segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Objetos Messier em Cassiopeia, a Rainha Sentada - M52 e M103


Olá!

Viemos conversando
 sobre o Mito de Andromeda
e sobre as constelações que fazem parte dessa história celeste
através seus acolhimentos dos Objetos Messier.

Hoje 
estaremos comentando um tantinho
sobre os Objetos Messier
acolhidos por Cassiopeia
M52 e M103.

Cassiopeia e Cepheus são constelações bem ao norte
e são os pais de Andromeda.
No entanto, não encontramos Objetos Messier em Cepheus,
somente em Cassiopeia, a Rainha Sentada
- apesar de M52 situar-se na direção fronteiriça
entre essas duas constelações.

Bons Estudos e Boa Observação!

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


Em tempo: 
as Ilustrações abaixo foram realizadas
para a belíssima cidade de Fortaleza, CE,
bem ao norte/nordeste do Brasil.
onde as constelações Cepheus e Cassiopeia podem ser observadas por inteiro.


Stellarium

Stellarium







Philippe La Hire, Planisphere celeste, 1705





Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes - CARJ
Excerto de As Constelações, Cartas Celestes - Mario Jaci Monteiro



Cassiopea, 
a Rainha Sentada



Posicionamento:
Ascensão Reta 22h56m / 3h36m   Declinação  +46o.4  /  +77o.5


Mito:
Cassiopéia era a esposa do rei Cefeus, da Etiópia, 
e mãe de Andrômeda.  
Ambas eram belíssimas 
mas alguns dizem que Cassiopéia era muitíssimo invejosa 
da beleza de sua filha... 
 e espalhou o boato que esta era ainda mais bela do que as Nereidas.  
Um monstro marinho, Cetus, a Baleia, 
foi então enviado por Netuno 
ou para devastar todo o país ou somente para devorar Andrômeda,
 que seria acorrentada a uma rocha.  
Sabemos que Perseus salvou Andrômeda e com ela se casou. 
 Mas por todos esses acontecimentos, 
Cassiopéia foi condenada a se sentar em seu trono 
e rodear o pólo norte de cabeça para baixo, 
como um lição de humildade.


Fronteiras:
A constelação de Cassiopéia ssitua-se entre Cepheus, Andrômeda, Perseus e Camelopardalis


- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão 
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


http://www.iau.org/static/public/constellations/gif/CAS.gif




M52   E  M103,
OBJETOS MESSIER
NA DIREÇÃO DA CONSTELAÇÃO CASSIOPEIA:



Messier 52

Open Cluster M52 (NGC 7654), type 'e', in Cassiopeia
[m52.jpg]
Right Ascension23 : 24.2 (h:m)
Declination+61 : 35 (deg:m)
Distance5.0 (kly)
Visual Brightness7.3 (mag) 
Apparent Dimension13.0 (arc min)



Discovered 1774 by Charles Messier.

Messier 52 (M52, NGC 7654) is a fine open cluster located in a rich Milky Way field. It is one of the rich clusters for which amateur Jeff Bondono has proposed the name "salt and pepper" clusters.
.............................................


LEIA MAIS

acessando




Stellarium






Messier 52 (NGC 7654) é um aglomerado estelar aberto localizado na constelação de Cassiopeia a 5 000 anos-luz da Terra. Foi descoberto por Charles Messier em 1774. Possui um diâmetro de 19 anos-luz e uma idade estimada em 35 milhões de anos. Sua estrela mais brilhante é uma gigante de classe F9, que tem uma magnitude de 7,77.

Descoberto porCharles Messier
Data1774
Dados observacionais (J2000)
ConstelaçãoCassiopeia
Asc. reta23h 24,2m
Declinação61° 35′
Distância5000 anos-luz (1530 pc)
Magnit. apar.7,3
Dimensões13,0 minutos de arco
Características físicas
Raio9,5 anos-luz
Idade estimada35 milhões de anos
Outras denominações
M52, NGC 7654
Messier 52
Cassiopeia constellation map.png





M52 - NGC 7654 - Aglomerado Aberto
Um aglomerado aberto preenchido de estrelas.

NGC 7635 - Nebulosa Bolha
Esta nebulosa foi assim designada em função do arco gasoso incomum que parece com uma imensa bolha.  Deve ser uma atípica nebulosa planetária ou uma remanescente de um estrela nova anterior.
Envolvida num complexo de gás e poeira interestelares e carregada pelo vento de uma estrela massiva tipo O, a Nebulosa da Bolha, Bubble Nebula, também conhecida como NGC 7635, possui meros 10 anos-luz de largura.  No entanto, existe uma composição cósmica que balanceia bem harmoniosamente a Nebulosa Bolha com o aglomerado aberto M52. M52 é um aglomerado aberto rico composto de milhares de estrelas, numa largura de 25 anos-luz. A distância da Nebulosa Bolha e o complexo de nuvens associado mede-se em cerca de 11 mil anos-luz, enquanto o aglomerado aberto M52 situa-se a 5 mil anos-luz.



- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão 
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986

Messier 103

Open Cluster M103 (NGC 581), type 'd', in Cassiopeia
[m103.jpg]
Right Ascension01 : 33.2 (h:m)
Declination+60 : 42 (deg:m)
Distance8.5 (kly)
Visual Brightness7.4 (mag) 
Apparent Dimension6.0 (arc min)

Discovered by Pierre Méchain in 1781.

Open cluster Messier 103 (M103, NGC 581) is one of the "latest additions" (together with M101 and 102) to his catalog, which Charles Messier included from Pierre Méchain's report, but had no occasion and no time to observe before publication.
............................


LEIA MAIS

acessando



Programa Stellarium


Messier 103 (também conhecido como M103 ou NGC 581) é um aglomerado estelar aberto na constelação de Cassiopeia. Foi descoberto por Pierre Méchain em 1781, e foi o último objeto do catálogo Messier a ser catalogado por Charles Messier.

Messier 103

Descoberta e visualização

aglomerado aberto é uma das últimas entradas do catálogo de objetos do céu profundo do astrônomo francês Charles Messier. Foi descoberto pelo seu assistente, Pierre Méchain, em 1781, mas foi incluído no catálogo sem a devida verificação por parte de Messier, pois o astrônomo tinha a intenção de publicar seu catálogo no anuário francêsConnaissance des temps e a data limite para a inclusão de trabalhos estava se aproximando.1
Bons binóculos com magnificação acima de 10 x 40 podem resolver o aglomerado como uma mancha nebulosa. Entretanto, em telescópios amadores, sua localização pode não ser bem definida, pois o objeto tem uma baixa densidade estelar e pode ser confundido com outros aglomerados em seu torno.1

Messier 103
Messier 103
Messier 103
Descoberto porPierre Méchain
Data1781
Dados observacionais (J2000)
ConstelaçãoCassiopeia
TipoAglomerado estelar aberto
Asc. reta01h 32,2m
Declinação60° 42′
Distância8 500 anos-luz (2 606,11 pc)
Magnit. apar.7,4
Dimensões6,0'
Características físicas
Raio7,5 anos-luz
Idade estimada25 milhões de anos
Outras denominações
M103, NGC 581
Messier 103
Cassiopeia constellation map.png








LEIA MAIS
acessando







O CATÁLOGO MESSIER




Catálogo Messier é um catálogo astronômico composto por 110 objetos do céu profundo, compilado pelo astrônomo francês Charles Messier entre 1764 e 1781.1Originalmente com o nome "Catalogue des Nébuleuses et des amas d'Étoiles, que l'on découvre parmi les Étoiles fixes sur l'horizon de Paris" (Catálogo de Nebulosas e Aglomerados Estelares Observados entre as Estrelas Fixas sobre o Horizonte de Paris), foi construído com objetivo de identificar objetos do céu profundo, comonebulosasaglomerados estelares e galáxias que poderiam ser confundidos com cometas, objetos de brilho fraco e difusos no céu noturno.2
Antes de Messier, vários outros astrônomos elaboraram catálogos semelhantes, como a lista de seis objetos de Edmond Halley,3 o catálogo de William Derham, baseado no catálogo de estrelas de Johannes Hevelius, o Prodomus Astronomiae, o Catálogo das Nebulosas do Sul de Nicolas Louis de Lacaille, de 1755, bem como as listas deGiovanni Domenico Maraldi e Guillaume Le Gentil e Jean-Philippe de Chéseaux. Os diferentes objetos do catálogo são designados pela letra M seguida de um número, que corresponde à ordem cronológica das descobertas ou inclusões: assim, M1 corresponde ao primeiro objeto catalogado, enquanto que a galáxia de Andrômeda, conhecida desde a Idade Média, é apenas o objeto M31. Os objetos do catálogo, conhecidos como "Objetos Messier", também constam em outros catálogos mais recentes, como o New General Catalogue (NGC).
.....................................................

História


nebulosa do Caranguejo (M1), a primeira entrada do Catálogo Messier
Messier foi motivado a elaborar o catálogo enquanto estava à procura do cometa Halley em 1758.4 5 Segundo os cálculos orbitais de Joseph-Nicolas Delisle, chefe doobservatório astronômico onde ele trabalhava, Halley reapareceria na constelação do Touro.6 Enquanto observava o céu noturno à procura de Halley, descobriu independentemente outro cometa7 e um objeto de aparência semelhante, mas que não se movia em relação às estrelas vizinhas, sendo o primeiro objeto do céu profundodescoberto pelo astrônomo francês. Esse objeto é conhecido atualmente como a Nebulosa do Caranguejo, o remanescente da supernova de 1054.8
Com o objetivo de não mais confundir esses objetos difusos e fixos com cometas, Messier decidiu procurar outros objetos que poderiam enganar a si próprio e a outros astrônomos e decidiu incluí-los em um catálogo que descrevesse suas posições exatas e características.9 Segundo o próprio astrônomo:
"O que me levou a construir o catálogo foi a descoberta da nebulosa I acima do chifre sul de Touro em 12 de setembro de 1758, enquanto observava o cometa daquele ano. Esta nebulosa tinha tamanha semelhança com um cometa em sua forma e brilho e me esforcei para encontrar os outros, de modo que os astrônomos não mais confundissem estas mesmas nebulosas com cometas."9

SAIBA MUITO MAIS, acessando
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cat%C3%A1logo_Messier








Os desenhos formados pelas estrelas
 - AS CONSTELAÇÕES - 
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo 
e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais,
 entre o céu e a terra..., 
bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente,
vai se tornando Cosmos
 e este por nossa mente sendo conscientizado.

Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward




http://www.ianridpath.com/atlases/urania/urania03.jpg