sexta-feira, 28 de outubro de 2016

O Céu Estrelado quando do Nascimento de Rosangela M.

Olá, 
Cara Amiga das Estrelas,
Rosangela,
é um prazer conversarmos sobre seu céu estrelado
na hora do seu nascimento!


Era um tantinho antes da meia-noite
- por volta das vinte e três horas -,
quando você respirou o Pranah pela primeira vez

Eu diria que a noite não estava assim tão escura...,
porque havia uma deslumbrante Lua
ainda trazendo consigo um tantão de sua iluminação 
quando do seu momento de Cheia
- que teria acontecido cerca de três dias antes...

Esta Lua meio cheia meio murchenta
havia recém (na noite anterior!)
encontrando-se com a belíssima Antares,
estrela-alpha Scorpii
e sempre este é um encontro emocionante
pois nos apresenta as luzes esbranquiçadas
 de Selene 
e alaranjadas da estrela real Coração do Escorpião
considerada pelos antigos persas
como a guardiã do oeste,
a guardiã do outono.

Ah, Urano encontrava-se beijando
a belíssima estrela-alpha Virginis,
Spica, a Espiga de Trigo
que a doce Virgem segura.
E Plutão, aquele que perdeu o reinado de Planeta
mas jamais perdeu a majestade...,
também encontrava-se em Virgem,
porém na altura, mais ao norte,
do ponto que marca o entrecruzamento
das Linhas da Eclíptica e do Equador Celeste
- marcando o denominado Equinócio de Outono.

Netuno encontrava-se cumprimentando
a belíssima estrela-alpha Scorpii, Antares,
e recebeu a visita da Lua da noite anterior...

É interessante percebermos
que seu momento de nascimento,
Rosangela, 
trouxe a você Planetas vivenciando,
aparentemente, é claro,
a proximidade com os pontos de Equinócios 
de Primavera e de Outono
- Vênus e Plutão, respectivamente -,
e Saturno vivenciando a proximidade
do ponto do Solstício de Inverno
para nós, moradores do hemisfério sul!

Apesar da ainda grande luminosidade 
espraiada pela Lua já murchando...,
o céu estrelado confirmava
a doce presença
do rasgo esfumaçado
que a Via Lactea nos apresenta
na abóboda celeste
e podendo ser observado
desde o Navio que teima em se deitar no horizonte oeste,
passando pelo Cruzeiro do Sul
entremeado pelas patas do fabuloso Centauro
e subindo até alcançar as vizinhanças
entre as constelações do Escorpião e Sagitário
- acolhendo a Lua murchenta -
e ainda buscando
o Grande Triângulo do Inverno
(para o hemisfério sul)
composto por Altair, Vega e Deneb,
estrelas-alpha Aquilae, Lyrae e Cygnii,
respectivamente,
que começam a entrar em cena
através o horizonte leste.

Outra bela estrela, moradora ao norte,
é Arcturus, estrela-alpha Bootis, o Boieiro.
Observe que mais ao norte de Arcturus,
a longa cauda da Ursa Maior
faz parte da cena...,
mesmo que deixando praticamente
todo o restante do corpo estelar
já desaparecendo no horizonte nordeste.

O Mito principal relacionado ao Boieiro, Bootes,
acaba interligando-se com os Mitos de outras constelações
nas imediações, como As Ursas Maior e Menor,
como a Virgem, como os Cães de Caça!

E, já se encaminhando para esconder-se
por detrás do horizonte oeste,
encontrava-se o rei dos animais
dos céus estrelados,
a constelação do Leão
iluminada através sua estrela-alpha Leonis,
Regulus, o Pequeno Rei,
estrela real dos antigos persas,
guardiã do verão, guardiã do sul.

E, como dissemos mais acima,
a região dos céus estrelados mais ao sul
estava muitíssimo iluminada
e não somente pelo rasto esfumaçado 
de estrelinhas mil - a Via Lactea -,
como também o nosso sempre altivo
Cruzeiro do Sul
e as estrelas ponteadoras
pertencentes ao Centauro,
estrelas alpha e beta Centauri,
Rigel e Hadar.


Alpha Centauri não é exatamente uma estrela
e sim um sistema estelar.
Uma das três estrelas no sistema, a menor,
é denominada de Proxima Centauri 
- e isso acontece pelo fato de que é a estrela mais próxima da Terra!

Próxima Centauri é a estrela mais próxima ao nosso Sistema Solar 


e encontra-se a uma distância de cerca de 4.3 anos-luz.
E bem recentemente,
estamos sabedores da existência
de um exoplaneta,
bem parecido com a nossa Terra,
orbitando esta estrela!

E, se bem observarmos,
as galáxias mais próximas 
de nossa cidade estelar,
a Via Lactea,
encontram-se bem ao sul,
bem ao sul:
são as Nuvens de Magalhães
- escondidas por causa
da ainda grande luminosidade
da Lua da noite alta
quando do seu nascimento,
Rosangela.






Stellarium

Stellarium





Quando a noite escureceu a abóbada celeste,
ainda no dia 08 e na hora do jantar familiar,
Rosangela
(e você já prontinha
para vir à luz!),
a Lua murchenta entrava em cena
através o horizonte leste
ao mesmo tempo em que
Saturno e Marte, em Gêmeos,
já estavam determinados
a esconderem-se atrás
do horizonte oeste.

Você nasceu bem próximo ao momento do revirão
de um dia para outro, não é verdade?
E, assim, ao longo da madrugada,
os céus estrelados deixaram entrar em cena,
através o horizonte leste,
Júpiter banhando-se nas estrelinhas
jorradas pela Urna do Aquário,
por volta das duas da madrugada;
e Vênus, atuando enquanto Estrela Matutina,
 mergulhando nos mares piscianos
e surfando a ponta do rabo da Baleia, Cetus!

Quando o Sol entrou em cena
iluminando a tudo e a todos,
ainda Lua murchenta 
enfeitava os céus mais próximos
ao horizonte oeste...,
trazendo a doce lembrança
de ter testemunhado, bem iluminadamente,
o seu nascimento,
Rosangela.



Stellarium





Sempre gosto muito quando a Lua
vem apresentando-se murchando
um tantinho a cada noite
e buscando seu momento de Minguante:
é que, dessa maneira,
Selene vem chegando mais e mais tarde
no horizonte leste
e, assim, nos proporcionando
um maior tempo para bem podermos observar
o céu estrelado do cair da noite...
(após tantas noites tão iluminadas
pela Lua Crescente buscando seu momento de Cheia!).

No entanto, eu percebo que a luminosidade da Lua
já não é tão intensa (quando murchenta)
assim como se mostrou
quando inchava e inchava
e chegava sempre mais cedo,
iluminando a tudo e a todos
e fazendo com que as estrelas e as constelações
se escondam atrás das coxias
do grande palco iluminado
da abóbada celeste.




Stellarium





Quando você nasceu,
Rosangela,
a Lua já havia beijado e cumprimentado
(aparentemente, é claro!),
na noite anterior,
Netuno e Antares
- um Netuno inteiramente desaparecido
à nossa visão desarmada...,
e uma estrela inteiramente se mostrando
aos nossos olhos sempre embevecidos,
Anti-Ars, o Coração do Escorpião.

Observe que a Lua vinha passeando
bem próxima à Linha da Eclíptica
e bem próxima à belíssima Antares.
(Confira na Ilustração abaixo)

Aliás, 
quase um mês após seu nascimento,
em 04 de junho,
aconteceu um eclipse lunar parcial;
e em 20 de junho,
aconteceu um eclipse total solar.



Stellarium




Porém, mal a Lua visitou o Escorpião,
já adentrou o Serpentário, Ophiucus,
a décima-terceira constelação do Zodíaco!

É bem interessante percebermos o fato de que
a imensa figura estelar do Serpentário segurando a Serpente
- é uma constelação tripla, digamos assim! -,
se posiciona bem próxima, porém mais ao norte,
das constelações do Escorpião e do Sagitário
e, portanto, bem próxima do ponto que nos leva ao centro da Galáxia.


Quando o Zodíaco foi originalmente nomeado, 
a Eclíptica não passava pelo Ofiúco, 
de forma que esta constelação não foi incluída. 


 Hoje em dia, sim, em função da Precessão,  

Ofiúco recebe a passagem da linha da Eclíptica 

e o Sol passa um bom tempo neste lugar do céu

depois de ter adentrado a Cabeça do Escorpião 
e passado ao largo de sua estrela Alpha, Antares.



Stellarium





No outro lado do mundo, 
Rosangela,
o Sol mostrava-se, como sempre,
absolutamente radiante e brilhante
passeando pela Linha da Eclíptica
exatamente na vizinhança
entre as constelações
do Carneiro, Aries,
e Touro, Taurus.

A bem da verdade,
a ilustração mais abaixo
advinda de Heavens Above
nos mostra que o Sol 
ainda encontrava-se nos campos
onde o Carneiro pasta, 
juntamente com Mercúrio
(este já bem na divisa com Touro).

Vênus encontrava-se mergulhada
nos mares onde os Peixes
encontram-se com a Baleia
e bem proximamente
ao ponto de entrecruzamento
entre as Linhas da Eclíptica
e do Equador Celeste
(ponto denominado como Equinócio da Primavera)
e a Bela fazia parte atuante
do Cenário onde o Mito de Andromeda
sendo salva pelo Heroi Perseus
acontece.

Júpiter também envolvia-se
dentre as águas vertidas
pelo Jarro que o Aguadeiro, Aquarius,
segura e deixa que as estrelinhas tímidas
formem marolas, ondinhas ziguezagueantes
que emocionam nosso olhar
(quando acontecem durante o céu noturno
e em tempos de ausência de Lua).

Saturno posicionava-se em lugar muito interessante
bem aos pés da constelação dos Gêmeos,
ou seja, o ponto do Solstício
de inverno para o hemisfério sul
e de verão para o hemisfério norte,
enquanto Marte também conversava
com os Gêmeos Castor e Pollux,
proximamente à estrela Mebsuta,
estrela-epsilon Gemini.



Stellarium

Stellarium



http://www.heavens-above.com/




Em tempo:
Se bem observarmos,
a constelação da Baleia,
Cetus, o Monstro Marinho,
mostra-se um tanto diferenciada
entre as Ilustrações Stellarium
e Heavens Above, mais acima:
em Stellarium, a Cabeça e a Ponta do Nariz
da Baleia,
encontram-se bem abaixo
do encontro 
entre as constelações Aries e Taurus.
Em Heavens Above,
existe uma provável inversão,
pois neste lugar 
nos parece observarmos o rabo da Baleia.




SEU CENÁRIO ACOLHENDO SEU SOL DE NASCIMENTO,
 ROSANGELA,
ENVOLVENDO AS CONSTELAÇÕES ARIES, TAURUS E CETUS!

    
ÁRIES, O CARNEIRO

Mito:
Áries representa o carneiro com a pele dourada, um presente de Mercúrio 
e que pôde levar Phrixius e sua irmã Helle através os ares, 
para escaparem de sua madrasta, Ino. 
 Ao chegar em Colquito, 
Phrixus sacrificou o carneiro 
e ofereceu-o a Júpiter
 e sua pele foi pendurado no Campo de Marte, 
de onde mais tarde foi apanhada por Jasão.  
De acordo com outro mito, era o carneiro que guiou Baco 
até uma fonte de água, no deserto da Líbia.


Algumas Informações Interessantes acerca esta Constelação:
Foram os babilônios que adotaram Áries para marcar o início do ano, 
pois em 2500 AC, o equinócio da primavera 
encontrava-se no meio das três estrelas que formam a cabeça do Carneiro.


Fronteiras:

A constelação de Áries situa-se entre Taurus, Perseus, Triangulum, Pisces e Cetus.


Hamal. Alpha Arietis.
Ascensão Reta 02h06,1 - Declinação +23o 22
Magnitude visual aparente 2,23 - Distância 76 anos-luz
Uma estrela amarelada situada na testa do Carneiro. 
De al Hamal, a Cabra também a Ovelha. 
Simbolicamente chamada de Ferida Mortal. 
Hamal advem de Al Rãs Al Hammal, a Cabeça do Carneiro. 
Também foi chamada de Al Nath, o Corno, bem apropriado para esta estrela,
 porém hoje em dia esta estrela é parte do Touro, sua estrela Beta.


Sheratan - Beta Arietis
Magnitude visual 2.7 - Distância 52 anos-luz.
A Pérola Branca. Uma estrela branco perolado situada no chifre do Carneiro 
e chamada normalmente por Chifre ao Norte.  
De Al Sharatair, os Dois Signos, 
nome árabe que designava o asterismo formado por Beta e Gama de Carneiro.

Sharatan ou Sheratan advêm de Al Sharatain, 
como um sinal do começo do ano, 
com esta estrela marcando o equinócio vernal nos tempos de Hiparcos.

6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, 
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986




CETUS, A BALEIA, O MONSTRO MARINHO

Mito:
Cetus representa o monstro marinho enviado por Netuno
 para devorar Andrômeda.  
Andromeda era uma princesa filha de Cepheus 
e tendo por madrasta, Cassiopea,
 que a prende acorrentada em uma ilha.  
Andromeda foi salva por Perseus, 
o herói que realizou este feito
 voando até a ilha em seu cavalo alado Pegasus.


Fronteiras:
A constelação Cetus faz fronteira com Eridanus, Taurus, Áries, Pisces, Aquarius, 
Sculptor e Fornax


Existe um Asterismo denominado de A Cabeça de Cetus
 e composto pelas estrelas Alpha, Gamma, Zeta2 e Um Ceti.


Menkar.  Alpha Ceti.
Ascensão Reta 03h01,2 - Declinação +04o 00
Magnitude visual 2,82 - Distância 130 anos-luz
Uma estrela brilhante e alaranjada situada nos dentes da Baleia.  
De Al Minhar, o Nariz, O Focinho 
- nome árabe que indica a posição da estrela mais brilhante do asterismo da Baleia.

6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, 
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986






TAURUS, O TOURO

Mito:

Júpiter ansiava por encontrar-se com Europa.  
Certa vez, disfarçou-se em touro e fez parte de uma manada 
até encontrar-se com a moça, numa praia.  
Europa sentiu-se encorajada com a placidez do touro
 e montou-o 
e foi quando Júpiter correu para o mar 
e levou a moça até a ilha de Creta.  

De acordo com outro mito, 
o touro representa Io 
a quem Júpiter transformou em vaca, 
para despistar o ciúme e a vigilância de Juno, sua mulher.



Algumas Informações Interessantes acerca esta Constelação:

A mais antiga de todas as constelações e talvez a primeira a ser delimitada pelos babilônios, que a utilizaram para marcar o início do ano, pois o equinócio da primavera, há 4000 AC, localizava-se neste asterismo. 

 Aliás, o estudo de todos os antigos zodíacos mostram o seu início no Touro: o ano começava com o aparecer matinal das Pleiades na primavera, e o inverno, com o seu aparecimento vespertino no outono.  

O aparecimento das Pleiades em novembro era saudado como a festa dos mortos, que comemoramos até hoje. 
Povos da antiguidade, como os caldeus e hebreus, davam ao mês de novembro o nome de Pleiades.

No mais antigo de todos os zodíacos egípcios - o de Denderah -, a constelação do Touro está associada a Osíris, que era o deus especial do Nilo.

O nascer helíaco das Hyades, principal aglomerado do Touro, era associado à estação da chuva - donde a origem do seu nome, que significava ‘chover’.


Fronteiras:
Taurus situa-se entre as constelações de Gemini, Auriga, Perseus, Áries, Cetus, Eridanus e Orion


As Pleiades formam um aglomerado,
 com Alcyone como estrela principal, 
situado no ombro do Touro.

Os nomes das Irmãs que Choram e de seus pais  são:
Alcyone, Maia, Electra, Merope, Taygette, Celaeno e Sterope,
com a adição dos pais, Atlas e Pleione.

A Plêiade que se perdeu parece ser Merope, 
que casou-se com um mortal, Sisyplus, 
e por isso escondeu-se
 por ser a única filha que não foi casada com um deus.  

Outro mito diz que foi Electra quem desapareceu
 em função de sua dor pela destruição de Ilium, 
que foi fundada por seu filho Dardanos.

6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


Google Earth Pro



COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward