terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Belíssimo Alinhamento entre Lua e Saturno e Vênus visitando Ophiucus, o Serpentário, e incluindo Antares, estrela-alpha Scorpii, testemunhando esta bela cena!


Olá!

Caro Leitor, certamente a Lua vem fazendo a festa
nesses seus momentos de conclusão de ciclo,
visitando, na madrugada de 07 de janeiro,
 a região onde mora o Serpentário,
Ophiucus, Ofiúco, aquele que segura as Serpentes,
e após ter cumprimentado a estrela matutina, a doce Venus
 e o Senhor dos Aneis, Saturno
(luzes que também estão buscando seu encontro bem aproximado, 
aproximadíssimo,
em 09 de janeiro e em horizonte leste bem baixo -
evento imperdível, realmente! 
Aguarde nossas Postagens, Caro Leitor!).


A bem da verdade, nesta triangulação formada entre Lua e Vênus e Saturno,
devemos incluir a belíssima estrela-alpha Scorpii, Antares
- transformando esta triangulação em um belo alinhamento
incluindo as luzes na direção das constelações Ophiucus e Scorpio, 
o Serpentário e o Escorpião!

O Serpentário não faria sentido sem que também
pudesse fusionar-se com a Cauda e a Cabeça da Serpente:
são três Constelações!

A Serpente parte-se em duas constelações: Cauda e Cabeça, Cauda e Caput;
e o Ofiúco, Ophiucus, Serpentário coloca-se em meio ao começo e ao final da Serpente!

vamos encontrar a constelação de Ophiucus 
atuando enquanto a 13a. Constelação do Zodíaco!

Bem, talvez essa constelação seja a mais famosa enquanto adição à Linha da Eclíptica...
Porém, se bem observarmos 
os caminhos realizados pela Lua e pelos Planetas e Planetóides,
vamos também encontrar esses objetos trilhando através Cetus, a Baleia,
Scutum, o Escudo....

Não podemos nos esquecer, entretanto,
que a Linha da Eclíptica indica o Caminho Aparente do Sol
(e, neste caminho, está inclusa a constelação do Serpentário).

Nesta Postagem, Caro Leitor,
encontre alguma informação
sobre a constelação Ophiucus, Ofiúco, o Serpentário,
e sua inserção enquanto a 13a. constelação do Zodíaco.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


Stellarium


Stellarium


Stellarium
Stellarium

Stellarium



Stellarium

Stellarium


Stellarium










Urania’s Mirror is a boxed set of 32 constellation cards
 © Ian Ridpath


Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes


Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes
 - excerto apresentando ALFABETO GREGO, CONVENÇÕES E USO DA CARTA CELESTE

OFIÚCO,
O SERPENTÁRIO


Posicionamento:
Ascensão Reta 15h58m / 18h42m      Declinação +14o.3 / -30o.1


Mito:

Hercules, quando criança, estrangulou duas serpentes enviadas por Juno para matá-lo enquanto dormia em seu berço.  Esta constelação também foi chamada de Esculapius, o pai da medicina.

Algumas Informações Interessantes acerca esta Constelação:
Quando o Zodíaco foi originalmente nomeado, 
a Eclíptica não passava pelo Ofiúco, 
de forma que esta constelação não foi incluída. 
 Hoje em dia, sim, em função da precessão, 
Ofiúco recebe a passagem da linha da Eclíptica 
e o Sol passa um bom tempo aqui 
depois de ter adentrado a Cabeça do Escorpião 
e passado ao largo de sua estrela Alpha, Antares.



Fronteiras:
Ophiucus situa-se entre as constelações Serpens Cauda e Serpens Caput (e todas três acabam formando um conjunto imenso de situações entrelaçadas), e também Scorpius, Sagittarius, Scutum, Aquila, Hercules Corona Borealis, Libra




http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Gazetteer/Topics/astronomy/_Texts/secondary/ALLSTA/Ophiuchus*.html
Richard Hinckley Allen, Star Names, Their Lore and Meaning, Dover Publications, Inc, New York, USA 

Segundo Allen, em seu livro Star Names, Their Lore and Meaning – fantástico livro e já em domínio público 

– e traduzindo literalmente, de forma simples e sintética, 
por mim, Janine:

Ophiucus vel Serpentarius, o Serpentário

 – não Ophiucus Serpentarius, é Ofiuco em italiano, Schlangentrager em alemão e Serpentaire em francês.
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…. (Porém) o Serpentário foi normalmente identificado com Asclepios ou Aesculapius, a quem o Rei James I descreveu como “um curador que mais tarde foi feito deus”, com cujas adoradas serpentes eram sempre associados como símbolos de prudência, renovação, sabedoria e o poder de descobrir ervas curadoras.  Educado por seu pai Apollo – ou pelo Centauro Quíron -, Aesculapius foi o primeiro em sua profissão e o cirurgião do navio Argo.  Quando a famosa viagem terminou, ele estava tão treinado em sua prática que ele pôde até trazer mortos à vida – entre esses, Hippolytus.
....................
Sucessivas operações e inúmeras e notáveis curas – e especialmente a tentativa de reviver Órion morto -, levaram Plutão (que temia pela continuidade de seu reino) induzir Júpiter a atingir Aesculapius com um raio e colocá-lo dentre as constelações.
Ophiucus também foi associado a Caecius, o Cego, assassinado por Hercules e celebrado por Dante no Inferno.  Na verdade, diz-se que o Herói foi atribuído a estas estrelas por Hyginus e nomeou-as com seu nome: uma confusão que pode ter vindo à tona em função das fronteiras entre essas duas constelações – por serem mal-definidas, primeiramente, ou pela similaridade de seus mitos originais em relação a Izhdubar e o dragão Tiamat.
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http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Gazetteer/Topics/astronomy/_Texts/secondary/ALLSTA/Ophiuchus*.html





Algumas Estrelas, em Ofiúco


Existe um Asterismo interessante denominado de O Touro de Poniatowkski, composto pelas estrelas 66, 67, 68 e 70 Ophiuchi.  Este Asterismo já constou como uma Constelação mas foi considerada obsoleta, posteriormente.


Rasalhague.  Alpha Ophiuchi. 
Magnitude 2.09  Distância 58 anos-luz
Uma estrela safira situada na cabeça do Ofiúco.  De Rãs Al Hawwa, a Cabeça daquele que Segura a Serpente, a Cabeça do Serpentário. 
Esta estrela se situa ao norte do equador celestial e já quase na fronteira de Ofiúco com a constelação de Hercules.


Cebalrai ou Cheleb - Beta Ophiuci
Magnitude 2.77  Distância 124 anos-luz
Cão do Pastor, vocábulo oriundo da expressão árabe Kalb al Rai.


Yed Prior.  Delta Ophiuchi. 
Magnitude 2.72  Distância 140 anos-luz
Uma estrela amarelada situada a mão esquerda do Ofiúco.  De Yad, a Mão. A Mão Anterior.

Yed Posterior - Epsilon Ophiuchi
Mão Posterior, denominação moderna de oriegem latino-árabe usada por Bayer.  A palavra Yed significa mão.


Han.  Zeta Ophiuchi. 
Magnitude 2.57  Distância de mais de 500 anos-luz
Uma estrela pequena situada próxima ao joelho esquerdo do Ofiuco. Han é um nome de origem chinesa que denominava um velho Estado feudal da China.


Sabik.  Eta Ophiuchi. Estrela Dupla
Ascensão Reta 17h09,3m - Declinação -15o 42’
Magnitude visual 2,43 - Distância 69 anos-luz
Uma estrela amarelo pálido situada no joelho esquerdo do Ofiúco.  De Sabik, Aquela que Precede.  O Condutor, do vocábulo árabe Sabik.


Sinistra.  Mu Ophiuchi
Uma estrela pequena situada na mão esquerda do Ofiúco.


U Ophiuchii - Estrela Variável do tipo Algol
Ascensão Reta  17h14m       Declinação +01o.16
Magnitudes:  Max 5,7     Min  6,4     Período 1,7
Tipo  ALG    Espectro B8


Y Ophiuchii - Estrela Variável Cefeida
Ascensão Reta 17h50m        Declinação -06o.08
Magnitudes:  Max 6,1    Min 6,5      Período 17,1
Tipo  CEF    Espectro G0


Ophiucus   - Nebulosa Complexa - Ro Ophiuchi
Ascensão Reta  16h24m      Declinação -23o.24
Tipo Nebulosa Planetária  COM       Dimensão  4,0       Distância em anos-luz  0,5


Ophiucus   - Nebulosa Complexa - Theta Ophiuchi
Ascensão Reta  17h20m      Declinação -24o.59
Tipo Nebulosa Planetária  COM        Dimensão 5,0        Magnitude
Magnitude da Estrela associada            Distância em anos-luz  0,5




A FAMOSA ESTRELA BARNARD

Estrela de Barnard é uma estrela de pouca massa que fica na constelação de Ophiuchus e foi descoberta em 1916 pelo astrônomo E. E. Barnard. A estrela se encontra a uma distância de quase 6 anos-luz, uma das estrelas mais próximas de nós, somente as três estrelas de Alfa Centauri estão mais perto.
Barnard também observou que é a estrela com o maior movimento aparente, visto da Terra (10,3 segundos de arco por ano).
Estrela de Barnard
Dados observacionais (J2000)
Asc. reta+04° 41' 36"
Declinação+16° 30' 33.485"
Magnitude aparente9.54
Características
Tipo espectralM4 V
Astrometria
Distância5,9 anos-luz
1,8 pc
Magnitude absoluta13.24
Detalhes
Massa0,17 M
Raio0.15-0.20 R
Luminosidade4,34 x 10-5 L
Temperatura3370 K
Rotação130,4 d
Idade



EXCERTO de Ophiucus -  As Constelações, Cartas Celestes, Mario Jaci Monteiro


Map of nearby stars



Nearby Stars (14ly Radius).svg

Barnard's Star /ˈbɑrnərd/ is a very low-mass red dwarf star about six light-years away from Earth in the constellation of Ophiuchus, the Snake-holder. Barnard's Star is the fourth-closest known individual star to the Sun, after the three components of the Alpha Centauri system, and the closest star in the Northern Hemisphere.[14] Despite its proximity, Barnard's Star, at a dim apparent magnitude of about nine, is not visible with the unaided eye; however, it is much brighter in the infrared than it is in visible light. The star is named for American astronomer E.E. Barnard. He was not the first to observe the star (it appeared on Harvard College University plates in 1888 and 1890), but in 1916 he measured its proper motion as 10.3 arcseconds (20,000 inverse radians) per year, which remains the largest-known proper motion of any star relative to the Solar System.


http://astronomy-universo.blogspot.com.br/2013/11/conheca-as-10-estrelas-mais-proximas-da.html?spref=fb


Estrela de Barnard
Distância: 5,96 anos-luz 
Esta é uma anã vermelha ténue que fica a cerca de 5,96 anos-luz da Terra. No passado os cientistas acreditavam que a estrela de Barnard podia conter planetas ao seu redor, mas as tentativas de detectar tais objetos não resultaram em nenhuma observação. A estrela de Barnard fica situada se na constelação Ophiuchus.
Fonte: ciencia-online.net


Barnard's Star
Barnardstar2006.jpg
The location of Barnard's Star
Observation data
Epoch J2000.0      Equinox J2000.0
ConstellationOphiuchus
Pronunciation/ˈbɑrnərd/
Right ascension17h 57m 48.49803s[1]
Declination+04° 41′ 36.2072″[1]
Apparent magnitude (V)9.54[1]
http://en.wikipedia.org/wiki/Barnard's_Star


Caro Leitor,
se você quiser conhecer sobre os Objetos Messier
acolhidos na direção da constelação Ophiucus,
acesse meu Trabalho em
http://visitandoosobjetosmessier.blogspot.com.br/2014/09/ophiucus.html






Map Maker: Alexander Jamieson
Striking star chart, marvelously engraved and delicately colored. Shows the featured constellations in color with neighboring stars and constellations without color.
Jamieson's work is one of the finest of it's kind in the early 19th century.






OPHIUCUS, OFIÚCO
ou Serpentarius, aquele que Segura a Serpente
A 13a. Constelação do Zodíaco

Quando o Zodíaco foi originalmente nomeado, 
a Eclíptica não passava pelo Ofiúco, de forma que esta constelação não foi incluída. 

 Hoje em dia, sim, em função da precessão,  Ofiúco recebe a passagem da linha da Eclíptica e o Sol passa um bom tempo aqui depois de ter adentrado a Cabeça do Escorpião e passado ao largo de sua estrela Alpha, Antares.


Programa Stellarium


Programa Stellarium

http://www.heavens-above.com/skychart.aspx



Movimentos: tudo sempre se move

Estarei repetindo aquilo que recebi em Fórum na Internet, parte da Aula 2 sobre Movimentos do Céu, by dario.rostirolla@londrina.pr.gov.br:

“Como é sabido, a Terra apresenta dois movimentos básicos (e outros): rotação (em torno do próprio eixo, com período de 1 dia) e translação (movimento orbital ao redor do sol, com período de 1 ano). Enquanto gira ao redor do Sol, a Terra percorre em sua órbita cerca de um grau por dia - logo, as estrelas se adiantam um pouco com relação ao Sol (como um carro que se aproxima de uma esquina e obtém melhor visibilidade), cerca de 4 minutos. É esta a causa da pequena diferença entre o dia solar e o dia sideral.

No decorrer de um ano a Terra percorre 360 graus ao redor do Sol, de modo que as estrelas que se encontravam ocultadas pelo Sol, dentro de algum tempo se tornarão visíveis em função do deslocamento da Terra sobre sua órbita. Ao longo do ano, diferentes partes do céu vão se tornando visíveis em determinado horário fixo (digamos, logo após o pôr do Sol), de modo que toda a esfera celeste vai sendo avistada ao longo do ano, setor por setor. A cada ano, esse movimento se repete de modo que as constelações visíveis numa determinada data serão visíveis na mesma data dos anos subseqüentes.”

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A precessão dos Equinócios é o movimento que estaria aglutinando, digamos assim, ambos os movimentos anteriores: o de rotação e o de translação. 

Não podemos nos esquecer que a Terra gira em torno de seu eixo sim, porém com uma inclinação de 23 graus....  Ao mesmo tempo, a Terra perfaz um passeio de 360 graus em sua órbita em torno ao Sol.  Ao mesmo tempo, também o Sol vai realizando seu próprio andamento e o faz em direção a um ponto próximo  à constelação Hercules.  Tudo no universo se movimenta... por que deixaria nosso Sol de fazer o mesmo?

Ao longo do período de 26 mil anos, esse eixo da Terra em movimento de rotação e de translação e atrelado ainda ao movimento próprio do Sol, vai imantando os direcionamentos norte e sul e deslocando, apontando então para diferentes pontos dessa região da esfera celeste! Esse grande círculo imaginário que se forma é o Grande Ano das Eras! 

Uma maneira simples de entender esse movimento é soltarmos um pião e o deixarmos girar, girar, girar..... é bem assim.  A estrela que denominamos de Polar, vem atuando como imantação Norte desde há muito tempo e ainda estará fazendo isso por bom tempo adiante.  Porém, um dia no futuro, teremos que renomeá-la... pois não estará mais reinante na posição de Estrela Polar.



É realmente interessante que possamos perceber
 as questões relativas às mudanças de Eras
 em termos de onde caem os Pontos de Equinócios e de Solstícios:

A Era de Gêmeos trouxe o Ponto Vernal a acontecer dentro desta constelação ocupando o lugar de Primavera, Virgem ocupando o lugar do Solstício do Verão, Sagitário ocupando o lugar do Equinócio do Outono e Peixes ocupando o lugar do Solstício de Inverno.



Quadro sobre a Precessão dos Equinócios durante 4 Eras, mostrando o Caminho do Sol contra o pano de fundo das constelações do    Zodíaco.  As cores originais foram invertidas.
Inserido no Artigo “When the Zodiac Climbed into the Sky” por Alexander Gurshtein para a Revista Sky & Telescope edição de outubro de 1995, página 30,  publicada por Sky Publishing Corporation, Cambridge, MA, USA.



A Era de Touro trouxe o Ponto Vernal a acontecer dentro desta constelação ocupando o lugar de Equinócio da Primavera; Leão ocupando o lugar do Solstício do Verão; Sagitário ocupando o lugar do Equinócio do Outono e Peixes ocupando o lugar do Solstício de Inverno.

Permita-me lhes dizer, caro Amigo das Estrelas, que foi naquela Era que surgiu o conceito das Quatro Estrelas Reais, Guardiãs das Quatro Estações do Ano e da Vida:  em Touro, Aldebarã, o olho iluminado, guardiã do Leste; em Leão, Regulus, sua pata dianteira, guardiã do Sul; em Escorpião, Antares, a rival de Marte, Anti-Ars, gigante vermelha maravilhosa, guardiã do Oeste; e finalmente, Fomalhaut, em Pisces Austrinus, guardiã do Norte.

A Era de Áries trouxe o Ponto Vernal a acontecer dentro desta constelação ocupando o lugar de Equinócio da Primavera; Câncer ocupando o lugar de Solstício do Verão; Balança ocupando o lugar do Equinócio do Outono e Capricórnio ocupando o lugar do Solstício de Inverno.



Os desenhos formados pelas estrelas 
- AS CONSTELAÇÕES - 
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo
 e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais,
 entre o céu e a terra..., 
bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos 
e este por nossa mente sendo conscientizado.

Quer dizer,
 nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


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DA TERRA AO CÉU E AO INFINITO
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