sábado, 10 de dezembro de 2016

Sol e Saturno encontrando-se na direção da 13a. constelação do Zodíaco, Ophiucus, e, obviamente, distante de nossos olhares


Olá!

Caro Leitor,
obviamente não podemos visualizar/observar
o encontro entre Sol e Saturno
(até poderíamos..., se acaso houvesse um eclipse total do Sol
acontecendo exatamente neste momento de bela Conjunção).

No entanto,
eu penso que é sempre bem interessante
observarmos o fato de que este encontro
vem acontecendo na direção da 13a. constelação
do Zodíaco,
ou seja, também a Linha da Eclíptica
realiza o aparente andamento do Sol
através a constelação do Serpentário, Ophiucus.
(Confira nas Ilustrações  mais abaixo
extraídas de
programa Stellarium e site Heavens Above)

A bem da verdade, 
o Serpentário não faria sentido sem que também
pudesse fusionar-se com a Cauda e a Cabeça da Serpente:
são três Constelações!
A Serpente parte-se em duas constelações: 
Cauda e Cabeça, Cauda e Caput;
e o Ofiúco, Ophiucus, Serpentário 
coloca-se em meio ao começo e ao final da Serpente!

Bem, talvez essa constelação seja a mais famosa 
enquanto adição à Linha da Eclíptica...
Porém, se bem observarmos 
os caminhos realizados pela Lua e pelos Planetas e Planetóides,
vamos também encontrar esses objetos trilhando através Cetus, a Baleia,
Scutum, o Escudo....

Não podemos nos esquecer, entretanto,
que a Linha da Eclíptica indica o Caminho Aparente do Sol
(e, neste Caminho, está inclusa a constelação do Serpentário).

Nesta Postagem, Caro Leitor,
encontre alguma informação
sobre Ophiucus, o Serpentário,
e sobre Movimentos
(explicando mais detalhadamente
sobre a Precessão dos Equinócios)
e sobre
as questões relativas às mudanças de Eras
 em termos de onde caem os Pontos de Equinócios e de Solstícios.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward

Stellarium





Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes


Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes
 - excerto apresentando ALFABETO GREGO, CONVENÇÕES E USO DA CARTA CELESTE


Urania’s Mirror is a boxed set of 32 constellation cards
 © Ian Ridpath


OPHIUCUS, OFIÚCO
ou Serpentarius, aquele que Segura a Serpente


Posicionamento:
Ascensão Reta 15h58m / 18h42m      Declinação +14o.3 / -30o.1

Fronteiras:

Ophiucus situa-se entre as constelações Serpens Cauda e Serpens Caput (e todas três acabam formando um conjunto imenso de situações entrelaçadas), e também Scorpius, Sagittarius, Scutum, Aquila, Hercules Corona Borealis, Libra


Mito:
Hercules, quando criança, estrangulou duas serpentes enviadas por Juno para matá-lo enquanto dormia em seu berço.  Esta constelação também foi chamada de Esculapius, o pai da medicina.

- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,

Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986

Map Maker: Alexander Jamieson
Striking star chart, marvelously engraved and delicately colored. Shows the featured constellations in color with neighboring stars and constellations without color.
Jamieson's work is one of the finest of it's kind in the early 19th century.




http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Gazetteer/Topics/astronomy/_Texts/secondary/ALLSTA/Ophiuchus*.html

Richard Hinckley Allen, Star Names, Their Lore and Meaning, Dover Publications, Inc, New York, USA 

Segundo Allen, em seu livro Star Names, Their Lore and Meaning – fantástico livro e já em domínio público – e traduzindo literalmente, de forma simples e sintética, por mim, Janine:

Ophiucus vel Serpentarius, o Serpentário

 – não Ophiucus Serpentarius, é Ofiuco em italiano, Schlangentrager em alemão e Serpentaire em francês.
...........................
…. (Porém) o Serpentário foi normalmente identificado com Asclepios ou Aesculapius, a quem o Rei James I descreveu como “um curador que mais tarde foi feito deus”, com cujas adoradas serpentes eram sempre associados como símbolos de prudência, renovação, sabedoria e o poder de descobrir ervas curadoras.  Educado por seu pai Apollo – ou pelo Centauro Quíron -, Aesculapius foi o primeiro em sua profissão e o cirurgião do navio Argo.  Quando a famosa viagem terminou, ele estava tão treinado em sua prática que ele pôde até trazer mortos à vida – entre esses, Hippolytus.
....................
Sucessivas operações e inúmeras e notáveis curas – e especialmente a tentativa de reviver Órion morto -, levaram Plutão (que temia pela continuidade de seu reino) induzir Júpiter a atingir Aesculapius com um raio e colocá-lo dentre as constelações.
Ophiucus também foi associado a Caecius, o Cego, assassinado por Hercules e celebrado por Dante no Inferno.  Na verdade, diz-se que o Herói foi atribuído a estas estrelas por Hyginus e nomeou-as com seu nome: uma confusão que pode ter vindo à tona em função das fronteiras entre essas duas constelações – por serem mal-definidas, primeiramente, ou pela similaridade de seus mitos originais em relação a Izhdubar e o dragão Tiamat.
.......................................

http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Gazetteer/Topics/astronomy/_Texts/secondary/ALLSTA/Ophiuchus*.html
p297
. . . the length of Ophiuchus huge
In th' arctic sky.
Milton's Paradise Lost.
Ophiuchus vel Serpentarius, the Serpent-holder,
not Ophiuchus Serpentarius, is Ofiuco with the Italians, Schlangenträger with the Germans, and Serpentaire with the French.

It stretches from just east of the head of Hercules to Scorpio; partly in the Milky Way, divided nearly equally by the celestial equator; but, although always shown with the Serpent, the catalogues have its stars entirely distinct from the latter. The classical Hyginus, however, united the two figures into a single constellation [Astron. II.14], and some early nations, especially the Sogdians and Khorasmians, did the same, the stars being intermingled in their nomenclature.

p298The original title, Ὀφιοῦχος, appeared in the earliest Greek astronomy; μογερός, "toiling," being an adjectival appellation in the Phainomena.
Transliterated as in our title it was best known to the Latins, but also as Ophiulchus, Ophiulcus, Ophiultus, and, in the diminutive, Ophiuculusand Ophiulculus; while the classical word plainly shows itself in the Afeichus, Afeichius, and Alpheichius of the 16th and 17th centuries.
Serpentarius first appeared with the scholiast on Germanicus, while Serpentiger, Serpentis Lator, Serpentis Praeses, and Serpentinarius are seen for it; as also the Anguifer of Columella, which was Anguiger elsewhere. Cicero and Manilius had the peculiar Anguitenens. Golius insisted that this sky figure represents a Serpent-charmer, one of the Psylli of Libya, noted for their skill in curing the bites of poisonous serpents; and this would seem to be confirmed by the constellation's title le Psylle in Schjellerup's edition of Al Sufi's work.

But the Serpent-holder generally was identified with Ἀσκληπίος,1 Asclepios, or Aesculapius, whom King James I described as "a mediciner after made a god," with whose worship serpents were always associated as symbols of prudence, renovation, wisdom, and the power of discovering healing herbs. Educated by his father Apollo, or by the Centaur Chiron, Aesculapius was the earliest of his profession and the ship's surgeon of the Argo. When the famous voyage was over he became so skilled in practice that he even restored the dead to life, among these being Hippolytus, of whom King James wrote:
Hippolyte. After his members were drawin in sunder by foure horses, Esculapius at Neptun's request glewed them together and revived him.

But several such successful operations and numerous remarkable cures, and especially the attempt to revive the dead Orion, led Pluto, who feared for the continuance of his kingdom, to induce Jove to strike Aesculapius with a thunderbolt and put him among the constellations.

The figure also was associated with Caecius, the Blinding One, slain by Hercules and celebrated by Dante in the Inferno; indeed, it is said that thep299Hero himself was assigned to these stars by Hyginus, and gave them his name: a confusion that may have arisen because the boundaries between the two stellar groups were at first ill defined, or from the similarity of their original myths to that of Izhdubar and the dragon Tiāmat. It also represented Triopas, king of the Perrhaebians; Carnabon, Carnabas, and Carnabus, the slayer of Triopas; Phorbas, his Thessalian son, who freed Rhodes from snakes; Cadmus changed to a serpent; Jason pursuing the golden-fleeced Aries; Aesacus, from the story of Hesperia; Aristaeus, from the story of Eurydice; Laocoön struggling with the serpent; and Caesius, or Glaucus, the sea-god, although this latter title, identified by some with that of Androgĕus, may have come from that namesake who was restored to life by Aesculapius.
The Arabians translated the Greek name into Al Hawwāʽ, which Assemani repeated as Alhava, Collector serpentum; but it appeared on the globes as Al Haur, turned by the Moors into Al Hague, and by early astronomical writers into Alangue, Hasalangue, and Alange; the Turks having the similar Yilange. It has been suggested, however, that these may have come from the Latin Anguis, a word that the astronomical Arabians and Moors well knew.
Euphratean astronomers knew it, or a part of it with Serpens, as Nu‑tsir‑da; and Brown associates it with Sa‑gi‑mu, the God of Invocation.

Pliny said that these stars were dangerous to mankind, occasioning much mortality by poisoning; while Milton compared Satan to the burning comet that "fires" this constellation, — a comparison perhaps suggested by the fact that noticeable comets appeared here in the years 1495, 1523, 1537, and 1569, which might well have been known to Milton, for Lord Bacon wrote in his Astronomy:
Comets have more than once appeared in our time; first in Cassiopeia, and again in Ophiuchus.
Novidius changed the figure to that of Saint Paul with the Maltese Viper; Caesius gave it as Aaron, whose staff became a serpent, or as Moses, who lifted up the Brazen Serpent in the Wilderness; but Julius Schiller, far more appropriately, made of it Saint Benedict in the midst of the thorns, for it was this founder of the order of the Benedictine monks who, with his followers in the 6th century, inspired and carried on all the learning of the times, as Aesculapius-Ophiuchus had done in his day.

The constellation generally has been shown as an elderly man, probably copied from the celebrated statue at Epidaurus; but the Leyden Manuscript and the planisphere of the monk Geruvigus represent it as an unclad boy p300standing on the Scorpion and holding the Serpent in his hands; and the Hyginus of 1488 has a somewhat similar representation.

Bayer added to his titles for Ophiuchus Grus aut Ciconia Serpenti cum inscriptione, Elhague, insistens, which he said was from the Moors, but Ideler asserted was from a drawing of a Crane, or Stork, on a Turkish planisphere instead of the customary figure; and the Almagest of 1551 alludes to Ciconia as if it were a well-known title. All this, perhaps, may be traced to ancient India, whose mythology was largely astronomical, and the Adjutant-bird, Ciconia argala, prominent in worship as typifying the moon-god Soma, so that its devotees would only be following custom in locating it among the stars.
Although this is not one of the zodiac twelve, Mr. Royal Hill writes:
Out of the twenty-five days, from the 21st of November to the 16th of December, which the sun spends in passing from Libra to Sagittarius, only nine are spent in the Scorpion, the other sixteen being occupied in passing through Ophiuchus.

Thus, according to his idea of the boundaries, this actually is more of a zodiacal constellation than is the Scorpion. But the boundaries are very variously given by uranographers.

Argelander enumerates in it 73 naked-eye stars, and Heis 113.

It was in Ophiuchus that appeared, A.D. 123, the second nova of which we have reliable record, the first having been that of Hipparchos, 134 B.C., in Scorpio. At least three other such have appeared in Ophiuchus: one in 1230; another, the so‑called Kepler's Star, discovered by Kepler's pupil Brunowski, on the 10th of October, 1604, in the eastern foot near θ, which gave Galileo opportunity for his "onslaught upon the Aristotelian axiom of the incorruptibility of the heavens"; and a third, discovered on the 28th of April, 1848, by Hind as of the 4th magnitude, and still visible as of the 11th or 12th.

Citing Firmicus as authority [Mathesis, VIII.26.14], La Lande wrote:
Il met le Renard au nord du Scorpion avec Ophiuchus;

but I do not find this Fox elsewhere alluded to.

http://www.iau.org/static/public/constellations/gif/OPH.gif



Algumas Estrelas e alguns objetos interessantes, em Ofiúco


Existe um Asterismo interessante denominado de O Touro de Poniatowkski, composto pelas estrelas 66, 67, 68 e 70 Ophiuchi.  Este Asterismo já constou como uma Constelação mas foi considerada obsoleta, posteriormente.


Rasalhague.  Alpha Ophiuchi. 
Magnitude 2.09  Distância 58 anos-luz
Uma estrela safira situada na cabeça do Ofiúco.  De Rãs Al Hawwa, a Cabeça daquele que Segura a Serpente, a Cabeça do Serpentário. 
Esta estrela se situa ao norte do equador celestial e já quase na fronteira de Ofiúco com a constelação de Hercules.


Cebalrai ou Cheleb - Beta Ophiuci
Magnitude 2.77  Distância 124 anos-luz
Cão do Pastor, vocábulo oriundo da expressão árabe Kalb al Rai.


Yed Prior.  Delta Ophiuchi. 
Magnitude 2.72  Distância 140 anos-luz
Uma estrela amarelada situada a mão esquerda do Ofiúco.  De Yad, a Mão. A Mão Anterior.

Yed Posterior - Epsilon Ophiuchi
Mão Posterior, denominação moderna de oriegem latino-árabe usada por Bayer.  A palavra Yed significa mão.


Han.  Zeta Ophiuchi. 
Magnitude 2.57  Distância de mais de 500 anos-luz
Uma estrela pequena situada próxima ao joelho esquerdo do Ofiuco. Han é um nome de origem chinesa que denominava um velho Estado feudal da China.


Sabik.  Eta Ophiuchi. Estrela Dupla
Ascensão Reta 17h09,3m - Declinação -15o 42’
Magnitude visual 2,43 - Distância 69 anos-luz
Uma estrela amarelo pálido situada no joelho esquerdo do Ofiúco.  De Sabik, Aquela que Precede.  O Condutor, do vocábulo árabe Sabik.


Sinistra.  Mu Ophiuchi
Uma estrela pequena situada na mão esquerda do Ofiúco.


U Ophiuchii - Estrela Variável do tipo Algol
Ascensão Reta  17h14m       Declinação +01o.16
Magnitudes:  Max 5,7     Min  6,4     Período 1,7
Tipo  ALG    Espectro B8


Y Ophiuchii - Estrela Variável Cefeida
Ascensão Reta 17h50m        Declinação -06o.08
Magnitudes:  Max 6,1    Min 6,5      Período 17,1
Tipo  CEF    Espectro G0


Ophiucus   - Nebulosa Complexa - Ro Ophiuchi
Ascensão Reta  16h24m      Declinação -23o.24
Tipo Nebulosa Planetária  COM       Dimensão  4,0       Distância em anos-luz  0,5

Ophiucus   - Nebulosa Complexa - Theta Ophiuchi
Ascensão Reta  17h20m      Declinação -24o.59
Tipo Nebulosa Planetária  COM        Dimensão 5,0        Magnitude
Magnitude da Estrela associada            Distância em anos-luz  0,5


- 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986




A FAMOSA ESTRELA BARNARD

EXCERTO de Ophiucus -  As Constelações, Cartas Celestes, Mario Jaci Monteiro

Map of nearby stars



Nearby Stars (14ly Radius).svg

Barnard's Star /ˈbɑrnərd/ is a very low-mass red dwarf star about six light-years away from Earth in the constellation of Ophiuchus, the Snake-holder. Barnard's Star is the fourth-closest known individual star to the Sun, after the three components of the Alpha Centauri system, and the closest star in the Northern Hemisphere.[14] Despite its proximity, Barnard's Star, at a dim apparent magnitude of about nine, is not visible with the unaided eye; however, it is much brighter in the infrared than it is in visible light. The star is named for American astronomer E.E. Barnard. He was not the first to observe the star (it appeared on Harvard College University plates in 1888 and 1890), but in 1916 he measured its proper motion as 10.3 arcseconds (20,000 inverse radians) per year, which remains the largest-known proper motion of any star relative to the Solar System.


http://astronomy-universo.blogspot.com.br/2013/11/conheca-as-10-estrelas-mais-proximas-da.html?spref=fb

Estrela de Barnard
Distância: 5,96 anos-luz 
Esta é uma anã vermelha ténue que fica a cerca de 5,96 anos-luz da Terra. No passado os cientistas acreditavam que a estrela de Barnard podia conter planetas ao seu redor, mas as tentativas de detectar tais objetos não resultaram em nenhuma observação. A estrela de Barnard fica situada se na constelação Ophiuchus.
Fonte: ciencia-online.net


Barnard's Star
Barnardstar2006.jpg
The location of Barnard's Star
Observation data
Epoch J2000.0      Equinox J2000.0
ConstellationOphiuchus
Pronunciation/ˈbɑrnərd/
Right ascension17h 57m 48.49803s[1]
Declination+04° 41′ 36.2072″[1]
Apparent magnitude (V)9.54[1]
http://en.wikipedia.org/wiki/Barnard's_Star



http://www.raremaps.com/gallery/detail/34422ac/Serpens_and_Serpentarius/Hevelius.html

Map Maker: Johannes Hevelius
Fine example of Johannes Hevelius's 
chart of the constellations Serpens and Serpentarius (also called Ophiucus) 
and surrounding environs, from his highly influential work, Firmamentum Sobiescianum sive Uranographia


OPHIUCUS, OFIÚCO
ou Serpentarius, aquele que Segura a Serpente


A 13a. Constelação do Zodíaco

Quando o Zodíaco foi originalmente nomeado, 
a Eclíptica não passava pelo Ofiúco, 
de forma que esta constelação não foi incluída. 

 Hoje em dia, sim, em função do movimento da precessão,  
Ofiúco recebe a passagem da linha da Eclíptica 
e o Sol passa um bom tempo aqui 
depois de ter adentrado a Cabeça do Escorpião 
e passado ao largo de sua estrela Alpha, Antares.

Programa Stellarium trabalhado em Programa Corel

Programa Stellarium trabalhado em Programa Corel

http://www.heavens-above.com/skychart.aspx



Movimentos: tudo sempre se move

Estarei repetindo aquilo que recebi em Fórum na Internet, parte da Aula 2 sobre Movimentos do Céu, by dario.rostirolla@londrina.pr.gov.br:

“Como é sabido, a Terra apresenta dois movimentos básicos (e outros): rotação (em torno do próprio eixo, com período de 1 dia) e translação (movimento orbital ao redor do sol, com período de 1 ano). Enquanto gira ao redor do Sol, a Terra percorre em sua órbita cerca de um grau por dia - logo, as estrelas se adiantam um pouco com relação ao Sol (como um carro que se aproxima de uma esquina e obtém melhor visibilidade), cerca de 4 minutos. É esta a causa da pequena diferença entre o dia solar e o dia sideral.

No decorrer de um ano a Terra percorre 360 graus ao redor do Sol, de modo que as estrelas que se encontravam ocultadas pelo Sol, dentro de algum tempo se tornarão visíveis em função do deslocamento da Terra sobre sua órbita. Ao longo do ano, diferentes partes do céu vão se tornando visíveis em determinado horário fixo (digamos, logo após o pôr do Sol), de modo que toda a esfera celeste vai sendo avistada ao longo do ano, setor por setor. A cada ano, esse movimento se repete de modo que as constelações visíveis numa determinada data serão visíveis na mesma data dos anos subseqüentes.”

...............................................................


A precessão dos Equinócios é o movimento que estaria aglutinando, digamos assim, ambos os movimentos anteriores: o de rotação e o de translação. 

Não podemos nos esquecer que a Terra gira em torno de seu eixo sim, porém com uma inclinação de 23 graus....  Ao mesmo tempo, a Terra perfaz um passeio de 360 graus em sua órbita em torno ao Sol.  Ao mesmo tempo, também o Sol vai realizando seu próprio andamento e o faz em direção a um ponto próximo  à constelação Hercules.  Tudo no universo se movimenta... por que deixaria nosso Sol de fazer o mesmo?

Ao longo do período de 26 mil anos, esse eixo da Terra em movimento de rotação e de translação e atrelado ainda ao movimento próprio do Sol, vai imantando os direcionamentos norte e sul e deslocando, apontando então para diferentes pontos dessa região da esfera celeste! Esse grande círculo imaginário que se forma é o Grande Ano das Eras! 

Uma maneira simples de entender esse movimento é soltarmos um pião e o deixarmos girar, girar, girar..... é bem assim.  A estrela que denominamos de Polar, vem atuando como imantação Norte desde há muito tempo e ainda estará fazendo isso por bom tempo adiante.  Porém, um dia no futuro, teremos que renomeá-la... pois não estará mais reinante na posição de Estrela Polar.



É realmente interessante que possamos perceber
 as questões relativas às mudanças de Eras
 em termos de onde caem os Pontos de Equinócios e de Solstícios:

A Era de Gêmeos trouxe o Ponto Vernal a acontecer dentro desta constelação ocupando o lugar de Primavera, Virgem ocupando o lugar do Solstício do Verão, Sagitário ocupando o lugar do Equinócio do Outono e Peixes ocupando o lugar do Solstício de Inverno.



Quadro sobre a Precessão dos Equinócios durante 4 Eras, mostrando o Caminho do Sol contra o pano de fundo das constelações do    Zodíaco.  As cores originais foram invertidas.
Inserido no Artigo “When the Zodiac Climbed into the Sky” por Alexander Gurshtein para a Revista Sky & Telescope edição de outubro de 1995, página 30,  publicada por Sky Publishing Corporation, Cambridge, MA, USA.



A Era de Touro trouxe o Ponto Vernal a acontecer dentro desta constelação ocupando o lugar de Equinócio da Primavera; Leão ocupando o lugar do Solstício do Verão; Sagitário ocupando o lugar do Equinócio do Outono e Peixes ocupando o lugar do Solstício de Inverno.

Permita-me lhes dizer, caro Amigo das Estrelas, que foi naquela Era que surgiu o conceito das Quatro Estrelas Reais, Guardiãs das Quatro Estações do Ano e da Vida:  em Touro, Aldebarã, o olho iluminado, guardiã do Leste; em Leão, Regulus, sua pata dianteira, guardiã do Sul; em Escorpião, Antares, a rival de Marte, Anti-Ars, gigante vermelha maravilhosa, guardiã do Oeste; e finalmente, Fomalhaut, em Pisces Austrinus, guardiã do Norte.

A Era de Áries trouxe o Ponto Vernal a acontecer dentro desta constelação ocupando o lugar de Equinócio da Primavera; Câncer ocupando o lugar de Solstício do Verão; Balança ocupando o lugar do Equinócio do Outono e Capricórnio ocupando o lugar do Solstício de Inverno.







Os desenhos formados pelas estrelas 
- AS CONSTELAÇÕES - 
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo 
e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, 
bem mais, entre o céu e a terra...,
 bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos e este por nossa mente sendo conscientizado.

Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


VISITE MINHA PÁGINA
DA TERRA AO CÉU E AO INFINITO


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