segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Marte distanciando-se e alongando o triângulo formado com Antares e Saturno

Olá!

Viemos, nesses últimos meses,
 observando um belo triângulo formado
entre a estrela-alpha Scorpii, Antares,
e Saturno, o Senhor dos Aneis,
e Marte, o Planeta Vermelho.

Se você bem observar, Caro Leitor,
Marte vem distanciando-se 
e alongando/esticando este triângulo
ao passear aos pés de Ophiucus, o Serpentário,
e já se aprontando para tomar chá
- mais para o final de setembro -
junto ao Bule de Chá
que a constelação Sagittarius,
recepciona seus visitantes
.
Será uma visita rápida ao Arqueiro
pois que já em começo de novembro,
Marte estará voltado a escalar montanhas íngremes
junto ao Capricórnio.

Aliás, também Saturno vem movimentando-se
e começando a despedir-se de Antares
ao retornar à constelação de Ophiucus
- onde deverá passar os próximos tantos e tantos meses,
ainda em 2017.

Nesta Postagem, Caro Leitor,
encontre informações sobre
a constelação Ophiucus, o Serpentário,
ora sendo visitada por Marte e por Saturno.

Ophiucus, o Serpentário, Aquele que Segura a Serpente,
é uma constelação bem interessante
porém composta de estrelas não muito proeminentes
- e, da mesma forma, assim acontece 
com a constelação da Serpente, ou seja, Serpens Cauda e Serpens Caput.

É bem interessante percebermos o fato de que
a imensa figura estelar do Serpentário segurando a Serpente
- é uma constelação tripla, digamos assim! 



Quando o Zodíaco foi originalmente nomeado, 
a Eclíptica não passava pelo Ofiúco, 
de forma que esta constelação não foi incluída. 
 Em função do movimento da precessão dos equinócios,  
Ofiúco recebe a passagem da linha da Eclíptica 
e o Sol passa um bom tempo aqui 
depois de ter adentrado a Cabeça do Escorpião
 e passado ao largo de sua estrela Alpha, Antares.

Nesta Postagem, Caro Leitor,
encontre alguma informação sobre a precessão dos equinócios
e o fato de que Ophiucus acontece enquanto a 13a. constelação do Zodíaco.
Estaremos apresentando algumas estrelas tímidas
sua famosa Estrela Barnard
- a quarta estrela mais próxima ao Sol.
Finalmente, estaremos trazendo
os comentários de Richard H. Allen
sobre o Serpentário.

Com um abraço estrelado,


Janine Milward




Stellarium


Stellarium








Ophiucus, o Serpentário, Aquele que Segura a Serpente,

é uma constelação bem interessante
porém composta de estrelas não muito proeminentes
- e, da mesma forma, assim acontece 
com a constelação da Serpente, ou seja, Serpens Cauda e Serpens Caput.

No entanto, em lugares de céus escuros e transparentes
e, de preferência, em noites de ausência de iluminação da Lua,
podemos observar algumas estrelas pertencentes 
aos desenhos estelares de Ophiucus e de Serpens!

É bem interessante percebermos o fato de que
a imensa figura estelar do Serpentário segurando a Serpente
- é uma constelação tripla, digamos assim! -,
se posiciona bem próxima, porém mais ao norte,
das constelações do Escorpião e do Sagitário
e, portanto, 
bem próxima do ponto que nos leva ao centro da Galáxia.





OPHIUCUS, OFIÚCO




E também estaremos encontrando as constelações Scorpius, Sagittarius, Scutum, Aquila, Hercules Corona Borealis, Libra

http://www.raremaps.com/gallery/detail/34480/Ophiuchus_and_Serpent/Jamieson.html
Map Maker: Alexander Jamieson





Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes



OPHIUCUS, OFIÚCO
ou Serpentarius, aquele que Segura a Serpente


Posicionamento:
Ascensão Reta 15h58m / 18h42m      Declinação +14o.3 / -30o.1


Mito:

Hercules, quando criança, estrangulou duas serpentes enviadas por Juno para matá-lo enquanto dormia em seu berço.  Esta constelação também foi chamada de Esculapius, o pai da medicina.


Fronteiras:
Ophiucus situa-se entre as constelações Serpens Cauda e Serpens Caput (e todas três acabam formando um conjunto imenso de situações entrelaçadas), e também Scorpius, Sagittarius, Scutum, Aquila, Hercules Corona Borealis, Libra



Algumas Informações Interessantes acerca esta Constelação:
Quando o Zodíaco foi originalmente nomeado, 
a Eclíptica não passava pelo Ofiúco, 
de forma que esta constelação não foi incluída. 
 Hoje em dia, sim, em função da precessão, 
Ofiúco recebe a passagem da linha da Eclíptica 
e o Sol passa um bom tempo aqui 
depois de ter adentrado a Cabeça do Escorpião 
e passado ao largo de sua estrela Alpha, Antares.



6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Gazetteer/Topics/astronomy/_Texts/secondary/ALLSTA/Ophiuchus*.html

Richard Hinckley Allen, Star Names, Their Lore and Meaning, Dover Publications, Inc, New York, USA 

Segundo Allen, em seu livro Star Names, Their Lore and Meaning – fantástico livro e já em domínio público 

– e traduzindo literalmente, de forma simples e sintética, 
por mim, Janine:

Ophiucus vel Serpentarius, o Serpentário

 – não Ophiucus Serpentarius, é Ofiuco em italiano, Schlangentrager em alemão e Serpentaire em francês.
...........................

…. (Porém) o Serpentário foi normalmente identificado com Asclepios ou Aesculapius, a quem o Rei James I descreveu como “um curador que mais tarde foi feito deus”, com cujas adoradas serpentes eram sempre associados como símbolos de prudência, renovação, sabedoria e o poder de descobrir ervas curadoras.  Educado por seu pai Apollo – ou pelo Centauro Quíron -, Aesculapius foi o primeiro em sua profissão e o cirurgião do navio Argo.  Quando a famosa viagem terminou, ele estava tão treinado em sua prática que ele pôde até trazer mortos à vida – entre esses, Hippolytus.
....................
Sucessivas operações e inúmeras e notáveis curas – e especialmente a tentativa de reviver Órion morto -, levaram Plutão (que temia pela continuidade de seu reino) induzir Júpiter a atingir Aesculapius com um raio e colocá-lo dentre as constelações.
Ophiucus também foi associado a Caecius, o Cego, assassinado por Hercules e celebrado por Dante no Inferno.  Na verdade, diz-se que o Herói foi atribuído a estas estrelas por Hyginus e nomeou-as com seu nome: uma confusão que pode ter vindo à tona em função das fronteiras entre essas duas constelações – por serem mal-definidas, primeiramente, ou pela similaridade de seus mitos originais em relação a Izhdubar e o dragão Tiamat.
.......................................

http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Gazetteer/Topics/astronomy/_Texts/secondary/ALLSTA/Ophiuchus*.html





La Hire, Philippe de, 1705, Planisphere Celeste Septentrional.






Algumas Informações Interessantes acerca esta Constelação:

A 13a. Constelação do Zodíaco


Quando o Zodíaco foi originalmente nomeado, 
a Eclíptica não passava pelo Ofiúco, 
de forma que esta constelação não foi incluída. 
 Hoje em dia, sim, em função da precessão,  
Ofiúco recebe a passagem da linha da Eclíptica 
e o Sol passa um bom tempo aqui depois de ter adentrado a Cabeça do Escorpião
 e passado ao largo de sua estrela Alpha, Antares.

Sol cumprimentando Antares, em final de novembro
Programa Stellarium 


Sol passeando por Ophiucus ao longo das duas primeiras semanas de dezembro
Programa Stellarium 

http://www.heavens-above.com/skychart.aspx


Movimentos: tudo sempre se move

Estarei repetindo aquilo que recebi em Fórum na Internet, parte da Aula 2 sobre Movimentos do Céu, by dario.rostirolla@londrina.pr.gov.br:

“Como é sabido, a Terra apresenta dois movimentos básicos (e outros): rotação (em torno do próprio eixo, com período de 1 dia) e translação (movimento orbital ao redor do sol, com período de 1 ano). Enquanto gira ao redor do Sol, a Terra percorre em sua órbita cerca de um grau por dia - logo, as estrelas se adiantam um pouco com relação ao Sol (como um carro que se aproxima de uma esquina e obtém melhor visibilidade), cerca de 4 minutos. É esta a causa da pequena diferença entre o dia solar e o dia sideral.

No decorrer de um ano a Terra percorre 360 graus ao redor do Sol, de modo que as estrelas que se encontravam ocultadas pelo Sol, dentro de algum tempo se tornarão visíveis em função do deslocamento da Terra sobre sua órbita. Ao longo do ano, diferentes partes do céu vão se tornando visíveis em determinado horário fixo (digamos, logo após o pôr do Sol), de modo que toda a esfera celeste vai sendo avistada ao longo do ano, setor por setor. A cada ano, esse movimento se repete de modo que as constelações visíveis numa determinada data serão visíveis na mesma data dos anos subseqüentes.”

A precessão dos Equinócios é o movimento que estaria aglutinando, digamos assim, ambos os movimentos anteriores: o de rotação e o de translação. 

Não podemos nos esquecer que a Terra gira em torno de seu eixo sim, porém com uma inclinação de 23 graus....  Ao mesmo tempo, a Terra perfaz um passeio de 360 graus em sua órbita em torno ao Sol.  Ao mesmo tempo, também o Sol vai realizando seu próprio andamento e o faz em direção a um ponto próximo  à constelação Hercules.  Tudo no universo se movimenta... por que deixaria nosso Sol de fazer o mesmo?

Ao longo do período de 26 mil anos, esse eixo da Terra em movimento de rotação e de translação e atrelado ainda ao movimento próprio do Sol, vai imantando os direcionamentos norte e sul e deslocando, apontando então para diferentes pontos dessa região da esfera celeste! Esse grande círculo imaginário que se forma é o Grande Ano das Eras! Uma maneira simples de entender esse movimento é soltarmos um pião e o deixarmos girar, girar, girar..... é bem assim.  A estrela que denominamos de Polar, vem atuando como imantação Norte desde há muito tempo e ainda estará fazendo isso por bom tempo adiante.  Porém, um dia no futuro, teremos que renomeá-la... pois não estará mais reinante na posição de Estrela Polar.

É realmente interessante que possamos perceber as questões relativas às mudanças de Eras em termos de onde caem os Pontos de Equinócios e de Solstícios:

A Era de Gêmeos trouxe o Ponto Vernal a acontecer dentro desta constelação ocupando o lugar de Primavera, Virgem ocupando o lugar do Solstício do Verão, Sagitário ocupando o lugar do Equinócio do Outono e Peixes ocupando o lugar do Solstício de Inverno.







Quadro sobre a Precessão dos Equinócios durante 4 Eras, mostrando o Caminho do Sol contra o pano de fundo das constelações do    Zodíaco.  As cores originais foram invertidas.
Inserido no Artigo “When the Zodiac Climbed into the Sky” por Alexander Gurshtein para a Revista Sky & Telescope edição de outubro de 1995, página 30,  publicada por Sky Publishing Corporation, Cambridge, MA, USA.




A Era de Touro trouxe o Ponto Vernal a acontecer dentro desta constelação ocupando o lugar de Equinócio da Primavera; Leão ocupando o lugar do Solstício do Verão; Sagitário ocupando o lugar do Equinócio do Outono e Peixes ocupando o lugar do Solstício de Inverno.

Permita-me lhes dizer, caro Amigo das Estrelas, que foi naquela Era que surgiu o conceito das Quatro Estrelas Reais, Guardiãs das Quatro Estações do Ano e da Vida:  em Touro, Aldebarã, o olho iluminado, guardiã do Leste; em Leão, Regulus, sua pata dianteira, guardiã do Sul; em Escorpião, Antares, a rival de Marte, Anti-Ars, gigante vermelha maravilhosa, guardiã do Oeste; e finalmente, Fomalhaut, em Pisces Austrinus, guardiã do Norte.

A Era de Áries trouxe o Ponto Vernal a acontecer dentro desta constelação ocupando o lugar de Equinócio da Primavera; Câncer ocupando o lugar de Solstício do Verão; Balança ocupando o lugar do Equinócio do Outono e Capricórnio ocupando o lugar do Solstício de Inverno.


Vega,a estrela Alpha Lyrae, atuou como a estrela polar (há mais de 12 milênios atrás).  Vega estará novamente ocupando o lugar de estrela polar mais uns tantos milênios à frente (14.000 anos DC, ou seja mais 12.000 anos à frente) - sempre a estrela polar mais brilhante!





A Precessão acontece porque as forças gravitacionais do sol e da lua atuam por sobre a Terra (que não é esférica) enquanto esta gira, vagarosamente mudando a orientação do eixo da Terra.  Este eixo, inclinado num ângulo de 23o., traça um caminho em torno da eclíptica ao longo de 25.800 mil anos terrestres na realização de todo seu círculo. Isso significa que Polaris - a estrela que viemos considerando nossa estrela polar  celestial do norte -, vagarosamente irá transmitir sua posição à Vega, a brilhante estrela da constelação da Lira. 

Extraído da revista Astronomy,  edição de junho de 2002, página 73.  Parte do texto foi traduzido literalmente por Janine e também a ilustração sobre o caminho do pólo norte celestial foi invertida, para melhor visualização.

Pequeno Glossário:

Apex  -  um ponto central para onde outro objeto orbita e se move em direção a.
Apex do Caminho do Sol  -  o ponto na esfera celeste em direção ao qual nosso Sol viaja numa velocidade de cerca de 20 quilômetros por segundo.  A posição correta do apex do Sol pode variar entre os cientistas porém é quase acordado que seja em Hércules ou Lyra, Ascensão Reta de 18 horas ou 270 graus e Declinação 34 Norte. (3)
Eclíptica (plano da)  -  Plano da órbita terrestre.  Podemos definir também como o grande círculo de interseção deste plano com a esfera celeste.  O plano da eclíptica é inclinado de 23o27’ em relação ao Equador.
Ponto vernal  -  ponto da esfera celeste, situado na interseção da eclíptica com o equador, na qual o Sol, em seu movimento aparente anual, passa do hemisfério sul para o norte.(....) O ponto vernal é habitualmente designado pela letra y; equinócio da primavera, equinócio vernal, primeiro ponto de Áries.  (1)
Equinócio  -  Ponto da esfera celeste, interseção da eclíptica com o Equador.  O equinócio da primavera corresponde à passagem do Sol do hemisfério austral ao hemisfério boreal.  O equinócio do outono é o caso inverso.  Tais termos se aplicam também aos momentos em que estes fenômenos ocorrem.  Podemos dizer, também, que o equinócio é a data do ano na qual o dia é igual à noite (20-21 de março  -  22-23 de setembro)   (2)
Precessão dos Equinócios  -  o movimento do equinócio consiste em uma retrogradação (ou precessão) sobre a eclíptica, da ordem de 50.256 por ano, ou seja, de uma volta completa do equilíbrio em 26.000 anos  (2)
Solstício  -  é o instante no qual o Sol está mais afastado do Equador (22 ou 23 de junho e 22 ou 23 de dezembro)  (2)  -  Nessas datas, acontecem os solstícios de inverno e de verão.

(1)  -  Atlas Celeste
Ronaldo Rogério de Freitas Mourão
6ª edição  -  Editora Vozes, Petrópolis, RJ, Brasil – 1986
(2) -   Explicando o Cosmos
Ronaldo Rogério de Freitas Mourão
Editora Tecnoprint S.A.,  Rio, Brasil, 1984
(3) Norton’s Star Atlas
Arthur P Norton and J. Gall Inglis
Sky Publishing Co.
Cambridge, MA, USA


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Urania’s Mirror is a boxed set of 32 constellation cards
 © Ian Ridpath


Algumas Estrelas e alguns objetos interessantes, 
em Ofiúco


Existe um Asterismo interessante denominado de O Touro de Poniatowkski, 
composto pelas estrelas 66, 67, 68 e 70 Ophiuchi.  
Este Asterismo já constou como uma Constelação mas foi considerada obsoleta, posteriormente.


Rasalhague.  Alpha Ophiuchi. 
Magnitude 2.09  Distância 58 anos-luz
Uma estrela safira situada na cabeça do Ofiúco.  De Rãs Al Hawwa, a Cabeça daquele que Segura a Serpente, a Cabeça do Serpentário. 
Esta estrela se situa ao norte do equador celestial e já quase na fronteira de Ofiúco com a constelação de Hercules.


Cebalrai ou Cheleb - Beta Ophiuci
Magnitude 2.77  Distância 124 anos-luz
Cão do Pastor, vocábulo oriundo da expressão árabe Kalb al Rai.


Yed Prior.  Delta Ophiuchi. 
Magnitude 2.72  Distância 140 anos-luz
Uma estrela amarelada situada a mão esquerda do Ofiúco.  De Yad, a Mão. A Mão Anterior.

Yed Posterior - Epsilon Ophiuchi
Mão Posterior, denominação moderna de oriegem latino-árabe usada por Bayer.  A palavra Yed significa mão.


Han.  Zeta Ophiuchi. 
Magnitude 2.57  Distância de mais de 500 anos-luz
Uma estrela pequena situada próxima ao joelho esquerdo do Ofiuco. Han é um nome de origem chinesa que denominava um velho Estado feudal da China.


Sabik.  Eta Ophiuchi. Estrela Dupla
Ascensão Reta 17h09,3m - Declinação -15o 42’
Magnitude visual 2,43 - Distância 69 anos-luz
Uma estrela amarelo pálido situada no joelho esquerdo do Ofiúco.  De Sabik, Aquela que Precede.  O Condutor, do vocábulo árabe Sabik.


Sinistra.  Mu Ophiuchi
Uma estrela pequena situada na mão esquerda do Ofiúco.


U Ophiuchii - Estrela Variável do tipo Algol
Ascensão Reta  17h14m       Declinação +01o.16
Magnitudes:  Max 5,7     Min  6,4     Período 1,7
Tipo  ALG    Espectro B8


Y Ophiuchii - Estrela Variável Cefeida
Ascensão Reta 17h50m        Declinação -06o.08
Magnitudes:  Max 6,1    Min 6,5      Período 17,1
Tipo  CEF    Espectro G0


Ophiucus   - Nebulosa Complexa - Ro Ophiuchi
Ascensão Reta  16h24m      Declinação -23o.24
Tipo Nebulosa Planetária  COM       Dimensão  4,0       Distância em anos-luz  0,5


Ophiucus   - Nebulosa Complexa - Theta Ophiuchi
Ascensão Reta  17h20m      Declinação -24o.59
Tipo Nebulosa Planetária  COM        Dimensão 5,0        Magnitude
Magnitude da Estrela associada            Distância em anos-luz  0,5




A FAMOSA ESTRELA BARNARD

EXCERTO de Ophiucus -  As Constelações, Cartas Celestes, Mario Jaci Monteiro

Map of nearby stars



Nearby Stars (14ly Radius).svg


Barnard's Star /ˈbɑrnərd/ is a very low-mass red dwarf star about six light-years away from Earth in the constellation of Ophiuchus, the Snake-holder. Barnard's Star is the fourth-closest known individual star to the Sun, after the three components of the Alpha Centauri system, and the closest star in the Northern Hemisphere.[14] Despite its proximity, Barnard's Star, at a dim apparent magnitude of about nine, is not visible with the unaided eye; however, it is much brighter in the infrared than it is in visible light. The star is named for American astronomer E.E. Barnard. He was not the first to observe the star (it appeared on Harvard College University plates in 1888 and 1890), but in 1916 he measured its proper motion as 10.3 arcseconds (20,000 inverse radians) per year, which remains the largest-known proper motion of any star relative to the Solar System.


http://astronomy-universo.blogspot.com.br/2013/11/conheca-as-10-estrelas-mais-proximas-da.html?spref=fb

Estrela de Barnard
Distância: 5,96 anos-luz 
Esta é uma anã vermelha ténue que fica a cerca de 5,96 anos-luz da Terra. No passado os cientistas acreditavam que a estrela de Barnard podia conter planetas ao seu redor, mas as tentativas de detectar tais objetos não resultaram em nenhuma observação. A estrela de Barnard fica situada se na constelação Ophiuchus.
Fonte: ciencia-online.net


Barnard's Star
Barnardstar2006.jpg
The location of Barnard's Star
Observation data
Epoch J2000.0      Equinox J2000.0
ConstellationOphiuchus
Pronunciation/ˈbɑrnərd/
Right ascension17h 57m 48.49803s[1]
Declination+04° 41′ 36.2072″[1]
Apparent magnitude (V)9.54[1]
http://en.wikipedia.org/wiki/Barnard's_Star




http://www.iau.org/static/public/constellations/gif/OPH.gif



The text is in the public domain.
[image ALT: a blank space]
p297
. . . the length of Ophiuchus huge
In th' arctic sky.
Milton's Paradise Lost.
Ophiuchus vel Serpentarius, the Serpent-holder,
not Ophiuchus Serpentarius, is Ofiuco with the Italians, Schlangenträger with the Germans, and Serpentaire with the French.
It stretches from just east of the head of Hercules to Scorpio; partly in the Milky Way, divided nearly equally by the celestial equator; but, although always shown with the Serpent, the catalogues have its stars entirely distinct from the latter. The classical Hyginus, however, united the two figures into a single constellation [Astron. II.14], and some early nations, especially the Sogdians and Khorasmians, did the same, the stars being intermingled in their nomenclature.
p298The original title, Ὀφιοῦχος, appeared in the earliest Greek astronomy; μογερός, "toiling," being an adjectival appellation in the Phainomena.
Transliterated as in our title it was best known to the Latins, but also as Ophiulchus, Ophiulcus, Ophiultus, and, in the diminutive, Ophiuculusand Ophiulculus; while the classical word plainly shows itself in the Afeichus, Afeichius, and Alpheichius of the 16th and 17th centuries.
Serpentarius first appeared with the scholiast on Germanicus, while Serpentiger, Serpentis Lator, Serpentis Praeses, and Serpentinarius are seen for it; as also the Anguifer of Columella, which was Anguiger elsewhere. Cicero and Manilius had the peculiar Anguitenens. Golius insisted that this sky figure represents a Serpent-charmer, one of the Psylli of Libya, noted for their skill in curing the bites of poisonous serpents; and this would seem to be confirmed by the constellation's title le Psylle in Schjellerup's edition of Al Sufi's work.
But the Serpent-holder generally was identified with Ἀσκληπίος,1 Asclepios, or Aesculapius, whom King James I described as "a mediciner after made a god," with whose worship serpents were always associated as symbols of prudence, renovation, wisdom, and the power of discovering healing herbs. Educated by his father Apollo, or by the Centaur Chiron, Aesculapius was the earliest of his profession and the ship's surgeon of the Argo. When the famous voyage was over he became so skilled in practice that he even restored the dead to life, among these being Hippolytus, of whom King James wrote:
Hippolyte. After his members were drawin in sunder by foure horses, Esculapius at Neptun's request glewed them together and revived him.
But several such successful operations and numerous remarkable cures, and especially the attempt to revive the dead Orion, led Pluto, who feared for the continuance of his kingdom, to induce Jove to strike Aesculapius with a thunderbolt and put him among the constellations.
The figure also was associated with Caecius, the Blinding One, slain by Hercules and celebrated by Dante in the Inferno; indeed, it is said that thep299Hero himself was assigned to these stars by Hyginus, and gave them his name: a confusion that may have arisen because the boundaries between the two stellar groups were at first ill defined, or from the similarity of their original myths to that of Izhdubar and the dragon Tiāmat. It also represented Triopas, king of the Perrhaebians; Carnabon, Carnabas, and Carnabus, the slayer of Triopas; Phorbas, his Thessalian son, who freed Rhodes from snakes; Cadmus changed to a serpent; Jason pursuing the golden-fleeced Aries; Aesacus, from the story of Hesperia; Aristaeus, from the story of Eurydice; Laocoön struggling with the serpent; and Caesius, or Glaucus, the sea-god, although this latter title, identified by some with that of Androgĕus, may have come from that namesake who was restored to life by Aesculapius.
The Arabians translated the Greek name into Al Hawwāʽ, which Assemani repeated as Alhava, Collector serpentum; but it appeared on the globes as Al Haur, turned by the Moors into Al Hague, and by early astronomical writers into Alangue, Hasalangue, and Alange; the Turks having the similar Yilange. It has been suggested, however, that these may have come from the Latin Anguis, a word that the astronomical Arabians and Moors well knew.
Euphratean astronomers knew it, or a part of it with Serpens, as Nu‑tsir‑da; and Brown associates it with Sa‑gi‑mu, the God of Invocation.
Pliny said that these stars were dangerous to mankind, occasioning much mortality by poisoning; while Milton compared Satan to the burning comet that "fires" this constellation, — a comparison perhaps suggested by the fact that noticeable comets appeared here in the years 1495, 1523, 1537, and 1569, which might well have been known to Milton, for Lord Bacon wrote in his Astronomy:
Comets have more than once appeared in our time; first in Cassiopeia, and again in Ophiuchus.
Novidius changed the figure to that of Saint Paul with the Maltese Viper; Caesius gave it as Aaron, whose staff became a serpent, or as Moses, who lifted up the Brazen Serpent in the Wilderness; but Julius Schiller, far more appropriately, made of it Saint Benedict in the midst of the thorns, for it was this founder of the order of the Benedictine monks who, with his followers in the 6th century, inspired and carried on all the learning of the times, as Aesculapius-Ophiuchus had done in his day.
The constellation generally has been shown as an elderly man, probably copied from the celebrated statue at Epidaurus; but the Leyden Manuscript and the planisphere of the monk Geruvigus represent it as an unclad boy p300standing on the Scorpion and holding the Serpent in his hands; and the Hyginus of 1488 has a somewhat similar representation.
Bayer added to his titles for Ophiuchus Grus aut Ciconia Serpenti cum inscriptione, Elhague, insistens, which he said was from the Moors, but Ideler asserted was from a drawing of a Crane, or Stork, on a Turkish planisphere instead of the customary figure; and the Almagest of 1551 alludes to Ciconia as if it were a well-known title. All this, perhaps, may be traced to ancient India, whose mythology was largely astronomical, and the Adjutant-bird, Ciconia argala, prominent in worship as typifying the moon-god Soma, so that its devotees would only be following custom in locating it among the stars.
Although this is not one of the zodiac twelve, Mr. Royal Hill writes:
Out of the twenty-five days, from the 21st of November to the 16th of December, which the sun spends in passing from Libra to Sagittarius, only nine are spent in the Scorpion, the other sixteen being occupied in passing through Ophiuchus.
Thus, according to his idea of the boundaries, this actually is more of a zodiacal constellation than is the Scorpion. But the boundaries are very variously given by uranographers.
Argelander enumerates in it 73 naked-eye stars, and Heis 113.
It was in Ophiuchus that appeared, A.D. 123, the second nova of which we have reliable record, the first having been that of Hipparchos, 134 B.C., in Scorpio. At least three other such have appeared in Ophiuchus: one in 1230; another, the so‑called Kepler's Star, discovered by Kepler's pupil Brunowski, on the 10th of October, 1604, in the eastern foot near θ, which gave Galileo opportunity for his "onslaught upon the Aristotelian axiom of the incorruptibility of the heavens"; and a third, discovered on the 28th of April, 1848, by Hind as of the 4th magnitude, and still visible as of the 11th or 12th.
Citing Firmicus as authority [Mathesis, VIII.26.14], La Lande wrote:
Il met le Renard au nord du Scorpion avec Ophiuchus;
but I do not find this Fox elsewhere alluded to.
α, 2.2, sapphire.
Ras alhague, or Rasalgue, is from Rās al awwāʽ, the Head of the Serpent-charmer, the Moorish El Hauwe, the first being its only title with Bayer. The Alfonsine Tables of 1521 have Rasalauge, and the original has p301been variously altered into Ras Alhagas, Ras Alhagus, Rasalange, Ras al Hangue, Rasalangue, Ras Alaghue, Rasalhagh, Alhague, and Alangue. The occasional Azalange has been traced to the Turkish title for the constellation; but "a universal star-name for that nation does not seem probable," and it is more likely that the Turks adopted and altered the Arabic. Ras al Hayro also has been seen for the star; and the Century Cyclopedia mentions Hawwa as rarely used.
Kazwini cited Al Rāʽi, the Shepherd, from the early Arabs, which, although now a title for γ Cephei, may have come here from the adjacentRauah, or Pasture; the near‑by α Herculis, 6° to the west, being Kalb al Rāʽi, the Shepherd's Dog; while neighboring stars, the present Club of Hercules, marked the Flock.
In China α was How, the Duke; and the small surrounding stars, Hwan Chay, a title duplicated at those in the hand.
Its spectrum is Sirian, and the star is receding from us about twelve miles a second. It culminates on the 28th of July.
β, 3.3, yellow.
Cebalrai, Celbalrai, and Cheleb are from Kalb al Rāʽi. "The Heart of the Shepherd," which Brown gives as the meaning of his Celabrai, is erroneous, doubtless from confusion of the Arabic alb and Kalb, Dog.
The star is 9° southeast of α, and 5° west of Taurus Poniatovii, the Polish Bull, now included in Ophiuchus.
γ, 4.3,
has been called Muliphen, but I cannot trace it here, although this title is famous in other parts of the sky.
β and γ were Tsung Ching in China.
70 Ophiuchi, east of β and γ in the stars of the Polish Bull, now discarded, is a most interesting binary system, with a period of about eighty-eight years. The component stars are of 4.1 and 6.1 magnitudes, yellow and purple in color, their distance varying from 1ʺ.7 to 6ʺ.7; in 1898 it was 2ʺ.05, and the position angle 280°. Its parallax, 0ʺ.16, indicates a distance of twenty light years, and certain irregularities in motion show that there may be an invisible companion.
p302δ, 2.8, deep yellow,
is Yed Prior, the Former of the two stars in the Hand, — the Arabic Yad, — originating with Bayer, adopted by Flamsteed, and now common. It is sometimes written Jed.
It was Leang, a Mast, in China.
ε, 3.8, red.
Yed Posterior, the star Behind, or Following, δ, is found on our modern lists, but was not given by Bayer.
In China it was Tsoo, the name of one of the feudal states; and, with ι and some other stars, is said to have formed Hwan Chay.
The two stars Yed, with ζ and η Ophiuchi and αδ, and ε of Serpens, constituted the Nasa al Yamaniyy, the Southern Boundary Line of theRauah, or Pasture, which here occupied a large portion of the heavens; other stars in Ophiuchus and Hercules forming the Nasa al Shāmiyyah, or Northern Boundary. The stars between these two Nasak marked the Rauah itself and Al Aghnām, the Sheep within it, now the Club of Hercules. These sheep were guarded by the Shepherd and his Dog, the two lucidae marking the heads of Ophiuchus and Hercules.
ε was the Euphratean Nitaχ‑bat, the Man of Death. Coincidently, "in modern astrology, which contains some singular survivals, the Hand of Ophiuchus is said to be a star 'of evil influence.' "
δ and ε point out the left hand grasping the body of the Serpent; τ and ν, the other hand, holding the tail.
ζ, 2.8, near the left knee, was the Chinese Han, an old feudal state.
It sometimes shared with η the title Sābi, or Preceding One, attached to the latter star in Al Tizini's catalogue.
Brown thinks that, with ε, it marked the Akkadian lunar asterism Muluabat, the Man of Death; with ηθ, and ξ, the Persian Garafsa, or Serpent-tamer; with η, the Sogdian Bastham, Bound, "i.e. Ophiuchus enveloped in the coils of Ophis"; and the Khorasmian Sardhiwa, the Head of the Evil One.
η, 2.6, pale yellow,
is Sābi with Al Tizini, ζ often being included; but Beigel thought that the name should be Sāī, the Driver.
Brown combines ηθ, and ξ in the Akkadian Tsir, or Sir, the Snake.
In China it was Sung, another of the early feudal states.
p303θ, 3.4,
lies on the right foot, only a little to the southwest of the place of the noted Kepler's Star, the nova of 1604.
Epping says that the 25th ecliptic constellation of Babylonia was marked by it as Kash-shud Sha‑ka-tar‑pa, of undetermined signification.
With ξ it was the Sogdian Wajrik, the Magician; the Khorasmian Markhashik, the Serpent-bitten; and the Coptic Tshiō, the Snake, and Aggia, the Magician; η being included in the last two.
With adjacent stars it was the Chinese Tien Kiang, the Heavenly River.
ι, a 4½‑magnitude, was Ho, one of the dry measures of China, but this title included κ and two other near‑by stars of Hercules.
Gould thinks that it may be variable.
λ, Binary, 4 and 6, yellowish white and smalt blue.
Marfic, or Marfik, is from the similar Arabic Al Marfi, the Elbow, which it marks. Bayer, Burritt, and probably others have it Marsic, doubtless from confounding the antique forms of the letters f and s. This same title appears for κ Herculis.
With neighboring stars the Chinese knew it as Lee Sze, a Series of Shops.
The components are 1ʺ.6 apart, with a position angle of 53° in 1897, and an estimated period of revolution of 234 years.
υ, a 4½‑magnitude, was She Low, a Market Tower; and the 5th‑magnitudes φχψ, and ω were Tung Han, the name of a district in China.

The Author's Note:
1 According to Greek tradition, Asclepius was a lineal ancestor of the great physician Hippocrates; and Doctor Francis Adams, in his Genuine Works of Hippocrates, writes:
A genealogical table, professing to give a list of names of his forefathers, up to Aesculapius, has been transmitted to us from remote antiquity.
This list, from the Chiliads of Tzetzes of our 12th century, makes Hippocrates the 15th in descent from Aesculapius through his son Podalirius, who, with his brother Machaon, was an army surgeon, as well as a valiant fighter before the walls of Troy.
The name and the profession were continued in the Asclepiadae, an order of priest-physicians long noted in Greece.
Os desenhos formados pelas estrelas
 – As Constelações - 
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo
 e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, 
bem mais, 
entre o céu e a terra ...; 
bem como percebendo que o caos,
 vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos 
e sendo por nossa mente conscientizado. 

 Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward