quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Réveillon no Navio, Argo Navis, sob a Lua Minguante iluminando Júpiter e Marte e Vênus e Saturno surgindo ao longo da madrugada festiva!


Olá!

Nestes momentos festivos quando nos despedimos do ano que vem findando
e gostamos de brindar a chegada do novo ano
com fogos de artifícios querendo imitar estrelas e planetas e Lua (e até Sol!)...,
por que não tomarmos nossos lugares na belíssima e imensa
 e antiga constelação do Navio, Argo Navis,
 e buscarmos observar algumas estrelas e alguns objetos celestes interessantes
até mais ou menos por volta da meia-noite, um tantinho mais adentrando o novo ano...,
ainda antes da chegada da Lua murchenta e tardia,
Lua Minguante, sim, porém iluminando, como sempre,
e nos atraindo a atenção para visualizarmos seu recém-encontro com Júpiter,
na divisa entre as constelações Leo e Virgo.

A bem da verdade,
após a entrada em cena de Júpiter e da Lua murchenta
 e em seu momento de Minguante,
também entram em cena outros Planetas
- não deixe de observar o beijo entre Marte e Spica, estrela-alpha Virginis,
e a bela da madrugada, a estrela matutina, Vênus despedindo-se da Balança, Libra
e já ansiosamente buscando encontrar-se com Saturno, o Senhor dos Aneis,
que teima poder ser visualizado cumprimentando a estrela-alpha Scorpii, Antares,
e todos já bem mesclados aos rasgos de luz amarelada que invadem o céu
anunciando a chegada do Sol,
anunciando o começo de um novo dia,
de um novo ano,
de novos caminhos de vida!


Aliás, novos caminhos, novos rumos
nesse nosso Brasil em termos de
reais e corretos ajustes na política econômico/financeira
e tomada de vergonha em termos de politicagens vergonhosas
podem realmente fazer parte do contexto nacional
e das ações governamentais - que encontram-se desvairadas
afundando o país num mar de lama 
e levando o país a um naufrágio inteiramente sem sentido!

O Brasil é um país de povo trabalhador, 
é um país de muitas riquezas
e estas riquezas podem e devem retornar
 em qualidade de vida para o povo
(saúde, bem-estar, segurança, prosperidade, felicidade) 
e não fazerem parte de escândalos e mais escândalos,
corrupção e mais corrupção acontecendo por todos os lados,
com meia dúzia de senhores/senhoras  e também empresas
 sentindo-se poderosos e impunes
e agindo de maneira espúria, fraudando instituições e o povo,
julgando-se isentos de quaisquer agravos, 
julgando-se isentos da boa conscientização do povo 
em julgá-los e expurgá-los, baní-los e esquecê-los
e deixá-los jazendo no lixo da História!


Vamos, então, embarcar no Navio?



Argo Navis fazia parte das 48 constelações catalogadas por Ptolomeu. 
 La Caille desmembrou esta constelação em Quilha, Pôpa e Vela, em 1756


 - ano em que introduziu mais 14 constelações ao catálogo oficial, 
.quando morando e trabalhando na África do Sul 
e observando os céus estrelados do hemisfério austral.

Aliás, se você quiser conhecer um tantinho a mais
 sobre esta imensa constelação do passado e que foi, infelizmente, 
recentemente desmembrada em três constelações
veja nossas Postagens relatando Nossa Viagem em Argo Navis, o Navio:

- dia 28 de dezembro - Conhecendo Carina, a Quilha, e os fantásticos tesouros que ali se escondem

- dia 29 - Vela ao vento: Argo Navis, o Navio, vem navegando nos mares estrelados mais ao sul.

- dia 30 - Argo Navis, o Navio, e sua Popa, Puppis (não Proa e sim Popa!)
Confira em http://oceudomes.blogspot.com.br/2015/12/argo-navis-o-navio-e-sua-popa-nao-proa.html

- E, finalmente, no dia 31, bem na virada do ano velho para o ano novo:
 Réveillon no Navio, Argo Navis, 
sob a Lua Minguante iluminando Júpiter e Marte 
e Vênus e Saturno surgindo ao longo da madrugada festiva!
(Nossa Postagem de hoje, Caro Leitor!)


Com um abraço estrelado,
Janine Milward




Stellarium



Stellarium


Stellarium




Vamos, então, embarcar no Navio?




Argo Navis, o (antigo) Navio

 - hoje desmembrado em Popa, Quilha e Vela - 
é uma constelação que sempre nos traz muitas surpresas.

Uma dica bem interessante é começar sua viagem pelo Gigante Caçador, Orion 
(não tem quem não conheça e reconheça esta constelação, 
sempre nos apresentando suas três estrelinhas 
chamadas popularmente de As Três Marias!)
 e então ser "chamado" pelo brilho intenso 
da estrela-alpha Canis Majoris, 
Sirius.


Perceba então que existem algumas estrelas tímidas 
como se formassem um paredão, algo assim: é a Popa, Puppis, do Navio!


A partir da Popa,
 não tem como não ser "chamado" pela estrela-alpha do antigo Navio 
e da recente Quilha, Carina, 
a bela Canopus, o capitão do Navio.


A Vela chama nossa atenção por figurar exatamente como a mesma, sem tirar nem por.


Stellarium




Mario Jaci Monteiro - Cartas Celestes, Argus Navis






UM NAVIO NAVEGANDO NAS ESTRELAS
- e todos nós,
amantes das estrelas,
podemos acompanhar esta viagem!





É sempre uma real emoção quando entram no meu céu de horizonte sudeste 
algumas estrelas e suas constelações, bem ao sul
- certamente me fazendo muito feliz por viver no hemisfério sul
 e na Latitude 21S52 e Longitude 43W00!  


Observar a viagem realizada pelo Navio,

surgindo no sudeste e navegando em elipse curta

até encontrar seu lugar de se esconder, no sudoeste,
é sempre um grande prazer
pois que todas as estrelas e constelações
que acompanham esta viagem
também contam suas próprias histórias
e revelam seus tesouros!



Stellarium





Quando a noite realmente cobre com sua escuridão
a abóbada celeste,
neste momento em que vivemos, final do mês de dezembro,
conclusão do ano de 2015,
nossa viagem no Navio
já vem nos apresentando um cenário bem interessante:


 Aquarius, o Aguadeiro, e Pisces, os Peixes,
fazem piscar suas estrelinhas bem tímidas, realmente,
nos confundindo em um certo caos, digamos assim... 
  

Porém, a entrada em cena do monstro Cetus, a Baleia,
 logo nos traz de volta ao Cosmos
 - quer dizer, saímos do caos de estrelinhas em ziguezague 
formadas pelo Aguadeiro
 e entremeadas pelas Cabeças dos Peixes 
(situações que podem ser bem visualizadas 
somente em lugares de céus escuros e transparentes) 
e tendo, ainda ao sul, a belíssima Fomalhaut,
 estrela-alpha Pisces Austrinus, 
presença realmente brilhante e marcante!


No entanto, sabemos que a constelação dos Peixes
faz acontecer o cenário principal
onde entra em cena o Mito de Andromeda,
a jovem princesa acorrentada e salva pelo herói Perseus.


Esse mito acontece através as constelações
Cepheus, Cassiopea, Pegasus, Andromeda, Pisces,
Cetus e Perseus
- todas cobrindo uma imensa parte dos céus estrelados
mais ao norte e ainda alcançando a Linha da Eclíptica
(e um pedacinho também mais ao sul da Linha do Equador Celestial, 
no caso de Cetus, a Baleia)
e correndo, digamos assim, desde Aquarius e passando por Pisces
e então por Aries e seguindo e concluindo ao norte de Taurus
(onde Perseus mora).


 Certamente,  olhando ao norte, 
a presença do Cavalo Alado Pegasus é bem interessante
 em seu desenho de grande quadrado
 sendo avizinhado pela presença emocionante da Princesa Acorrentada, Andromeda,
 que em seu ventre acolhe nossa galáxia-irmã-quase-gêmea, Andromeda...
 com a qual estaremos nos fusionando alguns bilhões de anos, no futuro...


Ao vermos o Grande Quadrado de Pegasus, ao norte,
 podemos fazer uma linha quase reta dirigindo-se para o sul
 para então encontrarmos com outras duas galáxias também irmãs nossas:
 As belíssimas Nuvens de Magalhães
 (que sempre podem ser vistas a olho nu em lugares de céus escuros e transparentes - aqui no Sítio das Estrelas eu sempre me disponho a contemplá-las
 e sempre sabedora que os minhocas-da-terra,
 moradores originais da roça,
 a chamam de As Mulas do Presépio de Jesus!).


Sabemos que um tantinho quase ao centro do Grande Quadrado
 do Cavalo Alado Pegasus e bem próximo a uma das Cabeças dos Peixes,
existe o entrecruzamento das Linhas da Eclíptica e do Equador Celestial:
o Ponto de um novo começo, o Ponto Vernal,
o começo da primavera para o hemisfério norte
e do outono para o hemisfério sul.



O mito de Andromeda e Perseus 
(acompanhados por Cepheus e Cassiopeia e ainda por Pegaus e Cetus)
 vem terminando e trazendo à cena a terra firme pisada pelo Carneiro, 
com suas duas estrelas simpáticas, Alpha e Beta Arietis.  


Stellarium





Taurus, o Touro, também pasta nestas terras firmes
e sempre nos encantando com a beleza das Plêiades
que mais se parecem com um tercinho de estrelas o qual não paramos de rezar
 e de agradecer aos céus estrelados por tanta beleza e tanta delicadeza!
 O Olho Iluminado do Touro, estrela-alpha Tauri, Aldebaran,
entra em cena e fazendo parte das Hyades
 - que sempre me parecem como uma arvorezinha de natal


Podemos, então, perceber que Argo Navis, o Navio Argos,
já se apresenta por inteiro,
 em Quilha (Carina), Popa (Puppis) e Vela 
e sua estrela-alpha, Canopus, 
vem dirigindo o Navio como se fizesse uma longa curva nos céus do sul... 
e sempre trazendo consigo o esfumaçado de estrelinhas 
e objetos difusos e reunidos da Via Lactea ...


Achernar faz acontecerem as linhas sinuosamente desenhadas por estrelinhas
 também tímidas realizando o Rio do Céu, o Eridanus,
 que corre até a belíssima Rigel, estrela-beta Orionis, 
um dos pés do Gigante Órion! 


Ainda bem mais ao norte, sempre Capella, 
estrela-alpha Aurigae, 
estará atuando como se fosse um farol, 
sempre chamando nossa atenção!




Stellarium





O Navio continua sua viagem
e vem buscando seu ápice de movimentação orientada para o norte...,
então, após ter encontrado seu meio-do-céu,
parece que sua Pôpa torna-se Proa
e começa a navegar rumo ao sudoeste.



Stellarium




Já ao longo da madrugada festiva
do Primeiro Dia do Ano de 2016,
podemos ir observando a Lua
comemorando o Réveillon
sendo acompanhada de Quatro Planetas
- cada um entrando em cena vagarosamente,
desde por volta das duas da madrugada
até a chegada das luzes amareladas anunciando o Sol!

Entram em cena Júpiter e Lua,
Júpiter ainda na divisa entre as constelações do Leão e da Virgem
enquanto a Lua, após ter beijado Júpiter,
dirige-se para ir visitando o longo corpo virginal
até poder encontrar-se com Marte beijando Spica, a estrela-alpha Virginis,
na noite de 03 de janeiro,
belíssimo encontro entre luzes branca e avermelhada/alaranjada e azulada!

Um tantinho de tempo depois,
observaremos Vênus, a bela da madrugada,
entrando em cena e já despedindo-se da Balança, Libra,
e ansiosa por encontrar-se com Saturno,
também entrando em cena em horizonte leste bem baixo
e cumprimentando a estrela-alpha Scorpii, Antares!

Nas noites de 06 e 07 de janeiro,
poderemos nos deixar encantar com
a doce Vênus encontrando-se com o Senhor dos Aneis, Saturno!


Stellarium




Ainda ao longo da madrugada....


Os Gêmeos fazem a festa em sua conversa eternizada 
entre suas estrelas Alpha e Beta Gemini, Castor e Pollux,
 o primeiro gêmeos terrestre e o segundo, gêmeo celeste!


Sempre em tempos em que a Lua não está presente
e em lugares de céus escuros e transparentes,
é uma alegria incrível nos depararmos com o Caraguejo
apresentando-se através seu berçário de estrelinhas-bebês,
O Presépio
 - também chamado de Colmeia de Abelhas!

Se bem percebermos,
mais ao sul do Caranguejo vamos encontrar uma estrela alaranjada
- estrela-alpha Hydrae, o Coração do animal rastejante q
ue vai se insinuando em estrelinhas super tímidas
 através os lugares mais ao sul do garboso Leão
 com Regulus, sua estrela-alpha,
sempre fulgurante,
bem como a Virgem carregando o feixe de trigo
 através sua estrela-alpha Spica.


Certamente a presença fulgurante de Júpiter
na divisa entre as constelações Leo e Virgo
e sendo cumprimentado pela Lua murchenta
é uma visão muito bela!

A visão da Hydra rastejando em linha sinuosa
 em longo caminho nos céus estrelados
é realmente uma visão maravilhosa
- pois que a Hydra se insere entre as constelações do Zodíaco descritas
mais acima
 e ainda traz consigo, ao norte,
o Sextante, a Taça e o maravilhoso voo do Corvo! .....
E, ao sul, a Hydra segue o mesmo caminho do Navio,
vai acompanhando o doce ondular de ondas
que Argo Navis vai realizando em seu movimento em curva,
 do sudeste ao sudoeste....
(e eu ainda sempre admiro
e observo este mesmo movimento de voo do Corvo!).




Stellarium




Nossa noite no Navio está quase terminada...,
porém ainda podemos observar
 que o belíssimo Centauro se apresenta por inteiro,
 acolhendo todos seus fantásticos mistérios....
 como o Agrande Atrator, por exemplo,
 e a imagem emocionante de Omega Centauri.



É interessante podermos buscar o ponto de fusão
entre o Navio e o Centauro:




Programa Stellarium




A bem da verdade, 
quando as constelações e estrelas e objetos mais ao sul
 foram sendo observados por astrônomos advindos 
de países do hemisfério norte
 e nomeados e ordenados, 
no cado do Navio
ao invés de a Proa ser inserida, 
bem ao contrário, o Navio foi desmembrado 
em Quilha (Carina), Vela e Pôpa (Puppis).  


E por que a Proa não pôde ser inserida?


Podemos perceber que existe a vizinhança
 composta pela imensa constelação do Centauro 
e exatamente no lugar onde a Proa do Navio 
poderia ter sido inserida
 podemos ver uma das patas do Centauro 
escudando nosso Cruzeiro do Sul!


Buscando compreender melhor 
sobre a questão da ausência de Proa
 (já manifestada através o Mito) do Navio, 
pude constatar que  Carinae Nebula acontece exatamente no lugar 
onde a Proa poderia se situar!  


Da mesma forma, 
constatamos que as chamadas Pleiades do Sul ou Austrais
acontecem exatamente no lugar
onde a Quilha poderia ter seu término!



A bem da verdade,
mesmo que volvamos nossa olhar
- enquanto moradores do hemisfério sul -
para os céus estrelados austrais,
não estaremos encontrando a Proa do Navio!


Quer dizer,
A Proa do Navio Argus existiu quando de sua construção mítica, sim,
mas nunca existiu em sua representação estelar.




http://www.aradergalleries.com/detail.php?id=3645
Johann Bayer — Carina Navis






O Mito sobre Jasão e os 50 Argonautas,
sobre a construção do Argo Navis
e sobre sua Viagem
nos diz que


Quando Argo Navis passou através o Estreito de Bósforo e rochas desmoronaram,  
o Navio foi virado e naufragou....; 
e subiu aos céus 
porém sem estrelas apresentando desde a Proa até o mastro.
... mas todo o resto é brilhante!


Assim R. H. Allen comenta 
sobre os dizeres de Aratos acerca esta circunstância.



Aparentemente, 
as rochas desmoronaram exatamente sobre a Proa 
- daí uma explicação mítica sobre seu desaparecimento....
 quando o Navio foi levado aos céus, segundo o Mito.





Stellarium


´
E chegado o momento de quase-conclusão de nossa visão
do Navio navegando nas estrelas...
- porque nossa noite já vem terminando
e o canto do galo já se fez presente
e alguns pássaros já podem ser vistos saindo de seus ninhos
e buscando voar alto para alcançarem, antes de nós,
a iluminação do Sol...,

Feliz Ano Novo,
Caro Leitor!



Com um abraço estrelado,
Janine Milward






Ivan Konstantinovič Ajvazovskij (1817 - 1900)
“Ship in Stormy Sea” 1858