quinta-feira, 25 de junho de 2015

Vênus e Júpiter aproximando-se; Lua e Spica aproximando-se; Saturno aproximando-se da Balança


Olá!

O céu do cair da noite vem se mostrando esplêndido,
não é verdade?

Vênus e Júpiter estão cada vez mais próximos
- hoje, dia 25, serão apenas três graus de distância visual
entre esses belos Planetas!
(No dia 30 de junho, estarão par a par!)

A Lua Crescente vem iluminando de tal forma
o céu estrelado..., que as estrelas mais tímidas
começam a se esconder.
No entanto, Spica, estrela-alpha Virginis,
vem se mostrando gloriosa
em sua espera pela visita de Selene.

Quando a Lua beija a estrela-alpha Virginis, Spica, Espiga,
parece que toda a constelação da Virgem festeja esse encontro!

Saturno vem andando em marcha-a-ré
e, mesmo que vagarosamente,
podemos acompanhá-lo noite após noite,
despedindo-se da constelação do Escorpião
(por algum tempinho apenas)
e já adentrando a constelação da Balança.

A observação dos céus estrelados
a olho nu, em visão desarmada,
é sempre uma grande prazer,
Caro Leitor.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward



Stellarium
Stellarium 




Quando a Lua beija a estrela-alpha Virginis, Spica, Espiga,
parece que toda a constelação da Virgem festeja esse encontro!


Digo isso porque penso que o simples nome 'Spica" parece evocar a Virgem...;

assim como Aldebaran acende o Olho Iluminado do Touro...,;

... Vega faz tocar imediatamente a Lira...;

... Altair e suas duas irmãs 
nos fazem levantar voo junto à Águia...;

... 'A Intrometida" (Epsilon Cruccis) 
nos leva a rezar diante do Cruzeiro do Sul...;

... Rigel Kent confirma nossa proximidade 
à Proxima Centauri...;

... Regulus nos curva 
diante do Pequeno Rei dos animais, o Leão...;

... Algol nos faz  desviar nosso olhar 
e tremer diante de Perseus...,;

... Castor e Pollux nomeiam os Gêmeos...;

...Rigel marca um pé já entrando nas águas
do Rio dos céus estrelados, Eridano, 
em cuja estrela Achernar sua Foz acontece...
enquanto o Navio navega pilotado por Canopus...;

...  As Três Marias 
(Alnilan, Alnitak e Mintak)
 são inconfundíveis e não há quem não as conheça...;

...  Antares faz bater o coração do Escorpião...;

...  Alnair baliza o pelotão voador do Grou...;

... Deneb ajuda o Cisne a levantar voo...;

... o Grande Quadrado nos convida a voarmos
 sobre o Cavalo Alado, Pegasus...;

.... o Bule de Chá torna o Centauro Arqueiro, Sagitário,
 um simpático anfitrião...;

assim como Merak e Dubhe (estrelas Alpha e Beta Ursae Majoris) 
nos apontam nosso caminho rumo ao Norte da vida.




Stellarium 




A Virgem carrega um ramo de trigo
- Spica, a Espiga  -
e sempre nos faz pensar
que a Espiga de trigo não faz sentido 
se não estiver sendo acolhida pela mão da Virgem....,
assim como a Virgem (quase) não faz sentido 
se não estiver
trazendo consigo um ramo de trigo,
um símbolo de fertilidade
(possivelmente esta fertilidade é realizada
 através o mundo de galáxias
que o corpo virginal esconde de nossos olhares 
em visão desarmada,
mas que nos revela através as lentes ópticas
mais e mais voltadas para o espaço profundo
e para o retorno no tempo).

Com um abraço estrelado,
Janine Milward





Ramos de Trigo - Vincent Van Gogh, Junho de 1890  - Van Gogh Museum


http://www.daviddarling.info/encyclopedia/S/Spica.html
Spica. Credit: Albert Manzanares
Copyright © The Worlds of David Darling



Spica.  Alpha Virginis. 
Ascensão Reta 13h 24,1m  Declinação -11o 03’
Magnitude visual 1,21 - Distância 220 anos-luz

Uma estrela binária branco brilhante no ramo de trigo  
que a Virgem carrega em sua mão voltada para o sul. 

Freqüentemente chamada de Arista 
(nome também usado para designar esta constelação) 
e também conhecida como Azimech.
 Os hindus a conheciam como Citrã, a 12a. Nakshatra, 
como se fosse uma Lâmpada ou uma Pérola.

Na Babilônia e representando toda a constelação, 

era personificada como a Esposa de Bel ou a Guirlanda da Virgem.

Para os chineses, Spica significava a grande favorita, Kió, 

a estrela da primavera.

Era conhecida no Egito como Repã, o Senhor, e em tempos 3200 AC, 

um templo em Tebas foi erigido orientada através o poente de Spica.

Da mesma forma, já em 2000 AC, assim aconteceu para o templo do Sol. 

 Também assim aconteceu para dois templos na Grécia 
construídos quase tocando um ao outro, erigidos em 1092 e 747 AC.  
Outros templos na Grécia antiga apresentaram a mesma orientação.


Foi através da observação desta estrela bem como de Regulus 

em cerca de 300 AC, anotada pelo alexandrino Timochares, 
que, após comparação com seus próprios apontamentos 150 anos mais tarde, 
Hiparchos trouxe para si o crédito 
de sua grande descoberta acerca a precessão dos equinócios
 - mesmo que os apontamentos da Babilônia 
e as orientações de construção dos templos no Egito e na Grécia, 
indicaram um conhecimento prático sobre esta questão.






VIRGO, A VIRGEM

O MITO
em suas variações:


Esta constelação representa Erigone, filha de Icarius, que se enforcou por causa da grande dor causada pela morte de seu pai.  Outros dizem que é Astraea, filha de um dos Titans, e que lutou com alguns deuses contra seu próprio pai.

Em outra versão, esta constelação representa Perséfone, filha da irmã de Júpiter, Ceres, (Demeter).  Ceres é a deusa da agricultura e aquela que ensinou aos homens plantarem o trigo, colherem e fazerem o pão que os alimenta. (A Estrela-Alpha Virgo representa a espiga de trigo, é Spica).  

Um belo dia, Perséfone estava colhendo flores no campo e foi avistada por Plutão, o deus dos mundos ínferos, que por ela se apaixonou perdidamente e com ela quis se casar e de tal forma que a raptou e a levou para os mundos ínferos, onde habitava.

Quando Ceres descobriu que Plutão havia raptado sua filha, foi até os mundos ínferos para busca-la e traze-la de volta à Terra, porém em vão.

Ceres ficou tão entristecida que não mais quis tomar conta da agricultura da Terra e nada cresceu no solo naquele tempo e os homens ficaram famintos, à beira da morte. 

Júpiter, então, teve que intervir nesta situação e anunciou à Ceres que sua filha poderia retornar ao seu lado - desde que não comesse absolutamente nada enquanto ainda estivesse nos mundos ínferos.  No entanto, Plutão ofereceu alguns grãos de romã à Perséfone e que os comesse de maneira que levasse uma boa memória de seu marido e de sua vida nos mundos ínferos.  

Quando Ceres soube do ocorrido, Perséfone já havia sido trazida dos mundos ínferos por Mercúrio e encontrado-se com sua mãe.  Neste caso, Ceres foi informada que estaria sendo acompanhada por sua filha durante 8 meses no ano - Primavera, Verão e Outono - e os demais 4 meses, sofreria a ausência de Perséfone que estaria retornando aos mundos ínferos e ao encontro de seu marido Plutão: é o Inverno.

De qualquer forma, Ceres ficou feliz e trouxe a vida da alimentação novamente à Terra e aos homens.

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No vale do Eufrates, onde foram criadas as constelações, a Virgem simbolizava a deusa Istar, filha do céu e rainha das estrelas.  Representada com uma espiga na mão, constituía o símbolo da fertilidade.  

Erastosthenes identificou a Virgem com  Isis, a deusa de mil-nomes, com a espiga de trigo em sua mão e que foi mais tarde deixada cair de maneira a formar a Via Láctea, ou segurando em seus braços seu filho Horus, o deus do sol, o último dos reis divinos.  

Este simbolismo antigo reapareceu na Idade Média como a Virgem Maria com seu filho Jesus e através as palavras eternas de Shakespeare: Good Boy in Virgo’s lap (O Bom Menino no Colo da Virgem).

Na Índia, Virgo era Kanya, a mãe do grande Krishna, e representada como deusa sentada diante do fogo.  

No Zodíaco Cingalês, era a Mulher no Navio e segurando um ramo de trigo em sua mão.  Possivelmente, o navio era nomeado a partir das estrelas Beta, Eta, Gamma, Delta e Epsilon, representando a quilha do navio.

Na Pérsia, Virgo era Khosha, o ramo de trigo, bem como nomeada como a Virgem inteiramente Pura.

Os turcomanos conheciam esta constelação como a Pura Virgem, Dufhiza Pakhiza.  Os chineses a conheciam como She Sang Neu, a Donzela Frígida.

No pais dos Judeus, a Virgem era Bethulah e  sempre associada com a idéia de abundância na colheita.

Virgem tem sempre sido a figura dos céus mais nomeada e mais simbolizada!

Virgem representa a mais antiga e puramente alegórica representação de inocência e de virtude.




Title: [The April, May & June Sky -- Virgo, Leo, Libra, Leo Minor, Ursa Major, Argo Navis, The Centaur, Hydra, Crater, Curvus Noctus, Boots, Bernices Hair, Asterion . . . ]  Map Maker: Elijah J. Burritt





Os desenhos formados pelas estrelas
 - AS CONSTELAÇÕES - 
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo 
e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais,
 entre o céu e a terra..., 
bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente,
vai se tornando Cosmos
 e este por nossa mente sendo conscientizado.

Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward