sexta-feira, 28 de outubro de 2016

O Olho de Deus, a fantástica Nebulosa planetária Helix, e a Nebulosa Planetária Saturno, ambas em Aquarius


Olá!





Nesta Postagem, Caro Leitor,
encontre alguma informação
sobre NGC 7293, a Nebulosa Helix,
em Aquarius,
e maravilhe-se com as belas imagens!

Outra Nebulosa que nos atrai a atenção
no Aguadeiro
é a famosa Nebulosa Saturno,
NGC 7009.
Esta Nebulosa foi assim nomeada
por se parecer com o Senhor dos Aneis
em seu perfil ....

Estaremos também trazendo alguma informação
sobre as Nebulosas Planetárias.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward












Uma nebulosa planetária é um objecto astronómico (nomeadamente, uma nebulosa de emissão) que é constituído por um invólucro brilhante em expansão de plasma egás ionizado, expulsa durante a fase de ramo gigante assimptótico que atravessam as estrelas gigantes vermelhas nos últimos momentos das suas vidas.[1]
O nome é devido a que os seus descobridores, no século XVIII,[2] observaram que a sua aparência era similar aos planetas gigantes vistos através dos telescópios ópticos da época, embora realmente não tenham relação alguma com os planetas.[3] Trata-se de um fenômeno relativamente breve em termos astronômicos, que dura por volta de dezenas de milhares de anos (o tempo de vida de uma estrela comum ronda os dez mil milhões de anos).[4]
No final da vida das estrelas que atingem a fase de gigante vermelha, as camadas exteriores da estrela são expelidas devido a pulsações e a intensos ventos estelares. Após a expulsão destas camadas, subsiste um pequeno núcleo da estrela, o qual se encontra a uma grande temperatura e brilha intensamente. A radiação ultravioletaemitida por este núcleo ioniza as camadas externas que a estrela tinha expulsado.[1]
As nebulosas planetárias são objetos importantes em astronomia, por desempenharem um papel crucial na evolução química das galáxias, libertando ao meio interestelarmetais pesados e outros produtos da nucleossíntese das estrelas (como carbononitrogêniooxigênio e cálcio). Nas galáxias afastadas, as nebulosas planetárias poderão ser os únicos objetos dos quais podem ser retiradas informações acerca sua composição química.[5]
As imagens fornecidas pelo telescópio espacial Hubble revelaram que muitas nebulosas planetárias apresentam morfologias extremamente complexas e variadas.[6][7] Cerca de um quinto delas mostram formas aproximadamente esféricas.[8] Os mecanismos que produzem esta grande variedade de formas não são compreendidos ainda muito bem, mas as estrelas binárias centrais,[9] os ventos estelares[10] e os campos magnéticos[11] podem desempenhar um papel de destaque.
....................................................................

Origem


Diagrama de Hertzsprung-Russell. As estrelas estão na sequência principal a maior parte da sua existência. Finalmente, quando o hidrogênio começa a escassear, tornam-se gigantes vermelhas (em cima-direita). Finalmente, se a estrela se encontra entre 1 e 8 massas solaresaproximadamente, torna-se anã branca(embaixo), com um raio muito pequeno, e gera uma nebulosa planetária.
As nebulosas planetárias são formadas quando uma estrela que possui entre 0,8 e 8 massas solares (M) esgota o seu combustível nuclear. Acima do limite de 8 M a estrela explodiria, originando uma supernova.[24]
Durante a maior parte das suas vidas, as estrelas brilham devido às reações de fusão nuclear que ocorrem no núcleo estelar. Isto permite que a estrela se encontre em equilíbrio hidrostático, pois a força que a gravidade exerce para o centro da estrela tentando comprimi-la é compensada pela soma das pressões hidrostática e de radiação, que agem visando a expandir o sistema.[25] As estrelas que cumprem isto estão situadas na zona de sequência principal no diagrama Hertzsprung-Russell, no qual se encontram a maior parte das mesmas.
As estrelas de massas médias e baixas, como as que formam nebulosas planetárias, permanecem na sequência principal durante vários milhares de milhões de anos, consumindo hidrogênio e produzindo hélio que se vai acumulando no seu núcleo, o qual não tem temperatura suficiente para provocar a fusão do hélio, ficando este inerte. Progressivamente vai-se acumulando hélio até a pressão de radiação no núcleo não ser suficiente para compensar a força gravitacional gerada pela massa da estrela, pelo qual aquele se comprime. Esta compressão gera calor, que provoca uma aceleração da fusão do hidrogênio das camadas exteriores, que se expandem.[26] Como a superfície da mesma aumenta, a energia que produz a estrela é difundida sobre uma área mais ampla, resultando num arrefecimento da temperatura superficial e portanto num avermelhamento da estrela. Diz-se então que a estrela entra na fase de gigante vermelha.[27]
Ficheiro:Planetary Nebula 3D Animation 2004.ogv
Simulação da formação de uma nebulosa planetária. Crédito: NASA, ESA, e J. Gitlin (STScI).
O núcleo, composto totalmente por hélio, continua comprimindo-se e esquentando na falta de reações nucleares, até atingir a temperatura que possibilita a fusão do hélio em carbono e oxigênio (cerca de 80-90 milhões de kelvin), voltando novamente ao equilíbrio hidrostático.[28] Pronto formar-se-á um núcleo inerte de carbono e oxigênio rodeado por uma camada de hélio e outra de hidrogênio, ambas em combustão. Este estágio das gigantes vermelhas é denominado ramo gigante assimptótico.[29]
As reações de fusão do hélio são extremamente sensíveis à temperatura, sendo a sua proporcionalidade da ordem de T40, em temperaturas relativamente baixas.[30] A estrela então torna-se instável devido à influência que podem chegar a ter as variações de temperatura; um aumento de apenas 2% na temperatura da estrela dobraria o ritmo ao qual ocorrem estas reações, libertando-se uma grande quantidade de energia que aumentaria a temperatura da estrela, pelo qual provocaria que a camada de hélio em combustão se expandisse para se esfriar depressa. Isto ocasiona violentas pulsações, que finalmente adquirem a intensidade suficiente como para expulsar por completo a atmosfera estelar ao espaço.[31]
Os gases ejetados formam uma nuvem de material em torno do núcleo da estrela, agora exposto. À medida que a atmosfera se despraza afastando-se da estrela, cada vez camadas mais profundas e quentes do núcleo ficam expostas. Quando a superfície exposta atinge uma temperatura de 35 000 K, são emitidos suficientes fotões ultravioletas como para ionizar a atmosfera ejetada, fazendo-a brilhar. A nuvem torna-se então numa nebulosa planetária.[32]

Fase de nebulosa planetária


Nebulosa de HélixCrédito: NASA, ESA, e C.R. O'Dell.

nebulosa do Caranguejo, um remanescente de supernova.Crédito: NASA, ESA.
Uma vez começada a fase de nebulosa planetária, os gases expulsos viajam a velocidades de vários quilômetros por segundo respeito da estrela central. Esta converte-se na estrela compacta (anã branca) da estrela gigante vermelha anterior, e é formada porcarbono e oxigênio com os seus electrões degenerados, com escasso hidrogênio, pois a maior parte foi expulso na fase anterior deramo gigante assimptótico.
À medida que o gás se expande, a estrela central experimenta uma evolução em duas etapas: primeiro, contraindo-se ao mesmo tempo em que se esquenta, queimando-se o hidrogênio da camada exterior ao núcleo. Nesta etapa, a estrela central mantém umaluminosidade constante, atingindo finalmente temperaturas por volta de 100 000 K. Em segundo lugar, a estrela sofre um processo de arrefecimento quando a camada de hidrogênio exterior se consumiu, perdendo ademais um pouco de massa. O remanente irradia a sua energia, mas as reações de fusão deixam de ocorrer, pois perdeu muita massa e a que lhe resta não chega para atingir as temperaturas necessárias para desencadear este tipo de processos. A estrela esfria-se de tal modo que a intensidade da luz ultravioleta irradiada não chega para ionizar o gás distante.
A fase de nebulosa planetária finaliza quando a nuvem de gás se recombina, abandonando o estado de plasma e tornando-se invisível. Para uma nebulosa planetária típica, a duração desta fase é de aproximadamente 10 mil anos.[4] O remanente estelar, umaanã branca, permanecerá sem sofrer apenas mudanças na sua evolução, esfriando muito devagar.[2]






NGC 7293 - Helix Nebula - Nebulosa Planetária Hélice

Stellarium


Helix Nebula As Seen By Hubble and the Cerro Toledo Inter-American Observatory

Credit: NASAESA, C.R. O'Dell (Vanderbilt University), and M. Meixner, P. McCullough

Helix Nebula As Seen By Hubble and the Cerro Toledo Inter-American Observatory


Comet-like Filaments Along the Inner Rim of the Helix Nebula's Gas Ring
Credit: NASA, NOAO, ESA, the Hubble Helix Nebula Team, M. Meixner (STScI), and T.A. Rector (NRAO).

Comet-like Filaments Along the Inner Rim of the Helix Nebula's Gas Ring

Iridescent Glory of Nearby Helix Nebula
Credit: NASA, NOAO, ESA, the Hubble Helix Nebula Team, M. Meixner (STScI), and T.A. Rector (NRAO).

Iridescent Glory of Nearby Helix Nebula



Iridescent Glory of Nearby Helix Nebula







NGC 7293 - Helix Nebula - Nebulosa Planetária Hélice
Ascensão Reta 22h29m.6  Declinação -20o.48
Dimensões 960”x720”  Notas: grande e difusa
 Tipo Nebulosa Planetária  NP       Dimensão 13,0        Magnitude 22
Magnitude da Estrela associada 13       


NGC7293 (2004).jpg
NASAESA, G. Bacon (STScI)



Nebulosa de Hélix, também conhecida como A Hélix ou NGC 7293 é uma nebulosa planetária localizada na constelação de Aquarius.
Descoberta por Karl Ludwig Harding, provavelmente antes de 1824, essa nebulosa é uma das nebulosas mais próximas da Terra.1 Sua distância da Terra é de aproximadamente 700 anos-luz (215 parsec). Ela é muito parecida à nebulosa do anel, que têm tamanho, idade e características físicas parecidos à nebulosa do Haltere, sendo diferentes apenas em suas proximidades e aparência de um ângulo equatorial.2 A nebulosa de Hélix já foi chamada várias vezes de Olho de Deus na internet.3
Durante a uma tempestade de meteoros Leonídeos em novembro de 2002, os controladores viraram o Hubble para o proteger por cerca de meio dia. Felizmente, a Nebulosa Helix estava quase que exatamente na direção oposta à chuva de meteoros, assim o Hubble pôde fotografar a nebulosa enquanto esperava a tempestade passar.
Nebulosas planetárias como a Helix são formadas no final da vida de uma estrela (como o Sol) por uma corrente de gases que escapam da estrela morrendo.

VISTA has captured this unusual view of the Helix Nebula (NGC 7293), a planetary nebula located 700 light-years away. Caption and photo courtesy of ESO/VISTA/J. Emerson. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit




This comparison shows a new view of the Helix Nebula acquired with the VISTA telescope in infrared light (left) and the more familiar view in visible light from the MPG/ESO 2.2-metre telescope (right). The infrared vision of VISTA reveals strands of cold nebular gas that are mostly obscured in visible light images of the Helix.
Credit:
ESO/VISTA/J. Emerson. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit





The Helix Nebula: Unraveling at the Seams








Credit
NASA/JPL-Caltech
Name
Helix Nebula • NGC 7293
Type
Nebula > Type > Planetary
Distance
650 Light Years
Position (J2000)
RA = 22h 29m 38.6s
Dec = -20° 50' 20.1"
Field of View
50.2 x 50.2 arcminutes
Orientation
North is up
Constellation
Aquarius






VÍDEOS SOBRE HELIX NEBULA:


http://www.eso.org/public/videos/eso1205a/
This zoom sequence starts with a wide-field view of the rather empty region of sky around the constellation of Aquarius. As we close in we can see the faint ring shape of the Helix Nebula (NGC 7293), one of the closest planetary nebulae to the Earth. In the final sequence we see a new image of the Helix taken in infrared light with the VISTA telescope at ESO's Paranal Observatory in Chile. 
Credit:
ESO/VISTA/J. Emerson/S. Brunier/A. Fujjii/Digitized Sky Survey 2
Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit 
Music: John Dyson (from the album Moonwind)



http://www.eso.org/public/videos/eso1205b/
This video compares a new view of the Helix Nebula acquired with the VISTA telescope in infrared light with the more familiar view in visible light from the MPG/ESO 2.2-metre telescope at ESO's La Silla Observatory. The infrared vision of VISTA reveals strands of cold nebular gas that are mostly obscured in visible light images of the Helix.
Credit:
ESO/VISTA/J. Emerson. 
Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit


A New Twist on an Old Nebula

Back

Video: HubbleMinute - Helix Nebula: A New Twist



Running Time: 3 minutes 19 seconds
A Video News Release explains how the shapes of planetary nebulae are deceiving. Astronomers combined highly detailed images of the Helix Nebula from the Hubble Space Telescope's Advanced Camera for Surveys, with images from the Cerro Tololo Inter-American Observatory in Chile. From these observations, they were able to analyze the data and construct a 3-D model from measurements of the Helix Nebula using ground-based optical and radio telescopes to show the speed and direction of the outflows of material from the nebula. The team found surprises in their data that indicate that the Helix's structure is even more perplexing than originally thought.
Credit: NASAESA, and L. Barranger (STScI)









Artist's ConceptRunning Time: 40 seconds



Animation of a 3-D model created from Hubble Space Telescope and ground-based data of the Helix Nebula.
Credit: NASAESA, and G. Bacon (STScI)








NGC 7009 - Aquarius   - Nebulosa Planetária  Saturno




Stellarium



NGC 7009 Tipo PN    Ascensão Reta 21h04m2    Declinação  -11o.22 
Dimensões  28”x23”  
Notas: Nebulosa Planetária Saturno, pequena, esverdeada e oval
Dimensão  0,5       Magnitude 16
Magnitude da Estrela associada 12           Distância em anos-luz  3,0


NGC 7009: The Saturn Nebula 
Credit: B. Balick (U. Washington) et al., WFPC2HSTNASA
http://apod.nasa.gov/apod/ap971230.html


Nebulosa Saturno (NGC 7009) é uma nebulosa planetária na constelação de Aquário, situada um grau a oeste de ν Aquarii. O nome de Nebulosa Saturno é devido à sua aparência semelhante ao planeta Saturno, com os seus anéis, visto de perfil.
A Nebulosa Saturno destaca-se pelas suas projeções com a forma de alça, observadas também em outras nebulosas como NGC 6826, que surgem a partir do disco central desde lados opostos. A estrela central, relativamente luminosa, tem magnitude aparente 11,5, com uma luminosidade visual cerca de 20 vezes maior que a do Sol. O seu ténue brilho é devido à distância que nos separa dela e a que emite a maior parte da sua radiação como luz ultravioleta. Enormemente quente, tem uma temperatura de 90 000 K, e constitui o núcleo central do qual uma vez foi uma estrela gigante de grande tamanho; a nebulosa que vemos atualmente não é outra coisa que as camadas interiores da estrela expulsas, modeladas pelos restos do vento estelar procedente da estrela. Com o passar do tempo, irá perdendo brilho até se tornar numa das muitas anãs brancas que povoam o cosmos.Não se sabe com certeza a sua distância a respeito da Terra, estimando-se entre 2400 e 3900 anos luz.
As nebulosas planetárias como NGC 7009 são formadas na etapa final da vida de uma estrela de massa média. É uma etapa muito breve, na qual a estrela, uma vez expulsas as suas camadas exteriores, começa a colapsar e a sua temperatura aumenta. A radiação emitida age como um vento estelar que arrasta a atmosfera exterior da estrela.
NGC 7009 foi descoberta em 1782 por William Herschel, constituindo uma das suas primeiras descobertas. Foi assim designada por Lord Rosse na década de 1840, quando os telescópios melhoraram até o ponto de a forma de Saturno poder ser discernida.

NGC 7009 by Hubble Space Telescope
Observation data
(Epoch J2000.0)
Right ascension21h 04m 10.877s[1]
Declination−11° 21′ 48.25″[1]
Distance2000-4000 ly
(See article)
Apparent magnitude(V)8.0[2]
Apparent dimensions (V)41″ × 35″[1]
ConstellationAquarius
Physical characteristics
Radius0.2 to 0.4 ly
Absolute magnitude(V)2.5 to 1
Notable features-
Other designationsNGC 7009,[1]Caldwell 55
https://en.wikipedia.org/wiki/Saturn_Nebula




Os desenhos formados pelas estrelas
 – As Constelações - 
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo 
e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais, 
entre o céu e a terra...; 
bem como percebendo que o caos, vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos e sendo por nossa mente conscientizado.  

Quer dizer, nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.


COM UM ABRAÇO ESTRELADO,


Janine Milward