sábado, 14 de maio de 2016

Um doce som vem do céus mais ao norte: é a Lira, Lyra!

Olá!

Devo confessar que sou imensamente apaixonada
pela constelação da Lira!

Eu admiro profundamente sua delicadeza,
seu desenho suave tecido por estrelas suaves
e a presença inequívoca da belíssima Vega, estrela-alpha Lyrae!

Não podemos nos esquecer que Vega é uma das três estrelas
que perfazem o chamado Grande Triângulo do Verão
(ou do Norte, para nós, do hemisfério sul, 
pois que acontece nos tempos do nosso Inverno!).
juntamente com Altair, estrela-alpha Aquilae, e Deneb, estrela-alpha Cygnus.

A Lyra é cantada, em prosa e em verso e em imagens e em ilustrações,
ora como uma lira, ora como um violino;
ora como um abutre, Vultur Cadens; ora como um tear!

Nesta Postagem, Caro Leitor,
encontre alguma informação
eobre as estrelas que compõem a doce Lira
- principalmente sua estrela-alpha, Vega! –
e ainda sobre os dois Objetos Messier
acolhidos na direção desta constelação:
M56 e M57, este último famosamente
conhecido como O Anel.

Em nossa Postagem de amanhã, Caro Leitor,
estaremos comentando sobre o Grande Triângulo do Norte
formado por Altair, Deneb e Vega,
estrelas alpha das constelações Aquila, Cygnus e Lyra, respectivamente.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward



Stellarium


Stellarium

Stellarium




Para nós, moradores do hemisfério sul,
é sempre bom nos colocarmos de frente para o norte,
tendo o oeste à nossa esquerda
e o leste à nossa direita
de maneira a bem podermos contemplar
os céus estrelados mais ao norte.



Stellarium






http://www.raremaps.com/gallery/detail/31398op/_Lyra_Stars_Heightened_in_Gold/Bayer.html
Map Maker: Johann Bayer



Ah, A Lira!
A Lira é uma constelação sempre maravilhosa e nos trazendo seu encantamento, seja através a observação a olho nú, ou através binóculos e telescópios.

A Lira, enquanto um instrumento musical, pode sempre estar nos apresentando apenas um dos instrumentos de sua grande orquestra....; ou pode sempre estar nos apresentando alguns ou mesmo (quase) todos os instrumentos/objetos celestiais de sua grande orquestra..;. e ainda o maestro apontando seu super telescópio para poder amealhar outros demais instrumentos/objetos celestes que aguardam serem revelados ao público sempre disposto a aplaudir a doce musicalidade advinda dessa belíssima constelação dos céus estrelados do norte! 

O simples e singular instrumento musical da Lira acontece quando a observamos a olho nú e nos deixamos encantar pela delicada música realizada através de suas cordas tremulantes sendo dedilhadas pelo mito de Orpheu. 

Alguns ou mesmo (quase) todos os instrumentos/objetos celestiais de sua grande orquestra acontece quando a observamos através simpáticos telescópios, de menor ou de maior potência.  Surgem objetos celestes admiráveis, fundamentalmente entra em cena a belíssima e sempre tão buscada e observada Nebulosa do Anel!

O maestro regendo a grande orquestra e ainda revelando mais e mais instrumentos/objetos celestiais que aguardam por seus momentos de entrada..., acontece quando os super telescópios e a tecnologia cada vez mais avançada das várias formas de fotografia são direcionados para esta constelação! Aglomerados e Galáxias entram em cena e tomam seus lugares.

Eu diria que, nesta orquestra dos céus, o lugar do solista é ocupado pela estonteante Nebulosa do Anel que vai sendo revelada mais e mais em seus profundos segredos que repousam em seu interior aparentemente vazio e que vai se enchendo de estrelas, pouco a pouco - quanto mais avançadamente a astronomia caminha, mais profundamente investiga e traz à luz objetos celestiais ainda nem sonhados em nossa vã filosofia...!  Talvez possamos pensar que o maestro seja representado pela segunda mais brilhante estrela dos céus do norte e a quinta mais brilhante estrela de todos os céus: Vega.

Você e eu, Amantes das Estrelas, somos o público e nos posicionamos ansiosamente diante do belíssimo espetáculo apresentado no palco dos céus estrelados!

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


http://hubblesite.org/newscenter/archive/releases/1999/01/image/a/format/web_print/



Carta Celeste realizada por Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes





LYRA, A LIRA



Posicionamento:
Ascensão Reta  18h12m / 19h26m     Declinação +25o.6 / +47o.7
A Constelação da Lira ocupa somente 286 graus quadrados do céu e está na pposição 52a. em termos de tamanho dentre as 88 constelações.

Fronteiras:
Hercules Vulpecula, Cygnus, Draco






Stellarium




Principais ESTRELAS, EM LIRA:


Vega.  Alpha Lyrae.  Estrela Dupla
Ascensão Reta 18h 36m55.7  Declinação +38o 46m56s
Magnitude visual 0,14 - Distância 26 anos-luz
Magnitude visual 0,1 e 10,5  Distância entre estrelas 62”,84
Magnitude aparente de Vega: 0,03
Classe de Vega: V   Tipo Espectral de Vega: AO

Uma estrela cor de safira pálido, situada na parte inferior da Lira (do ponto de vista a partir do norte em direção ao sul). 

É considerada a quinta estrela mais brilhante do céu, a partir de nossa simples visão desarmada, ou seja, a olho nú (as outras estrelas são, em ordem, Sirius, Canopus, Alpha Centauri e Arcturus - sendo que esta última estrela é  a primeira mais brilhante dos céus do norte, ocupando Vega a segunda posição). 

De Al Wai, Aquela que Cai, e conhecida na antiguidade como o Corvo que Cai, O Abutre Mergulhando, Vultur Cadens.   A Águia que cai, nome latino assim registrado nas Tabuas Alfonsinas, mas cuja origem provém do vocábulo árabe Al Waki - ave de rapina.  Também conhecida como a Águia mergulhando no Ar. Em alguns alfarrábios, é comentado o fato de que Al Waki era usado para denominar as três estrelas formadoras do pequeno triângulo adjuntado à figura maior e quase quadrangular da cosntelação da Lira: as estrelas Alpha, Vega, e Epsilon e Zeta.

O pequeno triângulo formado entre as estrelas Alpha e Epsilon e Zeta  - as duas primeiras atuando como parte da moldura da Lira e a terceira como uma das cordas (que se estende até alcançar a estrela Beta) -, trouxe várias interpretações: para os chineses era Chih Neu, um dos finais da Ponte sobre a Via Láctea - sendo a Águia o outro final (podendo também incluir parte do Cisne) e esta história também era popularmente conhecida na Coreia e no Japão.

Este pequeno triângulo de estrelas era conhecido como 20o. Nakshatva, Abhijt, Vitorioso, a mais norte dessas divisões estelares e muitíssimo distante do caminho da Lua, porém aparentemente utilizada por ser um objeto tão esplêndido e era entendido como trazendo bons fluídos e que sob sua influência os deuses haviam vencido algumas das divindades hindus voltadas para o mal.

Para os árabes, este pequeno triângulo formava um dos muitos Athafyy e considerado ‘do povo’ enquanto outros, bem mais pálidos, em Aries, Draco, Musca e Orion, eram considerados ‘dos astrônomos’ - porquanto os objetos celestes são sempre muito simples para eles (os astrônomos) e invisíveis para o observador comum (o povo).

Para os egípcios, Vega era conhecida como Ma’at, a estrela da Águia, e isso quando esta estrela marcava o pólo norte.  Possivelmente, esta estrela atuaria enquanto ponto de orientação para alguns dos templos em Denderah ainda bem antes do tempo em que a estrela Alpha Ursae Majoris passou a ocupar o lugar de estrela polar.

Na Babilônia, esta estrela era considerada A Mensageira da Luz, Dilgan.

O povo Inuit, do Ártico, onde esta estrela jamais se põe, a denomina Kingulliq, Aquele que se situa atrás - em função do fato de que esta estrela segue a Arcturus, nos céus estrelados.

Para o povo Maori, da Nova Zelândia, Vega é denominada de Wahnui, e seu aparecimento no céu imediatamente antes do amanhecer do dia ditava o momento de plantar a kumara ou batata doce.

Existe um fato bem interessante (extremamente futurista) em relação a Vega: sabemos que Sirius é a estrela mais brilhante do céu, em magnitude visual, é claro.  No entanto, nem sempre Sirius reinou absoluta, ou seja, o reinado desta belíssima estrela teve seu começo em 90 mil anos antes de agora e terminará em mais 210 mil anos à frente - sendo o momento ápice de seu brilhantismo acontecerá mais 60 mil anos à frente.  Então, entrará em cena a estrela Vega, que reinará a partir de 210 mil anos à frente e concluirá seu reinado em 480 mil anos no futuro... e Canopus será a candidata seguinte...  Durante o tempo em que Vega estiver ocupando o lugar de estrela mais brilhante, é certo que - permanecendo o eixo da Terra inclinado num ângulo de 23o -, esta estrela também estará ocupando o trono de Estrela Polar a cada 26 mil anos!

Vega atuou como a estrela polar (há cerca de 12 milênios atrás) e os arcádios a chamavam de Tir-ama, A Vida do Céu, e os Assírios de Dayan-same, Juiz do Céu.
Vega estará novamente ocupando o lugar de estrela polar mais cerca de 12.000 anos à frente - sempre a estrela polar mais brilhante!

Vega é a estrela referenciada em relação ao Apex do Sol.  Sobre este Tema, o astrônomo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão nos explica: “ Nosso sistema solar, como um todo, se desloca através do espaço em direção a Vega, a estrela mais brilhante da constelação de Lira. É bom lembrar que Vega também se desloca pelo espaço, de maneira que, quando nosso Sistema atingir o lugar ocupado atualmente por Vega (+- 26 anos-luz), ela não estará mais em tal posição.

Vega tem como diâmetro 4.315.000 km, 338 vezes maior que o da Terra (que é de 12.756 km). Vega é considerada como uma estrela ainda nova, com pouco mais de 1 milhão de anos.  Nos anos 80, foi descoberto um anel de poeira à sua volta - o que poderia sugerir planetas (mesmo que sejam planetas, dificilmente caberiam vida porquanto a estrela é ainda muito jovem)... mas depois chegou-se à conclusão de devem ser detritos de massas celestes. 

No entanto, mais recentemente, descobriu-se que este disco circum-estelar em torno a Vega é certamente algo interessante e possui um formato que sugere influência gravitacional de um possível planeta gigante atuando uma órbita excêntrica.
Modelos realizados em computador sugerem esta realidade e inserem Vega na lista de sistemas que podem abrigar extrasolares planetas.  Com isso, o paradigma acerca discos pode efetivamente mudar.






Sheliak - Beta Lyrae - Estrela Dupla e eclipsante (Variável).
Ascensão Reta  18h48m       Declinação +33o.18
Magnitudes:  Max 3,4    Min 4,3      Período 12,9
Tipo LIR     Espectro B9  Distância 300 anos-luz

Provém do árabe Al Shelyak, ou seja, um dos nomes árabes para a  Lira. Também este nome é conhecido como A Tartaruga (reza o mito que a lira foi feita a partir do casco da tartaruga).
 Sheliak situa-se cerca de 8o. sudeste de Wega e 2 1/2o. oeste de Sulafat.
Na China, esta estrela, juntamente com as estrelas Delta e Iota, eram chamadas de Tsan Tae.

As mudanças em seu brilho mostraram um aumento regular de período de variação de 12 dias e 22 horas, com  muitas flutuações de natureza um tanto complexa.
Assim como Gamma Cassiopeaiae e outras estrelas variáveis do tipo Sírio, mostra em seu espectro não somente as  usuais linhas escuras mas também as linhas brilhantes de gases, hidrogênio e helio bem abundantes. A conclusão é de que a estrela maior deve consistir de ao menos dois corpos luminosos rodando em torno a um centro comum de gravidade numa velocidade bem grande e o período da revolução é igual ao período de variabilidade.

Suas duas estrelas brancas e bem alongadas como um resultado de suas atrações mútuas gravitacionais e rápidas rotações.  Estão tão próximas uma à outra que suas atmosferas se entrelaçam e matéria é levada da estrela maior para a estrela menor. Ao mesmo tempo, algum gás escapa num jorro espiralado para o espaço ao redor.






Sulafat - Gamma Lyrae
Magnitude 3.2   Classe III  Tipo Espectral  B9   Distância 200 anos-luz

A Tartaruga, outra denominação para esta constelação. É possível que também esta estrela tenha ganho este nome por apresentar sua posição na moldura da Lira.
Estrela amarelo brilhante.

A um terço da distância entre as estrelas Beta e Gamma Lyrae, encontra-se a maravilhosa Nebulosa do Anel, NGC 6720, M57, descoberta em 1772 embora sua forma aparentemente anular tenha sido revelado mais tarde, por William Herschel em suas observações.
Telescópios mostram sua forma um tanto indefinida em suas extremidades, com uma abertura escura ao centro acolhendo pálidas estrelas bem como, através lentes potentes, uma estrela bem proeminente se revela.
O espectro da nebulosa e da estrela central é puramente gasoso.  Embora pareça oval para nossos olhos, é supostamente quase circular porém visto obliquamente.  Esta nebulosa pode ser visualizada através telescópios pequenos.






Delta Lyrae - Estrela Dupla Variável
Distância 800 anos-luz  Tipo Espectral B9    Classe III

Na China era denominada de Leen Taon, Caminhos Interiores no Palácio.

Para espanto de alguns autores e comentários, a observação da Estrela Dupla Delta é realmente um ato de tirar o fôlego - tal a surpresa da visão encontrada!  Mesmo através binóculos, é possível resolver esta questão exatamente buscando ao centro de Delta  1 e Delta 2 uma belíssima coleção de jóias espalhadas...: e estaremos diante de um tipo de aglomerado aberto espaçadamente agrupado e nomeado de Stephenson 1.  A estrela cor de topázio Delta 2 é bem mais chamativa e ancora um asterismo próximo ao seu centro delineado como um diamante.  Delta 1 e as próximas duas brilhantes estrelas são de cor azul turquesa.  Existe um ziguezaguear de estrelas que inclui duas grandes duplas acontece a noroeste do aglomerado.  Através grandes telescópios, são reveladas cores num encadeamento de estrelas de 9 a 11 magnitudes que começa entre Delta 1 e Delta 2: muitas dessas estrelas são de cor safira porém a gema central é um outro sol topázio.  O comentário que se faz é que, depois do Aglomerado Duplo em Perseus, esta jóia preciosa situada em Lira nomeada de Stephenson 1 e bem pouco conhecida é, certamente, o aglomerado mais colorido dos céus do norte! 







Epsilon Lyrae - Duas Estrelas Duplas (Double Double) - Sistema Quádruplo
AR 18h42m  Dec. + 39o.37
Magnitude visual 5,1 e 6,0 (estrelas amarelas) - 5,1 e 5,4 (estrelas brancas)
  Distância entre estrelas 2”,68 e 2”,34
Distância  150 anos-luz

Duas estrelas duplas formando um sistema quádruplo e o sistema inteiro é atado entre si gravitacionalmente.  Não é comum encontrar um sistema dessa natureza e esta interação gravitacional tão complexa pode bem envolver outras estrelas.
São conhecidas como Duplas Duplas (Double Double), cada par separado possivelmente realizando  uma revolução num período de mais de duzentos anos e ambos os pares realizando a revolução em torno a um centro de gravidade em comum e em período que pode ser medido em milênios - devido ao fato de que sua medição ao longo de vários e vários anos não mostrou qualquer sensível moção orbital.

Leia mais sobre a importância da estrela Epsilon Lyrae mais abaixo, no Texto sobre Zeta Lyrae e a formação, juntamente com a estrela Alpha Lyrae, Vega, do Pequeno Triângulo tão cantado pelos povos antigos.  E também, neste Trabalho Sobre a Constelação da Lira, nos Textos voltados para Algumas Informações...... e Observação do Céu......., encontre outros tantos comentários acerca este Pequeno Triângulo.






Zeta Lyrae - Estrela Dupla
Juntamente com a Estrela Epsilon Lyrae e com a Estrela Alpha Lyrae, Vega, Zeta Lyrae forma um belo Triângulo na constelação, representado miticamente por vários povos. 
Tanto  Epsilon Lyrae quanto Zeta Lyrae são estrelas Duplas - bem como Vega.

A este Pequeno Triângulo foi delineado a figuração de um Pássaro, advindo de Al Waki, vocábulo mais conhecido em relação à Vega, a Alpha Lyrae, porém também usado para designar este triângulo. 

Em vários desenhos dos mitos das constelações, nas cartas celestes, são encontrados representações de um instrumento musical de cordas - lira, harpa, violino, cítara, címbalo - sendo encimado, amalgamado a um pássaro ou a um casco de tartaruga (de acordo com o mito original, da lira construída por Mercúrio a partir dos restos desse animal).

Neste Trabalho Sobre a Constelação da Lira, nos Textos voltados para Algumas Informações...... e Observação do Céu......., encontre outros tantos comentários acerca este Pequeno Triângulo.





Aladfar - Eta Lyrae
Nome árabe que designa o toque do dedo na harpa.



Mu Lyrae - Al Athfar
As Garras da Águia que Cai, descrita como uma estrela pálida diante de uma estrela brilhante, ou seja, a oeste de Vega.



Sigma 2470 e Sigma 2474 - Duas Estrelas Duplas (Double Double)
- Sistema Quádruplo

Outro Sistema Double double (Duplo duplo)  pode ser observado a cerca de 7 graus sudeste de Epsilon Lyrae, a famosa Double double (Dupla dupla) da constelação da Lira! 
Este sistema foi descoberto no começo do século dezenove ganhando a denominação de Sigma2470 e Sigma2474, sendo que a magnitude do primeiro par realiza-se através 7.0 e 8.4; o segundo par realiza-se através 6.8 e 8.1.  Quanto ao primeiro par, encontram-se as estrelas tão distantes que não se tem a segurança de que sejam realmente binárias; o segundo par, por outro lado, é certamente uma estrela binária.
Este sistema não é comum de ser encontrado nos alfarrábios - porém pude constatar que aparece em Norton’s Stars Atlas como uma estrela dupla.



R Lyrae - Estrela Variável Irregular
Ascensão Reta 18h53m        Declinação +54o.53
Magnitudes:  Max 4,0    Min  4,5    
Tipo   IRR    Espectro M5


Carta Celeste realizada por Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes





M56 E M57,
OS OBJETOS MESSIER
NA CONSTELAÇÃO DA LIRA:






http://www.ipac.caltech.edu/2mass/gallery/m56atlas.jpg

Messier 56

Globular Cluster M56 (NGC 6779), class X, in Lyra
[m56.jpg]
Right Ascension19 : 16.6 (h:m)
Declination+30 : 11 (deg:m)
Distance32.9 (kly)
Visual Brightness8.3 (mag) 
Apparent Dimension8.8 (arc min)

Discovered by Charles Messier in 1779.

Messier 56 (M56, NGC 6779) is located about half-way between Beta Cygni (Albireo) and Gamma Lyrae. It is one of the less bright Messier globulars, especially lacking the bright core which most globulars have. Nevertheless it is not too difficult to resolve, even at its rather large distance. This led to its classification in concentration class X.

LEIA MAIS
em
http://messier.obspm.fr/m/m056.html






Stellarium




M56 - NGC 6779 - Aglomerado Globular
Ascensão Reta 19h16m35.5s       Declinação +30d11m04s

M56 possui a magnitude 8.3 e a dimensão de 7”, 
portanto bastante brilhante e grande, 
um tanto irregular, rica e bem condensada,
 podendo ser encontrada a 3.8o. NW de Albireo, a estrela Beta Cygni. 
 Porque a Via Láctea passa extremamente próxima a este objeto, 
isso pode ser considerado tanto um problema quanto uma bênção: 
o problema acontece pelo fato de não deixar que M56 se apresente
 através seu devido valor de brilho e de dimensão;
 a bênção acontece através o fato de M56 se situar
 em um lugar de extrema riqueza dos céus estrelados.


6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986




http://pt.wikipedia.org/wiki/Messier_56#mediaviewer/File:Messier_56_Hubble_WikiSky.jpg

Messier 56 Hubble WikiSky
en:NASAen:STScIen:WikiSky - en:WikiSky's snapshot tool - [1]



Messier 56 (também conhecido como NGC 6779 ou M56) é um aglomerado globular localizado na constelação de Lyra a 32 900 anos-luz da Terra. Foi descoberto por Charles Messier em 1779. Possui um raio de 42,5 anos-luz e uma dimensão aparente de 8,8 minutos de arco.2
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aglomerado globular foi uma das descobertas originais do astrônomo francês Charles Messier, que o viu pela primeira vez em 23 de janeiro de 1779, descrevendo-o como uma "nebulosa sem estrelas". Suas estrelas mais brilhantes foram resolvidas pela primeira vez por William Herschel, descobridor de Urano, em 1784.2

Messier 56
Messier 56 pelo Telescópio Espacial Hubble.NASA/STScI/WikiSky
Messier 56 pelo Telescópio Espacial Hubble.
NASA/STScI/WikiSky
Descoberto porCharles Messier
Data1779
Dados observacionais (J2000)
ConstelaçãoLyra
Asc. reta19h 16m 35,6s1
Declinação30° 11′ 00,5″1
Distância32 900 anos-luz2 (10 100 pc)
Magnit. apar.8,32
Dimensões8,8 minutos de arco2
ClasseX2
Características físicas
Raio42,52
Outras denominações
M56, NGC 6779, GCl 110.1
Messier 56
Lyra constellation map.png

http://pt.wikipedia.org/wiki/Messier_56













Credit: H. Bond et al., Hubble Heritage Team (STScI/AURA), NASA




http://www.ipac.caltech.edu/2mass/gallery/ringatlas.jpg

Messier 57

Planetary Nebula M57 (NGC 6720), type 4+3, in Lyra

Ring Nebula


[m57.jpg]
Right Ascension18 : 53.6 (h:m)
Declination+33 : 02 (deg:m)
Distance2.3 (kly)
Visual Brightness8.8 (mag) 
Apparent Dimension1.4x1.0 (arc min)




Discovered by Antoine Darquier de Pellepoix in 1779.
The famous ring nebula Messier 57 (M57, NGC 6720) is often regarded as the prototype of a planetary nebula, and a showpiece in the northern hemisphere summer sky.

Recent research has confirmed that it is, most probably, actually a ring (torus) of bright light-emitting material surrounding its central star, and not a spherical (or ellipsoidal) shell, thus coinciding with an early assumption by John Herschel. Viewed from this equatorial plane, it would thus more resemble the Dumbbell Nebula M27 or the Little Dumbbell Nebula M76 than its appearance we know from here: We happen to view it from near one pole.

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M57 was the second planetary nebula to be discovered (in January 1779), 15 years after the first one, M27Antoine Darquier de Pellepoix (Darquier), who discovered the Ring Nebula only a few days before Charles Messier found and cataloged it, described it as "a dull nebula, but perfectly outlined; as large as Jupiter and looks like a fading planet." This comparison to a planet may have influenced William Herschel, who found the objects of this type resembling the planet newly discovered by him, Uranus, and introduced the name "Planetary Nebulae". Herschel described M57 as "a perforated nebula, or ring of stars;" this was the first mention of the ring shape. Oddly, the inventor of the name "Planetary Nebula" did not count this most prominent representative in this object class, but described it as a "curiosity of the heavens", a peculiar object. Herschel also identified some of the superimposed stars, and correctly assumed that "none [of them] seems to belong to it."

M57 is very easy to locate as it is situated between Beta and Gamma Lyrae, at about one-third the distance from Beta to Gamma. It can be seen with binoculars as an almost stellar object, difficult to identify just because of its small apparent diameter. In smaller amateur telescopes, the ring becomes apparent at about 100 magnification, with a darker middle; a 12th-mag star is east of the planetary nebula, about 1' of the center. If ever color is notable, the Ring Nebula appears slightly greenish, not unexpected because most of its light is emitted in few green spectral lines. Even in small scopes, a slight ellipticity can be noted, with major axis in a position angle of about 60 deg. With increasing aperture and under good condition, more and more detail becomes visible, but even in large instruments, the central star will be apparent only under exceptionally good conditions, or with the help of filters. In large instruments, several very faint foreground or background stars can be glimpsed within the nebula's extension under very good conditions.

Of the neighboring stars, Beta Lyrae (Sheliak) is a notable eclipsing binary, with components of spectral type B7 and A8, varying between mag 3.4 and 4.4 with a period of 12.91 days. Gamma Lyrae (Sulaphat, Arabic for "Tortoise") is a giant of spectral type B9 III and mag 3.2 with a mag 12 companion at 13.8" distance in position angle 300 deg. The 0.4' small and 14.4-mag faint galaxy IC 1296 is situated just 4' NW of M57 and can be found with large instruments.

LEIA MAIS
em
http://messier.obspm.fr/m/m057.html



Stellarium




M57 - NGC 5720 - A Nebulosa do Anel
Ascensão Reta  18h53m35      Declinação +33o.01 m4
Tipo Nebulosa Planetária   NP      Dimensão  1,2       Magnitude 18
Magnitude da Estrela associada   15         Distância em anos-luz 5,0

A um terço da distância entre as estrelas Beta e Gamma Lyrae, encontra-se a maravilhosa Nebulosa do Anel, NGC 6720, M57, descoberta em 1772 embora sua forma aparentemente anular tenha sido revelado mais tarde, por William Herschel em suas observações.
Sua magnitude é de 9 e sua dimensão é de 2.5”. 
Esta é uma das mais familiares nebulosas planetárias. 

Telescópios mostram sua forma um tanto indefinida em suas extremidades, com uma abertura escura ao centro acolhendo pálidas estrelas bem como, através lentes potentes, uma estrela também pálida se revela.  É uma estrela azul-anã, muito quente.  A intensa radiação dessa estrela é absorvida pela nebulosa e re-emitida na região visível. 

O espectro da nebulosa e da estrela central é puramente gasoso.  Embora pareça oval para nossos olhos, é supostamente quase circular porém visto obliquamente.  Esta nebulosa pode ser visualizada através telescópios pequenos.

Surgindo pela morte de estrela parecidas com o Sol, as nebulosas planetárias representam a breve porém gloriosa fase final da evolução estelar. Os envoltórios gasosos são ionizados por uma fonte central extremamente quente, o núcleo colapsado de uma estrela que esgotou todo o combustível por fusão nuclear.


6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


Mapping the Ring Nebula's Structure

http://hubblesite.org/newscenter/archive/releases/2013/13/image/e/format/web_print/
This illustration depicts a sideways view of the Ring Nebula, as deduced by astronomers using new Hubble observations. The doughnut-shaped feature in the center of the graphic is the main ring. The lobes above and below the ring comprise a football-shaped structure that pierces the ring. Dense knots of gas are embedded along the ring's inner rim.
Object Names: Ring Nebula, M57, NGC 6720
Image Type: Illustration
Credit: NASAESA, and A. Feild (STScI)
http://hubblesite.org/newscenter/archive/releases/2013/13/image/e/


Nebulosa do Anel (também conhecida por M57 ou NGC 6720), fica a 2.300 anos-luz da Terra, na constelação de Lira. Está entre os mais notáveis exemplos de nebulosa planetária. Foi descoberta por Antoine Darquier de Pellepoix em 1779. Esse nome é porque seus gases parecem um anel ou as pétalas de uma rosa cósmica.
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Descoberta e visualização

Pode ser visto com
 binóculos como um objeto quase estelar, difícil de identificar como uma nebulosa planetária devido ao seu diâmetro aparente pequeno. Nos pequenos telescópios amadores, o anel se torna evidente a uma magnificação 100. Em instrumentos ópticos mais potentes, é possível identificar uma cor esverdeada; a maior parte de suas linhas espectrais estão no comprimento de onda ao redor do verde devido à dupla ionização do oxigênio presente nos gases que formam a nebulosa.5Messier 57 foi a segunda nebulosa planetária a ser descoberta na história, em 1779, 15 anos após a primeira, a nebulosa do Haltere (M27). Antoine Darquier de Pellepoix descobriu a nebulosa pouco dias antes de Charles Messier redescobrir o objeto independentemente, descrevendo-o como uma "nebulosa ordinária, mas perfeitamente definida, tão grande quanto Júpiter quanto ao diâmetro aparente e parece-se como um planeta tênue." Esta comparação a um planeta pode ter influenciado William Herschel, descobridor de Urano, que associou esses objetos como o mais novo planeta descoberto por ele e introduziu a denominação "nebulosa planetária". Descreveu-a como uma "nebulosa perfurada", ou um "anel de estrelas", a primeira menção histórica de seu formato de um anel. Entretanto, o inventor do nome "nebulosa planetária" não classificou a nebulosa como tal, mas descerveu-a como "uma curiosidade dos céus", um objeto peculiar.5
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Nebulosa do Anel
Nebulosa do Anel, Telescópio Espacial Hubble
Nebulosa do Anel, Telescópio Espacial Hubble
Dados observacionais (J2000)
ConstelaçãoLyra
Asc. reta18h 53m 35,079s1
Declinação+33° 01′ 45,03″1
Magnit. apar.8,82
Distância2 300 al (700 pc)3 4 anos-luz
Dimensões1,9 x 1,9 3 minutos de arco
Características físicas
Raio1,3 al
Magnit. absol.-0,2
Outras denominações
Messier 57, NGC 6720,1
Nebulosa do Anel
Lyra constellation map.png

http://pt.wikipedia.org/wiki/Nebulosa_do_Anel


Compass and Scale Image for Ring Nebula (HST only)

http://hubblesite.org/newscenter/archive/releases/2013/13/image/d/format/web_print/

Object Names: Ring Nebula, M57, NGC 6720
Image Type: Astronomical/Illustration
Credit: NASAESA, and Z. Levay (STScI)
http://hubblesite.org/newscenter/archive/releases/2013/13/image/d/


Saiba mais
Sobre a Constelação da Lira,
acessando meu Trabalho em
http://sobrelyra.blogspot.com.br/









Os desenhos formados pelas estrelas 
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo
 e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais, 
entre o céu e a terra...; 
bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos e sendo por nossa mente conscientizado.  

Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward

Visite meu Trabalho
em
DA TERRA AO CÉU E AO INFINITO
http://daterraaoceueaoinfinito.blogspot.com.br/