domingo, 27 de dezembro de 2015

No ventre do Caranguejo, a Lua saúda o Presépio!

Olá!

A Lua Cheia do Natal é apenas uma lembrança...,
porém será esta noite em que Selene estará saudando o Presépio!

Certamente que, mesmo já bem murchenta,
a Lua ainda estará iluminando imensamente
a tímida constelação do Caranguejo, Cancer,
e você, Caro Leitor, não estará podendo bem visualizar 
este belíssimo aglomerado estelar,
verdadeira bênção dos céus estrelados!

No entanto, deixe os dias e noites passarem,
deixe a Lua continuar murchando e murchando a cada noite
e chegando cada vez mais e mais tarde no horizonte leste...,
para você bem poder buscar e bem poder visualizar 
esta verdadeira maravilha de objeto celeste... ,
como se fosse uma lua cheia de estrelinhas tímidas!

Eu penso que existem duas boas formas 
de observarmos o Presépio, essa lua cheia de estrelinhas:
 prefiro vê-las a olho nu.

A bem da verdade,
 é preciso que observemos esse objeto maravilhoso 
quase que com nossa visão enviesada, sim.  

 No entanto, um par de binóculos de resolução baixa
 também pode ser uma boa escolha.

A constelação do Caranguejo, Cancer, é tão pequena... 
e ao mesmo tempo tão maravilhosa!  
É um cantinho de rara beleza, de maravilhamento, 
de emoção sem-fim.

Nesta Postagem, Caro Leitor,

encontre alguma informação sobre M44, o Presépio.

Com um abraço estrelado,
Janine




Stellarium


Stellarium


Stellarium









Mario Jaci Monteiro - Cartas Celestes, As Constelações - CARJ



CANCER, O CARANGUEJO


Posicionamento:
Ascensão Reta 7h53m / 9h19m   Declinação +6o.8 / +33o.3



Mito:

Esta constelação representa o caranguejo 
que mordeu a canela de Hercules
 durante sua luta com a Hidra de Lerna
 e por isso,
 foi colocado nos céus por Juno,
 em gratidão ao caranguejo 
- porque Juno era inimiga de Hercules.



Algumas Informações Interessantes acerca esta Constelação:

Câncer é uma antiga constelação 
e uma dentre as doze que fazem parte do Zodíaco. 
Há muito tempo, essa constelação atuava enquanto pano de fundo para o Sol 
quando este atingia o solstício do verão, 
sua elevação máxima sobre o equador celestial 
- na latitude 23.5 Norte
 e este lugar foi conhecido como o Trópico de Câncer.
  
O movimento de Precessão deslocou este ponto 
para agora situar-se na fronteira entre Gêmeos e Touro.


A origem desta constelação é duvidosa.  
Alguns autores associam-na à semelhança do movimento do Sol, 
no solstício de verão, 
com o modo de andar do caranguejo.

Os caldeus já a conheciam.  
Os egípcios representavam-na no zodíaco de Denderah 
como um caranguejo redondo.



Fronteiras:
A constelação Câncer faz fronteira com Leo, Lynx, Gemini, Canes Minor
Hydra

6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986



Crédito: Bob Franke
http://www.astropt.org/2014/03/10/m44-aglomerado-da-colmeia/?utm_source=astroPT%20-%20Novo%20Post%21&utm_medium=email&utm_campaign=4034470125-Emails%20enviados&utm_term=0_0804f6d887-4034470125-64831629

Crédito: Bob Franke

http://bf-astro.com/
Focal Pointe Observatory
Astrophotography by Bob Franke







O PRESÉPIO 

ou

COLMEIA DE ABELHAS

ou

A MANJEDOURA

ou 

BERÇÁRIO DE ESTRELINHAS




M44

Praesaepe, em Câncer:

Situado entre as Mulas do Sul e do Norte, 
contendo mais de 300 estrelas fusionadas 
e entre Magnitude visual 6 e 12
 - verdadeira maravilha de poder ser observada, 
como se fosse uma lua cheia de estrelinhas tímidas: 
é um aglomerado situado na cabeça do Caranguejo,
 popularmente chamado de Colméia de Abelhas 
e conhecido pelos chineses pelo nome de Tseih, She Ke, 
Exalação dos Corpos Empilhados.

O Presépio representa a mangedoura 
onde Baco e Vulcano esconderam os dois jumentos ou Aselli

Aselli.  Gama e Delta Cancri. 
Gama é chamada de Asellus Borealis 
e Delta, de Asellus Australis

Asellus Australis situa-se exatamente na linha da Eclíptica 
enquanto Asellus Borealis fica um tantinho mais ao norte, 
porém ambas na mesma Ascensão Reta, quase 9h.

Aselli representam os anos (jumentos, mulas) escondidos por Baco e Vulcano
 durante a guerra entre os Deuses e os Titãs.  
O berro desses animais assustou de tal forma os Titãs
 que estes fugiram e os Deuses, em gratidão, 
carregaram ambos os jumentos e sua manjedoura (O Presépio, M44)
 para os céus.

As estrelas cor de palha conhecidas como
 a Mula do Norte (Delta) 
e a Mula do Sul (Gama), 
na língua latina asellus,
 situadas no corpo do Caranguejo.



- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986



Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes
excerto de Cancer, o Caranguejo






Credit and © CapellaSoft, SkyTools 2





Messier 44, também conhecido como PraesepeM44NGC 2632, ou Cr 189, é um aglomerado estelar aberto localizado na constelação deCancer. É um dos aglomerados estelares mais próximos do Sistema Solar, e contém uma população estelar maior que a maioria dos aglomerados próximos. É visível a olho nu; por isso é conhecido desde a antiguidade. O astrônomo clássico Ptolemeu o chamou de "a massa nebulosa de Cancer," e foi um dos primeiros objetos que Galileu estudou com seu telescópio.2
Messier 44 é melhor observado quando Cancer está alto no céu; em latitudes do norte isso ocorre durante o fim da tarde de fevereiro a março.

É conhecido desde os tempos pré-históricos. Gregos e romanos compararam esta "nebulosa" à manjedoura, associando os dois jumentos às estrelas Gamma Cancri, pertencente à classe espectral A1 V e de magnitude aparente 4,7, distanciado da Terra em 155 anos-luz, e Delta Cancri, pertencente à classe espectral K0 III e de magnitude aparente 3,9, distanciado da Terra também em 155 anos-luzErastótenes relatou que esses foram os jumentos nos quais os deuses Dionísio e Sileno montaram na batalha contra os Titãs, que ficaram amendrotados com o zurro dos animais e que por isso os deuses venceram. Como recompensa, os jumentos foram levados ao céu junto com a manjedoura. O poeta grego Arato referiu-se a esse objeto como a "Pequena Névoa". Hiparco, em 130 d.c., incluiu o aglomerado em seu catálogo estelar, chamando-o de "Pequena Nuvem" ou "Estrela Nebulosa". Ptolomeu menciona-o como uma de sete "nebulosas" em seu Almagesto, localizado no "peito do caranguejo". Também aparece em uma carta estelar de Johann Bayer, de 1600, como um "Nubilum" (objeto nebuloso).3

Galileu Galilei foi o primeiro a resolver as primeiras estrelas individuais do aglomerado. Declarou que "a nebulosa chamada Presépio, que não é apenas uma única estrela, mas uma massa de mais de 40 pequenas estrelas." Foi visto por Nicholas-Claude Fabri de Peiresc, o descobridor danebulosa de Órion, que também resolveu suas estrelas mais brilhantes em 1611. Simon Marius, um ano mais tarde, também disse ter observado o aglomerado. O astrônomo francês Charles Messier adicionou-o em seu catálogo em 4 de março de 1769 após medir com precisão sua posição no céu. Junto com a Nebulosa de Orion e o aglomerado Plêiades, sua inclusão ao catálogo foi curiosa, visto que a maioria dos outros objetos Messier são menos brilhantes e facilmente confundidos com cometas. Uma possiblidade é que Messier queria ter um catálogo maior que o de seu rival científico, Lacaille, cujo catálogo de 1755 continha 42 objetos, entã ele adicionou objetos brilhantes e bem conhecidos.
..................

Como muitos aglomerados estelares, Messier 44 passou por segregação de massa.5 6 7 Isso significa que estrelas brilhantes e massivas estão concentradas no núcleo, enquanto as mais fracas e menos massivas estão na periferia.

...................Messier 44 contém pelo menos 1000 estrelas ligadas gravitacionalmente, com uma massa total de 500-600 massas solares.5 6 Uma pesquisa recente indicou 1010 membros prováveis, os quais 68% são anãs vermelhas, 30% são estrelas como o Sol de classe F, G, e K, e cerca de 2% são estrelas brilhantes de classe A.5 Também há quatro estrelas gigantes, quatro com tipo espectral K0III e a quinta G0III.8 
5 9.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Messier_44




VEJA UMA BELÍSSIMA IMAGEM DO PRESÉPIO - M44 - 
REALIZADA POR ROTH RITTER,
 ACESSANDO
http://www.darkatmospheres.com/astro/gallery/clusters/enlarge.php?fileBase=clusters_5







Messier 44

Open Cluster M44 (NGC 2632), type 'd', in Cancer

Beehive Cluster, Praesepe


[m44.jpg]
Right Ascension08 : 40.1 (h:m)
Declination+19 : 59 (deg:m)
Distance0.577 (kly)
Visual Brightness3.7 (mag) 
Apparent Dimension95.0 (arc min)

Known to Aratos 260 B.C.

This famous cluster, Messier 44 (M44, NGC 2632), is also called Praesepe (Latin for "manger"), or the Beehive cluster. It is also one of the objects easily visible to the naked eye, and thus known since prehistoric times. Some ancient lore is associated with it: Greeks and Romans saw this "nebula" as the manger (Greek: Phatne) associated with two asses who eat from it, Asellus Borealis, the Northern Ass (Gamma Cnc; Spectral type A1 V, mag 4.7, distance 155 ly) and Asellus Australis, the Southern Ass (Delta Cnc; Spectrum K0 III, mag 3.9, distance 155 ly). Erathosthenes reported that these were the asses on which the gods Dionysos and Silenus rode into the battle against the Titans, who were frightened by the animals' braying so that the gods won. As a reward, the asses were put in sky together with Phatne. Aratos (260 B.C.) mentioned this object as "Little Mist", Hipparchus (130 B.C.) included this object in his star catalog and called it "Little Cloud" or "Cloudy Star." Ptolemy mentions it as one of seven "nebulae" he noted in his Almagest, and describes it as "The Nebulous Mass in the Breast (of Cancer)". According to Burnham, it appeared on Johann Bayer's chart (about 1600 A.D.) as "Nubilum" ("Cloudy" Object).

Galileo has first resolved this "nebulous" object, and reported: "The nebula called Praesepe, which is not one star only, but a mass of more than 40 small stars." It was probably later seen and partly resolved in 1611 by Peiresc, the discoverer of the Orion Nebula (M42), and observed as a cluster by Simon Marius in 1612. Charles Messier added it to his catalog on March 4, 1769.
..................................

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MEUS  COMENTÁRIOS SOBRE O PRESÉPIO

Janine Milward


Uma das cenas dos céus estrelados em noite escura e transparente
 (e sem Lua, de preferência!)
 que eu mais aprecio é a visão incrívelmente bela do Presépio,
 a Manjedoura, a Colméia de Abelhas, 
o Berçário de estrelinhas-bebês, M44!

A bem da verdade,
 é preciso que observemos esse objeto maravilhoso 
quase que com nossa visão enviesada, sim.  
No entanto, sempre em noites bem escuras e transparentes, 
o Presépio nos chama atenção com sua luz tímida porém intensa
 - como se fosse uma lua cheia de estrelinhas!

É bem assim mesmo:
 uma lua cheia de estrelinhas tímidas! 
 Eu penso que a denominação Colmeia de Abelhas 
acaba sendo perfeita para M44, sem dúvida alguma!

Eu penso que existem duas formas 
de vermos essa lua cheia de estrelinhas:
 prefiro vê-las a olho nu.
 No entanto, um par de binóculos de resolução baixa
 também pode ser uma boa escolha.

Seja como for, 
é sempre importante que estejamos
 em um lugar de céus escuros e transparentes 
e em noite sem Lua, 
de preferência.

Uma outra questão também interessante 
é o fato de que o Presépio se situa acolhendo a  Linha da Eclíptica 
e isso quer dizer que os Planetas vão passeando bem próximos a este belíssimo objeto.

No caso de Marte e Saturno, por exemplo, 
eu penso que esta passagem é sempre gloriosa.  
No caso de Vênus e de Júpiter, por outro lado, 
eu penso que a luz desses Planetas 
um tanto que acaba afugentando as estrelinhas tímidas do Presépio. 
No caso de Mercúrio..., 
pelo fato deste Planeta estar sempre tão próximo ao Sol, 
esta luminosidade do céu matutino ou vespertino
 acaba impedindo nossa visão da lua cheia de estrelinhas...

Sempre que posso ver o Presépio, 
é certamente um momento interessante para ir trazendo meu olhar um tantinho ao sul
 e bem observar a Cabeça da Hydra e ir percebendo o enredilhar de seu corpo estrelado, seu Coração batendo através a estrela-alpha Hyadrae, Alphard, 
e ainda rastejar junto a esta belíssima e tímida constelação através o Sextante, a Taça e  o  Corvo, bem como o garboso Leão e virginal Virgem, concluindo-se, quase que imperceptivelmente, na proximidade da Balança.

Outra questão também interessante 
quando estamos em momento de boa observação do Presépio
 - momentos de céus escuros e transparentes 
e com a Lua bem distanciada, de preferência -,
 é o fato de que o Caranguejo vivencia um lugar muito próximo 
a uma imensa nesga esbranquiçada, um rio de algodão estrelado, 
a Via Láctea, 
cortando o céu estrelado de norte a sul... , 
e, no entanto, a lua cheia de estrelinhas-bebês, a Colmeia de Abelhas, 
esconde-se na escuridão...,
 quase como se fosse um quarto sem-luz 
porém ao lado de uma sala e de um corredor extremamente iluminados!

A constelação do Caranguejo, Cancer, é tão pequena... 
e ao mesmo tempo tão maravilhosa!  
É um cantinho de rara beleza, de maravilhamento, 
de emoção sem-fim.

Com um abraço estrelado,
Janine





Cancer
http://www.aradergalleries.com/detail.php?id=1669
Johann Bayer — Cancer



Star Names
Their Lore and Meaning 

by
Richard Hinckley Allen 

as reprinted
in the Dover edition, 1963
The text is in the public domain.

ε

was applied by Bayer to the coarse extended cluster, NGC 2632, 44 M., on the head of the Crab, composed of about 150 stars of magnitudes from 6½ to 10, with two noticeable triangles among them.
With us it is the well-known Beehive, but its history as such I have not been able to learn, although it undoubtedly is a recent designation, for nowhere is it Apiarium.
Scientifically it was the Νεφέλιον, or Little Cloud, of Hipparchos; the Ἀχλύς, or Little Mist, of Aratos; the Νεφελοειδής, Cloudy One, Συστροφή, Whirling Cloud, and Nubilum, literally a Cloudy Sky, of Bayer; p113but the Almagests and astronomers generally of the 16th and 17th centuries referred to it as the Nebula, and Nebulosa, in pectore Cancri, for before the invention of the telescope this was the only universally recognized nebula, its components not being separately distinguishable by ordinary vision. But it seems to have been strangely regarded as three nebulous objects. Galileo, of course, was the first to resolve it, and wrote in the Nuncius Sidereus:3
The nebula called Praesepe, which is not one star, only, but a mass of more than forty small stars. I have noticed thirty stars, besides the Aselli.
Popularly it also is the Manger, or Crib, the Φάτνη of Aratos and Eratosthenes; the Φάτνης of Ptolemy; and with the Latins, Praesaepe,ºPraesaepesPraesaepisPraesaepiaPraesaepium, the Alfonsine Presepe and Bayer's Pesebre, — also the modern Spanish, — flanked by the Aselli, for whose accommodation it perhaps was invented. Bayer cited for it Melleff, which Chilmead followed with Mellef, and Riccioli withMeeleph; these from the Arabians' Al Ma᾽laf, the Stall; and this, in turn, derived from the Greek astronomy, for their indigenous Ma᾽laf was in Crater. Schickard had this as Mallephon.
Brown includes ε with γδη, and θ in the Persian lunar station Avra‑k, the Cloud, and the Coptic Ermelia, Nurturing.
Tyrtaeus Theophrastus, the first botanist-author, about 300 B.C., and Aratos, described its dimness and disappearance in the progressive condensation of the atmosphere as a sure token of approaching rain; Pliny said,
if Praesepe is not visible in a clear sky it is a presage of a violent storm;
and Aratos in the Διοσημεῖα (the Prognostica):
A murky Manger with both stars
Shining unaltered is a sign of rain.
If while the northern Ass is dimmed
By vaporous shroud, he of the south gleam radiant,
Expect a south wind: the vaporous shroud and radiance
Exchanging stars harbinger Boreas.
Weigel used it in the 17th century, in his set of heraldic signs, as the Manger, a fancied coat of arms for the farmers.
In astrology, like all clusters, it threatened mischief and blindness.
In China it was known by the unsavory title Tseihº She Ke, Exhalation of Piled‑up Corpses; and within 1° of it Mercury was observed from that p114country, on the 9th of June, A.D. 118, one of the early records of that planet.

Map Maker: Johannes Hevelius






Os desenhos formados pelas estrelas
 - AS CONSTELAÇÕES -
 são como janelas que se abrem para a infinitude do universo 
e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais,
 entre o céu e a terra..., 
bem como percebendo que o caos,
 vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos
 e este por nossa mente sendo conscientizado.

Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


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DA TERRA AO CÉU E AO INFINITO
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