sábado, 15 de agosto de 2015

Vulpecula et Anser, a Raposa e o Ganso

Olá!
Sempre fico feliz ao admirar e comentar
 sobre o quão rica em vizinhança estrelada
e de constelações pequenas porém encantadoras
é a maravilhosa constelação Aquila, 
a Águia em seu voo balizado por suas três estrelas
- Alshain, Terazed e Altair, estrela-alpha Aquilae!

Na descrição sobre esta vizinhança estrelada 
que visualmente apreciamos ao redor da belíssima Águia,
podemos notar  a delicadeza de figura de um diamante polido
que  Delphinus, o Delfim, nos revela!
(veja em http://oceudomes.blogspot.com.br/2015/08/a-delicada-e-maravilhosa-constelacao.html)

E também é sempre um imenso prazer
delinearmos as estrelas e comentarmos
 sobre a pequena porém encantadora
Flecha dos céus estrelados, Sagitta!
(veja em http://oceudomes.blogspot.com.br/2015/08/sagitta-estrelada-flecha-certeira_15.html)

Bem grudada à Flecha, a Seta, Sagitta,
encontra-se uma constelação criada por Hevelius, em 1690,
na intenção de ocupar um espaço no céu
com um animal (a Raposa caçando o Ganso)
tão astuto e voraz e corajoso quanto a Águia, Aquila, 
e como o Corvo Caído, Vultur Cadens (outra denominação para a Lyra!):
entrou em cena, então, a constelação Vulpecula et Anser, a Raposa e o Ganso.


Stellarium

Para nós, moradores do hemisfério sul,
é sempre bom nos colocarmos de frente para o norte,
tendo o oeste à nossa esquerda
e o leste à nossa direita
de maneira a bem podermos contemplar
os céus estrelados mais ao norte.

Stellarium




A bem da verdade 
(e como nos diz Ronaldo Rogério de Freitas Mourão),
a Via Láctea passa por Vulpécula,
 o que faz com que suas estrelas não apareçam de maneira proeminente.

Esta constelação pode ser encontrada ao longo de Sagitta 
ou a partir da estrela Beta Cygni, Albireo.  

De qualquer forma, 
mesmo não sendo uma constelação de estrelas expressivas a olho nu, 
bem ao contrário... porém nos trazendo Exoplanetas e

nos brindando com a belíssima M27, Dumbbell Nebula 

(a Nebulosa da Bolha do Sabão ou do Halteres)....,
e mesmo que ocupe uma área extensa nos céus estrelados do norte,
Vulpecula et Anser ajudam a enriquecer
a vizinhança estelar em torno à Águia
e estas constelações vicinais nos trazem muito prazer
em buscar visualizá-las e divisá-las
- sempre em noites sem-Lua e em lugares de céus escuros e transparentes.




Assim como as cartas celestes nos mostram, Vulpecula encontra-se
praticamente grudada à Sagitta 
e ambas constelações situando-se na Grande Fenda, The Great Rift, o Rio do Vazio,
a bifurcação que acontece naquele ponto da Via Lactea
 entre as estrelas Altair e Deneb, estrelas-alpha Aquilae e Cygni, respectivamente.... 
- porém é preciso que estejamos em lugar realmente de céus transparentes
para bem visualizarmos esses pormenores na Via Lactea...



Realmente, não é nada fácil divisar e visualizar Vulpecula em bons termos

- porém eu penso que existe a boa ajuda 
da imensa e belíssima constelação do Cisne, Cygnus,
 que se espraia em seu voo 
como se estivesse recém sendo alçado através os céus mais ao norte!  
A estrela-beta Cygni, Albireo
- que é sugerida ora como o Olho do Cisne e ora como o Bico do Cisne -,
aponta para a vicinitude da Raposa com o Ganso.



É bem interessante também percebermos

que as constelações Sagitta, a Flecha, e Vulpecula, a Raposa,
encontram-se bem no caminho do meio
da deslumbrante imagem que nomeamos de Grande Triângulo do Norte
(do Verão, no hemisfério norte, e do Inverno, no hemisfério sul)
realizado a partir das estrelas Alpha das constelações Aquila, Lyra e Cygnus,
quer dizer, das belíssimas estrelas Altair, Vega e Deneb!


Caro Leitor, nesta Postagem
estaremos comentando neste Trabalho
sobre o Objeto Messier encontrado em Vulpecula, a Raposa
(constelação que se encontra entre Cygnus e Aquila!),
e esse Objeto é a famosa Dumbbell Nebula, M27.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward




Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes



VULPECULA ET ANSER, 
A RAPOSA E O GANSO


Posicionamento:
Ascensão Reta 18h56m / 21h28m    Declinação +19o.5 / +29o.4


História:
Constelação formada por Hevelius em 1690 
porém hoje em dia abreviada para Vulpecula.


Algumas Informações Interessantes acerca esta Constelação:
Esta constelação pode ser encontrada ao longo de Sagitta 
ou a partir da estrela Beta Cygni, Albireo.  

A Via Láctea passa por Vulpécula,
 o que faz com que suas estrelas não apareçam de maneira proeminente.



Fronteiras:
Vulpecula situa-se entre as constelações 
Sagitta, Delphinus, Pegasus Cignus Lyra, Hercules


6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986





http://www.nightskyatlas.com/index.jsp?rightAscension=20.3&declination=23.6




http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Gazetteer/Topics/astronomy/_Texts/secondary/ALLSTA/Vulpecula*.html
Star Names
Their Lore and Meaning 

by
Richard Hinckley Allen 

as reprinted
in the Dover edition, 1963
The text is in the public domain

Vulpecula cum Ansere, the Little Fox with the Goose,

is known in Italy as Volpe colla Oca; in Germany as Fuchs, or Füchschenmit der Gans; and in France as Petit Renard avec l'Oie.
Smyth wrote that this is
a modern constellation, crowded in by Hevelius to occupy a space between the Arrow and the Swan, where the Via Lactea divides into two branches. For this purpose he ransacked the informes of this bifurcation, and was so satisfied with the result, that the effigies figure in the elaborate print of his offerings to Urania. He selected it on account of the Eagle, Cerberus and Vultur Cadens. "I wished," said he, "to place a fox and a goose in the space of the sky well fitted to it; because such an animal is very cunning, voracious and fierce. Aquila and Vultur are of the same nature, rapacious and greedy."
The two members are sometimes given separately; indeed the Anser is often omitted. Flamsteed's Atlas shows both, but separates the titles; and Proctor arbitrarily combined both in his Vulpes. Astronomers now call the whole Vulpecula.
Its inventor saw 27 stars here, but Argelander catalogued 37, and Heis 62. They come to the meridian toward the end of August.
Although I have elsewhere found no named star in Vulpecula, and its p474general faintness would render it doubtful whether there ever has been one, yet the Standard Dictionary says of it under the word Anser:
a small star in the constellation of the Fox and the Goose;
and the Century Dictionary has much the same. This may have been α, the lucida, a 4.4‑magnitude just west of the Fox's head.
A meteor stream, the Vulpeculids, appearing from the 13th of June to the 7th of July, radiates from a point in this constellation; but the latter's most noteworthy object is the Double-headed Shot, or Dumb-bellNebulaNGC 6853, 27 M., just visible in a 1¼‑inch finder, 7° southeast from the star Albireo.






http://www.iau.org/static/public/constellations/gif/VUL.gif





M27,
O ÚNICO OBJETO MESSIER
NA CONSTELAÇÃO DA RAPOSA:





http://www.ipac.caltech.edu/2mass/gallery/dumbbellatlas.jpg


Messier 27

Planetary Nebula M27 (NGC 6853), type 3a+2, in Vulpecula

Dumbbell Nebula


[m27.jpg]
Right Ascension19 : 59.6 (h:m)
Declination+22 : 43 (deg:m)
Distance1.25 (kly)
Visual Brightness7.4 (mag) 
Apparent Dimension8.0x5.7 (arc min)


Discovered by Charles Messier in 1764.

The Dumbbell Nebula Messier 27 (M27, NGC 6853) is perhaps the finest planetary nebula in the sky, and was the first planetary nebula ever discovered.

On July 12, 1764, Charles Messier discovered this new and fascinating class of objects, and describes this one as an oval nebula without stars. The name "Dumb-bell" goes back to the description by John Herschel, who also compared it to a "double-headed shot."

We happen to see this one approximately from its equatorial plane (approx. left-to-right in our image); this is similar to our view of another, fainter Messier planetary nebula, M76, which is called the Little Dumbbell. From near one pole, it would probably have the shape of a ring, and perhaps look like we view the Ring Nebula M57.
.....................................

LEIA MAIS
em
http://messier.obspm.fr/m/m027.html






http://en.wikipedia.org/wiki/Dumbbell_Nebula#mediaviewer/File:M27_-_Dumbbell_Nebula.jpg
M27 - Dumbbell Nebula
The Dumbbell Nebula — also known as Messier 27 or NGC 6853 — is a typical planetary nebula and is located in the constellation Vulpecula (The Fox). The distance is rather uncertain, but is believed to be around 1200 light-years. It was first described by the French astronomer and comet hunter Charles Messier who found it in 1764 and included it as no. 27 in his famous list of extended sky objects. Despite its class, the Dumbbell Nebula has nothing to do with planets. It consists of very rarified gas that has been ejected from the hot central star now in one of its last evolutionary stages. Colours & filters Band Wavelength Telescope Optical B 429 nm Very Large Telescope FORS1 Optical Oiii 501 nm Very Large Telescope FORS1 Optical H-alpha 656 nm Very Large Telescope FORS1 .






http://www.raremaps.com/gallery/detail/33140/Aquila_Sagitta_Vulpecula_and_Anser_Delphinus/Flamsteed.html
Title: Aquila, Sagitta, Vulpecula & Anser Delphinus.   Map Maker: John Flamsteed


NGC 6853 - M 27 - Vulpecula  - Nebulosa Planetária - Bolha de Sabão
Ascensão Reta  19h58m      Declinação +22o.40
Tipo Nebulosa Planetária  NP       Dimensão 7,0        Magnitude 20
Magnitude da Estrela associada 13            Distância em anos-luz  3,5
Encontrada mais ao sul e na fronteira com Sagitta.
 É uma nebulosa planetária e conhecida como Dumbbell.


6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


See Explanation.  Clicking on the picture will download
 the highest resolution version available.
http://apod.nasa.gov/apod/ap111227.html
M27: The Dumbbell Nebula
Image Credit & Copyright: Bill Snyder (Bill Snyder Photography
 Explanation: The first hint of what will become of our Sun was discovered inadvertently in 1764. At that time, Charles Messier was compiling a list of diffuse objects not to be confused with comets. The 27th object on Messier's list, now known as M27 or the Dumbbell Nebula, is a planetary nebula, the type of nebula our Sun will produce when nuclear fusion stops in its core. M27 is one of the brightest planetary nebulae on the sky, and can be seen toward the constellation of the Fox (Vulpecula) with binoculars. It takes light about 1000 years to reach us from M27, shown above in colors emitted by hydrogen and oxygen. Understanding the physics and significance of M27 was well beyond 18th century science. Even today, many things remain mysterious about bipolar planetary nebula like M27, including the physical mechanism that expels a low-mass star's gaseous outer-envelope, leaving an X-ray hot white dwarf.



Nebulosa do Haltere (Messier 27, NGC 6853), foi a primeira nebulosa planetária descoberta. Está localizada a cerca de mil e duzentos anos-luz de distância da Terra, na direção da Constelação da Raposa.4
Foi descoberta em 1764, por Charles Messier. Com seu brilho de magnitude aparente 7,5 e com diâmetro aparente de cerca de 8 minutos de arco, é facilmente visível combinóculos e bastante observada por astrônomos amadores. Situa-se aproximadamente a 1000 anos-luz em relação à Terra e sua idade, cerca de 10 000 anos, é extremamente pequena em termos astrônomicos, embora comum para nebulosas planetárias.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nebulosa_do_Haltere

http://en.wikipedia.org/wiki/Dumbbell_Nebula#mediaviewer/File:Weighing_in_on_the_Dumbbell_Nebula.jpg
Weighing in on the Dumbbell Nebula
NASA/JPL-Caltech/J. Hora (Harvard-Smithsonian CfA) - JPL
Image from the Spitzer Space Telescope.
The Dumbbell nebula, also known as Messier 27, pumps out infrared light in this image from NASAs Spitzer Space Telescope. Spitzers infrared view shows a different side of this recycled stellar material. It is interesting how different Spitzers view of the Dumbbell looks compared to optical images, comments Dr. Joseph Hora of the Harvard Smithsonian Center for Astrophysics. The diffuse green glow, which is brightest near the center, is probably showing us hot gas atoms being heated by the ultraviolet light from the central white dwarf. A collection of clumps fill the central part of the nebula, and red-coloured radial spokes extend well beyond. Astronomers think these features represent molecules of hydrogen gas, mixed with traces of heavier elements


http://en.wikipedia.org/wiki/Dumbbell#mediaviewer/File:TwoDumbbells.JPG



http://en.wikipedia.org/wiki/Dumbbell#mediaviewer/File:Halteres_from_ancient_Greece.JPG
Halteres from ancient Greece
Portum (talk). Original uploader was Portum at en.wikipedia

Foi a primeira nebulosa planetária a ser descoberta e o primeiro a visualizá-la foi o astrônomo francês Charles Messier, em 12 de julho de 1764. Ele descreveu o objeto como uma nebulosa oval sem estrelas. O nome "haltere" foi dado por John Herschel, que o comparou-o a uma "marca de dois tiros próximos".5
A partir da Terra, tem-se a vista equatorial da nebulosa planetária, de forma semelhante à vista de outra nebulosa planetária, aPequena Nebulosa do Haltere (Messier 76). Posicionando-se em um dos polos da nebulosa, seria possível visualizar sua forma de um anel, forma semelhante a nebulosa do Anel (Messier 57).5
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nebulosa_do_Haltere


Like many nearby planetary nebulae, the Dumbbell contains knots. Its central region is marked by a pattern of dark and bright cusped knots and their associated dark tails (see picture). The knots vary in appearance from symmetric objects with tails to rather irregular tail-less objects. Similarly to the Helix Nebula and the Eskimo Nebula, the heads of the knots have bright cusps which are local photoionization fronts.[5]





http://en.wikipedia.org/wiki/Dumbbell_Nebula#mediaviewer/File:M27_Knots.jpg
M27 Knots



A estrela central de M27 é uma estrela anã brilhante, de magnitude aparente 13,5, e é extremamente quente, azul, com temperaturasuperficial de 85 000 K, pertencente à classe espectral O7, com uma provável companheira de magnitude aparente 17.5
Adotando-se um valor médio para sua distância em 1 200 anos-luz, a luminosidade intrínseca da nebulosa é cerca de 100 vezes mais do que a luminosidade solar (-0,5 demagnitude absoluta), embora a estrela geradora da nebulosa tenha apenas um terço da luminosidade solar e sua companheira apenas um centésimo, considerando-se oespectro visual. A grande luminosidade da nebulosa deve-se a absorção radiação de alta energia da estrela central e na sua reemissão no espectro visível, sendo a maior parte emitida em apenas uma linha espectral centrada no verde, conhecida como a linha 5007 Ångström, gerada pela dupla ionização do oxigênio.5
Praticamente nos limites da nebulosa, existe uma estrela variável, em correlações com a nebulosa, chamada variável de Goldilocks. Esta nebulosa planetária apresenta uma aparência de esferoide dilatada e é visível da perspetiva terrestre ao longo do plano de seu equador.5
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nebulosa_do_Haltere



http://www.raremaps.com/gallery/detail/33140/Aquila_Sagitta_Vulpecula_and_Anser_Delphinus/Flamsteed.html
Title: Aquila, Sagitta, Vulpecula & Anser Delphinus.   Map Maker: John Flamsteed



Os desenhos formados pelas estrelas 
- AS CONSTELAÇÕES -
 são como janelas que se abrem para a infinitude do universo
 e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais, 
entre o céu e a terra..., bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos 
e este por nossa mente sendo conscientizado.

Quer dizer, nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


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DA TERRA AO CÉU E AO INFINITO
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