domingo, 12 de junho de 2016

Lua Crescente, estrela-beta Virginis, Zavijava, e o Ponto do Equinócio de Outono


Olá!

Neste domingo, dia 12 de junho,
é comemorado no Brasil
o Dia dos Namorados!

Se você e seu amor
são ambos amantes dos céus estrelados
agradeça aos céus
porque
é realmente uma dádiva, uma benesse,
uma coincidência bem-vinda,
não é verdade?

A Lua Crescente estará convidativa
para um belo passeio sob um demi-luar... 
e para a observação do fato
de que estará visitando a constelação Virgo, a Virgem,
roçando seus cabelos
exatamente no ponto conhecido como Equinócio de Outono
(para o hemisfério norte)
ou Equinócio da Primavera
(para o hemisfério sul).

Este ponto
 - que representa o entrecruzamento 
das Linhas da Eclíptica e do Equador Celeste -,
acontece bem próximo ao pescoço da bela Virgem
- onde a estrela Zavijava, estrela-beta Virginis,
 acontece iluminando os cabelos virginais -
e é interessante conhecermos o fato de que 

o eclipse solar de 21 de setembro de 1922, 
aconteceu próximo a esta estrela

 e que foi por Einstein usada para confirmar 
sua teoria da relatividade.

Nesta Postagem, Caro Leitor,
encontre alguma informação
sobre o equinócio de outono,
sobre o equador celeste
e sobre a estrela Zavijava
assim como sobre o famosíssimo eclipse total solar
de 21 de setembro de 1922.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward




Stellarium
Stellarium

Stellarium

Stellarium




 Na astronomia, equinócio é definido como o instante em que o Sol, em sua órbita aparente (como vista da Terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projetada na esfera celeste). Mais precisamente é o ponto no qual a eclíptica cruza o equador celeste.

A palavra equinócio vem do latimaequus (igual) e nox (noite), e significa "noites iguais", ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo. Ao medir a duração do dia, considera-se que o nascer do Sol (alvorada ou dilúculo) é o instante em que metade do círculo solar está acima do horizonte, e o pôr doSol (crepúsculo ou ocaso) o instante em que o círculo solar está metade abaixo do horizonte. Com esta definição, o dia e a noite durante os equinócios têm igualmente 12 horas de duração.2

Os equinócios ocorrem nos meses de março e setembro quando definem mudanças de estação. Em março, o equinócio marca o início da primavera no hemisfério norte e do outono no hemisfério sul. Em setembro ocorre o inverso, quando o equinócio marca o início do outono no hemisfério norte e da primavera no hemisfério sul.


equador celeste é o círculo máximo determinado pela intersecção da esfera celeste com o plano perpendicular ao eixo terrestre que passa pelo centro da Terra. Esse círculo máximo divide a esfera celeste em dois hemisférios: o hemisfério celestial norte e o hemisfério celestial sul.[1]


Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=36869366

https://pt.wikipedia.org/wiki/Equador_celeste





O EQUINÓCIO DO OUTONO 
(para o hemisfério norte)
ou
O EQUINÓCIO DA PRIMAVERA
(para o hemisfério sul)

OUTONO BOREAL E PRIMAVERA AUSTRAL






A constelação da Virgem é imensa 
e cortada 
pela Linha da Eclíptica 

pela Linha do Equador Celestial.  


Excerto da constelação da Virgem
 - Mario Jaci Monteiro, Cartas Celestes, As Constelações



Existe o entrelaçamento destas duas Linhas
 - Eclíptica e Equador Celeste - 
o que podemos traduzir como o Ponto do Equinócio de Outono, 
que acontece bem próximo à estrela Beta Virginis, Zavijava, 
situada na cabeça da Virgem. 


(É interessante conhecermos o fato
 de que o eclipse solar de 21 de setembro de 1922
aconteceu próximo a esta estrela 
e que foi por Einstein usada para confirmar sua teoria).


Wallal, Australia Solar Eclipse Expedition (September 1922): view of the eclipse, September 21, 1922
CreatorBergmann, Carl A.
TitleWallalAustralia Solar Eclipse Expedition (September 1922)view of the eclipseSeptember 211922
Date1922-09-22
Geographic Location.TGNWallal Downs
Western Australia
Australia
Subject.LCSHLick Observatory
Scientific expeditions
Solar eclipses
http://digitalcollections.ucsc.edu/cdm/singleitem/collection/p265101coll10/id/825/rec/4


1922 Solar Eclipse in Australia


Testing Einstein's Theory


A total solar eclipse in Australia in 1922 provided scientists with an opportunity to confirm the experimental 'proof' of Einstein's general theory of relativity that had been provided by Eddington's observations in 1919. Independent expeditions mounted by the SA and NSW observatories both aimed to test Einstein's prediction that light passing near massive bodies such as the sun would appear to be bent.(1)
The professor of physics at Adelaide University, Kerr Grant, assisted the SA effort, while A.D. Ross, from the University of Western Australia, joined an American operation organised by the Lick Observatory at Wallal in WA. This was not seen as purely an academic question, G.H. Knibbs, Director of the Commonwealth Institute for Science and Industry, justified the expense of the expeditions by arguing that such studies of the sun 'may yet prove to be... of great practical importance'.(2)
................................................................................
It also stressed that the eclipse tests were 'crucial' in the establishment or refutation of relativity. C.A. Chant, the leader of a Canadian mission to observe the eclipse, stated: 'we hope definitely to settle whether the Einstein theory is correct or not'.(5) While it was reported that Dr Campbell of the Lick expedition hoped to determine whether the Einstein theory 'represented a fact of nature'.(6) Indeed, the eclipse tests acquired such a public status that J.M. Baldwin, the Victorian Government astronomer, felt it necessary to explain that as his own expedition 'was hurriedly arranged by private means, no attempt could be made on the Einstein theory'.(7)
-- Tim Sherratt, 1995
http://www.asap.unimelb.edu.au/bsparcs/physics/eclipse.htm



Two-dimensional projection of a three-dimensionalanalogy of spacetime curvature described in general relativity

CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=86682
https://en.wikipedia.org/wiki/Theory_of_relativity#/media/File:Spacetime_curvature.png

Theory of relativity


The theory of relativity usually encompasses two theories by Albert Einsteinspecial relativity and general relativity.[1] Concepts introduced by the theories of relativity include spacetime as a unified entity of space and timerelativity of simultaneitykinematic and gravitational time dilation, and length contraction.
The term "theory of relativity" was based on the expression "relative theory" (GermanRelativtheorie) used in 1906 by Max Planck, who emphasized how the theory uses the principle of relativity. In the discussion section of the same paper, Alfred Bucherer used for the first time the expression "theory of relativity" (GermanRelativitätstheorie).[2][3]




A total solar eclipse occurred on September 21, 1922. A solar eclipse occurs when the Moon passes between Earth and the Sun, thereby totally or partly obscuring the image of the Sun for a viewer on Earth. A total solar eclipse occurs when the Moon's apparent diameter is larger than the Sun's, blocking all direct sunlight, turning day into darkness. Totality occurs in a narrow path across Earth's surface, with the partial solar eclipse visible over a surrounding region thousands of kilometres wide.
This eclipse started in Africa and covered the whole Indian Ocean and Australia. Two large scientific expeditions investigated Einstein's theory of relativity.[1]



http://eclipses.gsfc.nasa.gov/SEplot/SEplot1901/SE1922Sep21T.GIF


1922 Sep 2104:40:31Totalcentral133-0.21301.068226.205m59s

http://eclipses.gsfc.nasa.gov/SEgoogle/SEgoogle1921.html

http://eclipses.gsfc.nasa.gov/SEgoogle/SEgoogle1901/SE1922Sep21Tgoogle.html





Observe o Eclipse Total Solar ocorrido em 21 de setembro de 1922, 
em algum ponto da Australia:


Stellarium

Stellarium







Zavijava.  Beta Virginis. 
Magnitude 3.8
Uma estrela amarelo pálido situada na cabeça da Virgem. 
De Al Zawiah, o Ângulo, o Canil, o Recanto dos dois Vigias 
(possivelmente pelo fato de se encontrar 
bem próxima ao ponto do Equinócio do Outono) 
- porém também nomeada como A Gloriosa, A Bela. 

Os árabes chamavam esta estrela como Mashaha
 e os chineses,de Yew Chi Fa, 
a Mão Direita do Mantenedor da Lei.





The text is in the public domain.
β, 3.9, pale yellow.
Zavijava, a universal name in modern catalogues, is first found with Piazzi, but is Zarijan in the Standard Dictionary. It is from Al Zāwiah, the Angle, or Corner, i.e. Kennel, of the Arab Dogs, — although γ exactly marks this Corner and should bear the title.
The stars β, η, γ, δε, outlining this Kennel, formed the 11th manzil, Al ʽAwwā, the Barker, which was considered of good omen; while Firuzabadi included it with the preceding moon station Al arfah, — β Leonis, — in the group Al Nahrān, the Two Rivers, as their rising was in the season of heavy rains. Other indigenous titles were Al Bard, the Cold, which it was produce; and Warak al Asad, the Lion's Haunches.
β marked the 18th ecliptic constellation of Babylonia, Shēpu-arkū sha‑A, the Hind Leg of the Lion, for this country also seems to have had one of these creatures here. With η, it perhaps was Ninsar, the Lady of Heaven, probably a reference to Istar; and Urra-gal, the God of the Great City; and one of the seven pairs of stars famous in that astronomy. As a Euphratean lunar asterism it bore the same title Ninsar, but this included all the components of the Arabs' Kennel Corner.
These also were the Persian Mashaha, the Sogdian Fastashat, the Khorasmian Afsasat, and the Coptic Abukia, all of the Arabic signification.
In China it was Yew Chi Fa, the Right-hand Maintainer of Law.
β is 13° south of Denebola in Leo, culminating with it on the 3d of May.

The text is in the public domain.




Em termos da Linha da Eclíptica e advindos da constelação do Leão, realizam seus caminhos aparentes o Sol e a Lua e os Planetas, adentrando todos pela Cabeça da Virgem, bem próximos à estrela Beta, Zavijava, e então passando pelo ombro e pelo peito, encontrando Zaniah, e, já na altura da Cintura, situa-se a belíssima Porrima.  

Todas essas situações são testemunhadas pelas constelações da Taça e do Corvo, na fronteira ao sul.  

Spica, o ramo de trigo na mão da Virgem, é praticamente o último momento em que a linha da Eclíptica toca realmente o corpo virginal, seguindo em direção à constelação da Balança e tendo a Hydra como fronteira ao sul.  

Em termos da Linha do Equador, é interessante observarmos o fato de que esta corta praticamente ao meio a figura delineada da Virgem, desde sua cabeça, seus cabelos, passando por seu rosto, por seu pescoço e ombros e entre seus peitos e avançando até encontrar a cintura e ainda descendo por uma de suas pernas até situar-se no entrecruzamento de suas panturrilhas e deixando a Virgem depois de tocar em um de seus pés.

O ponto de entrecruzamento das Linhas da Eclíptica e do Equador perfaz o Equinócio do Outono e isso acontece no lugar que aponta bem proximamente entre o cabelo e o rosto da Virgem.






Carta Celeste realizada por Mario Jaci Monteiro - CARJ


Saiba mais sobre a Constelação da Virgem,
acessando meu Trabalho em
VIRGO, A VIRGEM   

Com um abraço estrelado,
Janine Milward