segunda-feira, 11 de julho de 2016

Lua cumprimentando Spica, o Ramo de Trigo, estrela-alpha Virginis


Olá!

A noite de hoje, segunda-feira, será abençoada
pelo maravilhoso espetáculo
que a Lua, 
já buscando seu momento de Crescente,
vem realizando junto à belíssima estrela-alpha Virginis, Spica!

Spica traduz a presença iluminada da Espiga de Trigo
que a Virgem carrega em sua mão voltada para o sul 
e próxima à Linha da Eclíptica.
Seu Mito nos revela sobre o ensino do cultivo do trigo 
e sobre nosso aprendizado da feitura do nosso pão-de-cada-dia!

Nesta Postagem, Caro Leitor,
leia sobre os vários Mitos
voltados para a estrela Spica
bem como para a constelação que a acolhe,
A Virgem.

Boa Observação e Boa Leitura!

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


Stellarium
Stellarium




Ramos de Trigo - Vincent Van Gogh, Junho de 1890  - Van Gogh Museum





http://www.daviddarling.info/encyclopedia/S/Spica.html
Spica. Credit: Albert Manzanares
Copyright © The Worlds of David Darling



Spica.  Alpha Virginis. 
Ascensão Reta 13h 24,1m  Declinação -11o 03’
Magnitude visual 1,21 - Distância 220 anos-luz
Uma estrela binária branco brilhante no ramo de trigo  que a Virgem carrega em sua mão voltada para o sul. 
Freqüentemente chamada de Arista (nome também usado para designar esta constelação) e também conhecida como Azimech.
 Os hindus a conheciam como Citrã, a 12a. Nakshatra, como se fosse uma Lâmpada ou uma Pérola.

Na Babilônia e representando toda a constelação, era personificada como a Esposa de Bel ou a Guirlanda da Virgem.

Para os chineses, Spica significava a grande favorita, Kió, a estrela da primavera.

Era conhecida no Egito como Repã, o Senhor, e em tempos 3200 AC, um templo em Tebas foi erigido orientada através o poente de Spica.

Da mesma forma, já em 2000 AC, assim aconteceu para o templo do Sol.  Também assim aconteceu para dois templos na Grécia construídos quase tocando um ao outro, erigidos em 1092 e 747 AC.  Outros templos na Grécia antiga apresentaram a mesma orientação.


Foi através da observação desta estrela bem como de Regulus em cerca de 300 AC, anotada pelo alexandrino Timochares, que, após comparação com seus próprios apontamentos 150 anos mais tarde, Hiparchos trouxe para si o crédito de sua grande descoberta acerca a precessão dos equinócios - mesmo que os apontamentos da Babilônia e as orientações de construção dos templos no Egito e na Grécia, indicaram um conhecimento prático sobre esta questão.



VIRGO, A VIRGEM

O MITO
em suas variações:


Esta constelação representa Erigone, filha de Icarius, que se enforcou por causa da grande dor causada pela morte de seu pai.  Outros dizem que é Astraea, filha de um dos Titans, e que lutou com alguns deuses contra seu próprio pai.

Em outra versão, esta constelação representa Perséfone, filha da irmã de Júpiter, Ceres, (Demeter).  Ceres é a deusa da agricultura e aquela que ensinou aos homens plantarem o trigo, colherem e fazerem o pão que os alimenta. (A Estrela-Alpha Virgo representa a espiga de trigo, é Spica).  

Um belo dia, Perséfone estava colhendo flores no campo e foi avistada por Plutão, o deus dos mundos ínferos, que por ela se apaixonou perdidamente e com ela quis se casar e de tal forma que a raptou e a levou para os mundos ínferos, onde habitava.

Quando Ceres descobriu que Plutão havia raptado sua filha, foi até os mundos ínferos para busca-la e traze-la de volta à Terra, porém em vão.

Ceres ficou tão entristecida que não mais quis tomar conta da agricultura da Terra e nada cresceu no solo naquele tempo e os homens ficaram famintos, à beira da morte. 

Júpiter, então, teve que intervir nesta situação e anunciou à Ceres que sua filha poderia retornar ao seu lado - desde que não comesse absolutamente nada enquanto ainda estivesse nos mundos ínferos.  No entanto, Plutão ofereceu alguns grãos de romã à Perséfone e que os comesse de maneira que levasse uma boa memória de seu marido e de sua vida nos mundos ínferos.  

Quando Ceres soube do ocorrido, Perséfone já havia sido trazida dos mundos ínferos por Mercúrio e encontrado-se com sua mãe.  Neste caso, Ceres foi informada que estaria sendo acompanhada por sua filha durante 8 meses no ano - Primavera, Verão e Outono - e os demais 4 meses, sofreria a ausência de Perséfone que estaria retornando aos mundos ínferos e ao encontro de seu marido Plutão: é o Inverno.

De qualquer forma, Ceres ficou feliz e trouxe a vida da alimentação novamente à Terra e aos homens.

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No vale do Eufrates, onde foram criadas as constelações, a Virgem simbolizava a deusa Istar, filha do céu e rainha das estrelas.  Representada com uma espiga na mão, constituía o símbolo da fertilidade.  

Erastosthenes identificou a Virgem com  Isis, a deusa de mil-nomes, com a espiga de trigo em sua mão e que foi mais tarde deixada cair de maneira a formar a Via Láctea, ou segurando em seus braços seu filho Horus, o deus do sol, o último dos reis divinos.  

Este simbolismo antigo reapareceu na Idade Média como a Virgem Maria com seu filho Jesus e através as palavras eternas de Shakespeare: Good Boy in Virgo’s lap (O Bom Menino no Colo da Virgem).

Na Índia, Virgo era Kanya, a mãe do grande Krishna, e representada como deusa sentada diante do fogo.  

No Zodíaco Cingalês, era a Mulher no Navio e segurando um ramo de trigo em sua mão.  Possivelmente, o navio era nomeado a partir das estrelas Beta, Eta, Gamma, Delta e Epsilon, representando a quilha do navio.

Na Pérsia, Virgo era Khosha, o ramo de trigo, bem como nomeada como a Virgem inteiramente Pura.

Os turcomanos conheciam esta constelação como a Pura Virgem, Dufhiza Pakhiza.  Os chineses a conheciam como She Sang Neu, a Donzela Frígida.

No pais dos Judeus, a Virgem era Bethulah e  sempre associada com a idéia de abundância na colheita.

Virgem tem sempre sido a figura dos céus mais nomeada e mais simbolizada!

Virgem representa a mais antiga e puramente alegórica representação de inocência e de virtude.


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SAIBA MAIS SOBRE
A CONSTELAÇÃO DA VIRGEM
acessando meu Trabalho em



http://aa.usno.navy.mil/library/rare/BayerUran1661Virgo.jpg



Os desenhos formados pelas estrelas
 - AS CONSTELAÇÕES - 
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo 
e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais,
 entre o céu e a terra..., 
bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente,
vai se tornando Cosmos
 e este por nossa mente sendo conscientizado.

Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward