sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Serpens Caput, a Cabeça da Serpente, guardando Corona Borealis,a Coroa do Norte

Olá!

Se acaso você, Caro Leitor,
quiser aproveitar estes começos de noite
de final de semana,
ainda com céus escuros e transparentes
- pois que a Lua Minguante chega somente na madrugada -,
e acampar bem acompanhado
e em lugar mais distanciado das luzes urbanas,
eu aconselharia a voltar seus olhos para
os céus mais ao norte
ir buscando a estrela-alpha Bootes, Arcturus!

Ao lado desta maravilhosa estrela mais brilhante dos céus ao norte,
tente divisar a belíssima constelação
Corona Borealis, a Coroa Boreal,
joia rara, sem dúvida alguma!

Entre Bootes, o Boieiro, e Hercules, o herói ajoelhado,
Corona Borealis, a Coroa Boreal repousa
e é bem guardada pela Cabeça da Serpente,
Serpens Caput.

A Cabeça propriamente dita da Serpente 
é de uma beleza extremamente rara,
 com suas cinco estrelas 
(pelo menos, é bem assim que as vejo e conto) 
fazendo acontecer um Asterismo 
quase realizando uma imagem de um papagaio, 
uma pandorga, um kite, uma pipa...

É uma visão bem interessante,
magnífica
- quase aterrorizante, eu diria!


Serpens Caput e Cauda Caput
- a Cabeça e a Cauda da Serpente -
é uma constelação bi-partida,
quer dizer,
são duas constelações, a bem da verdade,
sendo entremeadas pela figura ímpar
de Ophiucus, Ofiúco, o Serpentário,
Aquele que Segura a Serpente.


Segundo R. H. Allen:
..........   o Serpentário foi normalmente identificado com Asclepios ou Aesculapius, 
a quem o Rei James I descreveu como “um curador que mais tarde foi feito deus”, 
com cujas adoradas serpentes eram sempre associados 
como símbolos de prudência, renovação, sabedoria 
e o poder de descobrir ervas curadoras. 
(Leia mais em http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Gazetteer/Topics/astronomy/_Texts/secondary/ALLSTA/Ophiuchus*.html)

Ophiucus é uma constelação encontrada
bem ao lado do Escorpião
e acolhendo seu bom quinhão da Linha da Eclíptica
por onde o Sol aparentemente anda
por cerca de dezesseis dias 
após ter andado cerca de nove dias por Escorpião!


Com um abraço estrelado,
Janine Milward


Stellarium
Stellarium



A Cabeça da Serpente
junto à Corona Borealis

http://www.geonames.de/constellations.html#CrB








Celestial Charts - Antique Maps of the Heavens - Carole Stott - Crescent Books, NY, USA



EXTRACTED FROM
Urania’s Mirror is a boxed set of 32 constellation cards
 © Ian Ridpath




Eu moro num lugar de céus escuros e transparentes
 - volta e meia, nem sempre, infelizmente -, 
e em noites sem Lua, 
certamente eu aprecio imensamente observar a região entre Escorpião e Sagitário, 
sendo que  o Serpentário, Ophicus, 
vem ocupando seu espaço um tantinho mais ao norte 
e sendo enlaçado, digamos assim,
 pela Cauda da Serpente e pela Cabeça da Serpente 
- a Cauda mais grudada a Escorpião e a Sagitário 
enquanto que a Cabeça se situa mais voltada para o Boieiro, Bootes, 
sempre apresentando sua belíssima estrela-alpha Arcturus, 
a mais bela do norte, 
e desafiando Hercules e... pasme!: 
protegendo a Coroa Boreal!

Confesso que tenho uma certa dificuldade 
em divisar exatamente o Serpentário, Ophiucus 
(ainda não estudei bem esse posicionamento de estrelinhas tímidas).  
No entanto, 
a Cauda da Serpente bem como sua Cabeça são bem delineadas.

A Cabeça propriamente dita da Serpente 
é de uma beleza extremamente rara,
 com suas cinco estrelas 
(pelo menos, é bem assim que as vejo e conto) 
fazendo acontecer um Asterismo 
quase realizando uma imagem de um papagaio, 
uma pandorga, um kite, uma pipa...




The Hamlyn Enciclopedia of Stars and Planets - Antonin Ruk




É uma visão magnífica e ao mesmo tempo, aterrorizante!  

Quer dizer, a Coroa Boreal é uma constelação de delicadeza ímpar 
em suas estrelinhas tímidas...  

Mais tímidas ainda são as estrelinhas que  compõem a Cabeça
 propriamente dita da Serpente...
 e é exatamente este fato que torna este conjunto de situações 
- Coroa Boreal e Cabeça da Serpente -
 como algo que realmente vale a pena ser observado...., 
sempre em lugares de céus escuros e transparentes
 e em noites sem Lua, de preferência.




The Hamlyn Enciclopedia of Stars and Planets - Antonin Ruk



Map Maker: John Flamsteed /  MJ Fortin
Detailed star chart of the constellations Hercules and neighboring constellations, from Fortin's Atlas Celeste de Flamsteed . . , published in Paris.   
John Flamsteed was the first Astronomer Royal at the London Observatory, winning out over Edmund Halley and Isaac Newton


Os desenhos formados pelas estrelas 
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo 
e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais, 
entre o céu e a terra...; 
bem como percebendo que o caos, vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos
 e sendo por nossa mente conscientizado.  

Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward