segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Lua Cheia em Touro, cumprimentando Aldebaran e as Hyades


 Olá!

A Lua Cheia estará acontecendo na direção da constelação Taurus, o Touro,
e querendo aproximar-se da estrela-alpha Tauri, Aldebaran,
e do aglomerado aberto Hyades
e tendo recém visitado as Pleiades, as irmãs que choram
- nessas noites de 24 e 25 de novembro.

A bem da verdade, a iluminação imensa da Lua
não nos deixa observar sua saudação nem às Pleiades
e nem às Hyades
- sendo que a presença da belíssima Aldebaran
poderá ser percebida, sim, porém talvez através a ajuda de simpáticos binóculos
para os moradores de centros urbanos e iluminados
(mesmo em lugares mais rurais e distantes das luzes das cidades,
essa proximidade entre Lua Cheia e a gigante alaranjada Aldebaran
pode um tanto que minimizar o brilho dessa estrela).

A belíssima estrela-alpha Tauri, Aldebaran,
 parece fazer parte das Hyades, aglomerado em movimento do Touro
- mas não faz.  
É um pertencimento apenas aparente.

De qualquer forma, 
eu penso que as Hyades parecem formar um triângulo
- quase como se fosse uma árvore conífera -,
e Aldebaran vem enfeitar, em tons  alaranjados,
 esse Aglomerado de estrelas como se uma brilhante gema fosse.  
E é.

Aldebaran formava uma das quatro estrelas reais ou guardiãs dos céus 
entre os persas cerca de 3.000 anos a.C, 
quando, enquanto Guardiã do Leste, marcava o Equinócio Vernal 
- as outras estrelas eram Regulus, Antares e Fomalhaut.

As Hyades são o Aglomerado Aberto mais próximo ao nosso Sol 
e todas suas estrelas encontram-se em movimento em conjunto.

Aldebaran situa-se em cerca da metade do caminho 
entre o centro das Hyades e nosso Sol.

No entanto, a olho nu, todo esse conjunto estelar que forma a cabeça do Touro
é de uma beleza rara e sempre nos emociona.

Nesta Postagem, Caro Leitor,
encontre algumas informações sobre
a estrela-alpha Tauri, Aldebaran,
e sobre o aglomerado aberto Hyades.


Com um abraço estrelado,
Janine Milward





Stellarium

Stellarium

Stellarium

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Caro Leitor,
para nós moradores do hemisfério sul,
a constelação do Touro, por se encontrar mais ao norte,
apresenta-se "de cabeça para baixo".
Sendo assim, veja as Ilustrações abaixo
com o oeste à sua esquerda e o leste à sua direita
e com você diante do horizonte norte
- com o horizonte sul às suas costas.




Stellarium

Stellarium

Stellarium


Stellarium








Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes






http://www.ianridpath.com/atlases/urania/urania17.jpg




O AGLOMERADO DAS HYADES 
ALDEBARAN, GIGANTE VERMELHA, O OLHO ILUMINADO DO TOURO:




Aldebaran.  Alpha Tauri. 
Ascensão Reta 04h34,8m - Declinação +16o 28’
Magnitude visual 1,06 - Distância 68 anos-luz

Uma estrela gigante alaranjada marcando o olho esquerdo e sul do Touro.  

Seu nome advém de Al Dabaran, Aquela que Segue. 
Aquela que vem antes da Estrela da Água, isto é, das Pleiades. 

Formava uma das quatro estrelas reais ou guardiãs dos céus entre os persas 
cerca de 3.000 anos a.C, quando, enquanto Guardiã do Leste, marcava o Equinócio Vernal - as outras estrelas eram Regulus, Antares e Fomalhaut.



- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


Alpha Tauri (α Tau) conhecida como Aldebarã ou Aldebaran é uma estrela de primeira magnitude, e a estrela mais brilhante da constelação Taurus.1 É também designada pelos nomes de Cor TauriParilicium ou ainda, pelos códigos HR 1457 e HD 29139.
Na Grécia antiga era conhecida como "tocha" ou "facho".
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aldebar%C3%A3

http://pt.wikipedia.org/wiki/Aldebar%C3%A3#mediaviewer/Ficheiro:Aldebaran_e_sol.JPG
Comparação do tamanho relativo de Aldebaran e do Sol

Descrição 

Se imaginarmos a imagem sugerida para a constelação, a estrela ocupará sensivelmente a posição do olho esquerdo do Touro mítico.
O seu nome provém da palavra árabe الدبران al-dabarān que significa "aquela que segue" ou "olho do Touro" – referência à forma como a estrela parece seguir o aglomerado estelar das Plêiades durante o seu movimento aparente ao longo do céu nocturno.
Quase parece que Aldebarã pertence ao mais disperso dos enxames estelares (as Híades) que constitui, também, o aglomerado mais próximo da Terra. Contudo, a maior parte dos autores crê que, na verdade, está apenas localizada na mesma direcção da linha de visão entre a Terra e as Híades – sendo, portanto, uma estrela independente.
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Actualmente, a sua energia provém apenas da fusão de hélio, da qual resultam cinzas de Carbono e Oxigénio.Aldebarã é uma estrela de tipo espectral K5 III (é uma gigante vermelha), o que significa que tem cor alaranjada; tem grandes dimensões, e saiu da sequência principal doDiagrama de Hertzsprung-Russell depois de ter gasto todo o hidrogénio que constituía o seu “combustível”. Tem uma companheira menor (uma estrela mais pálida, tipo M2 anã que orbita a várias centenas de UA).
O corpo principal desta estrela expandiu-se para um diâmetro de aproximadamente 5,3 × 107 km, ou seja, cerca de 38 vezes maior que o Sol (outras fontes referem que é 50 vezes maior). As medições efectuadas pelo satélite Hipparcos localizam a estrela a 65,1 anos-luz da Terra, e permitem saber que a sua luminosidade é 150 vezes superior à doSol, o que a torna a décima terceira estrela mais brilhante do céu (0,9 de magnitude). É ligeiramente variável, do tipo variável pulsante, apresentando uma variação de cerca de 0.2 de magnitude.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aldebar%C3%A3








Hyades for the Holidays 
Image Credit & CopyrightJerry Lodriguss (Catching the Light)
Explanation: Recognized since antiquity and depicted on the shield of Achilles according to Homer, stars of the Hyades cluster form the head of the constellation Taurus the Bull. Their general V-shape is anchored by Aldebaran, the eye of the Bull and by far the constellation's brightest star. Yellowish in appearance, red giant Aldebaran is not a Hyades cluster member, though. Modern astronomy puts the Hyades cluster 151 light-years away making it the nearest established open star cluster, while Aldebaran lies at less than half that distance, along the same line-of-sight. Along with colorful Hyades stars, this stellar holiday portrait locates Aldebaran just below center, as well as another open star cluster in Taurus, NGC 1647 at the left, some 2,000 light-years or more in the background. Just slide your cursor over the image to identify the stars. The central Hyades stars are spread out over about 15 light-years. Formed some 800 million years ago, the Hyades star cluster may share a common origin with M44 (Praesepe), a naked-eye open star cluster in Cancer, based on M44's motion through space and remarkably similar age.


Hyades for the Holidays 
Image Credit & CopyrightJerry Lodriguss (Catching the Light)

(foto com marcação) 




Hyades - Aglomerado em movimento
Grupo de mais de 200 estrelas que circundam Aldebarã e que se deslocam todas para um mesmo ponto do céu, próximo a Betelgeuse, a estrela-alpha de Órion.  Estas estrelas são um aglomerado aberto e seu desenho forma a cabeça do Touro.  Todas as estrelas encontram-se em movimento em conjunto e por esta razão as Hyades são chamadas de Aglomerado em Movimento do Touro.  A estrela Alpha Tauri, Aldebarã, gigante alaranjada, adorna as Hyades como se fosse uma gema brilhante porém não é membro desse aglomerado por se situar cerca da metade do caminho entre o centro das Hyades e nosso Sol.

Prima Hyadum. Gama Taurus. 
A estrela-chefe das Hiades, o aglomerado. As Híades consistem de seis estrelas situadas na testa do Touro e marcando o olho ao norte.

As Híades eram as sete filhas de Atlas e Aethra, meia-irmãs das Pleiades (que eram filhas de Atlas e de Pleione) e foram encarregadas por Júpiter de cuidar de Baco, quando criança.  

Elas foram colocadas no céu como prêmio por seu amor fraternal e pela tristeza pela morte de seu irmão Hyas, que foi morto por um animal feroz, na Líbia.


- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986




The Hyades (/ˈh.ədz/Greek Ὑάδες, also known as Melotte 25 or Collinder 50), is the nearest open cluster to the Solar System and one of the best-studied of all star clusters. The Hipparcos satellite, the Hubble Space Telescope, and infrared color-magnitude diagram fitting have been used to establish a distance of ~153 ly (47 pc) to the cluster center.[1][2][3][4] The distances established by these three independent methods agree, thereby making the Hyades an important rung on thecosmic distance ladder. The cluster consists of a roughly spherical group of hundreds of stars sharing the same age, place of origin, chemical content, and motion through space.[1][5] From the perspective of observers on Earth, the Hyades Cluster appears in the constellation Taurus, where its brightest stars form a "V" shape along with the still brighter red giant Aldebaran. However, Aldebaran is unrelated to the Hyades, as it is located much closer to Earth (hence its apparent brightness) and merely happens to lie along the same line of sight.
The five brightest member stars of the Hyades have all evolved away from the Main Sequence and now lie at the bottom of the giant branch.[6] Four of these stars, with Bayer designations GammaDelta 1Epsilon, and Theta Tauri, form an asterism that is traditionally identified as the head of Taurus the Bull.[6] The other isZeta 1 Tauri, which lies 2° further south. Epsilon Tauri, known as Ain (the "Bull's Eye"), has a gas giant exoplanet candidate,[7] the first planet to be found in any open cluster.
The age of the Hyades is estimated to be about 625 million years.[1] The cluster core, where stars are most densely packed, has a radius of 2.7 parsecs (corresponding to a diameter of 17.6 light years), and the cluster's tidal radius is 10 parsecs (corresponding to a diameter of 65 light years).[1] However, about one-third of confirmed member stars have been observed well outside this boundary, in the cluster's extended halo; these stars are probably in the process of escaping from its gravitational influence.[1]

Description
English: This map represents prominent stars in the core of the Hyades Cluster. Filled red circles refer to red giant stars. Filled blue circles refer to A, F, and G-type stars. The four Hyades giants are labeled with their Bayer designations (e.g., Epsilon Tauri). Arabic numerals provide Flamsteed designations (e.g., 68 Tauri). Small italics provide designations from the Henry Draper catalog (e.g., HD 28406). The vertical scale indicates declination; the horizontal scale indicates right ascension, measured in hours and minutes. Not all stars in the field of view belong to the Hyades Cluster. Membership determinations were made on the basis of Table 2 in Perryman et al., "The Hyades Cluster: distance, structure, dynamics, and age" (Astronomy and Astrophysics 331, 81-120, 1998). On this map, the only non-member star that carries a label is the most prominent one, Aldebaran. All other non-member stars are left unmarked.
Date
SourceOwn work
AuthorThuvan Dihn


History


As a naked-eye object, the Hyades cluster has been known since prehistoric times. It is mentioned by numerous Classical authors from Homer to Ovid.[13] In Book 18 of the Iliad the stars of the Hyades appear along with the PleiadesUrsa Major, and Orion on the shield that the god Hephaistos made for Achilles.[14]In Greek mythology, the Hyades were the five daughters of Atlas and half-sisters to the Pleiades. After the death of their brother, Hyas, the weeping sisters were transformed into a cluster of stars that was afterwards associated with rain.
In England the cluster was known as the "April Rainers" from an association with April showers, as recorded in the folk song "Green Grow the Rushes, O".
The cluster was probably first catalogued by Giovanni Batista Hodierna in 1654, and it subsequently appeared in many star atlases of the 17th and 18th centuries.[13] However, Charles Messier did not include the Hyades in his 1781 catalog of deep sky objects.[13] It therefore lacks a Messier number, unlike many other, more distant open clusters – e.g., M44 (Praesepe), M45 (Pleiades), and M67.
In 1869, the astronomer R.A. Proctor observed that numerous stars at large distances from the Hyades share a similar motion through space.[15] In 1908, Lewis Boss reported almost 25 years of observations to support this premise, arguing for the existence of a co-moving group of stars that he called the Taurus Stream (now generally known as the Hyades Stream or Hyades Supercluster). Boss published a chart that traced the scattered stars' movements back to a common point of convergence.[16]
By the 1920s, the notion that the Hyades shared a common origin with the Praesepe Cluster was widespread,[17] with Rudolf Klein-Wassink noting in 1927 that the two clusters are "probably cosmically related."[18] For much of the twentieth century, scientific study of the Hyades focused on determining its distance; modeling its evolution; confirming or rejecting candidate members; and characterizing individual stars.

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See Explanation.  Clicking on the picture will download 
 the highest resolution version available.
http://apod.nasa.gov/apod/ap000929.html
Credit & Copyright: Stan Richard
Explanation: Star clusters, planets, and a red giant posed for this portrait of the night sky from rural Jasper County, Iowa, USA. Astrophotographer Stan Richard recorded the four minute time exposure looking east around midnight on September 3rd at Ashton-Wildwood Park. To avoid star trails, his camera was mounted on a barndoor-style tracker to compensate for the Earth's rotation. Can you identify his celestial subjects? (Click on the image for a labeled version.) The Pleiades and Hyades, the closest open or galactic star clustersto the Sun, should be recognizable to beginning stargazers. Of course gas giant Jupiter rules as the brightest object in the picture and the largest planet in the Solar System, but second largest planet Saturn is also visible nearby. For sheer size cool red giant star Aldebaran is more impressive though, spanning about forty times the diameter of the Sun. Sixty light-years away and yellowish in this picture, Aldebaran is known as Alpha Tauri, the brightest star in Taurus, the Bull.




The Hyades Star Cluster

The Hyades cluster is the nearest major star cluster and the only one close enough to be mapped in three dimensions. The Hyades cluster is a bright object in Taurus, but the view is partially ruined by Aldebaran - a brilliant orange giant star that lies in front of the cluster at less than half the distance. The cluster itself is 151 light years from us. It was formed about 660 million years ago and the cluster has probably travelled around the Galaxy three times since then. Like most open star clusters, the stars in the cluster are slowly moving apart.

Minha (Janine) tradução simples  literal para o texto acima:

O Aglomerado das Hyades é o maior aglomerado estelar mais próximo de nós e o único suficientemente próximo para ser mapeado em três dimensões.  O alglomerado das Hyades é um brilhante objeto em Touro, porém sua visão fica parcialmente arruinada pela presença de Aldebaran - uma estrela gigante alaranjada brilhante e que encontra-se em frente ao aglomerado e pelo menos na metade da distância do mesmo.  O aglomerado está a 151 anos-luz de nós e foi formado cerca de 660 milhões de anos atrás e teria provavelmente viajado em torno da Galáxia por três vezes, desde então.  Assim como a maioria dos aglomerados estelares abertos, as estrelas no aglomerado estão vagarosamente se separando.


The Universe within 250 Light Years
The Solar Neighbourhood

O Universo contido em 250 anos-luz

A VIZINHANÇA SOLAR


This map is a plot of the 1500 most luminous stars within 250 light years. All of these stars are much more luminous than the Sun and most of them can be seen with the naked eye. About one third of the stars visible with the naked eye lie within 250 light years, even though this is only a tiny part of our galaxy.

ATLAS DO UNIVERSO
This website belongs to Richard Powell.


Minha (Janine) tradução simples e literal para o texto acima:

Este mapa apresenta as 1.500 estrelas mais luminosas contidas em 250 anos-luz.  Todas estas estrelas são bem mais luminosas do que o Sol e muitas delas podem ser vistas a olho nu.  Cerca de um terço das estrelas visíveis a olho nu encontram-se dentre 250 anos-luz, mesmo que isso signifique apenas uma pequena parte de nossa galáxia.






Entre no Link acima e leia o texto (em inglês) comentando sobre como o autor - Rogélio Bernal Andreo -  realizou esta belíssima foto.



Os desenhos formados pelas estrelas
 - AS CONSTELAÇÕES - 
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo
 e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais,
 bem mais, entre o céu e a terra..., 
bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos 
e este por nossa mente sendo conscientizado.

Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


http://www.raremaps.com/gallery/enlarge/37703
Map Maker: Elijah J. Burritt