quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Uma Noite em Argo Navis, o Navio Argus


Olá!

Em tempo de Lua recém-Nova querendo beijar Vênus
em horizonte oeste,
por que não aproveitarmos o cair da noite
para embarcarmos no Navio 
e navegarmos nos mares estrelados do sul
ao longo de toda a noite
neste final de semana?

Esta constelação, Argo Navis, 
fazia parte do grupo de 48 constelações relacionado por Ptolomeu. 

A bem da verdade,
penso que a antiga constelação do Navio, Argus Navis,
é realmente encantadora de ser observada 
e estudada e pesquisada profundamente,
passo a passo e através a subdivisão que lhe foi imposta por La Caille
em três constelações apresentando as partes expostas do Navio
- Carina, Vela e Puppis (Quilha, Vela e Pôpa).

Logo que anoitece,
algumas estrelas apresentam-se nos céus
mais próximos ao horizonte leste
e Canopus, estrela-alpha Carinae, 
o Capitão do Navio,
bem pode ser observada 
um tantinho a sudoeste da maravilhosa Sírius,
estrela-alpha Canis Majoris!

Em nossa Postagem, 
Caro Leitor,
encontre meu texto
Uma Noite no Navio:
Alguns comentários meus
sobre nossa viagem no Navio
e nossas observações de algumas constelações
que vão se apresentando diante de nossos olhos
ao longo da noite.

A bem da verdade,
desde o cair da noite
- com o Navio entrando em cena
através o horizonte sudeste -,
até o final da madrugada
e com o galo já tendo cantado duas ou três vezes
anunciando a chegada do Sol,
nossa trajetória de navegação
acontecerá com o Navio
situando-se bem ao zênite,
ao meio do céu...
- como se jogando ao mar
os grilhões trazendo a pesada âncora,
como se nos aguardando
para darmos continuidade
à nossa viagem
ao longo das noites que se seguem
e que concluem o ano de 2016....

(Somente ao finalzinho de janeiro
é que estaremos observarndo
o Navio desaparecendo no horizonte sudoeste
ao final da madrugada,
começo de um novo dia).

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


Stellarium






UMA NOITE NO NAVIO



Alguns comentários meus
sobre nossa viagem no Navio
e nossas observações das constelações
 que vão se apresentando diante de nossos olhos
ao longo da noite.

Janine Milward


É sempre uma real emoção quando entram no meu céu de horizonte sudeste 
algumas estrelas e suas constelações, bem ao sul 
- certamente me fazendo muito feliz por viver no hemisfério sul 
e na Latitude 21S52 e Longitude 43W00!  

Este é o caso para Achernar, estrela-alpha Eridanii, por exemplo, 
que já traz consigo a promessa da chegada do Gigante Órion
 juntamente com uma parte do céu estrelado que se mostra bem expressiva, 
preenchida por estrelinhas esfumaçadas que pavimentam a Via Lactea 
e não nos deixando saudades das estrelinhas tímidas - 
porém sempre muito interessantes - 
que fazem parte de Aquarius, o Aguadeiro, e de Pisces, os Peixes...   

Porém, a entrada em cena do monstro Cetus, a Baleia, logo nos traz de volta ao Cosmos
 - quer dizer, saímos do caos de estrelinhas em ziguezague formadas pelo Aguadeiro
 e entremeadas pelas Cabeças dos Peixes 
(situações que podem ser bem visualizadas somente em lugares de céus escuros e transparentes) 
e tendo, ainda ao sul, a belíssima Fomalhaut, estrela-alpha Pisces Austrinus,
 presença realmente brilhante e marcante!

 Certamente,  olhando ao norte, a presença do Cavalo Alado Pegasus é bem interessante 
em seu desenho de grande quadrado sendo avizinhado pela presença emocionante da Princesa Acorrentada, Andromeda, 
que em seu ventre acolhe nossa galáxia-irmã-quase-gêmea, Andromeda... 
com a qual estaremos nos fusionando alguns bilhões de anos, no futuro...

Sabemos que um tantinho quase ao centro do Grande Quadrado do Cavalo Alado Pegasus
 e bem próximo a uma das Cabeças dos Peixes, 
existe o entrecruzamento das Linhas da Eclíptica e do Equador Celestial:
 o Ponto de um novo começo, o Ponto Vernal,
 o começo da primavera para o hemisfério norte e do outono para o hemisfério sul.

Ao vermos o Grande Quadrado de Pegasus, ao norte, 
podemos fazer uma linha quase reta dirigindo-se para o sul 
para então encontrarmos com outras duas galáxias também irmãs nossas: 
As belíssimas Nuvens de Magalhães 
(que sempre podem ser vistas a olho nu em lugares de céus escuros e transparentes
 - aqui no Sítio das Estrelas eu sempre me disponho a contemplá-las 
e sempre sabedora que os minhocas-da-terra, moradores originais da orça, 
a chamam de As Mulas do Presépio de Jesus!).


Achernar faz acontecerem as linhas sinuosamente desenhadas 
por estrelinhas também tímidas 
realizando o Rio do Céu, o Eridanus, 
que corre até a belíssima Rigel, estrela-beta Orionis, 
um dos pés do Gigante Órion! 

 E também, com a promessa de entrada em cena do Gigante Órion,
 teremos a certeza de que o Navio, 
cujo capitão-motorneiro é Canopus, estrela-alpha Carinae/Argus, 
também apontará no horizonte sudeste 
e já trazendo consigo a promessa da chegada, 
logo depois, da belíssima rainha das estrelas, Sírius, 
a mais linda, estrela-alpha Canis Majoris....  

E sempre o Gigante Órion estará testemunhando este cenário
 juntamente com as Plêiades, em Touro, 
e as Hyades acolhendo a belíssima gigante vermelhona/alaranjada e Alpha Tauri, Aldebaran!  

Ainda bem mais ao norte, sempre Capella, estrela-alpha Aurigae, 
estará atuando como se fosse um farol, sempre chamando nossa atenção!

Stellarium







Com o andamento da noite, 
entram em cena constelações bem interessantes... 
enquanto outras, também interessantes começam a se retirar, 
caindo no horizonte oeste... mas sempre prometendo retornar na noite seguinte, 
que bom.

Taurus, o Touro, também pasta nestas terras firmes 
e sempre nos encantando com a beleza das Plêiades 
que mais se parecem com um tercinho de estrelas 
o qual não paramos de rezar e de agradecer aos céus estrelados 
por tanta beleza e tanta delicadeza!  
O Olho Iluminado do Touro, estrela-alpha Tauri, Aldebaran, entra em cena 
e fazendo parte das Hyades (apenas aparentemente, porém!)
 - que sempre me parecem como uma arvorezinha de natal

Os Gêmeos fazem a festa em sua conversa eternizada 
entre suas estrelas Alpha e Beta Gemini, Castor e Pollux,
 o primeiro gêmeos terrestre 
e o segundo, gêmeo celeste!

Podemos, então, perceber que Argo Navis, o Navio Argos, 
já se apresenta por inteiro, em Quilha (Carina), Popa (Puppis) e Vela 
e sua estrela-alpha, Canopus, 
vem dirigindo o Navio como se fizesse uma longa curva nos céus do sul... 
e sempre trazendo consigo o esfumaçado de estrelinhas e objetos difusos 
e reunidos da Via Lactea ainda cortando o Cão Maior, o Gigante Órion,

Stellarium






Sempre em tempos em que a Lua não está presente
 e em lugares de céus escuros e transparentes, 
é uma alegria incrível nos depararmos com o Caraguejo apresentando-se
 através seu berçário de estrelinhas-bebês, O Presépio
 - também chamado de Colmeia de Abelhas!

Se bem percebermos, mais ao sul do Caranguejo 
vamos encontrar uma estrela alaranjada
 - estrela-alpha Hydrae, o Coração do animal rastejante
 que vai se insinuando em estrelinhas super tímidas 
através os lugares mais ao sul do garboso Leão 
com Regulus, sua estrala-alpha, 
sempre fulgurante,
 bem como a Virgem carregando o feixe de trigo 
através sua estrela-alpha Spica.

(Aliás, nessas madrugadas sonolentas,
a presença fulgurante de Júpiter
é sempre um grande encantamento
para nossa visão e nossa mente!).

A visão da Hydra rastejando em linha sinuosa em longo caminho nos céus estrelados é realmente uma visão maravilhosa
 - pois que a Hydra se insere entre as constelações do Zodíaco descritas mais acima
 e ainda traz consigo, ao norte, o Sextante, a Taça e o maravilhoso voo do Corvo! .....

 E, ao sul, a Hydra segue o mesmo caminho do Navio, 
vai acompanhando o doce ondular de ondas que Argo Navis vai realizando
 em seu movimento em curva, do sudeste ao sudoeste....  
(e eu ainda sempre admiro e observo este mesmo movimento de voo do Corvo!).


Stellarium






Com o caminhar das estrelas da noite, 
observamos que Argo Navis vem também anunciando 
a entrada em cena do Centauro
 (acolhendo todos seus fantásticos mistérios.... 
como o Agrande Atrator, por exemplo, 
e a imagem emocionante de Omega Centauri).  

Não tem quem no hemisfério sul não conheça 
as estrelas Alpha e Beta Centauri, Rigel Kent e Hadar
 - algumas pessoas sabem que Rigel Kent é um sistema Triplo
 e que uma dessas estrelas é a Proxima Centauri 
e assim chamada por ser a estrela mais perto de nossa própria estrela, nosso Sol!..., 
muito próxima estrela, realmente, quatro e pouquinho anos-luz, logo ali, 
no quintal ao lado de nosso quintal, o Sistema Solar onde habitamos!,
.... e ainda acolhendo um exoplaneta!

E não tem quem no hemisfério sul não conheça o Cruzeiro do Sul! 

 Existem poucos lugares no céu que são realmente conhecidos por todos: 
as chamadas Três Marias - Mintaka, Alnitak e Alnilan, o Cinturão do Gigante Órion
 - e o Cruzeiro do Sul!  

Certa vez, retornando de uma viagem à Europa, o avião fez uma escala nas Canárias....
 e qual não foi minha alegria quando olhei para o céu 
e pude reconhecer o Cruzeiro do Sul me trazendo as boas-vindas: 
eu estava já em casa!  

É bem assim mesmo: o Cruzeiro do Sul nos traz o tom de estarmos em casa
 - para os moradores do hemisfério sul, é claro!

Stellarium




Eu penso que toda a trajetória de Argo Navis, o Navio Argus, 
nos traz muitas emoções 
e uma dessas emoções intensas 
é o fato de que a Via Lactea se faz presente ao longo de seu trajeto, 
cortando os céus estrelados desde sua chegada no horizonte sudeste 
e já em meio à fumaça de estrelas e objetos advindos desde Perseus e Auriga, ao norte,
 perpassando por Órion, por Cão Maior... 
e ainda seguindo um novo caminho, alcançando o Centauro, 
e buscando pelo Escorpião 
e pelo lugar que nos leva ao centro da Galáxia, 
já nas imediações vicinais ao Sagitário  
e pegando carona, no Great Rift, o Rio do Vazio da Via Lactea,
 nas asas de Aquila, a Águia, 
e indo até, de um lado, a belíssima Lyra e sua estrela-alpha Vega, 
e, de outro lado, a também maravilhosa Cygnus, abrindo suas asas
 e terminando seu alçar de voo através sua estrela-alpha, Deneb.

Nesta Postagem, Caro Leitor,
estivemos navegando junto ao Navio
desde sua aparição no horizonte sudeste
e concluindo a longa noite
ainda singrando as estrelas
do zênite, no meio do céu estrelado....


Com um abraço estrelado,

Janine Milward


Stellarium


Os desenhos formados pelas estrelas 
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo 
e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais, 
entre o céu e a terra...  
bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos 
e sendo por nossa mente conscientizado.  

Quer dizer, nossa mente é tão infinita 
quanto infinito é o Cosmos.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward

VISITE MINHA PÁGINA
DA TERRA AO CÉU E AO INFINITO
http://daterraaoceueaoinfinito.blogspot.com.br/



Hemisphaerium Coeli Australe in quo Fixarum loca secundum Eclipticae ductum ad anum 1730 . .

Hemisphaerium Coeli Australe in quo Fixarum loca secundum Eclipticae ductum ad anum 1730 . . 
Nice example of Johanne Doppelmayr's map of the Southern Skies, with the constellations shown and the various stars illustrated in gold. Dopplemayr's decorative celestial chart illustrates the southern sky form the south ecliptic pole to ecliptic. The constellations are delineated based upon the catalogue of Johannes Hevelius and include Orion, Scorpio, Taurus, Eridanus and the Southern Cross. The constellations include some unusal additions, including the Peacock, Toucan, and a lovely unicorn called Monoceros.