tipo de galáxia de escala grandiosa - o que lhe garantiu o nome de Supergaláxia Local, em 1953 e que foi mudado  para Superaglomerado Local, em 1958.  O debate continuou durante os anos 60 e 70 em termos de se o Superaglomerado Local era verdadeiramente uma estrutura ou um alinhamento de galáxias tão somente.  Esta questão foi resolvida através as buscas usando redshift ao final dos anos 70 e começo dos anos 80, que, convincentemente apontou para a concentração de galáxias ao longo do plano supergaláctico.

Virgo Cluster ou Aglomerado de Galáxias, em Virgem, faz parte daquilo que nomeamos como Local Supercluster ou Superaglomerado Local que contém o Grupo Local acolhendo nossa Galáxia, a Via Láctea, e contém o Aglomerado de Virgem, bem próximo ao centro.

Também esta questão pode ser conhecida como o Superaglomerado Virgo ou Superaglomerado Local que se apresenta como um superaglomerado irregular e que contém o Aglomerado Virgo bem como o Grupo Local (que acolhe nossa Via Láctea e a galáxia Andromeda).  Acredita-se que pelo menos 100 grupos de galáxias e aglomerados situam-se dentro de seu diâmetro de 33 megaparsecs (110 milhões de anos-luz).  E este Superaglomerado é um dos milhões de superaglomerados que existem no Universo observável.

O  Superaglomerado Local contém o Grupo Local com nossa Galáxia, a Via Láctea, e também contém o Aglomerado de Galáxias Virgo próximo a seu centro - e, algumas vezes, é chamado de Virgo Superaglomerado. Dimensão de 33 megaparsecs = 110 milhões de anos-luz.

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Saiba mais 

sobre a Constelação da Virgem
acessando meu Trabalho
em
VIRGO, A VIRGEM   
http://sobrevirgo.blogspot.com/ 


Stellarium





Uma hora mais tarde,
podemos observar o braço da Via Lactea mais ao sul
 podendo ser bem delineado
e também podemos observar 
que o braço que se propõe a seguir um caminho mais ao norte
também já começa a se delinear, 
com a entrada em cena da Águia.

Caro Leitor,
uma constelação que nos realmente chama a atenção
é Ophiucus, Ofiúco, o Serpentário!

Sabemos que todo o tempo em que estivermos comentando
sobre o andamento do Escorpião, de sudeste para sudoeste,
o Serpentário estará também presente e sempre trazendo consigo
a Serpente.

Quer dizer, 
o Serpentário e a Serpente acabam formando uma só constelação
- mesmo que sejam, na realidade, representados através três constelações, 
três asterismos!

Existem Serpens Cauda e Serpens Caput
e é o Serpentário quem as segura.

Ofiúco é considerado a 13a. Constelação do Zodíaco
Quando o Zodíaco foi originalmente nomeado, 
a Eclíptica não passava pelo Ofiúco, 
de forma que esta constelação não foi incluída. 

 Hoje em dia, sim, em função da precessão, 
 Ofiúco recebe a passagem da linha da Eclíptica 
e o Sol passa um bom tempo aqui 
depois de ter adentrado a Cabeça do Escorpião
 e passado ao largo de sua estrela Alpha, Antares.

Em relação à Serpens Cauda e Serpens Caput,
existem situações bem interessantes a serem observadas:

Eu moro num lugar de céus escuros e transparentes 
- volta e meia, nem sempre, infelizmente -, 
e em noites sem Lua, certamente eu aprecio imensamente observar
 a região entre Escorpião e Sagitário,
sendo que  o Serpentário, Ophicus, vem ocupando seu espaço um tantinho mais ao norte 
e sendo enlaçado, digamos assim,
 pela Cauda da Serpente e pela Cabeça da Serpente 
(a Cauda mais grudada a Escorpião e a Sagitário
 enquanto que a Cabeça se situa mais voltada para o Boieiro, Bootes, 
sempre apresentando sua belíssima estrela-alpha Arcturus, a mais bela do norte, 
e desafiando Hercules e... pasme!: protegendo a Coroa Boreal!)

Confesso que tenho uma certa dificuldade
 em divisar exatamente o Serpentário, Ophiucus 
(ainda não estudei bem esse posicionamento de estrelinhas tímidas).  
No entanto, a Cauda da Serpente bem como sua Cabeça são bem delineadas.

A Cabeça propriamente dita da Serpente é de uma beleza extremamente rara, 
com suas cinco estrelas 
(pelo menos, é bem assim que as vejo e conto)
 fazendo acontecer um Asterismo 
quase realizando uma imagem de um papagaio, uma pandorga, um kite, uma pipa...

É uma visão magnífica e ao mesmo tempo, aterrorizante!  
Quer dizer,
 a Coroa Boreal é uma constelação de delicadeza ímpar em suas estrelinhas tímidas... 
 Mais tímidas ainda são as estrelinhas que  compõem a Cabeça
 propriamente dita da Serpente... 
e é exatamente este fato que torna este conjunto de situações
 - Coroa Boreal e Cabeça da Serpente - 
como algo que realmente vale a pena ser observado...., 
sempre em lugares de céus escuros e transparentes 
e em noites sem Lua, de preferência.

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Saiba mais 
sobre as Constelações do Serpentário e da Serpente
acessando meus Trabalhos
em
OPHIUCUS, O SERPENTÁRIO, E
SERPENS CAPUT E SERPENS CAUDA, A SERPENTE   http://sobreophiucuseserpens.blogspot.com.br/
e

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Quando a Águia entra em cena,
ela arrebanha consigo algumas constelações pequenas e bem interessantes
que existem em suas imediações
e que se apresentam através estrelas não muito proeminentes
que podem ser observadas em noites de ausência de Lua
e em lugares de céus mais escuros e transparentes.
São elas: Delphinus, Sagitta, Scutum, Equuleus, Vulpecula...

Quando a Águia entra em cena,
ela coloca em uma das posições de um altar triplo, digamos assim,
a estrela-alpha Aquilae, Altair!
Nas duas outras posições, são colocadas as estrelas
Vega, Alpha Lyrae, e Deneb, Alpha Cygnus.

Estas três estrelas formam o chamado 
Triãngulo do Verão
(para o hemisfério norte) 
Grande Triângulo do Norte
(para o hemisfério sul).

Entre essas três estrelas e essas constelações,
acontece o denominado Great Rift, a Grande Fenda, a Grande Fissura,
 o Vazio, 
o Rio do Vazio,
um vazio profundo e penetrante na Via Lactea
- e que trouxe à tona várias lendas interessantes
que envolvem estas três estrelas e esse certo tom de dificuldade
de inter-relação entre as mesmas.

Uma dessas lendas, nos fala de um pastor de ovelhas (Altair)
que vive junto às suas duas filhas (as estrelas Alshain e Tarazed, que formam
o conjunto que podemos denominar de As Três Marias do Norte).

Altair apaixonou-se e casou-se com Vega, que é uma tecelã
(porque o desenho da constelação da Lyra parece figurar um tear de estrelas),
mas que é impedida de viver junto à sua família.

No entanto, existe a fada-madrinha, Deneb, estrela-alpha Cygnus,
que faz com que uma única vez ao ano, 
Altair e suas duas filhas cruzem o Rio do Vazio 
e encontrem-se com Vega - sob as bênçãos de Deneb.

Esta questão pode acontecer em dois momentos:
ao começo de julho - quando o Grande Triângulo do Norte culmina,
encontra o zênite; ou em agosto - quando este Triângulo realiza-se
ao meio-dia.

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Saiba mais 
sobre as Constelações Lyra e Aquila
acessando meus Trabalhos
em


Sobre a Lenda da Tecelã e do Pastor,
acesse meu Trabalho
em
http://oceudomes.blogspot.com.br/2014/05/lua-saudando-o-grande-triangulo-do.html


Sobre
Delphinus, Sagitta, Scutum, Equuleus, Vulpecula,
acesse meus Trabalhos
em
http://oceudomes.blogspot.com.br/
mês de agosto/2014


Stellarium



Escorpião no Meio do Céu:
 O Revirão da Via Láctea


É hora de nos posicionarmos exatamente sob o Escorpião
e então tentarmos abrir nossos braços
- um dos braços seguindo a linha da Via Lactea ao norte
e outro braço seguindo a linha imaginária - porém reta -
da Via Lactea ao sul.

Isso feito, tente, bem vagarosamente, seguir o rumo do andamento noturno
da constelação do Escorpião
e sempre de braços abertos e estirados
em linhas seguindo a Via Lactea ao norte
e a Via Lactea ao sul...


É como se sentíssimos que estamos "varrendo" os céus!


A bem da verdade, esse rodopiar é fantástico
e pode nos trazer um tom de nos faz tremer não somente de emoção 
como também em nosso labirinto interior, 
é quase como se perdêssemos o chão: 
ficamos zonzos, tontos, 
quase caímos,
 quase perdemos o equilíbrio. 



Stellarium

http://www.eso.org/public/archives/images/screen/ann14045a.jpg
This view shows several of the ALMA antennas and the central regions of the Milky Way above. In this wide field view, the zodiacal light is seen upper right and at lower left Mars is seen. Saturn is a bit higher in the sky towards the centre of the image. The image was taken during the ESO Ultra HD (UHD) Expedition.
Credit:
ESO/B. Tafreshi (twanight.org)
http://www.eso.org/public/images/ann14045a/



O Revirão da Via Lactea um espetáculo imperdível e inesquecível 
e que nos traz uma realidade da mecânica celeste 
que vai além à realidade que vemos do caminhar das constelações e suas estrelas, 
todas advindas do horizonte leste, 
galgando as alturas dos céus e concluindo seu passear no horizonte oeste 
- com as constelações e estrelas mais ao sul realizando seu caminhar em elipse do sudeste ao sudoeste e com as constelações e estrelas mais ao norte realizando seu caminhar de maneira mais espraiada, digamos assim.


 A realidade do Revirão da Via Láctea parece varrer os céus, 
como se essa varrição viesse do sul em direção ao norte ou vice-versa..., 
como se fosse uma hélice, algo assim, 
cobrindo todas as direções, 
ao longo da noite
 e ao longo do caminhar do Escorpião, fundamentalmente. 


A realidade do Revirão da Via Láctea,

 quando o percebemos realmente
 - em lugares de céus escuros e transparentes 
e que nos apresentem o chumaço de algodão do caminho 
desta Via iluminada em bom estilo! -, 
nos faz tremer não somente de emoção 
como também em nosso labirinto interior, 
é quase como se perdêssemos o chão,
 ficamos zonzos, tontos, quase caímos, quase perdemos o equilíbrio.


Os braços da Via Láctea, 
centralizados no corpo do Escorpião
fazendo sua fronteira com a constelação do Sagitário, 
vão varrendo o céu vindo do sudeste, 
caminhando para o leste, 
passando pelo noroeste,
 pelo norte, 
pelo noroeste, 
pelo oeste... 
e ainda pelo sudoeste, 
pelo sul, 
novamente pelo sudeste. 



Stellarium
Stellarium




Ah, é uma verdadeira alegria podermos morar no hemisfério sul
e vivenciarmos um céu estrelado absolutamente fantástico
- principalmente quando a constelação do Escorpião já culminou
dando lugar à constelação do Sagitário ocupar este lugar nobre!

Observe, Caro Leitor,
que o caminho de estrelas esfumaçadas, 
a Via Lactea pode ser apreciada desde os mares por onde o Navio desliza...,
bem ao sul..., alcançando o caminho do meio entre sul e norte
e, então, galgando em direção ao norte,
um longo leito de leite derramado, de estrelas esfumaçadas,
de objetos fantásticos a serem buscados e encontrados
seja a olho nu, à visão desarmada,
ou seja através as lentes ópticas de binóculos ou telescópios simpáticos!



Stellarium



Caro Leitor,
se você retornar as Ilustrações
até encontrar o momento em que o Escorpião e o Sagitário
já encontram-se recém adentrados em cena
a partir do horizonte leste,
observará que a Via Lactea vem acontecendo de maneira mais horizontal,
digamos assim,
mais próxima ao horizonte sul, entre os horizontes sudoeste e sudeste
- no oeste, o horizonte acolhendo a caída do Gigante Caçador Orion,
e no leste, o horizonte acolhendo a chegada do Escorpião seguido do Sagitário.

No entanto, com o andar da carruagem da noite
e da Via Lactea através o Escorpião e o Sagitário buscando o Meio do Céu,
o zênite dos céus estrelados,
observaremos que a Via Lactea, o caminho das estrelas esfumaçadas,
apresenta-se de maneira bem mais vertical, digamos assim,
do horizonte sul ao horizonte norte
- mesmo que já demostrando um certo ondular...,
com o Navio ao sul já voltado inteiramente para seu desaparecimento 
no horizonte do sudoeste...,
e com a Águia ao norte já desviando o caminho das estrelas esfumaçadas,
a Via Lactea, para buscar o Cisne e então
rastrear as constelações já bem próximas do horizonte norte,
Cefeus e Cassiopeia.

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Podemos perceber, na Ilustração abaixo,
que o Grande Triângulo do Norte
(ou Triângulo do Verão, como é conhecido no hemisfério norte)
encontra seu lugar magnânimo ao culminar nos céus estrelados!

Eu penso que é sempre uma grande emoção
visualizarmos 
o Grande Triângulo do Norte
composto pelas estrelas
Altair (Alpha Aquilae), 
Vega (Alpha Lyra) 
e Deneb (Alpha Cygnus).

 São dois pássaros voando - Águia e Cisne - e um instrumento musical tocando - Lira, Violino, Címbalo, Harpa, Cítara -, e também sempre não podemos nos esquecer que a constelação da Lira tem sido denominada de Vultur Cadens, Águia que Cai, Abutre Mergulhando, ou seja, formando uma trindade de pássaros e suas estrelas Alpha - Altair, Deneb e Vega (cujo vocábulo deriva de uma Ave de Rapina, Al Waki) : o Grande Triângulo do céu do norte! 

A Lira é uma constelação sempre maravilhosa e nos trazendo seu encantamento, seja através a observação a olho nú, ou através binóculos e telescópios.

A Lira, enquanto um instrumento musical, pode sempre estar nos apresentando apenas um dos instrumentos de sua grande orquestra....; ou pode sempre estar nos apresentando alguns ou mesmo (quase) todos os instrumentos/objetos celestiais de sua grande orquestra..;. e ainda o maestro apontando seu super telescópio para poder amealhar outros demais instrumentos/objetos celestes que aguardam serem revelados ao público sempre disposto a aplaudir a doce musicalidade advinda dessa belíssima constelação dos céus estrelados do norte! 

O simples e singular instrumento musical da Lira acontece quando a observamos a olho nú e nos deixamos encantar pela delicada música realizada através de suas cordas tremulantes sendo dedilhadas pelo mito de Orpheu. 

Alguns ou mesmo (quase) todos os instrumentos/objetos celestiais de sua grande orquestra acontece quando a observamos através simpáticos telescópios, de menor ou de maior potência.  Surgem objetos celestes admiráveis, fundamentalmente entra em cena a belíssima e sempre tão buscada e observada Nebulosa do Anel!

 O maestro regendo a grande orquestra e ainda revelando mais e mais instrumentos/objetos celestiais que aguardam por seus momentos de entrada..., acontece quando os super telescópios e a tecnologia cada vez mais avançada das várias formas de fotografia são direcionados para esta constelação! Aglomerados e Galáxias entram em cena e tomam seus lugares.

Eu diria que, nesta orquestra dos céus, o lugar do solista é ocupado pela estonteante Nebulosa do Anel que vai sendo revelada mais e mais em seus profundos segredos que repousam em seu interior aparentemente vazio e que vai se enchendo de estrelas, pouco a pouco - quanto mais avançadamente a astronomia caminha, mais profundamente investiga e traz à luz objetos celestiais ainda nem sonhados em nossa vã filosofia...!  Talvez possamos pensar que o maestro seja representado pela segunda mais brilhante estrela dos céus do norte e a quinta mais brilhante estrela de todos os céus: Vega.

Você e eu, Amantes das Estrelas, somos o público e nos posicionamos ansiosamente diante do belíssimo espetáculo apresentado no palco dos céus estrelados!


Do lado da margem do Rio do Vazio onde a constelação da Águia se encontra, poderemos em sua Cabeça, observar a intenção trina de imitação das estrelas componentes visualmente do Cinturão do Orion, o Gigante Caçador (as popularmente chamadas de Três Marias) através suas estrelas Alpha Aquilae, Altair, acompanhada de Beta Aquilae, Alshair, e de Gamma Aquilae, Reda ou Tarazed.

 Aquilo que eu, Janine, denomino enquanto Rio do Vazio, é um pedaço de escuridão, de vazio,  de fissura, de hiato, de brecha, que traz uma bifurcação, digamos assim, no caminho das estrelinhas de algodão da Via Láctea, a partir das constelações da Águia, do Escudo, da Cauda da Serpente e de Hércules, e que vai avançando tendo as constelações da Águia, de Hercules, de Sagitta, da Vulpecula e ainda a constelação da Lira em sua fronteira e concluindo seu percurso adentrando o Cisne até encontrar a praia de estrelinhas de algodão e encontrando ainda duas lagoas que terminam aos pés de Deneb, Alpha Cygnus. 

Esse Rio do Vazio é conhecido como a Grande Fissura, the Great Rift, a Grande Fenda.


A Águia voa altaneira, sempre capitaneada por suas três estrelas imediatamente acima descritas.  No entanto, também em sítios de céus escuros e transparentes, poderemos nos deixar encantar pelas presenças de três pequenas constelações aliadas à Águia.  São elas: Scutum, o Escudo, Delphinus, o Delfim, e Sagitta, a Flecha.  A meu ver, a constelação do Escudo não se mostra assim tão claramente, é mais difusa em seu delineado.  No entanto, o Delfim é de uma delicadeza ímpar em seu delineado se apresentando como se fosse uma pedra preciosa sendo esculpida com zelo..., e a Flecha nos faz sempre sorrir ao vê-la pois que se apresenta literalmente enquanto esse objeto!

Certamente, sempre que nos deparamos com a beleza de vôo realizado pela Águia - vôo esse sempre acompanhado pelo Delfim, pela Flecha, pelo Escudo e pelo Cavalo, Equuleus (confesso que não consigo bem visualizar esta pequena constelação) -, podemos ter a referência da constelação zodiacal do Capricórnio, que se apresenta, a olho nú, em um delineado de grande triângulo, realmente.  Em seguimento, entra em cena Aquarius, com seu surpreendente ziguezaguear de estrelinhas tímidas que acabam se enredilhando com os Peixes voltados para testemunharem o mito de Andromeda, através esta constelação acolhedora de nossa irmã-galáxia de mesmo nome e através o Cavalo Alado, Pegasus.

E é certo que nosso olhar voltado para Altair, Alpha Aquilae, estará sempre nos fazendo recordar a presença do Grande Triângulo formado por esta estrela e ainda por Deneb, Alpha Cygnus, e pela nossa tão já decantada e encantada e comentada Vega!  (Confesso ao Caminhante do Céu que meu quarto está voltado para o leste e fico muito feliz quando, já deitada em minha aconchegante cama, posso esperar pela chegada e saudação desta estrela, Altair, voando junto às suas duas irmãs - quase como uma repetição de As Três Marias!).

O Cisne é uma constelação imensa e muitíssimo arrebatadora, eu diria, porque se apresenta enquanto um verdadeiro e imenso pássaro voando com suas asas inteiramente abertas, esticadas, projetadas rumo norte e rumo sul, cabeça ereta e honrosa, e cauda ainda mais honrosa pois que é representada por sua estrela Alpha, Deneb (deneb é um vocábulo que quer dizer cauda, rabo).

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Saiba mais
sobre a Águia, a Lira e o Cisne
e sobre as estrelas que formam o Grande Triângulo do Norte
acessando meus Trabalhos 
em
http://oceudomes.blogspot.com.br/2014/07/lua-cheia-iluminando-o-grande-triangulo.html
e
http://oceudomes.blogspot.com.br/2014/05/lua-saudando-o-grande-triangulo-do.html



Stellarium



Podemos agora observar o fato de que o Escorpião e o Sagitário
já buscam suas descidas rumo ao horizonte oeste ou sudoeste, melhor dizendo,
e a Via Lactea vem se apresentando desde o Centauro acolhendo o Cruzeiro do Sul
(ambos já desaparecendo no horizonte mais ao sul...),
e, o Cisne, ao norte, também orienta seu voo
- juntamente com o Abutre (a Lyra) e a Águia
rumo ao horizonte oeste e noroeste...

E podemos também observar a entrada em cena de maneira bem mais enfática,
do casal figurado pelas constelações Cefeus e Cassiopeia, bem ao norte,
e de Andromeda (sempre unida ao Cavalo Alado Pegasus - que já se encontra em cena desde há muito tempo),
a Donzela Acorrentada e dona do Mito sobre Andromeda e Perseus
(sendo que Perseus ainda não encontra-se em cena!).
Quer dizer,
a Via Lactea já começa a realizar seu caminho buscando o sul....


Eu penso que também é interessante que observemos o fato
de que quando o Escorpião começa a se dirigir para
sua caída no horizonte sudoeste,
a constelação do Aquário, o Aguadeiro,
 busca ocupar seu lugar no Meio do Céu,
no zênite dos céus estrelados.

Ah, é uma verdadeira emoção poder contemplar as estrelinhas tímidas e ziguezagueantes que o Aguadeiro nos traz!

Quando eu digo "estrelinhas tímidas", estou querendo dizer que são estrelinhas bem pouco evidentes, bem pouco iluminadas, bem pouco brilhantes aos nossos olhos e que podem ser bem visualizadas somente em lugares de céus escuros e transparentes, sem dúvida alguma.

Quando eu digo "estrelinhas ziguezagueantes", estou querendo significar as verdadeiras ondinhas formadas por estas estrelinhas tímidas e que vão formando as águas derramada pelo jarro que o Aguadeiro traz!

Aliás, eu diria que a Ilustração do Aguadeiro com seu Jarro deixando a água jorrar - apresentada imediatamente abaixo -, é absolutamente perfeita para imajar aquilo que eu denomino de "estrelinhas tímidas e ziguezagueantes".

 Sinto-me também muitíssimo feliz quando consigo encontrar 
uma das Cabeças dos Peixes - que penso sempre estar um tanto enredilhada dentre as estrelinhas ziguezagueantes do Aguadeiro.  No entanto,  esta Cabeça de um dos Peixes (esse que fica bem diante do chamado Ponto Vernal, o encontro entre as Linhas do Equador Celestial e da Eclípitica), é bem arredondada, quer dizer, traz uma figura já diferenciada do caos, digamos assim, que podemos observar nas estrelinhas de Aquarius.

Um outro limite que podemos encontrar nas estrelinhas tímidas  e ziguezagueantes do Aguadeiro acontece através a belíssima estrela-alpha Piscis Austrinus, Fomalhaut, a boca do peixe do sul.  Não podemos nos esquecer que a belíssima Nebulosa Helice situa-se entre o Aguadeiro e Piscis Austrinus e bem próxima a Fomalhaut.

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Saiba mais 
sobre a Constelação do Aguadeiro, Aquarius,
acessando meu Trabalho
em
AQUARIUS, O AGUADEIRO   
http://sobreaquarius.blogspot.com.br/

Stellarium





Caro Leitor,
observe que a Ilustração abaixo nos apresenta
uma estrela que culmina: Fomalhaut, a boca do Peixes Austral,
estrela-alpha Piscis Austrinus!

Fomalhaut nos lembra Aldebaran que nos lembra Regulus que nos lembra Antares... que nos lembra Fomalhaut... que nos lembra...

- Sobre o que estou falando?

- Sobre 
as Quatro Estrelas-Reais dos antigos Persas 
e que se posicionam em quatro cantos dos céus estrelados!

 Há cerca de 5.000 anos, estas estrelas
ocupavam os tronos de marcação de Equinócios e de Solstícios, 
na chamada Era de Touro.
Eram conhecidas como as Guardiãs das Estações do Ano.

As Quatro Estrelas Reais são:

- a estrela-alpha Tauri, Aldebaran, trazendo a Primavera, a Guardiã do Leste,
- a estrela-alpha Leonis, Regulus, trazendo o Verão, a Guardiã do Sul.
- a estrela-alpha Scorpii, Antares, trazendo o Outono, a guardiã do Oeste.  
- a estrela-alpha Piscis Austrinus, Fomalhaut, trazendo o Inverno, a Guardiã do Norte.

(Sabemos que a estrela Fomalhaut não fez parte das constelações da Linha da Eclíptica.  Porém, esta é a estrela mais proeminente durante o céu do inverno, a partir do ponto de vista do hemisfério norte).

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É realmente interessante que possamos perceber
 as questões relativas às mudanças de Eras
 em termos de onde caem os Pontos de Equinócios e de Solstícios:

A Era de Gêmeos trouxe o Ponto Vernal a acontecer dentro desta constelação ocupando o lugar de Primavera, Virgem ocupando o lugar do Solstício do Verão, Sagitário ocupando o lugar do Equinócio do Outono e Peixes ocupando o lugar do Solstício de Inverno.

A Era de Touro trouxe o Ponto Vernal a acontecer dentro desta constelação ocupando o lugar de Equinócio da Primavera; Leão ocupando o lugar do Solstício do Verão; Sagitário ocupando o lugar do Equinócio do Outono e Peixes ocupando o lugar do Solstício de Inverno.

Permita-me lhe dizer, caro Amigo das Estrelas, que teria sido naquela Era que surgiu o conceito das Quatro Estrelas Reais, Guardiãs das Quatro Estações do Ano e da Vida:  em Touro, Aldebarã, o olho iluminado, guardiã do Leste; em Leão, Regulus, sua pata dianteira, guardiã do Sul; em Escorpião, Antares, a rival de Marte, Anti-Ars, gigante vermelha maravilhosa, guardiã do Oeste; e finalmente, Fomalhaut, em Pisces Austrinus, guardiã do Norte.

A Era de Áries trouxe o Ponto Vernal a acontecer dentro desta constelação ocupando o lugar de Equinócio da Primavera; Câncer ocupando o lugar de Solstício do Verão; Balança ocupando o lugar do Equinócio do Outono e Capricórnio ocupando o lugar do Solstício de Inverno.

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Leia mais sobre este Tema
acessando meu Trabalho em
http://oceudomes.blogspot.com.br/2014/06/quatro-reais-estrelas-aldebaran-regulus.html

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Observe, então, Caro Leitor,
que na Ilustração abaixo
 vamos encontrar o Escorpião já buscando deitar-se no horizonte sudoeste,
enquanto Fomalhaut impera e culmina no Meio do Céu, 
no zênite dos céus estrelados,
e podemos também observar que
entra em cena no horizonte leste
a constelação do Touro
 - cuja estrela-alpha Tauri é a maravilhosa Aldebaran!

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Saiba mais sobre as estrelas
Fomalhaut e Aldebaran
acessando meus Trabalhos 
em
http://oceudomes.blogspot.com.br/2014/04/lua-e-venus-boemias-cumprimentando.html
e
http://oceudomes.blogspot.com.br/2014/08/lua-aldebaran-e-hyades-na-madrugada-de.


Stellarium




Podemos pensar que a Ilustração abaixo vem nos começar
a bem nos situar dentro do Mito de Andromeda e Perseus
- porque neste momento podemos observar o fato
de que todas as constelações envolvidas neste Mito
já estão presentes nos céus estrelados 
(Perseus acabou de entrar em cena, juntamente com a constelação do Touro
enquanto o Escorpião encerra sua visita aos nossos olhares
que vieram observando o Revirão da Via Lactea
em nossa Longa Jornada Noite Adentro!).


É realmente interessante percebermos que as constelações de Cepheus e de Cassipeia se posicionam muitíssimo próximas ao círculo polar - e mal podem ser visualisadas por inteiro por mim (que moro em Latitude 21S52 e Longitude 43W00).  No entanto, as constelações de Perseus, de Pegasus e de Andromeda já se situam a meio caminho entre o norte propriamente dito e o Equador celestial.   

O mito de Andromeda e Perseus 
nos fala sobre o fato de que a Princesa foi acorrentada numa ilha....  Podemos, então, perceber que exatamente no Ponto Vernal, quer dizer, o ponto de entrecruzamento entre as Linhas do Equador Celestial e da Eclíptica se situa  um tantinho abaixo do Grande Quadrado que une as constelações do Cavalo Alado Pegasus e de Andromeda, na simpática e tímida em suas estrelinhas formando dois círculos, a constelação Pisces, os Peixes.  Quer dizer, o mar está implícito neste Mito de Andromeda!

E também não podemos deixar de notar que neste mar - porém um tanto mais distante, digamos assim -, nada e se apresenta de maneira absolutamente imensa o Monstro Cetus, a Baleia...., porém já no chamado hemisfério sul do Globo Celestial!  Quer dizer, Cetus é uma ameaça, sim - assim como o Mito insiste -, mas situa-se mais distanciado (mesmo que imensamente grande e chamando nossa atenção exatamente por seu tamanho descomunal....

Estas questões sempre podem ser apreciadas em lugares de céus escuros e transparentes.

Aliás, sempre que estivermos diante do Grande Quadrado do Cavalo Alado Pegasus chegando até Andromeda, constelações ao Norte,
devemos fazer um traçado diretamente para o Sul até alcançarmos e nos deixarmos embevecer pela visão maravilhosa das duas Nuvens de Magalhães!  (Aqui na roça do Sítio das Estrelas, onde moro e trabalho, um ajudante meu sempre apontava para estes dois pontos esfumaçados dos céus do sul dizendo que era as Mulas do Presépio de Jesus!).

O Mito de Andromeda

AS CONSTELAÇÕES QUE FAZEM PARTE DO MITO DE ANDROMEDA:

A Constelação de Andromeda, a Donzela Acorrentada
Andrômeda era a filha de Cefeus,  rei da Etiópia, e de Cassiopeia.  Por causa dos boatos espalhados por Cassiopéia de que a beleza de Andrômeda superava a das Nereidas, Netuno enviou um mostro marinho, Cetus, a Baleia, para devastar aquele país.  Porém, Netuno fez a promessa de libertar o país dessa devastação caso Andromeda fosse oferecida em sacrifício, sendo acorrentada a uma rocha, para ser devorada pelo monstro marinho.  No entanto, Perseus soube desse caso e salvou Andrômeda de seu tormento matando o monstro e o transformando em pedra ao lhe mostrar a cara da Medusa.  Ambos, Perseus e Andrômeda, alçaram vôo alto, sobre Pegasus, o cavalo alado, e se dirigiram para o altar onde se casaram.

A Constelação dos Peixes
É neste cenário - nos mares dos Peixes - que podemos encontrar a Ilha
onde Andromeda está amarrada às pedras e sendo ameaçada
pelo Monstro Marinho, Cetus, a Baleia.

A Constelação de Cetus, a Baleia ou Monstro Marinho
Cetus representa o monstro marinho enviado por Netuno para devorar Andrômeda. 

A Constelação de Pegasus, o Cavalo Alado
Dizem que Pegasus nasceu a partir do sangue da Medusa quando Perseus cortou fora sua cabeça.  Mais tarde, o cavalo foi domado e cavalgado por Bellerofonte que se cansou das questões pertinentes à Terra e tentou voar em direção aos céus porém caiu.  Pegasus, no entanto, continuou sua cavalgada, entrando no céu e tomando seu lugar entre as estrelas.

A constelação de Perseus, o Herói e Campeão
Perseus, era filho de júpiter e Danae, portanto, um semideus a quem Mercúrio deu de presente espada, capa e asas nos pés e também o escudo pertencente à Minerva.  O herói matou a Medusa ao cortar sua cabeça e mais tarde, salvou Andrômeda, com quem se casou e teve alguns filhos.  Quando retornava para sua casa, ele matou acidentalmente seu próprio avô e endoideceu de tanta dor, mas Júpiter apiedou-se dele e o colocou entre as estrelas.

A Constelação de Cassiopeia, a Rainha Invejosa, a Mulher Sentada
Andrômeda era a esposa do rei Cefeus, da Etiópia, e mãe de Andrômeda.  Ambas eram belíssimas mas alguns dizem que Cassiopéia era muitíssimo invejosa da beleza de sua filha...  e espalhou o boato que esta era ainda mais bela do que as Nereidas.  Um monstro marinho, Cetus, a Baleia, foi então enviado por Netuno ou para devastar todo o país ou somente para devorar Andrômeda, que seria acorrentada a uma rocha.  Sabemos que Perseus salvou Andrômeda e com ela se casou.  Mas por todos esses acontecimentos, Cassiopeia foi condenada a se sentar em seu trono e rodear o pólo norte de cabeça para baixo, como um lição de humildade.

A Constelação de Cefeus, o pai de Andrômeda 
Cefeus, rei da Etiópia, foi levado aos céus  conjuntamente com sua esposa, Cassiopeia, e sua filha Andrômeda em comemoração sobre os eventos e realizações atuados por Perseus.

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Ah, a observação dos céus estrelados a olho  nú é algo realmente encantador, emocionante e somente aqueles que se dedicam a esse tipo de observação-          saindo de suas poltronas (the arm-chair astronomer) e das telas maravilhantes de seus computadores -, conseguem compreender o maravilhamento que as estrelas e suas constelações e alguns objetos celestes visíveis à vista desarmada nos proporcionam, gratuitamente e quase eternamente....

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Saiba mais 

sobre a Constelação de Andromeda
acessando meu Trabalho
em
ANDROMEDA,  
A PRINCESA ACORRENTADA
 http://sobreandromeda.blogspot.com.br/

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Caro Leitor,
veja que na Ilustração abaixo,
a constelação do Escorpião está realmente escondendo-se
no horizonte sudoeste...,
enquanto podemos já observar
que a constelação do Gigante Caçador Orion vem entrando em cena,
no horizonte leste.

Nossa Longa Jornada Noite Adentro
acompanhando o Revirão da Via Lactea
vem encontrando um tom de conclusão...

No entanto, ainda uma outra Jornada poderá vir a ser encetada
- assim como você, Caro Leitor, poderá vir a observar
na segunda parte desse nosso Trabalho.


Stellarium



Quando o Gigante Caçador Órion entra em cena no horizonte Leste,
o Escorpião despede-se da cena, caindo no horizonte Oeste.

Observe, Caro Leitor,
que toda a abóbada celeste
em seus quatro cantos,
em seus todos horizontes,
tudo encontra-se acolhendo um tantinho
 de caminho de estrelinhas esfumaçadas,
um tantinho de Via Lactea!

Me parece que a abóbada celeste
se apresenta como um verdadeiro colchão de estrelas iluminando suas bordas;
ou como um espelho emoldurado de luzes encantadoras e emocionantes,
algumas inefáveis, sutis,
outras mais intensas, veementes, grandiosas, chamativas!


Stellarium


A chegada  da luz do Sol
é sempre um acontecimento inexorável de ser realizado, não é verdade?


Stellarium



Ah, que belo momento!
A Via Lactea emoldura por inteiro
a abóbada celeste!

No entanto,
existe um andar de carruagem, digamos assim,
quando poderemos perceber
que aquilo que vemos como Via Lactea apresentando-se desde o sudoeste até o noroeste.... vai se escondendo...,
enquanto aquilo que percebemos como Via Lactea apresentando-se desde o sudeste até o nordeste
- a partir da entrada em cena do Gigante Caçador Orion -,
começa a invadir a abóba celeste,
realizando sua viagem...



Stellarium


Esta nova viagem, Caro Leitor,
Longa Jornada Noite Adentro,
a partir da chegada do Gigante Orion,
poderá estar sendo por nós vivenciada
na segunda parte desse nosso Trabalho, 
em http://oreviraodavialactea.blogspot.com.br/.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward



https://www.facebook.com/CapturingTheNight/photos/pb.386621064729791.-2207520000.1409394819./672964752762086/?type=1&theater
"Green Energy"



http://www.space.com/27028-stunning-night-sky-photos-september-2014.html
By Space.com Staff  

Milky Way Over San Pedro de Atacama


Credit: William Praniski

The summer night sky can be a wonderland for amateur astronomers and seasoned astrophotographers, offering views of planets aplenty. In this gallery, you'll see some of the most amazing night sky views sent in to Space.com in September 2014 by stargazers.
Here: Astrophotographer William Praniski captured this photo of two observers and the majestic Milky Way overhead from the Chilean town of San Pedro de Atacama, taken July 27, 2014.