domingo, 25 de setembro de 2016

Equuleus, o Cavalo Menor, cara a cara com Pegasus, o Cavalo Alado e sua estrela-epsilon, Enif


Olá!

Viemos comentando em nossas Postagens mais recentes
sobre algumas pequenas e interessantes constelações
que acontecem nas vicinitudes da belíssima constelação Aquila, a Águia,
que nos chama a atenção através suas três estrelas balizadoras
- Alshain, Tarazed e Altair (esta última, estrela-alpha Aquilae!).

Nesta Postagem estaremos trazendo 
alguns poucos comentários
sobre o Cavalo Menor, Equus, Equuleus.

Richard H. Allen nos relata 
que não consta com qualquer certeza
quem teria primeiramente nomeado esta constelação
- se Ptolomeu, Alfonsus ou Hiparchos.... 
ou Hyginus ou Manilius ou Vitruvius...-,
 porém não existem quaisquer confirmações 
destes antigos senhores 
sobre esta nomeação....     
ou sobre como esta pequena constelação,
 parte de um animal (cavalo),
 foi parar no céu estrelado.

De qualquer forma, também mentes advindas de outros povos
(além das mentes acima mencionadas)
consideraram este pequeno Asterismo
como apenas uma parte de um animal (cavalo ou mula)
e sob a "proteção", digamos assim, de um cavalo maior e inteiro
(o Cavalo Alado Pegasus),
ao qual antecede e anuncia.

A bem da verdade,
se observarmos a constelação Delphinus, o Delfim,
encontraremos o Cavalo Menor, Equuleus, bem ao seu lado.
Tarefa nada difícil divisarmos o Delfim...,
mas quanto ao Cavalo Menor..., realmente é uma tarefa árdua.

A "dica" é sempre nos orientarmos,
 num primeiro momento,
a partir das três estrelas da Águia 
(Altair, estrela-alpha Aquilae, é inconfundível!)
e então buscarmos por Delphinus, o Delfim,
para, finalmente, um tantinho ao sul, nos depararmos
com a pequena constelação de estrelas muitíssimo tímidas do Cavalo Menor, Equuleus -
sempre com bom cuidado de separarmos essas estrelinhas tímidas
das estrelas também tímidas do Aguadeiro, Aquarius,
e também aproveitando a oportunidade de
passarmos a divisar melhor o Cavalo Alado, Pegasus,
com sua estrela Enif, Epsilon Pegasi, no focinho do Cavalo Alado
e já bem próxima ao Equuleus
- grande cavalo protegendo o pequeno cavalo dos céus estrelados!


Com um abraço estrelado,

Janine Milward



Stellarium
Stellarium





http://www.raremaps.com/gallery/detail/28081/Delphinus_and_Equuleus_Stars_heightened_in_gold/Hevelius.html
Title: Delphinus and Equuleus (Stars heightened in gold)   Map Maker: Johannes Hevelius










EQUULEUS, 
O CAVALO MENOR, 
O Pequeno Cavalo

Ascensão Reta 20h54m / 21h23m      Declinação +2o.2 / _12o.9

Os antigos Babilônios já conheciam esta constelação
 que é pequena e se situa entre Pegasus 
(a oeste de Epsilon Pegasi, Enif),
 Delfim e Aquário.

Esta constelação representa Celeris, o irmão de Pegasus;
 ou Cylarus, o cavalo de Pollux.


Kitalpha - Alpha Equulei
Magnitude 4
A Pequena Égua, nome do asterismo em árabe.

Beta Equulei
Magnitude 5




6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986



Equuleus constellation map.png




Equuleus (Equ), o Cavalo Menor, é uma constelação do hemisfério celestial norte. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Equulei.
As constelações vizinhas são PegasusDelphinus e Aquarius.




Alpha Equulei (Kitalpha, Kitel Phard, 8 Equulei) é uma estrela binária na direção da Equuleus. Possui uma ascensão reta de 21h 15m 49.40s e uma declinação de +05° 14′ 53.1″. Sua magnitude aparente é igual a 3.92. Considerando sua distância de 186 anos-luz em relação à Terra, sua magnitude absoluta é igual a 0.14. Pertence à classe espectral G0III+.... É um sistema binário espetroscópico.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Alpha_Equulei

Beta Equulei (10 Equulei) é uma estrela múltipla na direção da Equuleus. Possui uma ascensão reta de 21h 22m 53.58s e uma declinação de +06° 48′ 40.0″. Suamagnitude aparente é igual a 5.16. Considerando sua distância de 360 anos-luz em relação à Terra, sua magnitude absoluta é igual a −0.05. Pertence à classe espectral A3V.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Beta_Equulei

Gamma Equulei (5 Equulei) é uma estrela dupla na direção da constelação de Equuleus. Possui uma ascensão reta de 21h 10m 20.47s e uma declinação de +10° 07′ 55.0″. Sua magnitude aparente é igual a 4.70. Considerando sua distância de 115 anos-luz em relação à Terra, sua magnitude absoluta é igual a 1.97. Pertence àclasse espectral F0p. É uma estrela variável α² Canum Venaticorum.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gamma_Equulei

Delta Equulei (7 Equulei) é uma estrela binária na direção da constelação de Equuleus. Possui uma ascensão reta de 21h 14m 28.79s e uma declinação de +10° 00′ 27.8″. Sua magnitude aparente é igual a 4.47. Considerando sua distância de 60 anos-luz em relação à Terra, sua magnitude absoluta é igual a 3.14. Pertence àclasse espectral F5V+.... É um sistema binário espetroscópico.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Delta_Equulei

Epsilon Equulei (1 Equulei) é uma estrela binária na direção da constelação de Equuleus. Possui uma ascensão reta de 20h 59m 04.54s e uma declinação de +04° 17′ 37.8″. Sua magnitude aparente é igual a 5.30. Considerando sua distância de 197 anos-luz em relação à Terra, sua magnitude absoluta é igual a 1.40. Pertence àclasse espectral F5III.... É um sistema binário espetroscópico.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Epsilon_Equulei


Lambda Equulei (2 Equulei) é uma estrela dupla na direção da constelação de Equuleus. Possui uma ascensão reta de 21h 02m 12.51s e uma declinação de +07° 10′ 47.3″. Sua magnitude aparente é igual a 6.72. Considerando sua distância de 332 anos-luz em relação à Terra, sua magnitude absoluta é igual a 1.68. Pertence àclasse espectral F8.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lambda_Equulei




http://www.raremaps.com/gallery/detail/30252/Aquila_and_Antinous_Stars_heightened_in_gold/Hevelius.html
Title: Aquila and Antinous (Stars heightened in gold)    Map Maker: Johannes Hevelius

Richard Hinckley Allen, Star Names, Their Lore and Meaning, Dover Publications, Inc, New York, USA 


Richard Hinckley Allen, em seu famoso e importantíssimo livro
Star Names — Their Lore and Meaning -,
nos fala bem sobre
EQUULEUS


http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Gazetteer/Topics/astronomy/_Texts/secondary/ALLSTA/Equuleus*.html
. . . the flaming shoulders of the Foal of Heav'n.
Omar Khayyám's Rubáiyát.

Equuleus, the Foal,

that modern Latin critics would turn into Eculeus, lies half-way between the head of Pegasus and the Dolphin, marked by the trapezium of 4th‑ to 5th‑magnitude stars, — αβγ, and δ, — although Argelander catalogues nine others, and Heis twelve down to 6.7 magnitude. Thus "the flaming p213shoulders" of our motto are lacking here, and the reference may be to Pegasus, to which the characterization certainly is more appropriate.

The Germans call it Füllen, the Filly, and Kleine Pferd, which with us is the Little Horse, the French Petit Cheval, and the Italian Cavallino.

Hood wrote of it about 1590:
This constellation was named of almost no writer, saving Ptolomee and Alfonsus who followith Ptolomee, and therefore no certain tale or historie is delivered thereof, by what means it came into heaven;

but we know that Geminos mentioned it as having been formed by Hipparchos, its stars till then lying in the early Dolphin. Still Hipparchos did not allude to it in his Commentary, nor did Hyginus, Manilius, or Vitruvius, a century after him.

Ptolemy catalogued it as Ἵππου Προτομή, this last word equivalent to our Bust for the upper part of an animal figure; but with later astronomers it wasEquus primus and prior, as preceding Pegasus in rising; while from its inferior size come our own title and EquulusEquiculus, and Equus Minor. Gore's translation of I'Astronomie Populaire, following Proctor, has Equus, the larger Horse being Pegasus.

Ptolemy's idea of the incompleteness of the figure was repeated in the Equi SectioEqui PraesectioSectio equinaSectio Equi minorisSemi-perfectus, and Praesegmen of various authors and Latin versions of the Syntaxis and of the Alfonsine Tables; the Almagest of 1551 gave Praecisio Equi.

Chrysococca's Tables had Κεφαλή Ἵππου, the Equi Caput of some Latin writers, and the Horse's Head of our day.

The Arabians followed Ptolemy in calling it Al Kiṭʽah al Faras, Part of a Horse, Chilmead's Kataat AlfarasAl Faras al Thānī, the Second Horse, alluding either to its inferior size, or to the time of its adoption as a constellation; and Al Faras al Awwal, the First Horse, in reference to its rising before Pegasus. From the first of these comes the modern Kitalpha, sometimes applied to the constellation, and generally to the brightest star. Riccioli's Elmac Alcheras certainly is a barbarism, — not unusual, however, with him; but La Lande's rarely used Hinnulus, a Young Mule, has more to commend it.

With the Hindus it was another of their Açvini, the Horsemen, although their figuring resembled ours.

Some of the mythologists said that the constellation represented Celeris, the brother of Pegasus, given by Mercury to Castor; or Cyllarus, given to Pollux by Juno; or the creature struck by Neptune's trident from the earth when contesting with Minerva for superiority; but it also was connected p214with the story of Philyra and Saturn. Caesius, in modern times, associated it with the King's Horse that Haman hoped for, as is told in the Book of Esther; and Julius Schiller, with the Rosa mystica.

The constellation comes to the meridian on the 24th of September.

α, 3.8,

is Kitalpha, from the Arabian name for the whole figure, strangely turned by Burritt into Kitel Phard. Stieler has Kitalphar.
With β it was the Chinese Sze Wei.

δ, Triple and binary, 5, 5, and 10, topaz yellow and pale sapphire.

The two largest stars form a system noted as the quickest in orbital revolution of all known binaries except κ Pegasi, and perhaps the 7th‑magnitudeLl. 9091 in Orion, on the border of Taurus. Its period is about 11½ years, and the components are so close that they can be separated only by the largest telescopes; their maximum distance apart every seven years is but 0ʺ.44, this occurring in 1897, their position angle being 208°.
ε is another triple, much resembling δ in character; the component stars, 5.7, 6.2, and 7.1 in magnitude, are 1ʺ.3, and 10ʺ.4 apart, the colors of the first two yellowish, the last ashy white.


http://www.raremaps.com/gallery/detail/33140/Aquila_Sagitta_Vulpecula_and_Anser_Delphinus/Flamsteed.html
Title: Aquila, Sagitta, Vulpecula & Anser Delphinus.   Map Maker: John Flamsteed



Os desenhos formados pelas estrelas 
- AS CONSTELAÇÕES -
 são como janelas que se abrem para a infinitude do universo
 e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais, 
entre o céu e a terra..., bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos 
e este por nossa mente sendo conscientizado.

Quer dizer, nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


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DA TERRA AO CÉU E AO INFINITO
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