sábado, 16 de abril de 2016

Tesouros incrustados em Coroa Boreal, Corona Borealis


Olá!

Sempre em noites de céus escuros e transparentes e de ausência de Lua,
podemos nos encantar com a doce presença de um colar de estrelas tímidas
denominadas de Coroa do Norte, Corona Borealis, a Coroa Boreal.

Em Postagens imediatamente anteriores, Caro Leitor,
viemos comentando sobre 
Uma Serpente (Serpens Caput) protegendo uma Coroa (Corona Borealis) 
e sobre
A Jornada Estelar entre as Coroas do Norte e do Sul 

Nesta Postagem, Caro Leitor,
estaremos trazendo um tantinho de informações 
sobre esta delicada jóia dos céus estrelados do norte
 - Corona Borealis -
em suas tímidas estrelas, suas visíveis pedras preciosas
incrustadas e desenhando uma verdadeira coroa estelar!

Porém, existem outras tantas e tantas pedras preciosas
sendo acolhidas pela Coroa do Norte:
de tantas que são podem ser consideradas fazendo parte
de Superaglomerado! 
Corona Borealis Supercluster 
encontra-se a cerca de um bilhão de anos-luz de distância.

Existe a Grande Muralha Hercules-Corona Borealis 
(Hercules-Corona Borealis Great Wall)
que representa uma imensa superestrutura de galáxias 
traduzida como a maior e mais massiva estrutura conhecida no universo observável
e em uma distância de cerca de 10 bilhões de anos-luz da Terra. 

Com um abraço estrelado,
Janine Milward



 Programa Stellarium


Programa Stellarium


"CoronaBorealisCC" by Till Credner - Own work: AlltheSky.com. Licensed under CC BY-SA 3.0 via Wikimedia Commons - http://commons.wikimedia.org/wiki/File:CoronaBorealisCC.jpg#/media/File:CoronaBorealisCC.jpg






CORONA BOREALIS,
A COROA DO NORTE,
COROA BOREAL




Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes


http://www.ianridpath.com/atlases/urania/urania11.jpg



Algumas Informações Interessantes 
sobre Corona Borealis:


Esta constelação apresenta estrelas delicadas e pálidas e inclui sua estrela-Alpha (Gemma)  e suas estrelas Beta, Gamma, Delta, Epsilone, Iota, Upsilon formando o colar propriamente dito.

Corona Borealis Supercluster (Aglomerado de Galáxias) é famoso principalmente por ser um dos muitos aglomerados usados por Milton Humason e Edwin Hubble, na década dos anos de 1930, para demonstrar que o universo está em expansão.


Mito:
Representa o colar ofertado por Vênus a Ariadne quando de seu casamento com Baco, depois desta ter sido recusada por Teseu.


Fronteiras:
Corona Borealis situa-se entre Serpens, Hercules, Bootes

Algmas Estrelas 
na constelação da Coroa Boreal:

Alphecca ou Gemma.  Alpha Coronae Borealis. 
Ascensão Reta 15h33,8 - Declinação +26o 47’
Magnitude visual 2,31 - Distância 76 anos-luz
Uma estrela branca e brilhante no laço do cordão.  De Al Na’ir al Fakkah. A Mais Bela da Coroa. 

Nusakan - Beta Coronae Borealis
O Indigente, expressão árabe Kasat al Masakin, o lançador indigente, usado para designar a constelação entre os persas.

S Coronae Borealis - Estrela Variável
Ascensão Reta 15h19         Declinação +31o.33
Magnitudes:  Max 6,0    Min 13,4     
Tipo PLG     Espectro M7e


R Coronae Borealis - Estrela Variável Irregular
Ascensão Reta 15h46m         Declinação +28o.18
Magnitudes:  Max 5,8     Min   13,8    Período 354,4
Tipo  IRR    Espectro G0p


T Coronae Borealis - Estrela Variável Irregular
Ascensão Reta 15h57m         Declinação +26o.04
Magnitudes:  Max 2,0    Min   10,6    Período
Tipo  IRR    Espectro Peculiar



- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


IAU - International Astronomical Union



"Universum" por Heikenwaelder Hugo, Austria, Email : heikenwaelder@aon.at, www.heikenwaelder.at - Heikenwaelder Hugo, Austria, Email : heikenwaelder@aon.at, www.heikenwaelder.at. Licenciado sob CC BY-SA 2.5, via Wikimedia Commons - http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Universum.jpg#/media/File:Universum.jpg
Holzschnitt aus Camille Flammarion: L'Atmosphere - Météorologie Populaire. Paris 1888. Kolorit : Heikenwaelder Hugo, Wien 1998. La version en noir & blanc connue est dans Camille Flammarion (1842-1925).- L'atmosphère : météorologie populaire, Hachette, Paris, 1888, p. 163.




 http://www.atlasoftheuniverse.com/superc/cbo.html
This website belongs to Richard Powell
(traduzido em excertos por Janine)

Aglomerado de Galáxias
Abell 2065

Na proximidade das estrelas Alpha e Beta,
encontra-se o Aglomerado de Galáxias em Corona Borealis.

Esta é a mais distante das famosas Famílias de Aglomerados, os Superclusters ou Superaglomerados de Galáxias.  Já por um bom tempo, reconhece-se que existe um imenso número de ricas galáxias nesta pequena constelação.  A2065 é muito possivelmente o aglomerado dominante neste lugar, porém existem outros nove ou dez imensos aglomerados que também se mostram bem ricos.  Dois desses, A2122 e A2124, são, na verdade, o mesmo aglomerado.  A2124 encontra-se ao centro do aglomerado enquanto A2122 é sua extensão.

Corona Borealis é um superaglomerado que dista cerca de 1 bilhão de anos-luz.
Numa área equivalente ao disco de nossa Lua existem muitas e muitas galáxias.

Abaixo, veja a imagem do centro do Aglomerado A2065.  Este aglomerado é frequentemente chamado de Aglomerado Corona Borealis.  Este é o mais rico aglomerado de galáxias no Superaglomerado Corona Borealis.  Este aglomerado é famoso principalmente pelo fato de ter sido um dos muitos aglomerados usados por Milton Humason e Edwin Hubble, na década dos anos 1930, para demonstrar que o universo encontra-se em expansão.




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Três cientistas publicaram seus Papers anunciando a presença de um outro Supercluster atrás do superaglomerado Corona Borealis (associado a A2034, A2029, A2062, A2069 e A2083) numa distância de 1.5 bilhões de anos-luz (redshift 0. 113).  Eles também acreditam que os aglomerados ao centro do Supercluster Corona Borealis estão colapsando em conjunto e, eventualmente, estão formando um imenso aglomerado.
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http://www.atlasoftheuniverse.com/superc/cbo.html
(traduzido em excertos por Janine)
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http://www.atlasoftheuniverse.com/superc.html
Corona Borealis Supercluster
The Corona Borealis SuperclusterThe most distant of the famous superclusters. It has long been recognised that there are a large number of rich galaxy clusters in this small constellation. A2065 is probably the dominant cluster here, but there are another nine or ten large clusters here which are also rich. The supercluster is about 1 billion light years away.
The 60000 brightest galaxies

An all-sky plot of the 60000 brightest galaxies shows how galaxies clump together into large supercluster formations. The positions of some of the major superclusters are marked although only the nearest superclusters are prominant. Only four of these galaxies are visible with the naked eye. The large, dark, circular band is the plane of our own Galaxy where it is difficult to see distant galaxies because of all the foreground gas, dust and stars.

http://www.atlasoftheuniverse.com/superc.html
This website belongs to Richard Powell

http://www.atlasoftheuniverse.com/superc.html
This website belongs to Richard Powell
The universe within 1 billion light-years (307 Mpc) of Earth, showing local superclusters forming filaments and voids.



"2MASS LSS chart-NEW Nasa" by IPAC/Caltech, by Thomas Jarrett - "Large Scale Structure in the Local Universe: The 2MASS Galaxy Catalog", Jarrett, T.H. 2004, PASA, 21, 396. Licensed under Public Domain via Wikimedia Commons - http://commons.wikimedia.org/wiki/File:2MASS_LSS_chart-NEW_Nasa.jpg#/media/File:2MASS_LSS_chart-NEW_Nasa.jpg

"Panoramic view of the entire near-infrared sky reveals the distribution of galaxies beyond the Milky Way. The image is derived from the 2MASS Extended Source Catalog (XSC)—more than 1.5 million galaxies, and the Point Source Catalog (PSC)--nearly 0.5 billion Milky Way stars. The galaxies are color-coded by 'redshift' obtained from theUGCCfA, Tully NBGC, LCRS, 2dF, 6dFGS, and SDSS surveys (and from various observations compiled by the NASA Extragalactic Database), or photo-metrically deduced from the K band (2.2 um). Blue are the nearest sources (z < 0.01); green are at moderate distances (0.01 < z < 0.04) and red are the most distant sources that 2MASS resolves (0.04 < z < 0.1). The map is projected with an equal area Aitoff in the Galactic system (Milky Way at center)." [50]





The Hercules–Corona Borealis Great Wall (Her–CrB GW) is an immense superstructure of galaxies that measures more than 10 billion light-years across.[1][2] It is the largest and the most massive structure known in the observable universe.
This huge structure was discovered in November 2013 by a mapping of gamma-ray bursts that occur in the distant universe.[1][2][4] The astronomers used data from the Swift Gamma-Ray Burst Mission and the Fermi Gamma-ray Space Telescope.
The Hercules–Corona Borealis Great Wall was also the first structure other than large quasar groups that held the title as largest known structure in the universe, since 1991.
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The structure is a galaxy filament,[2] or a huge group of galaxies assembled by gravity. It is about 10 billion light-years (3 Gpc) at its longest dimension, which is approximately 1/9 (10.7%) of the diameter of the observable universe, 7.2 billion light-years (2.2 Gpc; 150,000 km/s in redshift space) wide,[2] but only 900 million light-years (300 Mpc) thick, and is the largest known structure in the universe. It is at redshift 1.6–2.1, corresponding to a distance of approximately 10 billion light-years away,[1][2] and is located in the sky in the direction of the constellations Hercules and Corona Borealis.[4]

Observation data (Epoch J2000)
Constellation(s)Hercules and Corona Borealis[1]
Right ascension17h 50m
Declination+27° 45′
Major axisGpc (10 Gly)[1][2]
Minor axis2.2 Gpc (7 Glyh−1
0.6780
Redshift1.6 to 2.1[1][2]
Distance
(co-moving)
9.612 to 10.538 billion light-years(light travel distance)[3]
15.049 to 17.675 billion light-years
(present comoving distance)[3]
Binding mass1.5×1019 M[citation needed]




Andrew Pontzen and Fabio Governato - https://www.flickr.com/photos/uclmaps/15051460475/
Galaxy filaments, walls and voids form web-like structures



In physical cosmologygalaxy filaments, also called supercluster complexesgreat walls, or great attractors,[1][2] are amongst the largest known cosmic structures in the universe. They are massive, thread-like formations, with a typical length of 50 to 80 megaparsecs h−1, (163 to 261 million light years) that form the boundaries between large voids in the universe.[3] Filaments consist of gravitationally bound galaxies; parts where a large number of galaxies are very close to each other (in cosmic terms) are called superclusters.
http://en.wikipedia.org/wiki/Galaxy_filament



VEJA O VÍDEO

The Known Universe by AMNH

The Known Universe takes viewers from the Himalayas through our atmosphere and the inky black of space to the afterglow of the Big Bang. Every star, planet, and quasar seen in the film is possible because of the world's most complete four-dimensional map of the universe, the Digital Universe Atlas that is maintained and updated by astrophysicists at the American Museum of Natural History. The new film, created by the Museum, is part of an exhibition, Visions of the Cosmos: From the Milky Ocean to an Evolving Universe, at the Rubin Museum of Art in Manhattan through May 2010. 

Data: Digital Universe, American Museum of Natural History
http://www.haydenplanetarium.org/univ...

Visualization Software: Uniview by SCISS




SourceOwn work
AuthorAndrew Z. Colvin




SAIBA MAIS, muito mais!
SOBRE A CONSTELAÇÃO CORONA BOREALIS




http://www.georgeglazer.com/maps/celestial/burritt/burritt.html
Elijah Hinsdale Burritt (1794-1838) (editor) 
W.G. Evans (engraver) 



Os desenhos formados pelas estrelas são como janelas que se abrem para a infinitude do universo e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais, entre o céu e a terra...; bem como percebendo que o caos, vagarosamente, vai se tornando Cosmos e sendo por nossa mente conscientizado.  

Quer dizer, nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward