sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Carina, a Quilha, e a Grande Nebulosa acolhendo a famosa Eta Carinae!


Olá!

Caro Leitor,
nestes primeiros dias
do mês de dezembro
- tempos chuvosos e quentes
anunciando o verão
no Brasil
(pelo menos, na região onde moro,
região Sudeste) -,
estivemos conversando
sobre Argo Navis, o Navio.

A bem da verdade,
penso que a antiga constelação do Navio, Argus Navis,
é realmente encantadora de ser observada e estudada 
e pesquisada profundamente,
passo a passo e através a subdivisão que lhe foi imposta
em três constelações apresentando as partes expostas do Navio:
Carina, Vela e Puppis (Quilha, Vela e Pôpa).

Em nossa Postagem de hoje,
 penso que um lugar muito interessante 
a ser por nós visitado
(e que nos faz sempre muito felizes
em morarmos no hemisfério sul!)
é aquele que traz um grande renome 
à constelação da Quilha do Navio, Carina:
 a Nebulosa de Eta Carinae, 
a Grande Nebulosa em Carina, 
NGC 3372!

Segundo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão
"Uma região imensa e brilhante no céu 
apresentando uma estrutura complexa, 
bandas de matéria escura 
dividindo esta região em vários segmentos em formatos bem delineados.  
A parte mais brilhante da nebulosa 
contém uma pequena formação escura 
parecendo um Buraco de Fechadura, 
de onde se deriva o nome da nebulosa."

A Nebulosa de Carina acolhe Eta Carinae e HD 93129A 
– esta última sendo uma das estrelas mais luminosas da Via Lactea.

Quanto à Eta Carinae 
– tão famosa! –
 é uma estrela muito grande
 e é marcante em sua variação de brilho 
em várias ordens de magnitude.  
Estrelas assim tão imensas 
esgotam seu combustível muito rapidamente 
e espera-se que Eta Carinae possa explodir 
como uma supernova ou hipernova
 dentro de algum tempo nos próximos milhões de anos.

Eta Carinae apresenta-se aos nossos olhos de maneira magnífica, 
realmente, 
e não tem quem não reconheça suas estonteantes imagens!

Com um abraço estrelado,
Janine Milward



Stellarium


Stellarium

Stellarium



Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes


Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes



ARGO NAVIS, O NAVIO

Esta constelação representa o navio 
no qual Jasão trouxe o Velocino de Ouro 
para Colquita 
- e dizem que foi o primeiro navio a ser construído.

Esta constelação, o Navio, 
fazia parte do grupo de 48 constelações relacionado por Ptolomeu. 

La Caille, porém, dividiu o Navio em
Carina, Vela e Puppis: Quilha, Vela e Popa


6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986



Argo Navis era uma grande constelação meridional, representava o navio utilizado pelos argonautas em suas viagens. Foi dividida em Carina(quilha), Puppis (popa) e Vela (velame); as designações de Bayer, entretanto, não foram mudadas, de modo que α e β estão em Carina, γ e δ em Vela, ε em Carina, ζ em Puppis e assim por diante. Por outro lado, Pyxis, a constelação da Bússola, embora ocupe uma área que havia sido considerada como os mastros do Argo, possui designações de Bayer próprias.

CARINA, 

A QUILHA DO NAVIO



Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes







Stellarium
Stellarium





Richard Hinckley Allen, Star Names, Their Lore and Meaning, Dover Publications, Inc, New York, USA 




Segundo Allen, em seu livro Star Names, Their Lore and Meaning – fantástico livro e já em domínio público 


Argo Navis, o Navio Argo
η, Irregularly variable, >1 to 7.4, reddish,
lies in the Carina subdivision, but is invisible from north of the 30th parallel.
This is one of the most noted objects in the heavens, perhaps even so in almost prehistoric times, for Babylonian inscriptions seem to refer to a star, noticeable from occasional faintness in its light, that Jensen thinks was η. And he claims it as one of the temple stars associated with Ea, or Ia, of Eridhu,6 the Lord of the waves, otherwise known as Oannes,7 the mysterious human fish and greatest god of the kingdom.
In China η was Tseen She, Heaven's Altars.
p74The variations in its light are as remarkable in their irregularity as in their degree. The first recorded observation, said to have been by Halley in 1677, although it is not in his Southern Catalogue, made η a 4th‑magnitude, but since that it has often varied either way, at longer or shorter intervals, from absolute invisibility by the naked eye to a brilliancy almost the equal of Sirius. Sir John Herschel saw it thus in December, 1837, as others did in 1843; but, gradually declining since then, it touched its lowest recorded magnitude of 7.6 in March, 1886. It is now, however, on the increase; for on the 13th of May, 1896, it was 5.1, or about a half‑magnitude higher than its maximum of the preceding year.
The nebula, NGC 3372, surrounding this star has been called the Keyhole from its characteristic features; but the most brilliant portion, as drawn by Sir John Herschel, seems to have disappeared at some time between 1837 and 1871. That great observer saw 1203 stars scattered over its surface.

Near η is a vacant space of irregular shape that Abbott has called the Crooked Billet; and there are two remarkable coarse clusters in its immediate vicinity.






The Carina Nebula (also known as the Great Nebula in Carina, the Eta Carinae NebulaNGC 3372, as well as the Grand Nebula) is a large bright nebula that has within its boundaries several related open clusters of stars. Some papers generally refer to this as the Carina Nebula, mostly because of differentiating the many papers published on this object, but the historical precedence as determined by southern observers like James Dunlop and John Herschel, who have both termed it the Eta Argus Nebula or Eta Carinae Nebula.[5] John Herschel also describes "The star η Argus, with the Great nebula about it."[6] with many of his subsequent published papers supporting this.[7][8]
Eta Carinae and HD 93129A, two of the most massive and luminous stars in our Milky Way galaxy, are among them. The nebula lies at an estimated distance between 6,500 and 10,000 light years from Earth. It appears in the constellation of Carina, and is located in the Carina–Sagittarius Arm. The nebula contains multiple O-type stars.
The nebula is one of the largest diffuse nebulae in our skies. Although it is some four times as large and even brighter than the famous Orion Nebula, the Carina Nebula is much less well known, due to its location in the southern sky. It was discovered by Nicolas Louis de Lacaille in 1751–52 from the Cape of Good Hope.


Nebulosa de Eta Carinae (NGC 3372)
 é uma grande nebulosa brilhante, que rodeia vários aglomerados abertos de estrelas. Entre essas estrelas encontram-se Eta Carinae e HD 93129A, que são duas das mais maciças e luminosas estrelas da Via Láctea.
A nebulosa encontra-se a uma distância de 6 500 e 10 000 anos-luz da Terra. Está localizada na constelação de Carina. A nebulosa contém, múltiplas estrelas de tipo O.



http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Keyhole_Nebula_by_2MASS.jpg



Sourcehttp://www.ipac.caltech.edu/2mass/gallery/showcase/keyhole/index.html
Author2MASS/G. Kopan

Leia mais, muito mais, sobre a Grande Nebulosa Carina, acessando
http://en.wikipedia.org/wiki/Eta_Carinae_Nebula







NGC 3372 - Eta Carinae Nebulosa
Uma região imensa e brilhante no céu apresentando uma estrutura complexa, bandas de matéria escura dividindo esta região em vários segmentos em formatos bem delineados.  A parte mais brilhante da nebulosa contém uma pequena formação escura parecendo um Buraco de Fechadura, de onde se deriva o nome da nebulosa.
Aglomerado Aberto Carina, Olho de Ferradura
Ascensão Reta 10h44m    Declinação - 59o. 36
Magnitude fotográfica global 6,7   Magnitude fotográfica da mais brilhante estrela 10,0
 Distância kpc 2,95   Diâmetro 10’   Tipo Espectral O5


- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986




http://hubblesite.org/newscenter/archive/releases/2007/16/image/l/format/large_web/

Credit: N. Smith (University of California, Berkeley) and NOAO/AURA/NSF



(como acima porém recortada no Buraco da Fechadura)

Crédito: NASA, ESA, N. Smith (U. California, Berkeley) et al., The Hubble Heritage Team (STScI/AURA)
Esta coluna é enorme, com 1 ano-luz de comprimento. Dentro dela, escondida pela poeira, está uma estrela que eventualmente irá destruir a coluna com os ventos estelares.
A Nebulosa Carina é uma fábrica de estrelas que irá destruir os seus “pilares da criação” nos próximos 100.000 anos. Daqui a centenas de milhares de anos será um aglomerado aberto de estrelas.

http://astropt.org/blog/wp-content/uploads/2013/07/carina06_hubble_793.jpg



VEJA VÍDEOS SOBRE CARINA NEBULA:

Panning across the Carina Nebula around the Wolf–Rayet star WR 22
This pan sequence shows many fascinating details in a detailed view of part of the Carina Nebula that was created from images through red, green and blue filters taken with the Wide Field Imager on the MPG/ESO 2.2-metre telescope at ESO’s La Silla Observatory in Chile. The second half of the pan shows the unusual hot massive young star WR 22, a member of the rare class of Wolf–Rayet stars.
Credit: ESO

3D Animation of the Carina Nebula
3D animation of the Carina Nebula.
Credit:  ESO/M. Kornmesser

Zooming in on the Carina Nebula around the Wolf–Rayet star WR 22
This zoom sequence stars with a wide-field view of the spectacular southern Milky Way. It then closes in on the Carina Nebula and finishes with a detailed and colourful view of the region around the unusual hot massive young star WR 22, a member of the rare class of Wolf–Rayet stars.
Credit: ESO/ S. Brunier. Music: John Dyson (from the album "Moonwind")


Panning across a VST image of the Carina Nebula
The spectacular star-forming Carina Nebula has been captured in great detail by the VLT Survey Telescope at ESO’s Paranal Observatory. This video sequence shows many of the curious details that are visible in this new wide-field picture. The image was taken with the help of Sebastián Piñera, President of Chile, during his visit to the observatory on 5 June 2012 and released on the occasion of the telescope’s inauguration in Naples on 6 December 2012.
Credit:ESO. Music: John Dyson (from the album Moonwind). Acknowledgement: VPHAS+ Consortium/Cambridge Astronomical Survey Unit

Zooming in on the Carina Nebula
his zoom sequence starts with a broad view of the Milky Way and closes in on the Carina Nebula, an active stellar nursery about 7500 light-years from Earth. In the final sequence we see a new image taken with the VLT Survey Telescope at ESO’s Paranal Observatory. This picture was taken with the help of Sebastián Piñera, President of Chile, during his visit to the observatory on 5 June 2012 and released on the occasion of the telescope’s inauguration in Naples on 6 December 2012.
Credit: ESO/Nick Risinger (skysurvey.org)/Digitized Sky Survey 2 . Music: John Dyson (from the album Moonwind). Acknowledgement: VPHAS+ Consortium/Cambridge Astronomical Survey Unit









A nebulosa de Carina contém Eta Carinae e HD 93129A.




HD 93129A
é uma das estrelas mais luminosas da Via Láctea. Este estrela azul muito jovem é uma hipergigante do tipo "O" localizado a cerca de 7.500 anos-luz da Terra, na brilhante nebulosa NGC 3372, a mesma nebulosa que abriga outras super estrelas luminosas, como Eta Carinae.
HD 93129A é realmente o mais brilhante membro de um sistema binário que, com seu companheiro, também supergigante (HD 93129B) tem um total de 200 massas solares.
Eta Carinae, (na constelação da Quilha, ou "Carina", em latim), está a 7500 anos-luz da Terra. Uma estrela vísivel no Hemisfério Sul, mas não noHemisfério Norte. De tamanho muito grande (segundo a estimativa mais alta seu raio pode medir 0,9 unidades astronômicas), seu aspecto mais marcante é a variação de seu brilho em várias ordens de magnitude.
Quando foi pela primeira vez catalogada em 1677 por Edmond Halley, era uma estrela de magnitude 4, mas em 1843, após uma erupção que ejetou uma nuvem de poeira 500 vezes maior que o sistema solar6 , ficou mais brilhante, atingindo o brilho de Sirius, apesar de sua enorme distância. Depois disso (entre 1900 e 1940), a magnitude era apenas de 8. Em 2002, tinha magnitude 5, tendo de repentinamente ter dobrado o seu brilho entre 1998 e 1999.
Tudo indica tratar-se de uma sistema binário de estrelas muito próximas uma da outra. A estrela de menor diâmetro é a mais quente (30 000 °C) e a outra com o triplo do diâmetro é mais fria (15 000 °C), mas duas vezes mais brilhante. Este sistema estelar está envolto numa densa nuvemde gases e poeiras, que forma uma nebulosa 400 vezes mais extensa do que o Sistema Solar, conhecida como a Nebulosa de Eta Carinae (ou NGC3372). A perda de luminosidade deve-se, possivelmente, a uma consequência da aproximação máxima entre as duas estrelas, o periastro, altura em que a estrela menor encobre quase metade da maior. A diminuição de brilho é equivalente a 20 vezes o do Sol, mas brilhando como 4 a 5 milhões de sóis. O período de rotação das estrelas (uma em relação à outra) é de 5,5 anos.
O que torna Eta Carinae especial é o seu brilho muito instável e de forma extremamente rápida, devido à poeira e o encobrimento da estrela maior pela menor, ao contrário das outras estrelas visíveis a partir da Terra. Em 1830, brilhava tanto como Sirius (a estrela mais brilhante). Actualmente, só é visível em locais muito escuros, sendo o seu brilho muito baixo; há 40 anos atrás até era necessário um telescópio para a poder observar.
O astrónomo brasileiro Augusto Damineli, professor do IAG-USP, é um dos que afirmam que a estrela é uma variável pois a cada cinco anos e meio, segundo ele, acontece uma redução no seu brilho, já outros astrônomos não aceitavam essa teoria, no entanto em 1997, ocorreu uma nova redução do brilho, o fenômeno foi confirmado. Em 2003 , graças aos registros de mais de 50 especialistas apoiados nas observações através de telescópios terrestres e em órbita , finalmente confirmou-se tratar-se mesmo de mais uma estrela variável do tipo SDOR - Estrelas de alta luminosidade binária, com variações entre 1 a 7 magnitudes, associadas e envoltas em material em expansão próprio das nebulosas.
Estrelas muito grandes como Eta Carinae esgotam seu combustível muito rapidamente devido à sua desproporcionalmente alta luminosidade. Espera-se que Eta Carinae possa explodir como uma supernova ou hipernova dentro de algum tempo nos próximos milhões de anos.


VEJA em VÍDEOS:
QUASE TUDO O QUE VOCÊ QUER SABER
SOBRE ETA CARINNAE


Neste programa, Mônica Teixeira conversou com o astrônomo e professor da USP, Augusto Damineli sobre a Estrela Eta Carinae, um sistema de duas estrelas localizadas há 8 mil anos luz de nós. Essa estrela foi descoberta em 1997 justamente pelo nosso entrevistado.


VEJA TAMBÉM: 

Eta Carinae: além do eclipse
A natureza da brutal e periódica perda de luminosidade da enigmática estrela gigante Eta Carinae, que a cada cinco anos e meio deixa de brilhar por aproximadamente 90 dias consecutivos em certas faixas do espectro eletromagnético, em especial nos raios X, pode ter sido finalmente desvendada por uma equipe internacional de astrofísicos comandada por brasileiros. O pesquisador Augusto Damineli e o pós-doutor Mairan Teodoro, ambos da Universidade de São Paulo (USP), analisaram dados registrados por cinco telescópicos terrestres situados na América do Sul durante o último apagão do astro, ocorrido entre janeiro e março de 2009, e colheram evidências de que esse evento literalmente obscuro esconde, a rigor, dois fenômenos distintos embora entrelaçados — e não apenas um, como acreditava boa parte dos astrofísicos.


Saiba mais na reportagem "Mais do que um eclipse": 
English version: http://youtu.be/BguKJyqU3XA


"Eclipses e Colapsos em Eta Carinae" - Pt. 1/2 (II SAF - UFSC)
"Eclipses e Colapsos em Eta Carinae" - Prof. Dr. Augusto Damineli Neto (USP):

As estrelas de alta massa são muito raras no Universo Local, por isso, pouco sabemos sobre suas vidas. Elas são as principais fontes de luz em galáxias distantes (primitivas) e têm grande impacto em sua evolução. Etas Carinae é um dos melhores exemplos desse tipo de estrelas e tem sido estudada em detalhes nos últimos 170 anos. Discutiremos descobertas feitas nas ultimas décadas, em particular o choque entre os ventos das 2 estrelas que a compõem e os colapsos periódicos desse choque quando elas passam pelo periastro.
"Eclipses e Colapsos em Eta Carinae" - Pt. 2/2 (II SAF - UFSC)




Eta Carinae, a supergiant star in the Carina Nebula

Image Credit: N. Smith, J. A. Morse (U. Colorado) et al., NASA
http://annesastronomynews.com/photo-gallery-ii/nebulae-clouds/eta-carinae/





Os desenhos formados pelas estrelas - AS CONSTELAÇÕES - são como janelas que se abrem para a infinitude do universo e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais, entre o céu e a terra..., bem como percebendo que o caos, vagarosamente, vai se tornando Cosmos e este por nossa mente sendo conscientizado.


Quer dizer, nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.



Com um abraço estrelado,

Janine Milward


VISITE MINHA PÁGINA
DA TERRA AO CÉU E AO INFINITO






Hemisphaerium Coeli Australe in quo Fixarum loca secundum Eclipticae ductum ad anum 1730 . .

Hemisphaerium Coeli Australe in quo Fixarum loca secundum Eclipticae ductum ad anum 1730 . . 
Nice example of Johanne Doppelmayr's map of the Southern Skies, with the constellations shown and the various stars illustrated in gold. Dopplemayr's decorative celestial chart illustrates the southern sky form the south ecliptic pole to ecliptic. The constellations are delineated based upon the catalogue of Johannes Hevelius and include Orion, Scorpio, Taurus, Eridanus and the Southern Cross. The constellations include some unusal additions, including the Peacock, Toucan, and a lovely unicorn called Monoceros.