domingo, 13 de setembro de 2015

O simpático triângulo de estrelinhas formando o Capricórnio



Olá!

Nesses momentos de ausência de Lua,
por que não buscarmos a constelação do Capricórnio?

 Stellarium
Stellarium



Capricórnio é uma constelação acolhendo estrelas bem tímidas
e que podem ser bem visualizadas 
somente em lugares de céus escuros e transparentes.

Sempre existem algumas estrelas e algumas constelações
nas redondezas
e que podem bem nos auxiliar em bem encontrarmos
a constelação Capricornus, o Capricórnio.

Um tantinho ao norte,
estaremos encontrando a bela Altair, estrela-Alpha Aquilae.
ainda um tantinho mais ao norte, a belíssima Vega, estrela-Alpha Lyrae
sempre nos atrai a atenção, um verdadeiro farol!

Capricórnio é antecedido nos céus estrelados
pelo inconfundível Bule de Chá
que podemos divisar em Sagittarius, o Sagitário, o Arqueiro.

E, certamente, sempre nossos olhos reconhecem Scorpio,
o Escorpião dos céus estrelados
apresentando sua estrela-Alpha Scorpii, Antares,
bem como sua cauda bem sinuosa e instigante
e nos revelando a sedutora Shaula.

Uma luz de amarelo pálido e sem piscar...,
quem será?
Saturno, o Senhor dos Aneis, despedindo-se de Libra
e a cada noite aproximando-se, vagarosamente,
das Garras (ou Cabeça) do Escorpião.

Nos céus estrelados do sul, 
não deixamos de observar a bela Fomalhaut,
estrela-Alpha Piscis Austrinus
 - uma estrela realmente proeminente
nestes lugares do céu estrelado do sul 
que carecem de luzes estelares que enfeitem nosso olhar 
(e, mesmo não pertencendo à Linha da Eclíptica,
Fomalhaut foi considerada como a Guardiã do Inverno,
 Estrela-Real dos antigos persas).


Stellarium



A primeira vez em que observei 
o delicado desenho da constelação do Capricórnio
foi em Lumiar, no Estado do Rio de Janeiro, 
em um sítio distante das luzes poluentes
da montanhosa cidade de Nova Friburgo que me acolheu nesta vida!

Foi um momento bem inesquecível 
porque me vi diante de um pequeno triângulo formado por tímidas estrelas
 - como se parecesse uma "fraldinha" .....-,
 e é bem assim que costumo me referir à visualização 
da constelação do Capricórnio.






É sempre bem interessante observarmos as estrelas
 que perfazem a galhada da Cabra
e bem me recordo que num dia em passado distante
eu havia lido o Professor Ronaldo Rogério de Freitas Mourão
nos dizer que Urano é um planeta que pode ser visualizado a olho nu
quando em noites extremamente límpidas e transparentes.

Tentei e tentei e tentei e tentei
 - quando Urano estêve visitando as estrelas 
recepcionistas, digamos assim, da constelação do Capricórnio... -,
 mas foi em vão, não consegui, que pena. 
(Penso que isso aconteceu no miolo dos anos noventa, não estou bem certa, 
e talvez eu ainda estivesse bem inexperiente em termos de observação dos céus).


Bom final de domingo, bons estudos e boa observação!

Com um abraço estrelado,
Janine Milward



Indi Susann Papke Photography





Mario Jaci Monteiro - Cartas Celestes, As Constelações
CARJ/MEC/CAPES/PADCT-SPEC





CAPRICORNUS, Capricórnio,
A CABRA


Posicionamento:
Ascensão Reta 20h4m / 21h57m   Declinação -8o.7 / -27o.8


Mito:
Durante a guerra contra os Gigantes, os Deuses foram levados ao Egito, sendo perseguidos por Tifão.  Para escaparem do inimigo, os Deuses tiveram que trocar de forma.  Pan, mergulhando no Milo, ficou com a parte superior de seu corpo transformada em cabra e a parte inferior, em peixe.  Júpiter considerou que este feito merecia ser comemorado nos céus.


Algumas Informações Interessantes acerca esta Constelação:

A denominação Capricórnio, dada pelos caldeus e babilônios, prende-se talvez a uma associação com as cabras que desciam das montanhas com a chegada do inverno; o Sol atinge neste asterismo o seu maior afastamento do Pólo Norte.

Há 2 mil anos, com efeito, o Sol atingia Capricórnio no solstício do inverno e Câncer, no solstício do verão.  Daí a denominação dada pelos geógrafos à linha que passa a 23o ao sul do Equador de Tropico de Capricórnio, e à que passa a 23o ao norte de Equador, de Tropico de Câncer.  O Sagitário é, atualmente, o ponto onde o sol se encontra quando está mais ao sul.



Fronteiras:
A constelação de Capricornus faz fronteira com Pisces Austrinus, Aquarius, Áquila, Sagittarius, Microscopium

6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986







Algumas Estrelas 
e um Aglomerado Globular (M30), 
em Capricórnio:

 Prima Giedi.  Alpha Capricornii.  Estrela Múltipla
  1. Prima Giedi - AR 20h14m  Dec.  - 12o.40  Magnitude 4,6 e 9,0  distância entre estrelas 45”,50
  2. Secunda Giedi - AR 20h15m  Dec. - 12o.42  Magnitude 3,8 e 10,6  distância entre estrelas 7”,10
Uma estrela múltipla, amarelada, meio cinza, meio lilás, situada na galhada norte da Cabra.  De Al Jady, a Cabra.


Dabih.  Beta Capricornii.  Estrela dupla.
Uma estrela dupla porém múltipla através o telescópio.  Suas cores são amarelo alaranjado e azul celeste, e situa-se no olho esquerdo da Cabra.  Carniceiro, vocábulo proveniente da expressão árabe Al Sad al Dhabih, a Sorte do Carniceiro.


Deneb Algedi.  Delta Capricorni.  Estrela variável
Magnitude visual 2.95 e -2.88 - cerca de 50 anos-luz de distância
Uma estrela pequena no rabo da Cabra.  De Al Dhanab al Jady, a Cauda da Cabra.  Também conhecida como Scheddi, designação de Gamma Capricornii.


Oculus. Eta Capricornii. 
Uma pequena estrela no olho direito da Cabra.


. Bos. Ro Capricornii. 
Uma estrela pequena situada na face da Cabra.


Armus.  Eta Capricorni. 
Situada no coração da Cabra.


Dorsum.  Teta Capricorni. 
Uma estrela pequena situada nas costas da Cabra.


Castra. Epsilon Capricorni. 
Uma estrela pequena na barriga da Cabra.


Nashira.  Gama Capricorni. 
Situada na cauda da Cabra. De A As’d al Nashirah, o Afortunado ou Aquele que Traz Boas Ondas.  Em outra versão, A Sorte da Semeadura, nome árabe que alude à influência desta estrela nas atividades agrícolas.




Stellarium


NGC 7099 - M 30 - Aglomerado Globular Capricórnio
Ascensão Reta 21h39m       Declinação -23o.15
Magnitude fotográfica global  8,6      Diâmetro aparente  8’,9        Tipo Espectral A7
Distância kpc   12,6    Velocidade Radial (km/s)   - 164
 Próximo da estrela 41 Capricornii, este aglomerado globular apresenta um núcleo brilhante, quando visto de binóculos.  Com telescópio, são vistas cerca de 30 estrelas.


6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986








 Messier 30 (NGC 7099) é um aglomerado globular localizado na constelação de Capricornus. Foi descoberto por Charles Messier em 1764.
M30 está a uma distância de cerca de 26 000 anos-luz da Terra e é, em geral, o último objeto a ser visualizado em uma Maratona Messier, uma competição entre astrônomos amadorescom o objetivo de visualizar o maior número possível de objetos Messier em apenas uma única noite.

Descoberta e visualização

aglomerado globular foi uma das descobertas originais do astrônomo francês Charles Messier, que o catalogou em 3 de agosto de 1764. Descreveu-o como uma nebulosa sem estrelas. Apenas 20 anos mais tarde, William Herschel, descobridor de Urano foi a primeiro a resolver suas estrelas mais brilhantes.7
Suas estrelas mais brilhantes podem ser vistas com telescópios amadores de aberturas maiores que 4 polegadas. Em maratonas Messier, onde astrônomos amadores são desafiados a visualizar todos os objetos Messier em apenas uma única noite, Messier 30 geralmente é o último objeto a ser localizado, não por questões de dificuldade, mas pela programação e sua posição na esfera celeste.7





Os desenhos formados pelas estrelas são como janelas que se abrem para a infinitude do universo e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais, entre o céu e a terra...; bem como percebendo que o caos, vagarosamente, vai se tornando Cosmos e sendo por nossa mente conscientizado.  

Quer dizer, nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward