quinta-feira, 25 de maio de 2017

Somos Poeira de Estrelas


Olá!

Caro Leitor,
penso que uma das questões
mais comovente
- e ao mesmo tempo questionadora -
é o fato de que Somos Poeira de Estrelas.

A meu ver,
esta questão nos traz o tom de real imortalidade,
quer dizer,
existe a transmutação do universo
acontecendo todo o tempo e todo o espaço
e temos em nós
um tantinho de toda esta transmutação!

Talvez possamos pensar
que somos bibliotecas pensantes
e imortalizadas 
e que podemos pensar
sobre o universo
porque o universo
não somente está diante de nós
- ou nos permeia como um todo -
como também
o universo existe através a nossa possibilidade
de sobre ele pensarmos.


Carl Sagan teria dito
"Nós somos uma maneira do Cosmos conhecer a si mesmo"

Com um abraço estrelado,
Janine Milward



OCTOBER 16, 2006: This new NASA Hubble Space Telescope image of the Antennae galaxies is the sharpest yet of this merging pair of galaxies. During the course of the collision, billions of stars will be formed. The brightest and most compact of these star birth regions are called super star clusters. The new image allows astronomers to better distinguish between the stars and super star clusters created in the collision of two spiral galaxies.




 O artigo abaixo é baseado numa re-leitura, 
tradução e síntese de Janine Milward de Azevedo 
sobre o texto 
"We are stardust" de Ken Croswell
 - astrônomo em Berkeley, Califórnia 
e autor de "The Alchemy of Heavens", A Alquimia dos Céus, 
que explora a Galáxia e o universo além. 
Este artigo foi extraído da revista Astronomy Now, edição de fevereiro de 1997
páginas 25 e 26 - Tonbridge, Kent, England.



Somos Poeira de Estrelas


Entre todas as descobertas astronômicas do século vinte, a mais bela e poética também é uma das mais profundas: praticamente todos os elementos da Terra e em nossos corpos foram forjados pelas estrelas da Via Láctea. Portanto, cada ser humano deve sua vida à forjaria das estrelas da Galáxia.

Uma Idéia Radical

Há cerca de cinqüenta anos, não somente esta idéia era considerada radical como também absurda. Como poderiam as estrelas ter algo a ver com os elementos da Terra? Naquele tempo, muitos cientistas pensavam que cada elemento, desde o hidrogênio ao urânio, tinham surgido durante o nascimento cataclísmico do Universo, ao qual os astrônomos hoje denominam de big bang. Se isso fosse assim, então todas as estrelas deveriam possuir mais ou menos a mesma composição em suas superfícies, desde que todas teriam sido formadas da mesma mistura de elementos contidos a partir do big bang. Esse pensamento é devido ao fato de que normalmente a superfície de uma estrela reflete a composição do material do qual ela nasceu e não muda muito durante o tempo de sua existência.
Porém, em 1951, astrônomos assombraram seus colegas ao reportarem que duas estrelas pertencentes ao halo populacional de nossa Galáxia tinham menos cálcio e ferro do que o Sol. As estrelas dentro do halo da galáxia são antigas, e o fato de possuírem pouco metal significava que a Galáxia em seu inicio possuía apenas uma pequena quantidade de cálcio e de ferro. Desde aquela época antiga, o suprimento de elementos pesados aumentou enormemente, de forma que a Via Láctea, através de suas estrelas, deve ser o verdadeiro criador dos elementos pesados.

No entanto, essa descoberta quase deixou de ser publicada porque naquela época os astrônomos pensavam que todas as estrelas tinham a mesma composição química.

Elementos Reciclados

Para os astrônomos que apreciaram o trabalho sobre essas duas estrelas "diferentes", a questão estava clara: porque antigas estrelas possuíam menos elementos pesados do que as estrelas mais jovens, a Via Láctea se tornara-se cada vez mais enriquecida com os elementos pesados ao longo de sua vida. As estrelas da Galáxia estavam forjando elementos pesados como cálcio e ferro. E quando estas estrelas morriam, elas ejetavam os elementos pesados espaço afóra. Alguns desses elementos encontraram e enriqueceram as nuvens interestelares de gás e poeira que deram nascimento às novas estrelas e planetas, os quais herdaram os elementos para si mesmos.

A culminação desta idéia ocorreu in 1957 quando se provava esse conceito sem qualquer dúvida e explicava porque alguns elementos, como oxigênio, são comuns enquanto outros, como ouro, são raros. Como exemplos, tomemos o oxigênio e o ouro. Oxigênio é o terceiro elemento mais abundante no universo, depois de hidrogênio e hélio. E é comum, porque precisamente é produzido pelas reações nucleares que ocorrem durante a vida de muitas estrelas. Na verdade, quase no final da vida do nosso Sol, quando nossa estrela se tonar uma gigante vermelha, ele criará oxigênio a partir da fusão do carbono com o hélio.

Porém o ouro é oposto ao oxigênio. Ouro é raro: para cada átomo de ouro no cosmos, existem 130 milhões de átomos de oxigênio. Colocando isto em perspectiva, imaginemos que cada pessoa nos Estados Unidos representa ou oxigênio ou um átomo de ouro, e que seus números fossem refletir a quantidade desses dois elementos no cosmos: nesse caso praticamente cada americano seria oxigênio, somente dois seriam ouro....

Ouro é raro porque muitas estrelas não o produzem. Ao invés disso, o ouro surge somente quando uma estrela explode, o que causa neutrons chocarem-se com os elementos leves e formarem elementos pesados como o ouro e a platina. Porém tais explosões são raras, ocorrendo na Galáxia somente poucas vezes no século e também elas nem sempre produzem esse elemento precioso. Dessa forma, o ouro é raro.

Ferro e Oxigênio a partir das Supernovas

Da maneira como os astrônomos acreditam, o big bang teria criado apenas os elementos leves - inicialmente hidrogênio e hélio e um pouco de lítio - enquanto as estrelas produziram todo o resto. Hoje em dia, os astrônomos vêem ainda mais longe, apontando as formulas exatas através das quais os elementos diferentes surgem.

Por exemplo, em décadas recentes, astrônomos descobriram que o oxigênio é relativamente mais abundante em estrelas antigas mais do que outros elementos pesados, como o ferro. Estas estrelas antigas ainda possuem menos oxigênio do que nosso Sol, porém a quantidade não é assim tão mais baixa como se dizia antes, baseado na escassez de ferro nas estrelas.

Essa razão pode ser encontrada nos dois mais importantes tipos de supernova, uma que produz muito oxigênio, e outra que produz muita ferro. A maioria das supernovas acontece a partir de estrelas de grande massa e de curta vida como Spica em Virgem ou Antares em Escorpião. Durante suas vidas, estas estrelas criam muito oxigênio, ao qual elas ejetam quando explodem. Por causa de suas vidas curtas, estas estrelas começaram a explodir tão logo a galáxia estava ainda se formando, ejetando oxigênio na Via Láctea, e a estrelas que estavam sendo formadas naquele momento adquiriram este oxigênio. Como resultado, estas estrelas possuem uma relativa maior quantidade de oxigênio comparado ao outros elementos pesados, como ferro.

Apesar de algum ferro também surgir a partir destas maciças supernovas, a maioria, ou talvez a totalidade desde elemento venha a partir de diferentes tipos de supernovas. Estas supernovas ocorrem quando uma estrela anã branca recebe pouco material de sua estrela companheira e acaba explodindo. Esta explosão produz pouco oxigênio porém forja uma grande quantidade de ferro. Assim, uma única estrela anã branca em sua explosão pode doar à Galáxia metade da massa solar de ferro puro.

Entretanto, estas anãs brancas supernovas demoram a acontecer, porque leva tempo para que uma anã branca seja formada e para que sua companheira possa transferir material o suficiente para fazer a anã branca explodir. Consequentemente, poucas dessas supernovas explodiram enquanto a Via Láctea era jovem, dessa forma o ferro entrou na Galáxia bem mais vagarosamente do que o oxigênio.

A Fonte de Carbono e Nitrogênio

Dois outros importantes elementos, o carbono e o nitrogênio, possuem outra fonte, e, da mesma forma que o ferro, entraram na Galáxia vagarosamente. A maior parte do carbono e do nitrogênio surgiram em estrelas pouco maciças que se tornaram gigantes vermelhas e que não explodiram. Durante o estágio de gigante vermelha, o carbono e o nitrogênio podem enriquecer a atmosfera externa da estrela. Ao final de sua vida, a gigante vermelha expele essa atmosfera externa espaço adentro, formando uma bolha de gás em torno de si mesma, chamada de nebulosa planetária. A mais famosa dessas, como um anel de fumaça, é a Nebulosa do Anel, na Lyra. Essa é a maneira pela qual a maior parte do carbono e virtualmente também do nitrogênio que existem hoje em nossos corpos, foram expelidos através da Galáxia.

As estrelas que trazem beleza ao céu noturno estão, portanto, trabalhando intensamente para a Galáxia, produzindo quase todo espectro de elementos. Desde o nascimento da Galáxia a partir do hidrogênio sem vida e do gás hélio, a Via Láctea criou estrela após estrela, viu-as viver e algumas delas morrer, e por bilhões de anos testemunhou a grande alquimia que estas estrelas perfazem na transformação dos elementos leves advindos do big bang em elementos pesados que nos proporcionam vida.

Ao menos em um caso, em um planeta coberto de água girando em torno de uma estrela amarela, tais elementos fizeram nascer a vida. Somos, portanto, feitos dos elementos forjados pelas estrelas da Via Láctea há bilhões de anos: o oxigênio que respiramos, o cálcio em nossos ossos, e o ferro que flui através de nossas veias, todos vieram daquelas estrelas que morreram há muito tempo e que expeliram seus restos Galáxia adentro....

Somos herdeiros das antigas estrelas. Somos poeira de estrela.

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O artigo acima é baseado numa re-leitura, tradução e síntese de Janine Milward de Azevedo  sobre o texto "We are stardust" de Ken Croswell - astrônomo em Berkeley, Califórnia e autor de "The Alchemy of Heavens", A Alquimia do s Céus, que explora a Galáxia e o universo além. Este artigo foi extraído da revista Astronomy Now, edição de fevereiro de 1997, páginas 25 e 26 - Tonbridge, Kent, England.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward 

quarta-feira, 24 de maio de 2017

O Tempo de Viagem da Luz das Estrelas


Olá!

Caro Leitor,
houve um tempo,
quando meus estudos em Astronomia
aconteciam através alfarrábios 
em papel impresso
(bons tempos!),
em que eu me propus
a ir trazendo uma tradução (simples)
de alguns textos
que me atraíam imensamente a atenção
e compartilhá-los com alguns amigos
também amantes dos céus estrelados.

O texto abaixo é,
a meu ver,
interessantíssimo 
pois que trata de um tema que venho pensando
há muito: O Tempo.

E este Tempo manifesta-se
através o presente fusionado imediatamente ao passado.
Quer dizer,
ao simplesmente nos deixarmos tocar
pela luz do tépido sol do outono/inverno,
estamos fusionando nosso aqui-e-agora
a um passado de cerca de oito minutos atrás.
Simples assim.

Em termos das estrelas mais longínquas,
céus,
esse passado 
fusionado ao nosso presente
avança e avança muitíssimo,
em escalas astronômicas!

Doe-se um pedacinho do seu tempo de hoje,
Caro Leitor,
para ler este texto
que o levará a pensar
mais profundamente
sobre a vida.

O autor, Kevin Shine,
começa seu texto
de maneira a nos cativar imensamente:

"É estranho imaginarmos que quando olhamos para o céu noturno estamos, na verdade, olhando para o passado longínquo; cada estrela que aparece não é como a vemos agora e sim como ela era cerca de centenas ou mesmo milhares de anos atrás. Em alguns casos olhamos para estrelas que enviarem suas luzes quando o homem ainda vivia nas cavernas. Cada estrela é uma pedaço de nossa história."

Com um abraço estrelado
e desejando a você uma boa leitura,
Janine Milward




Nenhum texto alternativo automático disponível.
O Astrônomo Alan Fitzsimmons tirou uma foto dele mesmo com o centro da galáxia ao fundo nas instalações do Observatório de La Silla, no Deserto do Atacama no Chile.
Credit: ESO/A. Fitzsimmons

https://www.eso.org/public/images/potw1320a/




O artigo abaixo é baseado numa re-leitura, 
tradução e síntese de Janine Milward de Azevedo 
sobre o texto "Starlight Time Travel", 
autoria de Kevin Shine
publicado pela Revista Astronomy Now, 
edição de Outubro de 1996

páginas 50 e 51, Tonbridge, Kent, England.




O Tempo de Viagem da Luz das Estrelas

"É estranho imaginarmos que quando olhamos para o céu noturno estamos, na verdade, olhando para o passado longínquo; cada estrela que aparece não é como a vemos agora e sim como ela era cerca de centenas ou mesmo milhares de anos atrás. Em alguns casos olhamos para estrelas que enviarem suas luzes quando o homem ainda vivia nas cavernas. Cada estrela é uma pedaço de nossa história.

Distâncias Estelares

A razão pela qual a luz dessas estrelas leva tanto tempo para nos alcançar é devido à sua distância; até mesmo a distancia entre a Terra e a estrela mais próxima é imensa. se imaginarmos que o espaço entre a Terra e o Sol fosse reduzido a uma polegada, Júpiter estaria para além de quatro polegadas de distancia. Netuno estaria cerca de 29 polegadas de distancia e a próxima estrela, Próxima Centauri, estaria para além de quatro milhas de distancia.

Assim, devido à vastidão quase incompreensível de distancias entre nós e as estrelas, seria totalmente impraticável usarmos milhas ou quilômetros - até mesmo entre a Terra e o Sol cuja distancia é de 92.500.000 milhas. Dessa forma, os astrônomos usam o ano-luz para trabalhar as grandes dimensões do universo. Como a luz viaja 186.282 milhas por segundo, após um ano essa luz viajou bastante - 5.660.000.000.000 milhas.... Assim, distancia é medida em ano-luz.

Degraus de Tentativa

É tempo, então, de iniciarmos nossa jornada de volta no tempo, porém começaremos numa pequena viagem, por enquanto. Se houver uma outra pessoa na sala com você, sentada cerca de dez pés de distancia, então você a está vendo "agora" como se ela "fosse" uma centena de milionésimos de segundos atrás. Isto significa que esta pessoa parecerá um pouquinho mais jovem do que realmente é... porém essa pequena distancia não é passível de ser considerada...

Devemos, então, iniciar nosso real primeiro degrau de tentativa e olhar em direção ao Sol, nossa estrela mais próxima. Mesmo que o tempo de intervalo seja ainda mínimo, a luz demora oito e meio minutos para chegar até nós; tempo suficiente para fazermos uma chávena de chá e voltarmos para nossa poltrona antes do que o raio do sol que de lá saiu quando você começou a ler este artigo, atingisse a Terra.
A luz refletida que parte de Júpiter demora um pouco mais, cerca de três-quartos de hora; com Saturno, cerca de uma hora e vinte minutos; e com Plutão porque é bastante distante do Sol, sua luz refletida demora impressionantes cinco horas e quarenta minutos para nos alcançar na Terra.

Degraus adentrando o Passado

A próxima estrela mais perto de nosso sistema solar é Próxima Centauri, para além de quatro anos-luz de distância. Porém ainda quatro anos é relativamente um minúsculo degrau no passado em relação ao resto de nossa jornada.

Sírius, a estrela do Cão Maior, é a próxima estrela no céu e também o próximo notável degrau que nos leva ao passado. Sua luz deixou esta estrela em 1984 quando as Olimpíadas de Los Angeles eram a notícia do momento. Outra jóia do céu é a brilhante estrela Vega, a bela da Lira, cuja luz saiu quando a Inglaterra vencia a Copa do mundo de 1966. Quando o homem começou suas primeiras aventuras no espaço com a Sputnik em 1958, a luz do Arcturus que hoje vemos deixou esta estrela.

Retornando na História

A partir de agora, começaremos a acelerar fortemente rumo ao passado e alcançar o último ponto de parada no século vinte: 1912, ano em que o Titanic afundou e Scott alcançou o polo sul e quando a luz de Mizar começou sua aventura que ultrapassou as duas guerras mundiais. Mizar é facilmente encontrável, localizada no meio da alavanca do Carro, na Ursa Maior.

As Hyades são um agrupamento de estrelas que formam a cabeça do Touro podem ser vistas como eram há 140 anos atrás, um tempo revolucionário de expansão colonial e quando Darwin teorizava a evolução.
Olhemos agora para Polaris, a mais famosa estrela do céu, com sua posição sendo uma fração de deslocamento do polo norte celestial, na Ursa Menor, e surpreendentemente, apenas a estrela 49 no rank de brilho estelar. Sua luz que hoje nos atinge saiu de lá cerca de 380 anos atrás, no século dezessete, quando Galileu apontou seu telescópio em direção às estrelas.

As Plêiades ou Sete Irmãs são famosas consistindo de um cordão de jovens estrelas bem juntinhas, seis ou sete que podem ser divisadas. Elas formam o coração do Touro e são visíveis hoje como eram há 400 anos atrás, no tempo da Armada Espanhola.

Quando Colombo partiu em sua viagem para o Novo Mundo, a luz da estrela Betelgeuse também começava sua jornada interestelar que somente agora chega a seu final. Ainda um grande passo atrás acontece quando olhamos para a estrela Rigel, também em Órion como Betelgeuse, que dista 900 anos-luz de nós. Abaixo da Nebulosa do Orion, no cinturão de Orion, encontra-se uma estrela pequena, nada especial, porém quando a vemos estamos olhando a luz de quando Cristo nasceu na Terra e quando os romanos ocuparam grande parte da Europa.

quando olhamos para a Nebulosa do Caranguejo, galgamos outro grande degrau até 3.000 anos antes de cristo. Impérios e civilizações foram criados e derrubados, era tempo da agricultura chegar na Inglaterra and as línguas primeiras escritas estavam começando a serem desenvolvidas. A Nebulosa do Caranguejo, acima de Orion, é uma remanescente de uma explosão estelar ou supernova que foi observada pelos chineses em 1054. Não muito antes da luz deixar a Nebulosa do Caranguejo, acontecia a expansão da linguagem e a construção de Stonehenge, possivelmente um dos mais antigos monumentos astronômicos da Terra.

Na constelação de Hércules existe um dos mais brilhantes agrupamentos de estrelas do céu do norte, Messier 13. Com os olhos nús pode ser visto como um rasto de estrela e dista cerca de 20.000 anos-luz - um tempo em que a Terra estava em meio a uma enorme idade do gelo, com um quarto de seu território coberto.

O Passado Remoto

O vizinho mais próximo à nossa galáxia é a Grande Nuvem de Magalhães, distante 150.000 anos-luz - sua luz estava saindo de lá quando a Terra era dominada por imensos mamíferos como o tigre de dente de sabre e os mamutes.

A maior galáxia próxima à nos é a Galáxia de Andromeda. Ela contém várias centenas de milhares de milhões de estrelas e pode ser vista como um objeto esfumaçado e pequeno. É o objeto mais longínquo que o homem pode ver a olho nú distando mais de dois milhões de anos-luz.

Para ir ainda mais além no passado de nosso universo é preciso nos munir com grandes telescópios e radio telescópios que captam os objetos mais distantes do universo, os quasars. Os quasars são objetos intensamente luminosos e imensamente remotos. Messier 81 e Messier 82 são duas galáxias que se localizam a nordeste do Carro no céu, numa distancia de cerca de 8 milhões de anos luz. Quando os photons que vemos desses objetos hoje foram emitidos, o homem ainda estava em sua evolução a partir do macaco.

Viajando ainda mais distante através do Aglomerado de Virgem, o superaglomerado estimado em conter 3.000 galáxias, teremos viajado alguma coisa em torno de 55 a 65 milhões de anos-luz. Assim, essa luz saiu desse Aglomerado quando a Terra passava por uma de suas maiores mudanças, a era dos dinossauros que estava finalmente chegando a seu final depois de 100 milhões de anos de poder. Um impacto de asteroide pode bem ter sido o causados dessa queda.

Olhando ainda mais atrás 300 milhões de anos estamos no Aglomerado de Galáxias de Coma Berenices. Quando a luz deixou esse lugar nós não poderíamos sequer reconhecer nosso próprio planeta: a Terra estaria coberta pelo supercontinente de Pangea. Os peixes eram inúmeros nos mares quentes, com árvores e capim dominando a terra e por todos os lugares da Terra, a vida diversificava.

Os quasars são os objetos mais distantes que podemos encontrar no universo no momento, a maioria deles surgindo de uma região cerca de 12 bilhões de anos-luz de distancia. Quando a luz de um desses quasars chegou até nós, não somente a Terra e o Sol estavam se formando, cerca de cinco bilhões de anos atrás, mas também toda nossa Galáxia estava sendo criada, com suas milhões de estrelas aparecendo e outras morrendo nesse meio tempo. Estes quasars parecem ser relativamente pequenos e não atuam como estrelas normais de nenhuma forma, produzindo energia de maneira que ainda não é completamente entendida. Uma teoria do momento é que os quasars são centros de alta energia pertencentes a galáxias jovens e extremamente distantes.

Atingimos agora o final de nossa procura e viajamos no passado até onde poderíamos ir: quase atingimos o começo do universo e o Tempo ele mesmo, o Big Bang. Quando o Big Bang aconteceu é uma questão que continua sendo debatida, possivelmente tendo ocorrido entre 10 a 20 bilhões de anos atrás.

Muitos dos objetos mencionados são visíveis nas noites do ano, mas em qualquer noite transparente e escura nos proporcionará com a oportunidade de sairmos de casa e realizarmos nossa viagem nas estrelas através dos tempos."

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O artigo acima é baseado numa re-leitura, tradução e síntese de Janine Milward de Azevedo  sobre o texto "Starlight Time Travel", autoria de Kevin Shine, publicado pela Revista Astronomy Now, edição de Outubro de 1996, páginas 50 e 51, Tonbridge, Kent, England.

Com um abraço estrelado,

Janine Milward

sexta-feira, 28 de abril de 2017

O Navio Argo, Argonavis, desmembrado em Carina, a Quilha; Puppis, a Popa; e Vela.... E a Proa, existe Proa no Navio?

 Olá!


Argo Navis, o (antigo) Navio
 - hoje desmembrado em Popa, Quilha e Vela - 
é uma constelação que sempre nos traz muitas surpresas.


Uma dica bem interessante 
é começar sua viagem pelo Gigante Caçador, Orion 
(não tem quem não conheça e reconheça esta constelação, 
sempre nos apresentando suas três estrelinhas 
chamadas popularmente de As Três Marias!)
 e então ser "chamado" pelo brilho intenso 
da estrela-alpha Canis Majoris, 
Sirius.

Perceba então que existem algumas estrelas tímidas 
como se formassem um paredão, algo assim:
 é a Popa, Puppis, do Navio!

A partir da Popa,
 não tem como não sermos "chamados" 
pela estrela-alpha do antigo Navio 
e da recente Quilha, Carina, 
a bela Canopus, o capitão do Navio.

A Vela chama nossa atenção
 - a olho nú -
 por figurar exatamente como a mesma,
 sem tirar nem por.


Nesta Postagem,
Caro Leitor,
encontre algumas informações
sobre O Navio Argo,
sobre Carina, a Qullha, e suas estrelas
e ainda a maravilhosa Nebulosa Eta Carinae;
sobre Puppis,a Popa,
e seus Objetos Messier;
sobre a Vela e suas estrelas
e o fantástica Nebulosa Anel do Sul.

E mais ainda,
Caro Leitor,
estaremos comentando
sobre o porquê de o Navio
não nos apresentar sua Proa.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward



Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes


Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes



Ivan Konstantinovič Ajvazovskij (1817 - 1900)
“Ship in Stormy Sea” 1858



ARGO NAVIS, O NAVIO


Esta constelação representa o navio 
no qual Jasão trouxe o Velocino de Ouro para Colquita 
- e dizem que foi o primeiro navio a ser construído.

Esta constelação, o Navio, fazia parte do grupo de 48 constelações
 relacionado por Ptolomeu. 

La Caille, porém, dividiu o Navio em
Carina, Vela e Puppis: Quilha, Vela e Popa



Argo Navis era uma grande constelação meridional, representava o navio utilizado pelos argonautas em suas viagens. Foi dividida em Carina(quilha), Puppis (popa) e Vela (velame); as designações de Bayer, entretanto, não foram mudadas, de modo que α e β estão em Carina, γ e δ em Vela, ε em Carina, ζ em Puppis e assim por diante. Por outro lado, Pyxis, a constelação da Bússola, embora ocupe uma área que havia sido considerada como os mastros do Argo, possui designações de Bayer próprias.



Ficheiro:Argo Navis Hevelius.jpg
Atlas Coelestis. Johannes Hevelius drew the constellation in Uranographia, his celestial catalogue in 1690.
Desenho de Argo Navis por Johannes Hevelius (1690)



The image for the "Historical Essay" is taken from Andreas Cellarius, Harmonia macrocosmica, 1661.


ESA /AOES Medialab
GOCE IN ORBIT
O NAVIO NAVEGANDO NO ESPAÇO







ARGO NAVIS, O NAVIO


http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Gazetteer/Topics/astronomy/_Texts/secondary/ALLSTA/Argo_Navis*.html

Richard Hinckley Allen, Star Names, Their Lore and Meaning, Dover Publications, Inc, New York, USA 







Segundo Allen, em seu livro Star Names, Their Lore and Meaning – fantástico livro e já em domínio público – e traduzindo literalmente, de forma simples e sintética, por mim, Janine:

Argo Navis, o Navio Argo
- geralmente simplesmente Argo – erroneamente denominado Argus, a partir de confusão com seu caso genitivo; e Navis é o alemão Schiff, o francês Navire Argo e o italiano Nave Argo.

Situa-se inteiramente no hemisfério sul, a leste do Cão Maior, ao sul do Monoceros e da Hydra, muitíssimo mergulhado na Via Lactea, e apresentando no horizonte de Nova York somente algumas de suas estrelas pouco importantes; porém cobrindo uma imensa extensão do céu, cerca de setenta e cinco graus ao todo, - Manilius denominando-o como Argo Nobilis – e contendo 829 componentes a olho nu.  O centro da constelação culmina em primeiro de março.

La Caille usou esta constelação para cobrir cerca de 180 letras, muitas das quais certamente duplicadas, de forma que suas anotações fossem adotadas no Catálogo da Associação Britânica mas que recentes astrônomos subdividiram esta figura de constelação por conveniência de sua referência e estas três divisões são agora conhecimentos como Carina, a Quilha, com 268 estrelas; Puppis, a Popa, com 313; e Vela, a Vela, com 248. Esta última é a Navegação  alemã.

…………………………
O Navio parece não ter Proa ....................
Segundo Aratos, a perda da Proa parece haver ocorrido

when Argo pass'd
Through Bosporus betwixt the justling rocks —


All Argo stands aloft in sky


Part moves dim and starless from the prow
Up to the mast, but all the rest is bright;

Quando Argo Navis passou através o Estreito de Bósforo e rochas desmoronaram,  o Navio foi virado e naufragou....; e subiu aos céus porém sem estrelas apresentando desde a Proa até o mastro.... mas todo o resto é brilhante!


A Mitologia diz que o Navio teria sido construído por Glaucus, ou por Argos, para Jasão, líder dos cinqüenta Argonautas – cujo número igualava aos remos do Navio -, ajudado por Pallas Athena que, ela mesma, colocou na Proa uma peça (que falava!) entalhada em carvalho de Dodona (para proteção). Desta maneira, o Navio Argo  foi dotado de poder de aconselhar e guiar os chefes formadores de suas equipes.  O Navio Argo levou adiante a famosa expdição desde Iolchis, na Tessalia, até Aea, em Colchis, em busca do Velocino de Ouro.  Quando a viagem terminou, Athenas colocou o Navio no céu.

Uma outra tradição grega, de acordo com Eratosthenes, dizia que esta constelação representava o primeiro navio a singrar o oceano, e que ainda muito tempo antes de Jasão, levou Danaos com suas cinqüenta filhas do Egito até Rodes e Argos.

A tradição egípcia dizia que o navio era a arca que acolheu Isis e Osiris durante o Dilúvio.  Os Hindús pensavam a mesma questão para seus equivalentes Isi e Iswara. Sua tradição pré-histórica tornou o Navio em Argha, o Sol Caminhante sendo orientado por Agastya, a estrela Canopus.  Neste termo Sanscrito, Argha, podemos ver o nome Argos.  Lindsay, porém, deriva ARgo de arek, uma palavra simita, usada pelos fenícios, significando “grande” – tendo sio o primeiro navio lançado ao mar.

Sir Isaac Newton devotou muita atenção para o famoso Navio, fixando a data de sua construção em cerca de 936 depois de cristo, 42 anos após o Rei Salomão.

Entre os romanos, sempre foi Argo, o Navio, tendo Vitruvius escrito Navis quae nominatur Argo (o Navio chamado de Argo), mas Cícero denominou-o de Argolica Navis e Argolica Puppis; Germanicus chamou de ARgoa Puppis; Propertius, o poeta elegíaco do primeiro século de nossa era, chamou de Iasonia Carina.  Ovideo, de Pagasaea Carina e Pagasaea Puppis, advindo de Tessalia, um porto onde teria sido construído.  Manilius chamou de Ratis Heroum, o Herói Raft, Pagasaea.  Outros chamaram de Navis Jasonis ou Osididis, Celox Jasonis, Carina Argoa, Argo Ratis e Navigium Praedatorium, o Navio Pirata.  Ainda existem similariddes como Currus Maris, Carruagem do Mar, Currus Volitans de Catullus que dizia que no Egito havia sido chamado de Vehiculum Lunae.

Foi também conhecido como Equus Neptunius – na verdade, Ptololeu afirmou que era conhecido o Navio como um Cavalo pelos habitants da Azania, a moderna Ahan, na costa nordeste da Africa, sul do Cabo Gardafui.

Os árabes chamaram o navio de Al Safinah, um Navio, e Markab, algo que se cavalga e que até dois a três séculos atrás na Europa eram transcritos como Alsephina e Merkeb.
A tradição bíblica certamente denominou o Navio de Arca de Noé, Arca Noachi ou Archa Noae – assim como Bayer escreveu.  Jacob Bryant, o mitologista inglês do século passado, contou esta estória como a de Noé.  Na verdade, no século 17, Arca parece ter sido seu título mais popular.

Nos Ensaios de Hewitt, podemos encontrar uma referência às quatro estrelas que marcam os quatro cantos do céu em Zendavesta, os quatro Locapalas ou Alimentadores do Mundo, dos hindus.  Este autor diz que se trata de Sirius, ao leste, as sete estrelas da Ursa Maior, no norte, Corvo, no oeste, e Argo ao sul.  Ele intitula Argo como Sata Vaesa, os Cem Criadores – e tudo isso imaginado como se formando uma grande cruz no céu.  A concepção persa diferenciada aparece nos comentários sobre Regulus, estrela-alpha Leonis.
O asterimo chiens Tien Meaou provavelmente foi formado a partir de alguns components de Argos.

O Navio Argos pode ser visto em latitudes baixas não somente a partir de sua grande extensão e pelo esplendor de Canopus como também por acolher a maravilhosa estrela Eta e sua Nebula (Eta Carinae).



ESA /AOES Medialab
GOCE IN ORBIT
O NAVIO NAVEGANDO NO ESPAÇO





CARINA, 

A QUILHA DO NAVIO



Começaremos nossa viagem
conhecendo um tantinho sobre Carina, a Quilha.

Canopus, estrela-alpha Carinae, o Capitão do Navio,
bem pode ser observada 
um tantinho a sudoeste da maravilhosa Sírius!

Eu penso que um lugar muito interessante a ser por nós visitado
é aquele que traz um grande renome 
à constelação da Quilha do Navio, Carina:
 a Nebulosa de Eta Carinae, a Grande Nebulosa em Carina, NGC 3372!


Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes










Algumas Estrelas
em Carina:


As estrelas Iota e Epsilon Carinae formam o Asterismo Falsa Cruz
juntamente com as estrelas Kapa e Delta Velorum.



Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes - extraído da Carta da Vela



Canopus. Alpha Argus, O Navio, Alpha Carinae. 
Ascensão Reta 06h 23,5m - Declinação -52o 41’
Magnitude visual -0,86 - Distância 98 anos-luz
Uma estrela branca num dos cantos do Navio Argo e considerada a segunda mais brilhante estrela do céu.  Nomeada em honra a Canopus, o piloto chefe da frota de Menelaus, que foi morto no Egito pela mordida de uma serpente em seu retorno da destruição de Tróia. A Guia.


Programa Stellarium 



Miaplacidus - Beta Carinnae
Ascensão Reta 09h 13,0m - Declinação - 69o 38’
Magnitude visual 1,80 - Distância 86 anos-luz
As águas serenas. Mar Calmo, designação empregada por Burritt em sua Geografia (1856).  Acredita-se que este nome tenha sua origem no árabe Miyah (mar) e no latim placidus (calmo).

Avior - Epsilon Carinnae
Ascensão Reta 08h 22,1m - Declinação - 59o 26’
Magnitude visual 1,74 - Distância  340 anos-luz

Foramen.  Eta Argus.  Eta Carinae.  Estrela variável.
Uma estrela irregularmente variável e avermelhada, situada na proa do Navio.  A variação em brilho começou a ser observada desde a segunda parte do século dezessete, quando foi identificada como uma estrela de quarta magnitude.  As flutuações em brilho foram irregulares, alcançando a segunda magnitude em 1730 e continuando sua variação entre segunda e quarta magnitudes até 1820, quando começou a aumentar sistematicamente e seu brilho máximo - de 0,8 - foi atingido em 1843, quando se tornou a segunda mais brilhante estrela do céu.  Daquele momento em diante teve inicio seu declínio em brilho até que se tornou uma estrela não mais visível a olho nu.  Durante o século vinte apresentou-se como uma estrela de sétima a oitava magnitude.  A estrela é rodeada por um envelope gasoso em expansão.

Markeb.  Kappa Argus. 

Aspiske - Iota Carinnae
Aplustre, vocábulo de origem grega que designa o escudo ornamental utilizado na popa dos navios.  Scutulun - O Pequeno Escudo, nome latino para designar o escudo ornamental utilizado na popa da nave Argus.

Upsilon Carinnae - Estrela Dupla
AR 9h45m  Dec  - 64o.50
M 3,2 e 6,0  Distância entre estrelas  4”,87

R Carinae - Estrela Variável
Ascensão Reta 09h31m    Declinação -62o.34
Magnitudes: Max 4,0    Min  10,0    Período 306,2
Tipo PLG   Espectro M5e

1 Carinae - Estrela Variável Cefeida
Ascensão Reta 09h43m          Declinação -62o.17
Magnitudes: Max 3,6  Min 4,8   Período 35,5
Tipo CEF   Espectro G7v

S Carinae - Estrela Variável
Ascensão Reta 10h07m        Declinação -61o.19
Magnitudes: Max 5,4  Min 9,5   Período 149,5
Tipo PLG   Espectro MOe


Eta (1) Carinae - Estrela Variável Irregular
Ascensão Reta 10h43m      Declinação -59o.25
Magnitudes: Max  0,6      Min 7,9  
Tipo IRR   Espectro Peculiar



 6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão 
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986


Eta Carinae, (na constelação da Quilha, ou "Carina", em latim), está a 7500 anos-luz da Terra. Uma estrela vísivel no Hemisfério Sul, mas não noHemisfério Norte. De tamanho muito grande (segundo a estimativa mais alta seu raio pode medir 0,9 unidades astronômicas), seu aspecto mais marcante é a variação de seu brilho em várias ordens de magnitude.
Quando foi pela primeira vez catalogada em 1677 por Edmond Halley, era uma estrela de magnitude 4, mas em 1843, após uma erupção que ejetou uma nuvem de poeira 500 vezes maior que o sistema solar6 , ficou mais brilhante, atingindo o brilho de Sirius, apesar de sua enorme distância. Depois disso (entre 1900 e 1940), a magnitude era apenas de 8. Em 2002, tinha magnitude 5, tendo de repentinamente ter dobrado o seu brilho entre 1998 e 1999.
Tudo indica tratar-se de uma sistema binário de estrelas muito próximas uma da outra. A estrela de menor diâmetro é a mais quente (30 000 °C) e a outra com o triplo do diâmetro é mais fria (15 000 °C), mas duas vezes mais brilhante. Este sistema estelar está envolto numa densa nuvemde gases e poeiras, que forma uma nebulosa 400 vezes mais extensa do que o Sistema Solar, conhecida como a Nebulosa de Eta Carinae (ou NGC3372). A perda de luminosidade deve-se, possivelmente, a uma consequência da aproximação máxima entre as duas estrelas, o periastro, altura em que a estrela menor encobre quase metade da maior. A diminuição de brilho é equivalente a 20 vezes o do Sol, mas brilhando como 4 a 5 milhões de sóis. O período de rotação das estrelas (uma em relação à outra) é de 5,5 anos.
O que torna Eta Carinae especial é o seu brilho muito instável e de forma extremamente rápida, devido à poeira e o encobrimento da estrela maior pela menor, ao contrário das outras estrelas visíveis a partir da Terra. Em 1830, brilhava tanto como Sirius (a estrela mais brilhante). Actualmente, só é visível em locais muito escuros, sendo o seu brilho muito baixo; há 40 anos atrás até era necessário um telescópio para a poder observar.
O astrónomo brasileiro Augusto Damineli, professor do IAG-USP, é um dos que afirmam que a estrela é uma variável pois a cada cinco anos e meio, segundo ele, acontece uma redução no seu brilho, já outros astrônomos não aceitavam essa teoria, no entanto em 1997, ocorreu uma nova redução do brilho, o fenômeno foi confirmado. Em 2003 , graças aos registros de mais de 50 especialistas apoiados nas observações através de telescópios terrestres e em órbita , finalmente confirmou-se tratar-se mesmo de mais uma estrela variável do tipo SDOR - Estrelas de alta luminosidade binária, com variações entre 1 a 7 magnitudes, associadas e envoltas em material em expansão próprio das nebulosas.
Estrelas muito grandes como Eta Carinae esgotam seu combustível muito rapidamente devido à sua desproporcionalmente alta luminosidade. Espera-se que Eta Carinae possa explodir como uma supernova ou hipernova dentro de algum tempo nos próximos milhões de anos.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Eta_Carinae



http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:EtaCarinae.jpg



Descrição
English: A huge, billowing pair of gas and dust clouds are captured in this stunning NASA Hubble Space Telescope image of the supermassive star Eta Carinae. Eta Carinae was observed by Hubble in September 1995 with the Wide Field and Planetary Camera 2 (WFPC2). Images taken through red and near-ultraviolet filters were subsequently combined to produce the color image shown. A sequence of eight exposures was necessary to cover the object's huge dynamic range: the outer ejecta blobs are 100,000 times fainter than the brilliant central star. Eta Carinae suffered a giant outburst about 160 years ago, when it became one of the brightest stars in the southern sky. Though the star released as much visible light as a supernova explosion, it survived the outburst. The explosion produced two lobes and a large, thin equatorial disk, all moving outward at about 1 million kilometers per hour.
Data
Origem
Autor
Nathan Smith (University of California, Berkeley), and NASA



VEJA em VÍDEOS: 
QUASE TUDO O QUE VOCÊ QUER SABER 
SOBRE ETA CARINNAE


http://www.eaulas.usp.br/portal/video.action?idItem=1202
https://www.youtube.com/watch?v=SGeXnyqKhyo

Neste programa, Mônica Teixeira conversou com o astrônomo e professor da USP, Augusto Damineli sobre a Estrela Eta Carinae, um sistema de duas estrelas localizadas há 8 mil anos luz de nós. Essa estrela foi descoberta em 1997 justamente pelo nosso entrevistado.


VEJA TAMBÉM:

Eta Carinae: além do eclipse

 http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/03/08/eta-carinae-alem-do-eclipse/
https://www.youtube.com/watch?v=onx152cZ2pU#t=88
A natureza da brutal e periódica perda de luminosidade da enigmática estrela gigante Eta Carinae, que a cada cinco anos e meio deixa de brilhar por aproximadamente 90 dias consecutivos em certas faixas do espectro eletromagnético, em especial nos raios X, pode ter sido finalmente desvendada por uma equipe internacional de astrofísicos comandada por brasileiros. O pesquisador Augusto Damineli e o pós-doutor Mairan Teodoro, ambos da Universidade de São Paulo (USP), analisaram dados registrados por cinco telescópicos terrestres situados na América do Sul durante o último apagão do astro, ocorrido entre janeiro e março de 2009, e colheram evidências de que esse evento literalmente obscuro esconde, a rigor, dois fenômenos distintos embora entrelaçados — e não apenas um, como acreditava boa parte dos astrofísicos.

Saiba mais na reportagem "Mais do que um eclipse": 
http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/01/16/mais-do-que-um-eclipse/

English version: http://youtu.be/BguKJyqU3XA

"Eclipses e Colapsos em Eta Carinae" - Pt. 1/2 (II SAF - UFSC)

https://www.youtube.com/watch?v=uzCLABmOBIk
"Eclipses e Colapsos em Eta Carinae" - Prof. Dr. Augusto Damineli Neto (USP):

As estrelas de alta massa são muito raras no Universo Local, por isso, pouco sabemos sobre suas vidas. Elas são as principais fontes de luz em galáxias distantes (primitivas) e têm grande impacto em sua evolução. Etas Carinae é um dos melhores exemplos desse tipo de estrelas e tem sido estudada em detalhes nos últimos 170 anos. Discutiremos descobertas feitas nas ultimas décadas, em particular o choque entre os ventos das 2 estrelas que a compõem e os colapsos periódicos desse choque quando elas passam pelo periastro.

Parte 2: http://youtu.be/K0xk1fGtyUg

Site II SAF: http://saf.sites.ufsc.br


"Eclipses e Colapsos em Eta Carinae" - Pt. 2/2 (II SAF - UFSC)







Julius Schiller, Coelum stellatum Christianum, 1627






PUPPIS, POPA


É sempre muito fácil nos sentirmos atraídos
pelo chamado do brilho intenso e do piscar
da estrela-alpha Canis Majoris, Sirius, a bela.


Olhando um tantinho ao sul,

Canopus, estrela-alpha Carinae, 
o comandante de Argo Navis, o Navio,
também nos atrai a atenção!


Se bem observarmos

- e sempre em lugares de céus escuros e transparentes
e em noites de ausência de Lua -,
encontraremos entre essas duas maravilhosas estrelas
uma espécie de paredão, uma muralha de estrelinhas tímidas...:
é a Pôpa do Navio, Puppis!



Programa Stellarium




Esse paredão, essa muralha de estrelinhas tímidas

não se apresenta em linha reta, não,
bem ao contrário, é como se figurasse madeiras encaixadas,
madeiras e madeiras formando quase um desencaixe, 
um ziguezague de estrelas emparedadas...


Sendo assim,

podemos compreender muitíssimo bem
o porquê, a razão das ilustrações antigas mostrarem 
essa madeira de estrelas figurando a Pôpa de um Navio.


E penso ser interessante enfatizarmos o fato

de que estamos diante da Pôpa do Navio, realmente,
e não daquilo que poderíamos pensar como a Proa.
Não, é a Pôpa.

Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes


Mario Jaci Monteiro - As 88 Constelações, Cartas Celestes







PUPPIS, POPA


 Posicionamento:
Ascensão Reta 6h2m / 8h26m   Declinação -11o.0 / -50o.8



Mito
Esta constelação representa o navio
 no qual Jasão trouxe o Velocino de Ouro para Colquita
 - e dizem que foi o primeiro Navio a ser construído.

Algumas Informações Interessantes acerca esta Constelação:

Esta constelação, o Navio, fazia parte do grupo de 48 constelações r
elacionado por Ptolomeu. 
 Porém, La Caille dividiu o Navio em
Carina, Vela e Puppis, Quilha, Vela e Popa

A Pôpa é facilmente identificável 
a partir da localização de Canopus, estrela-alpha do Navio Argos 
e situada na parte de Carina, a Quilha,
 e buscando o padrão de estrelas que ficam ao norte.  
(Do ponto de vista de quem está no hemisfério sul, 
é possível se identificar a Popa já muito próxima a Sirius, 
a estrela-alpha do Cão Maior, 
até chegar a Canopus, a estrela-alpha do Navio).

Existem alguns aglomerados abertos nesta constelação
 sendo que o mais brilhante é M47, visível a olho nu. 
 M46 e M93 são mais pálidos 
porém também considerados como objetos interessantes 
a serem observados. 
 M46 e M47 situam-se próximos a Sirius 
(que atua enquanto ponto de referência, é claro).

Fronteiras:
Puppis situa-se entre as constelações 
Canis Major, Columba, Pictor, Carina, Vela, Pyxix, Hydra, Monoceros




6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986




M46, M47 e M93,
OS OBJETOS MESSIER
EM PUPPIS, A PÔPA DO NAVIO




M 46 - Aglomerado Aberto, em Puppis
e
M 47 - Aglomerado Aberto, em Puppis

Estes dois Aglomerados podem ser vistos a olho nu 
e bem esfumaçadamente,
 próximos ao Cão Maior e sua estrela-Alpha, Sirius.

Caro Leitor,
Observe as Ilustrações abaixo
- em ambas sendo apontado o Objeto Messier 46
(que, por sua vez, fica bem próximo ao Objeto Messier 47) -,
e perceba primeiramente que todo o Navio vem envolvido
pelo braço da Via Lactea que corre de norte a sul;
e também perceba que
os Objetos M46 e M47 encontram-se bem próximos
à constelação Monoceros, o Unicórnio
(embora a estrela mais próxima a nos guiar será Sírius!),
enquanto sabemos que M93 encontra-se bem próximo
à constelação Canis Major, o Cão Maior!

Quer dizer,
esses três Objetos Messier em Puppis
encontram-se já bem ao norte de toda a constelação do Navio
- ou seja, em situações ainda praticamente bem visíveis
para os observadores/moradores do hemisfério norte.

É também interessante que possamos perceber
- observando desde os Objetos Messier 46 e 47
(ponto bem ao norte de Puppis ou de Argo Navis, o Navio)
até as Plêiades do Sul e da Grande Nebulosa Carina
 (pontos bem ao sul da constelação Carina) -
o quão extensa é a antiga constelação Argo Navis, o Navio,
de tal forma que, infelizmente (a meu ver),
foi desmembrada em Puppis, Carina e Vela
o que (a meu ver) 
descaracterizou-a, 
despiu-a de sua identidade estelar própria, que pena.

Esta constelação, o Navio, 
fazia parte do grupo de 48 constelações 
relacionado por Ptolomeu. 
La Caille, porém, dividiu o Navio em
Carina, Vela e Puppis: Quilha, Vela e Popa.

De qualquer forma,
eu sou muito feliz por morar no hemisfério sul
e poder usufruir da visão maravilhosa
do Navio, como um todo!




http://www.stellarium.org/pt/
http://www.stellarium.org/pt/












The Southern Ring Nebula (NGC 3132)



The Southern Ring Nebula (NGC 3132)





VELA, EM ARGO NAVIS, O NAVIO




Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes







 Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes



Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes


VELA


 Posicionamento:
Ascensão Reta  8h2m / 11h24m  Declinação -37o.0 / -57o.0

Mito:
Esta constelação representa o navio
 no qual Jasão trouxe o Velocino de Ouro para Colquita - e dizem que foi o primeiro navio a ser construído.

História:
Esta constelação, o Navio, fazia parte do grupo de 48 constelações 
relacionado por Ptolomeu.  Porém, La Caille dividiu o Navio em
Carina, Vela e Puppis: Quilha, Vela e Popa


Algumas Informações Interessantes acerca esta Constelação:
Aglomerados abertos 2670 e 2391 e 2547

As estrelas Kapa e Delta Velorum formam a Falsa Cruz
 juntamente com as estrelas Iota e Epsilon Carinae . 


Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes - parte da carta de Vela



Fronteiras:
Esta constelação faz vizinhança com Antlia, Pyxis, Puppis, Carina e Centaurus. 


Algumas Estrelas 
 em Vela:


Al Suhail - Gamma Velorum - Sistema Múltiplo
Ascensão Reta 09h 07,3m - Declinação - 43o 21’
Magnitude visual 2,22 - Distância 750 anos-luz
Mastro, nome proveniente da expressão árabe Al Suhail al Muhlif, ou seja, o mastro do navio.  Tal vocábulo também é empregado para designar as estrelas Zeta e Lambda Velorum.




Delta Velorum
Magnitude 1.95, com uma companheira de magnitude 5.1. 
Existe uma terceira companheira que é uma  binária expectroscópica e com magnitude 10.


Markeb - Kappa Velorum
O Navio, do antigo asterismo árabe situado na constelação da Vela.



NGC 3132 - Nebulosa  planetária na fronteira entre a Vela e Antlia:
 O ANEL DO SUL

Uma nebulosa planetária com uma estrela central muito brilhante 
que, por sua vez, possui uma companheira anã,
 aquela que representa a fonte da radiação da nebulosa.


Programa Stellarium


NGC 3132 é uma nebulosa planetária na direção da constelação de Vela. O objeto foi descoberto pelo astrônomo John Herschel em 1835, usando um telescópio refletor com abertura de 18,6 polegadas. Devido a sua moderada magnitude aparente (+9,2), é visível apenas com telescópiosamadores ou com equipamentos superiores.

http://pt.wikipedia.org/wiki/NGC_3132








http://www.spacetelescope.org/static/archives/images/screen/opo9839a.jpg

NGC 3132 is a striking example of a planetary nebula. 
This expanding cloud of gas, surrounding a dying star, 
is known to amateur astronomers in the southern hemisphere as the 'Eight-Burst' or the 'Southern Ring' Nebula.
Credit:


NGC 3132: Nebulosa do Anel Sul
Créditos e direitos autorais : Hubble Legacy ArchiveESANASAProcessamento Donald Waid
Explicação: Não foi a estrela mais brilhante perto do centro de NGC 3132, mas a estrela mais apagada que criou esta estranha e bela nebulosa planetária. Apelidada de Eight-Burst em inglês e conhecida por nós como Nebulosa do Anel do Sul, o gás brilhante se originou das camadas externas de uma estrela como o nosso Sol. Nesta imagem em cores representativas, a quente piscina de luz azul vista em torno deste sistema binário é energizada pela superfície quente da estrela mais apagada. Embora tenha sido fotografada para explorar simetrias incomuns, são as assimetrias que tornam esta nebulosa planetária tão intrigante. Nem a forma incomum da concha externa mais fria, nem a estrutura ou a disposição das frias faixas filamentárias de poeira que atravessam NGC 3132 são bem compreendidas.

http://apod.astronomos.com.br/apod.php?lk=ap130409.html



  











http://aa.usno.navy.mil/library/rare/bayer9.jpg







E a Proa, 
onde está a Proa,

 por que não existe Proa 

em Argo Navis, o Navio Argus?




É bem possível que as mentes do passado tenham mitificado 
a constelação do Navio sem uma Proa...
 pelo simples fato de que suas visões dos céus estrelados do sul 
não lhes permitiam delinear essa figuração estelar,
 lhes barrando os olhares sobre Argo Navis...,
 quase como o Navio estivesse desaparecendo no horizonte longínquo,
afastando-se, rumando em frente
 e em direção à curvatura do oceano dos céus estrelados...
navegando para ainda além do horizonte....,
nos deixando entrever apenas sua Pôpa, sua Vela e parte de sua Quilha.



Nesta Ilustração, veja O Navio visualizado na Grécia:


Programa Stellarium





Podemos pensar, no entanto,
 em outras questões 
que possam nos fazer melhor compreender 
sobre a ausência da Proa do Navio....





Segundo Richard H. Allen, em seu livro 
Star Names, Their Lore and Meaning 
– fantástico livro e já em domínio público 
e publicado na Internet
e traduzindo literalmente o texto abaixo, 
de forma simples e sintética, por  mim, Janine:


O Navio parece não ter Proa ....................
Segundo Aratos, a perda da Proa parece haver ocorrido

when Argo pass'd
Through Bosporus betwixt the justling rocks —
All Argo stands aloft in sky

Part moves dim and starless from the prow
Up to the mast, but all the rest is bright;


Quando Argo Navis passou através o Estreito de Bósforo e rochas desmoronaram,  o Navio foi virado e naufragou....; 
e subiu aos céus porém sem estrelas 
apresentando desde a Proa até o mastro.... 
mas todo o resto é brilhante!




Buscando compreender melhor sobre a questão da ausência de Proa
 (já manifestada através o Mito) do Navio, 
pude constatar que  Carinae Nebula acontece exatamente no lugar 
onde a Proa poderia se situar!  
(Veja em 
http://oceudomes.blogspot.com.br/2014/05/a-grande-nebulosa-em-carina.html)

Da mesma forma, 
constatamos que as chamadas Pleiades do Sul ou Austrais
acontecem exatamente no lugar
onde a Quilha poderia ter seu término!
(Veja em
http://oceudomes.blogspot.com.br/2014/05/pleiades-em-touro-e-pleiades-em-carina.html)





Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes



Ou seja, quando as Ilustrações do passado 
mostrando um tanto de fumaça/poeira
 de pedras desmoronadas por sobre a Proa..., 
não seria esta 'fumaça', esta poeira,
a visão aguçada sobre  a Grande Nebulosa Carina
e ratificada sobre as Pleiades do Sul?  


Será?



http://media.skysurvey.org/interactive360/index.html

Programa Sky Survey anotado e marcado por mim no lugar de Eta Carinae Nebula







No lugar onde deveria se situar a Proa do Navio Argo, 
além da Grande Nebulosa Carina (NGC 3372), 
estaremos encontrando as famosas Plêiades do Sul,
 IC 2602.







http://en.wikipedia.org/wiki/File:IC_2602.jpg
English: The open cluster IC 2602 in the constellation Carina. Computer image created with the astronomy software Perseus.
Italiano: L'ammasso aperto IC 2602 (Pleiadi del Sud) nella costellazione Carena.
  • Fonte: opera propria (sono l'autore)
  • Data: 02 luglio 2007
  • Autore: Roberto Mura
  • Licenza: pubblico dominio.
  • Tratto dal software di simulazione astronomica Perseus, il cui file licenza riporta la seguente dicitura: "I diritti d'autore sulle immagini o i documenti stampati generati con il software appartengono all'utente che li ha realizzati."
  • Detentore copyright: Roberto Mura
http://en.wikipedia.org/wiki/IC_2602







A bem da verdade,

mesmo que volvamos nossa olhar
- enquanto moradores do hemisfério sul -
para os céus estrelados austrais,
não estaremos encontrando a Proa do Navio!

Quer dizer,

A Proa do Navio Argus existiu 
quando de sua construção mítica, sim,
mas nunca existiu em sua representação estelar.

A bem da verdade,
 podemos perceber, na Carta Celeste abaixo, 
que a Via Lactea parece esbranquiçar mais e mais 
exatamente no lugar onde a Quilha se conclui 
e onde a Proa do Navio Argo deveria se situar 
- então o Mito compôs essa situação 
como pedras desmoronadas e roladas 
por sobre a Proa
e que  teriam simplesmente
 devastado-a, esmagado-a, destruído-a, ausentes de nossa visão.






Argo Navis constellation map, author: Torsten Bronger
http://www.constellation-guide.com/constellation-list/carina-constellation/







Podemos também pensar na questão que a visão do hemisfério norte 
para os céus estrelados do sul 
acaba trazendo um tom de ampliação lenticular, digamos assim, 
desse horizonte
 e trazendo a impressão de que o Navio
 estaria navegando rumo ao horizonte, 
desaparecendo por entre a fumaça de estrelinhas
 que compõem a Via Lactea naquele lugar....



Com um abraço estrelado,
Janine Milward




Os desenhos formados pelas estrelas
 – As Constelações - 
são como janelas que se abrem para a infinitude do universo 
e que possibilitam nossa mente a ir percebendo
 que existe mais, bem mais, entre o céu e a terra ...;
bem como percebendo que o caos, 
vagarosamente,
 vai se tornando Cosmos 
e sendo por nossa mente conscientizado. 

 Quer dizer, nossa mente é tão infinita 

quanto infinito é o Cosmos.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward




Hemisphaerium Coeli Australe in quo Fixarum loca secundum Eclipticae ductum ad anum 1730 . .

Nice example of Johanne Doppelmayr's map of the Southern Skies, with the constellations shown and the various stars illustrated in gold. Dopplemayr's decorative celestial chart illustrates the southern sky form the south ecliptic pole to ecliptic. The constellations are delineated based upon the catalogue of Johannes Hevelius and include Orion, Scorpio, Taurus, Eridanus and the Southern Cross. The constellations include some unusal additions, including the Peacock, Toucan, and a lovely unicorn called Monoceros.