sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Viajando na Via Lactea e festejando a chegada de um Novo Ano!

Olá!

O Verão chegou bem quente
aqui no Brasil...,
e após dias e dias de muita chuva fina,
entrou em cena um clima bem mais seco
e, dessa forma,
as noites vêm estando mais e mais escuras e transparentes
e nos proporcionando momentos maravilhosos
- principalmente na virada da noite,
por volta da meia-noite
(horário de verão),
quando a abóboda celeste
nos apresenta um rasgo luminoso,
uma via bem iluminada...
e nomeada como Via Lactea...,
iluminada não por luzes artificiais
e sim por enxames de estrelas e mais estrelas
e mais estrelas....,
e nebulosas... e mais nebulosas....,
objetos celestes dos mais variados
e encantadores,
ziguezagueando nossa visão
desde nosso sul (quase sudeste)
e correndo até nosso norte (quase noroeste).

Algumas estrelonas orientam nossa visão,
realmente,
assim como as estrelas Alpha e Beta Centauri
e o belíssimo Centauro
envolvendo o Cruzeiro do Sul
entre suas patas...;
Canopus, estrela-alpha Carinae, 
posiciona-se na Quilha do imenso Navio
e atua enquanto capitão do mesmo;
um tantinho próximo a Canopus
porém não exatamente mergulhada na Via Lactea,
vamos encontrar Achernar, estrela-alpha Eridanii,
atuando enquanto Foz do Rio dos Céus Estrelados!

Realmente, 
este é um momento feliz
para bem divisarmos as Nuvens de Magalhães
(Nuvens que não são nuvens, 
mas que se parecem com nuvens
diante de nossa visão emocionada);
o Centauro, a Cruz,
o imenso e belíssimo Navio
dividido (infelizmente) em Quilha, Pôpa e Vela,
e ainda o tímido Rio Eridanus
que vai cortando, sinousamente, seu caminho
através estrelas e mais estrelas
até encontrar a estrela-beta Orionis, Rigel,
aos pés do Gigante Caçador Orion,
onde o Rio dos Céus Estrelados 
tem o seu começo.

Ah, a maravilhosa Sírius 
encontra-se nas redondezas
e também mergulhada esta belíssima rainha dos céus estrelados,
estrela-alpha do Cão Maior
nas águas iluminadas e esfumaçadas da Via Lactea!

Sempre que você possa encontrar-se
em lugares de céus escuros e transparentes,
Caro Leitor,
não deixe de buscar, 
um tantinho próximo a Sírius,
o casco da Pôpa do Navio
e ainda a Pomba voando junto a Argonavis!

É interessante nos lembrarmos
que existem dois Câes 
e ambos fazendo parte do séquito de Orion
(além de Lepus e de Monoceros):
 um Maior
(onde Sírius reina),
e outro Menor,
onde Procyon também acompanha
o Caçador.

O Gigante Órion traz situações verdadeiramente emocionantes
a serem bem observadas
a olho nu, à vista desarmada, inicialmente,
assim como seu corpo imenso sendo desenhado por estrelas,
sua cabeça bem como seu braço segurando
seu escudo (ou mesmo a pele do leão abatido, em outra leitura).
E, já auxiliados nós por simpáticos aparelhos ópticos
- binóculos ou telescópios -,
fantásticos objetos celestes sempre podem ser observados atentamente,
quase nos entontecendo de tanta emoção!
E então também estaremos sabedores
que na direção do Cinturão do Caçador
- e suas sempre tão conhecidas e reconhecidas
Três Marias
(Alnilan, Alnitak e Mintak) -
existe uma linha imaginária
que, imaginariamente, divide o hemisfério sul
do hemisfério norte celestiais!
E a Espada do Caçador!
Se a Espada já é uma visão incrível
a olho nu,
imagine então através simpáticos instrumentos ópticos!

Orion, o Gigante Caçador,
parece estar sempre voltado para atacar
as Pleiades, as Irmãs que Choram (ou que dançam)
e que moram no lombo do Touro
- que, por sua vez, bem defende-se do Gigante
através seus Chifres vigorosos.

Além das belíssimas Pleiades
- sempre nos encantando a visão
seja a olho nú 
(parecendo um tercinho de contas luminosas e sutis),
seja através simpáticos instrumentos ópticos -,
sempre o desenho de uma árvore conífera e estelar
acontece através as Hyades
e sabemos que a estrela-alpha Tauri, Aldebaran,
não faz parte desse asterismo,
apenas posiciona-se naquela direção
e nos trazendo um sentimento
de joia rara e amareladamente avermelhada
enfeitando e sendo nomeada
enquanto O Olho Iluminado do Touro.

Os Gêmeos Castor e Pollux
- apresentados através suas estrelas Alpha e Beta, respectivamente -
parecem sempre sorrirem para nós
que os buscamos
com prazer.
- embora não estejam mergulhados na Via Lactea.

Aproveitando as vizinhanças
e os céus escuros e transparentes,
por que não buscarmos pelo Presépio?

O Presépio é como um ninho de estrelas-bebês,
quase uma lua-cheia e bem tímidamente preechida
por estrelinhas tão tímidas
que nos exige bom esforço de visão 
para bem podermos visualizá-las:
precisamos de nossa visão enviesada, certamente.

Ao localizarmos o ventre de estrelinhas-bebês do Presépio
- também conhecido como Colmeia de Abelhas -,
certamente nosso olhar corre para uma estrela de amarelado pálido,
um tom de amarelo antigo, digamos assim:
é Alphard, estrela-alpha Hydrae,
e podemos aproveitar para bem divisarmos a Cabeça da Hydra
bem como seguirmos, emocionados,
seu corpo sinuosamente enredilhado e estrelado timidamente
fazendo uma espécie de muralha
entre o imenso Navio, de um lado,
e de outro lado,
as constelações Sextans, Crater e Corvus...,
e, imagine só, Caro Leitor,
dizem os alfarrábios que as estrelas sinuosas 
ainda alcançam a Virgem - na altura de Spica, estrela-alpha Virginis,
e terminam próximas a Libra, a Balança!

Bem, retornando ao doce caminho leitoso...,
a Via Lactea,
vamos encontrar uma estrela que brilha
sempre nos atraindo a atenção:
é Arcturus, estrela-alpha Bootis, o Boieiro.

e, um tantinho ainda mais ao meu norte
- norte já voltado para o oeste -,
Perseus, o Campeão,
apresenta-se trazendo seu medonho trofeu,
a cabeça da Medusa
e seu terrível olho: Algol,
estrela-beta Persei.

Bem, Caro Leitor,
a descrição acima
vem tentando comentar
sobre os céus estrelados
nos momentos de virada de ano...
- concluindo 2016 e fazendo iniciar 2017,
em nosso calendário ocidental.

No entanto,
dependendo de onde você estiver
naquele momento,
toda essa maravilha estelar
estará sendo escondida
pela beleza estonteante dos fogos de artifício...

Porém, esses fogos terminam,
não duram mais do que quinze minutos, meia hora, se tanto...
As estrelas e os objetos celestes,
entretanto,
continuam para quase, quase, quase sempre...
e lá estarão na próxima virada de ano,
e na próxima, e na próxima... e na próxima...

E, melhor ainda,
esses momentos acima descritos
vêm morando nos céus estrelados
das madrugadas
e adiantando-se para a noite
e então, para o cair da noite...

(Pessoalmente, 
eu gosto sempre de acordar
no miolo da noite
e me deixar encantar
pelos céus que me protegem).

Enfim, tudo sempre passa,
o céu continua, aparentemente, rodando
sobre nossa cabeça.
O importante é que sempre possamos manter
nossas cabeças em bom prumo
e seguirmos em bom tom
caminhando nossos caminhos na terra e no céu.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward


Stellarium

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Os desenhos formados pelas estrelas
 – As Constelações -
 são como janelas que se abrem para a infinitude do universo
 e que possibilitam nossa mente
 a ir percebendo que existe mais, bem mais, 
entre o céu e a terra 
bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente, 
vai se tornando Cosmos 
e sendo por nossa mente conscientizado.  

Quer dizer, 
nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward