sexta-feira, 9 de outubro de 2015

O Grande Triângulo do Norte no zênite e ao cair da noite

Olá!


Este é o chamado Triângulo do Verão
 (verão para o hemisfério norte e inverno, para o hemisfério sul, naturalmente). 
Talvez seja mais interessante que possamos denominar
como o Grande Triângulo do Norte!

São dois pássaros voando - Águia e Cisne - 
e um instrumento musical tocando - Lira, Violino, Címbalo, Harpa, Cítara -, 
e também sempre não podemos nos esquecer 
que a constelação da Lira tem sido denominada 
de Vultur Cadens, Águia que Cai, Abutre Mergulhando, 
ou seja, formando uma trindade de pássaros e suas estrelas Alpha
 - Altair, Deneb e Vega (cujo vocábulo deriva de uma Ave de Rapina, Al Waki) :
 o Grande Triângulo do céu do norte! 


Stellarium
Stellarium



Stellarium



Para nós, moradores do hemisfério sul,
é sempre bom nos colocarmos de frente para o norte,
tendo o oeste à nossa esquerda
e o leste à nossa direita
de maneira a bem podermos contemplar
os céus estrelados mais ao norte.


Stellarium


Stellarium



Nesta Postagem,
estaremos comentando um tantinho
sobre as constelações da Águia, da Lira e do Cisne 
e suas estrelas-Alpha,
Altair, Vega e Deneb, respectivamente.

Boa Observação e Boa Leitura!

Com um abraço estrelado,
Janine Milward  







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available.




Summer Night in Astronomy Town 
Credit & CopyrightBabak Tafreshi (TWAN)

Explanation: This serene view records a late summer night sky over the rolling, green hills of planet Earth. It was taken near the rural village of Saadat Shahr, Fars province, in southern Iran. Saadat Shahr is also known as Astronomy Town, as the inhabitants have demonstrated a remarkable passion for sky gazing. Fittingly, this Astronomy Town sky view finds a lovely part of the Milky Way near picture center. The three brightest stars are the stars of the Summer Triangle, Deneb in Cygnus (top), Altair in Aquila (left), and Vega in Lyra (right). The foreground landscape, illuminated by Astronomy Town lights, includes a kind of wild pistachio tree common in the region. To identify the stars and constellations, just slide your cursor over the image. 






http://www.raremaps.com/gallery/detail/31398op/_Lyra_Stars_Heightened_in_Gold/Bayer.html
Map Maker: Johann Bayer



Devo confessar que sou imensamente apaixonada
pela constelação da Lira!

Eu admiro profundamente sua delicadeza,
seu desenho suave tecido por estrelas suaves
e a presença inequívoca da belíssima Vega, estrela-alpha Lyrae!

A Lyra é cantada, em prosa e em verso e em imagens e em ilustrações,
ora como uma lira, ora como um violino;
ora como um abutre, Vultur Cadens; ora como um tear!



 Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes



LYRA, A LIRA



Posicionamento:
Ascensão Reta  18h12m / 19h26m     Declinação +25o.6 / +47o.7
A Constelação da Lira ocupa somente 286 graus quadrados do céu 
e está na pposição 52a. em termos de tamanho dentre as 88 constelações.

Fronteiras:
Hercules Vulpecula, Cygnus, Draco



Vega / Spitzer Space Telescope / NASA
"Vega Spitzer" por Courtesy NASA/JPL-Caltech/University of Arizona - Jet Propulsion Laboratory. Licenciado sob Domínio público, via Wikimedia Commons - http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Vega_Spitzer.jpg#/media/File:Vega_Spitzer.jpg



Vega.  Alpha Lyrae.  Estrela Dupla
Ascensão Reta 18h 36m55.7  Declinação +38o 46m56s
Magnitude visual 0,14 - Distância 26 anos-luz
Magnitude visual 0,1 e 10,5  Distância entre estrelas 62”,84
Magnitude aparente de Vega: 0,03
Classe de Vega: V   Tipo Espectral de Vega: AO

Uma estrela cor de safira pálido, situada na parte inferior da Lira (do ponto de vista a partir do norte em direção ao sul). 

É considerada a quinta estrela mais brilhante do céu, a partir de nossa simples visão desarmada, ou seja, a olho nú (as outras estrelas são, em ordem, Sirius, Canopus, Alpha Centauri e Arcturus - sendo que esta última estrela é  a primeira mais brilhante dos céus do norte, ocupando Vega a segunda posição). 

De Al Wai, Aquela que Cai, e conhecida na antiguidade como o Corvo que Cai, O Abutre Mergulhando, Vultur Cadens.   A Águia que cai, nome latino assim registrado nas Tabuas Alfonsinas, mas cuja origem provém do vocábulo árabe Al Waki - ave de rapina.  Também conhecida como a Águia mergulhando no Ar. Em alguns alfarrábios, é comentado o fato de que Al Waki era usado para denominar as três estrelas formadoras do pequeno triângulo adjuntado à figura maior e quase quadrangular da cosntelação da Lira: as estrelas Alpha, Vega, e Epsilon e Zeta.

O pequeno triângulo formado entre as estrelas Alpha e Epsilon e Zeta  - as duas primeiras atuando como parte da moldura da Lira e a terceira como uma das cordas (que se estende até alcançar a estrela Beta) -, trouxe várias interpretações: para os chineses era Chih Neu, um dos finais da Ponte sobre a Via Láctea - sendo a Águia o outro final (podendo também incluir parte do Cisne) e esta história também era popularmente conhecida na Coreia e no Japão.

Este pequeno triângulo de estrelas era conhecido como 20o. Nakshatva, Abhijt, Vitorioso, a mais norte dessas divisões estelares e muitíssimo distante do caminho da Lua, porém aparentemente utilizada por ser um objeto tão esplêndido e era entendido como trazendo bons fluídos e que sob sua influência os deuses haviam vencido algumas das divindades hindus voltadas para o mal.

Para os árabes, este pequeno triângulo formava um dos muitos Athafyy e considerado ‘do povo’ enquanto outros, bem mais pálidos, em Aries, Draco, Musca e Orion, eram considerados ‘dos astrônomos’ - porquanto os objetos celestes são sempre muito simples para eles (os astrônomos) e invisíveis para o observador comum (o povo).

Para os egípcios, Vega era conhecida como Ma’at, a estrela da Águia, e isso quando esta estrela marcava o pólo norte.  Possivelmente, esta estrela atuaria enquanto ponto de orientação para alguns dos templos em Denderah ainda bem antes do tempo em que a estrela Alpha Ursae Majoris passou a ocupar o lugar de estrela polar.

Na Babilônia, esta estrela era considerada A Mensageira da Luz, Dilgan.

O povo Inuit, do Ártico, onde esta estrela jamais se põe, a denomina Kingulliq, Aquele que se situa atrás - em função do fato de que esta estrela segue a Arcturus, nos céus estrelados.

Para o povo Maori, da Nova Zelândia, Vega é denominada de Wahnui, e seu aparecimento no céu imediatamente antes do amanhecer do dia ditava o momento de plantar a kumara ou batata doce.

Existe um fato bem interessante (extremamente futurista) em relação a Vega: sabemos que Sirius é a estrela mais brilhante do céu, em magnitude visual, é claro.  No entanto, nem sempre Sirius reinou absoluta, ou seja, o reinado desta belíssima estrela teve seu começo em 90 mil anos antes de agora e terminará em mais 210 mil anos à frente - sendo o momento ápice de seu brilhantismo acontecerá mais 60 mil anos à frente.  Então, entrará em cena a estrela Vega, que reinará a partir de 210 mil anos à frente e concluirá seu reinado em 480 mil anos no futuro... e Canopus será a candidata seguinte...  Durante o tempo em que Vega estiver ocupando o lugar de estrela mais brilhante, é certo que - permanecendo o eixo da Terra inclinado num ângulo de 23o -, esta estrela também estará ocupando o trono de Estrela Polar a cada 26 mil anos!

Vega atuou como a estrela polar (há cerca de 12 milênios atrás) e os arcádios a chamavam de Tir-ama, A Vida do Céu, e os Assírios de Dayan-same, Juiz do Céu.
Vega estará novamente ocupando o lugar de estrela polar mais cerca de 12.000 anos à frente - sempre a estrela polar mais brilhante!

Vega é a estrela referenciada em relação ao Apex do Sol.  Sobre este Tema, o astrônomo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão nos explica: “ Nosso sistema solar, como um todo, se desloca através do espaço em direção a Vega, a estrela mais brilhante da constelação de Lira. É bom lembrar que Vega também se desloca pelo espaço, de maneira que, quando nosso Sistema atingir o lugar ocupado atualmente por Vega (+- 26 anos-luz), ela não estará mais em tal posição.

Vega tem como diâmetro 4.315.000 km, 338 vezes maior que o da Terra (que é de 12.756 km). Vega é considerada como uma estrela ainda nova, com pouco mais de 1 milhão de anos.  Nos anos 80, foi descoberto um anel de poeira à sua volta - o que poderia sugerir planetas (mesmo que sejam planetas, dificilmente caberiam vida porquanto a estrela é ainda muito jovem)... mas depois chegou-se à conclusão de devem ser detritos de massas celestes. 

No entanto, mais recentemente, descobriu-se que este disco circum-estelar em torno a Vega é certamente algo interessante e possui um formato que sugere influência gravitacional de um possível planeta gigante atuando uma órbita excêntrica.
Modelos realizados em computador sugerem esta realidade e inserem Vega na lista de sistemas que podem abrigar extrasolares planetas.  Com isso, o paradigma acerca discos pode efetivamente mudar.


Alpha Lyrae (α Lyr), mais conhecida como Vega, é a estrela mais brilhante da constelação de Lira e a 5ª estrela mais brilhante do céu noturno, separada do nossosistema solar por 25 anos-luz, o que a torna uma das estrelas mais próximas do nosso Sol.
Considerada uma estrela nova, com pouco mais de 455 milhões de anos desde sua formação1 , 1/10 do tempo do nosso Sol, tem 2,5 vezes a massa, 3 vezes o diâmetro e cinquenta vezes mais intensidade de brilho que nossa estrela. Astrônomos calcularam a temperatura da estrela em cerca de 10.000 Kelvin nas regiões polares e 7.600Kelvin na linha equatorial.
Vega tem um anel de poeira e gases a sua volta, o que na época de sua descoberta, nos anos 80, imaginou-se ser um início de formação planetária, mas estudos mais recentes chegaram a conclusão de que mais provavelmente se trata de detritos de massas celestes, devido exatamente a idade relativamente jovem de Vega. Mesmo que ali existam planetas, é pouco provável que exista vida neles, devido ao pouco tempo de formação da estrela.
O famoso cientista e escritor Carl Sagan, ao escrever um de seus maiores sucessos literários, Contato - estrelado no cinema pela atriz Jodie Foster – coloca Vega como ponto de encontro de uma civilização infinitamente mais adiantada que a nossa.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vega_(estrela)


α, 0.3, pale sapphire.

Wega, less correctly Vega, originated in the Alfonsine Tables from the Wāḳiʽ of the Arabs, Bayer having both titles; Scaliger, Waghi; Riccioli,Vuega vel Vagieh; and Assemani, Veka.
The Greeks called it Λύρα, which, in the 16th‑century Almagests and Tables, was turned into AlloreAlahore, and Alohore.
Among Latin writers it was Lyra, in classical days as in later, seen in p285the Almagest of 1551 as Fulgens quae in testa est & vocatur Lyra; and in Flamsteed's Testa fulgida dicta Lyra; but Cicero also used Fidis specially for the star, as did Columella and Pliny [XVIII, passim], Fides and Fidicula, its preëminent brightness fully accounting for the usurpation of so many of its constellation's titles, indeed undoubtedly originating them. In Holland's translation of Pliny it is the Harp-star.
The Romans made much of it, for the beginning of their autumn was indicated by its morning setting. It was this star that, when the hour of its rising was alluded to, called forth Cicero's remark, "Yes, if the edict allows it," — a contemptuous reference to Caesar's arbitrary, yet sensible, interference with the course of ancient time in the reformation of the calendar, an interference that occasioned as much dissatisfaction in his day as did Pope Gregory's reform2 in the 16th century.
Sayce identifies Wega, in Babylonian astronomy, with Dilgan, the Messenger of Light, a name also applied to other stars; and Brown writes of it:
At one time Vega was the Pole-star called in Akkadian Tir-anna ("Life of Heaven"), and in Assyrian Dayan-same ("Judge of Heaven"), as having the highest seat therein;
but fourteen millenniums have passed since Wega occupied that position!
The Chinese included it with ε and ζ in their Chih Neu, the Spinning Damsel, or the Weaving Sister, at one end of the Magpies' Bridge over the Milky Way, — Aquila, their Cow Herdsman, being at the other; but the story, although a popular one not only in China, but also in Korea and Japan, is told with many variations, parts of Cygnus sometimes being introduced.
These same three stars were the 20th nakshatraAbhijit, Victorious, the most northern of these stellar divisions and far out of the moon's path, but apparently utilized to bring in this splendid object; or, as Mueller says, because it was of specially good omen, for under its influence the gods had vanquished the Asuras; these last being the Hindu divinities of evil, similar to the Titans of Greece. It was the doubtful one of that country's lunar stations, included in some, but omitted in others of their lists in all ages of their astronomy, and entirely different from the corresponding manzil and sieu, which lay in Capricorn. The Hindus figured it as a p286Triangle, or as the three-cornered nut of the aquatic plant Cringata, Wega marking its junction with the adjoining Çravana.
Hewitt says that in Egypt it was Maʽat, the Vulture-star, when it marked the pole, — this was 12000 to 11000 B.C. (1), — and Lockyer, that it was the orientation point of some of the temples at Denderah long antecedent to the time when γ Draconis and α Ursae Majoris were so used, — probably 7000 B.C., — one of the oldest dates claimed by him in connection with Egyptian temple worship.
Owing to precession, it will be the Polaris of about 11500 years hence, by far the brightest in the whole circle of successive pole-stars, and then 4½ ° from the exact point, as it was about 14300 years ago. In 1880 it was 51°20′ distant. Professor Lewis Boss and Herr Stumpe place near it the Apex of the Sun's Way.
Picard failed in his efforts to obtain its parallax in the 17th century, but Struve thought that he had succeeded in this by his observations previous to 1840; still much discrepancy exists in the recent determinations. Elkin, in 1892, gave it as 0ʺ.092; or, to put it in popular language, if the distance from the earth to the sun be regarded as one foot, that from Wega would be 158 miles. The 10th‑magnitude companion, about 48ʺ away, used for some of these determinations, is entirely independent of it, although difficult to be seen owing to the great brilliancy of Wega. At least two other still fainter companions also have been found.
This was the first star submitted to the camera, by the daguerreotype process, at the Harvard Observatory on the 17th of July, 1850.
It lies on the western edge of the constellation figure, and, after Sirius, is the most prominent of the stars showing spectra of the Sirian type; yet, with all its splendor, affords but 1/9 of the latter's light. Still it is supposed to be enormously larger than our sun, proportionately very much hotter. It is moving toward our system at the rate of about 9½ miles a second, and makes "the nearest approach in the northern hemisphere to an independently blue star"; while its flashing brilliancy justifies its being called the Arc-light of the sky. Miss Mitchell strangely called it pale yellow.
Wega rises at sunset far toward the north on the 1st of May, and, being visible at some hour of every clear night throughout the year, is an easy and favorite object of observation. It culminates on the 12th of August.
With ε and ζ it formed one of the Arabs' several Athāfiyy, this one being "of the people," while the others, fainter in Aries, Draco, Musca, and Orion, were "of the astronomers"; for sky objects are often very plain to them that are invisible to the ordinary observer.






http://www.raremaps.com/gallery/detail/33151op/Aquila_Stars_Heightened_in_Gold/Bayer.html

Map Maker: Johann Bayer




Existe uma constelação nos  céus estrelados mais ao  norte
que muito seduz nossos olhares, 

desde sempre:
o voo da Águia, Aquila,
sempre nos revelando suas três estrelas mais proeminentes
que parecem viajarem juntas, sempre unidas, sempre em linha....

Estas três estrelas podem nos fazer lembrar de outras três estrelas
que também formam um simpaticíssimo asterismo:
As Três Marias - Alnilan, Alnitak e Mintaka -, 
na constelação do Gigante Órion...
talvez a constelação mais cantada e encantada
 e mais conhecida por todos, não é mesmo?

Sendo assim, volta e meia eu penso que podemos pensar
nas três estrelas proeminentes da constelação da Águia
como "As Três Marias do Norte", por que não?

São elas Altair, Alshain e Tarazed.



Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes



AQUILA, A ÁGUIA


Posicionamento:
Ascensão Reta 18h38m/20h36m  Declinação -11o 9’ a  -18o 6’




Mito:
A Águia representa Júpiter carregando Ganimedes para o céu 
- fazendo parte, portanto, do mito de Aquário. 


Algumas Informações Interessantes acerca esta Constelação:
A Águia tem sido sempre associada com pássaros
e o seu desenho triangular representa um pássaro com suas asas bem abertas. Originalmente, esta constelação era chamada de Vultur Volans. 


Fronteiras:
Aquila situa-se entre as constelações Scutum, Sagittarius, Capricornius, Aquarius, Equuleus, Pegasus, Delphinus, Sagitta, Hercules, Ophiucus, Serpens






AS "TRÊS MARIAS DO NORTE", EM AQUILA:
ALTAIR, ALSHAIN E TARAZED




Altair situa-se ao centro, tendo Alshain de um lado e Tarazed de outro lado
 - todas três perfazendo as estrelas mais proeminentes da Águia 
e atuando em vôo conjunto, facilmente identificável nos céus, 
mesmo que contra o pano de fundo da Via Láctea.



Excerto a partir da Carta Celeste de Aquila realizada por Mario Jaci Monteiro




Altair.  Alpha Aquilae. 
Ascensão Reta 19h 49,8 - Declinação +08o 49’
Magnitude visual 0,89 - Distância 16 anos-luz

Uma estrela amarelada e pálida no pescoço da Águia. 
De Al Tair, a Águia,
 e algumas vezes chamada de Pássaro de Jó. 
 O Pássaro que Voa.
Esta estrela possui uma rotação extraordinariamente rápida, r
odando em torno ao seu eixo 
uma vez cada 6.5 horas, 
o que evidentemente explica sua forma 
de um grande elipsóide achatado.

Alshain - Beta Aquilae
Magnitude visual 3.9
A Águia.

Tarazed - Gamma Aquilae
Distância de 340 anos-luz.
Voadora, nome de origem persa de significado idêntico ao de Altair.


6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


http://photojournal.jpl.nasa.gov/jpegMod/PIA04204_modest.jpg

Image Credit:
NASA/JPL/Caltech/Steve Golden

Altair (α Aquilae, α Aql) tem nome de origem árabe que significa "aquele que voa" é a estrela mais brilhante constelação da Águia e a 12ª estrela mais brilhante no céu noturno. Altair forma com Vega e Deneb o chamado Triângulo de Verão.[1]

Características

Com magnitude aparente de 0,75, magnitude absoluta 2,20 e tipo espectral A7, Altair é oito vezes mais luminosa que o Sol e seudiâmetro equatorial é 1,8 vezes maior que o dele. A sua temperatura superficial é de 8600K. Possui um movimento próprio de 0,658 segundo de arco por ano (1º em 5470 anos) e uma velocidade radial de -26 km/s.
A sua distância à Terra é de 16,73 anos-luz, o que a torna uma das estrelas mais próximas.
Um estudo com a plataforma de testes do interferômetro do observatório Palomar, em San Diego, Califórnia (EUA), revelou que Altair não é esférica, mas achatada nos pólos, devido à sua alta taxa de rotação. Outros estudos interferométricos com telescópios múltiplos, operando no infravermelho, confirmaram por imagem esse fenômeno. Altair leva cerca de 10 horas para girar em torno de seu próprio eixo, ao passo que o Sol, por exemplo, faz a mesma rotação em cerca de 25 dias e a terra o faz em 24 horas. Por isso aquela estrela sofre um achatamento.[2]
A estrela tem menos de um bilhão de anos.[3] O Sol, em comparação, tem 4,5 bilhões de anos.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Altair_(estrela)


http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Gazetteer/Topics/astronomy/_Texts/secondary/ALLSTA/Aquila*.html
The text is in the public domain.

α, 1.3, pale yellow.

Altair is from a part of the Arabic name for the constellation; but occasionally is written AlthairAthairAttair, and Atair; this last readers ofBen Hur will remember as the name of one of the shaykh Ilderim's horses in the chariot race at Antioch. And the word has been altered to Alcair,Alchayr, and Alcar.
In the Syntaxis it was Ἀετός, one of Ptolemy's few stellar titles, probably first applied to α, and after the formation of the figure transferred to the latter, as in other instances in the early days of astronomy. Even six or seven centuries before Ptolemy it was referred to as Αἰετόςº where the chorus in the Ῥῆσος, until recently attributed to Euphrates, says:
What is the star now passing?
the answer being:
The Pleiades show themselves in the east,
The Eagle soars in the summit of heaven.
It is supposed that long antecedent to this it was the Euphratean Idχu, the Eagle, or Erigu, the Powerful Bird, inscriptions to this effect being quoted by Brown, who thinks that it also was the Persian Muru, the Bird; the Sogdian Shad Mashir, and the Khorasmian Sadmasjij, the Noble Falcon.
In Mr. J. F. Hewitt's Essays on the Ruling Races of Prehistoric Times it is asserted that later Zend mythology knew Altair as Vanant, the Western Quarter of the heavens, which earlier had been marked by our Corvus.
With β and γ it constituted the twenty-first nakshatra Çravana, the Ear, and probably was at first so drawn, although also known as Çrona, Lame, or as Açvattha, the Sacred Fig Tree, Vishnu being regent of the asterism; these stars representing the Three Footsteps with which that god strode through the heavens, a Trident being the symbol.
p60In China αβ, and γ were Ho Koo, a River Drum.
In astrology Altair was a mischief-maker, and portended danger from reptiles.
Ptolemy, who designated the degrees of star brilliancy by Greek letters, applied β to this as being of the 2d magnitude, whence some think that it has increased in light since his day. It is now the standard 1st magnitude according to the Pogson, or "absolute," photometric scale generally adopted by workers in stellar photometry, and is largely used in determining lunar distances at sea; while Flamsteed made it the fundamental reference star in his observations on the sun and in the construction of his catalogue.
Its parallax,2 0ʺ.214, considered by Elkin as nearly or quite exact, indicates a distance of about 15⅕ light years.
Its spectrum is of Pickering's class Xb of Secchi's first type, but peculiar, with very hazy solar lines between the broad hydrogen lines.
Altair has the large proper motion of 0ʺ.65 annually; and Gould thought it slightly variable.
It marks the junction of the right wing with the body, and rises at sunset about the 15th of June, culminating on the 1st of September.
Near it appeared, in A.D. 389, an object, whether a temporary star or a comet is not now known, said by Cuspinianus to have equaled Venus in brilliancy, which vanished after three weeks' visibility; and there is record of another, of sixty years previous, in the constellation.
5° to the eastward of Altair, according to Denning, lies the radiant point of the Aquilids, the meteor stream visible from the 7th of June to the 12th of August.








http://www.raremaps.com/gallery/detail/33478op/_Cygnus/Bayer.html
Map Maker: Johann Bayer



Um pássaro parece alçar voo
 bem ao norte dos céus estrelados do norte...
norte ainda para além da Águia
... norte ainda para além do Abutre:
é o Cisne!

São três pássaros voando ao norte,
orientados por suas estrelas mais luminosas:
Altair, Vega e Deneb
- respectivamente estrela-alpha Aquilae,
estrela-alpha Lyrae
e estrela-alpha Cygni.

Altair e Vega viajam numa mesma linha dos céus estrelados de leste a oeste
...., enquanto Deneb chega um tantinho mais tarde
...., como se o Cisne ainda estivesse enlaçada em um abraço amoroso,
demorando a acordar de seu sonho
e demorando a alçar seu voo doce e tranquilo.



Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes




CYGNUS, O CISNE


Posicionamento:
Ascensão Reta 19h7m / 22h1m     Declinação +27o.7 / +61o.2

Mito:
Para que pudesse visitar Leda, mulher de Tyndareus, Rei de Esparta,
 Júpiter transformou-se em um cisne
 - e sendo transformado por Vênus em uma águia, voou até Leda.


Algumas Informações Interessantes acerca esta Constelação:
Muitas vezes, esta constelação é nomeada como a Cruz do Norte.

Fronteiras:
Cygnus situa-se entre as constelações
 Pegasus, Lacerta, Cepheus, Draco, Lyra, Hercules, Sagitta, Delphinus


6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986



Alpha Cygni mais conhecida como Deneb é a estrela mais brilhante da constelação do Cisne, ou Cygnus, apesar de estar cerca de trinta vezes mais longe da Terra do que as restantes. É, ou foi, conhecida por vários outros nomes, entre os quais se contam AridedAridifHR 7924, e HD 197345. Com uma magnitude aparente de 1.25, é a décima-nona estrela mais brilhante do céu terrestre. A magnitude absoluta de Deneb é de -7.2, o que a coloca entre as mais luminosas estrelas conhecidas.
Deneb tem um raio de aproximadamente 110 vezes o do Sol. Deneb é também conhecida como Alfa Cygni.
O nome da estrela provém do termo arábico medieval Al Dhanab al Dajajah, que significa a "cauda da galinha". Convém lembrar que os árabes davam o nome galinha à constelação Cygnus, daí aquele termo. Curiosamente as estrelas que compõem o Triângulo de Verão apresentam temperaturas superficiais similares, sendo Vega a mais quente com 9600 K (Kelvin) e Deneb a radiar a 8400 K. Deneb é a estrela mais pálida do Triângulo de Verão com magnitude aparente 1,25. Deneb encontra-se em 19º lugar na lista das mais brilhantes (brilho aparente) do céu (contando com as estrelas do Hemisfério Sul), logo a seguir à estrela Becrux (beta Crucis - que é variável; da constelação Crux - Cruzeiro do Sul). A estrela situa-se a 2000 anos-luz de distância segundo catálogo Hipparcos (1997). Deneb é verdadeiramente uma das maiores estrelas da Galáxia, bem maior, por exemplo, que a conhecida Rigel mas de menores dimensões que os "monstros" estelares Betelgeuse e Antares. Se a estrela tomasse o lugar do centro do Sistema Solar, a sua "superfície" estenderia à órbita da Terra. Longe de ser a maior estrela na Galáxia, Deneb é, no entanto, uma das maiores do seu género, ou seja, dentro da sua classe espectral e temperatura superficial. Também o Universo tem os seus "monstros". Caso a distância estabelecida esteja correcta, se a estrela em questão estivesse no lugar de Vega, Deneb brilharia quase tanto como uma Lua crescente em franco desenvolvimento! Trata-se de uma supergigante branco-azulada cujo tipo espectral é A2Ia. Vista com binóculo surge uma cor branca e não branco-azulada como Sirius e Vega.
.....................................................
http://pt.wikipedia.org/wiki/Deneb

The text is in the public domain.


α, 1.4, brilliant white.

Deneb is from Al Dhanab al Dajājah, the Hen's Tail, which has become DenebadigegeDenebedigegeDeneb Adige, etc.
In the Alfonsine Tables Arided appears, and is still frequently seen for this star, as Al Ridhādh and El Rided formerly were for the constellation. Referring to this last title, Caesius termed α Os rosae, the German Rosemund, although he also designated it as Uropygium, the Pope's Nose of our Thanksgiving dinner-tables.
α also, and correctly enough, is Aridif, from Al Ridf, the Hindmost; but Bayer changed it to Arrioph, and Cary to Arion.
Bayer gave Galina as an individual title.
Mr. Royal Hill says that this and the three adjacent bright stars in the figure are known as the Triangles.
p196Deneb has no sensible proper motion, and hence had been considered as deserving the term, generally inappropriate, of a "fixed star"; but spectroscopic investigations made at Greenwich seemed to show motion at the rate of thirty-six miles a second toward the earth, and so only apparently stationary. Such motion, Newcomb says, would eventually carry it at some time, — probably between 100,000 and 300,000 years hence, — past our system at about 1/100 part of its present distance, making it the nearest and the brightest of the earth's neighbours. But Vogel's recent and more trustworthy measures at Potsdam give its rate as about five miles a second.
Elkin estimated its parallax in 1892 as 0ʺ.047, — practically insensible. Its spectrum is Sirian.
Photographs by Doctor Max Wolf, of Heidelberg, in June, 1891, show that it and γ are involved in one vastly extended nebula.
It rises in the latitude of New York City at sunset on the 12th of May, culminating on the 16th of September, and lies so far to the north that it is visible at some hour of every clear night throughout the year.



Minha Patinha Kiki não é um cisne..., mas é linda!
Ela mora no Sítio das Estrelas, 
estrelas engolidas pela estrela única e ensolarada do dia,
estrelas mil que inundam o céu escuro da noite.



COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward



http://www.allthesky.com/nightscapes/big/stonehengeallskym-b.jpg

Skyhenge
All-Sky view from Stonehenge
 


Night shot:
Date:31.5.2009Time:1:35 UT
Exposure:30sField:180o circular
Camera:Nikon D3Optics:f=8mm at 1/4.0
Place:Stonehenge, England  Photographer:Till Credner
Sunrise shot:
Date:31.5.2009Time:4:10 UT
Exposure:1/125sField:180o circular
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Os desenhos formados pelas estrelas 
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo
 e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais, 
entre o céu e a terra...; 
bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos e sendo por nossa mente conscientizado.  

Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward

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DA TERRA AO CÉU E AO INFINITO
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