domingo, 31 de julho de 2016

Quem Herdará o Universo?

O texto abaixo é
Releitura, tradução e síntese 

realizadas por Janine Milward sobre o texto 
"Who will Inherit the Universe?" 
de Michio Kaku 
- páginas 34, 35, 36, 37 e 38 
da Edição (impressa) de fevereiro de 2002
 da Revista Astronomy
 - Kalmbach Publishing Co. - Waukesha, WI, USA.


Quem Herdará o Universo?

Sobre o tema ENERGIA e como as civilizações usam esta energia 
(civilizações que conhecemos do passado, que conhecemos hoje 
e que poderemos visionar para o futuro....)
eu  (Janine) me permiti realizar a releitura, a tradução e a síntese 

de um artigo
que muito me impressionou e me fez pensar....

Este Artigo foi publicado na edição de fevereiro de 2002 
da Revista Astronomy
 com o título de "Who Will Inherit the Universe?
(Quem Herdará o Universo?), 
escrito por Michio Kaku,
 professor de Física Teórica na Universidade da Cidade de New York.


Inicialmente, o autor nos diz que "não importa quantos milhões de anos podem separar (as civilizações do futuro) de nós, uma verdade permanece constante: suas ações deverão obedecer às leis fundamentais da física."

O autor, então, baseia sua tese sobre um Trabalho/paper publicado no Journal of Soviet Astronomy por Nikolai Kardashev, em 1964, "onde (este) categorizava as civilizações extraterrestres em Tipos I, II and III, escalados de acordo com sua capacidade de utilização de uma ubíqua e mensurável quantidade - energia." E explica: "Sendo a energia, por definição, a ""habilidade de se poder trabalhar"", as civilizações poderiam ser rapidamente organizadas de acordo com sua produção, por exemplo, de unidades em forma de simplicidade universalizada, como cavalo-de-força, horsepower, H.P". E o autor continua: "Porque a classificação realizada por Kardashev foi baseada em fontes de energia estáveis e universais, como planetas, estrelas e galáxias, poderemos classificar a produção de energia de cada tipo de civilização. E, por outro lado, isto torna possível computar os limites máximos de energia disponível para cada (tipo de civilização).

O autor continua, então, definindo aquilo que Kardashev colocou como os Tipos de civilização: "Por definição, a civilização do Tipo I (de Kardashev) é uma civilização planetária, possuindo a habilidade de utilizar a reserva de energia de um planeta inteiro - mais de um trilhão de HP's. Uma civilização do Tipo II é uma civilização estelar, capaz de controlar a produção de energia de uma estrela solitária - para mais de 100 bilhões de trilhões de HP's. Finalmente, a civilização do Tipo III é um a civilização que já ultrapassou a produção de energia de um planeta ou estrela e já começou a construir uma civilização galáctica, espalhando-se para muitos sistemas estelares. As civilizações do Tipo III possuem uma capacidade energética de aproximadamente 10 bilhões de trilhões de trilhões de HP's."

Segundo o autor, esta análise "é particularmente útil desde que os sucessivos estágios da história da humanidade podem muito bem ser escalados de acordo com a quantidade de energia, desde os tempos pré-históricos (quando apenas possuíamos a energia de nossas mãos, cerca de um quinto de H.P.), através da escravidão (quando reis tinham centenas de HP's à sua disposição), passando pelo feudalismo (milhares de HP's) até a revolução industrial (milhões de HP's) e, finalmente até os tempos modernos (bilhões de HP's)"

O autor continua seu artigo nos dizendo que a humanidade que conhecemos até agora nos primórdios do século 21 estaria qualificada dentro do status de civilização do Tipo 0 e nos informa que atualmente a nossa total produção planetária de energia não chega a 10 bilhões de HP's e que retiramos essa energia não das forças globais mas dos bolsos precários dos remanescentes fósseis de plantas mortas (óleo e carvão). E aprofunda: " Quase que não podemos prever as mudanças no tempo, menos ainda controlá-lo".

O autor avança em seu pensamento, nos dizendo que a atividade econômica e o consumo de energia acabam sendo proporcionais um ao outro e que já nos é possível inferir que nosso consumo de energia avança bastante vagarosamente em seu crescimento anual (em pequena porcentagem) Podemos, então, calcular que não está muito longe o dia em que estaremos alcançando o Tipo I de civilização. Neste aspecto o autor cita o físico Freeman Dyson do Instituto para Estudos Avançados em Princepton, New Jersey, que "estima para os próximos 200 anos o atingimento deste estágio.

Partindo desse princípio, o autor prossegue, dissertando sobre os aspectos que, hoje em dia, já nos apresentam os indícios desse futuro não tão distante: caminhamos em direção a uma língua planetária, a um sistema de comunicação planetário, uma economia planetária, uma cultura planetária...

O autor, então faz um retrospecto em relação à tese de Kardashev, nos lembrando que este colocou limites máximos para o crescimento das civilizações avançadas, que seriam ditados pela máxima produção de energia planetária, estelares e galácticas. No entanto, o autor nos lembra também que podem outras questões acontecerem e que, certamente, poderiam modificar o status de uma civilização, questões estas que outros astrofísicos têm tentado colocar como limites mínimos: impactos dos meteoritos, mudanças climáticas, supernovas, e outras catástrofes naturais. Nesse caso, uma civilização teria que, para sobreviver e não morrer, sair do status do Tipo 0 para o Tipo I rapidamente! Também o autor nos recorda que existem catástrofes internas, tais como terrorismo, guerras nucleares, poluição global... Dessa maneira, ele conclui," o maior obstáculo obstruindo a transição entre Tipo 0 para Tipo I pode ser estritamente auto-infligido" e continua: "Talvez a mais perigosa transição de todas seja a do Tipo 0 para o Tipo I".

Ao terminar, após muitos milhares de anos, toda a energia de um planeta, o Tipo I de civilização será forçado a buscar a próxima energia a ser usada, sua estrela. Assim, o Tipo I de civilização poderia fazer sua transição para o Tipo II em cerca de 3 mil anos. Também o autor comenta que o tipo mais interessante de civilização seria o Tipo II, o qual já exauriu toda a energia de uma estrela solitária e passou a buscar for estrelas em outras sistemas. O autor então, nos informa que Kardashev calcula que levaria para nós cerca de 6 mil anos ou mais para alcançarmos o status de Tipo III de civilização. E emenda: " O Tipo III de civilização é muito prometedor, porque possui a maior capacidade para alcançar a imortalidade. As eras de gelo poderão ser alteradas, meteoritos poderão ser defletidos, até supernovas e efeitos de radiação dos raios gama poderão ser controlados. Quando uma civilização do Tipo III evolui numa galáxia, deveria durar por milhões ou até bilhões de anos.".....

Em relação à essa parte de seu artigo, o autor conclui que "desde que vivemos cerca de 15 bilhões de anos após o Big Bang, certamente civilizações I e II apareceram e pereceram muito antes dos humanos entrarem em cena. Porém, se uma civilização do Tipo III se desenvolveu em nossa galáxia desde o Big Bang, ela poderá ainda estar lá." E finaliza: " Esse pensamento levou Carl Sagan e outros a especularem que uma civilização do Tipo III existe na via Láctea. De fato, é sobre esta premissa que as buscas de inteligência extraterrestre, como o SETI, estão sendo estruturadas."

E o autor prossegue em seu artigo dissertando sobre os recentes avanços da biotecnologia, a robótica, a nanotecnologia, etc. que vêm mudando, de alguma forma, a análise de Kardashev.

Mais adiante, o autor indaga: " Como escaparemos da morte do universo? Parece ser inevitável que toda a vida inteligente do universo morra quando o universo fenecer - seja num colapso ardente ou numa frígida expansão sem fim." E cita o astrônomo John Barrow da Universidade de Cambridge, que escreve: "suponhamos que possamos estender a classificação para adiante. Essas hipotéticas civilizações dos Tipos IV, V, VI... em diante, estariam aptas a manipular as estruturas no universo nas mais amplas escalas, vivenciando grupos de galáxias, aglomerados e superaglomerados de galáxias".

A partir desse ponto, o autor avança em seu pensamento nos dizendo que as civilizações além do Tipo III obteriam energia suficiente para escapar de nosso universo em fenecimento, através de buracos no espaço. E explica que estudos recentes sobre a gravidade quântica e a teoria das supercordas nos demonstram que energias imensas existem a ponto dos efeitos quânticos rasgarem a linha do espaço e tempo para criar os "buracos de minhocas", de forma que se possa viajar, num fechar de olhos, através de imensas distâncias no espaço e tempo. 

Apesar de não se ter certeza ainda dessa possibilidade, existe a idéia de que uma civilização bastante avançada possa realmente viajar através de buracos no espaço. Isso solucionaria a questão de extrapolar a velocidade da luz e abreviaria de forma dramática a transição entre o Tipo II e o Tipo III de civilizações.

O autor, finalmente, conclui: "O processo evolucionário força as formas de vida a deixarem seu meio ambiente quando este se torna letal. Obedecendo à esta imperiosidade evolucionária, talvez uma civilização adiantada, diante da morte de seu universo, possa criar outro (universo)". 

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Releitura, tradução e síntese 

realizadas por Janine Milward sobre o texto 
"Who will Inherit the Universe?" 
de Michio Kaku 
 físico teórico da Universidade da Cidade de New York
- páginas 34, 35, 36, 37 e 38 da Edição de fevereiro de 2002 da Revista Astronomy
 - Kalmbach Publishing Co. - Waukesha, WI, USA.







O fogo crepitante em meu fogão a lenha, no Sítio das Estrelas!

Com um abraço estrelado,
Janine Milward

sábado, 30 de julho de 2016

Imperdível: Mercúrio e Regulus, estrela-alpha Leonis, extremamente próximos!


Olá!

Quer um bom conselho?

Esta noite de sábado,
busque por estar em um lugar
de horizonte oeste bem amplo e baixo
bem ao finalzinho da tarde
logo após o Sol se esconder,
porém ainda deixando um tanto 
de sua iluminação amarelada
colorindo os céus.

Leve consigo seus binóculos,
Caro Leitor,
de forma que você possa
buscar por Mercúrio
extremamente próximo
a Regulus, estrela-alpha Leonis!

Vênus encontra-se ainda mais abaixo
e ainda bem aproximada do horizonte oeste,
mas já querendo retornar aos céus estrelados
do cair da tarde, comecinho da noite,
que bom!


Nesta Postagem, Caro Leitor,
estaremos trazendo um tantinho de informação
sobre esta estrela tão encantadora
- Regulus, o Pequeno Rei -
através questões apresentadas em comentários mais técnicos
como também contando um pouco de seus Mitos.

Regulus era considerada como a estrela-guardiã do norte e do verão,
antiga estrela-real dos Persas
- sendo que as demais estrelas-reais eram Antares, Fomalhaut e Aldebaran,
guardiãs das demais três estações do ano.

Mais ao final desta Postagem, estaremos conversando
sobre as Quatro Estrelas-Reais dos antigos Persas,
sobre Eras e sobre as Estrelas Polares.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward




Stellarium

Stellarium





Leo



LEO, O LEÃO


Posicionamento:
Ascensão Reta  9h18m / 11h56m    Declinação -6o.4 / +33o.3


Mito:
Esta constelação do Zodíaco representa o Leão de Neméia que se originava da Lua e que foi degolado por Hércules.


Algumas Informações Interessantes acerca esta Constelação:

Constelação das primeiras conhecidas dos babilônios que, como todos os povos da antiguidade, associavam o Leão ao Sol.  

O Leão é, realmente, a mais notável de todas as constelações zodiacais, já que o Sol encontrava-se neste asterismo no solstício do verão, na época em que esse asterismo foi instituído.  

Realmente, esta antiga constelação era reconhecida por muitas civilizações antigas, incluindo aquelas na Babilônia, no Egito e na Grécia.

Para os egípcios, a entrada do Sol no asterismo do Leão correspondia às inundações do Nilo e servia, portanto, como importante referência  à atividade agrícola, pois a inundação trazia a fertilidade das margens do Nilo.


Fronteiras:
Leo situa-se entre as constelações Virgo, Coma Berenices, Ursa Major, Leo Minor, Câncer, Hydra, Sextans, Crater



 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986

Mario Jaci Monteiro - Cartas Celestes, As Constelações - CARJ


Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes
 - excerto apresentando ALFABETO GREGO, CONVENÇÕES E USO DA CARTA CELESTE



Regulus, Alpha Leonis
Ascensão Reta 10h07,3m  -  Declinação +12o.4
Magnitude visual 1,34 - Distância 84 anos-luz

Regulus é o pé do Leão (também conhecida como o coração do Leão).
O Pequeno Rei.

Regulus  era uma estrela real e  guardiã do norte - juntamente com Fomalhaut, Aldebaran e Antares, consideradas todas estrelas reais do céu dos persas.  

Em virtude de um engano de Ptolomeu, que a nomeou de Pequeno Rei, hoje conhecemos esta estrela como Regulus. 

Por se situar extremamente próxima à linha da Eclíptica, podemos sempre apreciar a Lua e os Planetas visíveis passando bem próximos à Regulus.

 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão
 - Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986






Leo constellation map.png
http://pt.wikipedia.org/wiki/Leo_A








Régulo (Regulus, α Leo, α Leonis, Alpha Leonis) é a estrela mais brilhante da constelação de Leão.

Etimologia

Régulo significa pequeno rei em latim, e, antigamente, era conhecida por Cor Leonis (em latim, o coração do leão), pela posição que ocupa no corpo da figura celestial.
Em grego é uma variante de basiliskos ou ainda basiliscus.
É conhecida como Qalb al-Asad, do árabe, ou seja, "o coração do leão". Como Kabelaced "também" se traduz para o latim como Cor Leonis.
Régulo é conhecida em chinês como, a décima quarta estrela de Xuanyuan, o Imperador Amarelo.
Na astronomia hindu Régulo corresponde ao Magha Nakshatra.1
http://pt.wikipedia.org/wiki/Regulus

Régulo A / B / C
Dados observacionais (J2000)
ConstelaçãoLeão (Leo)
Asc. retaA: 10h 08m 22,3s
BC: 10h 08m 12,8/14s
DeclinaçãoA: +11° 58' 02"
BC: +11° 59' 48"
Magnitude aparente1,35/8,14/13,5
Características
Tipo espectralB7 V/K1-2 V/M5 V
Cor (U-B)−0,36/0,54
Cor (B-V)−0,11/0,87
Astrometria
Velocidade radial+5,9 km/s
Mov. próprio (AR)249 mas/a
Mov. próprio (DEC)mas/a
Paralaxe42,09 ± 0,79
Distância77 ± 1 anos-luz
23,8 ± 0,4 pc
Magnitude absoluta−0,52/4,2/9,5
Detalhes
Massa3,5/0,8/0,2 M
Raio3,15–4,15/0,5/? R
Luminosidade150/0,31 L
Temperatura10.300–15.400/? K
Rotação315 km/s
Idade5 x 107 anos
Outras denominações
Regulus, Alpha Leonis, 32 Leo, Cor Leonis, Basilicus, Lion’s Heart, Rex, Kalb al Asad, Kabeleced, GJ 9316, HR 3982, BD +12° 2149/2147, HD 87901/87884, GCTP 2384.00, LTT 12716/12714, SAO 98967/98966, FK5 380,HIP 49669, TD1 14585.
Régulo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Regulus




Ainda sobre Regulus:

Richard Hinckley Allen, Star Names, Their Lore and Meaning, Dover Publications, Inc, New York, USA 









Richard Hinckley Allen, em seu famoso e importantíssimo livro
Star Names — Their Lore and Meaning -,
nos revela algumas informações interessantes sobre a nomeação de Regulus:
α, Triple, 1.7, 8.5, and 13, flushed white and ultramarine.
Regulus was so called by Copernicus, not after the celebrated consul of the 1st Punic war, as Burritt and others have asserted, but as a diminutive of the earlier Rex, equivalent to the Βασιλίσκος of Ptolemy. This was from the belief that it ruled the affairs of the heavens, — a belief current, till three centuries ago, from at least 3000 years before our era. Thus, as Sharru, the King, it marked the 15th ecliptic constellation of Babylonia; in India it wasMaghā, the Mighty; in Sogidana, Magh, the Great; in Persia, p256Miyan, the Centre; among the Turanian races, Masu, the Hero; and in Akkadia it was associated with the 5th antediluvian King-of-the-celestial-sphere, Amil-gal-ur, Ἀμεγάλαρος. A Ninevite tablet has:

If the star of the great lion is gloomy the heart of the people will not rejoice.

In Arabia it was Malikiyy, Kingly; in Greece, βασιλισκός ἀστήρ; in Rome, Basilica Stella; with Pliny [XVIII.235], Regia; in the revival of European astronomy, Rex; and with Tycho, Basiliscus.
.................................
And this title, the Lion's Heart, has been a popular one from early classical times, seen in the Καρδία λεόντος of Greece and the Cor Leonis of Rome, and adopted by the Arabians as Al Kalb al Asad, this degenerating into Kalbelasit, Kalbeleced, Kalbeleceid, Kalbol asadi, Calb-elez‑id, Calb-elesit, Calb-alezet, and Kale Alased of various bygone lists. Al Bīrūnī called it the Heart of the Royal Lion, which "rises when Suhail rises in Al ijāz."1
Bayer and others have quoted, as titles for Regulus, the strange Tyberone and Tuberoni Regia; but these are entirely wrong, and arose from a misconception of Pliny's Stella Regia appellata Tuberoni in pectore Leonis [XVIII.235], p257rendered "the star called by Tubero the Royal One in the Lion's breast"; Holland's translation reading:

The cleare and bright star, called the Star Royal, appearing in the breast of the signe Leo, Tubero2 mine author saith.

Naturally sharing the character of its constellation as the Domicilium Solis, in Euphratean astronomy it was Gus-ba-ra, the Flame, or the Red Fire, of the house of the East; in Khorasmia, Achir, Possessing Luminous Rays; and throughout classical days the supposed cause of the summer's heat, a reputation that it shared with the Dog-star. Horace expressed this in his Stella vesani Leonis [Carm. III.29.19].

It was of course prominent among the lunar-mansion stars, and chief in the 8th nakshatra that bore its name, Maghā, made up by all the components of the Sickle; and it marked the junction with the adjoining station Pūrva Phalgunī; the Pitares, Fathers, being the regents of the asterism, which was figured as a House. In Arabia, with γ, ζ, and η of the Sickle, it was the 8th manzil, Al Jabhah, the Forehead. In China, however, the 8th sieu lay in Hydra; but the astronomers of that country referred to Regulus as the Great Star in Heen Yuen, a constellation called after the imperial family, comprising α, γ, ε, η, λ, ζ, χ, ν, ο, ρ, and others adjacent and smaller reaching into Leo Minor. Individually it was Niau, the Bird, and so representative of the whole quadripartite zodiacal group.

In addition to the evidence, from its nomenclature, of the ancient importance of this star is the record, although perhaps questionable, of an observation of its longitude 1985 years before the time of Ptolemy; and of a still earlier one in Babylonia, 2120 B.C., Regulus then being in longitude 92°30′, but now over 148°. Its position, and that of Spica, observed by Hipparchos, when compared with the earlier records are said to have revealed to him the phenomenon of the precession of the equinoxes. It was then in longitude 119°50′. Smyth wrote of it:
The longitude of Regulus has, through successive ages, been made a datum-step by the best astronomers of all nations.
............................



2006 June 19
See Explanation.  Clicking on the picture will download
 the highest resolution version available.

http://apod.nasa.gov/apod/ap060619.html

Bright Star Regulus near the Leo 1 Dwarf Galaxy 
Credit & CopyrightRussell Croman
Explanation: The star on the upper left is so bright it is sometimes hard to notice the galaxy on the lower right. Both the star, Regulus, and the galaxy, Leo I, can be found within one degree of each other toward the constellation of Leo. Regulus is part of amultiple star system, with a close companion double star visible to the upper right of the young main sequence star. Leo I is a dwarf spheroidal galaxy in the Local Group of galaxies dominated by our Milky Way Galaxy and M31. Leo I is thought to be the most distant of the several known small satellite galaxies orbiting our Milky Way Galaxy. Regulus is located about 75 light years away, in contrast to Leo 1 which is located about 800,000 light years away.





Regulus nos lembra Antares 
que nos lembra Fomalhaut 
que nos lembra Aldebaran!

- Sobre o que estou falando?

- Sobre as Quatro Estrelas-Reais dos antigos Persas 
e que se posicionam em quatro cantos dos céus estrelados
 Há cerca de 5.000 anos, estas estrelas
ocupavam os tronos de marcação de Equinócios e de Solstícios, 
na chamada Era de Touro.
Eram conhecidas como as Guardiãs das Estações do Ano.



Vamos conhecer um tantinho sobre estas quatro reais estrelas?

Aldebaran.  Alpha Tauri. 
Ascensão Reta 04h34,8m - Declinação +16o 28’
Magnitude visual 1,06 - Distância 68 anos-luz
Uma estrela gigante alaranjada marcando o olho esquerdo e sul do Touro. 
Seu nome advém de Al Dabaran, Aquela que Segue. Aquela que vem antes da Estrela da Água, isto é, das Pleiades. Formava uma das quatro estrelas reais ou guardiãs dos céus entre os persas cerca de 3.000 anos a.C, quando, enquanto Guardiã do leste, marcava o Equinócio Vernal - as outras estrelas eram Regulus, Antares e Fomalhaut





Regulus, Alpha Leonis
Ascensão Reta 10h07,3m  -  Declinação +12o.4
Magnitude visual 1,34 - Distância 84 anos-luz
Regulus é o pé do Leão (também conhecida como o coração do Leão).
O Pequeno Rei.
É uma estrela voltada para o mito de um  rei da Pérsia, Feridum que  era próspero mas que perdeu tudo em função de ter se envolvido com questões de vingança.
Regulus  era uma estrela real e  guardiã do norte - juntamente com Fomalhaut, Aldebaran e Antares, consideradas todas estrelas reais do céu dos persas.  Em virtude de um engano de Ptolomeu, que a nomeou de Pequeno Rei, hoje conhecemos esta estrela como Regulus.  Por se situar extremamente próxima à linha da Eclíptica, podemos sempre apreciar a Lua e os Planetas visíveis passando bem grudados à Regulus.





Antares.  Alpha Scorpii. Estrela Dupla e Variável
Ascensão Reta 16h28,2m   - Declinação -26o 23’
Magnitude visual 1,22 - Distância 520 anos-luz
Magnitude visual 1,1 e 6,5  Distância entre estrelas 2”,90
Uma estrela binária, intensamente avermelhada e verde-esmeralda, situada no corpo do Escorpião.  De Anti-Ares, similar ou Rival de Ares, Marte. Foi uma das quatro estrelas reais da Pérsia, cerca de 3.000 anos a.c., e atuava como a Guardiã do Oeste pois marcava o Equinócio de Outono. Muitas vezes chamada de Coração do Escorpião, Cor Scorpio.





Fomalhaut.  Alpha Piscis Australis. 
Ascensão Reta 22h 56,5m - Declinação -29o 44’
Magnitude visual 1,29 - Distância 22 anos-luz
Uma estrela avermelhada na boca do Peixe ao Sul. De Fum al Hut, a Boca do Peixe.  Foi uma das quatro estrelas reais da Pérsia, por volta de  3.000 anos a.c, atuando como a Guardiã do Sul e marcando o solstício de inverno.






- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986




As Quatro Estrelas-Reais dos Persas 
ocupando os quatro cantos dos céus estrelados..... 
- nos dias de hoje:

Caro Leitor, observe nestas Ilustrações abaixo as mudanças que ocorreram em termos dos posicionamentos dos pontos dos Equinócios e dos Solstícios entre as estrelas mencionadas - as quatro estrelas-reais dos Persas - e a Linha da Eclíptica e do Equador Celeste nos dias de hoje.


Programa Stellarium trabalhado no Programa Corel



Vemos nesta Ilustração, a estrela-alpha Tauri, Aldebaran, trazendo a Primavera, a Guardiã do Leste, uma das quatro estrelas-reais dos Persas. 

 E vemos também a estrela-alpha Leonis, Regulus, trazendo o Verão, a Guardiã do Sul.




Programa Sellarium trabalhado no Programa Corel



Vemos nesta Ilustração, a estrela-alpha Scorpii, Antares, trazendo o Outono, a guardiã do Oeste.  

E vemos também a estrela-alpha Piscis Austrinus, Fomalhaut, trazendo o Inverno, a Guardiã do Norte.

Sabemos que a estrela Fomalhaut não fez parte das constelações da Linha da Eclíptica.  Porém, esta é a estrela mais proeminente durante o céu do inverno, a partir do ponto de vista do hemisfério norte.







Earth precessionDomínio público
Robert Simmon, NASA GSFC - Earth Observatory / NASA


AS ERAS

Movimentos: tudo sempre se move

Estarei repetindo aquilo que recebi em Fórum na Internet, parte da Aula 2 sobre Movimentos do Céu, by dario.rostirolla@londrina.pr.gov.br:

“Como é sabido, a Terra apresenta dois movimentos básicos (e outros): rotação (em torno do próprio eixo, com período de 1 dia) e translação (movimento orbital ao redor do sol, com período de 1 ano). Enquanto gira ao redor do Sol, a Terra percorre em sua órbita cerca de um grau por dia - logo, as estrelas se adiantam um pouco com relação ao Sol (como um carro que se aproxima de uma esquina e obtém melhor visibilidade), cerca de 4 minutos. É esta a causa da pequena diferença entre o dia solar e o dia sideral.

No decorrer de um ano a Terra percorre 360 graus ao redor do Sol, de modo que as estrelas que se encontravam ocultadas pelo Sol, dentro de algum tempo se tornarão visíveis em função do deslocamento da Terra sobre sua órbita. Ao longo do ano, diferentes partes do céu vão se tornando visíveis em determinado horário fixo (digamos, logo após o pôr do Sol), de modo que toda a esfera celeste vai sendo avistada ao longo do ano, setor por setor. A cada ano, esse movimento se repete de modo que as constelações visíveis numa determinada data serão visíveis na mesma data dos anos subseqüentes.”

A precessão dos Equinócios é o movimento que estaria aglutinando, digamos assim, ambos os movimentos anteriores: o de rotação e o de translação. 

Não podemos nos esquecer que a Terra gira em torno de seu eixo sim, porém com uma inclinação de 23 graus....  Ao mesmo tempo, a Terra perfaz um passeio de 360 graus em sua órbita em torno ao Sol.  Ao mesmo tempo, também o Sol vai realizando seu próprio andamento e o faz em direção a um ponto próximo  à constelação Hercules.  Tudo no universo se movimenta... por que deixaria nosso Sol de fazer o mesmo?

Ao longo do período de 26 mil anos, esse eixo da Terra em movimento de rotação e de translação e atrelado ainda ao movimento próprio do Sol, vai imantando os direcionamentos norte e sul e deslocando, apontando então para diferentes pontos dessa região da esfera celeste! Esse grande círculo imaginário que se forma é o Grande Ano das Eras! Uma maneira simples de entender esse movimento é soltarmos um pião e o deixarmos girar, girar, girar..... é bem assim.  A estrela que denominamos de Polar, vem atuando como imantação Norte desde há muito tempo e ainda estará fazendo isso por bom tempo adiante.  Porém, um dia no futuro, teremos que renomeá-la... pois não estará mais reinante na posição de Estrela Polar.



É realmente interessante que possamos perceber
 as questões relativas às mudanças de Eras
 em termos de onde caem os Pontos de Equinócios e de Solstícios:

A Era de Gêmeos trouxe o Ponto Vernal a acontecer dentro desta constelação ocupando o lugar de Primavera, Virgem ocupando o lugar do Solstício do Verão, Sagitário ocupando o lugar do Equinócio do Outono e Peixes ocupando o lugar do Solstício de Inverno.



Quadro sobre a Precessão dos Equinócios durante 4 Eras, mostrando o Caminho do Sol contra o pano de fundo das constelações do    Zodíaco.  As cores originais foram invertidas.
Inserido no Artigo “When the Zodiac Climbed into the Sky” por Alexander Gurshtein para a Revista Sky & Telescope edição de outubro de 1995, página 30,  publicada por Sky Publishing Corporation, Cambridge, MA, USA.



A Era de Touro trouxe o Ponto Vernal a acontecer dentro desta constelação ocupando o lugar de Equinócio da Primavera; Leão ocupando o lugar do Solstício do Verão; Sagitário ocupando o lugar do Equinócio do Outono e Peixes ocupando o lugar do Solstício de Inverno.

Permita-me lhe dizer, caro Amigo das Estrelas, que teria sido naquela Era que surgiu o conceito das Quatro Estrelas Reais, Guardiãs das Quatro Estações do Ano e da Vida:  em Touro, Aldebarã, o olho iluminado, guardiã do Leste; em Leão, Regulus, sua pata dianteira, guardiã do Sul; em Escorpião, Antares, a rival de Marte, Anti-Ars, gigante vermelha maravilhosa, guardiã do Oeste; e finalmente, Fomalhaut, em Pisces Austrinus, guardiã do Norte.

A Era de Áries trouxe o Ponto Vernal a acontecer dentro desta constelação ocupando o lugar de Equinócio da Primavera; Câncer ocupando o lugar de Solstício do Verão; Balança ocupando o lugar do Equinócio do Outono e Capricórnio ocupando o lugar do Solstício de Inverno.



AS ESTRELAS POLARES

Vega,a estrela Alpha Lyrae, atuou como a estrela polar (há mais de 12 milênios).  Vega estará novamente ocupando o lugar de estrela polar mais uns tantos milênios à frente (14.000 anos DC, ou seja mais 12.000 anos à frente) - sempre a estrela polar mais brilhante!






A Precessão acontece porque as forças gravitacionais do sol e da lua atuam por sobre a Terra (que não é esférica) enquanto esta gira, vagarosamente mudando a orientação do eixo da Terra.  Este eixo, inclinado num ângulo de 23o, traça um caminho em torno da eclíptica ao longo de 25.800 mil anos terrestres na realização de todo seu círculo. Isso significa que Polaris - a estrela que viemos considerando nossa estrela polar  celestial do norte -, vagarosamente irá transmitir sua posição à Vega, a brilhante estrela da constelação da Lira. 

Extraído da revista Astronomy,  edição de junho de 2002, página 73.  Parte do texto foi traduzido literalmente por Janine e também a ilustração sobre o caminho do pólo norte celestial foi invertida, para melhor visualização.


Polaris.  Alpha Ursae Minoris. 
Ascensão Reta 02h10,0 - Declinação +89o 10
Magnitude visual 2,12 (variável) - Distância 680 anos-luz
Uma estrela dupla, amarelada topázio e de pálido branco, situada na cauda da Ursa Menor, e atuando como o pólo celeste norte. 
De acordo com a precessão dos equinócios, o pólo movimenta-se num circulo entre as estrelas e perfaz cerca de 26 mil anos de completa revolução. 
Atualmente, a estrela Polar encontra-se a 01o 14’ de distancia do pólo
e continuará nessa aproximação até o ano 2095,
quando  alcançará sua menor distância de 26’30’’.

Vega.  Alpha Lyrae.  Estrela Dupla
Ascensão Reta 18h 36,2m - Declinação +38o 46’
Magnitude visual 0,14 - Distância 26 anos-luz
Magnitude visual 0,1 e 10,5  Distância entre estrelas 62”,84
Uma estrela cor de safira pálido, situada na parte inferior da Lira.  De Al Wai, Aquela que Cai, e conhecida na antiguidade como o Corvo que Cai, Vultur Cadens.   A Águia que cai, nome latino assim registrado nas Tabuas Alfonsinas, mas cuja origem provém do vocábulo árabe Waki.  Também conhecida como a Águia mergulhando no Ar.

Thuban - Alpha Draconis
Dragão, nome de origem árabe

Em 3.000 AC, esta estrela ocupava o lugar de estrela polar norte porém a precessão dos equinócios movimentou aquilo que chamamos de Estrela Polar, Polaris, para esta posição.

- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


Pequeno Glossário:

Apex  -  um ponto central para onde outro objeto orbita e se move em direção a.
Apex do Caminho do Sol  -  o ponto na esfera celeste em direção ao qual nosso Sol viaja numa velocidade de cerca de 20 quilômetros por segundo.  A posição correta do apex do Sol pode variar entre os cientistas porém é quase acordado que seja em Hércules ou Lyra, Ascensão Reta de 18 horas ou 270 graus e Declinação 34 Norte. (3)
Eclíptica (plano da)  -  Plano da órbita terrestre.  Podemos definir também como o grande círculo de interseção deste plano com a esfera celeste.  O plano da eclíptica é inclinado de 23o27’ em relação ao Equador.
Ponto vernal  -  ponto da esfera celeste, situado na interseção da eclíptica com o equador, na qual o Sol, em seu movimento aparente anual, passa do hemisfério sul para o norte.(....) O ponto vernal é habitualmente designado pela letra y; equinócio da primavera, equinócio vernal, primeiro ponto de Áries.  (1)
Equinócio  -  Ponto da esfera celeste, interseção da eclíptica com o Equador.  O equinócio da primavera corresponde à passagem do Sol do hemisfério austral ao hemisfério boreal.  O equinócio do outono é o caso inverso.  Tais termos se aplicam também aos momentos em que estes fenômenos ocorrem.  Podemos dizer, também, que o equinócio é a data do ano na qual o dia é igual à noite (20-21 de março  -  22-23 de setembro)   (2)
Precessão dos Equinócios  -  o movimento do equinócio consiste em uma retrogradação (ou precessão) sobre a eclíptica, da ordem de 50.256 por ano, ou seja, de uma volta completa do equilíbrio em 26.000 anos  (2)
Solstício  -  é o instante no qual o Sol está mais afastado do Equador (22 ou 23 de junho e 22 ou 23 de dezembro)  (2)  -  Nessas datas, acontecem os solstícios de inverno e de verão.

(1)  -  Atlas Celeste
Ronaldo Rogério de Freitas Mourão
6ª edição  -  Editora Vozes, Petrópolis, RJ, Brasil – 1986
(2) -   Explicando o Cosmos
Ronaldo Rogério de Freitas Mourão
Editora Tecnoprint S.A.,  Rio, Brasil, 1984
(3) Norton’s Star Atlas
Arthur P Norton and J. Gall Inglis
Sky Publishing Co.
Cambridge, MA, USA



http://www.ianridpath.com/atlases/urania/urania20.jpg




Os desenhos formados pelas estrelas
 – As Constelações -
 são como janelas que se abrem para a infinitude do universo 
e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, 
bem mais, 
entre o céu e a terra 
bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos 
e sendo por nossa mente conscientizado.  

Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward