quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

O Fantasma de Júpiter, NGC 3242, fantástica Nebulosa Planetária, em Hydra, a Hidra Fêmea


Olá!

Caro Leitor,
se acaso você quiser aproveitar as mornas madrugadas de verão,
por que não buscar - e facilmente encontrar - nos céus estrelados
o planeta Júpiter estacionário entre as constelações Leo e Virgo...,
e então trazer seu olhar um tantinho mais ao sul
para bem deixar-se encantar em sua busca
pela constelação Hydra, a Hidra Fêmea?

Aliás, praticamente em linha reta em relação a Júpiter
 e um tantinho mais ao sul
e no enrolar ou enredilhar do longo corpo sinuoso e serpenteado da Hydra,
existe uma fantástica Nebulosa Planetária
 denominada de O Fantasma de Júpiter, NGC 3242
- confira na Ilustração abaixo, Caro Leitor!




Stellarium

The Ghost of Jupiter, also known as NGC 3242, is located roughly 1,400 light-years away in the constellation Hydra. Spitzer's in

http://www.nasa.gov/content/ghost-of-jupiter-nebula
This ghostly image from NASA's Spitzer Space Telescope shows the disembodied remains of a dying star, called a planetary nebula. Planetary nebulas are a late stage in a sun-like star's life, when its outer layers have sloughed off and are lit up by ultraviolet light from the central star. The Ghost of Jupiter, also known as NGC 3242, is located roughly 1,400 light-years away in the constellation Hydra. Spitzer's infrared view shows off the cooler outer halo of the dying star, colored here in red. Also evident are concentric rings around the object, the result of material being periodically tossed out in the star's final death throes.
In this image, infrared light at wavelengths of 3.6 microns is rendered in blue, 4.5 microns in green, and 8.0 microns in red.
NASA's Jet Propulsion Laboratory, Pasadena, Calif., manages the Spitzer Space Telescope mission for NASA's Science Mission Directorate, Washington. Science operations are conducted at the Spitzer Science Center at the California Institute of Technology in Pasadena. Data are archived at the Infrared Science Archive housed at the Infrared Processing and Analysis Center at Caltech. Caltech manages JPL for NASA.
Image Credit: NASA/JPL-Caltech/Harvard-Smithsonian CfA





Stellarium




"As nebulosas planetárias receberam esse nome de William Herschel porque quando foram vistas ao telescópio pela primeira vez, elas se pareciam com um planeta , posteriormente se descobriu que elas eram causadas por material ejetado de uma estrela central. Este material é iluminado pela estrela central e brilha, podendo ser observado um espectro de emissão. A estrela central normalmente termina como uma anã branca."
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nebulosa




Bem, o fato de esta Nebulosa Planetária ser alcunhada
como O Fantasma de Júpiter, não quer dizer que tenha
qualquer relação com o nosso conhecido Planeta Júpiter,
morador em nosso quintal astronômico, quer dizer,
em nosso sistema solar. 

Quer dizer, possivelmente esta denominação
possa ser advinda da belíssima e iluminada estrela anã branca
em seu centro... e de tão iluminada parece evocar Júpiter!
Ou mesmo pode esta denominação acontecer
por este objeto celeste se apresentar envôlto em névoas...
(mesmo porque é uma nebulosa!)



"...............o nome deriva de uma suposta semelhança
 em relação à aparência dos gigantes gasosos.................."


As Nebulosas vão sendo quase sempre nomeadas
 de acordo com as figuras
que vão formando diante de nossos olhos 
(sempre via simpático telescópio).

E também o fato de serem estas Nebulosas classificadas enquanto "Planetárias"
não quer significar que advenham de planetas - nada disso -,
e sim quer significar que são estrelas 
(possuidoras entre 0,8 e 8 massas solares)
que esgotam o seu combustível nuclear.  
Acima do limite de 8 massas solares, 
a estrela explode, dando lugar a uma supernova.

Nosso Sol é uma estrela média 
- o que significa que não irá explodir 
e sim terminará sua vida como uma nebulosa planetária...
e uma estrela branca anã,
lembrança quase apagada de seus dias de glória...
(esperemos que seja uma belíssimo Objeto Celeste
conhecido por ser advindo de uma estrela
conhecida como Sol
e que conseguiu reunir em torno de si
planetas simpáticos
 e um mais simpático ainda
- a Terra, acolhedora de vida assim como a conhecemos,
 nossa Mãe-Gaia!)


O Sol não possui massa o suficiente para converter carbono em oxigênio, e portanto, não explodirá como uma supernova. Ao invés disso, após o término da fusão de hélio, intensas pulsações térmicas farão com que o Sol ejete suas camadas exteriores, formando uma nebulosa planetária. O único objeto que permanecerá após a ejeção será o extremamente quente núcleo solar, que resfriará gradualmente, permanecendo como uma anã branca com metade da massa atual (com o diâmetro da Terra) por bilhões (mil milhões) de anos. Este cenário de evolução estelar é típico de estrelas de massa moderada e baixa
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sol


Caro Leitor,
nesta Postagem, estaremos trazendo a você
alguma informação sobre a fantástica Nebulosa Planetária
O Fantasma de Júpiter, NGC 3242,
bem como alguma informação sobre
o que significa uma nebulosa planetária,
sintetizadas informações sobre os tipos de nebulosa
e ainda informações sobre o Ciclo de Vida do Sol.


Como vimos, esta Nebulosa maravilhosa encontra-se
na direção da constelação Hydra, a Hidra Fêmea
- constelação composta por estrelinhas bem tímidas
(com a boa exceção de sua estrela-alpha Alphard, é claro!),
que vão desenhando a figura de um longo corpo serpenteador
enrolando-se e enredilhando-se 
através um longo espaço dos céus estrelados!

Porém, certamente a Hydra nos surpreende imensamente
pelo fato de acolher Objetos Celestes tão inusitados, digamos assim,
como o Fantasma de Júpiter e como a Dança Cósmica!



Stellarium




Em Postagens seguintes,
Caro Leitor,
estaremos apresentando a você
a belezura de Dança Cósmica
realizada através a interação de duas Galáxias
uma espiral e outra elíptica
- NGC 2936 e NGC 2937 -
formando a figura de um Pingüim (e seu ovo)
ou de um Golfinho ou de um Boto...
(e também podendo ser identificada como um passarinho...)
e mais adiante,
estaremos trazendo alguma informação
sobre a constelação da Hydra e suas estrelas
e seus Objetos Messier
(M48, M68 e M83).
 Aguarde.

Realmente, Hydra é uma constelação interessantíssima
de ser observada a olho nú
- somente em noites de céus escuros e transparentes
e de ausência da luminosidade da Lua!
E, através potentes telescópios,
Hydra é, certamente, uma constelação
que nos apresenta Objetos Celestes de tirar o fôlego!

Com um abraço estrelado,

Janine Milward








O FANTASMA DE JÚPITER!



March 31, 1997
NGC 3242: The 'Ghost of Jupiter' Planetary Nebula
Credit:
 B. Balick (U. Washington) et al., WFPC2HSTNASA
Explanation: It's a weed, it's Jupiter, no it's - actually planetary nebula NGC 3242. After a star like our Sun completes fusion in its core, it throws off its outer layers it a striking display called a planetary nebula. NGC 3242 is such a planetary nebula, with the stellar remnant white dwarf star visible at the center. This nebula is sometimes called "The Ghost of Jupiter" for its similar appearance to the familiar planet. NGC 3242 is much farther away however, than the measly 40 light-minutes distance to Jupiter. In fact, by comparing the apparent expansion rate with the actual rate determined from Doppler studies, astronomers have estimated the distance to NGC 3242 to be about 1400 light-years away. The red FLIERs visible near the edges of the nebula remain mysterious.

http://apod.nasa.gov/apod/ap970331.html





NGC 3242, commonly known as the Ghost of Jupiter, is a planetary nebula located in the constellation Hydra.
William Herschel discovered the nebula on February 7, 1785, and cataloged it as H IV.27. John Herschel observed it from the Cape of Good HopeSouth Africa, in the 1830s, and numbered it as h 3248, and included it in the 1864 General Catalogue as GC 2102; this became NGC 3242 in J. L. E. Dreyer's New General Catalogue of 1888.


This planetary nebula is most frequently called the Ghost of Jupiter, or Jupiter's Ghost due to its similar size to the planet, but it is also sometimes referred to as the Eye Nebula.[3] The nebula measures around two light years long from end to end, and contains a central white dwarf with an apparent magnitude of eleven. The inner layers of the nebula were formed some 1,500 years ago.[4] The two ends of the nebula are marked by FLIERs, lobes of fasting moving gas often tinted red in false-color pictures.[5] NGC 3242 can easily be observed with amateur telescopes, and appears bluish-green to most observers. Larger telescopes can distinguish the outer halo as well.[6]


Stellarium


NGC 3242 (también conocida como Fantasma de Júpiter o Caldwell 59) es una nebulosa planetaria ubicada en la constelación de Hydra.
Esta nebulosa planetaria fue descubierta por el astrónomo William Herschel el 7 de febrero de 1785, y fue catalogada como H IV.27. En la década de 1830, John Herschel observó la Nebulosa Fantasma de Júpiter en el Cabo de Buena EsperanzaSudáfrica, y la numeró como h 3284. La incluyó luego en el Catálogo General como CG 2102. En 1888, J. L. E. Dreyer la incluyó en el catálogo NGC con la denominación actual, NGC 3242.
NGC 3242 es también conocida como la nebulosa fantasma de júpiter. Es observable con telescopios pequeños, por ejemplo con uno de 114 milímetros de apertura. Se encuentra a 1º 50' aproximadamente de la estrella μ Hya.



https://www.spacetelescope.org/static/archives/fitsimages/screen/danny_lacrue_1.jpg
Planetary Nebula NGC 3242, also known as The Ghost of Jupiter. A Noteable feature of the nebula is the presence of the two red 'fliers' on both poles of the nebula, the gas comprising these objects is believed to be younger and moving at a much faster rate than that of the nebula. Images used were obtained from the ESO/ST-ECF archive, and processed with Fits Liberator using Adobe Photoshop 7.0.
This fits liberator image is not available for sale.
Credit:
Danny LaCrue & the ESA/ESO/NASA Photoshop FITS Liberator






NEBULOSAS PLANETÁRIAS
Uma nebulosa planetária é um objecto astronómico que consiste numa concha brilhante de gás formada por certos tipos de estrelas no fim das suas vidas. Não têm relação nenhuma com os planetas; o nome deriva de uma suposta semelhança em relação à aparência dos gigantes gasosos. São fenómenos de curta duração (apenas alguns milhares de anos) quando comparados com o tempo de vida estelar típico (alguns milhares de milhões de anos). Conhecem-se cerca de 1,500 nebulosas planetárias na nossa Galáxia.
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Figura 11 - Aqui temos NGC 3242, também conhecida como Nebulosa Fantasma de Jupiter. Depois de uma estrela como o nosso Sol ter completado a fusão no seu núcleo, liberta as suas camadas exteriores, formando um objecto chamado nebulosa planetária. NGC 3242 é um exemplo de tal formação, com o resto estelar (uma anã branca) visível no centro. A sua alcunha "Fantasma de Júpiter" deriva de se parecer com o planeta. NGC 3242, no entanto, está muito mais longe que os meros 40 minutos-luz até Júpiter. De facto, ao comparar a velocidade de expansão aparente com a velocidade actual determinada por estudos do efeito Doppler, os astrónomos estimaram que a distância até NGC 3242 situa-se pelos 1,400 anos-luz. As zonas vermelhas perto dos limites da nebulosa são ainda um mistério.
Crédito: B. Balick (U. Washington) et al., WFPC2, HST, NASA

Caro Leitor,
saiba bem mais sobre
Nebulosas Planetárias
acessando
http://www.ccvalg.pt/astronomia/nebulosas/nebulosas_planetarias.htm



Planetary_Nebula_3D_Animation_2004.ogv 
(vídeo Ogg Theora com 29 s de duração e 320 × 240 pixels, a 501 kb/s)




https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b1/Planetary_Nebula_3D_Animation_2004.ogv




Nebulosa planetária




O nome é devido a que os seus descobridores, no século XVIII,[2] observaram que a sua aparência era similar aos planetas gigantes vistos através dos telescópios ópticos da época, embora realmente não tenham relação alguma com os planetas.[3] Trata-se de um fenômeno relativamente breve em termos astronômicos, que dura por volta de dezenas de milhares de anos (o tempo de vida de uma estrela comum ronda os dez mil milhões de anos).[4]Uma nebulosa planetária é um objecto astronómico (nomeadamente, uma nebulosa de emissão) que é constituído por um invólucro brilhante em expansão de plasma egás ionizado, expulsa durante a fase de ramo gigante assimptótico que atravessam as estrelas gigantes vermelhas nos últimos momentos das suas vidas.[1]
No final da vida das estrelas que atingem a fase de gigante vermelha, as camadas exteriores da estrela são expelidas devido a pulsações e a intensos ventos estelares. Após a expulsão destas camadas, subsiste um pequeno núcleo da estrela, o qual se encontra a uma grande temperatura e brilha intensamente. A radiação ultravioletaemitida por este núcleo ioniza as camadas externas que a estrela tinha expulsado.[1]
As nebulosas planetárias são objetos importantes em astronomia, por desempenharem um papel crucial na evolução química das galáxias, libertando ao meio interestelarmetais pesados e outros produtos da nucleossíntese das estrelas (como carbononitrogêniooxigênio e cálcio). Nas galáxias afastadas, as nebulosas planetárias poderão ser os únicos objetos dos quais podem ser retiradas informações acerca sua composição química.[5]
As imagens fornecidas pelo telescópio espacial Hubble revelaram que muitas nebulosas planetárias apresentam morfologias extremamente complexas e variadas.[6] [7] Cerca de um quinto delas mostram formas aproximadamente esféricas.[8] Os mecanismos que produzem esta grande variedade de formas não são compreendidos ainda muito bem, mas as estrelas binárias centrais,[9] os ventos estelares[10] e os campos magnéticos[11] podem desempenhar um papel de destaque.
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Origem



Durante a maior parte das suas vidas, as estrelas brilham devido às reações de fusão nuclear que ocorrem no núcleo estelar. Isto permite que a estrela se encontre em equilíbrio hidrostático, pois a força que a gravidade exerce para o centro da estrela tentando comprimi-la é compensada pela soma das pressões hidrostática e de radiação, que agem visando a expandir o sistema.[25] As estrelas que cumprem isto estão situadas na zona de sequência principal no diagrama Hertzsprung-Russell, no qual se encontram a maior parte das mesmas.As nebulosas planetárias são formadas quando uma estrela que possui entre 0,8 e 8 massas solares (M) esgota o seu combustível nuclear. Acima do limite de 8 M a estrela explodiria, originando uma supernova.[24]
As estrelas de massas médias e baixas, como as que formam nebulosas planetárias, permanecem na sequência principal durante vários milhares de milhões de anos, consumindo hidrogênio e produzindo hélio que se vai acumulando no seu núcleo, o qual não tem temperatura suficiente para provocar a fusão do hélio, ficando este inerte. Progressivamente vai-se acumulando hélio até a pressão de radiação no núcleo não ser suficiente para compensar a força gravitacional gerada pela massa da estrela, pelo qual aquele se comprime. Esta compressão gera calor, que provoca uma aceleração da fusão do hidrogênio das camadas exteriores, que se expandem.[26] Como a superfície da mesma aumenta, a energia que produz a estrela é difundida sobre uma área mais ampla, resultando num arrefecimento da temperatura superficial e portanto num avermelhamento da estrela. Diz-se então que a estrela entra na fase de gigante vermelha.[27]
O núcleo, composto totalmente por hélio, continua comprimindo-se e esquentando na falta de reações nucleares, até atingir a temperatura que possibilita a fusão do hélio em carbono e oxigênio (cerca de 80-90 milhões de kelvin), voltando novamente ao equilíbrio hidrostático.[28] Pronto formar-se-á um núcleo inerte de carbono e oxigênio rodeado por uma camada de hélio e outra de hidrogênio, ambas em combustão. Este estágio das gigantes vermelhas é denominado ramo gigante assimptótico.[29]
As reações de fusão do hélio são extremamente sensíveis à temperatura, sendo a sua proporcionalidade da ordem de T40, em temperaturas relativamente baixas.[30] A estrela então torna-se instável devido à influência que podem chegar a ter as variações de temperatura; um aumento de apenas 2% na temperatura da estrela dobraria o ritmo ao qual ocorrem estas reações, libertando-se uma grande quantidade de energia que aumentaria a temperatura da estrela, pelo qual provocaria que a camada de hélio em combustão se expandisse para se esfriar depressa. Isto ocasiona violentas pulsações, que finalmente adquirem a intensidade suficiente como para expulsar por completo a atmosfera estelar ao espaço.[31]
Os gases ejetados formam uma nuvem de material em torno do núcleo da estrela, agora exposto. À medida que a atmosfera se despraza afastando-se da estrela, cada vez camadas mais profundas e quentes do núcleo ficam expostas. Quando a superfície exposta atinge uma temperatura de 35 000 K, são emitidos suficientes fotões ultravioletas como para ionizar a atmosfera ejetada, fazendo-a brilhar. A nuvem torna-se então numa nebulosa planetária.[32]
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Fase de nebulosa planetária

Uma vez começada a fase de nebulosa planetária, os gases expulsos viajam a velocidades de vários quilômetros por segundo respeito da estrela central. Esta converte-se na estrela compacta (anã branca) da estrela gigante vermelha anterior, e é formada porcarbono e oxigênio com os seus electrões degenerados, com escasso hidrogênio, pois a maior parte foi expulso na fase anterior deramo gigante assimptótico.
À medida que o gás se expande, a estrela central experimenta uma evolução em duas etapas: primeiro, contraindo-se ao mesmo tempo em que se esquenta, queimando-se o hidrogênio da camada exterior ao núcleo. Nesta etapa, a estrela central mantém umaluminosidade constante, atingindo finalmente temperaturas por volta de 100 000 K. Em segundo lugar, a estrela sofre um processo de arrefecimento quando a camada de hidrogênio exterior se consumiu, perdendo ademais um pouco de massa. O remanente irradia a sua energia, mas as reações de fusão deixam de ocorrer, pois perdeu muita massa e a que lhe resta não chega para atingir as temperaturas necessárias para desencadear este tipo de processos. A estrela esfria-se de tal modo que a intensidade da luz ultravioleta irradiada não chega para ionizar o gás distante.
A fase de nebulosa planetária finaliza quando a nuvem de gás se recombina, abandonando o estado de plasma e tornando-se invisível. Para uma nebulosa planetária típica, a duração desta fase é de aproximadamente 10 mil anos.[4] O remanente estelar, uma anã branca, permanecerá sem sofrer apenas mudanças na sua evolução, esfriando muito devagar.[2]
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Tipos de nebulosas

Nebulosas de emissão

Nebulosas de emissão são nuvens de gás com temperatura alta. Os átomos na nuvem são energizados por luz ultravioleta de uma estrela próxima e emitem radiação quando decaem para estados de energia mais baixos (luzes de néon brilham praticamente da mesma maneira). Nebulosas de emissão são geralmente vermelhas, por causa do hidrogênio, o gás mais comum do Universo e que comumente emite luz vermelha.

Nebulosas de reflexão

Nebulosas de reflexão são nuvens de poeira que simplesmente refletem a luz de uma estrela ou estrelas próximas. Nebulosas de reflexão são geralmente azuis porque a luz azul é espalhada mais facilmente.Nebulosas de emissão e de reflexão são geralmente vistas juntas e são às vezes chamadas de nebulosas difusas.

Nebulosas escuras

Existem também as nebulosas escuras, elas são nuvens de gás e poeira que impedem quase completamente a luz de passar por elas, são identificadas pelo contraste com o céu ao redor delas, que é sempre mais estrelado ou luminoso. Elas podem estar associadas à regiões de formação estelar[1] . Exemplos são a nebulosa saco de carvão e a nebulosa cabeça de cavalo.

Nebulosas planetárias

As nebulosas planetárias receberam esse nome de William Herschel porque quando foram vistas ao telescópio pela primeira vez, elas se pareciam com um planeta[2] , posteriormente se descobriu que elas eram causadas por material ejetado de uma estrela central. Este material é iluminado pela estrela central e brilha, podendo ser observado um espectro de emissão. A estrela central normalmente termina como uma anã branca[2] .


O CICLO DE VIDA DO SOL

"Sun Life" por Tablizer - English Wikipedia en:Image:Sun Life.png. Licenciado sob CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons - https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sun_Life.png#/media/File:Sun_Life.png

Evolução


O Sol formou-se cerca de 4,57 bilhões (4,567 mil milhões) de anos atrás quando uma nuvem molecular entrou em colapso.[97] Evolução estelar é medida em duas maneiras: através da presente idade da sequência principal do Sol, que é determinada através de modelagens computacionais de evolução estelar; e nucleocosmocronologia.[98] A idade medida através destes procedimentos está de acordo com a idade radiométrica do material mais antigo encontrado no Sistema Solar, que possui 4,567 bilhões (4,567 mil milhões) de anos.[99] [100]
O Sol está aproximadamente na metade da sequência principal, período onde o qual fusão nuclear fusiona hidrogênio em hélio. A cada segundo, mais de 4 milhões de toneladas de matéria são convertidas em energia dentro do centro solar, produzindo neutrinos e radiação solar. Nesta velocidade, o Sol converteu cerca de 100 massas terrestres de massa em energia, desde sua formação até o presente. O Sol ficará na sequência principal por cerca de 10 bilhões (10 mil milhões) de anos.[101]
Em cerca de 5 bilhões (5 mil milhões) de anos, o hidrogênio no núcleo solar esgotará. Quando isto ocorrer, o Sol entrará em contração devido à sua própria gravidade, elevando a temperatura do núcleo solar até 100 milhões de kelvins, suficiente para iniciar a fusão nuclear do hélio, produzindo carbono, entrando na fase do ramo gigante assimptótico.[33]
O destino da Terra é precário. Como uma gigante vermelha, o Sol terá um raio máximo maior de 250 UA, maior do que a órbita atual da Terra.[102] Porém, quando o Sol tornar-se uma gigante vermelha, a estrela terá perdido cerca de 30% de sua massa atual, devido à massa perdida no vento solar, com os planetas afastando-se gradualmente do Sol, à medida que o Sol perde massa. Este fator por si mesmo provavelmente seria o suficiente para permitir que a Terra não fosse engolida pelo Sol, visto que a Terra afastar-se-ia o suficiente da estrela, mas pesquisas recentes mostram que a Terra será engolida pelo Sol devido à forças de maré.[102] [103]
Mesmo que a Terra não seja incinerada pelo Sol, a água do planeta evaporará, e a maior parte de sua atmosfera escapará para o espaço. De fato, o Sol gradualmente torna-se mais brilhante com o passar do tempo, mesmo na sequência principal (10% a cada 1 000 000 000 anos), com sua temperatura de superfície gradualmente aumentando com o tempo. O Sol foi no passado menos brilhante, sendo que no início possuía 75% da luminosidade atual, uma possível razão pela qual vida em terra firme somente existiu nos últimos 1 000 000 000 anos. Em outros 1 000 000 000 anos, o aumento da temperatura fará com que a superfície da Terra torne-se quente demais para possibilitar a existência de água líquida, e portanto, impossibilitará vida na Terra em sua forma atual.[102] [104]
A fusão de hélio sustentará o Sol por cerca de 100 milhões de anos, quando então o hélio no núcleo solar esgotará. O Sol não possui massa o suficiente para converter carbono em oxigênio, e portanto, não explodirá como uma supernova. Ao invés disso, após o término da fusão de hélio, intensas pulsações térmicas farão com que o Sol ejete suas camadas exteriores, formando uma nebulosa planetária. O único objeto que permanecerá após a ejeção será o extremamente quente núcleo solar, que resfriará gradualmente, permanecendo como uma anã branca com metade da massa atual (com o diâmetro da Terra) por bilhões (mil milhões) de anos. Este cenário de evolução estelar é típico de estrelas de massa moderada e baixa.[105] [106]





NGC 3242: The 'Ghost of Jupiter' Planetary Nebula
Credit:
 B. Balick (U. Washington) et al., WFPC2HSTNASA

http://apod.nasa.gov/apod/ap970331.html


Stellarium





Hydra
Johann Bayer — Hydra