segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Chuva de Meteoros - As Orionídeas - enfeitando as madrugadas entre 20 e 24 de outubro


Olá!

Caro Leitor,
esses momentos de conclusão do mês de outubro,
entre os dias 20 e 24,
- outono para o hemisfério norte e primavera para o hemisfério sul
(e Brasil já fazendo acontecer o terrível horário de verão...) -,
os céus das madrugadas sonolentas revelam a chegada
da Chuva de Meteoros - As Orionídeas -,
que, como sabemos, são meteoros aparentemente advindos
da constelação do Gigante Caçador, Orion,
um agrupamento de estrelas que não tem quem não conheça!

Você, Caro Leitor, pode optar em observar esta Chuva de Meteoros
ou em alta noite, alta madrugada, já na primeira hora do nova dia,
no horizonte leste,
ou pode optar em acordar (ainda) mais cedo
e buscar o Gigante Caçador culminando, no zênite dos céus estrelados,
e com ausência de Lua (mesmo assim, penso que cerca
de 20 meteoros apenas serão observados a cada hora).

A bem da verdade, sempre prefiro a segunda opção
- mesmo porque, Caro Leitor, meu céu rural parece acolher
um rasgo iluminado de estrelas, de norte a sul, e praticamente no zênite,
uma visão realmente estonteantemente maravilhosa!
( Confira na Ilustração abaixo).


Stellarium



Esta Chuva de Meteoros - As Orionídeas -
é advinda do Cometa Halley, famosíssimo cometa
cujo registro primeiro aconteceu em 240 antes de Cristo
e em (quase) todas suas aparições pôde ser visto a olho nú
e sempre acontecendo dentro de periodicidade de 75/76 anos, aproximadamente.
Seu nome advém de Edmond Halley, o descobridor de sua periodicidade, em 1696.

Em 1985-1986, o Cometa Halley novamente nos visitou, um tanto que de longe, admito.
E ao final desta Postagem, trago um relato meu sobre No Rasto do Cometa Halley, para aquele momento.

Uma próxima visita sua acontecerá em 2061 - se é que a Terra ainda terá água de beber, 
neste futuro tão ainda longínquo.... 
(a sêca nas regiões nordeste e sudeste do Brasil
vem nos castigando duramente, infelizmente, nestes últimos quatro a cinco anos...).

Nesta Postagem, Caro Leitor,
encontre alguma informação sobre Chuva de Meteoros
e sobre o Cometa Halley.

E ainda em próximas Postagens,
estaremos comentando sobre a tão famosa constelação do Gigante Caçador Orion!

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


Stellarium
Stellarium

Stellarium


"Leonids-1833" por Adolf Vollmy. - Via http://star.arm.ac.uk/leonid/Meteor-Shower.jpg. Licenciado sob Domínio público, via Wikimedia Commons - https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Leonids-1833.jpg#/media/File:Leonids-1833.jpg


Chuva de meteoros é um evento em que um grupo de meteoros é observado irradiando de um único ponto no céu (radiante). Esses meteoros são causados pela entrada de detritos na atmosfera a velocidades muito altas. Numa chuva de meteoros, esses detritos geralmente são resultado de interações de um cometa com a Terra, em que material do cometa é desprendido de sua órbita, ou quando a Terra cruza essa órbita.[1] A maior parte dos meteoros são menores do que um grão de areia e por isso quase sempre se desintegram e não atingem a superfície do planeta. Chuvas intensas e incomuns de meteoros são também chamadas de surtos ou tempestades de meteoros, nas quais são vistos mais de mil meteoros por hora.[2]
Esses detritos entram na atmosfera com alta velocidade e entram em combustão, formando as chamadas estrelas cadentes. As chuvas de meteoros são fenômenos periódicos anuais. As mais conhecidas e intensas são as Leônidas e as Perseidas.[3] Qualquer planeta do sistema solar com uma atmosfera razoavelmente transparente pode ter chuva de meteoros. Marte é conhecido por ter chuvas de meteoros, que acontecem com intensidade e características diferentes das da Terra.[2]
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As chuvas de meteoros são nomeadas de acordo com o nome da constelação na qual se localiza o radiante.[6] Quando há mais de uma chuva de meteoros associada a uma mesma constelação, o nome é dado de acordo com a estrela mais próxima do radiante no pico da chuva. A desinência da forma possessiva do latim é substituída por "id" ou "ids" em inglês e por "ídeos" ou "idas" em português. Por exemplo, a chuva de meteoros cujo radiante está próximo da estrela Delta Aquarii (note a desinência possessiva "i") é chamada Delta Aquarids em inglês e Delta Aquarídeos (ou Delta Aquáridas) em português. Um grupo da União Astronômica Internacional monitora as chuvas de meteoros para determinar o nome de cada uma.[5] [7]
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Uma chuva de meteoros é o resultado da interação entre um planeta, como a Terra, e o rastro de detritos produzido por um cometa ou asteroide. Os cometas podem produzir detritos de duas formas. A primeira é pelo arrastamento de partículas pelo vapor que se desprende do cometa quando este se aproxima do Sol. Segundo um estudo que Fred Whipple publicou em 1951,[8] os cometas são imensas "bolas de neve sujas" formadas por rochas e envolvidas em gelo que orbitam o Sol. Esse gelo pode ser deáguametanoamônia ou outros compostos voláteis[nota 2] sozinhos ou em combinação. Geralmente as rochas do cometa são fragmentadas, sendo partículas menores (como grãos de areia) mais comuns que outras maiores (como pequenas pedras, por exemplo).[9] Quando o cometa se aproxima do Sol, o calor faz com que os compostos voláteis sublimem, criando várias ejeções de vapor que arrastam as partículas de rochas presentes no meio do gelo. Essas rochas ficam, então, na mesma órbita do cometa e são chamados de meteoroides. Os gases liberados do cometa, no entanto, são dispersados pela radiação solar, restando apenas a trilha de meteoroides.[10]

A segunda forma foi descoberta recentemente, por Peter Jenniskens, que argumentou que a maior parte das chuvas de meteoros de curta duração não vêm da forma normal (quando as partículas são arrastadas pelo vapor de água), mas do produto de raras desintegrações, quando saem pedaços de um cometa dormente ou asteroide. Exemplos são as chuvas de meteoros Quadrântidas e Gemínidas, que surgiram, respectivamente, da fragmentação dos asteroides 2003 EH1 e 3200 Faetonte cerca de 500 a 1000 anos atrás. Os fragmentos tendem a se desintegrar rapidamente em poeira, areia e pequenas pedras, e se espalhar ao longo da órbita do cometa para formar uma densa trilha de meteoroides, que subsequentemente cruza com a órbita da Terra.[10]
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Lspn comet halley.jpg
Comet 1P/Halley as taken March 8, 1986 by W. Liller, Easter Island, part of the International Halley Watch (IHW) Large Scale Phenomena Network.

cometa Halley é um cometa brilhante de período intermediário que retorna às regiões interiores do Sistema Solar a cada 75-76 anos, aproximadamente. Sua órbita em torno do Sol está na direção oposta à dos planetas e tem uma distância de periélio de 0,59 unidades astronômicas; no afélio, sua órbita estende-se além da órbita de Netuno. Foi o primeiro cometa a ser reconhecido como periódico, descoberta feita por Edmond Halley em 1696.

Órbita

O cometa Halley foi o primeiro cometa a ser reconhecido como periódico. Reparando que as características observáveis de um cometa em 1682 eram praticamente as mesmas que as de dois cometas que tinham aparecido em 1531 (observado por Petrus Apianus) e 1607 (observado por Johannes Kepler), Halley concluiu que todos os três cometas eram na realidade o mesmo objeto que voltava de 76 em 76 anos (o período foi entretanto corrigido para 75-76 anos). Depois de uma estimativa das perturbações na orbita que o cometa iria sofrer devido à atração dos planetas, Edmond Halley previu o seu regresso em 1758. A previsão feita por Halley estava correta, embora o cometa só tenha sido observado a 25 de Dezembro de 1758 por Johan Georg Palitzsch um agricultor alemão e astrônomo amador, o cometa só passou o seu periélio em 13 de Março de 1759, a atração de Júpiter e Saturno tinham causado um atraso de 618 dias, como foi calculado, anteriormente ao seu regresso, por uma equipe de três matemáticos franceses: Alexis Claude de ClairaultJoseph Lalande e Nicole-Reine Lepaute. Halley não sobreviveu para ver o regresso do cometa, pois faleceu no ano de 1742.
A possibilidade de o cometa Halley ser periódico já tinha sido levantada no século I D.C. por astrónomos Judeus. Esta teoria baseia-se numa passagem do Talmudeque refere "uma estrela que aparece em cada setenta anos e assombra os capitães dos navios".

Aparições


O cometa Halley foi registrado pela primeira vez em 240 a.C (Registros do Historiador)
O cometa foi registrado pela primeira vez em 240 a.C. e mostrou-se visível a olho nu em todas as suas trinta aparições registradas.
Nos anos 374607837 e 1066, apresentava um brilho maior do que a mais brilhante das estrelas do hemisfério celestial norte. A aparição de 1066 ficou registrada nas tapeçarias de Bayeux. O brilho do cometa, quando está no periélio, tem sido interpretado como uma indicação de que este perde aproximadamente 3x1011 kg degás e poeira em cada aparição; este valor representa cerca de 0,1% da sua massa total. As partículas de poeira maiores compõem um grupo de meteoros que é atraído pela Terra duas vezes por ano. Isto tem como consequência as chuvas de meteoros Eta Aquáridas, no final de abril, e Oriónidas, no final de outubro.
massa deste fluxo de meteoros indica que o cometa está na meia-idade: foi capturado pelo campo gravitacional de Júpiter, que o obrigou a descrever a órbita atual mais ou menos 200 mil anos atrás, numa época em que seu núcleo tinha aproximadamente 19 km de diâmetro. Este núcleo agora tem mais ou menos 11 km de diâmetro e dentro de 300 mil anos terá desaparecido completamente. O sucesso da predição de Edmond Halley do retorno de seu cometa em 1759 foi considerado como uma prova sensacional da lei da gravitação de Newton.

1910

Em 1910, uma série de notícias a respeito do cianogénio, gás letal presente na cauda do cometa, criou um clima de pânico à escala global.
Porem o que ocasionou tal receio foi decorrente de descobertas científicas sobre a composição química dos cometas. Pela primeira vez, os astronomos identificaram os elementos químicos de um cometa, que incluía componentes venenosos, e esta informação foi divulgada pela imprensa. Houve tentativas de explicar que, mesmo ao aproximar-se mais da Terra — na noite de 18 para 19 de Maio —, o cometa não poderia envenenar. Desenrolou-se a partir daí um conjunto de superstiçõesespeculações e de exploração comercial sobre este cometa.[1]
Das mentes criativas das pessoas na época saíram máscaras para escapar aos gases, comprimidos que prometiam ser um antídoto ao veneno, e até guarda-chuvas para se protegerem. O Halley passou e continuou a sua órbita sem causar danos de qualquer espécie na Terra.[1]

1985/1986

No ano próximo à reaparição de 1986, a humanidade tinha 28 anos de era espacial e uma frota de espaçonaves foi enviada para observá-lo, inclusive a sonda Giotto em julho de 1985.
Estava também planejado que duas missões do Ônibus Espacial[2] , a STS-51-L, que resultou na destruição do Challenger, e a STS-61-E, observariam o cometa a partir da órbita terrestre baixa. A STS-61-E seria a missão seguinte a decolar após o final do voo do Challenger. Agendada para Março de 1986, transportaria o observatório ASTRO-1, uma plataforma de estudo do Halley.[3] A missão foi cancelada e o Astro-99, com uma nova circunferência de telescópios, somente foi ao espaço no final de 1990.

Aparição no futuro

O próximo periélio do Cometa Halley será em 28 de julho de 2061 e será visível em praticamente todo o planeta.



No Rasto do Cometa Halley....
O cometa causou pânico em sua passagem em 1910
Foto: Nasa / Divulgação

Olá, o ano de 1986 foi um ano absolutamente diferente em minha vida,
quando eu decidi sair no rasto do Cometa Halley e conhecer um tantinho 
do mundo....


Chá no Campo
com direito a Bath e a Stonehenge
em Domingo Outonal
do ano de 1986:

Eu estive morando em Londres
por um pedaço pequeno de tempo
e, certa vez, num domingo de verão
iluminado pelo Sol (!),
resolvemos alguns amigos e eu
irmos tomar chá no campo.

Saímos bem cedo de Londres
e nos dirigimos para não sei onde
..................... (ah, como é bom viajar e sem saber onde se está!) ..............
e paramos, no meio do caminho de Londres para algum lugar em algum campo,
em uma cidade muito simpática
- a qual viemos a saber que se chamava Bath,
o lugar onde Herschel morou e apontou seu telescópio
para um zilhão de situações astronomicas incríveis
e de onde pôde mostrar ao mundo um mundo de suas descobertas!

Mais tarde, realmente encontramos um lugar campestre e bucólico
que nos acolheu para nosso chá pós almoço.

Ao final da tarde, ao retornarmos a Londres
- em auto-estrada cheia de automóveis velozes -,
eu, meio sonolenta de tantas emoções dominicais,
soltei um gritinho de emoção:
Stonehenge!
"Pare o carro, por favor, stop the car, please!".

O motorista, um rapaz inglês casado com uma moça brasileira
(que aparece junto a mim numa foto histórica de nossas vidas!),
levou um certo susto e tentou argumentar que já era tarde
e que não queria ficar dirigindo no lusco-fusco, etc., pretendia chegar em Londres
mais cedo, isso e aquilo....

No entanto, insisti e insisti e acabei convencendo meus amigos
a conhecerem uma relíquia que os tempos antigos
nos deixaram como herança: Stonehenge.

Eu penso que a vida é bem assim,
quer dizer, situações incríveis e ímpares
nos podem acontecer sem que necessariamente as tenhamos planejado
veja você, Caro Leitor,
saímos de Londres para tomar chá no campo,
conhecemos a cidade onde Herschel morou
e conhecemos Stonehenge
e voltamos para Londres, safe and sound,
felizes e contentes.

Caro Leitor, perdoe-me pelas fotos arranhadas por um scanner antigo...
Eu sou a moçoila da direita e a moçoila da esquerda
é uma amiga também brasileira, que conheci em Londres.


COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward