terça-feira, 13 de setembro de 2016

Canopus, estrela-alpha Carinae, a segunda estrela mais brilhante dos céus


Olá!

Canopus é uma estrela que sempre nos atrai a atenção
primeiramente por causa de seu brilho
(considerada como a seguidora de Sírius em brilho)
e também pelo fato de que atuava como a estrela-alpha Argus,
e considerada enquanto o capitão de Argo Navis, o Navio.

No entanto, a imensa e antiga constelação do Navio
foi desmembrada em Popa, Quilha e Vela
(Puppis, Carina e Vela)
- sendo que Canopus foi, então, considerada
a estrela-alpha Carinae.

Para chegarmos até a belíssima estrela Canopus
uma dica bem interessante
é começarmos nossa viagem observando o Gigante Caçador, Orion
(não tem quem não conheça e reconheça esta constelação)
e então sermos "chamados" pelo brilho intenso
da estrela-alpha Canis Majoris, Sírius.

Olhando um tantinho mais ao sul,
eis que encontramos a bela Canopus!

A bem da verdade,
Canopus antecede Sírius
em chegada aos céus estrelados
através o horizonte sudeste

- a princesa anuncia a chegada da rainha!

(Aliás, sempre Canopus serve como excelente guia
para todos aqueles que buscam encontrar o sul,
principalmente em termos de navegação.
Esta estrela vem sendo, desde sempre,
chamada de A Guia.)

Bem, mais acima eu disse
que Canopus era considerada
como o Capitão de Argo Navis, o Navio Argus.

Porém, existem, na verdade, duas ou três versões para Canopus:

- Argo Navis, o Navio Argus teria sido construído
e também capitaneado por Argus
 e o Navio foi batizado com seu nome, em sua homenagem.


A saga dos argonautas descreve a perigosa expedição
rumo a Colquida  em busca do Velocino de Ouro.
A antiga constelação Argo Navis representa o navio 
no qual Jasão partiu em busca do Velocino de Ouro,
juntamente com 50 heróis, os 50 argonautas
 - e dizem que foi o primeiro navio a ser construído.
(em nossa Postagem de amanhã,
Caro Leitor,
estaremos comentando sobre Argo Navis, o Navio,
e trazendo a você este mito)


- Segundo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Canopus é
"Uma estrela branca num dos cantos do Navio Argo 
e considerada a segunda mais brilhante estrela do céu. 
Nomeada em honra a Canopus, 
o piloto chefe da frota de Menelaus, 
que foi morto no Egito pela mordida de uma serpente 
em seu retorno da destruição de Tróia. 
A Guia."

Ou seja, Canopus não era o capitão de Argo Navis
e sim piloto-chefe da frota de Menelaus
e Homero, em sua Ilíada,
narra os acontecimentos ocorridos
no período de 50 dias durante o décimo e último ano
da Guerra de Troia.
Esta guerra foi empreendida quando os aqueus (gregos) 
atacaram a cidade de Troia, buscando vingar o rapto de Helena,
esposa do rei de Esparta, Menelau.

Quando Páris foi a Esparta em missão diplomática,
apaixonou-se por Helena e ambos fugiram para Troia,
enfurecendo Menelau
- que armou um exército de mil barcos
e atravessou o Mar Egeu para atacar Troia.

Aparentemente, Canopus teria sido
o piloto-chefe dessa imensa frota!


- E ainda, segundo a Wikipedia,
"A outra etimologia do nome é que ele teria vindo do copta egípcio Kahi Nub 
("Terra dourada"), 
referindo-se a cor avermelhada como ela aparecia no horizonte do Egito
Há também um antigo porto egípcio em ruínas, Canopus
que aparentemente deve ter recebido o nome da estrela, 
localizado na foz do Nilo; onde ocorreu a Batalha do Nilo.
Ou poderia ser que o piloto, do lendário rei espartano Menelau
recebeu este nome devido ao porto, 
e o porto tenha se chamado "Chão dourado" 
devido às valiosas cargas que passaram por ele e seu cais 
e os lucros conseguidos lá por seus comerciantes."

Nesta Postagem,
Caro Leitor,
encontre mais e mais informações
sobre Canopus
em suas várias versões míticas
(incluindo os comentários de Richard H. Allen)
e ainda sobre a Ilíada e a Guerra de Troia.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward



Stellarium
Stellarium




http://www.aradergalleries.com/detail.php?id=3645
Johann Bayer — Carina Navis


Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes


Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes








ARGO NAVIS, O NAVIO


Esta constelação representa o navio 
no qual Jasão trouxe o Velocino de Ouro de Colquita
 - e dizem que foi o primeiro navio a ser construído.

Esta constelação, o Navio, 
fazia parte do grupo de 48 constelações relacionado por Ptolomeu. 

La Caille, porém, dividiu o Navio em
Carina, Vela e Puppis: Quilha, Vela e Popa


6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986





Argo Navis era uma grande constelação meridional, representava o navio utilizado pelos argonautas em suas viagens. Foi dividida em Carina(quilha), Puppis (popa) e Vela (velame); as designações de Bayer, entretanto, não foram mudadas, de modo que α e β estão em Carina, γ e δ em Vela, ε em Carina, ζ em Puppis e assim por diante. Por outro lado, Pyxis, a constelação da Bússola, embora ocupe uma área que havia sido considerada como os mastros do Argo, possui designações de Bayer próprias.



Ficheiro:Argo Navis Hevelius.jpg
Atlas Coelestis. Johannes Hevelius drew the constellation in Uranographia, his celestial catalogue in 1690.
Desenho de Argo Navis por Johannes Hevelius (1690)





CARINA, 

A QUILHA DO NAVIO



Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes





Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes

Stellarium



Canopus. Alpha Argus, O Navio, Alpha Carinae. 
Ascensão Reta 06h 23,5m - Declinação -52o 41’
Magnitude visual -0,86 - Distância 98 anos-luz

Uma estrela branca num dos cantos do Navio Argo 
e considerada a segunda mais brilhante estrela do céu. 
Nomeada em honra a Canopus, 
o piloto chefe da frota de Menelaus, 
que foi morto no Egito pela mordida de uma serpente 
em seu retorno da destruição de Tróia. 
A Guia.

6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986



Carina contém a estrela Canopus, uma supergigante de tons brancos que é a segunda estrela mais brilhante do céu noturno com magnitude -0,72, distante 313 anos-luzda Terra. É também uma estrela variável que varia por aproximadamente 0,1 magnitudes. Seu nome tradicional provém da mitologia grega. Canopus era um navegador de Menelau, rei de Esparta[1].
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carina_(constela%C3%A7%C3%A3o)



Iguaçu Starry Night 
Image Credit & CopyrightBabak Tafreshi (TWAN)
Explanation: The arc of the southern Milky Way shone brightly on this starry night. Captured on May 4, in the foreground of this gorgeous skyview is the rainforest near the spectacular Iguaçu Falls and national park at the border of Brazil and Argentina. Looking skyward along the Milky Way's arc from the left are Alpha and Beta Centauri, the Coalsack, the Southern Cross, and the Carina Nebula. Sirius, brightest star in planet Earth's night sky is at the far right. Brilliant Canopus, second brightest star in the night, and our neighboring galaxies the Large and Small Magellanic clouds, are also included in the scene. For help finding them, just slide your cursor over the image. Much closer to home, lights near the center along the horizon are from Argentina's Iguazú Falls International Airport.




Detalhes astronômicos

Canopus é uma estrela supergigante branco-amarelada. Localizada no hemisfério celeste sul, com uma declinação de −52° 42' (2000) e uma ascensão reta de 06h24.0m, é visível do Polo Sul até o Meio-Oeste dos Estados Unidos e a costa africana do Mar Mediterrâneo.
Canopus está, segundo o satélite Hipparcos, a 310 anos-luz (96 parsecs) de nosso sistema solar (baseado na medida de paralaxe de 10,43 ± 0,53 arcseg). Antes de Hipparcos, a distância estimada da estrela tinha uma ampla variação que ia de 1200 anos-luz até próximo a 96 anos-luz; se os dados fossem corretos, Canopus seria uma das estrelas mais poderosas de nossa galáxia. Como é, ela é cerca de 20.000 vezes mais brilhante que o Sol. É muito mais luminosa , intrinsecamente, que a estrela solitária que parece brilhar mais que ela vista da Terra — Sirius que é apenas 22 vezes mais luminosa que nosso sol, e depende de estar muito mais próxima de nós para superar sua rival em magnitude aparente. Na realidade, para uma grande fração de estrelas nas proximidades da posição estelar, Canopus é a "estrela mais brilhante no céu".
A dificuldade em medir a distância de Canopus se deveu a sua incomum natureza. A classificação normal para Canopus é F0 Ia, e luminosidades classe F para supergigantes são raras e não bem entendidas; elas precisam ser estrelas no processo de evolução ou estarem longe do estado de gigante vermelha. Isto tornou difícil adivinhar qual a luminosidade intrinseca é ela e quão longe ela deve estar. Medição direta foi o único modo de resolver o problema, e como estava muito distante para ser feita pelas observações de paralaxe com base na terra, uma distância mais precisa teve que esperar até o surgimento da Era das explorações espaciais .




http://mitologia.blogs.sapo.pt/arquivo/odissey.JPG


Origens do nome

O nome "Canopus" tem duas derivações comuns, ambas listadas na mitologia estelar de Richard Hinckley Allen, Star Names: Their Lore and Meaning; que pode ser uma questão de conjectura. Uma vem da lenda da Guerra de Troia. Como a constelação Carina faz parte da agora obsoleta, gigantesca constelação de Argo Navis, que representava o navio utilizado por Jasão e os Argonautas, à estrela mais brilhante da constelação foi dado o nome do piloto do navio da lenda grega — Canopus foi o piloto do navio de Menelau em sua expedição para reaver Helena de Troia depois dela ter sido levada por Páris.

A outra etimologia do nome é que ele teria vindo do copta egípcio Kahi Nub ("Terra dourada"), referindo-se a cor avermelhada como ela aparecia no horizonte do Egito

Há também um antigo porto egípcio em ruínas, Canopus, que aparentemente deve ter recebido o nome da estrela, localizado na foz do Nilo; onde ocorreu a Batalha do Nilo.

Ou poderia ser que o piloto, do lendário rei espartano Menelau, recebeu este nome devido ao porto, e o porto tenha se chamado "Chão dourado" devido às valiosas cargas que passaram por ele e seu cais e os lucros conseguidos lá por seus comerciantes.



Canopo ou Canopus (língua grega antiga Κάνωβος do Antigo Egípcio Kah Nub, "chão d'ouro") é uma cidade portuária do Antigo Egipto situada na região oeste do Delta do Nilo[1] e ligada às cidades vizinhas como Heracleion, o porto aduaneiro, e provavelmente à Alexandria por canais. O nome "Kahnub" foi um apelido da cidade por sua abundância, originalmente chamada "peguat" (em hieróglifos):
Era situada em cercanias do porto moderno do Alexandria, 25 quilômetros do centro de aquela cidade e dois ou três quilômetros de Abukir. A cidade antiga cumpriu a função do porto principal egípcio até a fundação de Alexandria em século IV a.C. Suas ruínas estão localizadas em ilha sedimentar ocidental do delta, em desembocadura do braço localizado no extremo Oeste da formação fluvial, também chamado braço CanópicoCanóbico ou Hereaclótico, um dos sete braços antigos do Nilo (o Canópico, o Bolbitínico, o Sebenítico, o Bucólico ou o Fátnico, o Mendésico, o Tanítico (seco no século IX a.C.) e o Pelúsico (coberto com areia no século XII a.C.)).
https://pt.wikipedia.org/wiki/Canopo_(Egito)




Por Jacques Descloitres, MODIS Rapid Response Team, NASA/GSFC - http://visibleearth.nasa.gov/view_rec.php?id=4927 [1], Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=19912

https://pt.wikipedia.org/wiki/Delta_do_Nilo




Star Names
Their Lore and Meaning 

by
Richard Hinckley Allen 

as reprinted
in the Dover edition, 1963
The text is in the public domain.

http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Gazetteer/Topics/astronomy/_Texts/secondary/ALLSTA/Argo_Navis*.html

. . . like a meadow which no scythe has shaven,
Which rain could never bend or whirl-blast shake,
With the Antarctic constellations paven,
Canopus and his crew, lay the Austral lake.
Percy Bysshe Shelley's The Witch of Atlas.

α Carinae, ‑0.4, white.

Κάνωβος in the early orthography of the Greeks, apparently was first given to this star by Eratosthenes, but Κάνωπος later on by Hipparchos. Ptolemy used the former word, among his few star-names, which Halley and Flamsteed transcribed into Canobus; but it now universally isCanopus, Al Sufi's translator having Kanupus as an Arabian adaptation of the Greek.
Aratos, Eudoxos, and Hipparchos also, designated it as Πηδάλιον, the Rudder, Cicero's Gubernaculum, Aratos writing:
The slackened rudder has been placed beneath
The hind-feet of the Dog.
Ancient ships had a rudder on each side of the stern, in one of which our star generally was figured, thus differing from the modern maps that locate it in the bank of oars.
Strabo, the geographer of the century preceding our era, said [I.1.6] that its title was "but of yesterday," which may have been true of the word that we now know it by; but an Egyptian priestly poet of the time of Thothmes III — 1500 years before Strabo — wrote of it as Karbana,
the star
Which pours his light in a glance of fire,
When he disperses the morning dew;
p68and this still was seen a millennium later in the Kabarnit of As‑sur-ba-ni‑pal's time.
Our name for it is that of the chief pilot of the fleet of Menelaos, who, on his return from the destruction of Troy, 1183 B.C., touched at Egypt, where, twelve miles to the northeastward from Alexandria, Canopus died and was honored, according to Scylax, by a monument raised by his grateful master, giving his name to the city2 and to this splendid star, which at that time rose about 7½° above that horizon.
The foregoing derivation of the word Canopus is an early and popular one; but another, perhaps as old, and more probable, being on the authority of Aristides, is from the Coptic, or Egyptian, Kahi Nub, Golden Earth. Ideler, coinciding in this, claimed these words as also the source of other titles for Canopus, the Arabic Wazn, Weight, and Ḥaḍar, Ground; and of the occasional later Ponderosus and Terrestris. Although I find no reason assigned for the appropriateness of these names, it is easy to infer that they may come from the magnitude of the star and its nearness to the horizon; this last certainly made it the περίγειος of Eratosthenes.
Similarly the universal Arabic title was Suhail, written by Western nations SuhelSuhilSuhilonSohaylShoelSohil, and SoheilSahilSihel, and Sihil; all taken, according to Buttmann, from Al Sahl, the Plain.
This word also was a personal title in Arabia, and, Delitzsch says, the symbol of what is brilliant, glorious, and beautiful, and even now among the nomads is thus applied to a handsome person. Our word Canopus itself apparently had a somewhat similar use among early writers; for Eden translated from Vespucci's account of his third voyage and Of the Pole Antartike the Starres abowt the Same:
Amonge other, I sawe three starres cauled Canopi, wherof two were exceadynge cleare, and the thyrde sumwhat darke;
and again, after describing the "foure starres abowte the pole":
When these are hydden, there is scene on the lefte syde a bryght Canopus of three starres of notable greatnesse, which beinge in the myddest of heaven representeth this figure 
[image ALT: three stars placed as in the Braille letter H.]
 ;
with more to the same effect in connection with the Nubeculae; for it is to p69these Clouds that the Canopus of Vespucci would seem to refer in much of his description. But I have never seen any explanation of this title as used by him, and Vespucci's fame certainly does not rest upon his knowledge of the skies. The great New English Dictionary erroneously quotes some of the foregoing as being references to our α Carinae, strangely ignoring this different use of the star's title.
Among the Persians Suhail is a synonym of wisdom, seen in the well-known Al Anwār i Suhaili, the Lights of Canopus.
A note to Humboldt's Cosmos tells us that this name was given to other stars in Argo, and Hyde asserted the same as to its use for stars in neighboring constellations. Thus he found Suhel Alfard, Suhel Aldebaran, and Suhel Sirius; in fact this last star, Karsten Niebuhr3 said, was commonly known thus in Arabia a century and more ago.
The Alfonsine Tables had Suhel ponderosus, that appeared in a contemporary chronicle as Sihil ponderosa, a translation of Al Suhail al Wazn. In the 1515 Almagest it was Subhel; and in the Graeco-Persian Tables of Chrysococca (the 14th-century Greek astronomer, author, and physician resident in Persia), edited by Bullialdus in his Astronomia Philolaica, it was Σοαὶλ Ιαμανῆ. This was from the Arabs' Al Suhail al Yamaniyyah, the Suhail of the South, or perhaps an allusion to the old story, told in connection with our Procyon, that Suhail, formerly located near Orion's stars, the feminine Al Jauzah, had to flee to the south after his marriage to her, where he still remains. Others said that Suhail only went a‑wooing of Al Jauzah, who not only refused him, but very unceremoniously kicked him into the southern heavens.
Another occasional early title was Al Faḥl, the Camel Stallion. Allusions to it in every age indicate that everywhere it was an important star, especially on the Desert. There it was a great favorite, giving rise to many of the proverbs of the Arabs, their stories and superstitions, and supposed to impart the much prized color to their precious stones, and immunity from disease. Its heliacal rising, even now used in computing their year, ripened their fruits, ended the hot term of the summer, and set the time for the weaning of their young camels, thus alluded to by Thomas Moore in his Evenings in Greece:
A camel slept — young as if wean'd
When last the star Canopus rose.
And in a general way it served them as a southern pole-star.
p70It was worshiped by the tribe of Tai, as it probably still is by the wilder of the Badāwiyy; and in this connection Carlyle wrote of it in his Heroes and Hero Worship:
Canopus shining-down over the desert, with its blue diamond brightness (that wild, blue, spirit-like brightness far brighter than we ever witness here), would pierce into the heart of the wild Ismaelitish man, whom it was guiding through the solitary waste there. To his wild heart, with all feelings in it, with nospeech for any feeling, it might seem a little eye, that Canopus, glancing-out on him from the great, deep Eternity; revealing the inner splendour to him.
Cannot we understand how these men worshipped Canopus; became what we call Sabeans, worshipping the stars? . . .
To us also, through every star, through every blade of grass, is not a God made visible, if we will open our minds and eyes?
We do not worship in that way now: but is it not reckoned still a merit, proof of what we call a "poetic nature," that we recognize how every object has a divine beauty in it; how every object still verily is "a window through which we may look into Infinitude itself"?
Moore wrote of it in Lalla Rookh:
The Star of Egypt, whose proud light,
Never hath beam'd on those who rest
In the White Islands of the West;
again alluding to it, in the same poem, as the cause of the unfailing cheerfulness of the Zingians.4 And, as the constellation was associated on the Nile with the great god Osiris, so its great star became the Star of Osiris; but, later on, Capella and the scholiast on Germanicus called itPtolemaeon and Ptolemaeus, in honor of Egypt's great king Ptolemy Lagos; and at times it has been Subilon, but the appropriateness of this I have been unable to verify. The Σάμπιλος, cited by Hyde as from Kircher, and so presumably Coptic, is equally unintelligible.
While all this knowledge of Canopus is ancient, it seems "but of yesterday" when we consider the star's history in worship on the Nile. Lockyer tells us of a series of temples at Edfū, Philae, Amada, and Semneh, so oriented at their erection, 6400 B.C., as to show Canopus heralding the sunrise at the autumnal equinox, when it was known as the symbol of Khons, or Khonsu, the first southern star-god; and of other similar temples later. At least two of the great structures at Karnak, of 2100 and 1700 B.C., respectively, pointed to its setting; as did another at Naga, and the temple of Khons at Thebes, built by Rameses III about 1300 B.C., afterwards restored and enlarged p71under the Ptolemies. It thus probably was the prominent object in the religion of Southern Egypt, where it represented the god of the waters.
Some of the Rabbis have asserted — and Delitzsch in modern times — that this star, and not Orion, was the Ḣasīl of the Bible, arguing from the similarity in sound of that word to the Suhail of Arabia, and from other reasons fully explained, although not accepted, by Ideler; while, coincidently, there are able commentators who have thought that the Kesīlīm of Isaiah xiii.10, now translated "Constellations," means the brightest stars, which often are those now referred to in the use of the word Suhail. Delitzsch, in his commentary on the Book of Job, quotes much, from Wetstein and others, of this identity of Canopus with Ḣasīl, illustrating it with stellar stories and proverbs of the present-day Arabs of the Haurān, the patriarch's traditional home.
The Hindus called it Agastya, one of their Rishis, or inspired sages, — and helmsman of their Argha, — a son of Varuna, the goddess of the waters; and Sanskrit literature has many allusions to its heliacal rising in connection with certain religious ceremonies. In the Avesta it is mentioned as "pushing the waters forward" — governing the tides (?).
The late George Bertin identified it with Sugi, the Euphratean Chariot Yoke; but others claim that title for some stars in the zodiac as yet perhaps unascertained, but probably the lucidae of Libra.
In China it was Laou Jin, the Old Man, and an object of worship down to at least 100 B.C.
Since the 6th century it has been the Star of Saint Catherine, appearing to the Greek and Russian pilgrim devotees as they approached her convent and shrine at Sinai, on their way from Gaza, their landing-place.
In early German astronomical books it was the Schif-stern, or Ship-star.
With Achernar and Fomalhaut, corresponding stars in Eridanus and Piscis Australis, it made up the Tre Facelle of Dante's Purgatorio, symbolizing Faith, Hope, and Charity, —
those three torches,
With which this hither pole is all on fire.
Hipparchos was wont to observe it from Rhodes in latitude 36°30′; and, even before him, Posidonius5 of Alexandria, about the middle of the 3d century before Christ, utilized it in his attempt to measure a degree on the earth's surface on the line between that city and Rhodes, making his observations p72from the old watch-tower of Eudoxos at Cnidos in the Asian Caria, — possibly the earliest attempt at geodetic measurement, as this observatory was the first one mentioned in classical days. Manilius poetically followed in his path by using it, with the Bear, to prove the sphericity of the earth.
The confusion in the titles of Canopus and Coma Berenices is noted under that constellation.
Lying 52°38′ south of the celestial equator, about 35° below Sirius, this star is invisible to observers north of the 37th parallel; but there it is just above the horizon at nine o'clock in the evening of the 6th of February, and conspicuous from Georgia, Florida, and our Gulf States. Sirius follows it in culmination by about twenty minutes.
Canopus is so brilliant that observers in Chile, in 1861, considered it brighter than Sirius;º and Tennyson, in his Dream of Fair Women, made it a simile of intensest light, — in Cleopatra's words, —
lamps which outburn'd Canopus.
Yet Elkin obtained a parallax of only 0ʺ.03, — practically nil, — indicating a distance from our system at least twelve times that of its apparently greater neighbor. Its spectrum is similar to that of the latter.
See discovered, in 1897, a 15th‑magnitude bluish companion 30ʺ away, at a position angle of 160°.

http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Gazetteer/Topics/astronomy/_Texts/secondary/ALLSTA/Argo_Navis*.html




Ilíada, Livro VIII, versos 245-253 De um manuscrito grego de fins do século V ou início do século VI


Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=4297434
https://pt.wikipedia.org/wiki/Il%C3%ADada#/media/File:Iliad_VIII_245-253_in_cod_F205,_Milan,_Biblioteca_Ambrosiana,_late_5c_or_early_6c.jpg



Ilíada (em grego antigo: Ἰλιάς, IPA[iːliás]) um dos dois principais poemas épicos da Grécia Antiga, de autoria atribuída ao poeta Homero, que narra os acontecimentos ocorridos no período de 50 dias durante o décimo e último ano da Guerra de Troia, guerra empreendida para a conquista de Ílion ou Tróia, cuja gênese radica na ira (μῆνις, mênis) de Aquiles.[1][2]

Ilíada é atribuída a Homero, que se julga ter vivido por volta do século VIII a.C.[2], na Jônia (atualmente região da Turquia), e constitui o mais antigo e extenso documento literário grego (e ocidental) existente. Ainda hoje, contudo se discute a verdadeira autoria e a existência real de Homero (nascido ou em Khíos, Grécia ou em Esmirna, Turquia).[3]







Guerra de Troia AO 1990 foi um grande conflito bélico entre gregos e troianos, possivelmente ocorrido entre 1300 a.C. e 1200 a.C. (fim da Idade do Bronze noMediterrâneo).


Causa da guerra


Segundo o poeta Homero, a guerra foi causada pelo rapto da rainha Helena de Troia, (esposa do lendário rei Menelau), por Páris, (filho do rei Príamo). Isso ocorreu quando o príncipe troiano foi a Esparta, em missão diplomática, e acabou apaixonando-se por Helena. Páris havia recebido de Afrodite a recompensa de ter a mulher mais bonita do mundo, que era Helena. O rapto deixou Menelau enfurecido, fazendo com que este organizasse poderoso exército junto a seu irmão Agamenon. O Rei de MicenasAgamenon, aceitou o pedido de seu irmão para comandar o ataque aos troianos. Através do mar Egeu, mais de mil navios foram enviados para Troia.

A queda de Troia


Por Johann Georg Trautmann (1713–1769) - http://www.zeller.de/, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=653919
https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_de_Troia#/media/File:J_G_Trautmann_Das_brennende_Troja.jpg



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A mulher mais bela do mundo era Helena, filha de Zeus e de Leda, esposa de Menelau, rei de Esparta, que a conquistara disputando contra vários outros reis pretendentes com a ajuda de Ulisses (Odisseu) rei de Ítaca e Agamênon rei supremo de Micenas e de toda a Grécia, tendo todos jurado lealdade ao marido de Helena e sempre protegê-la, qualquer que fosse o vencedor da disputa.
Quando Páris foi a Esparta em missão diplomática, apaixonou-se por Helena e ambos fugiram para Troia, enfurecendo Menelau. Este foi pedir ajuda a seu irmão que, a conselho de Nestor (rei de Pilos), um de seus conselheiros, apelou aos antigos pretendentes de Helena, lembrando o juramento que haviam feito. Agamenon então assumiu o comando de um exército de mil navios e atravessou o mar Egeu para atacar Troia com o auxílio de Ulísses (que fingiu-se de louco para não ir a guerra sabendo que se partisse passaria 20 anos sem regressar a seu reino), levando consigo grandes guerreiros como Aquiles, Ajax, o pequeno Ajax, Diomedes, Idomeneu entre outros. As naus gregas desembarcaram na praia próxima a Troia e iniciaram um cerco que iria durar dez anos e custaria a vida a muitos heróis de ambos os lados. Dois dos mais notáveis heróis a perderem a vida na guerra de Troia foram Heitor (que foi morto por Aquiles por vingança por ter matado seu primo Pátroclo) e Aquiles.

O Cavalo de Troia,
por Giovanni Domenico Tiepolo.
Finalmente, a cidade foi tomada graças ao artifício concebido por Odisseu (Ulisses): fingindo terem desistido da guerra, os gregos embarcaram em seus navios, deixando na praia um enorme cavalo de madeira, que os troianos decidiram levar para o interior de sua cidade, como símbolo de sua vitória, apesar das advertências de Cassandra. À noite, quando todos dormiam, os soldados gregos, que se escondiam dentro da estrutura oca de madeira do cavalo, saíram e abriram os portões para que todo o exército (cujos navios haviam retornado, secretamente, à praia) invadisse a cidade.
Apanhados de surpresa, os troianos foram vencidos e a cidade incendiada. As mulheres (inclusive a rainha Hécuba, a princesa Cassandra e Andrômaca, viúva de Heitor) foram escravizadas. O rei Príamo e a maioria dos homens foram mortos (um dos poucos sobreviventes foi Eneias, príncipe de Lirnesso, que fugiu de Troia carregando seu paiAnquises, já idoso, sobre os ombros).

E assim, Menelau recuperou sua esposa, Helena (tendo matado Dêifobo, com quem ela se casara, após a morte de Páris), e levou-a de volta a Esparta. Agamênon foi morto por sua esposa que lhe roubou o trono e Odisseu como profetizado passou com o fim da guerra (que durou dez anos) mais dez anos vagando pelo mar, até chegar a Ítaca vestido de mendigo para provar a fidelidade de Penélope, sua esposa, que estava cheia de pretendentes ao casamento e consequentemente ao trono, porém ela os enganara durante 20 anos até o retorno de seu marido que, ao descobrir tudo o que se passou em sua ausência, matou seus inimigos com a ajuda de seu filho.







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Menelau

xenelau (gr. Μενέλεως), filho de Atreu e irmão de Agamêmnon, disputou a mão de Helena, filha do rei de Esparta, com quase todos os heróis e reis gregos. A beleza da moça era lendária, e todos os pretendentes juraram que matariam os demais se não obtivessem sua mão.

CASAMENTO E GUERRA

Tíndaro, o rei, aconselhado por Odisseu, fez então com que os pretendentes jurassem solidariedade uns aos outros e permitiu, excepcionalmente, que a própria Helena escolhesse um deles — contrariamente ao costume grego, em que os pais determinavam o casamento dos filhos. Helena escolheu Menelau, que reinou em Esparta depois da morte de Tíndaro. Algum tempo depois, nasceu a filha do casal, Hermíone.
Posteriormente, sob a proteção de Afrodite, o troiano Páris raptou Helena ou, simplesmente, levou-a para Troia com o consentimento dela, e Menelau conclamou todos os antigos pretendentes em seu auxílio. Formou-se uma gigantesca expedição contra Troia, que demorou dez anos para ser conquistada e custou a vida de muitos gregos e de quase todos os troianos.

DEPOIS DA GUERRA

Vencida a guerra, Menelau recuperou Helena e reconciliou-se com ela, mas sua volta a Esparta foi tumultuada e demorou muitos anos. Não ficou sabendo do assassinato de Agamêmnon a tempo e, portanto, nada pôde fazer a respeito.
Após o retorno, viveu tranquilamente junto de Helena durante anos. No fim da vida foi levado aos Campos Elíseos[1], grande honra concedida porZeus ao seu genro.

Em uma das versões do mito, Helena não esteve em Troia em pessoa. Zeussubstituiu-a antes do rapto por uma nuvem e escondeu-a no Egito, onde Menelau iria encontrá-la depois da queda de Troia. Longos anos de guerra, inúmeros heróis mortos, outros heróis ausentes de casa durante muito tempo: tudo por uma simples imagem de Helena...


366

Fig. 0366. Lado B de ânfora ática de figuras negras do Pintor de Amásis. Vulci. C. -550. Munique, Staatliche Antikensammlungen.

RIBEIRO JR., W.A. Menelau. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. URL: greciantiga.org/arquivo.asp?num=0067. Consulta: 12/09/2016.





Por Pinpin - Inspiré de la carte "ACHAEANS and TROJANS" du site de Carlos Parada, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=2830268
https://pt.wikipedia.org/wiki/Odisseia#/media/File:Homeric_Greece-en.svg





Stellarium



COM UM ABRAÇO ESTRELADO,

Janine Milward