quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Jornada estelar entre Duas Coroas brilhando nos céus do anoitecer

Olá!

Aproveitando o fato de que a Lua Minguante
vem chegando mais e mais tarde da noite 
e iluminando as madrugadas,
por que não observamos os céus mais escuros e transparentes
bem ao cair da noite
para bem visualizarmos Duas Coroas celestes
ocupando o meio do céu, o zênite?



Stellarium



A CORONA BOREALIS E A CORONA AUSTRALIS, 

AS COROAS DO NORTE E DO SUL, 
OS COLARES COMPOSTOS DE ESTRELINHAS TÍMIDAS!


O céu estrelado sempre nos proporciona agradáveis surpresas,
e, por vezes, essas surpresas se repetem tanto nos céus mais ao norte
quanto nos céus mais ao sul.

A agradável surpresa que vos falo neste momento
vem nos apresentar não apenas uma Coroa e sim duas Coroas,
 Coroas de Estrelas, 
Colares artesanalmente realizados por estrelas tímidas
 e que se apresentam nos céus estrelados 
somente em noites sem-lua e em lugares de céus escuros e transparentes..

Existe uma Coroa mais voltada para o norte e existe uma Coroa mais voltada para o sul
 - são as denominadas Corona Borealis e Corona Australis, respectivamente.

A Coroa Boreal se posiciona entre o herói Hercules,o  Boieiro e a Serpente, em sua Cabeça.

A Coreal Austral é quase inteiramente envolvida pelo Sagitário
 porém ainda faz vizinhança com o Escorpião 
e com o Telescópio e também com Ara, o Altar.





Stellarium


Stellarium





Elijah Hinsdale Burritt (1794-1838) (editor)
W.G. Evans (engraver)





A Jornada estelar 
entre as constelações das Coroas do Sul e do Norte


Ah, sempre que sei que a constelação do Sagitário encontra-se nos céus estrelados, 
ansiosamente aguardo por noites sem-lua....,
de forma que posso bem contemplar a belíssima Corona Australis!

Esta é uma constelação preciosa, delicadíssima, uma verdadeira jóia!


Stellarium




E é muitíssimo interessante comentarmos o fato de que 
ao olharmos para a constelação da Coroa do Sul,
sempre poderemos também lançar nosso olhar praticamente seguindo uma linha 
(quase) reta para alcançarmos a constelação da Coroa do Norte!



Corona Borealis é também uma constelação preciosa, delicadíssima, uma verdadeira joia!  
O que a torna inteiramente interessante
 - além de sua figura de estrelinhas tímidas
 e ainda favorecendo a presença de sua estrela-alpha Coronae Borealis, 
Alpheca ou Gemma -, 
é o fato da proximidade real do asterismo 
formado por um retângulo com um ponto ao meio 
(estrelas bem pouco proeminentes), 
figura que representa a Cabeça da Serpente, 
a cabeça propriamente dita da serpente que o Ofiúco, o Serpentário, segura!  



Stellarium




Esta situação incrível de ser observada 
pode acontecer somente em noites sem-lua
 e em lugares de céus escuros e transparentes.


Stellarium




Duas estrelas podem nos ajudar muitíssimo nessa jornada 
entre as Coroas do Sul e do Norte:

 Corona Borealis é marcada pela presença próxima da estrela-alpha Bootes,
 Arcturus, a mais bela do hemisfério norte!


Corona Australis é marcada pela presença próxima do bule de chá 
da constelação do Sagitário
 e também da constelação do Escorpião,
marcadamente apresentando sua alaranjada/avermelhada 
estrela-alpha Scorpii, Antares,
bem como seu desenho sinuoso concluindo-se em Schaula, 
em sua cauda que orienta-se para nos trazer 
o Aglomerado da Borboleta, M6, e o Aglomerado Ptolomeu, M7.



Stellarium



Uma Coroa pode ser feita de folhas de louro, de flores entrelaçadas...,
bem como pode ser feita por joias valiosas, bem trabalhadas e bem encravadas,
um verdadeiro tesouro!

Não podemos deixar de nos maravilhar sob o céu estrelado
e com nossa visão a olho nu sempre buscando observar
as Coroas do Norte e do Sul!

Realmente, 
em noites sem-lua e em lugares de céus escuros e transparentes, 
nossa jornada através o meio do céu,
 um tantinho ao sul e um tantinho ao norte, 
na estrada estrelada que vai da Corona Australis à Corona Borealis, 
é tempo de suspirarmos de emoção 
e de desejarmos colocar em nossa cabeça uma dessas Coroas 
e na cabeça de nosso amor, a outra Coroa ... 
- mesmo que exista um rio de estrelinhas esbranquiçadas como algodão-doce 
correndo entre essas duas constelações: 
um rio leitoso chamado Via Lactea.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward



Antique Celestial Map by Ignace Gaston Pardies - 1693



Os desenhos formados pelas estrelas
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo 
e que possibilitam nossa mente 
a ir percebendo que existe mais, bem mais, entre o céu e a terra...;
 bem como percebendo que o caos, vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos 
e sendo por nossa mente conscientizado.  

Quer dizer, nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward