sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

O único Objeto Messier em Pegasus, o Cavalo Alado - M15

Olá!

Em continuidade aos nossos comentários
sobre os Objetos Messier
acolhidos pelas constelações
que fazem parte do Mito de Andromeda,
por que não tentarmos observar
M15, o único Objeto Messier
na constelação do Cavalo Alado, Pegasus?!

O Objeto Messier 15
pode ser encontrado bem na fronteira
entre a constelações de Pégaso
e as constelações Delfim e Cavalo Menor
- a partir da estrela-epsilon Pegasi, Enif, o nariz do Cavalo Alado,
e a estrela mais brilhante desta constelação.
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Com um abraço estrelado,
Janine Milward




Stellarium 
- ilustração para Fortaleza, cidade bem ao norte do Brasil






O Mito de Andromeda


Andrômeda era a filha de Cefeus,  rei da Etiópia, e de Cassiopeia.  Por causa dos boatos espalhados por Cassiopéia de que a beleza de Andrômeda superava a das Nereidas, Netuno enviou um mostro marinho, Cetus, a Baleia, para devastar aquele país.  Porém, Netuno fez a promessa de libertar o país dessa devastação caso Andromeda fosse oferecida em sacrifício, sendo acorrentada a uma rocha, para ser devorada pelo monstro marinho.  No entanto, Perseus soube desse caso e salvou Andrômeda de seu tormento matando o monstro e o transformando em pedra ao lhe mostrar a cara da Medusa.  Ambos, Perseus e Andrômeda, alçaram vôo alto, sobre Pegasus, o cavalo alado, e se dirigiram para o altar onde se casaram.













Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes - CARJ





PEGASUS, O CAVALO ALADO



Posicionamento:
Ascensão Reta 21h5m / 0h13m   Declinação +2o.2 / +36o.3





O Mito de Pegasus, o Cavalo Alado

Dizem que Pegasus nasceu a partir do sangue da Medusa quando Perseus cortou fora sua cabeça. Foi também cavalgando o Cavalo Alado Pegasus que Perseus pôde salvar Andromeda de sua morte pelo monstro marinho, Cetus, nos mares dos Peixes.
 Mais tarde, o cavalo foi domado e cavalgado por Bellerofonte que se cansou das questões pertinentes à Terra e tentou voar em direção aos céus porém caiu.  Pegasus, no entanto, continuou sua cavalgada, entrando no céu e tomando seu lugar entre as estrelas.



http://www.raremaps.com/gallery/detail/35069/Pagase_Le_Petit_Cheval_Le_Dauphin_Pegasus_Pisces_and_Equuleus/Flamsteed-Fortin.html
Map Maker: John Flamsteed /  MJ Fortin
Detailed star chart of Pegasus, Pisces and Equuleus, from Fortin's Atlas Celeste de Flamsteed . . , published in Paris.   
John Flamsteed was the first Astronomer Royal at the London Observatory, winning out over Edmund Halley and Isaac Newton




Fronteiras:
A constelação de Pegasus faz fronteira com Andrômeda, Lacerta, Cygnus, Vulpecula, Delphinus, Equuleus, Aquário e Peixes




Algumas Informações Interessantes acerca esta Constelação:
Pegasus é uma constelação muito fácil de ser reconhecida por apresentar um proeminente quadrado formado por três membros Alpha Pegasi, Markab, Beta Pegasi, Scheat e Gamma Pegasi, Algenib, e ainda acolhendo a estrela Alpha Andromedae, Alpheratz. 
Este Asterismo é chamado de O Quadrado de Pegasus:


Imagem extraída do Facebook e sem créditos, infelizmente



Markab.  Alpha Pegasi. 
Ascensão Reta 23h 03,8m - Declinação +15o 05’
Magnitude visual 2,57 - Distância 109 anos-luz
Uma estrela branca situada na asa de Pegaso.  De Marka, Navio ou Veículo ou também Retornando de Longe.  Em outra versão, a Sela, vocábulo árabe para designar o dorso de Pegaso.



Scheat. Beta Pegasi.  Estrela Variável.
Uma estrela de amarelo profundo e irregularmente variável (de 2,1 a 3,0) e distante 210 anos-luz, situada na perna esquerda de Pegaso.   O Peito, nome árabe.
Esta é uma das quatro estrelas que compõem o Grande Quadrado do Cavalo Alado (as outras são Alpheratz (ou Sirrah) que Pegasus compartilha com Andrômeda (sua Alpha), a estrela-alpha Pegasi, Markab e a estrela-gamma, Algenib.



Algenib. Gamma Pegasi.
Magnitude 2.84
Uma estrela branca situada na ponta da Asa de Pegaso.  De Al Janah, a Asa, ou Al Jamb, o Lado.  Significa Aquele que Carrega. A Asa do Cavalo Alado.



Alpheratz
 Uma estrela situada entre Andrômeda e Pegasus - Alpha Andromedae
Ascensão Reta 00h07,3 - Declinação +28’58
Magnitude visual 2,15 - Distância 90 anos-luz
A cabeça de Andrômeda e parte do Cavalo Alado, Pegasus. 
 É uma estrela colocada na constelação de Andrômeda
 mas que  possui seu grande simbolismo em relação ao conceito de Andrômeda. 


- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,


Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986








M15,
O OBJETO MESSIER
NA DIREÇÃO DA CONSTELAÇÃO PEGASUS



O Objeto Messier 15
pode ser encontrado bem na fronteira
entre a constelações de Pégaso
e as constelações Delfim e Cavalo Menor
- a partir da estrela-epsilon Pegasi, Enif, o nariz do Cavalo Alado,
e  a estrela mais brilhante desta constelação.


Pegasus constellation map.png

http://pt.wikipedia.org/wiki/Epsilon_Pegasi

Epsilon Pegasi (ε Peg, ε Pegasi) é a estrela mais brilhante da constelação de Pegasus, com uma magnitude aparente de 2,399.2 É conhecida também pelo nome tradicional Enif, que é derivado da palavra árabe para nariz, devido à sua posição na constelação.9 A distância a ela pode ser estimada usando medições de paralaxe da missão Hipparcos, dando um valor de 690 anos-luz (211 parsecs) da Terra, com uma margem de erro de 20 anos-luz.1
Epsilon Pegasi é uma estrela evoluída que está no estágio de supergigante, confome indicado pela classificação estelar de K2 Ib.1 Estima-se que tenha 12 vezes amassa do Sol.5 
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Em algumas ocasiões, o brilho de Epsilon Pegasi aumentou radicalmente, ficando até mais brilhante que Altair, a estrela mais brilhante da constelação de Aquila.9
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Como uma supergigante, Epsilon Pegasi está no fim de sua vida, porém, como sua massa está na divisa entre estrelas destinadas a explodir ou não, não se sabe se irá explodir em uma supernova ou se tornar uma rara anã branca de neônio e oxigênio com menos da metade do tamanho da Terra.9
LEIA MAIS
em


Messier 15

Globular Cluster M15 (NGC 7078), class IV, in Pegasus
[m15.jpg]
Right Ascension21 : 30.0 (h:m)
Declination+12 : 10 (deg:m)
Distance33.6 (kly)
Visual Brightness6.2 (mag) 
Apparent Dimension18.0 (arc min)


Discovered by Jean-Dominique Maraldi in 1746.

Globular cluster Messier 15 (M15, NGC 7078) is among the more conspicuous of these great stellar swarms. At a distance of about 33,600 light years, its diameter of 18.0 arc min corresponds to a linear extension of about 175 light-years, and its total visual brightness of 6.2 magnitudes corresponds to an absolute magnitude of -9.17, or roughly 360,000 times that of our sun.
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M15 is perhaps the densest of all (globular) star clusters in our Milky Way galaxy.
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M15 was discovered by Jean-Dominique Maraldi (Maraldi II, 1709-88) on September 7, 1746 while he was looking for De Chéseaux' comet; he described it as 'A nebulous star, fairly bright and composed of many stars'. Charles Messier, whocataloged it on June 3, 1764, and Johann Elert Bode couldn't make this out and described it as 'nebula without stars,' so that it remained to William Herschel in 1783 to resolve this fine star cluster.

LEIA MAIS
acessando
http://messier.obspm.fr/m/m015.html






NGC 7078 - M 15 - Aglomerado Globular Pegasus
Ascensão Reta 21h29m       Declinação +12o.05
Magnitude fotográfica global  7,0      Diâmetro aparente 9’,4         Tipo Espectral F2
Magnitude média das 25 mais brilhantes estrelas (excluindo as 5 mais brilhantes) 14,44
Número conhecido de Variáveis  103        Distância kpc   10,5
Velocidade Radial (km/s)   - 107


6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986





Messier 15 (NGC 7078) é um aglomerado globular de estrelas localizado na constelação de Pégaso. Foi descobeto pelo astrônomo ítalo-francês Jean-Dominique Maraldi em 1746, e posteriormente incluído pelo francês Charles Messier em seu catálogo de objetos semelhantes a cometas em 1764. Com uma idade estimada de 13,2 bilhões de anos, Messier 15 é um dos mais velhos aglomerados globulares conhecidos.
O aglomerado está a cerca de 33 600 anos-luz da Terra, e tem uma luminosidade total 360 000 vezes maior do que a luminosidade solar, o que dá ao objeto uma magnitude absoluta de -9,2. Messier 15 é um dos aglomerados globulares mais densos conhecidos da Via-Láctea. Seu núcleo sofre uma contração conhecida como "colapso de núcleo"; seu núcleo tem uma densidade estelar elevada, com uma quantidade enorme de estrelas orbitando o que pode ser um buraco negro central.




Messier 15
Messier 15 pelo Telescópio Espacial Hubble
Messier 15 pelo Telescópio Espacial Hubble
Descoberto porCharles Messier
Data1764
Dados observacionais (J2000)
ConstelaçãoPegasus
Asc. reta21h 29m 58,38s1
Declinação+12° 10′ 00,6″1
Distância33 600 anos-luz (10,3 kpc)
Magnit. apar.6,21
Dimensões18',0
Características físicas
Raio88 anos-luz
Idade estimada13,2 bilhões de anos
Outras denominações
NGC 7078
Messier 15
Pegasus constellation map.png




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Foi o primeiro aglomerado globular a ter uma nebulosa planetária, Pease I, descoberta por Francis Gladheim Pease no Observatório Monte Wilson, em 1927. Até hoje, conhece-se apenas quatro nebulosas planetárias pertencentes a aglomerados globulares na Via-Láctea.3 4 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Messier_15#mediaviewer/File:M15pease1_(HST).jpg
nebulosa planetária Pease I, contida em M15, Telescópio Espacial Hubble
HST (WFPC2)

Pease 1: Planetary Nebula in M15

Planetary Nebula Pease 1 (PK 065-27.1, Kuster 648) in globular cluster M15 in Pegasus
[Pease 1 in M15, Stan Moore]
Right Ascension21 : 30.02 (h:m)
Declination+12 : 10.2 (deg:m)
Distance32.6 (kly)
Visual Brightness15.5 (mag) 
Apparent Dimension3 (arc seconds)


Pease 1 was the first planetary nebula found in a globular cluster, in 1928 by Francis Gladheim Pease. It had been previously cataloged as a star by Friedrich Kustner (1921).

Stan Moore has been able to image Pease 1 in an RGB image obtained with a ST-7 CCD camera on a 12.5-inch RC telescope.



SAIBA MAIS
sobre Pease 1
acessando

A Golden Planetary

by Leos Ondra
http://messier.obspm.fr/xtra/leos/pease1.html




Existem também nove pulsaresestrelas de nêutrons remanescentes de supernovas da época que o aglomerado ainda era jovem. Estas têm as designações PSR 2127+11 A a PSR 2127+11 H. PSR 2127+11 C é um binário de estrelas de nêutrons. De forma semelhante aos binários de pulsares PSR 1913+16 e PSR 1534+12, o binário de pulsares de Messier 15 exibe efeitos gravitacionais drásticos e a constatação de alguns efeitos previstos pela relatividade geral no sistema são evidentes, como mudanças significativas nos periastros das estrelas de nêutrons, efeitos na luz e emissão de radiação gravitacional, que causa uma perda energética no binário e consequentemente uma diminuição no período de rotação dos pulsares e a diminuição no período de suas órbitas.2

Fonte de raios-X

O quarto catálogo "Uhuru" (designada como "4U") contém uma fonte de raios-x detectada durante o primeiro ano de funcionamento do satélite observatório de raios-X Uhuru.5 Esta fonte foi catalogada no quarto catálogo "Uhuru" como "4U 2129+12", e é um sistema binário, emissor de raios-X e de baixa massa. Também foi catalogada como Messier 15 X-1. Além do mais, o observatório de raios-X Chandra detectou outro emissor de raios-X no aglomerado que foi catalogado como Messier 15 X-2. Messier 15 X-1 é a primeira fonte astronômica de raios-X detectada na constelação de Pégaso.6
http://pt.wikipedia.org/wiki/Messier_15


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O CATÁLOGO MESSIER




Catálogo Messier é um catálogo astronômico composto por 110 objetos do céu profundo, compilado pelo astrônomo francês Charles Messier entre 1764 e 1781.1Originalmente com o nome "Catalogue des Nébuleuses et des amas d'Étoiles, que l'on découvre parmi les Étoiles fixes sur l'horizon de Paris" (Catálogo de Nebulosas e Aglomerados Estelares Observados entre as Estrelas Fixas sobre o Horizonte de Paris), foi construído com objetivo de identificar objetos do céu profundo, comonebulosasaglomerados estelares e galáxias que poderiam ser confundidos com cometas, objetos de brilho fraco e difusos no céu noturno.2
Antes de Messier, vários outros astrônomos elaboraram catálogos semelhantes, como a lista de seis objetos de Edmond Halley,3 o catálogo de William Derham, baseado no catálogo de estrelas de Johannes Hevelius, o Prodomus Astronomiae, o Catálogo das Nebulosas do Sul de Nicolas Louis de Lacaille, de 1755, bem como as listas deGiovanni Domenico Maraldi e Guillaume Le Gentil e Jean-Philippe de Chéseaux. Os diferentes objetos do catálogo são designados pela letra M seguida de um número, que corresponde à ordem cronológica das descobertas ou inclusões: assim, M1 corresponde ao primeiro objeto catalogado, enquanto que a galáxia de Andrômeda, conhecida desde a Idade Média, é apenas o objeto M31. Os objetos do catálogo, conhecidos como "Objetos Messier", também constam em outros catálogos mais recentes, como o New General Catalogue (NGC).
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História


nebulosa do Caranguejo (M1), a primeira entrada do Catálogo Messier
Messier foi motivado a elaborar o catálogo enquanto estava à procura do cometa Halley em 1758.4 5 Segundo os cálculos orbitais de Joseph-Nicolas Delisle, chefe doobservatório astronômico onde ele trabalhava, Halley reapareceria na constelação do Touro.6 Enquanto observava o céu noturno à procura de Halley, descobriu independentemente outro cometa7 e um objeto de aparência semelhante, mas que não se movia em relação às estrelas vizinhas, sendo o primeiro objeto do céu profundodescoberto pelo astrônomo francês. Esse objeto é conhecido atualmente como a Nebulosa do Caranguejo, o remanescente da supernova de 1054.8
Com o objetivo de não mais confundir esses objetos difusos e fixos com cometas, Messier decidiu procurar outros objetos que poderiam enganar a si próprio e a outros astrônomos e decidiu incluí-los em um catálogo que descrevesse suas posições exatas e características.9 Segundo o próprio astrônomo:
"O que me levou a construir o catálogo foi a descoberta da nebulosa I acima do chifre sul de Touro em 12 de setembro de 1758, enquanto observava o cometa daquele ano. Esta nebulosa tinha tamanha semelhança com um cometa em sua forma e brilho e me esforcei para encontrar os outros, de modo que os astrônomos não mais confundissem estas mesmas nebulosas com cometas."9

SAIBA MUITO MAIS, acessando
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cat%C3%A1logo_Messier







Os desenhos formados pelas estrelas
 - AS CONSTELAÇÕES - 
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo 
e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais,
 entre o céu e a terra..., 
bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente,
vai se tornando Cosmos
 e este por nossa mente sendo conscientizado.

Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward





http://www.raremaps.com/gallery/detail/38540/_Pegasus/Bayer.html
 Title: [ Pegasus ]
Map Maker: Johann Bayer