quinta-feira, 15 de setembro de 2016

E a Proa? Por que não existe Proa em Argo Navis, o Navio Argus?


 Olá!

Argo Navis é
o Navio sempre coroado de estrelinhas esfumaçadas

 pois que carrega consigo um pedacinho da Via Lactea!

Aliás, exatamente pelo fato de a Via Lactea
fazer parte tão importante no Navio,
é que viemos comentando, 
 - ousadamento (eu confesso) -,
sobre algumas questões voltadas para o fato de que
o Navio consiste de Pôpa, Quilha e Vela 
e sempre foi assim - mesmo antes de ser desmembrado
em três constelações, mais recentemente
(em 1756, pelo astrônomo Abbe La Caille, 
quando morando e trabalhando na África do Sul 
e observando os céus estrelados do hemisfério austral).


E a Proa, onde está a Proa, por que não existe Proa 
em Argo Navis, o Navio Argus?









O Mito sobre Jasão e os 50 Argonautas,
sobre a construção do Argo Navis
e sobre sua Viagem
nos diz que

Quando Argo Navis passou através o Estreito de Bósforo 
e rochas desmoronaram,  
o Navio foi virado e naufragou....; 
e subiu aos céus 
porém sem estrelas apresentando desde a Proa até o mastro.
... mas todo o resto é brilhante!

O Navio parece não ter Proa ....................
Segundo Aratos, a perda da Proa parece haver ocorrido

when Argo pass'd
Through Bosporus betwixt the justling rocks —
All Argo stands aloft in sky

Part moves dim and starless from the prow
Up to the mast, but all the rest is bright;



Aparentemente, as rochas desmoronaram exatamente sobre a Proa 
- daí uma explicação mítica sobre seu desaparecimento....
 quando o Navio foi levado aos céus, segundo o Mito.



Assim R. H. Allen comenta 
sobre os dizeres de Aratos acerca esta circunstância.
(Leia mais ao final desta Postagem, 
minha (Janine) tradução simples e literal e sintetizada
do texto de Allen sobre os Mitos relacionados ao Navio)





Convido você, então, Caro Leitor,
a buscarmos por algum tipo de explicação não-mítica
que nos sacie em nossos questionamentos
do porquê Argo Navis, o Navio, 
não se apresentou nunca nos céus estrelados 
com sua Proa 
e sim somente com sua Pôpa, sua Quilha e sua Vela!

Vamos então conhecer um tantinho a mais sobre esta imensa constelação
 do passado e que foi, infelizmente, 
recentemente desmembrada em três constelações?

Argo Navis fazia parte das 48 constelações catalogadas por Ptolomeu. 
 La Caille desmembrou esta constelação em Quilha, Pôpa e Vela, em 1756
 - ano em que introduziu mais 14 constelações ao catálogo oficial, todas ao sul.



http://mexicanskies.com/constellations/argo-navis-johannes-hevelius.jpg



Se partirmos nossa busca pelo Navio 
a partir da belíssima estrela-alpha Canis Majoris, Sirius,
desviaremos o olhar um tantinho a oeste e ao sul.... e
 encontraremos quase um paredão de estrelas! 

 Isso se constitui no começo da Pôpa do Navio, Puppis,
 e é absolutamente surpreendente em sua visão 
- sempre em momentos sem-lua 
e em lugares de céus escuros e transparentes.





Programa Stellarium



Podemos perceber, 
ao estudarmos um tantinho a mais sobre as constelações 
ao sul dos céus estrelados, 
que estas parecem se confundir com um verdadeiro paraíso, não é verdade?.....  




http://www.artworkoriginals.com/EB5TB6UA.htm

Fritz Wegner 
Austrian 1924 



Talvez tenha sido como um paraíso que as mentes do passado 
e habitando o hemisfério norte 
poderiam considerar as terras mais ao sul e, 
como um espelho celeste,
 os céus estrelados do hemisfério sul..., 
onde seus olhos não conseguiam enxergar 
mas conseguiam imaginar, sem dúvida alguma!



É bem possível que as mentes do passado tenham mitificado 
a constelação do Navio sem uma Proa...
 pelo simples fato de que suas visões dos céus estrelados do sul 
não lhes permitiam delinear essa figuração estelar,
 lhes barrando os olhares sobre Argo Navis...,
 quase como o Navio estivesse desaparecendo no horizonte longínquo,
afastando-se, rumando em frente
 e em direção à curvatura do oceano dos céus estrelados...
navegando para ainda além do horizonte....,
nos deixando entrever apenas sua Pôpa, sua Vela e parte de sua Quilha.



Nesta Ilustração, veja O Navio visualizado na Grécia:


Programa Stellarium





Podemos pensar, no entanto,
 em outras questões 
que possam nos fazer melhor compreender 
sobre a ausência da Proa do Navio....



Segundo Richard H. Allen, em seu livro 
Star Names, Their Lore and Meaning 
– fantástico livro e já em domínio público 
e publicado na Internet
http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Gazetteer/Topics/astronomy/_Texts/secondary/ALLSTA/Argo_Navis*.html – 
e traduzindo literalmente o texto abaixo, 
de forma simples e sintética, por  mim, Janine:


O Navio parece não ter Proa ....................
Segundo Aratos, a perda da Proa parece haver ocorrido

when Argo pass'd
Through Bosporus betwixt the justling rocks —
All Argo stands aloft in sky

Part moves dim and starless from the prow
Up to the mast, but all the rest is bright;


Quando Argo Navis passou através o Estreito de Bósforo e rochas desmoronaram,  o Navio foi virado e naufragou....; 
e subiu aos céus porém sem estrelas 
apresentando desde a Proa até o mastro.... 
mas todo o resto é brilhante!



Caro Leitor,
ao final desta Postagem,
encontre a extensão desse Texto sobre Argo Navis,
 realizado por Allen
em seu livro Star Names, Their Lore and Meaning 
(e através minha, Janine, tradução simples e literal e sintetizada).



Programa Stellarium




A bem da verdade, 
quando as constelações e estrelas e objetos mais ao sul
 foram sendo observados por astrônomos advindos de países do hemisfério norte
 e nomeados e ordenados, 
no cado do Navio
ao invés de a Proa ser inserida, 
bem ao contrário, o Navio foi desmembrado 
em Quilha (Carina), Vela e Pôpa (Puppis).  

E por que a Proa não pôde ser inserida?

Podemos perceber que existe a vizinhança
 composta pela imensa constelação do Centauro 
e exatamente no lugar onde a Proa do Navio poderia ter sido inserida
 podemos ver uma das patas do Centauro 
escudando nosso Cruzeiro do Sul!





http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Argo_Navis_-_Mercator.jpeg
The Mercator Globes at Harvard Map Collection

Constelación Argo Navis, G. Mercator, año, 1.551




Buscando compreender melhor sobre a questão da ausência de Proa
 (já manifestada através o Mito) do Navio, 
pude constatar que  Carinae Nebula acontece exatamente no lugar 
onde a Proa poderia se situar!  
(Veja em 
http://oceudomes.blogspot.com.br/2014/05/a-grande-nebulosa-em-carina.html)


Da mesma forma, 
constatamos que as chamadas Pleiades do Sul ou Austrais
acontecem exatamente no lugar
onde a Quilha poderia ter seu término!
(Veja em
http://oceudomes.blogspot.com.br/2014/05/pleiades-em-touro-e-pleiades-em-carina.html)




Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes



Ou seja, quando as Ilustrações do passado 
mostrando um tanto de fumaça/poeira
 de pedras desmoronadas por sobre a Proa..., 
não seria esta 'fumaça', esta poeira,
a visão aguçada sobre  a Grande Nebulosa Carina
e ratificada sobre as Pleiades do Sul?  


Será?


http://media.skysurvey.org/interactive360/index.html
Programa Sky Survey anotado e marcado por mim no lugar de Eta Carinae Nebula



http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Keyhole_Nebula_by_2MASS.jpg



Sourcehttp://www.ipac.caltech.edu/2mass/gallery/showcase/keyhole/index.html
Author2MASS/G. Kopan

Leia mais, muito mais, sobre a Grande Nebulosa Carina, acessando
http://en.wikipedia.org/wiki/Eta_Carinae_Nebula





No lugar onde deveria se situar a Proa do Navio Argo, 
além da Grande Nebulosa Carina (NGC 3372), 
estaremos encontrando as famosas Plêiades do Sul,
 IC 2602.






http://en.wikipedia.org/wiki/File:IC_2602.jpg
English: The open cluster IC 2602 in the constellation Carina. Computer image created with the astronomy software Perseus.
Italiano: L'ammasso aperto IC 2602 (Pleiadi del Sud) nella costellazione Carena.
  • Fonte: opera propria (sono l'autore)
  • Data: 02 luglio 2007
  • Autore: Roberto Mura
  • Licenza: pubblico dominio.
  • Tratto dal software di simulazione astronomica Perseus, il cui file licenza riporta la seguente dicitura: "I diritti d'autore sulle immagini o i documenti stampati generati con il software appartengono all'utente che li ha realizzati."
  • Detentore copyright: Roberto Mura
http://en.wikipedia.org/wiki/IC_2602





A bem da verdade,
mesmo que volvamos nossa olhar
- enquanto moradores do hemisfério sul -
para os céus estrados austrais,
não estaremos encontrando a Proa do Navio!

Quer dizer,
A Proa do Navio Argus existiu quando de sua construção mítica, sim,
mas nunca existiu em sua representação estelar.




O Mito sobre Jasão e os 50 Argonautas,
sobre a construção do Argo Navis
e sobre sua Viagem
nos diz que


Quando Argo Navis passou através o Estreito de Bósforo e rochas desmoronaram,  
o Navio foi virado e naufragou....; 
e subiu aos céus 
porém sem estrelas apresentando desde a Proa até o mastro.
... mas todo o resto é brilhante!

Assim R. H. Allen comenta 
sobre os dizeres de Aratos acerca esta circunstância.
(Leia mais ao final desta Postagem, 
minha (Janine) tradução simples e literal e sintetizada
do texto de Allen sobre os Mitos relacionados ao Navio)


Aparentemente, as rochas desmoronaram exatamente sobre a Proa 
- daí uma explicação mítica sobre seu desaparecimento....
 quando o Navio foi levado aos céus, segundo o Mito.



http://apod.nasa.gov/apod/ap100514.html


Iguaçu Starry Night 
Image Credit & CopyrightBabak Tafreshi (TWAN)
Explanation: The arc of the southern Milky Way shone brightly on this starry night. Captured on May 4, in the foreground of this gorgeous skyview is the rainforest near the spectacular Iguaçu Falls and national park at the border of Brazil and Argentina. Looking skyward along the Milky Way's arc from the left areAlpha and Beta Centauri, the Coalsack, the Southern Cross, and the Carina Nebula. Sirius, brightest star in planet Earth's night sky is at the far right. Brilliant Canopus, second brightest star in the night, and our neighboring galaxies the Large and Small Magellanic clouds, are also included in the scene. For help finding them, just slide your cursor over the image. Much closer to home, lights near the center along the horizon are from Argentina's Iguazú Falls International Airport.
http://apod.nasa.gov/apod/ap100514.html




A bem da verdade,
 podemos perceber, na Carta Celeste abaixo, 
que a Via Lactea parece esbranquiçar mais e mais 
exatamente no lugar onde a Quilha se conclui 
e onde a Proa do Navio Argo deveria se situar 
- então o Mito compôs essa situação 
como pedras desmoronadas e roladas 
por sobre a Proa
e que  teriam simplesmente
 devastado-a, esmagado-a, destruído-a, ausentes de nossa visão.






Argo Navis constellation map, author: Torsten Bronger
http://www.constellation-guide.com/constellation-list/carina-constellation/





Podemos também pensar na questão que a visão do hemisfério norte 
para os céus estrelados do sul 
acaba trazendo um tom de ampliação lenticular, digamos assim, 
desse horizonte
 e trazendo a impressão de que o Navio
 estaria navegando rumo ao horizonte, 
desaparecendo por entre a fumaça de estrelinhas
 que compõem a Via Lactea naquele lugar....




http://www.raremaps.com/gallery/detail/35290/Hemisphaerium_Coeli_Australe_in_quo_Fixarum_loca_secundum_Eclipticae_ductum/Doppelmayr.html

Hemisphaerium Coeli Australe in quo Fixarum loca secundum Eclipticae ductum ad anum 1730 . .







ARGO NAVIS, O NAVIO


Esta constelação representa o navio no qual Jasão trouxe o Velocino de Ouro para Colquita - e dizem que foi o primeiro navio a ser construído.

Esta constelação, o Navio, fazia parte do grupo de 48 constelações relacionado por Ptolomeu. 

La Caille, porém, dividiu o Navio em
Carina, Vela e Puppis: Quilha, Vela e Popa



6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986




Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes


Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes





Argo Navis era uma grande constelação meridional, representava o navio utilizado pelos argonautas em suas viagens. Foi dividida em Carina(quilha), Puppis (popa) e Vela (velame); as designações de Bayer, entretanto, não foram mudadas, de modo que α e β estão em Carina, γ e δ em Vela, ε em Carina, ζ em Puppis e assim por diante. Por outro lado, Pyxis, a constelação da Bússola, embora ocupe uma área que havia sido considerada como os mastros do Argo, possui designações de Bayer próprias.




VEJA AS ILUSTRAÇÕES ABAIXO
- realizadas no século XVII -
apresentando o Navio sempre sem Proa
e com esfumaçamento nesta área!


Ficheiro:Argo Navis Hevelius.jpg
Atlas Coelestis. Johannes Hevelius drew the constellation in Uranographia, his celestial catalogue in 1690.
Desenho de Argo Navis por Johannes Hevelius (1690)


The image for the "Historical Essay" is taken from Andreas Cellarius, Harmonia macrocosmica, 1661.



Julius Schiller, Coelum stellatum Christianum, 1627




SAIBA BEM MAIS
SOBRE ALGUNS DOS MITOS
RELACIONADOS AO NAVIO ARGO, ARGONAVIS:


http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Gazetteer/Topics/astronomy/_Texts/secondary/ALLSTA/Argo_Navis*.html

Richard Hinckley Allen, Star Names, Their Lore and Meaning, Dover Publications, Inc, New York, USA 



Segundo Allen, em seu livro Star Names, Their Lore and Meaning – fantástico livro e já em domínio público – e traduzindo literalmente, de forma simples e sintética, por mim, Janine:


Argo Navis, o Navio Argo

.....................
- geralmente simplesmente Argo – erroneamente denominado Argus, a partir de confusão com seu caso genitivo; e Navis é o alemão Schiff, o francês Navire Argo e o italiano Nave Argo.

Situa-se inteiramente no hemisfério sul, a leste do Cão Maior, ao sul do Monoceros e da Hydra, muitíssimo mergulhado na Via Lactea, e apresentando no horizonte de Nova York somente algumas de suas estrelas pouco importantes; porém cobrindo uma imensa extensão do céu, cerca de setenta e cinco graus ao todo, - Manilius denominando-o como Argo Nobilis – e contendo 829 componentes a olho nu.  O centro da constelação culmina em primeiro de março.

La Caille usou esta constelação para cobrir cerca de 180 letras, muitas das quais certamente duplicadas, de forma que suas anotações fossem adotadas no Catálogo da Associação Britânica mas que recentes astrônomos subdividiram esta figura de constelação por conveniência de sua referência e estas três divisões são agora conhecimentos como Carina, a Quilha, com 268 estrelas; Puppis, a Popa, com 313; e Vela, a Vela, com 248. Esta última é a Navegação  alemã.
…………………………

O Navio parece não ter Proa ....................
Segundo Aratos, a perda da Proa parece haver ocorrido

when Argo pass'd
Through Bosporus betwixt the justling rocks —
All Argo stands aloft in sky

Part moves dim and starless from the prow
Up to the mast, but all the rest is bright;

Quando Argo Navis passou através o Estreito de Bósforo e rochas desmoronaram,  o Navio foi virado e naufragou....; e subiu aos céus porém sem estrelas apresentando desde a Proa até o mastro.... mas todo o resto é brilhante!


A Mitologia diz que o Navio teria sido construído por Glaucus, ou por Argos, para Jasão, líder dos cinqüenta Argonautas – cujo número igualava aos remos do Navio -, ajudado por Pallas Athena que, ela mesma, colocou na Proa uma peça (que falava!) entalhada em carvalho de Dodona (para proteção). Desta maneira, o Navio Argo  foi dotado do poder de aconselhar e guiar os chefes formadores de suas equipes.  


(Neste momento, permito-me inserir
uma Ilustração mostrando a árvore de carvalho de Dodona)


http://mexicanskies.com/constellations/argo-navis-johannes-hevelius.jpg



O Navio Argo levou adiante a famosa expedição desde Iolchis, na Tessalia, até Aea, em Colchis, em busca do Velocino de Ouro.  Quando a viagem terminou, Athenas colocou o Navio no céu.

Uma outra tradição grega, de acordo com Eratosthenes, dizia que esta constelação representava o primeiro navio a singrar o oceano, e que ainda muito tempo antes de Jasão, levou Danaos com suas cinqüenta filhas do Egito até Rodes e Argos.

A tradição egípcia dizia que o navio era a arca que acolheu Isis e Osiris durante o Dilúvio.  Os Hindús pensavam a mesma questão para seus equivalentes Isi e Iswara. Sua tradição pré-histórica tornou o Navio em Argha, o Sol Caminhante sendo orientado por Agastya, a estrela Canopus.  Neste termo Sanscrito, Argha, podemos ver o nome Argos.  Lindsay, porém, deriva ARgo de arek, uma palavra simita, usada pelos fenícios, significando “grande” – tendo sio o primeiro navio lançado ao mar.

Sir Isaac Newton devotou muita atenção para o famoso Navio, fixando a data de sua construção em cerca de 936 depois de cristo, 42 anos após o Rei Salomão.

Entre os romanos, sempre foi Argo, o Navio, tendo Vitruvius escrito Navis quae nominatur Argo (o Navio chamado de Argo), mas Cícero denominou-o de Argolica Navis e Argolica Puppis; Germanicus chamou de ARgoa Puppis; Propertius, o poeta elegíaco do primeiro século de nossa era, chamou de Iasonia Carina.  Ovideo, de Pagasaea Carina e Pagasaea Puppis, advindo de Tessalia, um porto onde teria sido construído.  Manilius chamou de Ratis Heroum, o Herói Raft, Pagasaea.  Outros chamaram de Navis Jasonis ou Osididis, Celox Jasonis, Carina Argoa, Argo Ratis e Navigium Praedatorium, o Navio Pirata.  Ainda existem similariddes como Currus Maris, Carruagem do Mar, Currus Volitans de Catullus que dizia que no Egito havia sido chamado de Vehiculum Lunae.

Foi também conhecido como Equus Neptunius – na verdade, Ptololeu afirmou que era conhecido o Navio como um Cavalo pelos habitants da Azania, a moderna Ahan, na costa nordeste da Africa, sul do Cabo Gardafui.

Os árabes chamaram o navio de Al Safinah, um Navio, e Markab, algo que se cavalga e que até dois a três séculos atrás na Europa eram transcritos como Alsephina e Merkeb.
A tradição bíblica certamente denominou o Navio de Arca de Noé, Arca Noachi ou Archa Noae – assim como Bayer escreveu.  Jacob Bryant, o mitologista inglês do século passado, contou esta estória como a de Noé.  Na verdade, no século 17, Arca parece ter sido seu título mais popular.

Nos Ensaios de Hewitt, podemos encontrar uma referência às quatro estrelas que marcam os quatro cantos do céu em Zendavesta, os quatro Locapalas ou Alimentadores do Mundo, dos hindus.  Este autor diz que se trata de Sirius, ao leste, as sete estrelas da Ursa Maior, no norte, Corvo, no oeste, e Argo ao sul.  Ele intitula Argo como Sata Vaesa, os Cem Criadores – e tudo isso imaginado como se formando uma grande cruz no céu.  A concepção persa diferenciada aparece nos comentários sobre Regulus, estrela-alpha Leonis.
O asterimo chiens Tien Meaou provavelmente foi formado a partir de alguns components de Argos.

O Navio Argos pode ser visto em latitudes baixas não somente a partir de sua grande extensão e pelo esplendor de Canopus como também por acolher a maravilhosa estrela Eta e sua Nebula (Eta Carinae).


Richard Hinckley Allen 
Star Names, Their Lore and Meaning
Dover Publications, Inc, New York, USA 

(tradução simples e literal minha, Janine)





ESA /AOES Medialab
GOCE IN ORBIT
O NAVIO NAVEGANDO NO ESPAÇO



ESA /AOES Medialab

GOCE IN ORBIT
O NAVIO NAVEGANDO NO ESPAÇO



A meu ver, o mito sempre é estruturado em uma verdade; 
verdade essa contada a partir da formalização de um mito 
e essa formalização não pertence singularmente a um ser somente,
 bem ao contrário,
 faz parte da mente de muitos seres 
que comungam de uma mesma compreensão sobre uma mesma verdade 
e que, ao comunicarem entre si sobre estas questões, 
fazem acontecer o mito, 
trazem o mito de seus inconscientes para se tornar um mito consciente.



Saiba mais sobre Argo Navis, o Navio
 - desmembrado em 
Carina, Vela e Pôpa -,
 acessando meu Trabalho em
http://sobreargonavis.blogspot.com.br/



Os desenhos formados pelas estrelas são como janelas que se abrem para a infinitude do universo e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais, entre o céu e a terra...  bem como percebendo que o caos, vagarosamente, vai se tornando Cosmos e sendo por nossa mente conscientizado.  

Quer dizer, nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward


VISITE MINHA PÁGINA
DA TERRA AO CÉU E AO INFINITO
http://daterraaoceueaoinfinito.blogspot.com.br/


“Ship in Stormy Sea” 185

“Ship in Stormy Sea” 1858
Ivan Konstantinovič Ajvazovskij (1817 - 1900)
http://www.sothebys.com/en/auctions/ecatalogue/2013/russian-paintings-l13112/lot.136.html