sábado, 10 de dezembro de 2016

E a Proa? Onde está a Proa, em Argo Navis, o Navio?


Olá!

Nesta Postagem,
estaremos trazendo alguns comentários
sobre Argo Navis, 
o Navio sempre coroado de estrelinhas esfumaçadas
 pois que carrega consigo um pedacinho da Via Lactea!

Aliás, exatamente pelo fato de a Via Lactea

fazer parte tão importante no Navio,
é que viemos comentando, 
 - ousadamento (eu confesso) -,
sobre algumas questões voltadas para o fato de que
o Navio consiste de Pôpa, Quilha e Vela 
e sempre foi assim ....
- mesmo antes de ser desmembrado
em três constelações, mais recentemente
(em 1756, pelo astrônomo Abbe La Caille, 
quando morando e trabalhando na África do Sul 
e observando os céus estrelados do hemisfério austral).



E a Proa, onde está a Proa,

 por que não existe Proa 
em Argo Navis, o Navio Argus?








O Mito sobre Jasão e os 50 Argonautas,

sobre a construção do Argo Navis
e sobre sua Viagem
nos diz que

Quando Argo Navis passou através o Estreito de Bósforo e rochas desmoronaram,  
o Navio foi virado e naufragou....; 
e subiu aos céus 
porém sem estrelas apresentando desde a Proa até o mastro.
... mas todo o resto é brilhante!

Assim R. H. Allen comenta 
sobre os dizeres de Aratos acerca esta circunstância.
(Leia mais ao final desta Postagem, 
minha (Janine) tradução simples e literal e sintetizada
do texto de Allen sobre os Mitos relacionados ao Navio)


Aparentemente, as rochas desmoronaram exatamente sobre a Proa 
- daí uma explicação mítica sobre seu desaparecimento....
 quando o Navio foi levado aos céus, segundo o Mito.
Convido você, então, Caro Leitor,
a buscarmos por algum tipo de explicação não-mítica
que nos sacie em nossos questionamentos
do porquê Argo Navis, o Navio, 
não se apresentou nunca nos céus estrelados 
com sua Proa 
e sim somente com sua Pôpa, sua Quilha e sua Vela!

Vamos então conhecer um tantinho a mais sobre esta imensa constelação
 do passado e que foi, infelizmente, 
recentemente desmembrada em três constelações?

Argo Navis fazia parte das 48 constelações catalogadas por Ptolomeu. 
 La Caille desmembrou esta constelação em Quilha, Pôpa e Vela, em 1756
 - ano em que introduziu mais 14 constelações ao catálogo oficial, todas ao sul.



http://mexicanskies.com/constellations/argo-navis-johannes-hevelius.jpg





Se partirmos nossa busca pelo Navio 
a partir da belíssima estrela-alpha Canis Majoris, Sirius,
desviaremos o olhar um tantinho a oeste e ao sul.... e
 encontraremos quase um paredão de estrelas! 

 Isso se constitui no começo da Pôpa do Navio, Puppis,
 e é absolutamente surpreendente em sua visão 
- sempre em momentos sem-lua 
e em lugares de céus escuros e transparentes.





Programa Stellarium



Podemos perceber, 
ao estudarmos um tantinho a mais sobre as constelações 
ao sul dos céus estrelados, 
que estas parecem se confundir com um verdadeiro paraíso, não é verdade?.....  




http://www.artworkoriginals.com/EB5TB6UA.htm

Fritz Wegner 
Austrian 1924 



Talvez tenha sido como um paraíso que as mentes do passado 
e habitando o hemisfério norte 
poderiam considerar as terras mais ao sul e, 
como um espelho celeste,
 os céus estrelados do hemisfério sul..., 
onde seus olhos não conseguiam enxergar 
mas conseguiam imaginar, sem dúvida alguma!




É bem possível que as mentes do passado tenham mitificado 
a constelação do Navio sem uma Proa...
 pelo simples fato de que suas visões dos céus estrelados do sul 
não lhes permitiam delinear essa figuração estelar,
 lhes barrando os olhares sobre Argo Navis...,
 quase como o Navio estivesse desaparecendo no horizonte longínquo,
afastando-se, rumando em frente
 e em direção à curvatura do oceano dos céus estrelados...
navegando para ainda além do horizonte....,
nos deixando entrever apenas sua Pôpa, sua Vela e parte de sua Quilha.



Nesta Ilustração, veja O Navio visualizado na Grécia:

Programa Stellarium







Podemos pensar, no entanto,
 em outras questões 
que possam nos fazer melhor compreender 
sobre a ausência da Proa do Navio....




Segundo Richard H. Allen, em seu livro 
Star Names, Their Lore and Meaning 
– fantástico livro e já em domínio público 
e publicado na Internet
e traduzindo literalmente o texto abaixo, 
de forma simples e sintética, por  mim, Janine:


O Navio parece não ter Proa ....................
Segundo Aratos, a perda da Proa parece haver ocorrido

when Argo pass'd
Through Bosporus betwixt the justling rocks —
All Argo stands aloft in sky

Part moves dim and starless from the prow
Up to the mast, but all the rest is bright;


Quando Argo Navis passou através o Estreito de Bósforo e rochas desmoronaram,  o Navio foi virado e naufragou....; 
e subiu aos céus porém sem estrelas 
apresentando desde a Proa até o mastro.... 
mas todo o resto é brilhante!







Caro Leitor,

ao final desta Postagem,
encontre a extensão desse Texto sobre Argo Navis,
 realizado por Allen
em seu livro Star Names, Their Lore and Meaning 
(e através minha, Janine, tradução simples e literal e sintetizada).




Programa Stellarium




A bem da verdade, 
quando as constelações e estrelas e objetos mais ao sul
 foram sendo observados por astrônomos advindos de países do hemisfério norte
 e nomeados e ordenados, 
no cado do Navio
ao invés de a Proa ser inserida, 
bem ao contrário, o Navio foi desmembrado 
em Quilha (Carina), Vela e Pôpa (Puppis).  



E por que a Proa não pôde ser inserida?


Podemos perceber que existe a vizinhança
 composta pela imensa constelação do Centauro 
e exatamente no lugar onde a Proa do Navio poderia ter sido inserida
 podemos ver uma das patas do Centauro 
escudando nosso Cruzeiro do Sul!





http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Argo_Navis_-_Mercator.jpeg
The Mercator Globes at Harvard Map Collection

Constelación Argo Navis, G. Mercator, año, 1.551



Buscando compreender melhor sobre a questão da ausência de Proa
 (já manifestada através o Mito) do Navio, 
pude constatar que  Carinae Nebula acontece exatamente no lugar 
onde a Proa poderia se situar!  
(Veja em 
http://oceudomes.blogspot.com.br/2014/05/a-grande-nebulosa-em-carina.html)

Da mesma forma, 
constatamos que as chamadas Pleiades do Sul ou Austrais
acontecem exatamente no lugar
onde a Quilha poderia ter seu término!
(Veja em
http://oceudomes.blogspot.com.br/2014/05/pleiades-em-touro-e-pleiades-em-carina.html)




Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes



Ou seja, quando as Ilustrações do passado 
mostrando um tanto de fumaça/poeira
 de pedras desmoronadas por sobre a Proa..., 
não seria esta 'fumaça', esta poeira,
a visão aguçada sobre  a Grande Nebulosa Carina
e ratificada sobre as Pleiades do Sul?  


Será?



http://media.skysurvey.org/interactive360/index.html
Programa Sky Survey anotado e marcado por mim no lugar de Eta Carinae Nebula



http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Keyhole_Nebula_by_2MASS.jpg



Sourcehttp://www.ipac.caltech.edu/2mass/gallery/showcase/keyhole/index.html
Author2MASS/G. Kopan

Leia mais, muito mais, sobre a Grande Nebulosa Carina, acessando
http://en.wikipedia.org/wiki/Eta_Carinae_Nebula





No lugar onde deveria se situar a Proa do Navio Argo, 
além da Grande Nebulosa Carina (NGC 3372), 
estaremos encontrando as famosas Plêiades do Sul,
 IC 2602.






http://en.wikipedia.org/wiki/File:IC_2602.jpg
English: The open cluster IC 2602 in the constellation Carina. Computer image created with the astronomy software Perseus.
Italiano: L'ammasso aperto IC 2602 (Pleiadi del Sud) nella costellazione Carena.
  • Fonte: opera propria (sono l'autore)
  • Data: 02 luglio 2007
  • Autore: Roberto Mura
  • Licenza: pubblico dominio.
  • Tratto dal software di simulazione astronomica Perseus, il cui file licenza riporta la seguente dicitura: "I diritti d'autore sulle immagini o i documenti stampati generati con il software appartengono all'utente che li ha realizzati."
  • Detentore copyright: Roberto Mura
http://en.wikipedia.org/wiki/IC_2602







A bem da verdade,

mesmo que volvamos nossa olhar
- enquanto moradores do hemisfério sul -
para os céus estrelados austrais,
não estaremos encontrando a Proa do Navio!



Quer dizer,

A Proa do Navio Argus existiu quando de sua construção mítica, sim,
mas nunca existiu em sua representação estelar.








O Mito sobre Jasão e os 50 Argonautas,

sobre a construção do Argo Navis
e sobre sua Viagem
nos diz que

Quando Argo Navis passou através o Estreito de Bósforo e rochas desmoronaram,  
o Navio foi virado e naufragou....; 
e subiu aos céus 
porém sem estrelas apresentando desde a Proa até o mastro.
... mas todo o resto é brilhante!

Assim R. H. Allen comenta 
sobre os dizeres de Aratos acerca esta circunstância.
(Leia mais ao final desta Postagem, 
minha (Janine) tradução simples e literal e sintetizada
do texto de Allen sobre os Mitos relacionados ao Navio)


Aparentemente, as rochas desmoronaram exatamente sobre a Proa 
- daí uma explicação mítica sobre seu desaparecimento....
 quando o Navio foi levado aos céus, segundo o Mito.





http://apod.nasa.gov/apod/ap100514.html

Iguaçu Starry Night 
Image Credit & CopyrightBabak Tafreshi (TWAN)
Explanation: The arc of the southern Milky Way shone brightly on this starry night. Captured on May 4, in the foreground of this gorgeous skyview is the rainforest near the spectacular Iguaçu Falls and national park at the border of Brazil and Argentina. Looking skyward along the Milky Way's arc from the left are Alpha and Beta Centauri, the Coalsack, the Southern Cross, and the Carina Nebula. Sirius, brightest star in planet Earth's night sky is at the far right. Brilliant Canopus, second brightest star in the night, and our neighboring galaxies the Large and Small Magellanic clouds, are also included in the scene. For help finding them, just slide your cursor over the image. Much closer to home, lights near the center along the horizon are from Argentina's Iguazú Falls International Airport.

http://apod.nasa.gov/apod/ap100514.html




A bem da verdade,
 podemos perceber, na Carta Celeste abaixo, 
que a Via Lactea parece esbranquiçar mais e mais 
exatamente no lugar onde a Quilha se conclui 
e onde a Proa do Navio Argo deveria se situar 
- então o Mito compôs essa situação 
como pedras desmoronadas e roladas 
por sobre a Proa
e que  teriam simplesmente
 devastado-a, esmagado-a, destruído-a, ausentes de nossa visão.






Argo Navis constellation map, author: Torsten Bronger
http://www.constellation-guide.com/constellation-list/carina-constellation/





Podemos também pensar na questão que a visão do hemisfério norte 
para os céus estrelados do sul 
acaba trazendo um tom de ampliação lenticular, digamos assim, 
desse horizonte
 e trazendo a impressão de que o Navio
 estaria navegando rumo ao horizonte, 
desaparecendo por entre a fumaça de estrelinhas
 que compõem a Via Lactea naquele lugar....



Com um abraço estrelado,

Janine Milward




http://www.raremaps.com/gallery/detail/35290/Hemisphaerium_Coeli_Australe_in_quo_Fixarum_loca_secundum_Eclipticae_ductum/Doppelmayr.html

Hemisphaerium Coeli Australe in quo Fixarum loca secundum Eclipticae ductum ad anum 1730 .   Map Maker: Johanne Gabriele Doppelmayr



Saiba mais sobre Argo Navis, o Navio
 - desmembrado em 
Carina, Vela e Pôpa -,
 acessando meu Trabalho em
http://sobreargonavis.blogspot.com.br/



Os desenhos formados pelas estrelas
- as constelações -
 são como janelas que se abrem para a infinitude do universo
 e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais, 
entre o céu e a terra...  
bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos 
e sendo por nossa mente conscientizado.  

Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward


VISITE MINHA PÁGINA
DA TERRA AO CÉU E AO INFINITO
http://daterraaoceueaoinfinito.blogspot.com.br/