segunda-feira, 4 de julho de 2016

Uma Serpente (Serpens Caput) vigiando uma Coroa (Corona Borealis)


Olá!

Existem algumas constelações nos céus estrelados
que nos parecem contar uma história interessante
e que não fazem parte de nossos costumeiros alfarrábios.

(Talvez façam parte de nosso imaginário, de nossa imaginação
quando estamos envolvidos por um céu tão estrelado
que não podemos deixar de imaginar histórias!).

Eu penso que a visão da constelação Corona Borealis, a Coroa do Norte,
é de uma beleza realmente sutil 
e surpreendente em sua delicadeza de estrelas tímidas tecendo as contas da jóia.

E penso também que Serpens Caput, a Cabeça da Serpente,
é um asterismo que realmente nos atrai a atenção
por seu desenho quase amedrontador, quase desafiador!

Num segundo momento,
parece que a delicadeza extremada de Corona Borealis
precisa de ser protegida, guardada....
e, então, Serpens Caput se faz presente!

É uma visão magnífica e ao mesmo tempo, aterrorizante!  

Eu diria que estas duas constelações  parecem se pertencer uma à outra,
parecem trazer um sentido uma à outra...
- ou apenas nos fazer contar uma história que não existe
ou que, se existe, existe apenas na imaginação, no imaginário
dos amantes das estrelas.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


Stellarium


Stellarium


http://www.geonames.de/constellations.html#CrB








Celestial Charts - Antique Maps of the Heavens - Carole Stott - Crescent Books, NY, USA



EXTRACTED FROM
Urania’s Mirror is a boxed set of 32 constellation cards
 © Ian Ridpath




Eu moro num lugar de céus escuros e transparentes
e em noites sem Lua, 
certamente eu aprecio imensamente observar a região entre Escorpião e Sagitário, 
sendo que  o Serpentário, Ophicus, 
vem ocupando seu espaço um tantinho mais ao norte 
e sendo enlaçado, digamos assim,
 pela Cauda da Serpente e pela Cabeça da Serpente 
- a Cauda mais grudada a Escorpião e a Sagitário 
enquanto que a Cabeça se situa mais voltada para o Boieiro, Bootes, 
sempre apresentando sua belíssima estrela-alpha Arcturus, 
a mais bela do norte, 
e desafiando Hercules e... pasme!: 
protegendo a Coroa Boreal!

Confesso que tenho uma certa dificuldade 
em divisar exatamente o Serpentário, Ophiucus 
(ainda não estudei bem esse posicionamento de estrelinhas tímidas).  
No entanto, 
a Cauda da Serpente bem como sua Cabeça são bem delineadas.

A Cabeça propriamente dita da Serpente 
é de uma beleza extremamente rara,
 com suas cinco estrelas 
(pelo menos, é bem assim que as vejo e conto) 
fazendo acontecer um Asterismo 
quase realizando uma imagem de um papagaio, 
uma pandorga, um kite, uma pipa...




The Hamlyn Enciclopedia of Stars and Planets - Antonin Ruk




É uma visão magnífica e ao mesmo tempo, aterrorizante!  

Quer dizer, a Coroa Boreal é uma constelação de delicadeza ímpar 
em suas estrelinhas tímidas...  

Mais tímidas ainda são as estrelinhas que  compõem a Cabeça
 propriamente dita da Serpente...
 e é exatamente este fato que torna este conjunto de situações 
- Coroa Boreal e Cabeça da Serpente -
 como algo que realmente vale a pena ser observado...., 
sempre em lugares de céus escuros e transparentes
 e em noites sem Lua, de preferência.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward




The Hamlyn Enciclopedia of Stars and Planets - Antonin Ruk

Map Maker: John Flamsteed /  MJ Fortin
Detailed star chart of the constellations Hercules and neighboring constellations, from Fortin's Atlas Celeste de Flamsteed . . , published in Paris.   
John Flamsteed was the first Astronomer Royal at the London Observatory, winning out over Edmund Halley and Isaac Newton


SAIBA MAIS
SOBRE A CONSTELAÇÃO DA CORONA BOREALIS
ACESSANDO


Os desenhos formados pelas estrelas 
- AS CONSTELAÇÕES - 
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo
 e que possibilitam nossa mente a ir percebendo 
que existe mais, bem mais, entre o céu e a terra..., 
bem como percebendo que o caos,
 vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos
 e este por nossa mente sendo conscientizado.

Quer dizer, nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


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DA TERRA AO CÉU E AO INFINITO

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