quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Marte e Vênus retornam aos céus estrelados das madrugadas

Olá!

Marte e Vênus retornam aos céus estrelados das madrugadas sonolentas
ainda em horizonte leste bem baixo, realmente,
sendo que Marte recém visitou o Presépio, em Cancer,
e Vênus vem passeando entre o Caranguejo e a Hydra,
saudando Alphard, estrela-alpha Hydrae!

Se quisermos observar o retorno desses dois Planetas,
eu aconselho que façamos isso nas madrugadas de amanhã e depois-de-amanhã...,
porque logo logo a Lua se tornará Cheia e preencherá com sua luminosidade intensa
a noite inteira, inteirinha, madrugada adentro, até o Sol chegar...,
e então, ofuscando nossa observação de Marte e de Vênus.

De qualquer forma, nossa observação estará possivelmente
necessitando da ajuda de um bom par de binóculos
para bem divisarmos os corpos planetários contra o pano de fundo 
de um céu já transformando-se do negro esfumaçado em azul escuro intenso
sendo mesclado aos tons alaranjados invadindo o horizonte leste
e escondendo estrelas, planetas, constelações...,
empurrando a noite e trazendo o novo dia.

A bem da verdade, a Lua continuará iluminando as madrugadas sonolentas
até por volta do dia 12 de setembro - mesmo que sempre mais e mais murchenta!

Antes disso, na madrugada do dia 10 de setembro, 
a Lua em finíssimo anel e em final de ciclo, 
estará encontrando-se entre Vênus e Marte
- A Estrela Matutina e Selene visitando o Caranguejo
 e o Planeta Vermelho transitando entre Cancer e Leo.

Nesta Postagem, Caro Leitor, encontre alguma informação
sobre a mitologia greco-romana acerca estes dois personagens
sempre tão apaixonados entre si
e sempre tão apaixonantes entre nós,
simples amantes dos céus estrelados!

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


 Stellarium
Stellarium



Os textos abaixo são sintetizados por Janine e extraídos de alguns Fascículos da antiga coleção Mitologia, publicada pela Abril Cultural, ainda na década de 1960.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Marte_%28mitologia%29#mediaviewer/File:Venus_and_Mars.jpg
Marte e Venus, por Sandro Botticelli



Marte, Deus da Guerra
e apaixonado por Vênus


A figura de um deus da guerra é comum a todos os povos antigos, porque a guerra era constante entre eles.  Assim, também para os gregos - embora estivessem mais voltados para o comércio, para as artes, para a reflexão filosófica.  Contavam com duas divindades guerreiras: Pallas Athenas (Minerva) e Ares (Marte), ambos filhos de Zeus (Júpiter), mas não venerados com igual devoção e mesma intenção.

Athenas era cultuada e invocada em todas as batalhas para inspirar atos heróicos, encorajar a defesa de ideais nobres e conduzir à vitória da inteligência sobre a força bruta.  Marte, Ares, era um deus cruel, instintivo, companheiro constante do medo, do terror e da discórdia (personificados, respectivamente, por seus filhos com Vênus, Fobos e Deimos e também por Eris)

Homero, em sua Ilíada que narra a guerra de Tróia, coloca em cena, defrontando-se diretamente, os dois deuses.

Os romanos, no entanto, tinha Mars ou Marte como o pai de Rômulo e Remo, fundadores de Roma.

Inicialmente era considerado deus das tempestades e se constituía em divindade agrícola.  Mais tarde, esta força incrível da natureza passou a ser considerada como deus da guerra, um deus guerreiro, protetor de suas lutas e de suas conquistas.  E esta evolução coincide com a própria  evolução da história romana.  Assim, na época das conquistas, os romanos colocaram o deus da guerra à frente de todas as ouras divindades.

Impetuoso nas batalhas como no amor, Marte, deus da guerra, filho de Júpiter e de Juno, uniu-se a várias mulheres, e nelas gerou numerosos filhos.

De sua aventura com a bela Vênus, nasceram Cupido, personificação do desejo amoroso, e Harmonia, esposa de Cadmo; Deimos, o terror, e Fobos, o medo, que acompanhavam o pai nos combates. 




http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Mars_Valles_Marineris.jpeg
Sourcehttp://nssdc.gsfc.nasa.gov/photo_gallery/photogallery-mars.html http://nssdc.gsfc.nasa.gov/image/planetary/mars/marsglobe1.jpg
AuthorNASA / USGS (see PIA04304 catalog page)










http://pt.wikipedia.org/wiki/Afrodite#mediaviewer/File:Sandro_Botticelli_-_La_nascita_di_Venere_-_Google_Art_Project_-_edited.jpg



Vênus (Afrodite)
nascida da espuma do mar,
Deusa do Amor
e apaixonada por Marte



Urano, o céu estrelado, uniu-se à Terra e nela fecundou os Titãs, Ciclopes e Gigantes.  Saturno, o mais jovem dos Titãs, foi o escolhido por sua mãe para livrar-se de Urano e durante a noite, quando seu pai desceu para cobrir a Terra, Gaia, aproximou-se e, com um golpe único e violento, cortou os testículos do pai e atirou-os ao mar.

O sangue de Urano jorrou sobre a Terra e novamente a fecundou: nasceram as Eríneas, terríveis deusas da vingança.  Distante, no mar, aos poucos foi se formando uma espuma, nascida dos órgãos arrancados de Urano.  E desta espuma brotou Afrodite, Vênus, a mais bela dentre as deusas, emergindo das águas, amparada numa grande concha de madrepérola.  Vênus é conduzida ao Olimpo e todos clamam sua beleza.

Inicialmente, Vênus era considerada a deusa do instinto da fecundidade.  Sua ação era ilimitada, abrangendo toda a natureza com seus componentes humanos, animais e vegetais. 

Acreditava-se que ela espalhava o elemento úmido, causa fundamental de todo princípio gerador e de toda a fecundidade na natureza.

Somente mais tarde é que Afrodite/Vênus passou a ser a deusa do amor - no início protetora das formas mais nobres e puras desse sentimento.  Com o tempo, passou a personificar o amor em seus inúmeros aspectos, recebendo outros nomes e cultos diversos: Afrodite Urânia (celeste) que simboliza o amor puro e ideal; Afrodite Pandemos era deusa do amor sensual e venal.

Segundo Homero, somente três das divindades olímpicas não se deixavam seduzir por Vênus: Pallas Athenas (Minerva), Ártemis (Diana) e Héstia (Vesta).  Recusando-se a obedecer às suas leis, de Vênus, estas deusas têm as atribuições que os gregos consideravam mais importantes, por constituírem a nobreza e a beleza da vida: a arte, o lar e a honra.

O amor de Vênus e Marte aconteceu a partir do momento em que Marte abandonou as atitudes brutais e aproximou-se da deusa do amor oferecendo-lhe seu corpo perfeito, dizendo-lhe palavras de afeto.  Cumulou-a de ricos presentes.  Apaixonaram-se e fizeram planos para se unirem no amor.  Encontravam-se à noite enquanto Vulcano, esposo de Vênus, trabalhava em sua forjaria.  Marte sempre levava consigo o jovem Alectrião, seu confidente, para lhe avisar quando chegasse o Sol.  Uma noite, porém, Alectrião adormeceu e o Sol surpreendeu os amantes que dormiam abraçados.  O Sol, indignado, foi avisar Vulcano que, pacientemente, teceu uma rede e aguardou o momento adequado para flagrar o amor ilícito entre Vênus e Marte.  E assim aconteceu.  Alectrião foi transformado por Marte em um galo, condenado a advertir eternamente os homens do despertar do sol.

Vênus teve quatro filhos com Marte, seu amante ideal: Cupido, Harmonia, Deimos e Fobos - os dois primeiros representando os elementos positivos contidos no mito venusiano e os dois últimos, o aspecto negativo sintetizado na figura de Marte, violento deus da guerra.

Com Mercúrio, Vênus teve Hermafrodito, figura dupla de homem e de mulher.  Com Baco, Vênus gerou Príapo, protetor dos bosques, jardins e vinhas.  Com Anquises, um mortal, Vênus deu a luz a Enéias, famoso herói troiano.  Com Vulcano, seu esposo, não teve filhos.

http://esamultimedia.esa.int/multimedia/videotalk/num14/downloads/WP_03.jpg
http://www.esa.int/Our_Activities/Space_Science/Venus_Express/Wallpapers


Os textos acima são sintetizados por Janine e extraídos de alguns Fascículos da antiga coleção Mitologia, publicada pela Abril Cultural, ainda na década de 1960.


COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
JANINE MILWARD