terça-feira, 1 de novembro de 2016

O Céu Estrelado quando do nascimento de Sérgio C


Olá, 
Caro Amigo das Estrelas,
Sérgio,
é um prazer conversarmos sobre seu céu estrelado
na hora do seu nascimento!


Era um começo de manhã ensolarada
- por volta das oito horas e quarenta minutos -,
quando você respirou o Pranah pela primeira vez!

Bem, é certo que tudo e todos estavam iluminados
- amareladamente e azuladamente -
pela fantástica Luz do Sol,
nosso Astro-Rei,
não é verdade,
percorrendo os céus diurnos
em sua carruagem maravilhosa
e doadora de vida.

No entanto,
ainda além toda esta iluminação
acontecia um céu estrelado, sim,
e apresentava
uma Lua em fino anel dourado/prateado,
Lua de finalzinho de ciclo
e mergulhando em mares profundos e abissais
junto a um dos Peixes...,
saudando a Ponto Vernal, 
ponto do Equinócio da Primavera,
e já ansiosa por seu encontro com o Sol,
em Lua Nova a acontecer 
ao final do dia 31 de maio.

A constelação do Touro
estava em plena festa
quando do seu nascimento, Sergio,
porque o Sol já havia recém beijado as Plêiades
e preparava-se para beijar Aldebaran,
estrela-alpha Tauri,
e também saudar as belíssimas Hyades
formadoras de uma espécie de árvore conífera
desenhada por estrelinhas...

E os Chifres do Touro
estavam sendo acionados por
Mercúrio, Vênus e Saturno!....,
sendo que o Senhor dos Aneis
tinha toda a intenção de beijar
a maravilhosa Nebulosa do Caranguejo,
também conhecida como M1,
o primeiro Objeto a ser catalogado
por Charles Messier
em seu conhecido trabalho.

E encontraremos
Júpiter escalando montanhas escarpadas
junto ao Capricórnio,
enquanto Marte regozijava-se banhando
nas ondinhas marolantes
das águas estelares
advindas da Urna do Aguadeiro, Aquário!

É bem interessante observarmos o fato,
Sérgio,
que este céu estrelado
não-visível
quando do seu momento de nascimento,
apresentava não somente o Sol e a Lua
como também os cinco Planetas visíveis
a olho nu!

Por outro lado,
e no outro lado do mundo,
a noite escurecida e estrelada
escondia Planetas não-visíveis
aos nossos olhos desnudados:
Netuno cumprimentando Antares,
a fogosa estrela-alpha Scorpii;
Urano desejoso de beijar Spica,
a azulada e belíssima estrela-alpha Virginis;
e Plutão saudando a Virgem
e apontando para o ponto
do Equinócio do Outono.

Aliás, é bem interessante também observarmos
o fato de que a Lua saudava 
o Ponto Vernal, o chamado Equinócio da Primavera,
enquanto Plutão saudava
o Ponto denominado de Equinócio de Outono!




Stellarium




O SOL DO NASCIMENTO CUMPRIMENTANDO
ALDEBARAN E AS HYADES!


A belíssima estrela-alpha Tauri, Aldebaran,
parece fazer parte das Hyades, aglomerado em movimento do Touro
- mas não faz.  
É um pertencimento apenas aparente.

De qualquer forma, 
eu penso que as Hyades parecem formar um triângulo
- quase como se fosse uma árvore conífera -,
e Aldebaran vem enfeitar, em tons  alaranjados,
 esse Aglomerado de estrelas como se uma brilhante gema fosse.  
E é.

Aldebaran formava uma das quatro estrelas reais ou guardiãs dos céus 
entre os persas cerca de 3.000 anos a.C, 
quando, enquanto Guardiã do leste, marcava o Equinócio Vernal 
- as outras estrelas eram Regulus, Antares e Fomalhaut.

As Hyades são o Aglomerado Aberto mais próximo ao nosso Sol 
e todas suas estrelas encontram-se em movimento em conjunto.

Aldebaran situa-se em cerca da metade do caminho 
entre o centro das Hyades e nosso Sol.

No entanto, 
a olho nu, 
todo esse conjunto estelar que forma a cabeça do Touro
é de uma beleza rara
e sempre nos emociona
- principalmente quando visitado pela Lua ou por algum Planeta.





MERCÚRIO, VÊNUS E SATURNO
PASSEANDO AO LONGO DOS CHIFRES DO TOURO
- sendo que o Senhor dos Aneis
estava prestes a beijar a famosíssima Nebulosa do Caranguejo, M1,
ou seja, o primeiro objeto celeste a fazer parte
da famosa lista denominada Objetos Messier.

A bem da verdade,
também Mercúrio e Vênus
(bem como o Sol!)
buscavam encontrar-se com Saturno
e com a Nebulosa do Caranguejo...
- mas isso acontece todos os anos...,
enquanto o encontro de Saturno com M1
acontece somente a cada 29/30 anos....

Caro Amigo das Estrelas, Sérgio,
ao final desta Postagem,
encontre um texto meu
sobre o Encontro de Saturno,
o Senhor dos Aneis,
com a Nebulosa do Caranguejo,
30 anos depois de seu nascimento,
em 2003.


Stellarium




NEBULOSA DO CARANGUEJO, M1, NGC 1952!

...........................  Uma estrela que certa dia explodiu, 
tornando-se uma chamada supernova,
e que, com o passar do tempo, tornou-se uma nuvem...;
nuvem penetrada por lentes ópticas 

comandadas por olhares penetrantes e estudiosos...; 
nuvem que foi revelando, descobrindo, não mais cobrindo,
seus segredos de vida (quase) infinita, 
vida que sempre encontra uma nova maneira de ser, 
vida que se transforma em nova vida,
através um novo coração, um pulsar, uma estrela de nêutrons, uma nova estrela!
Tempo e Espaço atuando através a eterna continuidade da Vida.


Stellarium



NO ANO DE SEU NASCIMENTO, SÉRGIO, EM 1973,
ESTA NEBULOSA FOI FOTOGRAFADA
E NOVAMENTE EM 2003
E A IMAGEM MAIS ABAIXO
BEM DEMONSTRA A EXPANSÃO
DA NUVEM DE DEBRIS/DETRITOS
ADVINDOS DE UMA SUPERNOVA
TESTEMUNHADA POR ASTRÔNOMOS
NO ANO DE 1054.


http://apod.nasa.gov/apod/image/0112/m1animation_block_bw.gif
The Incredible Expanding Crab 
Credit: Courtesy Adam Block (KPNO Visitor Program), NOAONSF
Explanation: The Crab Nebula is cataloged as M1, the first on Charles Messier's famous list of things which are not comets. In fact, the Crab is now known to be a supernova remnant, an expanding cloud of debris from the explosion of a massive star. The violent birth of the Crab was witnessed by astronomers in the year 1054. Roughly 10 light-years across today, the nebula is still expanding at a rate of over 1,000 kilometers per second. Flipping between two images made nearly 30 years apart, this animation clearly demonstrates the expansion. The smaller Crab was recorded as a photographic image made in 1973 using the Kitt Peak National Observatory 4-meter telescope in 1973. The expanded Crab was made this year with the Kitt Peak Visitor Center's 0.4-meter telescope and digital camera. Background stars were used to register the two images.








JÚPITER GALGAVA MONTANHAS ROCHOSAS
JUNTAMENTE COM O CAPRICÓRNIO, A CABRA,
ENQUANTO MARTE BANHAVA-SE COPIOSAMENTE
ATRAVÉS AS ÁGUAS ESTELARES
ADVINDAS DA URNA, DO JARRO
DO AGUADEIRO, AQUÁRIO

Stellarium




Capricórnio é uma constelação acolhendo estrelas bem tímidas
e que podem ser bem visualizadas 
somente em lugares de céus escuros e transparentes.

A primeira vez em que observei o delicado desenho desta constelação
foi em Lumiar, no Estado do Rio de Janeiro, 
em um sítio distante das luzes poluentes
da montanhosa cidade de Nova Friburgo que me acolheu nesta vida!

Foi um momento bem inesquecível 
porque me vi diante de um pequeno triângulo formado por tímidas estrelas
 - como se parecesse uma "fraldinha" .....-,
 e é bem assim que costumo me referir à visualização da constelação do Capricórnio.

................................................................


A denominação Capricórnio, dada pelos caldeus e babilônios, 
prende-se talvez a uma associação com as cabras 
que desciam das montanhas com a chegada do inverno; 
o Sol atinge neste asterismo o seu maior afastamento do Pólo Norte.

Há 2 mil anos, com efeito, o Sol atingia Capricórnio no solstício do inverno 
e Câncer, no solstício do verão. 
 Daí a denominação dada pelos geógrafos à linha 
que passa a 23o ao sul do Equador de Tropico de Capricórnio, 
e à que passa a 23o ao norte de Equador, de Tropico de Câncer. 

 O Sagitário é, atualmente, o ponto onde o sol se encontra

 quando está mais ao sul.


6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


.....................................................................


Aquário é uma constelação muitíssimo interessante
preenchida por estrelinhas tímidas...
e pontuada por uma estrela mais marcante
e que pertence ao Peixe Austral,
Fomalhaut, a Boca do Peixe
que engole as águas advindas da Urna
que o Aguadeiro segura e verte
rumo ao sul.


Quando eu digo "estrelinhas tímidas",
referindo-me ao grupo estelar formando o Aguadeiro,
estou querendo dizer que são estrelinhas bem pouco evidentes, 
bem pouco iluminadas, bem pouco brilhantes aos nossos olhos 
e que podem ser bem visualizadas 
somente em lugares de céus escuros e transparentes
e em noites de ausência de Lua,
sem dúvida alguma.

Quando eu digo "estrelinhas ziguezagueantes", 
estou querendo significar as verdadeiras ondinhas 
formadas por estas estrelinhas tímidas 
e que vão formando as águas derramada pelo Jarro que o Aguadeiro traz!

Ah, é uma verdadeira emoção 
poder contemplar as estrelinhas tímidas e ziguezagueantes 
que o Aguadeiro nos traz!







SUA LUA DE NASCIMENTO,
LUA QUERENDO CONLUIR SEU CICLO,
SÉRGIO,
MERGULHAVA JUNTO A UM DOS PEIXES
E APONTAVA
PARA O PONTO VERNAL,
O CHAMADO EQUINÓCIO DA PRIMAVERA,
O ENTRECRUZAMENTO DAS LINHAS
DA ECLÍPTICA E DO EQUADOR CELESTE.
(Observe esta questão
na Ilustração abaixo)

É interessante percebermos
uma certa dicotomia,
quer dizer,
sua Lua de nascimento
 Sérgio,
 vem concluindo seu ciclo
(aquela Lua boêmia
que chega somente ao final da madrugada)
porém seu posicionamento
é o de real começo de um ciclo
(porque o Ponto Vernal
indica tanto a origem
da contagem da ascensão reta
- no sistema equatorial-
quanto da contagem de longitude eclíptica
- no sistema eclíptico).


Devido à Precessão, 
o equinócio vernal situa-se em Peixes,
 na linha de sua estrela Omega Piscium.

Segundo o astrônomo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
 em sua 6a. edição do Atlas Celeste, página 163,
 podemos ler:

 Ponto Vernal.  Ponto da esfera celeste, situado na interseção da eclíptica com o equador, na qual o Sol, em seu movimento aparente anual, passa do hemisfério sul para o norte.  O ponto vernal serve de origem para as ascensões retas e as longitudes celestes, intervindo desse modo nas definições de tempo.  O ponto vernal é habitualmente designado como equinócio da primavera, equinócio vernal, primeiro ponto de Áries.


Stellarium

Stellarium







Houve um eclipse total solar
em 30 de junho
antecipado por um eclipse penumbral lunar
em 15 de junho.






Bem, o eclipse total solar
acontecido um tantinho mais de um mês
após seu nascimento, 
Sérgio,
trouxe o encontro entre Lua e Sol 
nas coxas do Gêmeos Pollux.

Saturno encontrava-se já desejoso
de deixar o campo onde o Touro pasta
para cumprimentar os Gêmeos.
Vênus e Mercúrio, porém,
estavam imensamente adiantados,
já cumprimentando o Caranguejo, Câncer,
e trazendo alegria e luz
aos céus do cair da noite,
no horizonte oeste
após o Sol e a Lua
esconderem-se....



Stellarium







O CÉU NO MOMENTO DE SEU NASCIMENTO,
SÉRGIO,
LÁ NO OUTRO LADO DO MUNDO:

A constelação da Virgem
estava em festa, certamente
- embora tanto Urano quanto Plutão
(menos ainda este último!)
possam ser vistos a olho nú...:
Urano desejoso de beijar Spica,
a belíssima estrela-alpha Virginis,
e Plutão saudando
o Ponto do Equinócio da Outono...,
ao mesmo tempo 
que usufruia da imensidão
de objetos celestes encantadores
que situam-se na direção
entre a Virgem e a Cabeleira de Berenice.

Virgem é uma constelação riquíssima em seus tantos e variados Mitos

porém nos apresenta poucas estrelas visíveis a olho nú
- mesmo quando estamos em lugares de céus escuros e transparentes
e em noites sem Lua!

Spica, a estrela-alpha Virginis, sempre nos atrai a atenção,
não é verdade?

No entanto, a constelação Virgo carrega em seu ventre virginal
um mundo realmente fantástico... e real...
 e que se esconde por detrás do corpo da Virgem!

A Virgem carrega um ramo de trigo
- Spica, a Espiga  -
e sempre nos faz pensar
que a Espiga de trigo não faz sentido 
se não estiver sendo acolhida pela mão da Virgem....,
assim como a Virgem (quase) não faz sentido 
se não estiver
trazendo consigo um ramo de trigo,
um símbolo de fertilidade
(possivelmente esta fertilidade é realizada
 através o mundo de galáxias
que o corpo virginal esconde de nossos olhares 
em visão desarmada,
mas que nos revela através as lentes ópticas
mais e mais voltadas para o espaço profundo
e para o retorno no tempo).

A constelação da Virgem é imensa 
e cortada 
pela Linha da Eclíptica 
pela Linha do Equador Celestial.  

Existe o entrelaçamento destas duas Linhas
 - Eclíptica e Equador Celeste - 
o que podemos traduzir como o Ponto do Equinócio de Outono, 
que acontece bem próximo à estrela Beta Virginis, Zavijava, 
situada na cabeça da Virgem. 

É interessante conhecermos o fato
 de que o eclipse solar de 21 de setembro de 1922, 
aconteceu próximo a esta estrela 
e que foi por Einstein usada para confirmar sua teoria.



Netuno encontrava-se cumprimentando Antares,
a fogosa estrela-alpha Scorpii,
o Coração do Escorpião,
maravilhosamente avermelhada/alaranjada
e sempre rivalizando com Marte, o Planeta Vermelho -
daí ser chamada de anti-ars, ou Antares 
(Ares é o nome grego para Marte).


Foi uma das quatro estrelas reais da Pérsia, cerca de 3.000 anos a.c., 
e atuava como a Guardiã do Oeste pois marcava o Equinócio de Outono.

Escorpião é uma constelação fantástica,
sempre podendo ser observada e reconhecida
em suas estrelas formando
suas Garras e Cabeça,
seu Coração (Antares),
seu Corpo sinuoso
e sua Cauda 

As Garras ou a Cabeça
são as estrelas que delineiam o começo da constelação do Escorpião
e por onde a Linha da Eclíptica passa.

(Antigamente, muito antigamente, as duas estrelas ponteadoras da Balança
era consideradas como As Garras do Escorpião - e isso faz sentido,
quando as vemos no céu estrelado!).

A longa Cauda, sinuosa e insinuante,
é uma visão quase fantástica, aterradora, aterrorizante!

As duas estrelas que finalizam a Cauda 
e escondem o veneno do animal rastejante
- Schaula e Lesath - 
são duas joias, dois tesouros, duas ameaças!

Finalmente,
para testar a boa visão dos Caminhantes,
lhes digo que muito antigamente, muito antigamente,
serviam os dois objetos maravilhosos
que se apresentam quase na fronteira entre o Escorpião e o Sagitário
e bem direcionados para a região que nos leva ao centro da Galáxia:
Messier 6 e Messier 7,
Aglomerados Abertos Borboleta e Ptolomeu, respectivamente.





Stellarium










O CÉU ESTRELADO DA MADRUGADA
ANTECIPADORA AO SEU NASCIMENTO,
SÉRGIO:

A Lua em finalzinho de ciclo
aparecia mergulhada junto aos Peixes
e já buscando entrar em cena
mais e mais tardiamente e mais fininha...
a cada madrugada.

Eu penso que a constelação Pisces 
acaba (também) podendo ser compreendida
como o Cenário onde acontece o Mito de Andromeda,
a Princesa Acorrentada e salva pelo Herói Perseus
- sendo que Cetus, a Baleia,
é, certamente, um dos elementos principais da trama mítica.

Aliás, os céus estrelados da madrugada
antecipadora ao seu nascimento,
Sérgio,
 acolhia todas as constelações
que atuam enquanto atores e atrizes
encenando um famoso Mito
- sendo a Princesa Acorrentada, Andromeda,
a protagonista,
e sendo Perseus, o Herói,
o outro protagonista...,
e sendo os demais atores e atrizes,
os coadjuvantes
- Cepheus e Cassiopeia,
Pegasus, o Cavalo Alado,
e Cetus, a Baleia, o Monstro Marinho.

Outro momento também emocionante
é quando podemos observar
o Grande Triângulo do Inverno
(para nós, do hemisfério sul)
composto pelas estrelas
Altair, alpha Aquilae,
Vega, alpha Lyrae,
e Deneb, alpha Cygnii.

Certamente a luminosidade da Lua
não era muito significativa
e, dessa maneira,
várias constelações podiam ser observadas
em suas estrelas desenhadoras
e Marte atraía nossa atenção para Aquário
em suas estrelinhas ziguezagueantes e tímidas,
enquanto Júpiter iluminava sua passagem
pelo Capricórnio.

Fomalhaut, a Boca do Peixe Austral,
é uma estrela que ilumina os céus mais ao sul,
tendo sido considerada como a guardiã do inverno
pelos antigos persas.

Ao sul do Peixe Austral,
vamos encontrar uma constelação encantadora,
parecendo-se com um pelotão balizado por sua estrela-alpha, Alnair
- porém sendo conhecida como Grou, o pássaro Grus.

Outra estrela que sempre nos atrai a atenção
é Achernar, a foz do Rio Eridano...,
anunciando, em estrelinhas ziguezagueantes,
o Rio por inteiro
encontrando sua nascente
bem aos pés do Gigante Orion,
ainda escondido pelo horizonte leste...
A bem da verdade,
sempre que Achernar entra em cena
através o horizonte sudeste,
parece ir trazendo consigo
um cordão de estrelinhas
fazendo as vezes de águinhas marolantes,
e este cordão de estrelinhas
parece ir "puxando" as constelações
- como se tentando acelerar 
suas entradas em cena...,
abrindo tempo e espaço
para a chegada do Gigante Órion.

Em seu caso,
Sérgio,
a chegada do Gigante Órion
estaria acontecendo
com o Sol taurino já bem alto no céu,
movimentando você dentro do útero de sua mãe
e levando-a a lhe trazer à luz.




Stellarium





Mais ainda ao sul,
a sempre maravilhosa Grande Nuvem de Magalhães
podia ser observada, certamente.

A constelação do Centauro
viajou toda a noite nos céus estrelados
e vinha escondendo-se no horizonte sudoeste
na madrugada fria de final de maio...,
porém ainda nos deixando entrever
suas estrelas alpha e beta,
Rigel e Hadar...
e fazendo acontecer
um rasto iluminado e esfumaçado:
a Via Lactea
saindo do sudoeste e correndo até o noroeste,
passando por Escorpião e Sagitário,
correndo em direção à Águia
e ainda podendo ser observada
saudando a Lyra 
e um tanto que desaparecendo
diante do Cisne.

É sempre um momento incrível
podermos observar o Sagitário
nos ofertando seu simpático Bule de Chá
e sua vizinhança tão profundamente instigante
com a constelação do Escorpião.


O CORAÇÃO DA VIA LACTEA

O núcleo da Galáxia
contém uma forte fonte de emissão de radio designada como Sagitário A.
Este lugar é próximo à Ascensão Reta 18h e à Declinação - 30o,
 na fronteira tripla entre as constelações do Ophiuco, do Escorpião e de Sagitário. 
 A estrela mais próxima para servir de referência é Gamma Sagittarii, Al Nash

- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986



O Escorpião foi caindo
por detrás do horizonte sudoeste.
Sabemos que
quando o Escorpião sai de cena,
entra em cena o Gigante Orion...

No entanto,
Caro Amigo das Estrelas, Sèrgio,
ainda antes de o Gigante Caçador
ter entrado em cena
através o horizonte leste,
os campos onde o Touro pasta
já reinavam 
e faziam acontecer o novo dia
(por causa da presença do Sol!),
um novo dia em sua vida,
seu primeiro dia de vida!



Stellarium





O CÉU ESTRELADO
DO FINALZINHO DA TARDE
APÓS SEU NASCIMENTO,
SÉRGIO:

Bem, viemos comentando mais acima,
Sérgio,
sobre o fato de que
Mercúrio e Vênus e Saturno
estavam posicionados
um tantinho mais adiantados,
na direção da constelação do Touro,
em relação ao Sol.

No entanto,
esta distância não era assim tão grande...,
para que o horizonte oeste
pudesse nos mostrar
esses três Planetas
de maneira tão visível,
no finalzinho de tarde
e cair da noite
no dia do seu nascimento,
caro amigo das estrelas.
(Saturno encontrava-se
a apenas quinze graus
de distãncia em relação so Sol).

Com o passar dos dias
de seu primeiro mês de vida,
Sérgio,
Mercúrio e Vênus
foram adiantando-se
e buscando seus lugares
no horizonte oeste
- já inspirando você
ao seu tom
de Astronomia de Quintal,
ou seja,
a observação dos céus estrelados
a olho nú
bem como através simpáticos
instrumentos ópticos!...,
tudo sempre podendo ser realizado
no quintal de sua/nossa casa
sob a maravilhosa abóboda celeste!



Stellarium






SUA CIDADE NATAL,
BARRA MANSA,
CIDADE CORTADA
PELO SIMPÁTICO 
RIO PARAÍBA DO SUL






O RETORNO DE SATURNO
AO ENCONTRO
COM A NEBULOSA DO CARANGUEJO!


Stellarium




EM 04 de janeiro de 2003, SATURNO VISITOU 
M1, A NEBULOSA DO CARANGUEJO!

Eu me senti tão emocionada com aquele encontro que escrevi um conto surreal .

O Tempo e o Sonho da Luz do Passado


(Uma conversa entre Saturno e a Nebulosa do Caranguejo, 

ouvida da Terra
 - um conto surreal...)




Saturno - Nasa

http://apod.nasa.gov/apod/ap111225.html
M1: The Crab Nebula from Hubble 
Image Credit: NASAESA, J. Hester, A. Loll (ASU); Acknowledgement: Davide De Martin (Skyfactory)


2003 January 10 
http://apod.nasa.gov/apod/ap030110.html
http://apod.nasa.gov/apod/image/0301/saturnm1_wodaski_big.jpg

The Crab that Played with the Planet 
Credit & Copyright: Ron WodaskiNewastro Remote Telescope at New Mexico Skies
Explanation: Wandering through the constellation Taurus, Saturn made its closest approach to planet Earth last month, tilting its lovely rings toward appreciative skygazers while rising high in midnight skies. On January 4th and 5th, Saturn also crossed in front of the high and far-off Crab Nebula (M1), a cosmic cloud of debris from a stellar explosion and first on the list of astronomer Charles Messier's celestial sights. But Saturn and the Crab made poor playmates, as light from the bright planet overwhelmed the the diffuse nebula, all but hiding the Crab during the transit. Taken on January 2nd, a few days before their closest encounter, this composite digital image illustrates the problem. The subtle nebula is just visible at the right, while on the left, light from a drastically over-exposed Saturn overflows its pixels. Composited into the image is a correctly exposed picture of ringed Saturn with the Saturnian moons labeled. The well-exposed Saturn image was also taken on January 2nd, but captured with an exposure lasting only a fraction of a second, in contrast with the tens of seconds of exposure time required to reveal the Crab.

Programa Stellarium trabalhado no Programa Corel - para a data de 04 de janeiro de 2003



NEBULOSA DO CARANGUEJO, M1, NGC 1952!
...........................  Uma estrela que certa dia explodiu, 
tornando-se uma chamada supernova,
e que, com o passar do tempo, tornou-se uma nuvem...;
nuvem penetrada por lentes ópticas 
comandadas por olhares penetrantes e estudiosos...; 
nuvem que foi revelando, descobrindo, não mais cobrindo,
seus segredos de vida (quase) infinita, 
vida que sempre encontra uma nova maneira de ser, 
vida que se transforma em nova vida,
através um novo coração, um pulsar, uma estrela de nêutrons, uma nova estrela!
Tempo e Espaço atuando através a eterna continuidade da Vida.

.........................................


O Tempo e o Sonho da Luz do Passado


(Uma conversa entre Saturno e a Nebulosa do Caranguejo,
 ouvida da Terra
 - um conto surreal...)

Janine Milward

Saturno andava pelos lados do Touro, cumprindo sua jornada em torno de sua estrela, nosso Sol. Do ponto de vista da Terra, Saturno se encontrava em movimento retrógrado, ainda cumprimentando uma vez mais e se despedindo das estrelas que compõem os chifres daquela constelação pertencente ao Zodíaco, a Roda dos Animais.

Certa noite, de 4 para 5 de janeiro de 2003, Saturno ia passando através da Nebulosa do Caranguejo (do ponto de vista da Terra) e pôde-se escutar essa conversa:

NEBULOSA: - Tempo! Ó Tempo! Ó Ceifador de vidas!

Saturno olhou de um lado para o outro e apenas podia ver uma nuvem difusa, com o centro azul esmeralda e as bordas amareladas, alaranjadas e avermelhadas ainda com riscos desencontrados e firulados esbranquiçados, desenhando sua visão... que bela visão!

SATURNO: - Sim, quem me chama?

NEBULOSA: - Sou eu, M1, a Nebulosa do Caranguejo como sou conhecida na Terra, sua irmã de seu sistema solar.

SATURNO: - Olá, Nebulosa, eu já havia passado bem perto de você quando estava em meu movimento direto, já ansioso para deixar o Touro e me deixar enroscar pelos pés dos Gêmeos... mas a Terra me deu mais um movimento retrógrado... e eis-me aqui, voltando uns poucos graus Touro adentro até retomar meu movimento direto no final do mês de fevereiro... Mas, que bom revê-la, Nebulosa, assim tão difusa e maravilhante como um sonho de uma noite de verão... ou de inverno.... pois que não é verdade que você se situa bem próximo do ponto do Solstício de Junho, que traz o verão para o hemisfério norte e o inverno para o hemisfério sul?

NEBULOSA: - É bem verdade. Obviamente, esse será sempre seu ponto de vista de acordo com o lugar do espaço que você e seu sistema solar ocupam, meu caro Khronos. Nada no universo possui um lugar próprio, você bem sabe disso. Esse lugar aparentemente próprio será sempre designado por aquele que o observa e do ponto de vista de quem observa, naturalmente! Assim, para os Terrestres meu posicionamento é Ascensão Reta 05h 34m 30s e Declinação. +21 graus e 01 min.

SATURNO: - O Tempo contado a partir do ponto de vista da Terra é apenas uma objetividade dentro da total subjetividade do espaço e do tempo do universo - nisso você tem razão. Assim, para nós nesse sistema solar, o resto do universo parece quase não se mover.... por isso os antigos denominavam que tudo aquilo no universo para além de mim, Saturno, O Deus do Tempo, eram "estrelas fixas". Hoje, sabemos que não apenas nada é fixo no universo, como tudo se movimenta sempre, além da infinita expansão a qual, aparentemente, estamos destinados, nos separando cada vez mais uns dos outros, cada vez mais.

NEBULOSA: - Diga-me, Deus do Tempo, por que seu também sou chamada de M1?

SATURNO: - Charles Messier foi um caçador de cometas e de tal maneira estava interessado em descobrir novos cometas nos céus que fez uma lista dos objetos celestes que não eram cometas - assim ele poderia continuar em suas buscas já deixando de lado aqueles objetos eliminados! Então, ironicamente, foi exatamente esta lista que o colocou na história da astronomia - apesar de ele ter sido o descobridor ou co-descobridor de cerca de 13 cometas ao longo de sua vida.

O ano de 1758 foi um ano de expectativa de retorno do Cometa Halley, que na verdade, foi primeiramente encontrado por Palitzsch em 25 de dezembro e mais tarde, no ano seguinte, visto novamente por Messier em 21 de janeiro. Porém, ainda em 28 de Agosto de 1758, enquanto esquadrinhava os céus procurando pelo cometa, Messier encontrou uma nebulosa que acabou imortalizando seu nome e assim ele a descreveu em seus alfarrábios: ".... 28 de Agosto... ela se encontra acima do chifre mais ao sul do Taurus, sem conter qualquer estrela, tendo um névoa esbranquiçada, alongada e contornada como a luz de uma vela...." Era M1, a Nebulosa do Caranguejo, você!

Houve um tempo num passado não muito distante em que aquele pedaço do céu deu lugar a uma "estrela visitante" que surgiu com sua imensa luz mesmo durante o tempo da luz do Sol ao longo de 23 dias, maravilhando os povos que a observaram atentamente. Isso aconteceu em 04 de julho de 1054.... e por ainda mais dois anos, puderam os maravilhados Terrestres ainda observarem sua luz inebriante no céu noturno.... até que finalmente, seu brilho foi esmaecendo, esmaecendo, esmaecendo, até que desapareceu por completo, tão subitamente assim como havia chegado! E foi somente recentemente (com a ajuda de bons telescópios) que os Terrestres puderam voltar a ver aquela estrela - ou a memória do que ela havia sido no passado - através da nuvem de gases firulantes e coloridos que foram soprados, largados para trás, como um lenço de seda solto ao vento da escuridão da noite do universo sem fim....

............... A verdade é que a explosão dessa estrela aconteceu cerca de 5500 anos antes de cristo...

NEBULOSA: - Os Terrestres amantes do céu estão com seus telescópios voltados para nós, não é mesmo? Todos querem se deliciar com a bela visão que formamos num mesmo enquadramento de imagem mostrando você, Tempo, passeando contra o pano de fundo de meus restos de Luz do passado, de meu tapête bordado de sonho e de lembranças da bela e imensa estrela que já fui...

SATURNO: - Não chore, meu sonho, minha ilusão, restos da estrela do passado, luz que se extinguiu mas que aqueceu o espaço em torno e seus planetas e sua vida durante tanto, tanto tempo! Não chore, não chore, você ainda é tão bela, tão cantada, tão encantada, tão sublime! Não é sublime morrer e ainda se deixar viver como um lenço de seda solto ao vento na noite escura, buscada por telescópios que escondem olhares ansiosos e perscrutadores...

NEBULOSA: - Mas... eu já fui um sol, um imenso sol, bem maior do que o seu Sol, Tempo.... e no entanto, um dia, comecei a inchar, inchar, inchar, até que finalmente Buummm! explodi! E quando explodi pude ser vista e admirada por tantos outros sóis que de mim compadeceram e por tantos outros planetas e seres que por mim se encantaram! Mas a verdade é que eu deixei de ser um sol para me tornar apenas poeira de estrela e uma nuvem difusa e silenciosa, esvoaçante e inefável como um sonho quase intraduzível....

SATURNO: - Mas você, meu sonho, você não morreu! Você não morreu! Você apenas se transmutou, você viveu a vida que a natureza lhe deu e viveu essa vida desde o seu princípio até o seu final.... e seu final foi apenas um "turning point" ou ponto de mutação, um ponto de transição.... porque nada no universo ou pluriverso realmente morre, apenas transmuta, muda, transforma, re-inicia sua vida através de uma outra forma, outra qualidade, outro modo de ser.

NEBULOSA: - Mas eu era um sol! Eu aquecia planetas e seres, eu doava vida, eu era a vida.... e hoje, o que sou eu? Sou apenas sonho ou lembrança etérea do meu passado de glória!

SATURNO: - Hoje você é uma Nebulosa em uma das suas formas... mas pense bem, o que terá acontecido com todo aquele material e gases ejetados no espaço intergalático depois de sua estonteante explosão?

nebulosa: - Bem, eu penso que tudo se dispersou céu a fóra, noite adentro ou a fóra.... tudo o que era vida em mim apenas se tornou lixo, solto, vagando por aí....

SATURNO: - Quando você explodiu, numa galáxia muito distante aonde você morava, minha galáxia, meu país, a Via Láctea, já estava bem formada bem como minha casa, minha família, meu sistema solar. Eu mesmo pude observar você em sua explosão, em seu esmaecimento e quando você deixou sua casca de halo de sonhos sair de seu sol anterior e tornar-se uma nuvem vagante noite escura adentro... Mas também posso saber que seus outros restos têm formado, ao longo do Tempo - eu, Saturno, sendo o Tempo, bem sei disso - outros sóis, outros planetas, outros seres.... Você não pensa nisso? Você percebe que já hoje e certamente no futuro você estará vivendo, partes de você estarão vivendo em outras estrelas, outros planetas, outros seres, outras vidas?

NEBULOSA: - É verdade! O Tempo existe não apenas para mim hoje, que sou uma Nebulosa dos sonhos da Luz de outrora, mas também existe para todos os outros restos de mim mesma que vêm vagando universo adentro e afóra, agregando-se e fusionando-se também a outros restos de outras estrelas de outrora que também explodiram!

SATURNO: - Assim, você, Nebulosa dos meus sonhos, você é passado, presente e futuro!

Passado porque ainda outras estrelas, planetas e seres do universo mais jovens e distantes que nós ainda não conheceram a luz advinda de sua explosão.... portanto, para eles, você ainda é uma estrela! Você ainda existe enquanto estrela!

Presente, porque para algumas estrelas, planetas e seres você está explodindo nesse exato momento: Buum! - assim, você nesse momento não é apenas uma estrela como também é uma estupenda e estonteante e maravilhante Supernova!

Futuro, porque ainda outras estrelas, planetas e seres em outros cantos ainda mais longínquos e jovens do universo não apenas sequer sonham ou têm a expectativa de ver sua luz nem como estrela nem como supernova e talvez nem como nebulosa mas que certamente serão confeccionados a partir de seus restos deixados vagando pelo universo.... Dessa forma, cara Nebulosa, você nunca deixará de ser uma estrela! Sua Luz será sempre Luz, não importa o tempo - mesmo porque o tempo é eterno e essa eternidade dará sempre berço à sua possibilidade de Luz acontecer!

NEBULOSA: - Um dia também você não mais me verá, Tempo, nem mesmo como Nebulosa dos seus sonhos... Chegará um dia em que eu desvanecei por completo e em meu lugar apenas restará a escuridão dos céus.

SATURNO: - Minha doce Nebulosa, mesmo que você hoje já seja um tanto apagada a olho nú, brilhando numa magnitude de oitava classe, quero revelar a você um segredo... você sabia que em seu centro, lá no lugar do seu coração, existe uma pulsar que gira 30 vezes por segundo, brilhando numa magnitude de décima sexta classe? Você tem coração! Seu coração bate aceleradamente e pode ser admirado somente por Terrestres munidos por telescópios poderosos!

NEBULOSA: - Verdade? Sim, eu tenho um coração, assim como tudo no universo possui um coração, objetivo ou subjetivo.

SATURNO: - Sim. E seu coração, seu pulsar, é uma estrela de nêutrons, portanto, você ainda é uma estrela!

NEBULOSA: - O que é uma estrela de nêutrons?

SATURNO: - Bem, quando ultrapassada a fase de gigante vermelha de sua estrela enorme e maciça original, a camada externa foi perdida, dando origem a você, cara Nebulosa do Caranguejo. No entanto, as porções internas dessa estrela em sua explosão, sofreu um colapso tão violento, com sua massa atraída para o interior com tal força, que a massa da porção aniquilada, se compactou ainda para além do estágio de anã branca.... Assim, os elétrons foram forçados a se combinar com os prótons nos núcleos livres, formando nêutrons. Criou-se , então, uma estrela totalmente de nêutrons, sem carga elétrica, os quais se aproximam até se tocar.

NEBULOSA: - Mas por que então as estrelas de nêutrons também são chamadas de pulsares?

SATURNO: - As estrelas de nêutrons são pequenas o suficiente para dar um giro numa fração de segundo, sem se desintegrar no processo, graças à intensa gravidade em sua superfície. Elas apresentam um campo magnético fortíssimo, cujos pólos magnéticos não se localizam necessariamente nos pólos de rotação. Os elétrons, extremamente aglutinados pela atração gravitacional, conseguem escapar apenas junto aos pólos magnéticos e ao serem expulsos, perdem energia na forma de micro ondas. Quando a estrela de nêutrons lança as microondas em nossa direção, captamos uma ou duas explosões a cada rotação!

NEBULOSA: - Então... você quer dizer que meu coração é como um Farol no mar escuro dos céu profundo!

SATURNO: - E você mesma, Nebulosa, é como a chama de uma vela.... assim como Charles Messier bem descreveu você...

NEBULOSA: - No entanto, também meu coração vai parando, parando, vagarosamente, e desaparecendo por completo....

SATURNO: - Isso também é uma verdade.... seu coração, seu pulsar, sua estrela de nêutrons, cara Nebulosa, vai perdendo sua energia rotatória à medida que emite microondas, aumentando o período de rotação bem vagarosamente, Na verdade, seu período fica 36,48 bilionésimos de segundo mais longo a cada dia...... Mas, veja por outro lado, é bem possível que este processo ainda dure por bilhões de anos a frente.... tempo suficiente para que você mesma, Nebulosa dos Sonhos, vá se dissipando, apagando - por não possuir mais tanta luz irradiada por sua estrela coronária - anuviando, esfumaçando, desaparecendo.... assim como a imagem do sonho que sai do consciente e retorna ao inconsciente, deixando apenas uma vaga lembrança, doce lembrança.
....................................

.............. Nebulosa e Saturno, o Sonho de hoje e a Luz do Passado juntamente com O Tempo, explodiram em um radioso sorriso de alegria! O Tempo em sua viagem através do Sonho Desmanchado mal havia percebido que o tempo havia passado e os telescópios Terrestres já não mais apontavam para ambos.

Tudo não passou de um evento astronômico que ficou no passado.....

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward

................................

Bibliografia:
111 questões sobre a Terra e o Espaço - Isaac Asimov - Editora Best Seller
Revista Astronomy Now, edição de Março de 1998 - seção Focus - Tema do mês: The Messier Objects: The Messier Marathon por Owen Brazell e The Messier Catalogue - páginas 41 a 52 - Tonbridge, Kent, England
.......................................
"A Nebulosa do Caranguejo" é uma re-leitura, síntese e tradução de Janine de artigo extraído da Revista Astronomy em sua edição de novembro na seção "Southern Sky Show" - "The Starry Sky".

Sobre A Nebulosa do Caranguejo
Nos dias 4 e 5 de janeiro de 2003, vimos Saturno, o Deus do Tempo, passeando através de M1,a Nebulosa do Caranguejo.

Por volta do ano 5500 antes de cristo, uma imensa estrela explodiu como Supernova... seis mil e quinhentos anos mais tarde, em 4 de julho de 1054, astrônomos japoneses e chineses puderam observar a aparição de uma 'estrela convidada" no céu na constelação que hoje denominamos de Touro. Essa nova estrela, tão brilhante quanto Vênus, pôde ser vista durante o dia por cerca de 23 dias e durante dois anos pôde ser observada e estudada no céu noturno.

Quando a supernova esmaeceu, passaram-se mais 700 anos até que uma pequena nuvem de gás verde luminoso surgiu no lugar aonde ela aparecera anteriormente, um grau ao norte e oeste de Zeta Tauri, já em um dos chifres do Touro quase aos pés dos Gêmeos.

Charles Messier (1730-1817) era um caçador de cometas e sempre vasculhava o céu em busca dos mesmos. Em 12 de setembro de 1758 (ou em 28 de Agosto, segundo outro documento - Nota da Tradutora), Messier apontou para esse ponto de luz difusa no céu e o descreveu a nebulosa como contendo nenhuma estrela, esbranquiçada em sua cor e alongada como a chama de uma vela. Mais tarde, Messier veio a saber que tal nebulosa já havia sido avistada por um astrônomo inglês, John Bevis, em 1731.

Messier continuou sua busca por cometas (naquele mesmo houve o retorno, já previsto, do Cometa Halley durante o mês de dezembro) - e passou então, a elaborar uma lista de objetos no céu que não eram cometas. Finalmente, uma versão final dessa lista foi publicada em 1784 contendo 109 ou 110 objetos, sendo que o primeiro objeto mencionado foi a Nebulosa que ora é visitada por Saturno. Essa lista é hoje conhecida como A Lista de Messier e seus objetos são denominados M1, M2, M3.... A Nebulosa do Caranguejo é M1.

No entanto, esse nome, Nebulosa do Caranguejo foi dado por Earl of Rosse, em 1840 que publicou um desenho da mesma com filamentos que sugeriam o formato de um caranguejo. Mais tarde, ele observou a nebulosa já com outra aparelhagem mais potente e rejeitou sua descrição anterior da mesma.... tarde demais: a Nebulosa do Caranguejo já era assim conhecida!

A Nebulosa do Caranguejo não é difícil de ser localizada com um telescópio mais simples e do quintal de sua casa - afinal foi assim que Messier a encontrou! Porém, em céus mais transparentes, longe das luzes da cidade, sua visão se torna bem mais enriquecida e se você tiver um telescópio possante, será fantástico poder observar um estrela que ainda permanece em seu centro, um pulsar que gira cerca de 30 vezes por segundo!

Com um abraço estrelado,
Janine Milward
Sítio das Estrelas - parada de um caminho a Caminho do Céu


http://apod.nasa.gov/apod/ap020920.html

The Crab Nebula Pulsar Shrugs 

Credit: J. Hester (ASU), CXCHSTNRAONSFNASA





Stellarium



Ah,
 a observação dos céus estrelados a olho  nú 
é algo realmente encantador, 
emocionante 
e somente aqueles que se dedicam a esse tipo de observação 
saindo de suas poltronas (the arm-chair astronomer)
 e das telas mágicas de seus computadores -,
 conseguem compreender 
o maravilhamento que as estrelas e suas constelações 
e alguns objetos celestes visíveis à vista desarmada 
nos proporcionam, 
gratuitamente 
e quase eternamente....


COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward