segunda-feira, 13 de junho de 2016

Ara, o Altar ao sul da constelação do Escorpião


Olá!
A Lua Crescente vem escondendo-se no horizonte oeste
no meio da noite
e, assim, 
nos proporcionando madrugadas 
ainda de céus escuros e transparentes
nesse outono quase inverno
de clima mais seco
e que nos traz a oportunidade
de observarmos algumas constelações
que se posicionam mais ao sul.

Eu bem sei que não é uma tarefa fácil, admito,
mas penso que talvez possamos começar por uma constelação
que se situa um tantinho ao sul da famosa e tão bem conhecida
constelação do Escorpião:
é Ara, o Altar!

Mesmo em lugares muitíssimo iluminados,
penso que não seja difícil encontrarmos a estrela-alpha Scorpii, Antares,
o Coração do Escorpião, gigante vermelha maravilhosa,
(e sabemos que neste momento Saturno e Marte atuam
como atores principais nas cercanias do Escorpião!),
bem como voltando o olhar um tantinho para o oeste e ao sul,
encontrarmos as duas estrelas ponteadoras e marcantes da constelação do Centauro,
suas estrelas alpha e beta, Rigel Kent e Hadar
e ainda a sempre admirada constelação nossa do coração, o Cruzeiro do Sul!....
........, e então eis que estamos diante do Triângulo Austral
e de Ara, o Altar!

Penso ser bem interessante o fato de que o Altar, Ara, seja uma constelação tão ao sul ... 
e que, no entanto, tenha sido conhecida desde tempos bem antigos. 
Ara, Altar, é uma constelação que consideravelmente mudou de posição 
que exibia quando foi nomeada. 
 Ela era visível no Mediterrâneo em 1.000 AC 
(mesmo que esteja tão ao sul)
 e foi assim nomeada 
em função de sua aparente similaridade com um altar.

Nesta constelação e já quase na divisa com Norma, o Esquadro,
 vamos encontrar 
 "um tesouro de objetos celestes: 
aglomerados de estrelas, nebulosas de emissão e regiões activas de formação estelar .....
 observadas nesta região situada cerca de 4.000 anos-luz da Terra."

Este mencionado lugar abriga o aglomerado aberto de estrelas NGC 6193
 e a nebulosa de emissão NGC 6188
 - e sobre estes objetos celestes estaremos comentando, nesta Postagem. 

Veja também um interessante vídeo 
apresentando uma remodelagem de NGC 6188 
em o contato entre o criador e Adão, na Criação de Michelângelo, 
na Capela Sistina, Itália (lugar especialmente maravilhoso 
e que foi por mim visitado e intensamente apreciado nos idos de 1986).

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


 Stellarium
 Stellarum


Stellarium




ARA, ALTAR







Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes



ARA, ALTAR

Mito:

No tempo da guerra entre os Deuses e os Titans, os Deuses se uniram e juraram derrotar seus inimigos, confirmando seus juramentos em uma altar construído para eles pelos Ciclopes.  Após a vitória dos Deuses, o altar foi levado para os céus para comemorar os bons resultados a partir da união. 

 Outro mito diz que Ara era o altar onde os Centauros ofereciam seus sacrifícios.

On the constellation Ara, the altar, which formerly was called a well, according to Eratosthenes, Zeus swore his oath [horkos], before he attacked his father Kronos and threw him off his throne and out of the heavens, thus usurping the rule of Olympia in the first mythical dawn of gods and turn of an era of the ancient Greeks.


Sobre a constelação Ara, o Altar - que anteriormente foi denominada de Poço -, de acordo com Eratosthenes, Zeus (Júpiter) afirmou seu juramento (horkos) ainda antes de atacar seu pai Kronos (Saturno) e destroná-lo e desterrá-lo dos céus, portanto usurpando o reinado do Olimpo nesse primeiro alvorecer mítico dos deuses e começo da era dos gregos antigos.




Algumas Informações Interessantes 
acerca esta Constelação:



Ara, Altar, é uma constelação que consideravelmente mudou de posição que exibia quando foi nomeada.  Ela era visível no Mediterrâneo em 1.000 AC (mesmo que esteja tão ao sul) e foi assim nomeada em função de sua aparente similaridade com um altar.


Ara
Ara as depicted in the 1723 edition of Johann Bayer's Uranometria (Skywatching)
http://www.constellationsofwords.com/Constellations/Ara.htm



Ara (Ara), o Altar, é uma constelação do hemisfério celestial sul. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Arae.
As constelações vizinhas são Corona AustralisScorpiusNormaTriangulum AustraleApusPavo e Telescopium.

Ilustrações


Em geral, Ara é representada em ilustrações como um altar cuja fumaça 'sobe' na direção sul1 . Entretanto, os detalhes das ilustrações variam. Em 1482, quando a imprensa tinha sido recentemente criada, uma xilogravura da obra Poeticon Astronomicon de Gaius Julius Hyginus mostra um altar cercado de demônios2 . Em 1603,Johann Bayer descreveu Ara como um altar para queimar incenso cuja chamas se voltam para o sul como na maior parte dos altas. Hyginus também descreveu Ara como um altar de incenso, embora Ara também apresentasse demônios em ambos os lados do fogo. Entretanto Willem Blaeu, um cartógrafo celeste holandês do século XVI eXVII, desenhou Ara como um altar para sacrifícios, com um animal queimando como oferenda. Ao contrário da maior parte das representações, a fumaça desta representação sobre em direção norte, representado por Alpha Arae. A representação de Ara que foge mais ao usual é de Aratus, um cartógrafo celeste grego em 270 a.C. Ele desenhou Ara como um farol, onde Alpha Aare, Epsilon Arae e Zeta Arae representam a base e Eta Arae representa a chama do farol3 .

Mitologia

Na mitologia grega, este foi o altar, construídos pelos ciclopes, onde os deuses fizeram ofertas e formaram uma aliança, antes de lutar contra os titãs.4 Imitando os deuses, os homens também passaram a fazer sacrifícios antes de tentarem alguma coisa.4

Ara constellation map.png



"Ara constellation map" por Torsten Bronger - It was created by Torsten Bronger using the program PP3 on 2003/08/18. http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Ara_constellation_map.png#/media/File:Ara_constellation_map.png




Stellarium



Star Cluster NGC 6193 
and
Nebula NGC 6188


NGC 6188 - Nebulosa brilhante e também escura


Em Altar, podemos encontrar uma nebulosa difusa onde existe um dramático contraste entre nebulosidade iluminada e escura.  

Esta nebulosa circunda o Aglomerado Aberto NGC 6193, cujas estrelas gigantes e quentes trazem excitação às nuvens interestelares do hidrogênio à radiação. A parte mais interessante desse complexo é a borda brilhante desenhando as nuvens de poeira escura, remanescentes da Nebulosa da Cabeça do Cavalo, em Orion.  Aqui, a absorção da luz das estrelas pelas nuvens de poeira interestelar acontece.  Existem bem mais estrelas de um lado do que de outro lado.  E é essa a razão que   revela a presença de uma invisível (não-iluminada) nuvem de poeira, que esconde as estrelas ao fundo e nos permitindo ver apenas aquelas que estão à frente, entre a nebulosa escura e nós mesmos.


Image Credit & CopyrightKfir Simon
Explanation: Fantastic shapes lurk in clouds of glowing hydrogen gas in NGC 6188, about 4,000 light-years away. The emission nebula is found near the edge of a large molecular cloud unseen at visible wavelengths, in the southern constellation Ara. Massive, young stars of the embedded Ara OB1 association were formed in that region only a few million years ago, sculpting the dark shapes and powering the nebular glow with stellar winds and intense ultraviolet radiation. The recent star formation itself was likely triggered by winds and supernova explosions, from previous generations of massive stars, that swept up and compressed the molecular gas. Joining NGC 6188 on this cosmic canvas is rare emission nebula NGC 6164, also created by one of the region's massive O-type stars. Similar in appearance to many planetary nebulae, NGC 6164's striking, symmetric gaseous shroud and faint halo surround its bright central star at the lower right. The field of view spans about two full Moons, corresponding to 70 light years at the estimated distance of NGC 6188.


Authors & editors: Robert Nemiroff (MTU) & Jerry Bonnell (UMCP)
NASA Official: Phillip Newman Specific rights apply.
A service of: ASD at NASA / GSFC







VEJA O INTERESSANTE (E RÁPIDO)  VÍDEO 
APRESENTANDO 

UMA REMODELAGEM DE NGC 6188

 EM O CONTACTO ENTRE O CRIADOR E ADÃO, NA CRIAÇÃO, 


DE MICHELÂNGELO, 

NA CAPELA SISTINA, ITÁLIA:





Reshaping NGC 6188 into Michelangelo's Adam Creation











This image, taken by OmegaCAM on the VLT Survey Telescope at Paranal Observatory, shows a section of the Ara OB1 stellar association. In the centre of the image is the young open cluster NGC 6193, and to the right is the emission nebula NGC 6188, illuminated by the ionising radiation emitted by the brightest nearby stars. 
Credit: ESO

This newly released image from the VLT Survey Telescope shows the young open cluster NGC 6193 in the center, and the emission nebula NGC 6188 to the right.
This dramatic landscape in the southern constellation of Ara (The Altar) is a treasure trove of celestial objects. Star clusters, emission nebulae and active star-forming regions are just some of the riches observed in this region lying some 4,000 light-years from Earth. This beautiful new image is the most detailed view of this part of the sky so far, and was taken using the VLT Survey Telescope at ESO’s Paranal Observatory in Chile.
At the center of the image is the open star cluster NGC 6193, containing around thirty bright stars and forming the heart of the Ara OB1 association. The two brightest stars are very hot giant stars. Together, they provide the main source of illumination for the nearby emission nebula, the Rim Nebula, or NGC 6188, which is visible to the right of the cluster.
A stellar association is a large grouping of loosely bound stars that have not yet completely drifted away from their initial formation site. OB associations consist largely of very young blue–white stars, which are about 100,000 times brighter than the Sun and between 10 and 50 times more massive.
The Rim Nebula is the prominent wall of dark and bright clouds marking the boundary between an active star-forming region within the molecular cloud, known as RCW 108, and the rest of the association [1]. The area around RCW 108 is made up of mostly hydrogen — the primary ingredient in star formation. Such areas are also known as H II regions.
The ultraviolet radiation and intense stellar wind from the stars of NGC 6193 seem to be driving the next generation of star formation in the surrounding clouds of gas and dust. As cloud fragments collapse they heat up and eventually form new stars.
As the cloud creates new stars, it is simultaneously being eroded by the winds and radiation emitted by previous stars, and by violent supernova explosions. In this way, such star-forming H II regions tend to have a lifespan of just a few million years. Star formation is a very inefficient process, with only around 10% of the available material contributing to the process — the rest is blown off into space.
The Rim Nebula also shows signs of being in the early phase of “pillar formation”, meaning that in the future it could end up looking similar to other well-known star-forming regions, such as the Eagle Nebula (Messier 16, containing the famous Pillars of Creation) and the Cone Nebula (part of NGC 2264).
This single spectacular image was actually created from more than 500 individual pictures taken through four different color filters with the VLT Survey Telescope. The total exposure time was more than 56 hours. It is the most detailed view of this region yet achieved.
Notes
[1] Furthermore, this nebula has additional modest fame among astronomers, as a previous image was used as the cover of the DVD distribution of the collection of software for astronomers assembled by ESO: Scisoft, whose newest version was released a few weeks ago. It is therefore also known as the Scisoft Nebula.
Source: European Southern Observatory
Image: ESO





At the centre of the image is an open star cluster called NGC 6193, which contains about 30 bright stars. 


This includes the extremely bright star HD 150136, at the centre, which is likely to actually be a pair of stars that are extremely close to each other.The two brightest are extremely hot and giant stars, which provide illumination for a nearby emission nebula called the Rim Nebula, or NGC 6188.

The reddish glow comes from giant clouds of hydrogen, which are lit up by the intense ultraviolet light from the cluster of hot young stars in the middle of the picture.
They are spread over a region known as the Ara OB1 association, which continues outside the limits of this picture - and is a region of similar hot and bright stars that formed at the same time.
The blue colouration is scattered light from these stars, while the brown darker features are huge clouds of cosmic dust, which absorb the light.
The Rim Nebula is towards the right-centre of the image, and is the prominent wall of dark and bright clouds that provides a border to an active star-forming region called RCW 108.
The nebula is about 300 light-years long and contains young stars that formed as recently as a few million years ago - a blink of an eye in cosmic terms.







Zooming in on the star cluster NGC 6193 and nebula NGC 6188

This zoom sequence zeros in on a region of gas and dust in the constellation of Ara. In the centre of the final image from the VLT Survey Telescope at ESO’s Paranal Observatory is the young open cluster NGC 6193, and to the right is the emission nebula NGC 6188, illuminated by the ionising radiation emitted by the brightest nearby stars.
Credit:
ESO/Digitized Sky Survey 2/N. Risinger (skysurvey.org). Music: movetwo



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Stellarium



A large open cluster in the constellation Ara. It is about 3 million years ago and unusually rich in close binary stars. NGC 6193 forms the core of the vast Ara OB1 association of hot, young stars, which spans a full square degree of southern sky. 



NGC 6193 is embedded in a region of dense gas clouds and obscuring lanes of dust. The hottest stars of the cluster, two closely spaced O stars HD 150135 and HD 150136 (the brightest stars in the accompantying image), are the source of illumination for the emission nebula NGC 6188. 

HD 150136 is a remarkable binary system comprised of a two massive O stars (type O3 and O6) that are almosty in contact with each other. Colliding stellar winds from the pair may be responsible for the prodigious X-ray emission emitted from this system. 

NGC 6193 and its emission counterpart NGC 6188 are seen in projection along the edge of a molecular cloud and immense expanding bubble of neutral hydrogen gas spanning some 300 light years. Ultraviolet radiation from the O-type giants of NGC 6193 is presently eroding the eastern edge of the parent molecular cloud and may be triggering and sustaining further star formation in other regions within it. 


NGC 6193
 Credit: ESO
http://www.daviddarling.info/encyclopedia/N/NGC_6193.html



NGC 6188 is an emission nebula located about 4,000 light years away in the constellation Ara. The bright open cluster NGC 6193, visible to the naked eye, is responsible for a region of reflection nebulosity within NGC 6188.[1][2]
NGC 6188 is a star forming nebula, and is sculpted by the massive, young stars that have recently formed there – some are only a few million years old. This spark of formation was probably caused when the last batch of stars went supernova.
http://en.wikipedia.org/wiki/NGC_6188

NGC 6188 é uma nebulosa na direção da constelação de Ara. O objeto foi descoberto pelo astrônomo John Herschel em 1836, usando um telescópio refletor com abertura de 18,6 polegadas.
http://pt.wikipedia.org/wiki/NGC_6188


NGC 6193 is open cluster containing 27 stars in the constellation Ara, visible to the unaided eye.[1] NGC 6193 lies at the center of the Ara OB1 association, which extends over a square degree. The cluster is associated with (and provides the energizing radiation for) neighboring regions of the nebulosity NGC 6188.
http://en.wikipedia.org/wiki/NGC_6193


Rgb-ngc6193.jpg
"Rgb-ngc6193" by Rbarba - Own work. Licensed under CC BY 3.0 via Wikimedia Commons - http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rgb-ngc6193.jpg#/media/File:Rgb-ngc6193.jpg
Three-colors image of NGC 6193 and NGC 6188 obtained with the Curtis-Schmidt telescope at Cerro Tololo Inter-American Observatory (Chile). The red channel is ionized Sulfur, green channel ionized Hydrogen, and the blue channel is double ionized Oxygen.


NGC 6193 é um aglomerado aberto na direção da constelação de Ara. O objeto foi descoberto pelo astrônomo James Dunlop em 1826, usando umtelescópio refletor com abertura de 9 polegadas. Devido a sua moderada magnitude aparente (+5,2), é fracamente visível a olho nu, mesmo em regiões distantes de cidades.
[DSS image of NGC 6193]
NGC 6193. Right Ascension = 16:41.3, Declination = -48:46 (2000.0), Field: 18 arc minutes.

Ara OB1 


Ara OB1 is a region of star formation in the southern sky centered ∼1.5° out of the galactic plane and subtending about a degree on the sky (∼20 pc at its distance of 1320 pc, [11],). Its stellar population consists of a young open cluster, NGC 6193, whose most massive members are an O7 star and an O5/O6 binary [12], similar to the situation in the Orion Nebula. Ultraviolet radiation from these stars illuminates the Rim Nebula NGC 6188, a delicate undulating feature located about 15 arcminutes (6 pc) to the west of the cluster. The Rim Nebula outlines the edge of a dark cloud, within which lies an embedded star formation region known as RCW 108. A CO survey of the region uncovered many distinct clouds along the line of sight [13].









Star-forming Region RCW 108 in Ara






Credit: ESO
RCW 108 is a molecular cloud that is in the process of being destroyed by intense ultraviolet radiation from heavy and hot stars in the nearby stellar cluster NGC 6193, seen to the left in the photo. A series of images were obtained with the Wide Field Imager (WFI) of areas in the Milky Way band, including some in which interstellar nebulae of gas and dust are seen. Each frame records 8184 x 8196, or over 67 million, pixels in a sky field of 32 x 32 arcmin 2. The photo shows the RCW 108 complex of bright and dark nebulae in the southern association Ara OB1, a star-forming region in the constellation Ara (the Altar), deep in the southern sky

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Fogo queimando em meu (Janine)  fogão a lenha no Sítio das Estrelas






Os desenhos formados pelas estrelas 
– As Constelações -
 são como janelas que se abrem para a infinitude do universo 
e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais, 
entre o céu e a terra...;
 bem como percebendo que o caos,
 vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos 
e sendo por nossa mente conscientizado.  

Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward









Title: [Celestial Map of the Southern Hemisphere]   Map Maker: Ignace Gaston Pardies
Fine fully colored example of this rare 17th Century map of the Southern Celestial Hemisphere, originally issued in 1674 by Ignace Gastone Pardies in Paris and revised in 1690, based in part on the work of the French Jesuit mathematician and astronomer Thomas Gouye (1650-1725).