sábado, 7 de novembro de 2015

É tempo de Chuva de Meteoros Taurídeas!

Olá!

É tempo de a Chuva de Meteoros Taurídeas trazerem  encantamento
às nossas noites nesse começo do mês de novembro
e nos brindando com cerca de doze ou mais bólides por hora
(com mínima interferência da Lua que já vem querendo se tornar Nova, no dia 11),
entre as noites de 05 e 12 de maneira mais ativa
porém acontecendo ao longo desses tempos
em que as chuvas (de água!) começam,
finalmente e felizmente, 
a cairem mais regularmente na região sudeste
do Brasil.

Esta Chuva de Meteoros é advinda do Cometa Encke
e diferencia-se das demais Chuvas por apresentar dois Radiantes,
quer dizer, aparentemente surgirem a partir de dois
diferentes pontos em direção à constelação Taurus, o Touro dos céus estrelados.

Existem, portanto, as Taurídeas do Sul 
- aparentemente advindas mais proximamente
à belíssima estrela-alpha Tauri, Aldebaran.;
e as Taurídeas do Norte
 - aparentemente advindas mais proximamente
às maravilhosas Irmãs que Choram, as Pleiades.

Nesta Postagem, Caro Leitor,
encontre alguma informação
sobre a Chuva de Meteoros Taurídeas
e
sobre o Cometa Encke
e
sobre Chuvas de Meteoros
e, finalmente,
sobre a Constelação Taurus, o Touro.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


Stellarium

Stellarium

Stellarium


Para nós, moradores do hemisfério sul,
é sempre bom nos colocarmos de frente para o norte,
tendo o oeste à nossa esquerda
e o leste à nossa direita
de maneira a bem podermos contemplar os céus estrelados mais ao norte.



Stellarium





SOBRE A CHUVA DE METEOROS TAURÍDEAS


As Táuridas,[1] [2] [3] [4] ou Taurídeos,[5] são uma chuva de meteoros cujo radiante está localizado na constelação do Touro.

Observação

O fenômeno, que está associado ao cometa Encke,[1] [5] [6] é visível anualmente no mês de novembro e apresenta dois radiantes: [5] [7] o radiante austral, próximo à estrela Aldebarã, e o radiante boreal, próximo aoaglomerado das Plêiades.[8]




http://www.space.com/31029-taurid-meteors-fireballs-this-month.html?li_source=LI&li_medium=more-from-space



SAIBA MAIS SOBRE A CHUVA DE METEOROS TAURÍDEAS
ACESSANDO
http://articles.adsabs.harvard.edu/cgi-bin/nph-iarticle_query?2002ESASP.500..177P&data_type=PDF_HIGH&whole_paper=YES&type=PRINTER&filetype=.pdf
e
http://www.space.com/27655-taurid-meteor-shower-skywatching-tips.html





SOBRE O COMETA ENCKE

Cometa Encke
"Comet Encke" por Jim Scotti - http://neo.jpl.nasa.gov/images/encke.html. Licenciado sob Domínio público, via Wikimedia Commons - https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Comet_Encke.jpg#/media/File:Comet_Encke.jpg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cometa_Encke#/media/File:Comet_Encke.jpg
This is an image of short-period comet Encke obtained by Jim Scotti on 1994 January 5 while using the 0.91-meter Spacewatch Telescope on Kitt Peak. The image is 9.18 arcminutes square with north on the right and east at top. The integration time is 150 seconds.



Cometa Encke oficialmente denominado de 2P/Encke, tem seu afélio próximo a órbita de Júpiter. O periélio esta dentro da órbita de Mercúrio. Foi o segundo cometa periódico descoberto, após o cometa Halley.
Este cometa tem o menor período de translação conhecido, aproximadamente 3,31 anos. Em razão da sua inusitada órbita não-parabólica, as tentativas iniciais de calcular seus elementos esbarraram em dificuldades.
O cometa Encke é um asteroide antigo, escuro e aparentemente rígido. Destaca-se por apresentar um brilho menor a cada nova órbita em torno do Sol. Seria um corpo celeste que se encontra em transição de cometa para asteroide. Devido a sua trajetória ser de período muito curto, com suas frequentes passagens junto ao Sol, este cometa já teria perdido a maior parte de seu material volátil.
O cometa foi descoberto em 17 de Janeiro de 1786 por Pierre Méchain em ParisFrança, quando ele pesquisava por cometa na região de Aquário. Méchain afirmou na época que o cometa apresentava um brilho médio e que sua cauda era estreita e de brilho fraco e pela astrônoma britânica Caroline Herschel em 1795.
Por volta de 1818, o cientista alemão Carl Friedrich Gauss desenvolveu um método para calcular as órbitas dos asteroides e o astrônomo alemão Johann Franz Encke(1791-1865) aplicou-o às observações que Jean-Louis Pons fizera sobre um cometa em novembro e dezembro daquele ano. Como o período era muito curto. Ele observou que um determinado cometa descoberto em 178617951805, e 1818 era um mesmo cometa.
Em 1819 publicou suas conclusões no jornal Correspondance astronomique, e suas predições estavam corretas quando o cometa retornou em 1822.
O cometa recebeu este nome em honra de Johann Franz Encke. Ele foi um astrônomo que descobriu a existência dos cometas de período curto. Não é comum que seja dado o nome ao cometa para quem calculou a sua órbita, mas sim para quem o descobriu. É um dos poucos cometas a não dever o nome a seu descobridor, mas sim ao astrônomo que previu seu retorno com precisão.
O cometa Encke já foi observado mais de 54 vezes.
A sonda CONTOUR ou Comet Nucleus Tour tinha por missão pesquisar em um encontro de 12 de Novembro de 2003. Mas a NASA perdeu o contato com a sonda em 15 de Agosto, seis semanas após o seu lançamento e a missão foi posteriormente considerada perdida.

http://neo.jpl.nasa.gov/images/encke1.jpg
This is a mosaic of short-period comet Encke composed of images obtained by Jim Scotti on 1993 October 24.14, November 17.14, December 8.11 and 1994 January 5 while using the 0.91-meter Spacewatch Telescope on Kitt Peak. The image is 9.18 arcminutes by 6.92 arcminutes with north on the right and east at top. The integration time in each is 150 seconds.


SAIBA MAIS SOBRE O COMETA ENCKE
ACESSANDO




SOBRE CHUVAS DE METEOROS

Learn why famous meteor showers like the Perseids and Leonids occur every year.
      <a href="http://www.space.com/18507-meteor-showers-shooting-stars-infographic.html"><img alt="Learn why famous meteor showers like the Perseids and Leonids occur every year." src="http://i.space.com/images/i/000/023/720/i02/meteor-showers-ref-121115b-02.jpg?1353018280" /></a>
      <br /> Source <a href="http://www.space.com">SPACE.com: All about our solar system, outer space and exploration</a>
    





SOBRE A CONSTELAÇÃO TAURUS



http://www.ianridpath.com/atlases/urania/urania17.jpg


Olá!

A constelação do Touro é imensa
- mesmo que seja figurado somente a partir de sua metade dianteira,
incluindo peito e coração, patas dianteiras e cabeça e chifres.

A Lua demora cerca de três dias para bem realizar seu passeio através o Touro,
começando por seu abraço às Pleiades, as irmãs que choram,
depois mergulhando nas Hyades e cumprimentando a belíssima Aldebaran, estrela-alpha Tauri,
finalizando ao roçar um dos chifres do Touro,
de um lado a maravilhosa M 1, a Nebulosa do Caranguejo,
e, de outro lado, El Nath, estrela-beta Tauri.

Estaremos também nós nos sentindo como se a Lua fôssemos
e visitando o Touro em três partes acima comentadas.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward



http://www.raremaps.com/gallery/enlarge/37703

Map Maker: Elijah J. Burritt



  Mario Jaci Monteiro - Cartas Celestes, As Constelações - CARJ




TAURUS, O TOURO

Posicionamento:
Ascensão Reta 3h20m / 5h58m    Declinação +0o.1 / +30o.9


Mito:

Júpiter ansiava por encontrar-se com Europa.  
Certa vez, disfarçou-se em touro e fez parte de uma manada 
até encontrar-se com a moça, numa praia.  
Europa sentiu-se encorajada com a placidez do touro
 e montou-o 
e foi quando Júpiter correu para o mar 
e levou a moça até a ilha de Creta.  

De acordo com outro mito, 
o touro representa Io 
a quem Júpiter transformou em vaca, 
para despistar o ciúme e a vigilância de Juno, sua mulher.



http://www.theoi.com/Gallery/K1.8.html
K1.8 EUROPA & THE BULL
Museum Collection: Kunst-historiches Museum, Vienna, Austria 
Museum Catalogue No.: TBA Beazley Archive No.: N/A 
Ware: Apulian Red Figure Shape: Kylix 
Painter: -- Date: ca 330 - 320 BC 
Period: Late Classical



Algumas Informações Interessantes acerca esta Constelação:

A mais antiga de todas as constelações e talvez a primeira a ser delimitada pelos babilônios, que a utilizaram para marcar o início do ano, pois o equinócio da primavera, há 4000 AC, localizava-se neste asterismo. 

 Aliás, o estudo de todos os antigos zodíacos mostram o seu início no Touro: o ano começava com o aparecer matinal das Pleiades na primavera, e o inverno, com o seu aparecimento vespertino no outono.  

O aparecimento das Pleiades em novembro era saudado como a festa dos mortos, que comemoramos até hoje. 
Povos da antiguidade, como os caldeus e hebreus, davam ao mês de novembro o nome de Pleiades.

No mais antigo de todos os zodíacos egípcios - o de Denderah -, a constelação do Touro está associada a Osíris, que era o deus especial do Nilo.

O nascer helíaco das Hyades, principal aglomerado do Touro, era associado à estação da chuva - donde a origem do seu nome, que significava ‘chover’.


Fronteiras:
Taurus situa-se entre as constelações de Gemini, Auriga, Perseus, Áries, Cetus, Eridanus e Orion

6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986








http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4e/Pleiades_large.jpg
Origemhttp://hubblesite.org/newscenter/archive/releases/2004/20/image/a/
AutorNASA, ESA, AURA/Caltech, Palomar Observatory
The science team consists of: D. Soderblom and E. Nelan (STScI), F. Benedict and B. Arthur (U. Texas), and B. Jones (Lick Obs.)





AS PLEIADES

As Pleiades sempre me parecem figurar um tercinho, algo assim,
composto de estrelinhas bem delicadas, sutis, quase inefáveis,
e que somente se apresentam em lugares de céus mais escuros e transparentes.

Quando em noites de ausência de Lua
e em lugares de céus escuros e transparentes,as Pleiades ganham luminosidade, 
surgem de onde estiveram escondidas
e se apresentam magnificamente
e sempre nos emocionam muitíssimo,
nos trazendo o desejo de podermos rezar em suas continhas de terço celeste!

As Pleiades formam um aglomerado, 
com Alcyone como estrela principal, 
estrela situada no ombro do Touro.

Stellarium



  Mario Jaci Monteiro - Cartas Celestes, As Constelações (excerto) - CARJ


Pleiades - M45

Distância: cerca de 350 anos-luz.
Aglomerado de mais de 400 estrelas
 em uma área de um grau de diâmetro
 e facilmente visível a olho nu.

As Pleiades ou Atlântidas eram as sete filhas de Atlas e Pleione, 
seis das quais podem ser vistas a olho nu e uma invisível ou “perdida”. 

Elas eram as companheiras virgens de Diana 
e foram levadas para o céu 
para escaparem do Gigante Orion que as importunava. 


http://www.eso.org/public/archives/images/screen/potw1347a.jpg
http://www.eso.org/public/images/potw1347a/
Credit: ESO/B. Tafreshi (twanight.org)
Babak Tafreshi, one of the ESO Photo Ambassadors, has captured the antennas of the Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) in an enthralling image combining the beauty of the southern sky with the amazing dimensions of the biggest astronomical project in the world.
Thousands of stars are revealed to the naked eye in the clear skies over the Chajnantor Plateau. Its dry and transparent night sky is one of the reasons ALMA has been built here. Surprisingly bright in the upper left corner of the picture, there is a tightly packed bunch of young stars, the Pleiades Cluster, which was already known to most ancient civilisations. The constellation of Orion (The Hunter) is clearly visible over the closest of the antennas — the hunter’s belt is formed by the three blue stars just to the left of the red light. According to classic mythology, Orion was a hunter who chased the Pleiades, the beautiful daughters of Atlas. When seen through the thin atmosphere over the Atacama, it almost seems that this epic hunt is really happening.
http://www.eso.org/public/images/potw1347a/

(Minha humilde tradução literal para o texto explicativo acima acerca esta belíssima imagem realizada por Babak Tafreshi)
Milhares de estrelas nos são apresentadas a olho nu nos céus  límpidos do Plateau Chajnantor.  O céu noturno seco e transparente é uma das razões pelas quais ALMA foi ali construído.  Surpreendentemente iluminado no canto esquerdo ao alto da foto encontra-se um aglomerado de estrelas jovens bem compactadas, o Aglomerado das Pleiades (que também era conhecido nas antigas civilizações).  A constelação de Orion (O Caçador) é claramente visível e bem próximo às antenas - o Cinturão do Caçador sendo formado peles três estrelas azuladas bem à esquerda da luz vermelha.  De acordo com a mitologia clássica, Orion era um caçador que buscava alcançar as Pleiades, as belas filhas de Atlas.  Quando visto através a atmosfera delicada do Atacama, nos parece que esse épico de caçada está realmente acontecendo.




Atlas holding the sky. 7201: Atlante sostiene la volta celeste 2C AD. Collezione Farnese. National Archaeological Museum, Naples.  


De acordo com outro mito, 
as Pleiades foram para o céu por causa de suas tristezas
 com o destino de seu pai, Atlas, 
que carregava o mundo nas costas.



http://www.observatorio.ufmg.br/dicas10.htm


Os nomes das Irmãs que Choram e de seus pais  são:
Alcyone, Maia, Electra, Merope, Taygette, Celaeno e Sterope,
com a adição dos pais, Atlas e Pleione.

A Plêiade que se perdeu parece ser Merope, que casou-se com um mortal, Sisyplus, 
e por isso escondeu-se
 por ser a única filha que não foi casada com um deus.  

Outro mito diz que foi Electra quem desapareceu
 em função de sua dor pela destruição de Ilium, 
que foi fundada por seu filho Dardanos.

As Pleiades formam um aglomerado, com Alcyone como estrela principal, situado no ombro do Touro.


6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


Estrelas mais brilhantes

As nove estrelas mais brilhantes nas Plêiades tem os nomes das Sete Irmãs da mitologia gregaAsteropeMéropeElectraCelenoTaigeteMaia e Dríope, junto com seus pais, Atlas e Pleione. Como filhas de Atlas, as híades eram irmãs das Plêiades. O nome do aglomerado é em si de origem grega, apesar da etimologia não estar clara. Algumas derivações incluem: de πλεîν plein, navegar, fazendo das Plêiades "as navegantes"; de pleos, cheio ou muitos; ou então de peleiades, bando de pombas. A seguinte tabela dá detalhes das estrelas mais brilhantes no aglomerado:

EstrelaDesignaçãolongitude em 2000classe espectral
Electra17 Tauri29TAU25B5
Celaeno16 Tauri29TAU26B7
Taygeta19 Tauri29TAU34B7
Maia20 Tauri29TAU41B9
Merope23 Tauri29TAU42B5
Asterope21 Tauri29TAU44B9
AlcyoneEta (25) Tauri00GEM00B7
Pais das Plêiades
Atlas27 Tauri00GEM21B9
Pleione28 (BU) Tauri00GEM23B8

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pl%C3%AAiades



F. E. Fillebrown engraving of The Dance of the Pleiades by Elihu Vedder



As Plêiades (Messier 45) são um grupo de estrelas na constelação do Touro. As Plêiades, também chamadas de aglomerado estelar (ou aglomerado abertoM45 são facilmente visíveis a olho nu nos dois hemisférios e consistem de várias estrelas brilhantes e quentes, de espectro predominantemente azul. As Plêiades tem váriossignificados em diferentes culturas e tradições.
O cluster é dominado por estrelas azuis quentes, que se formaram nos últimos 100 milhões de anos. Há uma nebulosa de reflexão formada por poeira em torno das estrelas mais brilhantes que acreditava-se a princípio ter sido formado pelos restos da formação do cluster (por isto receberam o nome alternativo de Nebulosa Maia, da estrelaMaia), mas hoje sabe-se que se trata de uma nuvem de poeira não relacionada ao aglomerado, no meio interestelar que as estrelas estão atravessando atualmente. Os astrônomos estimam que o cluster irá sobreviver por mais 250 milhões de anos, depois dos quais será dispersado devido a interações gravitacionais com a vizinhança galática.
.....................................................

Visualização

É um excelente objeto para a visualização, desde os mais simples binóculos até os maiores telescópios, mostrando mais de 100 estrelas em um diâmetro aparente de cerca de 72 minuto de arco. Contém inúmeras estrelas duplas ou múltiplas. A nebulosa de Mérope, em torno da estrela Mérope, pode ser vista com telescópios amadores de 4 polegadas de abertura em um céu noturno de excelente qualidade.

LEIA MAIS
em
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pl%C3%AAiades



Programa Stellarium - As Pleiades aproximadas


Quem não conhece As Pleiades?

Mesmo em lugares de céus extremamente iluminados 
- assim como acontece nas cidades -,
mesmo que esses moradores possam tão somente observar a olho nu 
Aldebaran, a estrela-alpha Tauri,o Olho Iluminado do Touro; 
mesmo que esses moradores jamais tenham visualizado As Pleiades....,
mesmo assim e mesmo por tudo isso e com tudo isso, 
moradores das urbes e das roças e das florestas,
todos já ouviram falar nas Pleiades!

Sempre o nome "Pleiades" nos faz lembrar da constelação do Touro, não é verdade?

No entanto, existe um outro conjunto estelar também denominado de Pleiades, você sabia?
A bem da verdade, essa denominação acontece como Pleiades do Sul ou Pleiades Austrais.

As Pleiades do Sul ou Austrais são um aglomerado aberto 
 conhecido como IC 2602
e que vêm encantando de tal maneira a visão de quem as observa
 (mesmo a olho nú e em lugares de céus escuros e transparentes!)
que também recebeu o nome de "Diamantes Celestes"!

As Pleiades do Sul moram bem pertinho (visualmente falando)
da Grande Nebulosa em Carina, a Quilha do Navio. 
(Veja nossa Postagem acessando

Vemos, portanto,
que existe um lugar de maravilhas que podem ser visualizadas a olho nú,
sempre em lugares de céus escuros e transparentes, é claro,
 um lugar fronteiriço entre as patas traseiras do Centauro
- não nos esquecendo que o Cruzeiro do Sul situa-se entre as patas traseiras e dianteiras -
e as partes que sobraram da Quilha e da Proa do Navio Argo
(no mito, pedras desabaram sobre estas partes e as destruíram
e o Navio foi levado ao céu estrelado do sul carente de Proa -
e isso será tema para outra conversa nossa!).




http://www.observatorio.ufmg.br/dicas10.htm





apod.nasa.gov
Astronomy Picture of the Day
M45: The Pleiades Star Cluster 
Credit & Copyright: Roberto Colombari
http://apod.nasa.gov/apod/ap130918.html







http://www.ianridpath.com/atlases/urania/urania17.jpg



É sempre um imenso prazer visitarmos
 a belíssima estrela-alpha Tauri, Aldebaran,
que parece fazer parte das Hyades, aglomerado em movimento do Touro
- mas não faz.  
É um pertencimento apenas aparente.

De qualquer forma, 
eu penso que as Hyades parecem formar um triângulo
- quase como se fosse uma árvore conífera -,
e Aldebaran vem enfeitar, em tons  alaranjados,
 esse Aglomerado de estrelas como se uma brilhante gema fosse.  
E é.

Aldebaran formava uma das quatro estrelas reais ou guardiãs dos céus 
entre os persas cerca de 3.000 anos a.C, 
quando, enquanto Guardiã do leste, marcava o Equinócio Vernal 
- as outras estrelas eram Regulus, Antares e Fomalhaut.

As Hyades são o Aglomerado Aberto mais próximo ao nosso Sol 
e todas suas estrelas encontram-se em movimento em conjunto.

Aldebaran situa-se em cerca da metade do caminho entre o centro das Hyades e nosso Sol.

No entanto, a olho nu, todo esse conjunto estelar que forma a cabeça do Touro
é de uma beleza rara
e sempre nos emociona
- principalmente quando visitado pela Lua ou por algum Planeta.


Stellarium


Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes




O AGLOMERADO DAS HYADES 
ALDEBARAN, GIGANTE VERMELHA, O OLHO ILUMINADO DO TOURO:


Aldebaran.  Alpha Tauri. 
Ascensão Reta 04h34,8m - Declinação +16o 28’
Magnitude visual 1,06 - Distância 68 anos-luz

Uma estrela gigante alaranjada marcando o olho esquerdo e sul do Touro.  

Seu nome advém de Al Dabaran, Aquela que Segue. Aquela que vem antes da Estrela da Água, isto é, das Pleiades. 

Formava uma das quatro estrelas reais ou guardiãs dos céus entre os persas cerca de 3.000 anos a.C, quando, enquanto Guardiã do leste, marcava o Equinócio Vernal - as outras estrelas eram Regulus, Antares e Fomalhaut.


- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986






Alpha Tauri (α Tau) conhecida como Aldebarã ou Aldebaran é uma estrela de primeira magnitude, e a estrela mais brilhante da constelação Taurus.1 É também designada pelos nomes de Cor TauriParilicium ou ainda, pelos códigos HR 1457 e HD 29139.
Na Grécia antiga era conhecida como "tocha" ou "facho".
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aldebar%C3%A3

http://pt.wikipedia.org/wiki/Aldebar%C3%A3#mediaviewer/Ficheiro:Aldebaran_e_sol.JPG
Comparação do tamanho relativo de Aldebaran e do Sol

Descrição 

Se imaginarmos a imagem sugerida para a constelação, a estrela ocupará sensivelmente a posição do olho esquerdo do Touro mítico.
O seu nome provém da palavra árabe الدبران al-dabarān que significa "aquela que segue" ou "olho do Touro" – referência à forma como a estrela parece seguir o aglomerado estelar das Plêiades durante o seu movimento aparente ao longo do céu nocturno.
Quase parece que Aldebarã pertence ao mais disperso dos enxames estelares (as Híades) que constitui, também, o aglomerado mais próximo da Terra. Contudo, a maior parte dos autores crê que, na verdade, está apenas localizada na mesma direcção da linha de visão entre a Terra e as Híades – sendo, portanto, uma estrela independente.
............................................

Actualmente, a sua energia provém apenas da fusão de hélio, da qual resultam cinzas de Carbono e Oxigénio.Aldebarã é uma estrela de tipo espectral K5 III (é uma gigante vermelha), o que significa que tem cor alaranjada; tem grandes dimensões, e saiu da sequência principal doDiagrama de Hertzsprung-Russell depois de ter gasto todo o hidrogénio que constituía o seu “combustível”. Tem uma companheira menor (uma estrela mais pálida, tipo M2 anã que orbita a várias centenas de UA).
O corpo principal desta estrela expandiu-se para um diâmetro de aproximadamente 5,3 × 107 km, ou seja, cerca de 38 vezes maior que o Sol (outras fontes referem que é 50 vezes maior). As medições efectuadas pelo satélite Hipparcos localizam a estrela a 65,1 anos-luz da Terra, e permitem saber que a sua luminosidade é 150 vezes superior à doSol, o que a torna a décima terceira estrela mais brilhante do céu (0,9 de magnitude). É ligeiramente variável, do tipo variável pulsante, apresentando uma variação de cerca de 0.2 de magnitude.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aldebar%C3%A3








Hyades for the Holidays 
Image Credit & CopyrightJerry Lodriguss (Catching the Light)
Explanation: Recognized since antiquity and depicted on the shield of Achilles according to Homer, stars of the Hyades cluster form the head of the constellation Taurus the Bull. Their general V-shape is anchored by Aldebaran, the eye of the Bull and by far the constellation's brightest star. Yellowish in appearance, red giant Aldebaran is not a Hyades cluster member, though. Modern astronomy puts the Hyades cluster 151 light-years away making it the nearest established open star cluster, while Aldebaran lies at less than half that distance, along the same line-of-sight. Along with colorful Hyades stars, this stellar holiday portrait locates Aldebaran just below center, as well as another open star cluster in Taurus, NGC 1647 at the left, some 2,000 light-years or more in the background. Just slide your cursor over the image to identify the stars. The central Hyades stars are spread out over about 15 light-years. Formed some 800 million years ago, the Hyades star cluster may share a common origin with M44 (Praesepe), a naked-eye open star cluster in Cancer, based on M44's motion through space and remarkably similar age.


Hyades for the Holidays 
Image Credit & CopyrightJerry Lodriguss (Catching the Light)

(foto com marcação) 



Hyades - Aglomerado em movimento
Grupo de mais de 200 estrelas que circundam Aldebarã e que se deslocam todas para um mesmo ponto do céu, próximo a Betelgeuse, a estrela-alpha de Órion.  Estas estrelas são um aglomerado aberto e seu desenho forma a cabeça do Touro.  Todas as estrelas encontram-se em movimento em conjunto e por esta razão as Hyades são chamadas de Aglomerado em Movimento do Touro.  A estrela Alpha Tauri, Aldebarã, gigante alaranjada, adorna as Hyades como se fosse uma gema brilhante porém não é membro desse aglomerado por se situar cerca da metade do caminho entre o centro das Hyades e nosso Sol.

Prima Hyadum. Gama Taurus. 
A estrela-chefe das Hiades, o aglomerado. As Híades consistem de seis estrelas situadas na testa do Touro e marcando o olho ao norte.

As Híades eram as sete filhas de Atlas e Aethra, meia-irmãs das Pleiades (que eram filhas de Atlas e de Pleione) e foram encarregadas por Júpiter de cuidar de Baco, quando criança.  

Elas foram colocadas no céu como prêmio por seu amor fraternal e pela tristeza pela morte de seu irmão Hyas, que foi morto por um animal feroz, na Líbia.


- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986




The Hyades (/ˈh.ədz/Greek Ὑάδες, also known as Melotte 25 or Collinder 50), is the nearest open cluster to the Solar System and one of the best-studied of all star clusters. The Hipparcos satellite, the Hubble Space Telescope, and infrared color-magnitude diagram fitting have been used to establish a distance of ~153 ly (47 pc) to the cluster center.[1][2][3][4] The distances established by these three independent methods agree, thereby making the Hyades an important rung on thecosmic distance ladder. The cluster consists of a roughly spherical group of hundreds of stars sharing the same age, place of origin, chemical content, and motion through space.[1][5] From the perspective of observers on Earth, the Hyades Cluster appears in the constellation Taurus, where its brightest stars form a "V" shape along with the still brighter red giant Aldebaran. However, Aldebaran is unrelated to the Hyades, as it is located much closer to Earth (hence its apparent brightness) and merely happens to lie along the same line of sight.
The five brightest member stars of the Hyades have all evolved away from the Main Sequence and now lie at the bottom of the giant branch.[6] Four of these stars, with Bayer designations GammaDelta 1Epsilon, and Theta Tauri, form an asterism that is traditionally identified as the head of Taurus the Bull.[6] The other isZeta 1 Tauri, which lies 2° further south. Epsilon Tauri, known as Ain (the "Bull's Eye"), has a gas giant exoplanet candidate,[7] the first planet to be found in any open cluster.
The age of the Hyades is estimated to be about 625 million years.[1] The cluster core, where stars are most densely packed, has a radius of 2.7 parsecs (corresponding to a diameter of 17.6 light years), and the cluster's tidal radius is 10 parsecs (corresponding to a diameter of 65 light years).[1] However, about one-third of confirmed member stars have been observed well outside this boundary, in the cluster's extended halo; these stars are probably in the process of escaping from its gravitational influence.[1]

Description
English: This map represents prominent stars in the core of the Hyades Cluster. Filled red circles refer to red giant stars. Filled blue circles refer to A, F, and G-type stars. The four Hyades giants are labeled with their Bayer designations (e.g., Epsilon Tauri). Arabic numerals provide Flamsteed designations (e.g., 68 Tauri). Small italics provide designations from the Henry Draper catalog (e.g., HD 28406). The vertical scale indicates declination; the horizontal scale indicates right ascension, measured in hours and minutes. Not all stars in the field of view belong to the Hyades Cluster. Membership determinations were made on the basis of Table 2 in Perryman et al., "The Hyades Cluster: distance, structure, dynamics, and age" (Astronomy and Astrophysics 331, 81-120, 1998). On this map, the only non-member star that carries a label is the most prominent one, Aldebaran. All other non-member stars are left unmarked.
Date
SourceOwn work
AuthorThuvan Dihn


History


As a naked-eye object, the Hyades cluster has been known since prehistoric times. It is mentioned by numerous Classical authors from Homer to Ovid.[13] In Book 18 of the Iliad the stars of the Hyades appear along with the PleiadesUrsa Major, and Orion on the shield that the god Hephaistos made for Achilles.[14]In Greek mythology, the Hyades were the five daughters of Atlas and half-sisters to the Pleiades. After the death of their brother, Hyas, the weeping sisters were transformed into a cluster of stars that was afterwards associated with rain.
In England the cluster was known as the "April Rainers" from an association with April showers, as recorded in the folk song "Green Grow the Rushes, O".
The cluster was probably first catalogued by Giovanni Batista Hodierna in 1654, and it subsequently appeared in many star atlases of the 17th and 18th centuries.[13] However, Charles Messier did not include the Hyades in his 1781 catalog of deep sky objects.[13] It therefore lacks a Messier number, unlike many other, more distant open clusters – e.g., M44 (Praesepe), M45 (Pleiades), and M67.
In 1869, the astronomer R.A. Proctor observed that numerous stars at large distances from the Hyades share a similar motion through space.[15] In 1908, Lewis Boss reported almost 25 years of observations to support this premise, arguing for the existence of a co-moving group of stars that he called the Taurus Stream (now generally known as the Hyades Stream or Hyades Supercluster). Boss published a chart that traced the scattered stars' movements back to a common point of convergence.[16]
By the 1920s, the notion that the Hyades shared a common origin with the Praesepe Cluster was widespread,[17] with Rudolf Klein-Wassink noting in 1927 that the two clusters are "probably cosmically related."[18] For much of the twentieth century, scientific study of the Hyades focused on determining its distance; modeling its evolution; confirming or rejecting candidate members; and characterizing individual stars.

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http://apod.nasa.gov/apod/ap000929.html
Credit & Copyright: Stan Richard
Explanation: Star clusters, planets, and a red giant posed for this portrait of the night sky from rural Jasper County, Iowa, USA. Astrophotographer Stan Richard recorded the four minute time exposure looking east around midnight on September 3rd at Ashton-Wildwood Park. To avoid star trails, his camera was mounted on a barndoor-style tracker to compensate for the Earth's rotation. Can you identify his celestial subjects? (Click on the image for a labeled version.) The Pleiades and Hyades, the closest open or galactic star clustersto the Sun, should be recognizable to beginning stargazers. Of course gas giant Jupiter rules as the brightest object in the picture and the largest planet in the Solar System, but second largest planet Saturn is also visible nearby. For sheer size cool red giant star Aldebaran is more impressive though, spanning about forty times the diameter of the Sun. Sixty light-years away and yellowish in this picture, Aldebaran is known as Alpha Tauri, the brightest star in Taurus, the Bull.

http://apod.nasa.gov/apod/image/0009/sepsky_labels.jpg



The Hyades Star Cluster

The Hyades cluster is the nearest major star cluster and the only one close enough to be mapped in three dimensions. The Hyades cluster is a bright object in Taurus, but the view is partially ruined by Aldebaran - a brilliant orange giant star that lies in front of the cluster at less than half the distance. The cluster itself is 151 light years from us. It was formed about 660 million years ago and the cluster has probably travelled around the Galaxy three times since then. Like most open star clusters, the stars in the cluster are slowly moving apart.

Minha (Janine) tradução simples  literal para o texto acima:

O Aglomerado das Hyades é o maior aglomerado estelar mais próximo de nós e o único suficientemente próximo para ser mapeado em três dimensões.  O alglomerado das Hyades é um brilhante objeto em Touro, porém sua visão fica parcialmente arruinada pela presença de Aldebaran - uma estrela gigante alaranjada brilhante e que encontra-se em frente ao aglomerado e pelo menos na metade da distância do mesmo.  O aglomerado está a 151 anos-luz de nós e foi formado cerca de 660 milhões de anos atrás e teria provavelmente viajado em torno da Galáxia por três vezes, desde então.  Assim como a maioria dos aglomerados estelares abertos, as estrelas no aglomerado estão vagarosamente se separando.


The Universe within 250 Light Years
The Solar Neighbourhood

O Universo contido em 250 anos-luz

A VIZINHANÇA SOLAR


This map is a plot of the 1500 most luminous stars within 250 light years. All of these stars are much more luminous than the Sun and most of them can be seen with the naked eye. About one third of the stars visible with the naked eye lie within 250 light years, even though this is only a tiny part of our galaxy.

ATLAS DO UNIVERSO
This website belongs to Richard Powell.


Minha (Janine) tradução simples e literal para o texto acima:

Este mapa apresenta as 1.500 estrelas mais luminosas contidas em 250 anos-luz.  Todas estas estrelas são bem mais luminosas do que o Sol e muitas delas podem ser vistas a olho nu.  Cerca de um terço das estrelas visíveis a olho nu encontram-se dentre 250 anos-luz, mesmo que isso signifique apenas uma pequena parte de nossa galáxia.






Entre no Link acima e leia o texto (em inglês) comentando sobre como o autor - Rogélio Bernal Andreo -  realizou esta belíssima foto.








http://www.ianridpath.com/atlases/urania/urania17.jpg




Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes


http://apod.nasa.gov/apod/ap111225.html
M1: The Crab Nebula from Hubble 
Image Credit: NASAESA, J. Hester, A. Loll (ASU); Acknowledgement: Davide De Martin (Skyfactory)



Stellarium

Concluindo nossa visita à constelação do Touro,
vamos observar que 
o Chifre mais ao norte acolhe a estrela-beta Tauri, El Nath:

El Nath.  Beta Tauri. 
Ascensão Reta 05h25,0m  - Declinação +28o 36
Magnitude visual 1,78 - Distância 300 anos-luz
Uma estrela dupla, de um branco brilhante e de um pálido cinza, situada na ponta do chifre ao norte do Touro e comumente conhecida como o Chifre ao Norte do Touro.  De Al Natih. O Pastor.  Em outra versão, é a Viagem, nome árabe que indica a viagem empreendida pela constelação do Cocheiro.


E vamos observar que
nas vizinhanças do Chifre do Sul do Touro 
mora a belíssima
NEBULOSA DO CARANGUEJO, M1, NGC 1952!

...........................  Uma estrela que certa dia explodiu, 
tornando-se uma chamada supernova,
e que, com o passar do tempo, tornou-se uma nuvem...;
nuvem penetrada por lentes ópticas 
comandadas por olhares penetrantes e estudiosos...; 
nuvem que foi revelando, descobrindo, não mais cobrindo,
seus segredos de vida (quase) infinita, 
vida que sempre encontra uma nova maneira de ser, 
vida que se transforma em nova vida,
através um novo coração, um pulsar, uma estrela de nêutrons, uma nova estrela!
Tempo e Espaço atuando através a eterna continuidade da Vida.

.........................................

Houve um tempo num passado não muito distante em que aquele pedaço do céu deu lugar a uma "estrela visitante" que surgiu com sua imensa luz mesmo durante o tempo da luz do Sol ao longo de 23 dias, maravilhando os povos que a observaram atentamente. Isso aconteceu em 04 de julho de 1054.... e por ainda mais dois anos, puderam os maravilhados Terrestres ainda observarem sua luz inebriante no céu noturno.... até que finalmente, seu brilho foi esmaecendo, esmaecendo, esmaecendo, até que desapareceu por completo, tão subitamente assim como havia chegado! E foi somente recentemente (com a ajuda de bons telescópios) que os Terrestres puderam voltar a ver aquela estrela - ou a memória do que ela havia sido no passado - através da nuvem de gases firulantes e coloridos que foram soprados, largados para trás, como um lenço de seda solto ao vento da escuridão da noite do universo sem fim....

............... A verdade é que a explosão dessa estrela aconteceu cerca de 5500 anos antes de cristo...
.........................................................







Messier 1

Supernova Remnant M1 (NGC 1952) in Taurus

Crab Nebula

[m1.jpg]
Right Ascension05 : 34.5 (h:m)
Declination+22 : 01 (deg:m)
Distance6.3 (kly)
Visual Brightness8.4 (mag) 
Apparent Dimension6x4 (arc min)



Discovered 1731 by British amateur astronomer John Bevis.

The Crab Nebula, Messier 1 (M1, NGC 1952), is the most famous and conspicuous known supernova remnant, the expanding cloud of gas created in the explosion of a star as supernova which was observed in the year 1054 AD. It shines as a nebula of magnitude 8.4 near the southern "horn" of Taurus, the Bull.

The supernova was noted on July 4, 1054 A.D. by Chinese astronomers as a new or "guest star," and was about four times brighter than Venus, or about mag -6. According to the records, it was visible in daylight for 23 days, and 653 days to the naked eye in the night sky. It was probably also recorded by Anasazi Indian artists (in present-day Arizona and New Mexico), as findings in Navaho Canyon and White Mesa (both Arizona) as well as in the Chaco Canyon National Park (New Mexico) indicate; there's a review of the research on the Chaco Canyon Anasazi art online. In addition, Ralph R. Robbins of the University of Texas has found Mimbres Indian art from New Mexico, possibly depicting the supernova.

The Supernova 1054 was also assigned the variable star designation CM Tauri. It is one of few historically observed supernovae in our Milky Way Galaxy.

The nebulous remnant was discovered by John Bevis in 1731, who added it to his sky atlas, Uranographia BritannicaCharles Messier independently found it on August 28, 1758, when he was looking for comet Halley on its first predicted return, and first thought it was a comet. Of course, he soon recognized that it had no apparent proper motion, and cataloged it on September 12, 1758. It was the discovery of this object which caused Charles Messier to begin with the compilation of his catalog. It was also the discovery of this object, which closely resembled a comet (1758 De la Nux, C/1758 K1) in his small refracting telescope, which brought him to the idea to search for comets with telescopes (see hisnote). Messier acknowledged the prior, original discovery by Bevis when he learned of it in a letter of June 10, 1771.

Although Messier's catalog was primarily compiled for preventing confusion of these objects with comets, M1 was again confused with comet Halley on the occasion of that comet's second predicted return in 1835.

This nebula was christened the "Crab Nebula" on the ground of a drawing made by Lord Rosse about 1844. Of the early observers, Messier, Bode and William Herschel correctly remarked that this nebula is not resolvable into stars, but William Herschel thought that it was a stellar system which should be resolvable by larger telescopes. John Herschel and Lord Rosse erroneously thought it is "barely resolvable" into stars. 
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http://apod.nasa.gov/apod/ap111225.html
M1: The Crab Nebula from Hubble 
Image Credit: NASAESA, J. Hester, A. Loll (ASU); Acknowledgement: Davide De Martin (Skyfactory)



NEBULOSA DO CARANGUEJO, M1, NGC 1952!


NGC 1952 - M 1 - Taurus  -  Nebulosa Resto de Supernova - Caranguejo
Ascensão Reta  05h33m      Declinação +22o.05
Tipo Nebulosa Planetária SN        Dimensão 5,0        Magnitude 19
Magnitude da Estrela associada 16V           Distância em anos-luz 4,0

- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


Por volta do ano 5500 antes de cristo, uma imensa estrela explodiu como Supernova... seis mil e quinhentos anos mais tarde, em 4 de julho de 1054, astrônomos japoneses e chineses puderam observar a aparição de uma 'estrela convidada" no céu na constelação que hoje denominamos de Touro. Essa nova estrela, tão brilhante quanto Vênus, pôde ser vista durante o dia por cerca de 23 dias e durante dois anos pôde ser observada e estudada no céu noturno.

Quando a supernova esmaeceu, passaram-se mais 700 anos até que uma pequena nuvem de gás verde luminoso surgiu no lugar onde ela aparecera anteriormente, um grau ao norte e oeste de Zeta Tauri, já em um dos chifres do Touro quase aos pés dos Gêmeos.

Por volta do ano 5500 antes de cristo, uma imensa estrela explodiu como Supernova... seis mil e quinhentos anos mais tarde, em 4 de julho de 1054, astrônomos japoneses e chineses puderam observar a aparição de uma 'estrela convidada" no céu na constelação que hoje denominamos de Touro. Essa nova estrela, tão brilhante quanto Vênus, pôde ser vista durante o dia por cerca de 23 dias e durante dois anos pôde ser observada e estudada no céu noturno.

Quando a supernova esmaeceu, passaram-se mais 700 anos até que uma pequena nuvem de gás verde luminoso surgiu no lugar aonde ela aparecera anteriormente, um grau ao norte e oeste de Zeta Tauri, já em um dos chifres do Touro quase aos pés dos Gêmeos.

Charles Messier (1730-1817) era um caçador de cometas e sempre vasculhava o céu em busca dos mesmos. Em 12 de setembro de 1758 (ou em 28 de Agosto, segundo outro documento - Nota da Tradutora), Messier apontou para esse ponto de luz difusa no céu e o descreveu a nebulosa como contendo nenhuma estrela, esbranquiçada em sua cor e alongada como a chama de uma vela. Mais tarde, Messier veio a saber que tal nebulosa já havia sido avistada por um astrônomo inglês, John Bevis, em 1731.

Messier continuou sua busca por cometas (naquele mesmo houve o retorno, já previsto, do Cometa Halley durante o mês de dezembro) - e passou então, a elaborar uma lista de objetos no céu que não eram cometas. Finalmente, uma versão final dessa lista foi publicada em 1784 contendo 109 ou 110 objetos, sendo que o primeiro objeto mencionado foi a Nebulosa que ora é visitada por Saturno. Essa lista é hoje conhecida como A Lista de Messier e seus objetos são denominados M1, M2, M3.... A Nebulosa do Caranguejo é M1.

No entanto, esse nome, Nebulosa do Caranguejo foi dado por Earl of Rosse, em 1840 que publicou um desenho da mesma com filamentos que sugeriam o formato de um caranguejo. Mais tarde, ele observou a nebulosa já com outra aparelhagem mais potente e rejeitou sua descrição anterior da mesma.... tarde demais: a Nebulosa do Caranguejo já era assim conhecida!


A Nebulosa do Caranguejo não é difícil de ser localizada com um telescópio mais simples e do quintal de sua casa - afinal foi assim que Messier a encontrou! Porém, em céus mais transparentes, longe das luzes da cidade, sua visão se torna bem mais enriquecida e se você tiver um telescópio possante, será fantástico poder observar um estrela que ainda permanece em seu centro, um pulsar que gira cerca de 30 vezes por segundo!

"A Nebulosa do Caranguejo" é uma re-leitura, síntese e tradução de Janine Milward de artigo extraído da Revista Astronomy em sua edição de novembro na seção "Southern Sky Show" - "The Starry Sky".



http://apod.nasa.gov/apod/ap111225.html
M1: The Crab Nebula from Hubble 
Image Credit: NASAESA, J. Hester, A. Loll (ASU); Acknowledgement: Davide De Martin (Skyfactory)



A Nebulosa do Caranguejo (também catalogado como Messier 1, NGC 1952, Taurus A) é um remanescente de supernova e uma nebulosa de vento de pulsar naconstelação do Touro. A nebulosa foi primeiramente observada por John Bevis em 1731 e corresponde a uma brilhante supernova (SN 1054) registrada por astrônomos chineses e árabes em 1054. A nebulosa é a mais intensa fonte de raios X e gama para energias acima de 30 KeV, com fluxo de energia luminosa acima de 1012 eV. Dista a cerca de 6 500 anos-luz (2 quiloparsecs) da Terra e tem um diâmetro de 11 anos-luz (3,4 parsecs), expandindo-se a uma taxa de aproximadamente 1 500 quilômetros por segundo.
No centro da nebulosa há o Pulsar do Caranguejo, uma estrela de nêutrons com 28 a 30 quilômetros de diâmetro,4 que emite pulsos periódicos de radiação que abrange quase todo o espectro eletromagnético, com uma frequência de 30,2 vezes por segundo, evidenciando uma rotação com período de apenas 33 milissegundos. Foi o primeiro objeto astronômico associado a uma explosão de supernova.
Age como uma fonte de radiação para o estudo de corpos celestes que por vezes a ocultam. Na década de 1950 e 1960, a coroa solar foi mapeada a partir de observações das ondas de rádio da nebulosa que passaram através dela. Em 2003, a espessura da atmosfera de Titã, satélite de Saturno, foi medida através do bloqueio de raios-X provenientes da nebulosa pela atmosfera do satélite.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nebulosa_do_Caranguejo



http://pt.wikipedia.org/wiki/Nebulosa_do_Caranguejo#mediaviewer/Ficheiro:Chandra-crab.jpg
Chandra-crabDomínio público
Optical: NASA/HST/ASU/J. Hester et al. X-Ray: NASA/CXC/ASU/J. Hester et al. - http://hubblesite.org/newscenter/newsdesk/archive/releases/2002/24/image/a
O Pulsar do Caranguejo. Esta imagem combina informações ópticas do Hubble (em vermelho) e imagens de raios-X do Observatório de raios-X Chandra (em azul).
A composite image of the Crab Nebula showing the X-ray (blue), and optical (red) images superimposed. The size of the X-ray image is smaller because the higher energy X-ray emitting electrons radiate away their energy more quickly than the lower energy optically emitting electrons as they move




Condições físicas


Os filamentos observados são restos da atmosfera da estrela progenitora e consistem basicamente de hélio e hidrogênio ionizado, juntamente com carbonooxigênio,nitrogênioferroneônio e enxofre. A temperatura dos gases nesses filamentos é de 11 000 a 18 000 kelvin e sua densidade é de 1 300 partículas por centímetro cúbico.17Considerando-se a luz visível, a Nebulosa do Caranguejo é composta de uma massa oval de filamentos, com diâmetro angular de aproximadamente 6x4 minutos de arco em torno de uma região central azul difusa. Como comparação, a lua cheia tem 30 minutos de arco de diâmetro. Em três dimensões, especula-se que a nebulosa tenha a forma de um esferoide prolato.3 Ao longo de sua maior dimensão visível, a nebulosa mede cerca de (13 ± 3) anos-luz.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Nebulosa_do_Caranguejo#mediaviewer/Ficheiro:Filaments_in_the_Crab_Nebula.jpg
Imagem do Telescópio Espacial Hubble de uma pequena região da Nebulosa do Caranguejo, mostrando sua intricada estrutura filamentar. Crédito:NASA/ESA.
Hubble Space Telescope image of filaments in the Crab Nebula (M1, NGC 1952).

Em 1953, o russo Iosif Shklovsky propôs que a região azul difusa fosse produzida por radiação síncrotron, que é a radiação emitida pelo movimento curvilíneo de elétrons em velocidades próximas à velocidade da luz.18 Três anos depois, a hipótese foi confirmada a partir das observações. Na década de 1960, verificou-se que a origem das trajetórias curvas dos elétrons era devida ao forte campo magnético produzido por uma estrela de nêutrons no centro da nebulosa.
A Nebulosa do Caranguejo é foco de muita atenção dos astrônomos, mas a sua distância à Terra permanece uma questão em aberto devido às grandes incertezas em cada método utilizado para calcular sua distância. Fotografias tomadas ao longo de vários anos revelam a lenta expansão da nebulosa,19 e comparando esta expansão angular observada no céu com a sua velocidade de expansão determinada através da análise espectroscópica, a distância da nebulosa em relação à Terra pode ser estimada com mais precisão. Em 1973, uma análise a partir dos diversos métodos utilizados para calcular a distância à nebulosa alcançou a conclusão de 6 300 anos-luz.3 As estimativas mais recentes dão conta que sua distância em relação à Terra é de (6,5 ± 1,8) x 10³ anos-luz, o que equivale a (2,0 ± 0,5) kpc, e que está se expandindo a uma taxa de aproximadamente 1 500 quilômetros por segundo.20
Seguindo cronologicamente de forma retrógrada e uniforme sua expansão, alcança-se uma data várias décadas após 1054, o que implica que a sua velocidade de expansão tem acelerado desde a explosão da supernova.21 Acredita-se que esta aceleração seja causada pela energia do pulsar, que de alguma forma interfere com o campo magnético da nebulosa, que se expande e força seus filamentos em direção ao espaço vazio.22
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Acredita-se que o pulsar do Caranguejo tenha cerca de 28 a 30 km de diâmetro.30 Emite pulsos de radiação a cada 33 milissegundos,31 e são emitidos em comprimentos de onda que abrangem praticamente todo o espectro eletromagnético, desde as ondas de rádio aos raios gama. Como todos os pulsares, o seu período de rotação está diminuindo gradualmente. Ocasionalmente, o seu período de rotação passa mudanças bruscas, conhecidas como "falhas", que se acredita serem causadas por um realinhamento repentino da massa da estrela de nêutrons, mudando seu momento de inércia e sua velocidade angular para que seu momento angular seja conservado. A energia liberada quando o pulsar desacelera é enorme e causa uma maior emissão da radiação síncrotron, que tem uma luminosidade total aproximadamente 75 000 vezes maior que a do Sol.32

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SAIBA MUITO, MUITO MAIS
SOBRE A NEBULOSA DO CARANGUEJO
acessando
PÁGINA DA CHANDRA SOBRE A NEBULOSA


Hubble Astronomers Unveil "Crab Nebula - The Movie"














http://apod.nasa.gov/apod/image/0112/m1animation_block_bw.gif
The Incredible Expanding Crab 
Credit: Courtesy Adam Block (KPNO Visitor Program), NOAONSF
Explanation: The Crab Nebula is cataloged as M1, the first on Charles Messier's famous list of things which are not comets. In fact, the Crab is now known to be a supernova remnant, an expanding cloud of debris from the explosion of a massive star. The violent birth of the Crab was witnessed by astronomers in the year 1054. Roughly 10 light-years across today, the nebula is still expanding at a rate of over 1,000 kilometers per second. Flipping between two images made nearly 30 years apart, this animation clearly demonstrates the expansion. The smaller Crab was recorded as a photographic image made in 1973 using the Kitt Peak National Observatory 4-meter telescope in 1973. The expanded Crab was made this year with the Kitt Peak Visitor Center's 0.4-meter telescope and digital camera. Background stars were used to register the two images.




Supernova é o nome dado aos corpos celestes surgidos após as explosões de estrelas (estimativa) com mais de 10 massas solares, que produzem objetos extremamente brilhantes, os quais declinam até se tornarem invisíveis, passadas algumas semanas ou meses. Em apenas alguns dias o seu brilho pode intensificar-se em 1 bilhão de vezes a partir de seu estado original, tornando a estrela tão brilhante quanto uma galáxia, mas, com o passar do tempo, sua temperatura e brilho diminuem até chegarem a um grau inferior aos primeiros.
A explosão de uma supernova pode expulsar para o espaço até 90% da matéria de uma estrela. O núcleo remanescente tem massa superior a 1,5 massas solares, a Pressão de Degenerescência dos elétrons não é mais suficiente para manter o núcleo estável; então os elétrons colapsam com o núcleo, chocando-se com os prótons, originandonêutrons: o resultado é uma estrela composta de nêutrons, com aproximadamente 15 km de diametro e extremamente densa, conhecida como estrela de nêutrons ou pulsar. Mas, quando a massa desse núcleo ultrapassa 3 massas solares, nem mesmo a Pressão de Degenerescência dos nêutrons consegue manter o núcleo; então a estrela continua a se colapsar, dando origem a uma singularidade no espaço-tempo, conhecida como buraco negro, cuja velocidade de escape é maior do que a velocidade da luz.
Atualmente, são utilizadas como velas-padrão para estudos da expansão do universo, técnica similar à utilizada por Edwin Hubble com cefeidas, mas, com eficiência muito maior, pois o brilho das Supernovas é bem maior.

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http://pt.wikipedia.org/wiki/Supernova



http://en.wikipedia.org/wiki/Crab_Nebula#mediaviewer/File:Crab_Nebula_NGC_1952_(composite_from_Chandra,_Hubble_and_Spitzer).jpg
Crab Nebula NGC 1952 (composite from Chandra, Hubble and Spitzer)
X-Ray: NASA/CXC/J.Hester (ASU); Optical: NASA/ESA/J.Hester & A.Loll (ASU); Infrared: NASA/JPL-Caltech/R.Gehrz (Univ. Minn.) - http://www.spitzer.caltech.edu/images/2857-sig09-009-NASA-s-Great-Observatories-View-of-the-Crab-Nebula (direct link)


Os desenhos formados pelas estrelas
 - AS CONSTELAÇÕES -
 são como janelas que se abrem para a infinitude do universo 
e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais, 
entre o céu e a terra...,
 bem como percebendo que o caos,
 vagarosamente,
vai se tornando Cosmos 
e este por nossa mente sendo conscientizado.

Quer dizer, nossa mente é tão infinita 
quanto infinito é o Cosmos.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward