quarta-feira, 27 de julho de 2016

Lua cumprimentando as Pleiades, as Irmãs que Choram, belíssimo aglomerado estelar aberto em Taurus, o Touro


Olá!

A Lua vem quase concluindo seu ciclo
e mostrando-se mais e mais um fino anel
buscando por seu lugar mais e mais próximo ao horizonte leste...,
porém ainda nos trazendo a oportunidade
de nos levantarmos bem cedinho,
logo após o primeiro canto do galo,
para bem observarmos
o fato de que o Gigante Órion
e o Cão Maior
(apresentando a mais bela entre as belas, Sírius!)
já retornaram aos céus estrelados da madrugada sonolenta...

E, certamente, também a constelação Taurus, o Touro,
vem se apresentando majestosamente
diante de nossos olhos ainda sonolentos...,
porém despertando, vagarosamente,
pela bela visão da Lua já bem murchenta
e ainda iluminando e cumprimentando
as belíssimas irmãs que choram,
As Pleiades,
nestas noites de inverno frio durante a noite e a manhãzinha
e bem quente durante as tardes!

As Pleiades sempre me parecem figurar um tercinho, algo assim,
composto de estrelinhas bem delicadas, sutis, quase inefáveis,
e que somente se apresentam
em lugares de céus mais escuros e transparentes.


Penso que uma das histórias sobre a denominação de Pleiades
recai no fato de que a entrada em cena desse Asterismo
vinha anunciando a chegada das chuvas,
o bendito tempo das águas vertendo dos céus!
Aliás, Aldebaran, a estrela-alpha Tauri, foi considerada
como uma das quatro estrelas reais dos antigos persas
- cerca de 3.000 anos AC -,
a estrela que anunciava a primavera:
Seu nome advém de Al Dabaran, Aquela que Segue.
Aquela que vem antes da Estrela da Água, isto é, das Pleiades.
(segundo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão)

E penso que a denominação - as Irmãs que Choram -
pode advir desta questão de anúncio da chegada 
do tempo das águas..., bem como pelo fato 
de que podemos sempre observar as Pleiades
- mesmo a olho nu, à visão desarmada -
como se fossem entrelaçadas por um tom de nebulosidade.

Aliás, a visão das Pleiades a olho nú
é um dos espetáculos mais emocionantes
que os céus estrelados nos reservarm!

As Pleiades ou Atlântidas eram as sete filhas de Atlas e Pleione, 
seis das quais podem ser vistas a olho nu e uma invisível ou “perdida”. 

Elas eram as companheiras virgens da deusa da Caça,
da Virgindade e da Vida Selvagem, 
Artemis
(a versão grega para a deusa Diana)
e foram levadas para o céu 
para escaparem do Gigante Orion que as importunava.

E observe, Caro Leitor,
que as Pleiades são carregadas no lombo do Touro
e este as defende com sua cabeça e seus chifres
voltados para o Gigante Caçador Orion
(que também se defende, com seu escudo
- outras vezes considerado como figurando
a pele de um leão morto).

Nesta Postagem, Caro Leitor,
encontre algumas informações
sobre este delicioso, 
doce e inefável pedacinho dos céus estrelados
mais ao norte:
Pleiades, as Irmãs que Choram!

Com um abraço estrelado,

Janine Milward





Stellarium

Stellarium



As Pleiades formam um aglomerado, 
com Alcyone como estrela principal, 
estrela situada no ombro do Touro.




Pleiades, as Irmãs que Choram 
(ou que dançam?),

belíssimo aglomerado estelar aberto em Taurus, o Touro


As Plêiades (1885) do pintor simbolista Elihu Vedder.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pl%C3%AAiades_(mitologia)#/media/File:Elihu_Vedder_-_The_Pleiades,_1885.jpg




http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4e/Pleiades_large.jpg
Origemhttp://hubblesite.org/newscenter/archive/releases/2004/20/image/a/
AutorNASA, ESA, AURA/Caltech, Palomar Observatory
The science team consists of: D. Soderblom and E. Nelan (STScI), F. Benedict and B. Arthur (U. Texas), and B. Jones (Lick Obs.)



http://www.ianridpath.com/atlases/urania/urania17.jpg

  Mario Jaci Monteiro - Cartas Celestes, As Constelações - CARJ



TAURUS, O TOURO

Posicionamento:
Ascensão Reta 3h20m / 5h58m    Declinação +0o.1 / +30o.9


Mito:

Júpiter ansiava por encontrar-se com Europa.  
Certa vez, disfarçou-se em touro e fez parte de uma manada 
até encontrar-se com a moça, numa praia.  
Europa sentiu-se encorajada com a placidez do touro
 e montou-o 
e foi quando Júpiter correu para o mar 
e levou a moça até a ilha de Creta.  

De acordo com outro mito, 
o touro representa Io 
a quem Júpiter transformou em vaca, 
para despistar o ciúme e a vigilância de Juno, sua mulher.



http://www.theoi.com/Gallery/K1.8.html
K1.8 EUROPA & THE BULL
Museum Collection: Kunst-historiches Museum, Vienna, Austria 
Museum Catalogue No.: TBA Beazley Archive No.: N/A 
Ware: Apulian Red Figure Shape: Kylix 
Painter: -- Date: ca 330 - 320 BC 
Period: Late Classical



Algumas Informações Interessantes acerca esta Constelação:

A mais antiga de todas as constelações e talvez a primeira a ser delimitada pelos babilônios, que a utilizaram para marcar o início do ano, pois o equinócio da primavera, há 4000 AC, localizava-se neste asterismo. 

 Aliás, o estudo de todos os antigos zodíacos mostram o seu início no Touro: o ano começava com o aparecer matinal das Pleiades na primavera, e o inverno, com o seu aparecimento vespertino no outono.  

O aparecimento das Pleiades em novembro era saudado como a festa dos mortos, que comemoramos até hoje. 
Povos da antiguidade, como os caldeus e hebreus, davam ao mês de novembro o nome de Pleiades.

No mais antigo de todos os zodíacos egípcios - o de Denderah -, a constelação do Touro está associada a Osíris, que era o deus especial do Nilo.

O nascer helíaco das Hyades, principal aglomerado do Touro, era associado à estação da chuva - donde a origem do seu nome, que significava ‘chover’.


Fronteiras:
Taurus situa-se entre as constelações de Gemini, Auriga, Perseus, Áries, Cetus, Eridanus e Orion

6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986






Boris.stromar - Obra do próprio
Pleiades star cluster (Messier 45) imaged with SBIG STL-11000 CCD camera and Pentax 105 SDP apo refractor. Taken from Petrova Gora, Croatia.



  Mario Jaci Monteiro - Cartas Celestes, As Constelações (excerto) - CARJ



Messier 45

Open Cluster M45 , type 'c', in Taurus

Pleiades


[m45.jpg]
Right Ascension03 : 47.0 (h:m)
Declination+24 : 07 (deg:m)
Distance0.44 (kly)
Visual Brightness1.6 (mag) 
Apparent Dimension110.0 (arc min)



Known pre-historically. Mentioned by Homer about 750 B.C., by biblical Amos about 750 B.C., and by Hesiod about 700 B.C.

The Pleiades, also known as Messier 45 (M45), are among those objects which are known since the earliest times. At least 6 member stars are visible to the naked eye, while under moderate conditions this number increases to 9, and under clear dark skies jumps up to more than a dozen (Vehrenberg, in his Atlas of Deep Sky Splendors, mentions that in 1579, well before the invention of the telescope, astronomer Moestlin has correctly drawn 11 Pleiades stars, while Kepler quotes observations of up to 14).
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According to Kenneth Glyn Jones, the earliest known references to this cluster are mentionings by Homer in his Ilias (about 750 B.C.) and his Odyssey (about 720 B.C.), and by Hesiod, about 700 B.C.. According to Burnham, they were seen in connection to the agricultural seasons of that time. Also, and the Bible has three references to the Pleiades (the Hebrew "Kiymah"): Job 9:7-9, Job 38:31-33, and Amos 5:8; the prophet Amos is believed to have given his message in 750 B.C. or 749 B.C., while there is no consent on the dating of the book of Job: Some believe it was written about 1,000 B.C. (the regency of Kings David and Solomon in old Israel) or earlier (Moses, about 13th to 16th century B.C.), others give reasons that it may have been created as late as the 3rd to 5th century B.C.. The present author [hf] does not know if the cluster is mentioned in one of the earlier Assyrian or Sumerian sources.

The Pleiades also carry the name "Seven Sisters"; according to Greek mythology, seven daughters and their parents. Their Japanese name is "Subaru", which was taken to christen the car of same name. The Persian name is "Soraya", after which the former Iranian empress was named. Old European (e.g., English and German) names indicate they were once compared to a "Hen with Chicks". Other cultures tell more and other lore of this naked-eye star cluster. Ancient Greek astronomers Eudoxus of Knidos (c. 403-350 BC) and Aratos of Phainomena (c. 270 BC) listed them as an own constellation: The Clusterers. This is also referred to by Admiral Smyth in his Bedford Catalog.

Burnham points out that the name "Pleiades" may be derived from either the Greek word for "to sail", or the word "pleios" meaning "full" or "many". The present author prefers the view that the name may be derived from the mythological mother, Pleione, which is also the name of one of the brighter stars.
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On March 4, 1769, Charles Messier included the Pleiades as No. 45 in his first list of nebulae and star clusters, published 1771
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The Pleiades nebulae are blue-colored, which indicates that they are reflection nebulae, reflecting the light of the bright stars situated near (or within) them.
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The cluster is a great object in binoculars and rich-field telescopes, showing more than 100 stars in a field about 1 1/5 degrees in diameter. In telescopes, it is frequently even too large to be seen in one lowest magnification field of view.
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As the Pleiades are situated close to the ecliptic (4 degrees off), occultations of the cluster by the Moon occur quite frequently: .........................Also, planets come close to the Pleiades cluster (Venus, Mars, and Mercury even occasionally pass through) to give a conspicuous spectacle.

As mentioned in the description for the Orion Nebula M42, it is a bit unusual that Messier added the Pleiades (together with the Orion Nebula M42/M43 and the Praesepe cluster M44) to his catalog, and will perhaps stay subject to speculation.
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"AnttlersNewM45" por Anttler at en.Wikipedia. Licenciado sob CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons - https://commons.wikimedia.org/wiki/File:AnttlersNewM45.jpg#/media/File:AnttlersNewM45.jpg


glomerado estelar aberto


Os aglomerados estelares abertos são grupos de estrelas formados a partir de uma mesma nuvem molecular, sem estrutura e em geral de forma irregular e englobam centenas de estrelas. Também se denominam aglomerados galácticos, pois se podem encontrar por todo o plano galáctico.
As estrelas dos aglomerados abertos encontram-se ligadas entre si pela gravidade, mas com menor intensidade do que as dos aglomerados globulares. As estrelas que albergam costumam ser novos, maciças e muito quentes, e o seu número pode oscilar desde uma dezena até vários milhares. Encontram-se repartidos em espaços da ordem da trintena de anos-luz e, devido às forças de maré produzidas pelo centro da galáxia, vão-se desagregando devagar.[1] Somente se observam aglomerados abertos em galáxias espirais e irregulares, devido a que nelas a formação estelar é mais ativa.
O diâmetro meio dos aglomerados abertos é de cerca de 10 parsecs (30 anos-luz), e embora se tenham classificado cerca de 1100 aglomerados abertos na nossa galáxia, estima-se que a cifra poderia ser cem vezes superior.[2] Este número tão escasso é devido a que os aglomerados que se encontram a mais de 5 mil anos-luz de nós (o diâmetro da Via Látea é de 100 mil anos-luz) não podem ser vistos nem sequer com os telescópios mais potentes, pois a poeira galáctica dificulta a sua observação, provocando o que se conhece como absorção interestelar (o meio interestelar absorve parte da luz, chegando à Terra mais enfraquecida), a qual, além disso, afeta em maior grau à luz azul, pelo qual a vista dos aglomerados abertos, ricos em estrelas azuis e localizados especialmente no disco galáctico, fica prejudicada.
Os aglomerados abertos mais novos podem estar conteúdos ainda pela nuvem molecular que os originou, iluminando-a e originando uma região HII. Com o passar do tempo, a pressão de radiação proveniente do aglomerado provocará que a nuvem molecular se disperse. No geral, estima-se que 10% da massa de uma nuvem de gás condensar-se-á em forma de estrelas antes que a pressão de radiação tenha expulsado o resto do gás.
Os aglomerados abertos são objetos muito importantes para o estudo da formação estelar. Devido a que todas as estrelas do aglomerado possuem a mesma idade e similar composição química, os parâmetros variáveis podem ser estudados mais facilmente que em estrelas isoladas.
As Híades são o aglomerado estelar aberto mais próximo da Terra, enquanto as Plêiades é o exemplo mais famoso de aglomerado estelar aberto, o mais brilhante e conspícuo de todos.




http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4e/Pleiades_large.jpg
Origemhttp://hubblesite.org/newscenter/archive/releases/2004/20/image/a/
AutorNASA, ESA, AURA/Caltech, Palomar Observatory
The science team consists of: D. Soderblom and E. Nelan (STScI), F. Benedict and B. Arthur (U. Texas), and B. Jones (Lick Obs.)



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As Plêiades estão entre os objetos do céu profundo conhecidos desde os tempos mais remotos por culturas de todo mundo, incluindo os Maoris (que as chamavam de Matakiri), os Aborígenes australianos, os Persas (que as chamavamParveen/parvin e Sorayya), os Chineses, os Maias (que chamavam-nas de Tzab-ek), os Astecas (Tianquiztli) e os Sioux daAmérica do Norte. Os catálogos de estrelas babilônicos chamavam-nas de MUL.MUL, ou "estrela de estrelas", e elas encabeçavam a lista de estrelas da eclíptica, refletindo o fato de que elas estavam próximas do ponto do equinócio vernal em torno do século 23 AEC. Seis de suas estrelas são visíveis a olho nu em um céu noturno razoável, número que sobe para nove em boas condições, e para 12 em um céu com excelentes condições de visualização. Michael Maestlin desenhou 11 estrelas em sua carta estelar em 1579 e Johannes Kepler chega a mencionar que outros observadores do céu chegaram a contar 14 estrelas.[6]
Observações modernas contaram quase 500 estrelas pertencentes ao aglomerado aberto, espalhadas em uma área com dois graus de extensão na esfera celeste, correspondente a quatro vezes o diâmetro daLua Cheia. Sua densidade estelar é muito baixa comparada a outros aglomerados abertos, razão pela qual os astrônomos afirmem que sua expectativa de vida é baixa.[6]
As primeiras referências às Plêiades são encontradas nos livros Ilíada, escrito por volta de 750 a.C., e Odisseia, escrito por volta de 720 a.C., ambos de Homero, além dos escritos de Hesíodo. Estavam conectadas ao calendário agrícola dos gregos antigos à epoca. Na Bíblia, consta três referências ao objeto (chamado de "Kiymah"), em  9:7-9, Jó 38:31-33 e Amós 5:8. Amós foi escrito à mesma época que Ilíada, mas não há certeza sobre a data da escrita de  (especulada entre os séculos III e V a.C., em torno do ano 1000 a.C. durante as regências dos reis Davi e Salomão, ou mesmo nos séculos XIII a XVI a.C., escrita porMoisés).[6]

Segundo
 Robert Burnham Jr., o nome "Plêiades" (do grego pleiádos, através do latim pleiades)[8] pode ser derivado da palavra grega antiga para "navegar" ou de pleios("cheio, muitos"). Entretanto, há outros autores que afirmam que o nome é derivado da mãe das sete filhas, Pleione, que dá nome a uma das estrelas mais brilhantes do aglomerado. De acordo com a mitologia grega, as estrelas mais brilhantes do aglomerado receberam o nome das "sete filhas" de Atlas e Pleione: Alcíone, Asterope, Electra,Maia, Mérope, Taigete e Celeno.[6]De acordo com a mitologia grega, o aglomerado recebeu o nome de "Sete Irmãs", representando sete filhas e seus pais. Em língua japonesa, seu nome é "Subaru", inspiração para a indústria de automóveis de mesmo nome. O nome persa é "Soraya", nome feminino comum em vários países. Os gregos Eudoxo de Cnido (entre 403 e 350 a.C.) e Arato (cerca de 270 a.C.) listaram as Plêiades em uma constelação própria, "Os Aglomeradores".[6]
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Pleiades - M45

Distância: cerca de 350 anos-luz.
Aglomerado de mais de 400 estrelas
 em uma área de um grau de diâmetro
 e facilmente visível a olho nu.

As Pleiades ou Atlântidas eram as sete filhas de Atlas e Pleione, 
seis das quais podem ser vistas a olho nu e uma invisível ou “perdida”. 

Elas eram as companheiras virgens da deusa da Caça, 
da Virgindade e da Vida Selvagem, 
Artemis
(a versão grega para a deusa Diana)
e foram levadas para o céu 
para escaparem do Gigante Orion que as importunava. 


http://www.eso.org/public/archives/images/screen/potw1347a.jpg
http://www.eso.org/public/images/potw1347a/
Credit: ESO/B. Tafreshi (twanight.org)
Babak Tafreshi, one of the ESO Photo Ambassadors, has captured the antennas of the Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) in an enthralling image combining the beauty of the southern sky with the amazing dimensions of the biggest astronomical project in the world.
Thousands of stars are revealed to the naked eye in the clear skies over the Chajnantor Plateau. Its dry and transparent night sky is one of the reasons ALMA has been built here. Surprisingly bright in the upper left corner of the picture, there is a tightly packed bunch of young stars, the Pleiades Cluster, which was already known to most ancient civilisations. The constellation of Orion (The Hunter) is clearly visible over the closest of the antennas — the hunter’s belt is formed by the three blue stars just to the left of the red light. According to classic mythology, Orion was a hunter who chased the Pleiades, the beautiful daughters of Atlas. When seen through the thin atmosphere over the Atacama, it almost seems that this epic hunt is really happening.
http://www.eso.org/public/images/potw1347a/

(Minha humilde tradução literal para o texto explicativo acima acerca esta belíssima imagem realizada por Babak Tafreshi)
Milhares de estrelas nos são apresentadas a olho nu nos céus  límpidos do Plateau Chajnantor.  O céu noturno seco e transparente é uma das razões pelas quais ALMA foi ali construído.  Surpreendentemente iluminado no canto esquerdo ao alto da foto encontra-se um aglomerado de estrelas jovens bem compactadas, o Aglomerado das Pleiades (que também era conhecido nas antigas civilizações).  A constelação de Orion (O Caçador) é claramente visível e bem próximo às antenas - o Cinturão do Caçador sendo formado peles três estrelas azuladas bem à esquerda da luz vermelha.  De acordo com a mitologia clássica, Orion era um caçador que buscava alcançar as Pleiades, as belas filhas de Atlas.  Quando visto através a atmosfera delicada do Atacama, nos parece que esse épico de caçada está realmente acontecendo.




Atlas holding the sky. 7201: Atlante sostiene la volta celeste 2C AD. Collezione Farnese. National Archaeological Museum, Naples.  





De acordo com outro mito, 
as Pleiades foram para o céu por causa de suas tristezas
 com o destino de seu pai, Atlas, 
que carregava o mundo nas costas.



http://www.observatorio.ufmg.br/dicas10.htm




Os nomes das Irmãs que Choram e de seus pais  são:
Alcyone, Maia, Electra, Merope, Taygette, Celaeno e Sterope,
com a adição dos pais, Atlas e Pleione.

A Plêiade que se perdeu parece ser Merope, que casou-se com um mortal, Sisyplus, 
e por isso escondeu-se
 por ser a única filha que não foi casada com um deus.  

Outro mito diz que foi Electra quem desapareceu
 em função de sua dor pela destruição de Ilium, 
que foi fundada por seu filho Dardanos.

As Pleiades formam um aglomerado, 
com Alcyone como estrela principal, 
situado no ombro do Touro.



6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


Estrelas mais brilhantes

As nove estrelas mais brilhantes nas Plêiades tem os nomes das Sete Irmãs da mitologia gregaAsteropeMéropeElectraCelenoTaigeteMaia e Dríope, junto com seus pais, Atlas e Pleione. Como filhas de Atlas, as híades eram irmãs das Plêiades. O nome do aglomerado é em si de origem grega, apesar da etimologia não estar clara. Algumas derivações incluem: de πλεîν plein, navegar, fazendo das Plêiades "as navegantes"; de pleos, cheio ou muitos; ou então de peleiades, bando de pombas. A seguinte tabela dá detalhes das estrelas mais brilhantes no aglomerado:

EstrelaDesignaçãolongitude em 2000classe espectral
Electra17 Tauri29TAU25B5
Celaeno16 Tauri29TAU26B7
Taygeta19 Tauri29TAU34B7
Maia20 Tauri29TAU41B9
Merope23 Tauri29TAU42B5
Asterope21 Tauri29TAU44B9
AlcyoneEta (25) Tauri00GEM00B7
Pais das Plêiades
Atlas27 Tauri00GEM21B9
Pleione28 (BU) Tauri00GEM23B8

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pl%C3%AAiades




F. E. Fillebrown engraving of The Dance of the Pleiades by Elihu Vedder



As Plêiades (Messier 45) são um grupo de estrelas na constelação do Touro. As Plêiades, também chamadas de aglomerado estelar (ou aglomerado abertoM45 são facilmente visíveis a olho nu nos dois hemisférios e consistem de várias estrelas brilhantes e quentes, de espectro predominantemente azul. As Plêiades tem váriossignificados em diferentes culturas e tradições.

O cluster é dominado por estrelas azuis quentes, que se formaram nos últimos 100 milhões de anos. Há uma nebulosa de reflexão formada por poeira em torno das estrelas mais brilhantes que acreditava-se a princípio ter sido formado pelos restos da formação do cluster (por isto receberam o nome alternativo de Nebulosa Maia, da estrelaMaia), mas hoje sabe-se que se trata de uma nuvem de poeira não relacionada ao aglomerado, no meio interestelar que as estrelas estão atravessando atualmente. Os astrônomos estimam que o cluster irá sobreviver por mais 250 milhões de anos, depois dos quais será dispersado devido a interações gravitacionais com a vizinhança galática.
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Visualização

É um excelente objeto para a visualização, desde os mais simples binóculos até os maiores telescópios, mostrando mais de 100 estrelas em um diâmetro aparente de cerca de 72 minuto de arco. Contém inúmeras estrelas duplas ou múltiplas. A nebulosa de Mérope, em torno da estrela Mérope, pode ser vista com telescópios amadores de 4 polegadas de abertura em um céu noturno de excelente qualidade.

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em
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pl%C3%AAiades



Programa Stellarium - As Pleiades aproximadas



Richard Hinckley Allen, Star Names, Their Lore and Meaning, Dover Publications, Inc, New York, USA 


Richard Hinckley Allen, em seu famoso e importantíssimo livro
Star Names — Their Lore and Meaning -,
nos fala bem sinteticamente sobre
AS PLEIADES:

The seven sweet Pleiades above.
Owen Meredith's The Wanderer.
The group of sister stars, which mothers love
To show their wondering babes, the gentle Seven.
Bryant's The Constellations.

The Pleiades,

the Narrow Cloudy Train of Female Stars of Manilius, and the Starry SevenOld Atlas' Children, of Keats' Endymion, have everywhere been p392among the most noted objects in the history, poetry, and mythology of the heavens; though, as Aratos wrote,
not a mighty space
Holds all, and they themselves are dim to see.

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Eratosthenes, describing them as over the animal, imitated Homer and Hesiod in his Πλειάς; while Aratos, calling them, in the Attic dialect, Πληϊάδης, placed them near the knees of Perseus; thus, as in most of his poem, following Eudoxos, whose sphere, it is said, clearly showed them in that spot. Hipparchos in the main coincided with this, giving them as Πλειάς and Πλειάδες; but Ptolemy used the word in the singular for four of the stars, and did not separate them from Taurus. The Arabians and Jews put them on the rump of Aries; and the Hindu astronomers, on the head of the Bull, where we now see the Hyades.

The Pleiades seem to be among the first stars mentioned in astronomical literature, appearing in Chinese annals of 2357 B.C., Alcyone, the lucida, then being near the vernal equinox, although now 24° north of the celestial equator; and in the Hindu lunar zodiac as the 1st nakshatraKrittikā,5 Karteek, or Kartiguey, the General of the Celestial Armies, probably long before 1730 B.C., when precession carried the equinoctial point into Aries. Al Bīrūnī, referring to this early position of the equinox in the Pleiades, which he found noticed "in some books of Hermes,"6 wrote:
p393This statement must have been made about 3000 years and more before Alexander.
And their beginning the astronomical year gave rise to the title "the Great Year of the Pleiades" for the cycle of precession of about 25,900 years.

The Hindus pictured these stars as a Flame typical of Agni, the god of fire and regent of the asterism, and it may have been in allusion to this figuring that the western Hindus held in the Pleiad month Kartik (October-November) their great star-festival Dībalī, the Feast of Lamps, which gave origin to the present Feast of Lanterns of Japan. But they also drew them, and not incorrectly, as a Razor with a short handle, the radical word in their title, kart, signifying "to cut."

The Santals of Bengal called them Sar en; and the Turks, Ulgher.

As a Persian lunar station they were PervPervenPervisParvig, or Parviz, although a popular title was Peren, and a poetical one, Parur. In theRubáʽís, or Rubáʽiyát, of the poet-astronomer Omar Khayyám, the tent-maker of Naishápúr in 1123, "who stitched the tents of science," they wereParwin, the Parven of that country to‑day; and, similarly, with the Khorasmians and Sogdians, Parvi and Parur; — all these from Peru, the Begetters, as beginning all things, probably with reference to their beginning the year.

In China they were worshiped by girls and young women as the Seven Sisters of Industry, while as the 1st sieu they were MaoMau, or Maou, anciently Mol, The Constellation, and Gang, of unknown signification, Alcyone being the determinant.

On the Euphrates, with the Hyades, they seem to have been Mas-tab-ba-gal-gal-la, the Great Twins of the ecliptic, Castor and Pollux being the same in the zodiac.

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Hesiod called them the Seven Virgins and the Virgin Stars; Vergil, the Eoae Atlantides; Milton, the Seven Atlantic Sisters; and Hesperides, the title for another batch of Atlas' daughters from Hesperis, has been applied to them. Chaucer, in the House of Fame, had Atlantes doughtres sevene; but his "Sterres sevene" refer to the planets. As the Seven Sisters they are familiar to all; and as the Seven Stars they occur in various early Bible versions; in the Sifunsterri of the Anglo-Saxons, though they also wrote Pliade; in the Septistellium vestis institoris, cited by Bayer; and in the modern German Siebengestirn. This numerical title also frequently has been applied to the brightest stars of the Greater Bear, as in early days it was to the "seven planets," — the Sun, Moon, Mercury, Venus, Mars, Jupiter, and Saturn. Minsheu had the words "Seven Starres" indiscriminately for p397the Pleiades, Hyades, and Ursa Major, saying, as to the first, "that appear in a cluster about midheaven."

As the group outline is not unlike that of the Dipper in Ursa Major, many think that they much more deserve the name Little Dipper than do the seven stars in Ursa Minor; indeed that name is not uncommon to them. And even in our 6th century, with Hesychios, they were Σάτιλλα, a Chariot, or Wagon, another well-known figure for Ursa Minor.

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The Alfonsine Tables say that the "Babylonians," by whom were probably p398meant the astrologers, knew them as Atorage, evidently their word for themanzil Al Thurayya, the Many Little Ones, a diminutive form of Tharwān, Abundance, which Al Bīrūnī assumed to be either from their appearance, or from the plenty produced in the pastures and crops by the attendant rains. We see this title in Bayer's Athoraie; in Chilmead's Atauria quasi Taurinae; and otherwise distorted in every late mediaeval work on astronomy. Riccioli, commenting on these in his Almagestum Novum, wrote Arabicē nonAthoraiae vel Atarage sed Altorieh seu Benat Elnasch, hoc est filiae congregationis; the first half of which may be correct enough, but the Benat, etc., singularly confounded the Pleiad stars with those of Ursa Major. In his Astronomia Reformata he cited Athorace and Altorich from Aben Ragel.Turanyā is another form, which Hewitt says is from southern Arabia, where they were likened to a Herd of Camels with the star Capella as the driver.
A special Arabic name for them was Al Najm, the Constellation par excellence, and they may be the Star, or the Star of piercing brightness, referred to by Muḥammād in the 53d and 86th Suras of the Ḳur᾽ān.
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p399They were a marked object on the Nile, at one time probably called Chu or Chow, and supposed to represent the goddess Nit or Neith, the Shuttle, one of the principal divinities of Lower Egypt, identified by the Greeks with Athene, the Roman Minerva. Hewitt gives another title from that country,Athur-ai, the Stars of Athyr (Hathor), very similar to the Arabic word for them; and Professor Charles Piazzi Smythb suggests that the seven chambers of the Great Pyramid commemorate these seven stars.

Grecian temples were oriented to them, or their lucida; those of Athene on the Acropolis, of different dates, to their correspondingly different positions when rising. These were the temple of 1530 B.C.; the Hecatompedon of 1150 B.C.; and the great Parthenon, finished on the same site 438 B.C. The temple of Bacchus at Athens, 1030 B.C., looked toward their setting, as did the Asclepieion at Epidaurus, 1275 B.C., and the temple at Sunium of 845 B.C. While at some unknown date, perhaps contemporaneous with these Grecian structures,c they were pictured in the New World on the walls of a Palenque temple upon a blue background; and certainly were a well-known object in other parts of Mexico, for Cortez heard there, in 1519, a very ancient tradition of the destruction of the world in some past age at their midnight culmination.

A common figure for these stars, everywhere popular for many centuries, is that of a Hen with her Chickens, — another instance of the constant association of the Pleiades with flocking birds, and here especially appropriate from their compact grouping. Aben Ragel and other Hebrew writers thus mentioned them, sometimes with the Coop that held them, — the Massa Gallinae of the Middle Ages; these also appearing in Arabic folk-lore, and still current among the English peasantry. In modern Greece, as the Hen-coop, they are Πούλια or Πούλεια, not unlike the word of ancient Greece. Miles Coverdale, the translator in 1535 of the first complete English Bible, had as a marginal note to the passage in the Book of Job:
these vii starres, the clock henne with her chickens.
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Among other South American tribes they were Cajupal, the Six Stars.

The pagan Arabs, according to Hafiz, fixed here the seat of immortality; as did the Berbers, or Kabyles, of northern Africa, and, widely separated from them, the Dyaks of Borneo; all thinking them the central point of the universe, and long anticipating Wright in 1750 and Mädler in 1846, and, perhaps, Lucretius in the century before Christ.

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And, many centuries before him, Hesiod said [Op. et D. 383 ff.] that their appearance from the sun indicated the approach of harvest, and their setting in autumn the time for the new sowing; while Aristotle wrote that honey was never gathered before their rising. Nearly all classical poets and prose writers made like reference to them.

Mommsen found in their rising, from the 21st of that 25th of the Attic month Θαργηλιών, May-June, the occasion for the prehistoric festival Πλυντήρια, Athene's Clothes-washing, at the beginning of the corn harvest, and the date for the annual election of the Achaeans; while Drach surmised that their midnight culmination in the time of Moses, ten days after the autumnal equinox, may have fixed the day of atonement on the 10th of Tishri. Their rising in November marked the time for worship of deceased friends by many of the original races of the South, — a custom also seen with more civilized peoples, notably among the Parsis and Sabaeans, as also in the Druids' midnight rites of the 1st of November; while a recollection of it is found in the three holy days of our time, All Hallow Eve, All Saints' Day, and All Souls' Day.

Hippocrates made much of the Pleiades, dividing the year into four seasons, all connected with their positions in relation to the sun; winter beginning with their setting and ending with the spring equinox; spring lasting till their rising; the summer, from their appearing to the rising of Arcturus; and the autumn, till their setting again. And Caesar made their heliacal rising begin the Julian summer, and their cosmical setting the commencement of winter. In classic lore the Pleiades were the heavenly group p402chosen with the sun by Jove to manifest his power in favor of Atreus by causing them to move from east to west.

Notwithstanding, however, all that we read so favorable to the high regard in which these stars were held, they were considered by the astrologers as portending blindness and accidents to sight, a reputation shared with all other clusters. The Arabs, especially, thought their forty days' disappearance in the sun's rays was the occasion of great harm to mankind, and Muḥammād wrote that "when the star rises all harm rises from the earth." But Hippocrates had differently written in his Epidemics, a thousand years before, of the connection of the Pleiades with the weather, and of their influence on diseases of autumn:
until the season of the Pleiades, and at the approach of winter, many ardent fevers set in;
and:
in autumn, and under the Pleiades, again there died great numbers.
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LEI MAIS acessando http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Gazetteer/Topics/astronomy/_Texts/secondary/ALLSTA/Taurus*.html



http://www.observatorio.ufmg.br/dicas10.htm





Os desenhos formados pelas estrelas
 - AS CONSTELAÇÕES - 
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo
 e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais,
 entre o céu e a terra..., 
bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos 
e este por nossa mente sendo conscientizado.

Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


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DA TERRA AO CÉU E AO INFINITO
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apod.nasa.gov
Astronomy Picture of the Day
M45: The Pleiades Star Cluster 
Credit & Copyright: Roberto Colombari
http://apod.nasa.gov/apod/ap130918.html

As Plêiades (1885) do pintor simbolista Elihu Vedder.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pl%C3%AAiades_(mitologia)#/media/File:Elihu_Vedder_-_The_Pleiades,_1885.jpg