sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Mercúrio iniciando sua visita à Virgem

Olá,

Mercúrio  continua nos encantando a visão

apresentando-se nos céus do horizonte oeste
e podendo ser visualizado através binóculos ao final da tarde
ou mesmo à visão desarmada, ao começo da noite.

Veja que neste momento, Caro Leitor,

Mercúrio vem iniciando sua visita à constelação Virgo, a Virgem,
posicionando-se quase quase exatamente no cruzamento 
entre as Linhas da Eclíptica e do Equador Celeste
- lugar denominado de Equinócio de Outono (para o hemisfério norte)
e que para nós, moradores do hemisfério sul, 
é o ponto de Equinócio de Primavera.

Observe que Mercúrio vem saudando a estrela-Beta Virginis, Zavijava,

e é interessante conhecermos o fato de que 
o eclipse solar de 21 de setembro de 1922, 
aconteceu próximo a esta estrela
 e que foi por Einstein usada para confirmar sua teoria.

Mercúrio  estará nos brindando com sua bela visão
nos céus do entardecer e ao começo da noite
ainda durante os dias conclusivos de agosto
e adentrando o mês de setembro
quando no dia 04, estará apresentando-se através
seu momento de maior elongação (27 graus),
já tendo andado um tantinho através o braço da Virgem
e posicionando-se na altura da estrela-Gamma Virginis, Porrima.

Mais adiante, no dia 17 de setembro, 
Mercúrio estará entrando em seu movimento de retrogradação,
já bem próximo à estrela-Alpha Virginis, Spica.

A partir daquele momento e a cada noite, 
celeremente Mercúrio estará buscando 
esconder-se atrás do horizonte oeste
e já não mais o estaremos observando confortavelmente, que pena...
.... até que desaparecerá totalmente,
buscando encontrar-se com o Sol.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward




Para nós, moradores do hemisfério sul,
é sempre bom nos colocarmos de frente para o norte,
tendo o oeste à nossa esquerda
e o leste à nossa direita
de maneira a bem podermos contemplar
os céus estrelados mais ao norte.


Stellarium





Stellarium









Virgem é uma constelação imensa 
e cortada pelas Linhas da Eclíptica 
e pela do Equador Celestial.  


Existe o entrelaçamento destas duas Linhas 
- o que podemos traduzir como o Ponto do Equinócio de Outono, 
que acontece bem próximo à estrela Beta Virginis, Zavijava, 
situada na cabeça da Virgem. 
(É interessante conhecermos o fato de que
 o eclipse solar de 21 de setembro de 1922, 
aconteceu próximo a esta estrela
 e que foi por Einstein usada para confirmar sua teoria).


Zavijava.  Beta Virginis. 
Magnitude 3.8
Uma estrela amarelo pálido situada na cabeça da Virgem. 
De Al Zawiah, o Ângulo, o Canil, o Recanto dos dois Vigias

 (possivelmente pelo fato de se encontrar bem próxima
 ao ponto do Equinócio do Outono) 
- porém também nomeada como A Gloriosa, A Bela. 

Os árabes chamavam esta estrela como Mashaha 

e os chineses, de Yew Chi Fa, a Mão Direita do Mantenedor da Lei.





Em termos da Linha da Eclíptica e advindos da constelação do Leão,
 realizam seus caminhos aparentes o Sol e a Lua e os Planetas, 
adentrando todos pela Cabeça da Virgem,
 bem próximos à estrela Beta, Zavijava, 
e então passando pelo ombro e pelo peito, encontrando Zaniah, 
e, já na altura da Cintura, situa-se a belíssima Porrima.  
Todas essas situações são testemunhadas pelas constelações
 da Taça e do Corvo,
 na fronteira ao sul. 

 Spica, o ramo de trigo na mão da Virgem, 
é praticamente o último momento 
em que a linha da Eclíptica toca realmente o corpo virginal, 
seguindo em direção à constelação da Balança 
e tendo a Hydra como fronteira ao sul.  

Em termos da Linha do Equador, 
é interessante observarmos o fato
 de que esta corta praticamente ao meio 
a figura delineada da Virgem, 
desde sua cabeça, seus cabelos, passando por seu rosto,
 por seu pescoço e ombros e entre seus peitos e
 avançando até encontrar a cintura 
e ainda descendo por uma de suas pernas 
até situar-se no entrecruzamento de suas panturrilhas 
e deixando a Virgem depois de tocar em um de seus pés.

O ponto de entrecruzamento das Linhas da Eclíptica e do Equador
 perfaz o Equinócio do Outono 
e isso acontece no lugar que aponta bem proximamente 
entre o cabelo e o rosto da Virgem.








Carta Celeste realizada por Mario Jaci Monteiro - CARJ
(a imagem ao inverso foi realizada por Janine)





Mercúrio, no dia 04, estará apresentando-se através
seu momento de maior elongação (27 graus),
já tendo andado um tantinho através o braço da Virgem
e posicionando-se na altura da estrela-Gamma Virginis, Porrima.

Porrima  - Gamma Virginis - Estrela Dupla
AR 12h39m  Dec. - 01o.11
magnitude visual 2,7 e 3,6  Distância entre estrelas 3”,90

Nome latino da deusa da Profecia. 
Os Latinos a chamavam também de Antevorta
 ou mesmo algumas vezes Postvorta, 
nomes de duas antigas deusas da profecia,
 irmãs e assistentes de Carmentis,
 venerado e invocado por suas mulheres.

Esta estrela Gamma foi especialmente mencionada 
como sendo Zaviat al Awwã, 
o Ângulo ou Esquina - 
Gamma situando-se a meio caminho entre Spica e Denebola, 
os lados do Canil estendendo-se ao norte e ao oeste 
e sendo marcado pelas estrelas Eta e Beta, Delta e Epsilone.

Na Babilônia era Kakkab Dan-nu, a Estrela do Herói
 - como um ponto de referência em seus anais de observação de Saturno, 
no primeiro dia de março do ano 228 AC, 
a primeira menção sobre este planeta e anotada por Ptolomeu.

Os chineses conheciam esta estrela como Shang Seang, 

o Alto (Primeiro) Ministro de Estado.




Stellarium




Mais adiante, no dia 17 de setembro, 
Mercúrio estará entrando em seu movimento de retrogradação,
já bem próximo à estrela-Alpha Virginis, Spica.

A partir daquele momento e a cada noite, 
celeremente Mercúrio estará buscando 
esconder-se atrás do horizonte oeste
e já não mais o estaremos observando confortavelmente, que pena...
.... até que desaparecerá totalmente,
buscando encontrar-se com o Sol.


Spica.  Alpha Virginis. 
Ascensão Reta 13h 24,1m  Declinação -11o 03’
Magnitude visual 1,21 - Distância 220 anos-luz
Uma estrela binária branco brilhante no ramo de trigo  
que a Virgem carrega em sua mão voltada para o sul. 
Freqüentemente chamada de Arista 
(nome também usado para designar esta constelação) 
e também conhecida como Azimech.
 Os hindus a conheciam como Citrã, a 12a. Nakshatra, 
como se fosse uma Lâmpada ou uma Pérola.

Na Babilônia e representando toda a constelação, 
era personificada como a Esposa de Bel ou a Guirlanda da Virgem.

Para os chineses, 
Spica significava a grande favorita, Kió, 
a estrela da primavera.

Era conhecida no Egito como Repã, o Senhor, e em tempos 3200 AC, 
um templo em Tebas foi erigido orientada através o poente de Spica.

Da mesma forma, já em 2000 AC, assim aconteceu para o templo do Sol.  
Também assim aconteceu para dois templos na Grécia construídos
quase tocando um ao outro, erigidos em 1092 e 747 AC.  
Outros templos na Grécia antiga apresentaram a mesma orientação.

Foi através da observação desta estrela bem como de Regulus 
em cerca de 300 AC, 
anotada pelo alexandrino Timochares, 
que, após comparação com seus próprios apontamentos 150 anos mais tarde, 
Hiparchos trouxe para si o crédito de sua grande descoberta 
acerca a precessão dos equinócios
 - mesmo que os apontamentos da Babilônia
 e as orientações de construção dos templos no Egito e na Grécia, 

indicaram um conhecimento prático sobre esta questão.



Stellarium



6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


as reprinted
in the Dover edition, 1963




Os desenhos formados pelas estrelas
 - AS CONSTELAÇÕES -
 são como janelas que se abrem para a infinitude do universo
 e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais, 
entre o céu e a terra...,
 bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos
 e este por nossa mente sendo conscientizado.

Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


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DA TERRA AO CÉU E AO INFINITO
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