domingo, 19 de junho de 2016

Do Caos ao Cosmos: Gaia, Urano e Saturno (e sua descendência)



Do Caos ao Cosmos

GAIA, URANO E SATURNO


O texto abaixo é sintetizado por Janine Milward 
e extraído de alguns Fascículos da antiga coleção Mitologia, 
publicada pela Abril Cultural, ainda na década de 1960.


“No começo era o Caos”, conta o poeta Hesíodo. 

O Caos torna-se Cosmos.



De repente, surge a primeira realidade sólida: Gaia, a Terra. 


Blue Marble

NASA/NOAA/GSFC/Suomi NPP/VIIRS/Norman Kuring


Gaia deu ao Caos um sentido: limitou-o,  instalou nele o chão, o palco da maravilha e da miséria da vida.  Restava ainda um espaço vazio, sobre Gaia.  Para preenchê-lo, ela “criou um ser igual a si mesma, capaz de cobri-la inteira”. 


 Gaia Criou, sozinha, Urano, o Céu Estrelado.  







Gaia uniu-se a Urano, seu primogênito e apaixonado amante, gerando com ele muitos e muitos filhos.  
Blue Marble




 NASA/NOAA/GSFC/Suomi NPP/VIIRS/Norman Kuring
NASA/JPL/Voyager mission -



Elementos devastadores, os primeiros filhos de Gaia fazem os vulcões entrarem em erupção, e criam terremotos, tempestades e furacões.  No entanto, Urano, pai e irmão dessas forças, revolta-se contra elas e as atira no Tártaro, uma das regiões do Erebo subterrâneo.  Mas Gaia, mãe-Terra, liberta seus filhos - porque é a própria Natureza e não pode impedir que os fenômenos naturais sigam seus próprios cursos.


Entra em cena Cronos, Saturno, filho de Gaia e de Urano, que se revolta contra seu pai que não pára de fecundar sua mãe, incessantemente.  E também Cronos, Saturno, revolta-se contra seus outros irmãos que estão sempre devastando a Terra.




Para que Urano não continue fecundando sua mãe e trazendo mais e mais filhos, Cronos, Saturno, corta os testículos de seu pai, castra-o, lhe traz o limite da criação e da procriação, usando uma foice.  Ao cair sobre a Terra, o sangue de Urano gerou as Eríneas (símbolos da culpa de Cronos, Saturno) , os Gigantes e as Melíades, ninfas das Arvores.  Ao caírem no mar, os testículos do deus formam uma branca espuma da qual nasce Afrodite, Vênus, a deusa do amor e da beleza.

Juntamente com Rea, Cibele, sua esposa e irmã, Saturno estabelece um reinado que se assemelha à era pré-consciente da humanidade.  Nesse período, o Tempo ainda está cego.  A vida não compreende a si mesma, e parece mais um simples fervilhar de elementos confusos do que propriamente uma evolução.

Cronos é insaciável; o Tempo devora tudo: seres, momentos, destinos, sem piedade, sem apego ao que passou.  O que importa é construir o futuro.  Porém, Cronos, Saturno, teme que lhe aconteça a mesma coisa que fez acontecer ao seu pai, o fato de ser destronado por um dos seus filhos.  Aliás, sua mãe-Terra, Gaia, já lhe havia profetizado essa verdade.  E por isso mesmo, Saturno vai devorando cada um dos seus filhos, ao nascerem.


Quadro de Francisco Goya


Apenas um dos filhosde Saturno, o Tempo, escapou-lhe à voracidade 
 e o destronou do centro do mundo:
 Zeus, Júpiter, o poderoso deus dos deuses. 

Rea, Cibele deu à luz seu filho Júpiter numa distante caverna e entregou-o para ser cuidado por Gaia enquanto voltava ao lar e entregava a Cronos uma pedra embrulhada por um pano, como se fosse o filho recém-nascido.  Cronos, Saturno, rapidamente engoliu a pedra.  Rea havia salvado seus filhos mas ao mesmo tempo havia selado a profecia: em dia próximo, o ultimo filho de Cronos tomaria das armas para encerrar o sombrio reinado de sangue.  E para sempre se instalaria no mundo.

Júpiter, ao crescer, aliou-se aos irmãos e aos monstros, e destronou Saturno, Cronos, venceu os Titãs e os Gigantes.  Com a tríplice vitória, firmou-se como senhor absoluto do mundo e encerrou o ciclo das divindades tenebrosas, das forças desordenadas, que como Cronos - o Tempo - tudo corrompem e destroem.  É a vitória da Ordem e da Razão sobre os instintos e as emoções desenfreadas.

Quando Júpiter destronou seu pai, entregou-lhe uma poção mágica que fez com que Saturno vomitasse todos os filhos que havia engolido, um a um.  

Reunidos os três irmãos, Júpiter, Netuno e Plutão, tramaram então um plano para destituir do poder o pai temível.  Armas lhes foram fabricadas: a Júpiter, couberam o raio e o trovão.  Para Plutão, coube o capacete que o tornava invisível.  Para Netuno, coube o poderoso tridente, a cujo toque terra e mar estremeciam desde as profundezas.     

Os vencedores reuniram-se e dividiram entre si o domínio do mundo, cada qual com seu quinhão de honraria: Netuno ganhou a soberania dos mares; Plutão assumiu o reino dos mortos.  E Júpiter subiu ao Olimpo, para de lá comandar, altíssimo e absoluto, a terra e o céu, os homens e todos os demais deuses.  


Filhos e Filhas 
de Saturno 


Júpiter




Júpiter é filho de Cronos e Rea, Saturno e Cibele.  Saturno sabia que seria destronado por um dos seus filhos.  E passou a engolir um a um, logo após seus nascimentos.  Entretanto, sua mulher traçou um plano junto a Gaia, a Mãe-Terra: quando estava prestes a dar luz ao próximo rebento, ocultou-se em uma caverna e lá Júpiter veio ao mundo.  Gaia recolheu o menino em seus braços e Cibele retornou ao lar e lá apanhou uma pedra, envolveu em panos e entregou a Saturno que, imediatamente, a devorou.

Cibele salvara seu filhos mas havia, ao mesmo tempo, selado a profecia: em dia próximo, o último filho de Cronos tomaria das armas para encerrar o sombrio reinado de sangue.  E para sempre se instalaria no trono do mundo.

Ao crescer, Júpiter se aliou aos irmãos e aos monstros, destronou Saturno e venceu os Titãs e os Gigantes.  Com a tríplice vitória, firmou-se como senhor absoluto do mundo e encerrou o ciclo de divindades tenebrosas, das forças desordenadas, que, como Cronos, o Tempo, a tudo corrompem e destroem.  Sua vitória pode ser compreendida como a vitória da Ordem e da Razão sobre os instintos e as emoções desenfreadas.  É Júpiter quem abre aos homens o caminho da razão e ensina-lhes que o verdadeiro conhecimento só é obtido a partir da dor.  Mas não assiste impassível aos sofrimentos humanos, ao contrário, compadece-se... apenas não se deixa levar pelas emoções, pis é a imagem da justiça e da razão.  Sabe que não pode intervir nas descobertas pessoais: cada qual  tem de viver sozinho sua própria experiência.  Limita-se a premiar os esforços honestos e a punir as impiedades.

Por todos esses atributos, Homero chamou-o de ‘pai dos deuses e dos homens’.    Como rei, Júpiter comanda o Olimpo e os homens.  Como rei e pai, Júpiter alcançou regiões imensas pois teve vários filhos e com várias mulheres e todos estes filhos espalharam-se mundo afora, tanto na terra, quanto nos mares e até nos mundos ínferos (como é o caso de Perséfone, filha que teve com Ceres e que foi raptada por Plutão, para ser sua esposa).  As Graças, as Musas, as Horas, as Moiras, Apolo e Diana, Perseu, Hércules, Baco, Helena e Pólux... todos são seus filhos e alguns outros mais. 




Netuno


Neptune Full.jpg
http://pt.wikipedia.org/wiki/Neptuno_(planeta)


Quando Júpiter enfrentou seu pai, Saturno, deu-lhe para beber uma droga para convulsionar suas entranhas e fazê-lo vomitar os  filhos que outrora havia devorado.

Reunidos os três irmãos - Poseidon, Hades e Zeus (Netuno, Plutão e Júpiter) -, tramaram um plano para destituir do poder o pai terrível e procuraram por aliados e ganharam armas: para Netuno, foi fabricado um poderoso tridente, a cujo toque terra e mar estremeciam desde as profundezas.  Para Júpiter, os Ciclopes fabricaram o raio e o trovão.  Para Plutão, o capacete que o tornava invisível.  Munidos com armas e cercados de bons aliados, subjugaram Saturno e o encerraram nos mundos ínferos.

Repartiram, então, o universo entre si:  Júpiter passou a reinar nos céus; Plutão tornou-se o senhor do mundo dos mortes e Netuno ganhou o domínio dos mares e o poder de controlar as águas e de provocar terremotos e maremotos, com seu poderoso tridente.

Netuno foi habitar seu palácio no fundo do mar Egeu mas sempre percorreu seu vasto domínio numa carruagem atrelada a velozes cavalos - e por isso também se tornou deus dos cavalos e dos touros.

Muitos amores marcaram o mito de Netuno e teve vários filhos, com diferentes mulheres.  Com Ceres, a deusa da agricultura, teve Arião, cavalo veloz que serviu a Hércules; com Medusa, teve Pegasus, o cavalo alado; com Etra, teve Teseu, rei de Atena... e mais tantos outros filhos.



Plutão



Pluto animiert.gif
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plut%C3%A3o
Mapa de Plutão gerado por computador a partir de imagens do Telescópio espacial Hubble.



Quando se anuncia a hora derradeira de vida de algum mortal, chegam as Moiras lhe anunciando seus instantes finais de vida.  ao morrer, a alma desce ao fundo da terra, ao reino de Plutão, atravessando o rio na barca de Caronte.  Existem o Tártaro, suplício eterno dos maus, e os Campos Elísisos, eterno prêmio dos justos... e existe um tribunal que decidirá o rumo da alma: Minos, Eaco e Radamento.  Plutão surge por último, pois é o juiz dos juízes, senhor da sombras e dos mortos, aquele que sempre pronuncia a palavra final.  Plutão é invisível - conquistou esta possibilidade através o capacete que lhe foi dado pelos Ciclopes quando da guerra dos três irmãos para destronar o pai Saturno.

Raramente o deus Plutão interfere nos assuntos humanos ou olímpicos, porém, quando invocado, atua no sentido de auxiliar o cumprimento das vinganças, tornando eficazes as maldições.  No entanto, ele também possui seu lado benéfico: propicia o desenvolvimento das sementes, enterradas nos limites de seus domínios e favorece a produtividade dos campos.  Por esta razão, os romanos chamavam Plutão ‘aquele que dá a abundância’.  Desta forma, pôde ser também visto de forma mais benéfica e associado como divindade agrícola - fundamentalmente através sua união com sua irmã, Ceres, a deusa da agricultura.  Eram então celebrados os Mistérios de Eleusis, ritos comemorativos da fertilidade, das colheitas e das estações.

Em uma de suas raras viagens à superfície da terra, Plutão deparou com a luminosa formosura de Perséfone (Core, Proserpina) e dela se enamorou.  Mas, como ao jovem não lhe correspondesse ao afeto, para fazê-la sua esposa o deus raptou-a.  Da união sem amor, nenhum filho nasceu.  Plutão não teve filhos.


Juno

Juno é filha de Saturno e Cibele.  Sua mãe salvou-a da fúria de Saturno que queria devorar todos seus filhos.  Juno cresceu distante dos pais e solitária.  Um dia, após ter derrotado seu pai, Saturno, Júpiter, irmão de Juno, encontrou-a e por ela se apaixonou.  Como Juno o recusara, transformou-se em cuco, pássaro triste e foi consolado por Juno, em seu peito quente.  Quando Juno percebeu, havido sido violentada por seu irmão, Júpiter.  Para reparar sua falta, Júpiter então, desposou-a.

Bela e majestosa  rainha do Olimpo, a severa esposa de Júpiter era tida, pelos antigos gregos, como modelo de fidelidade conjugal.  Nenhuma aventura amorosa consta nas lendas a seu respeito.  Porém, também as lendas contam que Juno tem um caráter rancoroso e ciumento, particularmente no que se refere às suas questões domésticas e familiares.  Aliás, sempre Júpiter lhe escapava do controle cerrado e buscava por outras farras amorosas...

Com Júpiter, Juno teve quatro filhos: Vulcano, personificação do fogo (algumas lendas dizem que Juno teria gerado Vulcano apenas por si mesma, sem a participação nem o conhecimento de seu marido); Marte, deus da guerra; Ilítia, deusa da maternidade e protetora das mulheres na hora do parto; e Hebe, representação divina da juventude eterna.  Tifão, no entanto, terrível monstro, também foi gerado por Juno com o auxilio da Mãe-Terra, Gaia, sem a presença de Júpiter.


Ceres

Ceres é filha de Saturno e de Cibele.  Todas as lendas sobre Deméter (Ceres) referem-se a seu caráter agrário, e, de forma poética, procuram explicar fenômenos e procedimentos ligados à cultura da terra. 

Sua união a Netuno mostrou que este, para seduzi-la, transformou-se em cavalo, e isso representa a seqüência   das tarefas de arar e semear o campo: o cavalo - consagrado a Netuno - puxa o arado e prepara o solo para receber os grãos distribuídos por Ceres.

Ceres teve uma filha, Core, Prosérpina, Perséfone, com Júpiter, seu irmão.  Perséfone simboliza os grãos.  Ao concebe-la, a deusa assume duplamente o papel de mãe: é a mulher como tal que dá a luz uma criatura e dela cuida com carinho, e ao mesmo tempo, é a terra que agasalha e fertiliza a semente.  Nos tempos mais primitivos da civilização helênica, enquanto os homens se dedicavam à caça, à pesca e às armas, as mulheres cuidavam do lar e dos campos.  Isso explica o fato de ser uma deusa, e não um deus, que protege as plantações com carinho maternal.

Deusa da colheita e da fertilidade, Ceres ajuda os mortais a cultivar a terra, fixando as populações nômades, ensinando, organizando, atrelando os animais, arando o solo, semeando, cuidando das plantações, colhendo, debulhando, armazenando, moendo os grãos, transformando-os em farinha e fazendo o pão.

Antes de frutificar para transformar-se em alimento, o grão é mergulhado nos sulcos da terra - tal como Core, filha de Ceres, raptada por Plutão e levada para as profundezas do mundo dos reinos ínferos.  Durante a ausência da filha, Ceres abandona os homens e refugia-se no santuário erguido em sua honra, em Eleusis.  Júpiter estabelece um acordo entre Plutão e Ceres, quanto à posse de Core: um terço do ano, ela viveria nos Infernos, um terço com a mãe na terra e o restante no Olimpo.  Sua estadia nos Infernos corresponde ao inverno, sua volta, representa a primavera.

De um conteúdo agrário elementar, esse culto evoluiu para significações mais profundas, ligadas ao ciclo da vida e da morte, dentro de uma interação entre homens e vegetais.  A terra alimenta o grão, que alimenta o homem, que, ao ser enterrado, após a morte, alimenta o grão, que alimenta outro homem, num ciclo ininterrupto.  Nada morre, mas tudo renasce, através da terra.  Mais tarde, esse renascimento passou a ser compreendido como transmigração das almas (metempsicose): as almas retornam ao mundo dos vivos para, através de novas experiências, alcançar a purificação.


Vesta

Filha de Saturno e Cibele, Héstia (Vesta) é a preservadora da castidade.  Os homens honram-na.  Oferecem-lhe sacrifícios.  Oram para que lhes proteja a família e o lar. E  ela, que nunca teve família nem lar, atende suas preces.  Toda a sua vida fôra feita de castidade: ela fizera voto de manter-se pura e solitária.  Jamais oferecera de si o corpo, a alma, o riso ou a compaixão.

Em todas as casas, em todos os Estados, no cerce de todas as instituições, Vesta, a casta deusa, jamais se corrompeu pela paixão.

Vesta é uma divindade do fogo - como Vulcano, o deus artesão, ou o titã Prometeu.  Mas ela possui um aspecto particular: enquanto Vulcano representa o fogo indomado, o elemento ígneo em suas manifestações subterrâneas, e Prometeu, o fogo de que o homem se apoderou como condição de autonomia, Vesta é o fogo domestico, o fogo da lareira, que fornce calor e cozinha os alimentos, que aconchega e fortalece a unidade familiar.  A própria palavra ‘Hestia’ é a tradução clara desse sentido funcional do fogo: quer dizer ‘lar’ (lareira).  Simboliza o conceito da moradia estável, lugar para onde convergem todos os membros de um clã e onde os deuses protetoras fizeram sua sede.

Vesta não protege apenas o lar individual mas também a cidade (o lar comum) cujo fogo sagrado é conservado cuidadosamente.  No altar da deusa, ardia o fogo sagrado.

O Colégio das Vestais - já dentro do mito romano -, compunha-se, inicialmente, de quatro mulheres que tinham papel muito destacado na vida romana e gozavam de excepcional prestígio.  Faziam rigoroso voto de castidade.  A função principal dessas sacerdotisas era manter aceso o fogo sagrado, símbolo da constante proteção divina ao Estado.


Quíron
(filho de Saturno com a ninfa Filira)

Saturno, para fugir do controle de sua esposa, Cibele, metamorfoseia-se em um cavalo para encontrar-se com Filira, uma ninfa, formosa filha de Oceano.  Dessa união, nasce uma criança meio humana, meio cavalo, que recebe o nome de Quírão ou Quíron. 

Desejando fugir daquela imagem horrenda, Filira pede aos deuses que a transformem em uma árvore e é atendida em seus apelos.  É uma tília, árvore gigantesca que servirá de sombra a todos aqueles que precisarem de repouso e de abrigo e que se encherá de flores perfumadas e delicadas, na primavera.

Existem duas versões para o mito de Quíron em relação ao posicionamento de Saturno: em uma versão, Saturno decide que seu filho Centauro não será violento nem ignorante -  como o resto de sua espécie; bem ao contrário, será inteligente, sábio, gentil e virtuoso.  Saturno estaria atuando, na verdade, não somente como pai de Quíron como também seu educador, seu mestre.

Em outra versão, Saturno teria abandonado seu filho à própria sorte e Júpiter, condoído, teria entregue a criança aos cuidados de Apolo e de Minerva que lhe teriam dado uma educação excelente.

A verdade é que Quíron se tornou um verdadeiro sábio e até ele foram enviados os filhos dos reis e  príncipes de vários países.  Quíron foi morar no Monte Pélion, ao lado do monte Olimpo e lá casou-se e teve uma filha.




COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
JANINE MILWARD


O texto acima é sintetizado por Janine
 e extraído de alguns Fascículos da antiga coleção Mitologia, 
publicada pela Abril Cultural, ainda na década de 1960.