quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Argo Navis, o Navio Argo viajando nas estrelas


Olá!

Nesta Postagem, Caro Leitor,
encontre várias e várias 
histórias e informações
sobre 
Argo Navis, o antigo Navio Argus,
primeiramente
através do texto sobre esta antiga constelação
escrito por Richard Hinckley Allen.

Em seguida, Caro Leitor,
encontre informações sobre os 50 Argonautas
e sua saga em perigosa expedição e em aventuras
sob o comando do herói Jasão
partindo rumo a Colquida
em busca do Velocino de Ouro.

Argo Navis, o Navio Argo teria sido construído
por Argus
em um porto na Tessália
e batizado com seu nome, em sua homenagem.


Com um abraço estrelado,
Janine Milward


Stellarium


http://mexicanskies.com/constellations/argo-navis-johannes-hevelius.jpg


Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes


Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes




ARGO NAVIS, O NAVIO


Esta constelação representa o navio no qual Jasão trouxe o Velocino de Ouro de Colquita - e dizem que foi o primeiro navio a ser construído.

Esta constelação, o Navio, fazia parte do grupo de 48 constelações relacionado por Ptolomeu. 

La Caille, porém, dividiu o Navio em
Carina, Vela e Puppis: Quilha, Vela e Popa



6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986




Argo Navis era uma grande constelação meridional, representava o navio utilizado pelos argonautas em suas viagens. Foi dividida em Carina(quilha), Puppis (popa) e Vela (velame); as designações de Bayer, entretanto, não foram mudadas, de modo que α e β estão em Carina, γ e δ em Vela, ε em Carina, ζ em Puppis e assim por diante. Por outro lado, Pyxis, a constelação da Bússola, embora ocupe uma área que havia sido considerada como os mastros do Argo, possui designações de Bayer próprias.





The image for the "Historical Essay" is taken from Andreas Cellarius, Harmonia macrocosmica, 1661.




SAIBA BEM MAIS
SOBRE ALGUNS DOS MITOS
RELACIONADOS AO NAVIO ARGO, ARGONAVIS:


http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Gazetteer/Topics/astronomy/_Texts/secondary/ALLSTA/Argo_Navis*.html

Richard Hinckley Allen, Star Names, Their Lore and Meaning, Dover Publications, Inc, New York, USA 



Segundo Allen, em seu livro Star Names, Their Lore and Meaning – fantástico livro e já em domínio público – e traduzindo literalmente, de forma simples e sintética, por mim, Janine:


Argo Navis, o Navio Argo

.....................
- geralmente simplesmente Argo – erroneamente denominado Argus, a partir de confusão com seu caso genitivo; e Navis é o alemão Schiff, o francês Navire Argo e o italiano Nave Argo.

Situa-se inteiramente no hemisfério sul, a leste do Cão Maior, ao sul do Monoceros e da Hydra, muitíssimo mergulhado na Via Lactea, e apresentando no horizonte de Nova York somente algumas de suas estrelas pouco importantes; porém cobrindo uma imensa extensão do céu, cerca de setenta e cinco graus ao todo, - Manilius denominando-o como Argo Nobilis – e contendo 829 componentes a olho nu.  O centro da constelação culmina em primeiro de março.

La Caille usou esta constelação para cobrir cerca de 180 letras, muitas das quais certamente duplicadas, de forma que suas anotações fossem adotadas no Catálogo da Associação Britânica mas que recentes astrônomos subdividiram esta figura de constelação por conveniência de sua referência e estas três divisões são agora conhecimentos como Carina, a Quilha, com 268 estrelas; Puppis, a Popa, com 313; e Vela, a Vela, com 248. Esta última é a Navegação  alemã.
…………………………

O Navio parece não ter Proa ....................
Segundo Aratos, a perda da Proa parece haver ocorrido

when Argo pass'd
Through Bosporus betwixt the justling rocks —
All Argo stands aloft in sky

Part moves dim and starless from the prow
Up to the mast, but all the rest is bright;

Quando Argo Navis passou através o Estreito de Bósforo e rochas desmoronaram,  o Navio foi virado e naufragou....; e subiu aos céus porém sem estrelas apresentando desde a Proa até o mastro.... mas todo o resto é brilhante!


A Mitologia diz que o Navio teria sido construído por Glaucus, ou por Argos, para Jasão, líder dos cinqüenta Argonautas – cujo número igualava aos remos do Navio -, ajudado por Pallas Athena que, ela mesma, colocou na Proa uma peça (que falava!) entalhada em carvalho de Dodona (para proteção). Desta maneira, o Navio Argo  foi dotado do poder de aconselhar e guiar os chefes formadores de suas equipes.  


(Neste momento, permito-me inserir
uma Ilustração mostrando a árvore de carvalho de Dodona)


http://mexicanskies.com/constellations/argo-navis-johannes-hevelius.jpg



O Navio Argo levou adiante a famosa expedição desde Iolchis, na Tessalia, até Aea, em Colchis, em busca do Velocino de Ouro.  Quando a viagem terminou, Athenas colocou o Navio no céu.

Uma outra tradição grega, de acordo com Eratosthenes, dizia que esta constelação representava o primeiro navio a singrar o oceano, e que ainda muito tempo antes de Jasão, levou Danaos com suas cinqüenta filhas do Egito até Rodes e Argos.

A tradição egípcia dizia que o navio era a arca que acolheu Isis e Osiris durante o Dilúvio.  Os Hindús pensavam a mesma questão para seus equivalentes Isi e Iswara. Sua tradição pré-histórica tornou o Navio em Argha, o Sol Caminhante sendo orientado por Agastya, a estrela Canopus.  Neste termo Sanscrito, Argha, podemos ver o nome Argos.  Lindsay, porém, deriva ARgo de arek, uma palavra simita, usada pelos fenícios, significando “grande” – tendo sio o primeiro navio lançado ao mar.

Sir Isaac Newton devotou muita atenção para o famoso Navio, fixando a data de sua construção em cerca de 936 depois de cristo, 42 anos após o Rei Salomão.

Entre os romanos, sempre foi Argo, o Navio, tendo Vitruvius escrito Navis quae nominatur Argo (o Navio chamado de Argo), mas Cícero denominou-o de Argolica Navis e Argolica Puppis; Germanicus chamou de ARgoa Puppis; Propertius, o poeta elegíaco do primeiro século de nossa era, chamou de Iasonia Carina.  Ovideo, de Pagasaea Carina e Pagasaea Puppis, advindo de Tessalia, um porto onde teria sido construído.  Manilius chamou de Ratis Heroum, o Herói Raft, Pagasaea.  Outros chamaram de Navis Jasonis ou Osididis, Celox Jasonis, Carina Argoa, Argo Ratis e Navigium Praedatorium, o Navio Pirata.  Ainda existem similariddes como Currus Maris, Carruagem do Mar, Currus Volitans de Catullus que dizia que no Egito havia sido chamado de Vehiculum Lunae.

Foi também conhecido como Equus Neptunius – na verdade, Ptololeu afirmou que era conhecido o Navio como um Cavalo pelos habitants da Azania, a moderna Ahan, na costa nordeste da Africa, sul do Cabo Gardafui.

Os árabes chamaram o navio de Al Safinah, um Navio, e Markab, algo que se cavalga e que até dois a três séculos atrás na Europa eram transcritos como Alsephina e Merkeb.
A tradição bíblica certamente denominou o Navio de Arca de Noé, Arca Noachi ou Archa Noae – assim como Bayer escreveu.  Jacob Bryant, o mitologista inglês do século passado, contou esta estória como a de Noé.  Na verdade, no século 17, Arca parece ter sido seu título mais popular.

Nos Ensaios de Hewitt, podemos encontrar uma referência às quatro estrelas que marcam os quatro cantos do céu em Zendavesta, os quatro Locapalas ou Alimentadores do Mundo, dos hindus.  Este autor diz que se trata de Sirius, ao leste, as sete estrelas da Ursa Maior, no norte, Corvo, no oeste, e Argo ao sul.  Ele intitula Argo como Sata Vaesa, os Cem Criadores – e tudo isso imaginado como se formando uma grande cruz no céu.  A concepção persa diferenciada aparece nos comentários sobre Regulus, estrela-alpha Leonis.
O asterimo chiens Tien Meaou provavelmente foi formado a partir de alguns components de Argos.

O Navio Argos pode ser visto em latitudes baixas não somente a partir de sua grande extensão e pelo esplendor de Canopus como também por acolher a maravilhosa estrela Eta e sua Nebula (Eta Carinae).


Richard Hinckley Allen 
Star Names, Their Lore and Meaning
Dover Publications, Inc, New York, USA 

(tradução simples e literal minha, Janine)

.............................................

Author: Edmond Halley
Publisher: Typis T. James
Year: 1679
Possible copyright status: NOT_IN_COPYRIGHT
Language: Latin
Digitizing sponsor: Google
Book from the collections of: University of Michigan
Collection: americana
https://archive.org/details/catalogusstella00hallgoog






LEIA O TEXTO ORIGINAL:


Richard Hinckley Allen, Star Names, Their Lore and Meaning, Dover Publications, Inc, New York, USA 

http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Gazetteer/Topics/astronomy/_Texts/secondary/ALLSTA/Argo_Navis*.html
So when the first bold vessel dar'd the seas,
High on the stern the Thracian rais'd his strain
While Argo saw her kindred trees
Descend from Pelion to the main.
Transported demi-gods stood round.
Pope's Ode on St. Cecilia's Day.

Argo Navis, the Ship Argo,

generally plain Argo, — erroneously Argus, from confusion with its genitive case, — and Navis, is the German Schiff, the French Navire Argo, and the Italian Nave Argo.
It lies entirely in the southern hemisphere, east of Canis Major, south of Monoceros and Hydra, largely in the Milky Way, showing above the horizon of New York city only a few of its unimportant stars; but it covers a great extent of sky, nearly seventy-five degrees in length, — Manilius calling it nobilis Argo, — and contains 829 naked-eye components. The centre culminates on the 1st of March.
La Caille used for it nearly 180 letters, many of them of course duplicated, so that although this notation was adopted in the British Association Catalogue, recent astronomers have subdivided the figure for convenience in reference, and now know its three divisions as Carina, the Keel, with 268 stars, Puppis, the Stern, with 313, and Vela, the Sail, with 248. This last is the German Segel.
La Caille, moreover, formed from stars in the early subordinate division Malus, the Mast, Pyxis Nautica, the Nautical Box or Mariner's Compass, the German See Compass, the French Boussole or Compas de Mer, and the Italian Bussola; and this is still recognized by some good astronomers as Pyxis.
p65From other stars Bode formed Lochium Funis, his Logleine, our Log and Line, now entirely fallen into disuse.
The Ship appears to have no bow, thus presenting the same sectional character noticeable in Equuleus, Pegasus, and Taurus, and generally is so shown on the maps. It was in reference to this that Aratos wrote:
"Sternforward Argō by the Great Dog's tail
Is drawn; for hers is not a usual course,
But backward turned she comes, as vessels do
When sailors have transposed the crooked stern
On entering harbour; all the ship reverse,
And gliding backward on the beach it grounds.
Sternforward thus is Jason's Argō drawn.
This loss of its bow is said to have occurred
when Argo pass'd
Through Bosporus betwixt the justling rocks —
the Symplegades, the Cyanean (azure), or the Planctae Rocks at the mouth of the Euxine Sea. Yet Aratos may have thought it complete, for he wrote:
All Argo stands aloft in sky,
and
Part moves dim and starless from the prow
Up to the mast, but all the rest is bright;
and it has often been so illustrated and described by artists and authors. The Alfonsine Tables show it as a complete double-masted vessel with oars, and Lubienitzki, in the Theatrum Cometicum of 1667, as a three-masted argosy with a tier of ports and all sails set full to the wind.
Mythology insisted that it was built by Glaucus, or by Argos, for Jason, leader of the fifty Argonauts, whose number equaled that of the oars of the ship, aided by Pallas Athene, who herself set in the prow a piece from the speaking oak of Dodona; the Argo being "thus endowed with the power of warning and guiding the chieftains who form its crew." She carried the famous expedition from Iolchis in Thessaly to Aea in Colchis,1in search of the golden fleece, and when the voyage was over Athene placed the boat in the sky.
Another Greek tradition, according to Eratosthenes, asserted that our constellation represented the first ship to sail the ocean, which long before p66Jason's time carried Danaos with his fifty daughters from Egypt to Rhodes and Argos, and, as Dante wrote [Paradiso, XXXIII.96],
Startled Neptune with the aid of Argo.
Egyptian story said that it was the ark that bore Isis and Osiris over the Deluge; while the Hindus thought that it performed the same office for their equivalent Isi and Iswara. And their prehistoric tradition made it the ship Argha for their wandering sun, steered by Agastya, the star Canopus. In this Sanskrit argha we perhaps may see our title; but Lindsay derives Argo from arek, a Semitic word, used by the Phoenicians, signifying "long," this vessel having been the first large one launched.
Sir Isaac Newton devoted much attention to the famous craft, fixing the date of its building about 936 B.C., forty-two years after King Solomon.
With the Romans it always was Argo and Navis, Vitruvius [IX.5.2] writing Navis quae nominatur Argo: but Cicero called it Argolica Navis andArgolica Puppis; Germanicus, Argoa Puppis; Propertius, the elegiac poet of the 1st century before our era, Iasonia Carina [II.24b]; Ovid, Pagasaea Carina [Met. XIII.24] and Pagasaea Puppis [Met. VII.1], from the Thessalian seaport where it was built; Manilius, Ratis Heroum, the Heroes' Raft, Pagasaea
which now midst Stars doth sail;
and others, Navis Jasonis, or OsiridisCelox JasonisCarina ArgoaArgo Ratis, and Navigium Praedatorium, the Pirate Ship. While somewhat similar are Currus Maris, the Sea Chariot, the Currus Volitans of Catullus, who said that in Egypt it had been the Vehiculum Lunae.
It also was Equus Neptunius; indeed Ptolemy asserted that it was known as a Horse by the inhabitants of Azania, the modern Ajan, on the northeastern coast of Africa, south of Cape Gardafui.
The Arabians called it Al Safīnah, a Ship, and Markab, something to ride upon, that two or three centuries ago in Europe were transcribedAlsephina and Merkeb.
Grotius mentioned Cautel as a title for Puppis, "from the Tables," but he added Hoc quid sit nescio.
The biblical school of course called it Noah's Ark, the Arca Noachi, or Archa Noae as Bayer wrote it; Jacob Bryant, the English mythologist of the last century, making its story another form of that of Noah. Indeed in the 17th century the Ark seems to have been its popular title.
In Hewitt's Essays we find a reference to "the four stars which marked the four quarters of the heavens in the Zendavesta, the four Loka-pālas, or "nourishers of the world," of the Hindus; and that author claims these for p67Sirius in the east, the seven stars of the Greater Bear in the north, Corvus in the west, and Argo in the south. He gives the latter's title as Sata Vaēsa, the One Hundred Creators; all these imagined as forming a great cross in the sky. The differing Persian conception of this appears in the remarks on Regulus, — α Leonis.
The Chinese asterism Tien Meaou probably was formed from some components of Argo.
The constellation is noticeable in lower latitudes not only from its great extent and the splendor of Canopus, but also from possessing the remarkable variable η and its inclosing nebula.
Near the star z′ Carinae appeared, between March 5 and April 8, 1895, a nova with a spectrum similar to those of the recent novae in Auriga and Norma.


http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Gazetteer/Topics/astronomy/_Texts/secondary/ALLSTA/Argo_Navis*.html


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Os Argonautas


Por Lorenzo Costa - The Yorck Project: 10.000 Meisterwerke der Malerei. DVD-ROM, 2002. ISBN 3936122202. Distributed by DIRECTMEDIA Publishing GmbH., Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=149626



Os argonautas (em grego antigo"Ἀργοναῦται Argonautai"), na mitologia grega, eram tripulantes da nau Argo que, segundo a lenda grega, foi até a Cólquida (actualGeórgia) em busca do Velo de ouro (ou Velocino de ouro).
Usando informações astronômicas, a mitologia e a precessão dos equinócios, o cientista inglês Isaac Newton calculou a data do início da expedição como sendo o ano939 a.C.: 2645 anos antes do início do ano 1690.[1], ou 2.627 anos antes[2],[3]. Já o padre e apologista cristão Jerônimo de Estridão (347-420) estima que a viagem ocorre por volta do ano 1270.[4].
A saga dos argonautas descreve a perigosa expedição rumo a Cólquida em busca do Velocino de Ouro. Conta o mito que Éson havia sido destronado por Pélias, seu meio irmão. Seu filho Jasão, exilado na Tessália aos cuidados do centauro Quíron, retornou ao atingir a maioridade para reclamar ao trono que por direito lhe pertencia.Pélias então, que tencionava livrar-se do intruso, resolveu enviá-lo em busca do Velocino de Ouro, tarefa muito arriscada. Um arauto foi enviado por toda a Grécia a fim de agregar heróis que estivessem dispostos a participar da difícil empreitada. Dessa forma, aproximadamente cinquenta jovens se apresentaram, todos eles heróis de grande renome e valor. Cada um deles desempenhou na expedição uma função específica, de acordo com suas habilidades.

Orfeu, por exemplo, que tinha o dom da música, coube a tarefa de cadenciar o trabalho dos remadores e de, principalmente, sobrepujar com sua voz, o canto das sereias que seduziam os navegantes. Argos, filho de Frixo, construiu o navio e por isso, em sua homenagem, a embarcação recebeu seu nome.[5] Tífis, discípulo de Atena na arte da navegação foi designadopiloto. Morto na Bitínia, foi substituído por Ergino, filho de PosídonCastor e Pólux, gêmeos filhos de Zeus e Leda, atraíram a proteção do pai durante a tempestade que a nau foi obrigada a enfrentar. Destacavam-se ainda entre os heróis: Admeto, filho do rei FeresÍdmon e Anfiarau, célebres adivinhos ; Teseu , considerado o maior herói grego; Hércules que não completou a expedição; Etálides, filho de Hermes que atuou como arauto; os irmãos Idas e Linceu e, é claro, Jasão, chefe e comandante da expedição.

Principais argonautas

Ao todo eram cinquenta argonautas. Os que ficaram conhecidos na literatura eram:



Por Sem fonte automaticamente legível. Presume-se que a autoria seja de Maris stella, baseando-se nas informações sobre direito autoral. https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=3010029


Em sua primeira escala, aportaram na ilha de Lemnos, habitada somente por mulheres. É que Afrodite, insultada por estas que lhe negavam culto, castigou-as com um cheiro insuportável de forma que seus maridos partiam em busca das escravas da Trácia. Movidas pelo ódio e pelo despeito, assassinaram seus esposos instalando na ilha uma espécie de república feminina, situação que perdurou até a chegada dos argonautas, que então lhes deram filhos.
Na ilha de Samotrácia, segunda escala do grupo se iniciaram nos mistérios dos Cabiros com o intuito de obter proteção contra naufrágios. A seguir, penetrando noHelesponto, mar onde caiu e morreu a jovem Heles, ancoraram na península da Propôntida, no país dos doliones, povo governado pelo rei Cízico. Foram ali recebidos com festas e honrarias e já se fazia noite quando os argonautas partiram para Mísia. Porém, foram obrigados a retornar devido a uma grande tempestade que se abateu sobre eles. Os doliones não reconheceram os argonautas por causa da escuridão da noite e, pensando tratar-se de invasores, atacaram. Instalou-se uma sangrenta batalha que se estendeu por toda a noite. Com o amanhecer, os vitoriosos tripulantes de Argo verificaram o triste engano. Jazia entre os mortos o rei Cízico, que foi enterrado por Jasão e seus companheiros com homenagens e magníficos funerais.

Mísia


Héracles encontra os argonautas
Vaso ático de cerâmica de figuras vermelhasem Orvieto. Pintor dos Niobidi, 460-450 a.C.Museu do Louvre
Foi na Mísia que Héracles interrompeu sua viagem. É que Hilas, seu amigo predileto, tendo sido encarregado de buscar água numa fonte, foi capturado pelas ninfas que o arrastaram para as profundezas dos rios. Héracles voltava do bosque onde tinha ido buscar madeira para refazer seu remo partido quando tomou conhecimento de seu desaparecimento através de Polifemo, que tinha ouvido seus gritos de socorro. Saíram então os dois em busca do amigo varando a floresta durante a noite. Pela manhã,Argo partiu com menos três tripulantes a bordo, pois os dois também não retornaram: Polifemo fundou posteriormente naquelas terras a cidade de Cio, onde se fez rei e Héracles seguiu seu rumo de aventuras.

Âmico, rei dos bébricios

Estranho hábito tinha o rei Âmico ao receber os visitantes que chegavam por suas terras. O rei dos bébricios, gigante filho de Posídon, os desafiava para a luta e em seguida os matava a socos. Lá chegando, os argonautas foram imediatamente provocados pelo rei que os instigava. Foi Pólux quem representou seus companheiros, aceitando o embate. Ao final da luta, venceu o gigante e como castigo fê-lo prometer que jamais importunaria novamente os estrangeiros que ali chegassem.

Trácia e Ciâneas


Pélias e Jasão
A expedição seguiu seu rumo e aportou na Trácia, onde reinava Fineu, o adivinho, que por suas crueldades tinha obtido a cegueira]como castigo dos deuses. Vivia atormentado pelas harpias, monstros alados que perseguiam-no e roubavam todo seu alimento e por isso ofereceu ajuda aos argonautas caso estes concordassem em livrá-lo de tão grande desgraça. Calais e Zetes, filhos alados do vento Norte, Bóreas, foram os responsáveis por tal façanha. Atraíram as harpias com o odor delicioso de laudo banquete e depois, com suas espadas fatais cortando os ares, expulsaram dali definitivamente as perversas criaturas.
Conforme o combinado, Fineu revelou aos argonautas a maneira de evitar o perigo das Rochas Flutuantes. As Ciâneas ou Rochedos Azuis, também chamadas deSindrômades ou Simplégades, eram dois recifes que se fechavam violentamente, esmagando qualquer coisa que entre eles se interpusesse. Disse-lhes que antes de por ali se aventurar, enviassem uma pomba. Se esta lograsse atravessar os rochedos, este seria o sinal de sucesso também para os marinheiros. O pássaro conseguiu atravessar as Simplégades, muito embora, ao se fecharem, as Ciâneas cortaram as pontas de suas penas maiores. Igual sorte teve Argo, que conseguiu ultrapassar o obstáculo com apenas uma leve avaria na popa. Ao passarem pelas terras dos mariandinos, os argonautas sofreram ainda duas perdas: Tifis, o piloto, e Ídmon, o adivinho, morto por um javali durante uma caçada.

Chegada à Cólquida

Chegaram enfim à Cólquida, reino de Eetes, onde cabia a Jasão a tarefa mais árdua: capturar o Velo de OuroMedeia, filha do rei e conhecida por suas habilidades na arte da feitiçaria, apaixonou-se perdidamente pelo chefe da expedição e por isso, não mediu esforços para auxiliá-lo nas árduas tarefas que o rei impôs como condição para entregar-lhe o talismã.
Jasão tirou proveito dos feitiços e encantamentos da feiticeira e sem esforço partiu da Cólquida levando consigo o Velo de Ouro. Os argonautas ainda passaram por alguns percalços mas enfim chegaram a seu destino final onde entregaram a Pélias o velocino. Jasão partiu para Corinto, onde consagrou a embarcação ao deus Posídon.

Críticas

Jerônimo de Estridão, ao compor uma tabela com a cronologia da Bíblia, da mitologia grega e dos documentos históricos disponíveis à sua época (o Chronicon), critica alguns dados relativos à história dos argonautas, por causa de incoerências cronológicas: Estas coisas aconteceram, que são ditas a respeito da Esfinge, de Édipo, e dos argonautas, dentre os quais estavam Héracles, Castor e Pólux. Entretanto, se Castor e Pólux eram argonautas, então como é possível crer que Helena fosse sua irmã, já que vários anos depois ela foi levada por Teseu, sendo virgem? (...)[6]

Obras relacionadas

A lenda foi relatada por Apolónio de Rodes, em seu poema épico A Argonáutica (ou Os Argonautas - c. 250 a.C.), cuja tradução em português diretamente do grego foi feita por José Maria da Costa e Silva, em 1852.
Na literatura brasileira os argonautas estão representados no livro de Anna Flora A República dos Argonautas. Lá, os heróis gregos também partem para uma grande viagem em busca do velo de ouro com muita coragem e fé. Ao longo do livro os Argonautas são representados de uma forma metafórica, representando pessoas que vão em busca de seus ideais, não desistem e muito menos têm medo, sempre andando de cabeça erguida.



http://s3.amazonaws.com/magnoliasoft.imageweb/nmm/supersize/b4225.jpg



A meu ver, o mito sempre é estruturado em uma verdade; 
verdade essa contada a partir da formalização de um mito 
e essa formalização não pertence singularmente a um ser somente,
 bem ao contrário,
 faz parte da mente de muitos seres 
que comungam de uma mesma compreensão sobre uma mesma verdade 
e que, ao comunicarem entre si sobre estas questões, 
fazem acontecer o mito, 
trazem o mito de seus inconscientes para se tornar um mito consciente.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward









Hemisphaerium Coeli Australe in quo Fixarum loca secundum Eclipticae ductum ad anum 1730 . .

Hemisphaerium Coeli Australe in quo Fixarum loca secundum Eclipticae ductum ad anum 1730 . . 
Nice example of Johanne Doppelmayr's map of the Southern Skies, with the constellations shown and the various stars illustrated in gold. Dopplemayr's decorative celestial chart illustrates the southern sky form the south ecliptic pole to ecliptic. The constellations are delineated based upon the catalogue of Johannes Hevelius and include Orion, Scorpio, Taurus, Eridanus and the Southern Cross. The constellations include some unusal additions, including the Peacock, Toucan, and a lovely unicorn called Monoceros.