sábado, 14 de novembro de 2015

Navegando sobre o Rio de Estrelas, Eridanus, ao longo da noite e da madrugada!

Olá!

Nessas madrugadas 
de céus escuros e transparentes
- em miolo de primavera para nós, do hemisfério sul,
e de outono para os moradores do hemisfério norte -,
 convido você, Caro Leitor,
a irmos
Navegando sobre o Rio de Estrelas, Eridanus, 
ao longo da noite e da madrugada!

Estaremos, primeiramente, 
comentando sobre a belíssima estrela-alpha Eridani,
Achernar;
e então tomaremos nosso lugar
para não somente navegarmos sobre o Rio Estrelado
como também irmos contemplando, apreciando,observando
 estrelas e objetos celestes em suas constelações
e em aparente caminhar de leste para oeste.


Stellarium





Se você buscar pelo Gigante Caçador Órion 
(busca nada difícil, não é verdade?), 
certamente poderá notar que bem aos pés da estrela-beta Orionis Rigel 
(e olhe que este termo quer significar 'pé'!), 
estará encontrando a deixa para mergulhar no Rio Eridanus, o Rio Estrelado do Céu.... 
e este mergulho continuará por várias braçadas
 ao longo do leito sinuoso de estrelas tímidas, bem tímidas,
 que compõem este Rio celeste,
 praticamente saindo próximo à linha do Equador Celestial 
(que passa aparente cortando a estrela Mintaka, que faz parte do Cinturão do Gigante, 
e também conhecida como uma das Três Marias!),
 e concluindo-se já bem mais ao sul,
 iluminadamente terminando em sua Foz, 
a estrela-alpha Eridanii, Achernar, a Bela do Sul
 (proximamente a Canopus, estrela-alpha Carinae, 
da antiga constelação Argo Navis, o Navio).



Esta Postagem sobre o Rio dos Céus Estrelados,
Caro Leitor,
vem prantear a morte do doce Rio Doce,
morte anunciada
 porém substimada pela ganância dos lucros dos podres Poderes!

O Rio Doce que sempre trouxe vida 
por todos os lugares por onde deixava suas águas caminharem
vem a morrer através o rompimento de barragens de rejeitos de minério
- barragens frágeis e mal-cuidadas
 e que não conseguiram barrar a morte,
morte de seres humanos e de seres animais vários,
morte da água que antes trazia vida,
morte da vida do Rio Doce,
morte da Vida.

"Morre rio, morremos todos".


Com um abraço estrelado,
Janine Milward












 Mario Jaci Monteiro - Cartas Celestes, as 88 Constelações




 ERIDANUS, O RIO ERIDANO



Posicionamento:
Ascensão Reta 1h22m / 5h9m      Declinação +0o.1 / -58o.1


Mito:
Esta constelação representa o Rio Padus ou onde Phaeton caiu quando degolado por Júpiter por causa de ter botado fogo no mundo ao mal-guiar o carro de seu pai, Phoebus.

Erídano é supostamente uma representação de equivalência celestial de um rio; é o Nilo para os Egípcios, e o Eufrates para os Babilônios.



Fronteiras:
Eridanus faz fronteira com
 Horologium, Caelum, Lepus, Orion, Taurus, Cetus, Fornax, Pheonix e Hydra




- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986




Navegando sobre o Rio de Estrelas, Eridanus, 

ao longo da noite e da madrugada!



"Achernar" by Fred the OysteriThe source code of this SVG is valid.This vector graphics image was created with Adobe Illustrator.. Licensed under GFDL via Commons - https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Achernar.svg#/media/File:Achernar.svg



Achernar (α Eriα EridaniAlpha Eridani), sometimes spelled Achenar, is the brightest star in the constellation Eridanus and the tenth-brightest star in the night sky. Of the ten apparent brightest stars in the nighttime sky, Achernar is the hottest and bluest in color, being of spectral type B.[nb 1] Lying at the southern tip of Eridanus, the star has an unusually rapid rotational velocity, causing it to become oblate in shape. Achernar is actually a binary star system,[6] with the second star known as Achernar B. The second star is smaller and orbits Achernar A at a distance of roughly 12 astronomical units (AU). Achernar B is of spectral type A.

https://en.wikipedia.org/wiki/Achernar





Stellarium


Uma estrela pisca me chamando: é Achernar!  
Ei-la que surge majestosa, iluminando os céus bem ao sul,
 apontando para o Rio Eridano, 
sinuosamente enredilhando-se pelas terras desde os pés do Gigante Caçador 
até desaguar suas águas através esta maravilha 
que vem anunciando a chegada do mar!


É realmente muito agradável termos uma bela visão dos céus 
bem mais ao sul
 - apesar de que, confesso, 
a multidão de pequenas constelações ainda me confunde, 
ainda não sei bem delinear muitas delas, 
deixo-me envolver por um certo tom de caos...,
 talvez parecido com o inicial caos
 que teria advindo aos observadores dos céus, 
há alguns poucos séculos, 
quando aproveitaram as caravelas arrojadas
 e desbravadoras de novos mares nunca dantes navegados 
(e também os navios a vapor) 
para conhecerem as estrelas buscando o sul...   


Penso que o sul traz um tom de fantasia, 
de imaginação solta, de paraíso na Terra, 
algo assim
- e também de desejo e de concretização de ideais
e de situações agradáveis, confortantes ao coração. 
 Quer dizer,
 as constelações bem mais ao sul que foram sendo figuradas,
 delineadas e nomeadas, 
expressam, de alguma forma, estas questões.  


Uma questão bastante fundamental é o fato de que 
para bem podermos conhecer os céus estrelados mais ao sul, 
é preciso que estejamos em lugares de céus escuros e transparentes 
e, preferencialmente, em noites sem-Lua.

(De uma maneira geral, as pessoas se mostram surpresas 
quando eu digo que o melhor momento para o observador de estrelas
 acontece quando Selene está ausente 
- nem que seja por algumas horas, 
em tempos de Lua de Nova a Crescente ou de Lua Minguante a Nova!).

No caso do Rio Eridanus, 
eu somente consigo delineá-lo nos céus estrelados 
quando a noite é escura, bem escura - 
pois que as estrelas que compõem a sinuosidade maravilhosa 
apresentada por esta constelação são luzes não muito iluminadas
 - com a fantástica exceção da estrela-alpha Eridanii, Achernar!






http://www.stellarium.org/pt/






Quando Achernar entra em cena no horizonte sudeste,
 o céu vem apresentando situações muitíssimo interessantes: 
O Escorpião apronta-se para deitar-se no horizonte oeste 
e isto significa que o Gigante Órion 
já tem toda a intenção de apresentar-se no horizonte leste!  
E sabemos que a estrela que marca um dos pés do Gigante Caçador, Rigel, 
estrela-beta Orionis,
 acontece exatamente no lugar onde o Rio Eridanus nasce 
e é marcado por sua estrela-bela Eridanii, Cursa.

No entanto, antes mesmo de o Gigante surgir no horizonte leste
 e ainda contando com a presença de Escorpião rastejando pelos céus do oeste,
 o Rio Eridanus já se insinua através sua Foz 
enriquecida pela estrela-alpha Eridanii, Achernar!

Este é um momento de céu estrelado apresentando-se de maneira radiosa! 

 Existe a junção entre o Escorpião e o Sagitário 
nos introduzindo aos caminhos que nos levam ao centro da Galáxia!

Capricórnio e Aquário também apresentam-se de maneira bem interessante 
quando em noites de céus escuros e transparentes e sem Lua 
porque sempre vejo uma "fraldinha" sendo delineada pelo Capricórnio 
e fico rindo e sorrindo diante das estrelinhas em zigue-zague 
que podemos encontrar no Aguadeiro!

É certo que também o Grande Triângulo do Norte 
encanta nossa visão mais ao norte, não é verdade, 
com as presenças das constelações da Águia, da Lira e do Cisne
 e esta figura triangular acontecendo através suas estrelas-alpha,
 respectivamente Altair, Vega e Deneb.

O Mito de Andromeda, a Donzela Acorrentada sendo salva
pelo Herói Perseus montado em seu cavalo Alado Pegasus,
preenche nossa visão dos céus estrelados mais ao norte
através as constelações Cassiopeia e Cepheus (pais de Andromeda),
Peixes, Cetus... e, é claro, Andromeda, Pegasus e Perseus!

Andromeda é uma constelação muito conhecida
por acolher o maravilhoso objeto denominado M31
ou a Grande Nebulosa de Andromeda...
- em verdade, uma imensa galáxia, galáxia nossa irmã
e sabemos que a Via Lactea, Andromeda e Triangulum
são consideradas as galáxias mais importantes do
nosso chamado Grupo Local.


Afirmam os alfarrábios,
que a magnitude visual de Andromeda, M31,  é 3.4
(quer dizer, pode ser observada a olho nu
em céus escuros e transparentes e em noites de ausência de Lua
- eu mesma já morei num Sítio de onde podia
observar Andromeda em visão enviesada, ou seja,
através o rápido rasgo de visão).

Afirmam os alfarrábios,
que a magnitude visual de Triangulum, M33, é 5.7
(quer dizer, dificilmente pode ser observada a olho nu...
porém é sempre aconselhável poder se tentar - por que não? -
e também recorrer a um bom par de binóculos
ou mesmo a um simpático telescópio).

De quaquer forma,
é bom que saibamos que,
ao visualizarmos 
(seja a olho nu ou seja através alguma lente óptica)
a Galáxia Andromeda, M31,
estaremos também muito próximos 
da boa visualização da Galáxia Triangulum, M33!

E, após visualizarmos ou bem nos apercebermos
dos posicionamentos dessas nossas Galáxias-Irmãs,
ao norte - Andromeda e Triangulum -,
sempre poderemos girar nossa cabeça
e voltarmos nosso corpo para o sul, bem ao sul,
e observarmos, felizes e contentes e a olho nu
(em lugares de céus escuros e transparentes e em noites sem Lua)
as Galáxias também nossas Irmãs,
as Nuvens Pequena e Grande de Magalhães
- as constelações Hydrus e Tucana acolhendo a Pequena Nuvem
e as constelações Dorado e Mons Mensa acolhendo a Grande Nuvem!



Stellarium




Ainda existem outras questões bem importantes
 que envolvem a entrada em cena nos céus estrelados do sul 
da constelação do Rio Eridanus:  
Se você olhar atentamente a carta celeste,
 verá que a pequena constelação Fornax, a Fornalha,
 é quase que inteiramente envolvida 
por uma das sinuosidades por onde o Rio Eridanus passa. 
 E também, olhando um tantinho ao sul,
 você perceberá a presença da constelação Dorado, o Peixe Dourado.



Esse lugar no céu
 - imenso espaço! -, 
revela Aglomerados e Voids
 e são conhecidos 
como Fornax Cluster e Eridanus Cluster 
e Fornax e Eridanus Void. 

 A bem da verdade,
 muitas das vezes o Leitor encontrará a menção da constelação Fornax
 nomeando Aglomerado e Void 
- nem sempre o nome Eridanus estará sendo mencionado
 (ou mesmo o nome Dorado, em alguns casos).

Porém, ainda mais importante, a meu ver, 
é o fato de que é possível que exista o maior Void já encontrado
 exatamente na direção da constelação Eridanus.

Tudo isso quer significar que 
sempre que estivermos observando a constelação do Eridanus , 
em uma de suas curvas de Rio, 
saberemos que além, muito além de nossa visão apenas física, 
existe um mundo imenso, gigantesco, 
um mundo de galáxias aglomeradas e também um mundão de Vazio.  

Quer dizer, Luz e Vazio existem para ainda além do Rio.







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Quando Achernar alcança seu lugar mais alto nos céus estrelados do sul,

 acontece uma situação muitíssimo interessante: 
visualmente, Canopus, estrela-alpha Carinae, 
e Achernar, estrela-alpha Eridanii, 
apresentam-se num mesmo nível 
e enfeitam imensamente o céu sulino e cativam nosso olhar.

O Gigante Órion também alcança o zênite

 e suas três estrelas formadoras de seu Cinturão - Alnilan, Alnitak e Mintak -,
 sorriem para nós como se fossem as Três Marias 
(porque são assim nomeadas popularmente).

Existem momentos muito importantes no céu:  

um desses momentos é representado pelo Mito de Andromeda e Perseus.  
A bem da verdade, Cepheus e Cassiopeia já saíram de cena 
(e principalmente para mim porque estão tão ao norte que não posso alcançá-los).  Pegasus também voa alhures, carregando consigo a Princesa Acorrentada. 
 No entanto, Perseus permanece e sempre mostrando a cabeça decepada da Medusa 
bem como os Peixes que nadam nos mares onde Cetus, o Monstro Marinho, a Baleia,
 nada com seu corpanzil feito de estrelas bem delineadas.

Os mares do norte vão concluindo 

e dando lugar à terra firme onde o Carneiro, Aries, e o Touro pastam.









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O outro momento fantástico é revelado 

pela caudalosa fumacinha branca de estrelinhas de algodão
 formando a Via Lactea 
e iluminando imensamente esta parte do céu, desde o norte até o sul!

E, sem dúvida alguma, sempre a presença da estrela mais linda e mais cantada, 

Sirius, 
estrela-alpha Canis Majoris, nos faz vibrar o coração.








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Ao final da longa madrugada estrelada
e de nossa viagem sobre as águas estelares
do Rio Eridanus,
entram em cena
Júpiter e Marte e Vênus!


O garboso Leão dos céus ruge,
 sempre sendo seguido pela virginal Virgem que esconde mil e um segredos!  
Júpiter vem iluminando a fronteira entre Leão e Virgem
enquanto Marte e Vênus deslizam através o braço virginal
que segura o feixe de trigo,
ou seja, a estrela-alpha Virginis, Spica!

O Rio Eridanus começa a buscar esconder-se atrás do horizonte oeste, 

deixando as maravilhas dos céus estrelados do sul 
acontecerem através o Navio
 que se mostra por inteiro e navegando placidamente, 
e ainda mostrando o Centauro sempre guardando consigo nosso Cruzeiro do Sul.

Os Gêmeos Castor e Pollux, sempre juntos e conversando entre si, 
anseiam pelo momento de se apresentarem do outro lado do mundo..., 
enquanto o Caranguejo ainda se insinua 
e nos embevece a visão de sua Colmeia de Abelhas, 
berço de estrelinhas-bebês em seu ventre.  

A Hydra é sempre um prazer de ser vista, 
enredilhando-se espaçosamente desde o Caranguejo 
até quase a Balança 
e carregando consigo o Sextante, a Taça e o belíssimo voo do Corvo. 


Com um abraço estrelado,
Janine Milward 




Stellarium



Ah,
 a observação dos céus estrelados a olho  nú 
é algo realmente encantador, 
emocionante 
e somente aqueles que se dedicam a esse tipo de observação 
saindo de suas poltronas (the arm-chair astronomer)
 e das telas mágicas de seus computadores -,
 conseguem compreender 
o maravilhamento que as estrelas e suas constelações 
e alguns objetos celestes visíveis à vista desarmada 
nos proporcionam, 
gratuitamente 
e quase eternamente....






"Endless"
https://www.facebook.com/shainblumphoto/photos/a.283946351718406.61562.282800301833011/618184241627947/?type=1&theater
http://shainblum.smugmug.com/

Michael Shainblum Photography/Film/Timelapse



Os desenhos formados pelas estrelas 
- as constelações -
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo 
e que possibilitam nossa mente 
a ir percebendo que existe mais, bem mais, 
entre o céu e a terra...; 
bem como percebendo que o caos, vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos 
e sendo por nossa mente conscientizado.  

Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward

CONVIDO VOCÊ, 
Caro Caminhante do Céu e da Terra, 
a visitar minha Página 
SOBRE O RIO ERIDANUS,
 em